
Com o objetivo de facilitar o acesso à proteção contra diversas doenças, a Prefeitura de Feira de Santana realizará mais um dia D de vacinação neste sábado (15). De 7h às 13 h, 24 unidades de saúde estarão abertas para imunizar contra a paralisia infantil e fazer atualização do calendário vacinal.
Para receber as doses, é necessário apresentar documento de identidade com foto, cartão SUS e caderneta de vacina. É importante destacar que a aplicação em crianças e adolescentes só é feita mediante a presença dos pais ou responsáveis.
Além do auditório da Secretaria Municipal de Saúde, serão pontos de vacinação as Equipes de Atenção Primária (EAP) Irmã Dulce, Cassa, Dispensário Santana, Mangabeira, Caseb I, Serraria Brasil e Subaé; as Unidades de Saúde da Família (USF) do Centro Social Urbano (CSU), Baraúnas e Caseb 2.
As equipes das USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora também participarão da mobilização. São elas Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III, Rua Nova II, III/ Barroquinha e George III e IV e Campo Limpo IV.
Já na zona rural, a população deve procurar as USFs de Ipuaçu, Humildes I, Bonfim de Feira, Jaíba, Jaguara, São José, Matinha e Tiquaruçu.
*Secom/PMFS
A Prefeitura de Feira de Santana foi selecionada para participar da quinta edição do processo de certificação MigraCidades, iniciativa reconhecida nacionalmente por promover boas práticas na gestão migratória. A conquista posiciona o município como referência em políticas públicas inclusivas e acolhedoras para pessoas em situação de migração.
Ao lado de outros 49 governos locais de cinco regiões brasileiras, Feira de Santana se destaca entre as 13 cidades nordestinas selecionadas. Essa conquista é fruto do engajamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedeso) nos últimos 12 meses, conforme ressalta o secretário Denilton Brito. “A equipe da Sedeso se dedicou intensamente ao desenvolvimento sustentável, buscando integrar-se à Plataforma MigraCidades. Agora, colhemos o merecido reconhecimento por fazer parte desse seleto grupo de municípios”.
A certificação MigraCidades vai além de um selo. Representa um compromisso com a promoção da integração social, a garantia de direitos e o combate à discriminação contra migrantes. Feira de Santana demonstra, com essa conquista, sua responsabilidade com o bem-estar de toda a população, especialmente das 352.307 pessoas em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico.
*Secom/PMFS

Em 2021, último ano em que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), hoje Refinaria fde Mataripe, ainda era administrada pela Petrobras, a Bahia ocupava a terceira posição no ranking de preços de GLP mais baixos do país. No entanto, em 2024, a situação mudou dramaticamente. O estado caiu 17 posições e agora ocupa o 9º lugar entre os estados com o valor do gás de cozinha mais caro do Brasil.
A principal causa desta alta acentuada é a diferença de preços praticada pela Acelen, que controla a antiga RLAM, em comparação com os valores que anteriormente eram oferecidos pela Petrobras.
O economista da Associação dos Engenheiros da Petrobras, Núcleo Bahia (AEPET-BA), Eric Gil Dantas, lembra que de janeiro a maio deste ano, o preço do GLP vendido pela Refinaria de Mataripe foi, em média, 36,4% mais caro do que o praticado pela Petrobras. “A diferença ainda se manteve significativa, em maio, com o gás de cozinha sendo vendido 28% mais caro pela refinaria privada”, afirma ele.
Até abril, a Bahia teve o quarto reajuste do gás de cozinha, sendo três aplicados pela Acelen. O aumento, elevou o preço do botijão ao consumidor entre R$ 5 e R$ 7. Com essa mudança, o valor do botijão ultrapassa os R$140,00.
*Bahia Notícias
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

foto: Reprodução
Navios da marinha russa chegaram ao porto de Havana na quarta-feira (12), numa escala que tanto os EUA quanto Cuba afirmaram não representar uma ameaça. Contudo, foi amplamente vista como uma demonstração de força russa em meio às crescentes tensões devido à guerra na Ucrânia.
