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Enquanto isso, Corte investiga aliados de Bolsonaro há 3 anos

Alexandre de Moraes já chamou publicamente a Advocacia-Geral da União (AGU) de "braço jurídico" do seu centro de enfrentamento às fake news eleitorais (CIEDDE) | Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE 

(J. R. Guzzopublicado no jornal O Estado de S. Paulo em 15 de junho de 2024)

Está rolando desde julho de 2021, sob a direção do ministro Alexandre de Moraes, o inquérito policial das “Milícias Digitais” — tido pelo alto Judiciário nacional como essencial para o “enfrentamento” das articulações que, na sua opinião, querem destruir a democracia no Brasil. Deveria ter acabado em 90 dias, pelo que estabelecem as leis penais em vigor no país; continua aberto depois de três anos inteiros e acaba de ser prorrogado pela décima-primeira vez pelo ministro. Não se sabe da existência de nada parecido no mundo civilizado; aparentemente é coisa do Direito de Cuba, ou algo do mesmo bioma, onde a ditadura abriu um inquérito contra os “inimigos do Estado” 63 anos atrás, em 1959, e não fechou mais até hoje.

A investigação sobre as “milícias digitais” faz parte do “novo normal” criado pelo STF no sistema de justiça do Brasil — é o inquérito eterno, primo-irmão do flagrante perpétuo, da prisão preventiva por tempo indeterminado e outras novidades da doutrina jurídica do ministro Moraes. Também não chama mais a atenção o fato de que, após três anos de caçada implacável pelo STF, Polícia Federal e o resto da máquina estatal, não se conseguiu condenar legalmente ninguém — é natural, levando-se em conta que não existe na lei brasileira o crime de “milícia digital”. O interessante é que, para esse tipo de delito, foi abolido o princípio universal de que a lei é igual para todos, e todos são iguais perante a lei. É o nosso “avanço civilizatório”.

“O plano de trabalho é exatamente o mesmo das ‘milícias digitais’ que o STF, a PGR e a PF perseguem há anos”J. R. Guzzo

Os fatos são claros. Os repórteres Vinicius Valfré e Tácio Lorran, em reportagens publicadas no Estado de S. Paulo, revelaram com nomes, datas, lugares, números e tudo o mais que se requer de um trabalho jornalístico, o funcionamento de uma milícia digital completa dentro do Palácio do Planalto. As operações são executadas por uma espécie de “coletivo” que envolve a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o PT, o Instituto Lula, empresas que vendem serviços de imagem na internet e “influenciadores” que falam bem do governo e mal dos inimigos nas redes sociais. O plano de trabalho é exatamente o mesmo das “milícias digitais” que o STF, a PGR e a PF perseguem há anos: tráfico de fake news, de “desinformação”, de mentiras e do “discurso do ódio”, para ficar no grosso. Dizem, por exemplo, que Bolsonaro morreu, que Michelle se separou dele etc.; é esse o nível.

O interesse despertado por tudo isso em Moraes, Ministério Público e polícia esteve até agora entre o zero e o duplo zero — se é do governo Lula, não é milícia. A Secom, do seu lado, está perfeitamente tranquila. Decidiu gastar mais R$ 200 milhões nas redes sociais em 2024.

Informações Revista Oeste


Extrema-direita voltou a crescer na Europa
Extrema-direita voltou a crescer na Europa Imagem: AFP/Frederick Florin, AFP/Julien de Rosa, REUTERS/Guglielmo Mangiapane, Reprodução/Chega, AFP/Thomas Coex

O resultado parcial das eleições para o Parlamento Europeu, embora indiquem uma vitória da centro-direita, mostraram um importante avanço da extrema direita no continente. A ascensão do movimento não é novidade, mas alguns de seus representantes sim — e, tal como os políticos mais tradicionais, eles também investem em pautas conservadoras, anti-imigração e anti-União Europeia, por vezes recorrendo a discursos racistas, homofóbicos e xenofóbicos.

