
O Centro Municipal de Controle de Zoonoses (CCZ) de Feira de Santana atualizou o número de telefone fixo para atendimento ao público. Agora, a população pode entrar em contato através do (75) 3617-3237 para obter informações sobre os serviços oferecidos pelo órgão. Além disso, a unidade disponibiliza o atendimento via WhatsApp pelo número (75) 9 9851-8583.
O CCZ tem como função principal o controle de doenças zoonóticas, e promove a vacinação antirrábica de cães e gatos, realiza exames de leishmaniose e atende a animais com suspeita de doenças para diagnóstico por meio de exames e a captura de cavalos em áreas urbanas.
Além das campanhas de vacinação em bairros realizadas periodicamente, o CCZ oferece a imunização de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, em sua sede, localizada na Avenida Eduardo Fróes da Mota, s/n.

Policiais militares da 66ª CIPM em cumprimento da Operação Força Total, realizaram a apreensão de uma arma de fogo, nesta quinta-feira (31), bairro Conceição, em Feira de Santana.
Após informe do Cicom a respeito de que um grupo de homens estavam no fundo do condomínio Alto do Rosário torturando uma pessoa, a guarnição deslocou até o local informado, localizando cerca de 07 homens com armas em mãos, que ao notarem a chegada da guarnição passaram a efetuar vários disparos de arma de fogo, houve o revide à injusta agressão, porém os homens empreenderam fuga, mas um deles foi localizado e em sua posse estava um revólver calibre 38, 04 cartuchos deflagrados, 02 munições intactas e um facão.
A vítima que estava sendo torturada foi resgatada com vida. E diante dos fatos, a guarnição prestou socorro a vítima até HGCA, posteriormente apresentou o conduzido na Central de Flagrantes (CEFLAG), para adoção das medidas cabíveis.

A Casa do Trabalhador está disponibilizando 160 vagas para quem está em busca de emprego. A demanda é para atender à rede Mineirão Atacarejo, empresa que está sendo instalada em Feira de Santana no antigo Ecassa, bairro Capuchinhos.
As vagas são para profissionais de ambos os sexos, com ou sem experiência, e para preencher as seguintes funções: estoquista, açougueiro, auxiliar administrativo, caixa, conferente, operador de empilhadeira, entre outras.
Os interessados devem se dirigir até a Casa do Trabalhador munidos de documentos pessoais [RG, CPF, Carteira de Trabalho], das 8h às 17h, para efetuar ou atualizar o cadastro. Vale informar que as entrevistas estarão sendo feitas até o dia 8 de novembro.
“Os responsáveis pelo setor de recursos humanos do Mineirão Atacarejo nos procuraram com a finalidade de otimizar o processo de encaminhamento de candidatos interessados em trabalhar na nova rede de mercado que está chegando na cidade. Colocamos a Casa do Trabalhador à disposição para fazer essa intermediação”, afirmou o diretor do órgão municipal Fábio Souza.
Com Frei Jorge Rocha
Tema: A palavra ‘Jovial‘
Confira:

A política de proteção ao emprego no Brasil, composta por programas como o seguro-desemprego e o abono salarial PIS/Pasep, tem sido alvo de discussões por parte da equipe econômica do governo. Importantes para o amparo dos trabalhadores, essas políticas enfrentam desafios relacionados ao aumento das despesas públicas. Este cenário tem impulsionado a busca por soluções que possam equilibrar a sustentabilidade financeira sem comprometer os direitos dos trabalhadores.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que não existem discussões em andamento sobre mudanças no seguro-desemprego e no abono salarial do PIS/Pasep. Ele enfatizou que, se decisões sobre esses temas forem tomadas sem sua contribuição, isso será considerado uma ofensa e ele não hesitará em solicitar sua demissão. Marinho destacou a relevância de que as equipes técnicas do governo conduzam análises minuciosas e apresentem propostas bem fundamentadas.

