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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou um aperfeiçoamento na urna eletrônica, conforme sugerido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Essa mudança ocorreu após uma inspeção do código-fonte das urnas por três desenvolvedores da área de tecnologia da informação da CGU durante a última semana¹.

O desenvolvedor Everton Ramos, que já havia participado da inspeção em 2022, propôs uma alteração que foi avaliada e incorporada ao código pelo TSE. Essa modificação adicionou uma camada extra de validação na etapa de totalização dos votos, reforçando a segurança do processo¹.

A inspeção faz parte do Ciclo de Transparência – Eleições de 2024 e durou aproximadamente 35 horas, entre segunda-feira e sexta-feira. O objetivo é garantir a fiscalização do sistema eletrônico que assegura as eleições no país. Durante a inspeção, os técnicos do TSE abriram uma urna eletrônica para que a equipe da CGU pudesse observar o hardware em detalhes e conhecer as peças internas do equipamento e o seu sistema. Vale destacar que a urna possui quatro processadores e nenhuma conexão online¹.

Além da CGU, a Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o Senado e o partido União Brasil também enviaram especialistas para testar e verificar as urnas destinadas às eleições municipais deste ano. Atualmente, o TSE possui 571.020 urnas aptas a serem utilizadas em sessões de votação em todo o Brasil¹. É um importante esforço para garantir a integridade e a confiabilidade do processo eleitoral.

Informações TBN


Foto: Breno Esaki/Metrópoles

Os cerca de 150 analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) revisaram para baixo suas projeções para os principais indicadores econômicos do país. As novas estimativas incluem um aumento nas previsões de inflação e dólar para os próximos anos (2024 a 2027), além de uma elevação na taxa básica de juros, a Selic, e uma redução na previsão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024. Estas informações foram divulgadas na última edição do Relatório Focus, nesta segunda-feira (17/6).

Inflação
O mercado agora acredita que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano em 3,96%, ante 3,90% na semana passada, marcando o sexto aumento consecutivo da previsão para 2024. Para 2025, a projeção de inflação subiu pela sétima vez consecutiva, de 3,78% para 3,80%. Em 2026, a previsão permaneceu em 3,60%, e para 2027, manteve-se em 3,50%.

Selic
A projeção para a Selic em 2024 foi ajustada de 10,25% para 10,50%, indicando que os analistas não esperam uma redução da taxa básica de juros neste ano. Para 2025, a estimativa subiu de 9,25% para 9,50%, enquanto as previsões para 2026 e 2027 permaneceram inalteradas em 9%.

Incertezas
A expectativa para a taxa de juros sofreu uma forte reversão nos últimos meses, com o mercado ajustando as projeções devido ao aumento das incertezas econômicas tanto internacionais quanto domésticas. No exterior, a perspectiva de redução de juros nos Estados Unidos parece cada vez mais distante. Internamente, as dúvidas aumentaram após a mudança das metas fiscais para 2025 e 2026, anunciada pelo governo Lula, agravadas pela tragédia no Rio Grande do Sul. Essas incertezas levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a reduzir o ritmo dos cortes de juros em sua última reunião.

Dólar
As projeções para o dólar também aumentaram para os próximos anos. Para 2024, a previsão passou de R$ 5,05 para R$ 5,13. Para 2025, subiu de R$ 5,09 para R$ 5,10. Em 2026, a estimativa aumentou de R$ 5,10 para R$ 5,12, e para 2027, de R$ 5,11 para R$ 5,15.

PIB
Os analistas reduziram a expectativa de crescimento do PIB para 2024, de 2,09% para 2,08%. A previsão havia melhorado por cerca de dez semanas seguidas, mas foi ajustada recentemente.

Relatório Focus
O Relatório Focus resume as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Publicado às segundas-feiras pelo Banco Central, o relatório apresenta a evolução semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores.

