
Bashar al-Assad, que desde 2011 enfrentava uma insurgência, fugiu do país uma ofensiva relâmpago do HTS, um grupo considerado terrorista pelos EUA. O líder da organização manteve premiê como interino até a transição, mas não indicou como ela ocorrerá. Ocidente comemora queda do ditador sírio, mas vê risco.
O que podemos esperar para os próximos dias na Síria
Após 13 anos de guerra civil, que deixou mais de 500 mil mortos, forças rebeldes entraram na capital da Síria e reivindicaram o controle do país no domingo (8).
O ditador Bashar al-Assad, que comandava o país desde 2000, fugiu com a família para a Rússia, uma de suas duas principais aliadas, onde obteve asilo humanitário.
Ao longo do dia, milhares de pessoas saíram às ruas de Damasco para celebrar. Capitais europeias também registraram comemorações de refugiados sírios. Mas a pergunta sobre o futuro do país ficou no ar. Afinal, quem governará a Síria agora?
“Hoje (domingo) estamos celebrando, mas amanhã (segunda-feira) começaremos o trabalho duro”, disse Hind Kabawat, professora síria do Centro para Religiões, Diplomacia e Resolução de Conflitos da universidade George Mason, à rede de TV Al-Jazeera.
“Temos que trabalhar juntos para construir um governo democrático. Essa transição só pode ser feita e decidida pelos sírios, mas precisamos do apoio de todo o mundo”.
Os rebeldes que reivindicam vitória pertencem ao HTS, um grupo sunita que teve origem na Al-Qaeda e que, assim como ela, é considerada pelos Estados Unidos e outros países como uma organização terrorista.
Depois, em um discurso feito dentro de uma mesquita em Damasco e sob aplausos de uma plateia formada em maioria esmagadora de homens, , o líder do HTS, Mohammed al-Golani, chamou a conquista de “uma vitória para a nação islâmica” (veja no vídeo abaixo).
Líder rebelde Abu al-Golani diz que queda de Assad é ‘vitória para a nação islâmica’
Al-Goni disse, entretanto, que protegerá as minorias — o HTS é um grupo sunita e religioso, e há o temor de que um eventual governo dos rebeldes resulte em restrições a mulheres e perseguição a fiéis de outras religiões.
O líder do HTS, entretanto, não deixou claro como será o novo governo. Não explicou, por exemplo, se o grupo vai tentar governar sozinho ou se buscará uma composição com outros grupos rebeldes e demais opositores do regime Assad. Não disse nada, tampouco, sobre eleições.
Em uma manifestação por escrito horas antes, al-Golani disse que o atual premiê da Síria, Mohammed Ghazi al-Jalali, iria continuar à frente do governo até que fosse feita a transição para o novo regime.
Um grande desafio é a grande fragmentação da a Síria e da oposição a Assad.
Mesmo ainda sob o regime de Bashar al-Assad, cada região do país era controlada por um grupo diferente: as tropas de Assad conseguiam governar a região central e a costa mediterrânea, enquanto o controle das outras regiões eram divididos por grupos rebeldes que não são necessariamente aliados.
Existem, ainda, diversos grupos políticos de oposição a Assad que estão exilados no exterior e podem querer voltar ao país e reivindicar participação do poder.
Também ainda é uma incógnita como a comunidade internacional vai ser relacionar com o HTS. Mohammed al-Golani, por exemplo, é procurado pelos Estados Unidos, que oferecem US$ 10 milhões por informações que possam levar à sua prisão.
Em manifestação após a tomada do poder pelos rebeldes, o presidente dos EUA, Joe Biden, comemorou o fim do regime, mas expressou cautela.
“Até que enfim, o regime de Assad acabou”, afirmou Biden, para complementar: “Este é um momento de riscos e incertezas. Os EUA trabalharão com parceiros e interessados para ajudá-los a aproveitar esta oportunidade.”
Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, havia dito algo semelhante:
“A ditadura cruel de Assad caiu. Essa mudança histórica na região oferece oportunidades, mas não sem riscos.”
Haid Haid, consultor do instituto de relações internacionais Chatham House, vai no mesmo sentido.
“Pela primeira vez, há a possibilidade de que o que pode vir a seguir possa ser melhor do que hoje. Com certeza, há o risco de que possa ser pior. Mas, pela primeira vez, há mais de uma possibilidade”, disse Haid à agência de notícias Reuters.
Informações G1