A equipe econômica do governo estuda a possibilidade de alteração no programa de seguro-desemprego, uma das principais medidas de proteção ao trabalhador em casos de desemprego involuntário. As discussões incluem ajustes que possam afetar aqueles que recebem acima do limite de dois salários mínimos mensais. No entanto, a proposta enfrenta forte resistência de diferentes segmentos, incluindo setores políticos e sindicais. A ideia inicial é que as mudanças reduzissem significativamente os custos do programa, preservando direitos básicos e a sua eficácia como uma rede de segurança social.
O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reitera que atualmente não há uma discussão formal sobre essas modificações no seguro-desemprego. Ele enfatiza que quaisquer estudos devem ser conduzidos com rigor técnico e amplo debate dentro do governo antes de qualquer decisão ou divulgação pública. Esse posicionamento visa proteger os trabalhadores de reformas que possam minar os benefícios existentes sem justificativas devidamente fundamentadas.
As propostas de corte de despesas, especialmente as que afetam diretamente os trabalhadores, encontram desafios significativos no campo político e social. Uma delas envolve modificar o abono salarial do PIS/Pasep, que é um importante adicional de renda para milhões de brasileiros. A política de cortes visa melhorar a sustentabilidade fiscal, mas tem gerado debate, principalmente pela sua potencial repercussão negativa no poder aquisitivo dos trabalhadores.
O governo, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está ciente da necessidade de se discutir amplamente quaisquer mudanças e assegurar que as medidas sejam justas e equilibradas. As centrais sindicais têm destacadamente se posicionado contra alterações que poderiam prejudicar os trabalhadores mais vulneráveis, destacando a importância do diálogo social na formulação de políticas.
Proteção social:
Impacto social:
Preservação de direitos:
Responsabilidade do governo:
Informações TBN

Cientistas decifraram o mapa mais antigo do mundo, gravado em uma placa de argila de cerca de 3 mil anos. Entre os desenhos, o mapa apresenta a suposta localização da Arca de Noé. O artefato babilônico, conhecido como Imago Mundi, mostra um diagrama circular com um sistema de escrita cuneiforme que descrevia a criação do mundo.
Pesquisadores do Museu Britânico, onde a placa está guardada, revelaram que o verso da tábua descreve o que um viajante verá em sua jornada. Uma parte do artefato mostra que o leitor deve atravessar “sete léguas… [para] ver algo que é grosso como um vaso de parsiktu“.
A palavra parsiktu foi encontrada em outras tábuas babilônicas antigas, especificamente para explicar o tamanho de um barco necessário para sobreviver ao Grande Dilúvio. Os pesquisadores seguiram as instruções e encontraram um caminho até Urartu, onde um poema mesopotâmico antigo afirma que um homem e sua família desembarcaram uma arca para preservar a vida.
A localização corresponde ao equivalente assírio de Ararat, palavra hebraica para a montanha onde Noé teria aportado a embarcação bíblica construída com o mesmo propósito.
Dr. Irving Finkel, curador do Museu Britânico, considera que isso demonstra que ambas as civilizações compartilhavam da mesma história e que, “do ponto de vista babilônico”, a Arca e o Dilúvio eram considerados fatos históricos. A descoberta foi publicada na imprensa britânica nesta segunda-feira, 28.

O Imago Mundi, também chamado de Mapa Babilônico do Mundo, foi descoberto em 1882 pelo arqueólogo Hormuzd Rassam em Sippar, uma antiga cidade babilônica no que hoje é o Iraque.
O texto antigo, escrito em cuneiforme, era utilizado exclusivamente pelos babilônios, que registravam eventos astronômicos, previsões futuras e um mapa que se pensava ser o “mundo conhecido” na época.
Na parte inferior central do mapa está a Mesopotâmia, cercada por um círculo que representa um “rio amargo” que acreditava-se envolver o mundo todo. A tábua foi danificada com o tempo, mas anteriormente apresentava oito triângulos que os pesquisadores identificaram como montanhas, que combinavam com as descrições no verso.
Dr. Finkel explica que o texto detalha como o viajante eventualmente chegará a uma grande embarcação. “Essa medida de parsiktu é algo que chama atenção de um assiriólogo, pois só é mencionada uma outra vez em tábuas cuneiformes e é uma descrição interessante do tipo de Arca que foi construída, teoricamente, pelo Noé babilônico”, disse o pesquisador.
A versão babilônica da história afirma que o deus Ea enviou um dilúvio que aniquilou toda a humanidade, exceto Utnapishtim e sua família, que construíram uma arca sob comando divino e a encheram de animais.
“Neste relato, os detalhes são descritos, e o deus diz: ‘Você tem que fazer isso, isso e isso,’ e então o Noé babilônico responde: ‘Eu fiz isso, isso e isso. Concluí!’ E eu fiz essas estruturas tão espessas quanto um vaso de parsiktu,” disse Dr. Finkel.
A história do Dilúvio de Gilgamesh é conhecida por placas de argila que datam de cerca de 3 mil anos atrás, enquanto o Dilúvio Bíblico teria ocorrido há cerca de 5 mil anos. Dr. Finkel explicou que qualquer um que viajasse até Urartu veria, teoricamente, o “esqueleto” de madeira da embarcação na montanha, semelhante à que aparece na Bíblia.
A Bíblia afirma que a arca se instalou nas montanhas de Ararat, na Turquia, depois de um dilúvio de 150 dias que inundou a Terra e destruiu toda forma de vida que não estivesse abrigada na embarcação de madeira.