Pequenos grupos de pescadores e curiosos alinharam-se na avenida à beira-mar de Malecón, sob uma chuva fraca, para receber os navios que passavam pelo castelo Morro, de 400 anos, na entrada do porto. Os primeiros a chegar foram o navio de combustível “Akademik Pashin” e o rebocador “Nikolay Chiker”, enquanto uma fragata da marinha russa e um submarino com propulsão nuclear esperavam no mar, devendo entrar no porto no meio da manhã.
A fragata e o submarino, parte de um grupo de quatro navios russos que chegaram ao largo de Cuba nesta quarta-feira (12), realizaram exercícios de mísseis no Oceano Atlântico a caminho da ilha, informou o Ministério da Defesa da Rússia no dia anterior. Cuba afirmou na semana passada que a visita era uma prática padrão de navios de guerra de países amigos de Havana. O Ministério das Relações Exteriores do governo comunista garantiu que os navios não carregavam armas nucleares, algo também repetido por autoridades norte-americanas.
“Temos monitorado de perto a trajetória dos navios”, disse uma autoridade dos EUA à Reuters sob condição de anonimato na noite de terça-feira (11). “Em nenhum momento os navios ou submarinos representaram uma ameaça direta aos Estados Unidos”. Havana está a apenas 160 km de Key West, na Flórida, onde fica a Estação Aérea Naval dos EUA. O momento da visita, enquanto a administração Biden pondera até onde ir para ajudar a defender a Ucrânia contra a Rússia, sugere mais do que “prática padrão”, disse William Leogrande, professor da Universidade Americana.
“A visita dos navios de guerra russos é a forma de Putin lembrar a Biden que Moscou pode desafiar Washington na sua própria esfera de influência”, afirmou Leogrande. A escala também coincide com a pior crise social e econômica de Cuba em décadas, com escassez de alimentos, medicamentos e combustível, e crescente descontentamento nas ruas. “Isto… tem ecos da Guerra Fria, mas, ao contrário da primeira Guerra Fria, os cubanos são atraídos para Moscou não por afinidade ideológica, mas por necessidade econômica”, disse Leogrande.
A história tem um grande peso em Cuba, especialmente no que diz respeito à Rússia e sua antecessora, a União Soviética. A crise dos mísseis cubanos eclodiu em 1962, quando a União Soviética respondeu ao envio de mísseis dos EUA na Turquia, enviando mísseis balísticos para Cuba, desencadeando um impasse que levou o mundo à beira de uma guerra nuclear. Os dois países estão mais uma vez estreitando os laços.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, visitou o presidente russo, Vladimir Putin, pela quarta vez em maio, quando participou de um desfile militar e afirmou que Moscou sempre poderia contar com o apoio de Havana. Em março, a Rússia entregou 90.000 toneladas de petróleo a Cuba para ajudar a aliviar a escassez e prometeu ajudar Havana em projetos que vão desde a produção de açúcar até infraestruturas, energias renováveis e turismo.
Os navios da marinha russa deverão permanecer em Havana até 17 de junho.
Informações TBN

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a remuneração das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não deve ser menor que a inflação. Por maioria, os ministros analisaram que deve ser mantida a Taxa Referencial (TR) + 3%, com compensação de rendimento até alcançar o índice oficial da inflação no Brasil, o IPCA.
Atualmente, a TR está em 1,76% + 3% = 4,76%, ao ano. A inflação está em 3,90%, ou seja, o trabalhador teria 0,86% de rendimento a mais por ano.
Os ministros consideraram a proposta do ministro Flávio Dino como a mais eficaz para a mudança. Dino expôs em seu voto o desejo das centrais sindicais e do governo federal, que já defendia o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como a referência da correção.