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que já começou o processo de transição para assumir a presidência do país em 20 de janeiro, pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo imediato na Ucrânia. Ele descreveu esse movimento como parte de suas iniciativas para encerrar o conflito de quase três anos.
Trump escreveu em sua conta no Truth Social que Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia, deseja negociar para encerrar o que chamou de “loucura” da guerra.
Quando perguntado sobre contatos com Vladimir Putin, o presidente da Rússia, depois de sua vitória em novembro, Trump evitou dar detalhes, para não comprometer possíveis negociações.

Em Paris, Trump participou de um encontro com os presidente da França e da Ucrânia, durante a celebração da restauração da Catedral de Notre-Dame. Assessores que o acompanharam não demonstraram conhecimento específico sobre a Ucrânia.
Kiev gostaria de fechar um acordo, escreveu Trump no Truth Social. “Deveria haver um cessar-fogo imediato, e as negociações deveriam começar.” Ele mencionou a China como possível mediadora, afirmando conhecer bem Putin e que este seria o momento ideal para agir.
Zelenski chamou suas conversas com Trump de “construtivas”, mas não forneceu detalhes adicionais. “Quando falamos sobre uma paz efetiva com a Rússia, devemos falar, antes de tudo, sobre garantias efetivas de paz. Os ucranianos querem a paz mais do que qualquer outra pessoa. A Rússia trouxe a guerra para nossa terra”, disse ele neste domingo em um post no aplicativo de mensagens Telegram.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, reiterou que a Rússia está aberta ao diálogo com a Ucrânia.
O governo de Joe Biden e apoiadores da Ucrânia evitam pressionar por uma trégua imediata, temendo que um acordo rápido resulte em concessões prejudiciais à Ucrânia.
Trump criticou a dependência dos países da Otan dos gastos militares dos EUA, que ele considera injusto. Ele sugeriu que a permanência dos EUA na aliança depende de contribuições financeiras adequadas dos membros.
“Se eles estiverem pagando suas contas e se eu achar que eles estão nos tratando de forma justa, a resposta é absolutamente que eu permaneceria na Otan”, disse o republicano. Mas, caso contrário, ele disse que consideraria a possibilidade de retirar os EUA da aliança.
Informações Revista Oeste
Rapper nega as acusações, que chama de hediondas, e diz que advogado da acusação tentou chantageá-lo.
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Jay-Z — Foto: Reuters
Jay-Z, o rapper e empresário cujo verdadeiro nome é Shawn Carter, foi alvo de uma denúncia anônima de estuprar uma menina de 13 anos em 2000, junto com o cantor Sean Combs, conhecido como Puff Daddy ou P. Diddy. A informação foi divulgada pelo portal americano NBC News neste domingo (8).
O site diz que Jay-Z foi incluído em um processo federal, aberto desde outubro, que já tinha Diddy como réu.
Em comunicado divulgado pelo perfil no X da Roc Nation, empresa de Jay-Z, o rapper negou as acusações que disse serem “hediondas” e “ridículas”. Segundo o rapper, o advogado de acusação Tony Buzbee enviou um e-mail ao seu advogado tentando chantageá-lo, mas ele negou.
“Essas alegações são tão hediondas por natureza que eu imploro que você registre uma queixa criminal, não civil. Quem quer que cometa tal crime contra um menor deveria ser preso, você não concorda? Essas supostas vítimas mereceriam justiça real se esse fosse o caso”, publicou.
A acusação, feita por uma mulher cuja identidade não foi revelada, disse que a agressão aconteceu depois que ela ter sido levada à festa MTV Video Music Awards (VMA) em Nova York, nos Estados Unidos.
Ela teria sido convidada por um motorista para uma festa após o evento e, ao chegar, teria assinado um documento que acreditava ser um acordo de confidencialidade. Segundo o processo, a festa estava cheia de pessoas usando maconha e cocaína.
De acordo com a NBC News, o processo diz que ela tomou uma bebida e se sentiu “tonta, como se precisasse se deitar”. Então, ela teria sido sexualmente agredida por Carter e Combs.
A NBC conta que Buzbee entrou com vários processos nos últimos meses acusando Combs de agressão e estupro. Segundo Jay-Z, o advogado “parece ter um padrão desse tipo de teatralidade”.
O rapper, que é casado com Beyoncé e tem três filhos, disse ainda que lamenta pelo efeito desse tipo de alegação tenha na sua família.
“Minha esposa e eu teremos que sentar nossos filhos, um dos quais está na idade em que seus amigos certamente verão a imprensa e farão perguntas sobre a natureza dessas alegações, e explicarão a crueldade e a ganância das pessoas”, acrescentou.
“Meu advogado recebeu uma tentativa de chantagem, chamada de carta de demanda, de um ‘advogado’ chamado Tony Buzbee. O que ele havia calculado era que a natureza dessas alegações e o escrutínio público me fariam querer um acordo.
Não senhor, teve o efeito oposto! Isso me fez querer expô-lo pela fraude que você é de uma forma MUITO pública. Então, não, eu não vou lhe dar UM CENTAVO.
Essas alegações são tão hediondas por natureza que eu imploro que você registre uma queixa criminal, não civil. Quem quer que cometa tal crime contra um menor deveria ser preso, você não concorda?
Essas supostas vítimas mereceriam justiça real se esse fosse o caso.
Este advogado, sobre quem eu fiz uma pequena pesquisa, parece ter um padrão desse tipo de teatralidade!
Eu não tenho ideia de como você se tornou um humano tão deplorável, Sr. Buzbee, mas eu lhe prometo que já vi seu tipo muitas vezes. Estou mais do que preparado para lidar com seu tipo. Você diz ser um fuzileiro naval? Os fuzileiros navais são conhecidos por seu valor, você não tem honra nem dignidade.
Minha única tristeza é pela minha família. Minha esposa e eu teremos que sentar nossos filhos, um dos quais está na idade em que seus amigos certamente verão a imprensa e farão perguntas sobre a natureza dessas alegações, e explicarão a crueldade e a ganância das pessoas. Lamento mais uma perda de inocência. As crianças não deveriam ter que suportar isso em sua tenra idade. É injusto ter que tentar entender graus inexplicáveis de malícia destinados a destruir famílias e o espírito humano.
Meu coração e apoio vão para as verdadeiras vítimas no mundo, que têm que assistir como sua história de vida é fantasiada para lucratividade por este caçador de ambulâncias em um terno barato.
Você cometeu um erro terrível de julgamento pensando que todas as “celebridades” são iguais. Eu não sou do seu mundo. Sou um jovem que saiu do projeto do Brooklyn. Não jogamos esse tipo de jogo. Temos códigos e honra muito rígidos. Nós protegemos crianças, vocês parecem explorar as pessoas para ganho pessoal. Somente sua rede de teóricos da conspiração, física falsa, acreditará nas alegações idiotas que vocês fizeram contra mim que, se não fosse pela seriedade em torno dos danos às crianças, seriam risíveis.
Estou ansioso para mostrar a vocês o quão diferente eu sou”.
Informações G1