A ideia de que a arca pousou em Ararat é cercada por controvérsia, pois alguns cientistas acreditam que a formação foi criada pela natureza, enquanto outros estão certos de que foi um ato divino.
Uma equipe de especialistas liderada pela Universidade Técnica de Istambul tem escavado a montanha por anos. Em 2023, os pesquisadores encontraram argila, materiais marinhos e frutos do mar que indicam a presença humana entre 3 mil e 5 mil anos atrás.
No entanto, o Dr. Andrew Snelling, um criacionista da Terra jovem com doutorado da Universidade de Sydney, já havia dito que o Monte Ararat não poderia ser o local da arca, pois a montanha teria se formado apenas depois do recuo das águas do dilúvio. Embora considerado um evento histórico, a maioria dos estudiosos e arqueólogos não acredita em uma interpretação literal da história da Arca.
Informações Revista Oeste

A Band planeja adotar o formato internacional do MasterChef, em 2025, em meio à saída de Ana Paula Padrão. A direção da emissora quer que os jurados se tornem os apresentadores do realityculinário, seguindo o modelo de outros países.
Nos próximos dias, diferentes setores da Band, especialmente a área comercial, discutirão a proposta. Essa ideia conta com o apoio de muitos executivos da empresa. Existe uma certa urgência para definir a questão, especialmente por causa das vendas para o próximo ano, conforme revelou a Folha de S. Paulo.
Os executivos acreditam que Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin possuem reconhecimento suficiente para atender às demandas comerciais. Eles já desempenham um papel importante no programa, mesmo com Ana Paula ao lado.
A contratação de Ana Paula Padrão em 2014, que ocorreu quando os chefs eram menos conhecidos, contextualiza essa decisão. A apresentadora foi escolhida para atrair publicidade ao MasterChef, que contava com Fogaça, Jacquin e Paolla Carossella, que já deixou o programa.
No formato original, os jurados atuam também como apresentadores. Essa abordagem já funciona na Argentina e no Reino Unido, onde o MasterChefmantém grande audiência. Todos os três jurados têm experiência anterior como apresentadores. Erick Jacquin, por exemplo, gravará uma nova temporada de Pesadelo na Cozinha em breve.

Ana Paula Padrão se despedirá da Band em dezembro. A apresentadora decidiu não renovar seu contrato e deixará o MasterChef Brasil depois de dez anos de participação.
Ela se despedirá do reality ao longo da exibição do MasterChef Confeitaria, uma edição inédita programada de 19 de novembro a 19 de dezembro. Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin continuarão na Band.
“Vivi os melhores dez anos da minha vida no MasterChef e tive o privilégio de ver um produto de entretenimento mudar a forma como o brasileiro se relaciona com a comida e fazer parte desse processo”, disse Ana Paula, em nota. “Só tenho a agradecer tanto à equipe, que tão competentemente produz o programa, quanto à Band pela ousadia de fazer essa aposta.”
Informações Revista Oeste