Informações TBN


O empresário Elon Musk, dono da rede social X, fez uma postagem na plataforma neste sábado (15) na qual defendeu o fim das urnas eletrônicas. A publicação em questão foi um comentário a um post de Robert F. Kennedy Jr., candidato independente ao cargo de presidente dos Estados Unidos, que comentou uma reportagem sobre irregularidades relacionadas ao dispositivo nas eleições primárias de Porto Rico.

– Deveríamos eliminar as urnas eletrônicas. O risco de ser hackeado por humanos ou IA, embora pequeno, ainda é muito alto – escreveu Musk.

Kennedy, que segue na disputa à Presidência dos Estados Unidos, havia comentado uma reportagem da agência de notícias Associated Press que apontou que a comissão eleitoral de Porto Rico está revendo seu contrato com uma empresa de votação eletrônica dos EUA depois que centenas de discrepâncias foram descobertas após as acirradas primárias da ilha.

Segundo a agência, o imbróglio resultou de um problema de software que fez com que as máquinas fornecidas pela Dominion Voting Systems apurassem incorretamente o total de votos. Por causa disso, as contagens informadas pelas máquinas teriam sido inferiores às contagens de papel em alguns casos. Além disso, algumas máquinas reverteram certos totais ou reportaram zero votos para alguns candidatos.

Em sua publicação, o concorrente ao cargo máximo da política americana disse que “felizmente, havia um rastro de papel para que o problema fosse identificado e a contagem dos votos corrigida”.

– O que acontece em jurisdições onde não há registro documental? Os cidadãos dos EUA precisam de saber que todos os seus votos foram contados e que as suas eleições não podem ser pirateadas. Precisamos de regressar às cédulas de papel para evitar interferências electrônicas nas eleições. A minha administração exigirá votos em papel e garantiremos eleições honestas e justas – resumiu.

BOLSONARO INELEGÍVEL APÓS QUESTIONAR SISTEMA
No Brasil, o principal expoente da defesa do voto impresso auditável, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em junho do ano passado, justamente após fazer uma reunião com embaixadores na qual questionou o sistema de votação adotado no Brasil, no qual há apenas o registro eletrônico do voto.

Em seu voto pela inelegibilidade de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, disse que, no encontro com os embaixadores, o ex-presidente teve “claro sentido de destruir credibilidade de sistema de votação” e influenciar o eleitor de que estaria sendo vítima de uma “conspiração do Poder Judiciário para fraudar as eleições presidenciais”.

*Pleno.News
Foto: EFE/Ulises Ruiz Basurto


Em uma breve prestação de contas do mandato neste primeiro semestre, a assessoria do deputado Binho Galinha passou dados das emendas parlamentares impositivas para esse ano de 2024, fazendo aportes significativos na área da saúde, não apenas em Feira de Santana, mas, em 5 outras cidades da Bahia, nas proximidades, argumentando, que o maior volume foi para Feira e nas outras, por entender, que colocando recurso nas cidades próximas, diminui a pressão na rede de saúde feirense.

O deputado colocou emenda de R$300 mil para o município de Cícero Dantas, para a aquisição de uma ambulância, que já foi entregue, nos últimos dias. R$150 mil já está disponibilizado no orçamento para o fundo municipal de saúde da cidade de Valente, como repasse de recurso financeiro. Outra dotação financeira de R$120 mil, foi para a prefeitura de Cruz das Almas. E para o município de Ipecaetá R$170 mil, para atender parte das necessidades na área da saúde.

Binho Galinha fez um levantamento, através de sua assessoria e detectou necessidades prementes em outras unidades hospitalares que não apenas a de Feira de Santana, onde no primeiro momento já foram disponibilizados em equipamentos, um valor superior a R$1.500.000 reais, diretamente para o Hospital Dom Pedro de Alcântara. Foram contempladas ainda a Santa Casa de Misericórdia de Oliveira dos Campinhos, em Santo Amaro, com R$150 mil. R$279.900 foram indicados para o Hospital Bom Samaritano, em Riachão do Jacuípe. Depois de ter colocado R$120 mil para o fundo de saúde de Cruz das Almas, o deputado indicou mais R$200 mil para a Santa Casa de Misericórdia da mesma cidade.