O sorteio do concurso 2805 da Mega-Sena, realizado no sábado (7), premiou uma aposta da Bahia. Um jogador de Santa Maria da Vitória, localizada no Extremo-Oeste do estado, acertou a quina e levou R$ 50 mil com um jogo feito pela internet em cota única, ou seja, o valor não foi dividido, como em um bolão.
As dezenas sorteadas foram: 01, 06, 24, 47, 55 e 58. Uma aposta de Belo Horizonte (MG) acertou os seis números sorteados e levará para casa R$ 28 milhões.
Ao todo, 60 apostas acertaram a quina e ganharão R$ 50.629,15. Mais de três mil pessoas acertaram a quadra, com prêmio de R$ 1.130,40.
O próximo concurso será na terça-feira (10), com prêmio estimado em R$ 3,5 milhões.
Bahia.ba

Um jovem foi assassinado por volta das 06h00 deste domingo (8), em Feira de Santana. A vítima foi identificada como Anderson da Silva Ferreira, conhecido como Sushi, de 18 anos.
O corpo dele foi encontrado na calçada de uma residência na Rua Bel, próximo à Estrada de Jaguara, no bairro Asa Branca. Segundo a proprietária da casa, o corpo foi deixado no local e ela cobriu com um lençol até a chegada da polícia.
Anderson da Silva Ferreira morava no bairro Gabriela e foi atingido por múltiplos disparos de arma de fogo calibre .380, concentrados no tórax e no braço.
Segundo informações apuradas pelo Acorda Cidade, pelo menos quatro homicídios investigados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) o apontam como autor.
A polícia também informou que o jovem assassinado praticou um assalto a um estabelecimento comercial em Feira de Santana na última sexta-feira (6).