A Polícia Nacional Bolivariana, órgão gerido pela ditadura de Nicolás Maduro, publicou na madrugada desta quinta-feira, 31, uma imagem com a silhueta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a bandeira brasileira, com a mensagem “Quem mexe com a Venezuela se dá mal”. Embora a imagem publicada não mostre Lula explicitamente, é perceptível que se trata de uma foto adulterada do petista.
“Nossa pátria é independente, livre e soberana”, diz a legenda da postagem. “Não aceitamos chantagens de ninguém, não somos colônia de ninguém. Estamos destinados a vencer.”
A publicação também foi divulgada no perfil Con el Mazo Dando, mesmo nome do programa de entrevistas conduzido desde 2014 por Diosdado Cabello, ministro do Interior do país, na rede estatal de televisão Corporación Venezolana de Televisión. Horas depois, esse mesmo perfil foi mais explícito em sua crítica: “Não dependemos nem do Brasil nem de ninguém”.
As relações entre Brasil e Venezuela se enfraqueceram em julho deste ano, depois das eleições na Venezuela terem supostamente sido vencidas por Nicolás Maduro, acusado internacionalmente de fraudar o processo eleitoral. A situação se agravou quando o Brasil vetou a entrada de Caracas nos Brics, no último encontro do bloco.
Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e figura importante no governo de Maduro, anunciou que solicitará ao Legislativo que declare o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, “persona non grata” no país. Ele também criticou sua “posição absolutamente subserviente aos interesses do império agressor” contra a Venezuela.
A Venezuela convocou seu embaixador em Brasília, Manuel Vadell, para consultas, nesta quarta-feira, 30. A ditadura de Maduro demonstrou descontentamento com o que descreveu como “grosserias” do governo brasileiro e utilizou como argumento a postura do assessor de assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim.
Ao se referir a Amorim como uma voz autorizada pelo governo, em nota, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano o definiu como “um mensageiro do imperialismo norte-americano”. Também foi chamado, para uma conversa com autoridades do ministério, o encarregado de negócios da embaixada do Brasil na Venezuela, Breno Hermann.

Na sexta-feira 25, o governo da Venezuelana havia denunciado que o Brasil bloqueou a entrada da Venezuela no bloco do Brics durante a cúpula realizada em Kazan, Rússia. O ato foi considerado uma “agressão” e um “gesto hostil” contra o país.
O Brasil justificou a decisão com base em um “rompimento de confiança” com o governo de Nicolás Maduro, em decorrência das eleições realizadas na Venezuela em 28 de julho. Segundo o governo venezuelano, o país obteve “apoio e respaldo dos participantes da cúpula para formalizar sua adesão ao bloco de integração”.
Informações Revista Oeste

Autor dos disparos, Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão; Élcio, que dirigiu o carro, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão. Condenação provocou muita emoção de parentes e amigos da vereadora e do motorista. Acusados de serem mandantes ainda serão julgados, no STF.
Exatos 6 anos, 7 meses e 17 dias após o crime, o 4º Tribunal do Júri do Rio condenou nesta quarta-feira (30) os assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime chocou o país e – até hoje – gera repercussão em todo o mundo.
O ex-policial militar Ronnie Lessa, o autor dos disparos naquela noite de 14 de março de 2018, recebeu a pena de 78 anos e 9 meses de prisão.
O também ex-PM Élcio Queiroz, que dirigiu o Cobalt usado no atentado, foi condenado a 59 anos e 8 meses de prisão.
Como firmaram acordos de delação premiada, no entanto, os tempos de execução de pena serão reduzidos.
“A Justiça por vezes é lenta, é cega, é burra, é injusta, é errada, é torta, mas ela chega. A Justiça chega para aqueles que como os acusados acham que jamais serão atingidos pela Justiça”, disse a juíza Lúcia Glioche na leitura da setença.
Famílias de Marielle e Anderson se emocionam após anúncio da condenação dos assassinos
Diante do anúncio das sentenças, familiares das vítimas caíram em lágrimas no tribunal.
Os pai (Marinete e Antônio), a irmã (Anielle Franco) e a filha de Marielle (Luyara), e as viúvas dela (Mônica Benício) e de Anderson (Ágatha Reis) se abraçaram e aplaudiram, muito emocionados.
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Ronnie Lessa e Élcio Queiroz — Foto: Brunno Dantas/TJRJ
Ronnie e Élcio foram enquadrados nos seguintes crimes:
Apesar das penas, Lessa e Élcio devem sair bem antes da cadeia. Os dois assinaram um acordo de delação premiada, que levou ao avanço das investigações – principalmente em relação aos mandantes.
No acordo, está previsto, entre outras coisas, que:
Esses prazos começam a contar na data em que foram presos, em 12 de março de 2019 – um ano após o crime. Ou seja, 5 anos e 7 meses serão descontados das penas máximas.
Assim, Élcio pode deixar a cadeia em 2031, e Lessa iria para o semiaberto em 2037, e fica livre em 2039.
O acordo de cada réu, no entanto, pode ser anulado caso uma das obrigações dos delatoresnão seja cumprida. Por exemplo, caso fique comprovada alguma mentira na delação premiada.