O deputado ao ser questionado o porquê de um volume tão disperso nas emendas impositivas, ele se justificou: “O que todos nós ouvimos na imprensa, e temos conhecimento, porque fazemos visitas nas cidades diversas da Bahia, o grande clamor da população é a área da saúde. E nada melhor do que injetar recursos nas Santas Casas e outros hospitais das cidades onde foram contempladas”, disse.

Ele informou ainda que além dos recursos de mais de um milhão e meio para a Santa Casa de Feira, colocou para o mesmo hospital mais uma emenda de R$130 mil reais, em recursos diretos para o custeio da unidade. O deputado anunciou que suas emendas não se restringiram apenas a saúde, mas, outras áreas como educação, serão divulgadas com a consolidação do orçamento.


O ex-prefeito José Ronaldo (União Brasil) segue com larga vantagem sobre o deputado federal Zé Neto (PT) na pré-campanha para prefeito de Feira. É o que mostra pesquisa divulgada nesta segunda-feira (17), do projeto “Eleições 2024 – Portal do Sertão”, composto pelo Blog do Velame, Feira Pod e o jornalista Danillo Freitas.
A pesquisa, conduzida pela Séculus Consultoria, foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no dia 11 de junho sob o número BA-033398/2024, e entrevistou 600 eleitores na sede do município e nos distritos de Humildes, Bonfim de Feira e Maria Quitéria.
Pesquisa Estimulada
Na pesquisa estimulada, onde os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Zé Ronaldo mantém boa vantagem, obtendo 47,67% das intenções de voto. Zé Neto está na segunda posição com 33,33%, e Pablo Roberto aparece com 9,00%. Nesse cenário, 6,83% dos entrevistados declararam que não votariam em nenhum dos candidatos listados, e 3,17% não souberam ou não opinaram.
Pesquisa Espontânea
Na pesquisa espontânea, onde os entrevistados declaram em quem votariam sem que lhes sejam apresentados nomes, o ex-prefeito Zé Ronaldo (União Brasil) lidera com 25,17% das intenções de voto. O deputado Zé Neto (PT) aparece em segundo lugar com 21,17%, seguido de Pablo Roberto (PSDB) com 3,67%. Entre os entrevistados, 8,33% afirmaram que não votariam em nenhum candidato, enquanto 41,67% não souberam ou não opinaram.
A pesquisa tem uma margem de erro estimada de 4 pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica a possibilidade de variações nos resultados. Os dados fornecem uma visão preliminar do cenário eleitoral em Feira de Santana, destacando a liderança de Zé Ronaldo tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, e sua vantagem em um potencial segundo turno contra Zé Neto.

*O Protagonista FSA


Ruínas do Instituto Penal Cândido Mendes, em Ilha Grande (RJ)
Ruínas do Instituto Penal Cândido Mendes, em Ilha Grande (RJ) Imagem: Marcelo César Augusto Romeo/Memórias da Ditadura e Instituto Vladimir Herzog

A série “O Jogo que Mudou a História”, na Globoplay, retrata o surgimento das facções criminosas no Rio e os primeiros embates entre elas, na década de 1970. O enredo se desenvolve nas favelas fictícias de Padre Nosso, Parada Geral e Morro da Promessa, além do presídio de Ilha Grande.

‘Caldeirão do inferno’

O complexo penitenciário Cândido Mendes, em Ilha Grande, realmente existiu, ao contrário das favelas fictícias da série. Foi lá que nasceu, em 1979, o Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do país e que domina diversas áreas do Rio.

O local a mais de 100 quilômetros da capital do Rio de Janeiro foi construído em 1884. A prisão ganhou o apelido de “Caldeirão do inferno” ou “Caldeirão do diabo” por causa de cenas de violência que aconteceram no local. 

Criação do presídio

Inicialmente, a ilha era usada, na época do império, para isolar pessoas com doenças contagiosas, como hanseníase. Ao longo do tempo, foram criados espaços na ilha para presos. Um deles foi o escritor Graciliano Ramos, que foi preso na penitenciária da ilha em 1936, por seu envolvimento político com a Intentona Comunista de 1935. Foi lá, aliás, que o romancista e cronista alagoano começou a rascunhar “Memórias do Cárcere” (1953).

Em 1963, o governador da Guanabara, Carlos Lacerda, criou a Penitenciária Cândido Mendes que depois passou a se chamar Instituto Penal Cândido Mendes. Na ditadura militar, o local recebeu presos políticos, como membros da ALN (Aliança Libertadora Nacional). A ideia era isolar os presos e dificultar as visitas.

Nascimento do CV

Presos comuns e presos políticos se juntaram, inicialmente, para cobrar melhorias no presídio de Ilha Grande. Depois, presos comuns iniciaram movimentos com greves de fome e denúncias de espancamento e maus-tratos. Também passaram a usar a experiência ilícita para mirar o mercado de drogas.

Essa organização dos detentos levou ao que foi chamado de Falange da LSN (referência à Lei de Segurança Nacional, pela qual os presos eram condenados). Depois, foi rebatizada de Falange Vermelha e, em seguida, Comando Vermelho. O nome da organização aparece pela primeira vez em um relatório policial em 1979.

No ano seguinte, em 1980, três presos fogem da ilha de barco. Entre eles, José Jorge Saldanha, o Zé Bigode. Ele consegue chegar ao continente e se esconder na Ilha do Governador. Lá, protagoniza uma troca de tiros contra 400 policiais por mais de 12 horas de confronto. O episódio foi retratado no filme “400 contra 1” (2010), que mostra o início da facção fora da ilha.

O CV passou a dominar os morros do Rio ao longo das décadas. O cenário começou a mudar a partir do avanço das milícias na primeira década dos anos 2000. A facção atualmente não é mais soberana, como mostram os dados do Geni-UFF (Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos, da Universidade Federal Fluminense). De acordo com os dados, a facção domina 24,2% dos bairros do Rio, ficando atrás do poder das milícias, que controlam 25,5% dos bairros cariocas.

O presídio da Ilha Grande foi desativado e implodido em 1994, há 30 anos. O acervo do Cândido Mendes integra o Museu do Cárcere, administrado pela Uerj.

Informações UOL


Foto: Sérgio Lima

O governo no Palácio do Planalto está encarando com pessimismo as próximas pesquisas de popularidade e aprovação do presidente Lula, que serão publicadas na primeira metade de julho. Estão agendadas para serem divulgadas pesquisas realizadas pela Quaest, Ipec e Datafolha.

Segundo informações da coluna de Lauro Jardim/O Globo, nas últimas semanas, o governo não apresentou nenhum evento significativo que pudesse ser percebido positivamente pela população e, consequentemente, impulsionar sua popularidade. Além disso, uma única notícia favorável não seria capaz de alterar significativamente os resultados das pesquisas. O mesmo vale para uma série de ações ou resultados que possam ter impacto direto no orçamento dos cidadãos.

Desde o final do ano passado, as pesquisas têm mostrado resultados desfavoráveis ao governo. O ponto mais alto de aprovação do terceiro mandato de Lula foi registrado em meados de 2023, seguido apenas por um declínio.

Diz um ministro com assento na Esplanada:

— Se não cair, já está bom.

Informações TBN


Tarcísio, Bolsonaro, Nunes e Mello Araújo após almoço sobre cotado para vice, na sexta (14)
Tarcísio, Bolsonaro, Nunes e Mello Araújo após almoço sobre cotado para vice, na sexta (14) Imagem: Saulo Pereira Guimarães/UOL

O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) deve anunciar nesta semana o nome do vice em sua chapa nas eleições de 2024. O anúncio envolve interesses de Jair Bolsonaro (PL) e outros aliados. Na sexta (14), o ex-presidente disse que há um “noivado” entre Nunes e Ricardo Mello, o preferido de Bolsonaro para a vaga.

O que aconteceu

Mello e Nunes vivem “noivado” com casamento marcado para outubro. Para Bolsonaro, as vereadoras Sonaira Fernandes (PL), Rute Costa (PSDB) e outros nomes parecem “bons”, mas sua expectativa é que Mello seja escolhido. “Estamos começando bem esse diálogo para, quando bater o martelo, não ter gente que nos deixe”, disse ele.

Nunes quer “conversar com todos os partidos” que o apoiam sobre seu vice. “Não vamos fazer nenhuma imposição para nenhum”, disse ele. O discurso é uma alfinetada em seu adversário Guilherme Boulos (PSOL), pela escolha de Marta Suplicy (PT) para vice, fruto direto de uma articulação do presidente Lula (PT) nos bastidores.

Prefeito reconhece “peso” dos apoios de Mello. Para Nunes, o fato de Bolsonaro (que ele chamou de “a maior liderança do nosso país”), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o PL apoiarem Mello o coloca em uma posição “muito forte” na disputa pela vaga — embora a decisão ainda não tenha sido tomada.

Mello é coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo. Uma fonte próxima ao ex-presidente disse em janeiro que Bolsonaro tem “grande apreço” pelo militar. Mello já defendeu o fim da “saidinha” de Natal para presos e que a PM realize abordagem diferenciada em áreas nobres — entre outras medidas polêmicas.

Tarcísio defendeu “continuidade” do trabalho de Nunes. O governador elogiou a gestão do prefeito, de quem se aproximou por causa da privatização da Sabesp. O aval de Nunes foi decisivo para dar viabilidade econômica ao negócio. Segundo Tarcísio, conversas ao longo desta semana devem selar a escolha do vice.

Bolsonaro sobre Marçal: ‘partido tem que andar unido’

“Continuo fechado com Nunes”, disse Bolsonaro. A declaração ocorreu após uma conversa de uma hora com Pablo Marçal (PRTB), pré-candidato à prefeitura de São Paulo, no último dia 3. Na mesma fala, ele disse que não vai impedir ninguém de conversar com Marçal, por não considerar isso democrático — mas seu apoio é de Nunes.

“Nós vamos estar juntos em todos os municípios”, afirmou ex-presidente sobre Tarcísio. Em Santos, porém, Bolsonaro e o governador apoiam pré-candidatos diferentes. Em Guarulhos, a discordância é com o PL. O ex-presidente e Valdemar Costa Neto, presidente do partido, não apoiam os mesmos nomes na disputa pela prefeitura.

Última semana teve entrada de José Luiz Datena na disputa. O apresentador de TV lançou pré-candidatura pelo PSDB no último dia 13. Após quatro desistências, ele disse que, desta vez, irá até o final da eleição. Visto com ceticismo por alguns, o movimento é tido por outros como forma de resgatar a força do partido.

Entrada de Marçal embolou o voto da direita. O empresário tem apoio de bolsonaristas que estão desconfortáveis com a aposta do ex-presidente em Nunes. Pelo Datafolha, Marçal tem 7% das intenções de voto. É menos do que Boulos (24%) e Nunes (23%), mas tecnicamente o mesmo que Datena e Tabata (ambos com 8%).

O que dizem os envolvidos?

O coronel Mello é um dos nomes do PL, tem apoio do presidente Bolsonaro, do governador Tarcísio. Isso tem peso nessa escolha, sem nenhum demérito a todos os outros postulantes, a todas as outras indicações dos partidos
Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo

Essas conversas [sobre a escolha do vice de Nunes] acontecem ao telefone, pessoalmente. Você encontra aqui, toma um café ali. Essa construção está sendo bem adiantada, tem muita gente que está analisando os cenários, e a gente vai chegar no melhor para esse projeto
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo

Nós vamos estar juntos em todos os municípios. Onde porventura tiver uma rusga, a gente vai para um canto, conversa e decide como vai apoiar esse ou aquele candidato. Nós não vamos ter divergência aqui. Afinal de contas, o Tarcísio é uma costela minha, com todo respeito
Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente

Hoje estou aqui para agradecer pela oportunidade que o presidente me deu para ficar à frente da Ceagesp e agora uma nova oportunidade. Agradecer ao presidente, ao governador Tarcísio, por estar indicando a gente também e, ao prefeito, com certeza, por essa possibilidade
Ricardo Mello Araújo (PL), ex-presidente da Ceagesp e coronel da reserva

Informações UOL


(Foto: REUTERS/Ronen Zvulun)

O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, desfez o gabinete de guerra, que tinha seis membros, conforme informado por uma autoridade israelense nesta segunda-feira (17). A dissolução era uma ação prevista após a saída do ex-general centrista Benny Gantz do governo.

Netanyahu deve agora realizar consultas sobre a guerra em Gaza com um grupo reduzido de ministros. Este grupo inclui Yoav Gallant, ministro da Defesa, e Ron Dermer, ministro dos Assuntos Estratégicos, que também faziam parte do gabinete de guerra.

O Primeiro-Ministro tem enfrentado pressão dos membros nacionalistas-religiosos de sua coalizão para inclusão no gabinete de guerra. Entre eles estão Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, e Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional. A inclusão deles poderia aumentar as tensões com aliados internacionais, como os Estados Unidos.

O gabinete foi estabelecido quando Gantz se aliou a Netanyahu em um governo de unidade nacional no começo da guerra, em outubro. O grupo também contava com Gadi Eisenkot, parceiro de Gantz, e Aryeh Deri, líder do partido religioso Shas, como observadores.

Gantz e Eisenkot abandonaram o governo na semana passada, citando a incapacidade de Netanyahu em desenvolver uma estratégia eficaz para a guerra em Gaza.

Informações TBN


(Foto: Agência Brasil/Wikimedia Commons)

Neste domingo (16.jun.2024), o Brasil optou por não endossar o comunicado final da Cúpula para a Paz na Ucrânia, que apela ao engajamento de todas as partes envolvidas no conflito para alcançar a paz e reitera o apoio à integridade territorial da Ucrânia.

No dia anterior, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva expressou à líder suíça Viola Amherd que o Brasil só entraria nas discussões de paz se Ucrânia e Rússia estivessem ambas presentes na mesa de negociações, argumentando que não se pode resolver um conflito bilateral com apenas uma das partes.

Lula mencionou que, em colaboração com a China, o Brasil propôs uma negociação concreta para resolver a situação, apesar da resistência dos presidentes Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin. Ele enfatizou a necessidade de trazer ambos os líderes à mesa para discutir uma solução pacífica.

A cúpula, que ocorreu na Suíça, não contou com consenso entre as 101 delegações presentes. O documento foi assinado por 84 países, mas não pelos membros do Brics, exceto pela Rússia e China que nem enviaram representantes. Outros países como Armênia e México também não assinaram.

O comunicado final ressaltou princípios de soberania e integridade territorial e estabeleceu diretrizes para a segurança nuclear, incluindo a operação segura das instalações nucleares ucranianas.

Por fim, foi relatado que Putin ofereceu um cessar-fogo imediato na Ucrânia se o país concordasse em retirar suas tropas das regiões anexadas por Moscou em 2022 e desistisse de seus planos de adesão à Otan.

Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem lutado para preservar sua soberania e exige a retirada completa das forças russas de seu território. A capital ucraniana, Kiev, continua firme em seu desejo de se juntar à aliança militar da Otan.

As propostas de paz apresentadas pelo líder russo foram prontamente rejeitadas pela Ucrânia, pelos Estados Unidos e pela Otan, marcando mais de dois anos de conflito desde a incursão russa na Ucrânia.

Informações TBN