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

A técnica de enfermagem Deborah Saraiva dos Santos, de 31 anos, foi assassinada a tiros na tarde deste domingo (8), na Fazenda Caboronga, zona rural de Irará. De acordo com a polícia, o crime trata-se de um feminicídio.
O corpo da técnica de enfermagem foi encontrado dentro de uma residência. Familiares informaram que o possível autor seria o marido da vítima, que foi visto fugindo do local.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar o levantamento cadavérico.
Acorda Cidade
Presidente Lula vai fechar o segundo ano de governo com uma de suas principais promessas ainda distante de ser cumprida

Em campanha para chegar ao seu terceiro mandato no Planalto, Lula prometeu, em 2022, acabar com a fila de espera por benefícios no INSS. “É possível fazer. Se nós voltarmos, vamos fazer isso porque o mundo digitalizado está muito mais moderno e as pessoas que fizeram a primeira vez estão todas vivas e muito dispostas a trabalhar”, disse o presidente.
De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, prestes a terminar seu segundo ano de mandato no Planalto, Lula não conseguiu fazer com que “o mundo digitalizado” e “mais moderno” chegue para 1,8 milhão de brasileiros que estão na fila do INSS, em dados atualizados em setembro.
Nessa primeira metade de mandato, Lula cobrou ações de seus auxiliares para resolver a questão, justiça seja feita, mas diferentes fatores relacionados ao próprio modo de organização de um governo de esquerda — mais sujeito a movimentos trabalhistas — tornaram a tarefa uma missão quase impossível.
O presidente Lula vai fechar o segundo ano de governo com uma de suas principais promessas ainda distante de ser cumprida. Para se ter uma ideia, apenas em São Paulo, diferentes greves de trabalhadores do setor de previdência elevaram em 53% impacto das paralisações trabalhistas na área, fizeram a fila crescer 53%.
Em defesa de quem opera diariamente a máquina do governo, é sempre bom lembrar que o INSS recebe e analisa, todos os meses, cerca de 1 milhões de novos processos, o que deixa pouco espaço para avançar sobre o que está represado sem novos investimentos.
Informações Bahia.ba

O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, está em Moscou e recebeu asilo na Rússia, informou uma fonte do Kremlin à TASS, agência estatal de notícias da Rússia. “Assad, junto com os membros de sua família, chegou a Moscou”, disse uma fonte da agência neste domingo, 8. “A Rússia, por razões de caráter humanitário, concedeu asilo a eles.”
Moscou considera necessário retomar as negociações para resolver a situação na Síria, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU). Líderes da oposição armada síria garantiram a segurança das bases militares e instituições diplomáticas russas no território sírio.
Mais cedo, o paradeiro de Assad e de sua família era incerto. Por meio de dados do site Flightradar, que monitora o mapa da aviação em todo o mundo, foi constatado que o único avião no campo aéreo sírio havia sumido do mapa.
Acreditava-se até que a aeronave tivesse desligado os radares ou sido abatida.

O governo da Rússia informou neste domingo, 8, que Al-Assad deixou a Síria com instruções para membros de seu governo fazerem uma “transição pacífica”. Rebeldes tomaram Damasco, a capital do país, neste domingo.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que Assad “decidiu deixar o posto presidencial e deixou o país, dando instruções para transferir o poder pacificamente”. A Rússia destacou que “não participou dessas negociações”.
A Rússia e o Irã são aliados históricos de Assad. Na Primavera Árabe, em 2000, os governos autocráticos dos dois países enviaram ajuda para o ditador derrotar os insurgentes numa sangrenta guerra civil. A repressão aos protestos foi violenta e resultou em centenas de mortes, além da migração forçada de mais de 500 mil pessoas.
Informações Revista Oeste
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Agora é oficial: o Bahia está classificado para a Copa Conmebol Libertadores da América de 2025. O Tricolor volta a garantir vaga na competição depois de mais de três décadas.
A última vez que o Esquadrão havia jogado a Libertadores aconteceu na edição de 1989, na qual o Tricolor disputou como o atual campeão brasileiro de 88.
Foi a terceira participação do Bahia na competição. O clube jogou anteriormente em 1960 e em 1964.
Naquele ano, o Esquadrão foi sorteado para o grupo 2 e, curiosamente, ao lado do Internacional, vice-campeão brasileiro de 88. Além do time colorado, estavam Atlético Tachira e Marítimo, ambos da Venezuela.
Na primeira fase, o Bahia dominou o grupo e terminou em primeiro lugar, com dez pontos. Foram quatro triunfos e dois empates; uma campanha invicta.
Nas oitavas de final, O Tricolor de Aço eliminou o Universitário, do Peru, com 1×1 fora de casa e 2×1 na Fonte Nova.
Contudo, o Esquadrão foi eliminado nas quartas de final justamente para o Internacional. Os gaúchos venceram por 1×0 na ida e seguraram um 0x0 na Fonte Nova.
O campeão daquela edição da Libertadores foi o Atlético Nacional, da Colômbia, que venceu o Olímpia na semifinal.
Informações EC Bahia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez seu primeiro pronunciamento, neste domingo,8, depois da deposição e fuga de Bashar al-Assad da Síria, país que governou por 24 anos. Biden comemorou o fim do regime, mas se mostrou preocupado com o que classificou de momento de “riscos e incertezas”.
“Até que enfim, o regime de Assad acabou”, afirmou Biden. “Este é um momento de riscos e incertezas. Os EUA trabalharão com parceiros e interessados para ajudá-los a aproveitar esta oportunidade.”
Assad deixou o país depois que rebeldes do grupo HTS, liderados por Mohammed al-Golani, tomaram Damasco, hoje.
Segundo a agência de notícias russa Tass, a Rússia concedeu asilo humanitário a Assad e sua família.
Biden também criticou o apoio que Rússia, Irã e o grupo terrorista Hezbollah deram ao regime de Assad ao longo dos últimos anos. Ele mencionou Austin Tice, jornalista norte-americano sequestrado há 12 anos na Síria, acreditando que ele ainda esteja vivo.
A fuga de Assad provocou reações globais. O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país norte-americano não se envolverá no conflito sírio.
Já Israel reafirmou seu compromisso com a segurança das Colinas de Golã, sob seu controle desde 1967.
A França celebrou a queda de Assad. O presidente francês Emmanuel Macron declarou em seu perfil do Twitter/X que o “estado de barbárie caiu”.
“Homenageio o povo sírio, sua coragem e paciência”, completou. “Neste momento de incerteza, desejo-lhe paz, liberdade e unidade.”
De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA afirmou que Biden está “monitorando de perto os eventos extraordinários na Síria”.
Antes da fuga de Assad, Trump comentou que “Assad se foi”. “Ele fugiu de seu país”, disse. “Sua protetora, Rússia, liderada por Vladimir Putin, não estava mais interessada em protegê-lo.”
As Forças de Defesa de Israel destacaram que não vão intervir nos conflitos internos da Síria, mas protegerão a segurança nas Colinas de Golã. “Não serão toleradas ameaças perto da fronteira israelense”, afirmou o exército israelense, em comunicado.
Segundo a TV estatal iraniana, a embaixada do país em Damasco foi invadida por um grupo armado que “agora controla a maior parte da Síria”.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia reiterou que Assad deixou a Síria e deu instruções para uma transição pacífica.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, destacou que o governo de Assad deveria ter aproveitado a pausa nos combates para reconciliar-se com o povo sírio. O Egito apelou para que todas as partes preservem o estado e as instituições nacionais.
No Brasil, o Itamaraty expressou preocupação com a escalada de hostilidades na Síria, e pediu contenção e respeito ao direito internacional. Enquanto isso, rebeldes sírios celebram em Damasco a queda do ditador sírio.
Informações Revista Oeste