Caso Marielle Franco: saiba quem são os envolvidos no crime
Ambos ganharam também o benefício de deixar os presídios federais de segurança máxima – já foram transferidos para penitenciárias estaduais.
Lessa conseguiu ainda ter de volta a casa da família na Zona Oeste do Rio que estavam entre os bens bloqueados pela Justiça.
O acordo de cada réu, no entanto, pode ser anulado caso fique comprovada alguma mentira na delação premiada e que não leve à elucidação de casos.
Em 14 de maio de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL) foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio, por volta das 21h30.
Além da vereadora, que levou quatro tiros na cabeça, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e morreu. Fernanda Chaves estava no banco de trás e foi atingida por estilhaços.
Os bandidos – Lessa e Queiroz – estavam em um Cobalt prata e seguiram Marielle desde a Casa das Pretas, na Lapa, onde ela participara de um evento em uma distância de cerca de 4 quilômetros. A dupla emparelhou ao lado do veículo onde estava a vereadora e disparou, fugindo sem levar nada.
Trajeto dos assassinos de Marielle Franco — Foto: Editoria de arte/g1
Marielle foi atingida por quatro tiros, sendo três na cabeça e um no pescoço, enquanto, Anderson levou três tiros nas costas. Fernanda Chaves sobreviveu, sendo atingida apenas por estilhaços.
Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos dois dias antes de o crime completar 1 ano, em 12 de março de 2019. Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público participaram da força-tarefa que levou à Operação Lume.
Os dois estavam saindo de suas casas quando foram presos. Eles não resistiram à prisão e nada disseram aos policiais.
O processo contra Lessa e Queiroz corre no TJ do Rio, estado onde ocorreram os crimes. O inquérito que gerou a ação foi aberto logo após o crime.
Quando a Polícia Federal abriu o inquérito para investigar a morte de Marielle, o processo, inicialmente, foi aberto no Tribunal de Justiça, mas quando Lessa cita, em delação, os nomes dos supostos mandantes – os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão –, a investigação passou para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas logo depois, o ministro Raul Araújo questionou o Supremo Tribunal Federal (STF) quem teria competência para atuar no caso. O STF informou que a competência seria dele porque Chiquinho é deputado federal e tem foro na corte superior.
Em junho desse ano, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia para tornar réus os acusados de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Com a decisão, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, e outros dois investigados se tornaram réus e vão responder a uma ação penal pelos crimes. O relator do caso no STF é o ministro Alexandre de Moraes.
O primeiro dia do julgamento dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, teve início às 10h30 de quarta-feira (30).
A irmã de Marielle, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, assistiu à sessão na primeira fileira do plenário entre a filha de Marielle, Luiara, e o pai, Antônio. Durante quase toda a manhã, manteve a cabeça no ombro da sobrinha. Os réus assistiram por videoconferência da cadeia onde estão presos.
Entre todos os relatos sobre o crime, o depoimento de Ronnie Lessa, o assassino confesso de Marielle e Anderson, abalou parentes das vítimas por conta da frieza ao narrar os fatos.
Luyara Franco, filha de Marielle, deixou a audiência assim que Ronnie começou seu depoimento. Ela chegou a passar mal e voltou posteriormente, após 1h. Ágatha Arnaus, viúva de Anderson, começou a chorar quando Ronnie afirmou que não pretendia matar o motorista.
Muitos parentes e amigos preferiram ficar no corredor do 9º andar do Tribunal de Justiça, no Centro do Rio. A ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, passou boa parte do tempo caminhando pelo corredor.