Alemanha

Maximilian Krah, voz potente da extrema-direita alemã
Maximilian Krah, voz potente da extrema-direita alemã Imagem: Frederick Florin/AFP

Maximilian Krah (AfD), 47 anos

Polêmico, cabeça de chapa da AfD é popular no TikTok. Membro do Parlamento europeu desde 2019, o advogado faz sucesso entre o público jovem com suas mensagens simples e diretas, como “confie em você” e “seja autêntico”, que vincula a posições políticas: “Não vote verde” e “não acredite que você precisa ser gentil e suave: homens de verdade estão na extrema direita”.

Não se considera ‘conservador’ e rejeita a União Europeia. Embora se descreva apenas como “de direita”, Krah deu várias palestras no Instituto de Política Estatal (IfS) consideradas “certamente de extrema direita” pelo Escritório Federal para a Proteção da Constituição. Ele também diz rejeitar a UE, mesmo sendo membro do Parlamento Europeu, e define o bloco como “vassalo” dos Estados Unidos.

É visto como um político simpático a China e Rússia. Um de seus assessores do Parlamento Europeu foi preso no final de abril por suspeita de espionagem para Pequim. Mais recentemente, em maio, investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão em escritórios de um segundo funcionário de Krah no Parlamento Europeu. A investigação apura suspeitas de que políticos da UE teriam recebido propina da Rússia.

Foi afastado do partido por declarações sobre o nazismo. Em maio, Krah disse que “nem todos os membros da SS” — uma força paramilitar nazista e uma das organizações responsáveis pelo Holocausto — “eram criminosos”. Ele foi proibido pelo próprio partido de fazer aparições na campanha, apesar de ser o cabeça de chapa. Como foi reeleito para o Parlamento Europeu, Krah poderá ocupar o cargo normalmente, mas não como representante da AfD, segundo explicou um porta-voz do partido à AFP.

França

Jordan Bardella, figura proeminente da ultradireita francesa
Jordan Bardella, figura proeminente da ultradireita francesa Imagem: Julien de Rosa/AFP

Jordan Bardella (RN), 28 anos

Veio de família italiana, mas se posiciona contra a imigração. Assim como Krah, da Alemanha, Bardella também rejeita o funcionamento da UE hoje, embora negue que seja contrário à existência do bloco em si. “Eu não sou contra a Europa. Sou contra a maneira como a Europa funciona agora”, disse o francês durante debate com o primeiro-ministro da França, Gabriel Attal, antes das eleições ao Parlamento Europeu.

Rompeu a imagem tradicional do partido de Marine Le Pen. O jovem de 28 anos é presidente do Rassemblement National (Reunião Nacional, em tradução livre) desde 2022. Seus críticos o veem como mais liberal do que Le Pen e o acusam de dedicar muito tempo a aperfeiçoar sua imagem pública e pouco a estudar as questões políticas importantes. Sua figura bem cuidada e sua habilidade de comunicação lhe rendem sucesso nas ruas e nas redes sociais: no TikTok, Bardella conta com mais de 1 milhão de seguidores, em sua grande maioria jovens.

Já disse se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo assim, aceitou que, para a maioria dos franceses, “o casamento para todos agora é uma realidade” e afirmou que o debate sobre o assunto está encerrado, sugerindo haver questões mais importantes a serem discutidas no país. Bardella ainda defende cortar os serviços sociais para imigrantes ilegais e legalizar a cannabis para fins medicinais.

Foi acusado de publicar comentários racistas e homofóbicos. Em janeiro, uma reportagem da emissora France 2 revelou a existência de uma conta falsa no X (ex-Twitter) supostamente administrada por Bardella. Sob o pseudônimo “RepNat du Gaito”, o perfil também exaltava Jean-Marie Le Pen, pai de Marine Le Pen, conhecido por seus comentários racistas e antissemitas. A última postagem, feita em fevereiro de 2017, é uma imagem obscena zombando de Théo Luhaka, um jovem negro que sofreu graves agressões da polícia naquele ano. Bardella nega ser dono da conta.

Itália

Giorgia Meloni, líder de extrema direita na Itália
Giorgia Meloni, líder de extrema direita na Itália Imagem: REUTERS/Guglielmo Mangiapane

Giorgia Meloni (FdI), 47 anos

Eleita em 2022, premiê é a 1ª mulher a ocupar o cargo. Meloni é jornalista por formação e preside o Fratelli d’Italia (FdI) desde 2014. O FdI tem suas raízes políticas no MSI (Movimento Social Italiano), que surgiu do fascismo de Benito Mussolini. A primeira-ministra italiana, porém, hoje rejeita o rótulo fascista com veemência — embora tenha dito no passado que Mussolini foi “um bom político”. “Obviamente tenho uma opinião diferente agora”, disse Meloni em entrevista à Reuters, em 2022.

É contra a eutanásia e a adoção de crianças por casais gays. Meloni, que não acredita ser de extrema direita, se define como “cristã, católica e conservadora” e tem como lema “Deus, Pátria e Família” – o mesmo slogan de origem fascista usado por Jair Bolsonaro (PL) no Brasil. “‘Sim’ à família natural, ‘não’ aos lobistas LGBT! ‘Sim’ à identidade sexual, ‘não’ à ideologia de gênero!”, defendeu a premiê em discurso feito em 2022, na Espanha.

Já foi acusada de islamofobia e adotou políticas anti-imigração. Em setembro do ano passado, seu governo aumentou de três para 18 meses o período de detenção de imigrantes ilegais. “Teremos todo o tempo necessário não apenas para realizar as checagens, mas também para fazer o repatriamento daqueles sem direito à proteção internacional”, explicou Meloni à época, acrescentando que a batalha contra a imigração é “uma batalha épica para a Itália e a Europa”.

Seu partido saiu vitorioso nas eleições ao Parlamento Europeu. Meloni foi a única primeira-ministra europeia em exercício a alcançar o feito. “A Itália se apresenta no G7 e na Europa com o governo mais forte de todos”, disse ela, que acompanhou o fechamento das urnas da casa de sua irmã Arianna. “Esta é uma votação mais bonita que a de 2022”.

Portugal

Deputado português André Ventura
Deputado português André Ventura Imagem: Reprodução/Chega

André Ventura (Chega), 41 anos

É deputado e líder do Chega, a 3ª maior força do país. Fundado em 2019 por Ventura, o partido anti-imigração e populista quadruplicou sua representação parlamentar nas eleições gerais de março deste ano. Ao longo da campanha, o deputado tentou deslegitimar o sistema eleitoral, questionando também as pesquisas de intenção de voto. “Temos que estar de olho aberto, ninguém pode nos enganar”, afirmou.

Defende a castração química de pedófilos e a pena de morte. Ventura, que se define como “liberal a nível econômico, nacionalista e conservador”, também já fez discursos discriminatórios contra ciganos e imigrantes muçulmanos.

Apoiou publicamente a reeleição de Bolsonaro no Brasil. Recentemente, em meados de maio, Ventura havia convidado o ex-presidente brasileiro, o vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, e outros nomes importantes da direita para uma cúpula mundial organizada pelo Chega em Lisboa. Com a ausência de Bolsonaro, cujo passaporte segue apreendido pela Polícia Federal, o evento foi cancelado.

Espanha

Santiago Abascal, líder do partido de extrema-direita VOX
Santiago Abascal, líder do partido de extrema-direita VOX Imagem: Thomas Coex/AFP

Santiago Abascal (Vox), 48 anos

Fundou o Vox em 2013, após anos de militância no Partido Popular. Abascal chegou a se referir ao PP como “direita covarde” e acusou seu antigo partido de ser “muito brando”. Desde 2019, o Vox é a terceira força política no Parlamento espanhol e se apresenta de “mão estendida” ao PP com o objetivo de tirar do governo o socialista Pedro Sánchez, que está no poder desde 2018.

Critica os movimentos separatistas na Catalunha e no País Basco. Agora, após reorganizar a extrema direita na Espanha, o líder do Vox frequentemente acusa a esquerda de querer “dividir os espanhóis”, resgatando a memória das vítimas da ditadura de Francisco Franco, e de ter “profanado” o túmulo do general, exumado em 2019 pelo governo Sánchez. Abascal costuma contar que seu pai, que foi vereador do PP, escapou de três tentativas de assassinato pelo grupo separatista ETA.

Fez elogios a Milei, que criou crise diplomática com a Espanha. Em maio, durante a convenção anual do Vox, Abascal chamou o presidente argentino de “nossa estrela brilhante”. Neste mesmo evento, do qual também participaram Le Pen e Meloni, Milei fez críticas a Pedro Sánchez e chamou sua esposa, a primeira-dama Begoña Gómez, de corrupta. Em resposta, a Espanha retirou sua embaixadora na Argentina de forma definitiva.

‘Sinal de alerta’

Nova extrema direita é ‘digital’ e investe nos mais jovens. Esses líderes rejeitam a imprensa tradicional e costumam usar as redes sociais como principal meio de comunicação, aproveitando-se de discursos enfáticos para gerar engajamento e atrair seguidores novos — e mais jovens —, segundo explica ao UOL Filipe Savelli Pereira, pesquisador do Laboratório de História das Interações Políticas e Institucionais da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo).

Políticos se inspiram em nomes tradicionais, mas pregam renovação. Além disso, segundo Pereira, os representantes da nova extrema direita enxergam os líderes mais antigos, como o premiê húngaro Viktor Orbán e o presidente turco Recep Tayyip Erdo?an, como fracos. “Para eles, a ‘velha’ extrema direita demonstrou fraqueza ao se abrir para o diálogo [com outros partidos]”, diz o pesquisador.

Eleição na França pode dar sinalizações sobre o futuro da Europa. Embora as eleições europeias tenham feito o mundo ligar um sinal de alerta, são as eleições legislativas na França, marcadas para 30 de junho e 7 de julho, que devem mostrar se o avanço da extrema direita é uma tendência ou um movimento pontual. “O Bardella é uma potência midiática. Talvez nunca o partido da Le Pen tenha tido um candidato tão palatável”, analisa Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Esses candidatos [da extrema direita] aparecem muito na internet. No contexto europeu, assim como no Brasil, a esquerda também está velha, desgastada, ineficiente e, acima de tudo, com uma linguagem inadequada, muito acadêmica. A esquerda não tem lugar na rede social muito por conta de sua linguagem.
Filipe Savelli Pereira, da Ufes

O que vai vir daqui para frente depende dessa eleição de agora [na França]. Se o partido de Le Pen consegue eleger um primeiro-ministro, tudo muda. É difícil saber. Mas fato é que, se Marine Le Pen chega ao poder – e imagino que eles vão tentar fazer um bom governo para usar de propaganda -, isso estimula outros países. Você anima um pouco esse grupo [da extrema direita].
Leonardo Paz, da FGV

Informações UOL


Pedido foi feito pelo Subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, pediu que o tribunal atue para evitar que parlamentares usem verba pública para viajar aos Jogos Olímpicos de Paris, que acontecerão entre os meses de julho e agosto. A informação é da coluna Radar, da revista Veja.

“Qualquer ato administrativo deve ser motivado, revelando os pressupostos de fato ou de direito que autorizaram a atuação dos agentes públicos, bem como sua finalidade. Desta maneira, a viagem de parlamentares para a cidade de Paris durante as Olimpíadas de 2024, como qualquer ato administrativo, deve possuir como motivador principal o interesse público, não apenas atender desejos particulares de congressistas dispostos a desfrutar de uma viagem turística a Paris e assistir às Olimpíadas de 2024 com tudo pago por recursos públicos”, diz Furtado na representação.

Informações Bahia.ba


Lula diz que presidentes da Ucrânia e Rússia deveriam se sentar à mesa

Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O Brasil foi um dos países que não assinaram, neste domingo (16), o comunicado final da Cúpula para a Paz na Ucrânia, documento que pede o envolvimento de todas as partes nas negociações para alcançar a paz e “reafirma a integridade territorial” ucraniana.

Ontem (15), em entrevista coletiva na Itália, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que disse à presidente da Confederação Suíça, Viola Amherd, que tomou a decisão de não ir ao encontro internacional deste domingo porque o Brasil só participaria da discussão sobre a paz quando os dois lados em conflito, Ucrânia e Rússia, estiverem sentados à mesa. “Porque não é possível você ter uma briga entre dois e achar que se reunindo só com um, resolve o problema.”

Diante do impasse dos dois chefes de Estado, Lula afirmou que o Brasil já propôs, em parceria com a China, uma negociação efetiva para a solução do conflito. “Como ainda há muita resistência, tanto do Zelensky (Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia), quanto do Putin (Vladimir Putin, presidente da Rússia), de conversar sobre paz, cada um tem a paz na sua cabeça, do jeito que quer, e nós estamos, depois de um documento assinado com a China, pelo Celso Amorim [assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República do Brasil] e pelo representante do Xi Jinping [presidente da República Popular da China] , estamos propondo que haja uma negociação efetiva.”

“Que a gente coloque, definitivamente, a Rússia na mesa, o Zelensky na mesa, e vamos ver se é possível convencê-los de que a paz vai trazer melhor resultado do que a guerra. Na paz, ninguém precisa morrer, não precisa destruir nada. Não precisa vitimar soldados inocentes, sobretudo jovens, e pode haver um acordo. Quando os dois tiverem disposição, estamos prontos para discutir”, acrescentou o presidente.

Ao encontro internacional deste domingo, o Brasil enviou a embaixadora do Brasil na Suíça, a diplomata Claudia Fonseca Buzzi. O presidente ucraniano também esteve na cúpula para obter apoio internacional para o seu plano de acabar com a guerra desencadeada pela invasão russa.

Sem unanimidade

Ao fim da Cúpula para a Paz na Ucrânia, na Suíça, não houve unanimidade entre as 101 delegações participantes. O documento, que pede que “todas as partes” do conflito armado estejam envolvidas para alcançar a paz, foi assinado por 84 países, incluindo lideranças da União Europeia, dos Estados Unido, do Japão, da Argentina e os africanos Somália e Quênia.

De acordo com o comunicado final, os países signatários assumem que os princípios de soberania, independência e integridade territorial de todos os Estados devem ser salvaguardados.

Quanto à segurança nuclear, os países que ratificaram a declaração final estabeleceram que o uso de energia e instalações nucleares deve ser seguro, protegido e ambientalmente correto. As instalações nucleares ucranianas, incluindo Zaporizhia, devem operar com segurança, sob total controle do país. O documento reforça que qualquer ameaça ou uso de armas nucleares no contexto da guerra em curso contra a Ucrânia é inadmissível.

Segundo a agência de notícias espanhola Efe, entre os países que não assinaram o comunicado estão os membros do BRICS – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, sendo que Rússia e China sequer enviaram representantes.  Também não assinaram o documento Arménia, Bahrein, Indonésia, Líbia, Arábia Saudita, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e México.

Cessar-fogo não aceito

Na sexta-feira (14), o presidente russo, Vladimir Putin, prometeu estabelecer imediatamente um cessar-fogo na Ucrânia e iniciar negociações se o país começasse a retirar as tropas das quatro regiões anexadas por Moscou, em 2022: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia. Putin ainda exigiu que a Ucrânia renunciasse aos planos de adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Desde fevereiro de 2022, a Ucrânia resiste à invasão russa com o objetivo de manter sua integridade territorial e exige a saída de todas as tropas russas do território. Kiev (capital da Ucrânia) mantém a pretensão de aderir à aliança militar do Atlântico Norte.

As condições impostas pelo mandatário russo para um possível acordo de paz foram rejeitadas de imediato pela Ucrânia, pelos Estados Unidos e pela Otan, após dois anos e quatro meses do início do conflito, com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Informações Bahia.ba


AFP/Divulgação

Às vésperas do primeiro jogo da França na Eurocopa contra a Áustria, marcado para esta segunda (17), às 16h (horário de Brasília), o destaque francês Kylian Mbappé fez um apelo aos cidadãos, em especial aos jovens, para que rejeitem os políticos de direita nas próximas eleições. Em coletiva de imprensa realizada neste domingo (16), conforme informações do jornal O Tempo e Estadão, o atacante expressou sua inquietação com o crescimento da direita na França e convocou os eleitores a se fazerem presentes nos dias de votação, 30 de junho e 7 de julho.

“Os extremos estão batendo à porta do poder. Temos o poder de transformar essa realidade”, declarou o capitão da seleção. “Estamos diante de um marco decisivo na história do nosso país. Somos, antes de tudo, cidadãos e não podemos nos alienar dos acontecimentos mundiais.”

O clima político na França está tenso desde que o presidente Emmanuel Macron dissolveu o Parlamento e adiantou as eleições legislativas após o sucesso da direita nas eleições europeias.

Embora a Federação Francesa de Futebol tenha solicitado que os jogadores mantivessem uma postura neutra, Mbappé ignorou tal pedido. “Espero que minha mensagem alcance o maior número possível de pessoas. Devemos nos alinhar aos valores de tolerância, respeito e diversidade. Cada voto é significativo”, disse o novo jogador do Real Madrid, ecoando as palavras do companheiro de equipe Marcus Thuram, que já havia se manifestado contra o partido de Marine Le Pen no sábado (15).

“A situação é preocupante e séria. Devemos incentivar todos a votar e combater diariamente para prevenir um triunfo do RN”, falou Thuram, jogador da Inter de Milão, referindo-se ao partido Reagrupamento Nacional, conhecido por sua postura radical contra a imigração e presença muçulmana na França.

“Espero que tomemos a decisão correta e sintamos orgulho ao vestir a camisa nacional em 7 de julho. Compartilhamos os mesmos princípios que Marcus Thuram. Vivemos em um país com liberdade de expressão. Ele expressou sua visão e eu apoio completamente”, concluiu Mbappé.

Informações TBN


Wikimedia Commons

Decidir para onde viajar pode ser um desafio. Além de avaliar custos com passagens, alimentação e estadia, bem como os requisitos para ingresso no país, algumas mulheres precisam verificar se são sequer permitidas a entrar no destino escolhido.

No século XXI, parece inacreditável que o gênero possa restringir o acesso a certos lugares, mas ainda existem locais onde essa discriminação é aceita por motivos culturais ou religiosos. Segundo informações do Mega Curioso, muitos desses destinos são até mesmo Patrimônios Mundiais da UNESCO.

  1. Comunidade Monástica do Monte Athos (Grécia) Desde 1988, o Monte Athos é um Patrimônio Mundial da UNESCO e abriga uma comunidade de 20 monastérios ortodoxos orientais. Por mais de mil anos, peregrinos e monges cristãos ortodoxos têm se reunido nessa “Montanha Sagrada”, na península norte da Grécia, que proíbe a entrada de mulheres e animais fêmeas, exceto gatas, desde 1046. A tradição local justifica que a presença feminina poderia comprometer o celibato dos monges e que o local é dedicado à Virgem Maria, não sendo permitida a visita de outras mulheres.
  2. Monte Omine (Japão) Mulheres são barradas no Monte Omine há mais de mil anos. Elas lutam pelo fim dessa proibição, que está ligada à menstruação e à crença de que distrairiam os peregrinos homens. Também um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2004, o Monte Omine é um local sagrado com templos xintoístas e budistas na ilha de Honshu, visitado até pela família imperial japonesa.
  3. Herbertstrasse, Hamburgo (Alemanha) Em Hamburgo, a Herbertstrasse é uma rua onde apenas trabalhadoras do sexo feminino podem entrar. Iniciada em 1933 com o poder nazista, essa regra visava isolar atividades consideradas imorais pelos padrões da época.
  4. Parque Nacional Band-e-Amir (Afeganistão) O Parque Nacional Band-e-Amir é como o Grand Canyon do Oriente Médio e busca reconhecimento da UNESCO. No entanto, desde o retorno do Talibã ao poder em 2021, mulheres foram proibidas de visitar este parque afegão.
  5. Ilha de Okinoshima (Japão) A Ilha de Okinoshima é um Patrimônio Mundial da UNESCO que proíbe a entrada de mulheres apesar de abrigar santuários dedicados às deusas do mar. A justificativa é a segurança, dada a periculosidade do local.

Informações TBN


Reprodução/X

Em um movimento surpreendente, o embaixador russo em Buenos Aires, Dmitri Feoktistov, expressou a “profunda decepção” de Vladimir Putin com o posicionamento de Javier Milei ao lado da Ucrânia. Segundo informações do site O Antagonista, Feoktistov destacou a preocupação russa com as negociações da Argentina para adquirir tanques da Alemanha e aviões da França, comparando-as ao acordo de defesa com a Ucrânia. O embaixador russo advertiu que tais ações seriam vistas como hostilidades pela Rússia.

O diplomata russo fez um apelo a Milei para que mantenha a Argentina neutra no conflito, preservando assim as relações amigáveis entre os dois países, que historicamente têm resistido às mudanças políticas.

Na última sexta-feira, o governo argentino marcou presença pela primeira vez na reunião do Grupo de Defesa da Ucrânia e foi oficialmente incluído no Grupo Ramstein, uma coalizão de 57 nações que apoiam a Ucrânia contra a invasão russa.

Luis Petri, ministro da Defesa argentino, foi calorosamente recebido pelo secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, em Bruxelas. A participação argentina no encontro foi criticada pelo embaixador russo.

No sábado seguinte, Volodymyr Zelensky e Javier Milei se encontraram na Suíça para uma cúpula da paz. Zelensky homenageou Milei por seu apoio à soberania ucraniana e expressou gratidão pela solidariedade latino-americana no caminho para a paz.

Informações TBN


Neste sábado (15), as crianças marcaram presença no Dia D de vacinação contra a poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil. Durante o evento que serviu também para atualização da caderneta de vacina, 1.146 doses foram aplicadas.

A secretária municipal de saúde, Cristiane Campos, destaca que desse total, quase 50% são referentes a poliomielite e o restante a outras vacinas, como gripe influenza e dengue.

“Nossa intenção era que, através das crianças, a gente conseguisse alcançar os pais que ainda devem receber algum imuno. Foi uma decisão assertiva porque muitos pais solicitaram a atualização da própria caderneta”, pontuou.

Para a gerente comercial, Gizelle Ribeiro, o momento foi uma oportunidade de vacinar a filha e também receber a dose de influenza que precisava.“Júlia tem quatro anos. Eu sempre trouxe para vacinar, porque protege contra várias doenças, ainda mais agora que ela está em creche, em contato com mais pessoas”, relatou.

Do mesmo modo, a psicóloga, Polyana Rebouças, aproveitou a abertura das unidades no final de semana e trouxe a filha Rayssa, de quatro anos, para receber a vacina contra paralisia infantil e influenza.

“Eu acho muito importante a vacina. Trago minha filha para todas as campanhas e faço o incentivo no consultório e nas unidades básicas de saúde para que os pais mantenham seus filhos vacinados porque vacinar é vida, é saúde. A poliomielite é um agravante que antigamente existiam muitas pessoas que adoeciam, mas hoje a gente tem a vacina. Então, precisamos trazer as crianças”, enfatizou.

A vacina contra paralisia infantil segue de segunda a sexta-feira, em todas as unidades de saúde da atenção básica, popularmente chamadas de postos de saúde. O imunizante é destinado às crianças de 1 ano a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias).