O ministro relator da ação, Luís Roberto Barroso, defendia que a correção não fosse menor que a caderneta de poupança, hoje com 6,18% de rendimento anual. O argumento de Barroso foi para que a “poupança” do trabalhador tivesse um rendimento que garantisse que o dinheiro não perdesse valor parado no banco.
Barroso foi acompanhado por André Mendonça, Nunes Marques e Edson Fachin, mas foi voto vencido para o que foi considerado pelo plenário como “voto médio”, ou seja, a proposta de Flávio Dino.
Dino seguiu o argumento das centrais sindicais e da União de que o FGTS é usado para políticas públicas, como habitação e saneamento. Argumentações do governo eram de que a correção das contas do FGTS pela remuneração da poupança encareceria os financiamentos habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, que têm o Fundo do trabalhador como a principal fonte de recursos.
Para o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, a decisão do Supremo representa uma vitória. “Ganham os trabalhadores, os que financiam suas moradias e os colaboradores do setor de construção civil. Na condição ex-empregado da Caixa, sinto-me profundamente comovido ao contribuir para preservar a poupança dos trabalhadores e proporcionar a oportunidade de possuírem sua própria residência aqueles que mais necessitam”, disse Messias.
Pela lei atual, os saldos das contas vinculadas são corrigidos pela Taxa Referencial (TR), mais 3% ao ano. Se as taxas dos empréstimos não forem ajustadas, poderia haver um descasamento no balanço do FGTS.
“No momento que você financia habitação e saneamento você está gerando emprego para os mais pobres. Por outro lado, quem são os destinatários das casas? os mais pobres. É exatamente pelos mais pobres, pela questão social, que não defendo a tese. Estou defendendo o modelo das centrais sindicais, que defendem os trabalhadores. E o Supremo não pode pretender substituir o entendimento feito pelas próprias centrais sindicais, que detém a legitimidade sindical”, disse Dino em seu voto.
O ministro foi acompanhado integralmente por Cármen Lúcia e Luiz Fux. Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes tinham votado pela improcedência da ação que pedia a mudança da TR como taxa de rendimento do FGTS, mas na modulação, foram com o voto médio, fazendo, assim, um placar de 6 a 5 pela TR+3%, chegando à inflação.
Os ministros analisaram ação do partido Solidariedade contra dispositivos das Leis 8.036/1990 e 8.177/1991, que fixam a correção dos depósitos nas contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela Taxa Referencial (TR).
O partido alegou que os trabalhadores são os titulares dos depósitos, e que a apropriação da diferença devida pela real atualização monetária pela Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, afronta o princípio constitucional da moralidade administrativa.
A legenda afirmou que “é imperativa por força direta da própria Carta Magna a correção monetária dos valores titularizados pelos trabalhadores em suas contas de FGTS”. No entanto, o STF entendeu diferente.
Pelo voto médio, o STF decidiu pela procedência parcial do pedido no seguinte entendimento: remuneração das contas vinculadas na forma legal TR + 3% ao ano + distribuição dos resultados alcançados, em valor que garanta, no mínimo, o índice oficial de inflação, IPCA, em todos os exercícios.
Nos anos em que a remuneração das contas vinculadas ao FGTS não alcançarem o IPCA, caberá ao Conselho Curador do Fundo determinar a forma de compensação.
Informações TBN

Gesival Nogueira/Ato Press/Estadão Conteúdo – 24.ago.2023
A Polícia Federal (PF) intimou o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), para novo depoimento. Cid é delator em inquéritos que investigam o ex-presidente e tem obrigação de prestar esclarecimentos sempre que os investigadores considerarem necessário.
O pai do ex-ajudante de ordens, general Mauro Lourena Cid, também foi intimado. Ele é investigado no caso das joias sauditas recebidas pelo governo Bolsonaro e supostamente colocadas à venda nos Estados Unidos.
O depoimento deve acontecer na próxima terça-feira (18), de forma presencial, na sede da PF em Brasília.
O último depoimento de Mauro Cid aconteceu em 26 de abril, quando agentes da PF estavam nos Estados Unidos e, em cooperação internacional com o FBI, investigavam o caso. Na ocasião, Mauro Cid deu detalhes sobre a negociação das joias em joalherias norte-americanas.
Nos EUA, a PF colheu imagens das transações envolvendo os acessórios valiosos e atestou a participação de mais uma pessoa no esquema apontado.
Os novos depoimentos agendados pela PF vêm após a CNN revelar o caso de uma nova peça preciosa negociada por emissários de Jair Bolsonaro. O item valioso ainda era desconhecido e foi descoberto justamente durante a viagem dos agentes aos EUA.
Esses são os últimos pontos para a PF finalizar o inquérito, que deve ser relatado ao Supremo Tribunal Federal (STF) até o fim do mês. O ex-presidente Jair Bolsonaro sempre negou estar envolvido em qualquer irregularidade.
Informações TBN

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), líderes partidários decidiram votar a urgência dos projetos de lei (PL) sobre aborto e delações premiadas nesta quarta-feira (12).
Os temas são considerados polêmicos e têm sido alvo de debates entre os parlamentares nos últimos dias. Caso as urgências sejam aprovadas, os textos poderão ser votados diretamente pelo plenário da Casa, sem a necessidade de passar por comissões temáticas.
O PL 1904/24, apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), equipara o aborto realizado após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio simples, mesmo nos casos em que a gravidez é resultante de estupro. O projeto é uma das prioridades da bancada evangélica. Após a reunião de líderes desta manhã, o deputado Eli Borges (PL-TO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE), afirmou que é um compromisso de Arthur Lira pautar ao menos a urgência do texto.
Quanto ao PL 4699/23, que propõe o fim das delações premiadas para pessoas que estejam presas, o pedido de urgência é assinado por alguns dos principais líderes da Câmara, incluindo membros do centrão, como Luciano Amaral (PV-AL), Romero Rodrigues (Podemos-PB), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), Altineu Côrtes (PL-RJ) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).
Além disso, os parlamentares devem analisar o mérito do projeto que agiliza a punição de deputados que quebrarem o Código de Ética da Câmara. A urgência da pauta foi aprovada pelo plenário da Câmara, sendo uma resposta aos episódios de confusão entre parlamentares na semana passada. A proposta visa acelerar as punições, permitindo que a Mesa da Casa suspenda cautelarmente o exercício do mandato de deputados infratores, o que implicaria na suspensão do salário, da verba de gabinete e do gabinete.
Atualmente, a Mesa Diretora da Câmara não tem autoridade para suspender mandatos de forma cautelar. Segundo o texto assinado por Arthur Lira, a suspensão determinada pela Mesa seria imediatamente comunicada ao Conselho de Ética da Câmara, que teria 15 dias para decidir se mantém ou não a medida. A deliberação do Conselho de Ética seria prioritária e exigiria o voto da maioria absoluta do colegiado em votação ostensiva.
Informações TBN

VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL – 08.03.2022
O dólar voltou a subir no mercado à vista na manhã desta quarta-feira (12), sendo cotado a R$ 5,43, o que representa um aumento de 1,29%. Esse é o valor mais alto em 18 meses, desde que a moeda americana atingiu R$ 5,47 em 4 de janeiro de 2023. Às 13h40, o dólar estava sendo negociado a R$ 5,38, com alta de 0,41%.
O Ibovespa iniciou o dia em alta, mas depois caiu e chegou à mínima do ano, abaixo de 120 mil pontos.
A alta do dólar e a queda da Bolsa ocorrem em meio ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou que o governo está “colocando as contas públicas em ordem para assegurar o equilíbrio fiscal”, mas que “não consegue discutir economia sem colocar a questão social na ordem do dia”.
O governo federal enfrenta pressão para reduzir gastos em um momento de dificuldade para aumentar a arrecadação. Na noite da terça-feira (11), o Senado Federal devolveu a Medida Provisória (MP) que restringia a compensação de créditos do PIS/Cofins em contrapartida à perda de arrecadação com a desoneração da folha de pagamentos, medida que poderia aumentar a receita federal em R$ 29,2 bilhões.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa brasileira, caiu para o mesmo nível visto em 13 de novembro do ano passado, atingindo a mínima de 119.878,23 pontos por volta das 12h30, refletindo as crescentes preocupações fiscais.
Elson Gusmão, diretor de câmbio da corretora Ourominas, avalia que além da incerteza sobre a política de juros do Federal Reserve (Fed) dos EUA, o ruído político envolvendo o governo e o Senado reforça a cautela local com o quadro fiscal, diante da incerteza sobre as fontes de compensação para manter a desoneração da folha de pagamentos para empresas de 17 setores e municípios menores.
A cotação do dólar vem subindo há algum tempo, um movimento que se intensificou nos últimos pregões. Segundo Einar Rivero, sócio-fundador da Elos Ayta Consultoria, o real é a terceira moeda mais desvalorizada frente ao dólar este ano. Em 2024, o dólar acumula uma alta de 11,38% em relação ao real brasileiro, com apenas o peso argentino e o iene japonês apresentando desvalorizações maiores.
Esse movimento de valorização ao longo do ano reflete a busca dos investidores por proteção em meio às incertezas sobre o início do ciclo de corte de juros nos EUA, e nas últimas semanas o risco fiscal doméstico tem impulsionado ainda mais a alta do dólar.
Gradualmente, o mercado está abandonando a expectativa de que o câmbio encerre o ano na faixa dos R$ 5, como previsto inicialmente pelo Boletim Focus no início de 2024. A edição mais recente do boletim, publicada na segunda-feira (10), prevê uma taxa de R$ 5,05 para o final do ano, mas há analistas ainda mais pessimistas.
Informações TBN

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O agora ex-secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller, afirmou nesta quarta-feira (12) que foi pressionado pelo governo para organizar o leilão de 263 mil toneladas de arroz importado, que foi anulado na terça-feira (11) por suspeitas de irregularidade. Ele declarou que está sendo usado como “bode expiatório” do fracasso do leilão.
Geller pediu demissão do cargo após suspeitas de favorecimento ao seu filho, Marcello Geller, sócio de uma das corretoras que participaram do leilão. O certame foi vencido por quatro empresas ao custo de R$ 1,3 bilhão, sendo que três delas não operam no mercado de compra e venda de grãos.
Responsável pela organização do leilão, Geller disse que a Casa Civil e o Ministério da Agricultura o pressionaram a comprar uma quantidade tão grande de arroz, mesmo sob fortes críticas do setor agropecuário.
“Foi mal conduzido, em um momento de egos aguçados. [A quantidade foi] uma decisão da Casa Civil junto com o ministro [Carlos] Fávaro. Agora, como se deu, eu não participei, porque o ministro puxou esse assunto 100% para o gabinete. Mas quem decidiu obviamente não fomos nós”, disse em entrevista à BandNews TV.
O ex-secretário afirmou que as condições técnicas para a realização do leilão “não foram seguidas”, confirmando declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a interlocutores que participaram da reunião que anulou o leilão.
Geller disse que, “sem dúvida”, as regras não foram seguidas e que “faltou organização, faltou orientação”. “Se você buscar nos anais das reuniões que fizemos, lógico que foram reuniões internas, as posições técnicas não foram seguidas. […] Foi de forma muito açodada”, apontou.
Neri Geller confirmou que 78% da safra de arroz do Rio Grande do Sul havia sido colhida e estava nos armazéns dos produtores, e que o restante estava fora das áreas fortemente atingidas pelas enchentes. “Teve uma queda de apenas 500 mil toneladas”, pontuou.
Ele também destacou que a região Centro-Oeste do país teve um crescimento de 30% na produção de arroz e que havia também a produção dos outros países do Mercosul. “[O leilão] deveria ser feito de forma mais escalonada”, completou.
“Bode expiatório”
O ex-secretário negou qualquer tipo de favorecimento ao filho e ao sócio, Robson Almeida de França, que foi seu assessor há quatro anos. Neri Geller afirmou que o empresário começou a atuar no leilão de grãos depois de deixar o gabinete e, inclusive, participou de outros leilões no ano passado.
“Então, aqueles valiam e agora não valem mais?”, questionou, dizendo que falou com Robson na noite da última sexta-feira (7), quando começaram as suspeitas, e que ficou triste com a repercussão. “Eu vou sair como bode expiatório dessa questão? Eu não vou aceitar de forma nenhuma”, disparou.
Ele ainda pediu que a Polícia Federal investigue se houve qualquer direcionamento por parte dele, ressaltando que tem uma carreira política de mais de 30 anos que não pode ser desprezada.
Neri Geller foi ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff (PT) e ex-deputado federal, além de ter sido um dos principais articuladores para aproximar Lula do agronegócio durante a campanha eleitoral de 2022. Ele chegou a ser cotado para o ministério, em um setor que majoritariamente apoiou a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão de importar arroz foi tomada após as enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional do grão. Embora 80% da colheita já tivesse sido realizada antes das chuvas, as enchentes impactaram significativamente a logística e o transporte do cereal para o restante do país.
No último final de semana, a Conab havia determinado que as quatro empresas vencedoras do leilão deveriam comprovar capacidade técnica e financeira para intermediar a compra, que custou R$ 1,3 bilhão ao governo.
Informações TBN

Após anunciar oficialmente a campanha Super Prêmios 2024, na abertura do Arraiá do Comércio, no último sábado (8), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana (CDL) lançou, nesta terça-feira (11), o Forró no Buzu Super Prêmios.
A ação consiste em divulgar a campanha de premiações para o consumidor do comércio de Feira no transporte público da cidade, fazendo uma conexão Centro-bairros, bairros-Centro. E tudo isso com muito forró pé de serra.
Adilson do Acordeon é quem vai animar os passageiros, acompanhado de um pequeno grupo com peças da campanha. “O que queremos é que a Super Prêmios esteja em toda a cidade, mostrando ao consumidor que ele tem um comércio barato para comprar e ainda pode ser premiado. E ao lojista, que a nossa campanha é forte e que vale muito a pena fazer parte dela”, ressalta Juscelino Brito, presidente da CDL.
O Forró no Buzu Super Prêmios conta com o apoio da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (Acefs), Serviço Social do Comércio (Sesc), Centro das Indústrias (Cifs), Secretaria Municipal de Turismo, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (Settdec), Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e empresas de transporte público Rosa e São João. Na organização, tem o apoio da Promotion Bahia.
Confira dias, horários e linhas das ações do Forró no Buzu Super Prêmios:
11.06.2024
Horário: 16h30min às 18h30min
Linha: 113 saindo do Terminal Central às 16h45
12.06.2024
Horário: 06h30min às 08h30min
Linha: 019 saindo do Terminal Central às 06h35
14.06.2024
Horário: 16h30min às 18h30min.
Linha: 020 saindo do Terminal Central às 16h20
15.06.2024
Horário: 12h00min às 14h00min
Linha: 010 saindo do Terminal Central às 12h00
17.06.2024
Horário: 06h30min às 08h30min
Linha: 300 saindo do Terminal Central às 06h40
19.06.2024
Horário: 06h30min às 08h30min.
Linha: 200 saindo do Terminal Central às 06h30
20.06.2024
Horário: 16h20min às 18h20min.
Linha: 007 saindo do Terminal Central às 16h20
22.06.2024
12h00min às 14h00min.
Linha: 071 saindo do Terminal Central às 12h15