Famíliares de Marielle Franco chegam para segundo dia de julgamento de Ronnie Lessa en Élcio de Queiroz
Em seu depoimento, Lessa deu detalhes sobre como cometeu os crimes e disse que Marielle se tornou “pedra no caminho” dos mandantes do assassinato. Ronnie também deu detalhes sobre como o crime foi cometido, como o momento do emparelhamento do carro dirigido por Élcio Queiroz no momento em que ele fez os disparos. Posteriormente, também pediu desculpas às famílias das vítimas.
O segundo réu, ex-PM Élcio Queiroz, que dirigiu o Cobalt usado no atentado, contou que não conhecia Marielle Franco antes do assassinato e que só ficou sabendo do plano para matar a vereadora no dia do crime. Élcio também disse que não sabia que participaria de um homicídio até chegar no local do evento onde estava a vereadora, na Lapa. Segundo ele, Lessa o chamou para um “trabalho” e disse que ele precisaria dirigir, mas sem dar detalhes.
A unica sobrevivente do atentado, Fernanda Chaves, falou em seu depoimento sobre o que viu quando o carro onde ela estava junto com Marielle foi fuzilado.
“Houve a rajada, eu percebi que o Anderson esboçou dor, falou ‘ai’, mas não foi alto, foi um suspiro. (…) Marielle estava imovel. Eu senti o barço dela em cima de mim, o peso do corpo dela em cima de mim. (…) A minha vida mudou completamente. Embora sejam sete anos quase desse atentado, não há normalidade”, contou Fernanda por vídeo conferência.
Por volta da meia-noite, a juíza Lúcia Glioche, do 4º Tribunal do Júri da Justiça do RJ, optou por suspender os trabalhos e convocou júri e as partes para retomar o julgamento na manhã de quinta-feira (31).
Durante o 1° dia, foram quase 14 horas de depoimentos e interrogatórios. Foram ouvidas oito testemunhas, seis de acusação e duas de defesa, e os dois réus. Uma testemunha de acusação, que seria a sétima, não compareceu. A acusação então exibiu aos jurados um trecho do antigo depoimento da perita criminal que participou da reconstituição.
A sessão desta quinta começou por volta das 9h30 e abriu com a manifestação da acusação, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. Os promotores entregaram aos jurados um caderno com 207 páginas do processo e um envelope com imagens do local do crime.
“O objetivo é levar ao conhecimento dos jurados as provas existentes no processo e mostrar que a condenação não é só com base na confissão”, disse o promotor de Justiça Eduardo Morais, que optou por não exibir em plenário as imagens dos corpos. “Não estamos aqui para expor ainda mais as vítimas”, destacou.