Para receber as doses, é necessário apresentar documento de identidade com foto, cartão SUS e caderneta de vacina. É importante destacar que a aplicação em crianças e adolescentes só é feita mediante a presença dos pais ou responsáveis.

*Secom/PMFS


A Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e o Conselho Municipal de Cultura seguem dando sequência as escutas para elaboração do Plano Anual de Aplicação de Recursos (PAAR) e implementação da Lei Aldir Blanc 2 no município. Nesta segunda-feira (17) o encontro acontece no Mercado de Arte Popular, às 18h.

Na última sexta-feira (14), a escuta aconteceu no CRAS Fraternidade, reunindo agentes culturais e membros da comunidade em geral. O objetivo é colher ideias e sugestões sobre o uso dos recursos da Lei para o fortalecimento da cultura local.

*Secom/PMFS


As duras críticas feitas por Ronaldinho à seleçãosão parte de uma ação de marketing pessoal do atleta. No entanto, a postagem em suas redes sociais não caiu bem na delegação brasileira que disputa a Copa América.

O que aconteceu

CBF e jogadores da seleção foram pegos de surpresa com a fala. Não houve nenhum tipo de aviso prévio ou sinalização do que estava por vir.

As palavras duras criaram um mal-estar na delegação, que ficou decepcionada com a fala do ídolo de muitos ali.

As críticas eram parte de uma ação da marca Rexona, patrocinadora da Copa América. A ideia era jogar com a ideia de “não abandonar” a seleção brasileira.

UOL apurou que a segunda parte da ação estava prevista para o próximo sábado, às vésperas da estreia da seleção na Copa América, mas a repercussão fez a marca antecipar o anúncio de que tudo se tratava de uma peça publicitária.

À reportagem, pessoas próximas a jogadores da seleção mostraram surpresa e confirmaram o mal-estar. “É o tipo de declaração que pode abalar a imagem de idolatria”, disse uma delas.

Sem saber que as críticas eram uma ação de marketing, Raphinha falou sobre o tema em entrevista coletiva. Ele é próximo ao ex-jogador do Barcelona e revelou, inclusive, que Ronaldinho pediu ingressos a Vini Jr. para assistir à seleção na Copa América.

Foi uma surpresa não só para mim, mas para todo o grupo. Acredito que vocês devem saber mais que eu. Ele nunca deu uma declaração dessa. Sempre demonstrou apoio à seleção. Eu considero ele um ídolo, referência pra mim e todos que estão na seleção. Não só jogadores, mas todos que trabalham aqui. Acabou sendo um baque. Obviamente a gente não concorda, eu não concordo. Tudo que vejo aqui dentro é entrega, vontade, orgulho de vestir essa camisa. Não concordo com falta de garra, vontade, de ter jogadores medianos vestindo a camisa da seleção. Discordo completamente. Pode ser que seja uma campanha, mas nos surpreendeu a fala dele. A gente ficou sabendo pelo Vini que ele pediu ingresso para ver nosso jogo, então já não bate com o que foi falado ”Raphinha

As críticas de Ronaldinho dentro da peça publicitária criaram um efeito cascata negativo sobre a seleção. Romário foi um dos que deu razão ao Gaúcho.

Cara, se a gente falar de seleção brasileira e a gente for equiparar a seleção brasileira do Ronaldinho, ele tem razão 100%. A seleção brasileira do Ronaldinho foi a última seleção que encantou o mundo, o futebol apresentado para aquela seleção. Com certeza, vai ser quase impossível a gente apresentar o outro. Eu tenho certeza que o Ronaldo falou primeiro porque ele é brasileiro, ele quer ver o bem da seleção e quer ver resultados positivos. Esperamos que o Brasil possa melhorar, e assim, de um modo positivo, eu tenho certeza que para eles melhorarem e mostrarem que o Ronaldinho não tem razão, é só ser campeão ”Romário

Em contato com o UOL, a assessoria de Rexona nega que a campanha tenha sido antecipada. Segundo a empresa, o plano era mesmo a publicação do segundo vídeo com o influenciador Fred no sábado perto das 22h.

Informações UOL