‘Que arrependimento é esse que se pede algo em troca?’, questiona acusação sobre assassinos de Marielle
O promotor Eduardo pediu que os jurados condenem a dupla em todos os quesitos e afirmou que ambos só delataram porque sabiam que seriam descobertos e porque queriam algo em troca. Ele também criticou a postura de Lessa, que na quarta-feira pediu perdão à família de Marielle.
“Que arrependimento é esse com algo em troca? Vocês já pediram arrependimento a alguém e disseram: ‘quero seu perdão se me der alguma coisa em troca’? Porque foi isso que eles fizeram”, disse o promotor.
“Eles são réus colaboradores. Eles não vieram e se arrependeram. Eles vieram ao Ministério Público e pediram algo em troca para falar o que falaram”, completou.
Ainda de acordo com a acusação, até a delação premiada os réus negavam completamente o crime.
“Até ontem, até outro dia, os dois estavam aqui negando todas as imputações. Negando. [Disseram] ‘Eu não estava no carro’, ‘não era eu’, ‘não fui eu’, ‘eu não tenho motivo para matar’, ‘eu não conheço essas pessoas’, ‘eu nunca ouvi falar de Marielle’, ‘nunca ouvi falar de Anderson’. Então, que arrependimento é esse?”, questionou o promotor.
Família de Marielle e Anderson assistem o segundo dia de júri de Lessa e Queiroz — Foto: Brunno Dantas/TJRJ
O promotor de Justiça Fábio Vieira, segundo a falar nesta quinta, disse que sua impressão é que o arrependimento apresentado nas falas de Lessa e Élcio é “uma farsa”. Definindo a dupla que está no banco dos réus como “sociopatas”, Vieira disse que os assassinos “não têm emoção em relação aos outros”, muito menos sentimentos ou empatia.
O MP ainda exibiu slides sobre a investigação:
Após as 2 horas e 30 minutos de fala dos advogados de acusação, a defesa dos réus também teria o mesmo tempo para expor seus argumentos. Contudo, os advogados de Lessa e Queiroz só utilizaram 48 minutos para suas argumentações.
Durante a sustentação oral no julgamento, advogado Saulo Carvalho, responsável pela defesa de Ronnie, disse que concorda que o assassino confesso seja condenado, mas disse que a delação do réu foi fundamental para conclusão do caso e que, por isso, pede uma pena justa.
O advogado discordou que o crime tenha tido motivação torpe porque, segundo ele, não houve crime político mas um interesse financeiro.
“Ronnie foi denunciado pelo homicídio, por motivo torpe, e esse motivo torpe eu ouso discordar da acusação porque não há nos autos que foi um crime político, por ela ser de esquerda, e sim visando terras. Ele atirou com uma metralhadora no modo rajada e disse que tentou mirar somente na vereadora Marielle. Ele não voltou para checar quem tinha sido atingido”, sustentou.
A sessão teve um intervalo para almoço e retornou no período da tarde para a réplica do Ministério Público e a tréplica dos advogados de defesa.
Por volta das 16h50, após o fim das argumentações, a juíza Lúcia Glioche, do 4º Tribunal do Júri da Justiça do RJ, convocou os jurados e os reuniu na Sala Secreta.
O júri popular que vai decidir sobre o destino dos réus foi formado por 7 homens brancos.
Das 21 pessoas comuns selecionadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sendo 12 mulheres, foram sorteados 5 homens e 2 mulheres.
A defesa de Ronnie Lessa, no entanto, se valeu da prerrogativa de dispensar até 3 membros do júri sem critério objetivo para pedir a troca das únicas 2 mulheres. Um novo sorteio para preencher as vagas foi feito, chegando a uma composição 100% masculina e branca.
Informações G1

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou na última quarta-feira, 30, que nunca foi consultado por outros integrantes do governo sobre corte ou revisão de gastos, tema que é motivo de pressão exercida pelo mercado financeiro sobre a equipe econômica de Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a ausência de uma proposta concreta e até mesmo de um prazo para fazer a revisão dos gastos, o dólar chegou a R$ 5,77 na quarta-feira 30.
Ao ser questionado sobre eventuais cortes em seu ministério, Marinho disse que não existe debate no Executivo sobre cortar recursos de benefícios, como seguro-desemprego e abono salarial. “Se nunca discutiu comigo, essas medidas não existem. Se eu sou responsável pelo tema trabalho e emprego (esse debate não existe), a não ser que o governo me demita”, disse Marinho.
Segundo ele, o debate sobre corte de gastos nos benefícios está circunscrito entre técnicos. “Esse debate não existe no governo. Se existisse, o presidente Lula teria falado: ‘Marinho, pega leve aí’. Existe esforço, estudo, técnicos tentando adivinhar, olhando”, completou.
Questionado se poderia pedir demissão caso as medidas avancem, o ministro respondeu: “Se eu for agredido, é possível. Uma decisão sem minha participação, em um tema meu, é uma agressão. E não me consta que nenhum ministro de Estado tenha discutido esse assunto (de corte de gastos).”

Marinho afirmou que Lula tem repetido que recursos orçamentários serão buscados onde “eles existem, e não no pelo, nas costas, no lombo do trabalhador”.
Ele disse ainda que seguro-desemprego e abono salarial não podem ser considerados “gastos”. “O que é gasto? Coisa desnecessária, se tiver coisa desnecessária tem que cortar”, avaliou. O ministro reforçou que o combate às fraudes em políticas públicas é obrigação de qualquer gestor.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado