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Foto: Reprodução/Pixabay

Pouco mais de 4 milhões de russos receberam até agora uma dose da Sputnik V, vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Centro de Pesquisas Gamaleya de Moscou. O número está abaixo da meta do Ministério da Saúde da Rússia, que pretendia vacinar 60% de todos os adultos em 6 meses.

O país, de cerca de 145 milhões de habitantes, lançou a campanha de vacinação em massa em dezembro de 2020, de acordo com o Poder 360.

Segundo uma pesquisa realizada por sociólogos no Levada Centre, o motivo pode ser a desconfiança da população com o imunizante. O estudo revelou que apenas 30% dos russos estão dispostos a se vacinar com a Sputnik V, apesar da eficácia de 91,6%. Outros 62% disseram que não querem receber as doses do imunizante.

Os jovens são os menos propensos a se vacinar com a Sputnik V. Entre os entrevistados de 18 a 24 anos, 19% querem receber o imunizante e 75%, não. Entre o grupo de 25 a 39 anos, 22% disseram que aceitam a vacina e 73%, não. Entre as pessoas com 55 anos ou mais, os números são de 40% e 49%, respectivamente.

A pesquisa foi realizada de 18 a 24 de fevereiro de 2021, com amostra representativa de todos os residentes urbanos e rurais russos. Foram feitas entrevistas presenciais com 1.601 pessoas acima dos 18 anos em 137 municípios de 50 regiões da Rússia.

Sobre os motivos para não querer a vacina russa, 37% dos entrevistados disseram que têm medo de efeitos colaterais; 30% preferem esperar o fim dos testes; 16% não veem sentido em se vacinar; 12% têm alguma contraindicação; 10% são contra qualquer vacina; 6% citaram outros motivos e 2% não souberam precisar a razão para não se imunizar com a Sputnik V.

Quando os dados da Sputnik V foram publicados na revista científica The Lancet, em fevereiro de 2021, os professores Ian Jones e Polly Roy resumiram o debate por trás da vacina. “O desenvolvimento da vacina Sputnik V foi criticado por ter ocorrido às pressas e pela ausência de transparência”, afirmaram.

Mas há também outra questão que impulsiona a desconfiança dos russos. Muitos acreditam que a vacina é apenas uma ferramenta política. “Você pode dizer que é armamento russo, ou a vacina é apenas uma vítima do fundo político, mas definitivamente a política está mais explicitamente representada no caso da vacina russa do que qualquer outra produzida no mundo hoje”, observou Andrei Kortunov, do Conselho de Assuntos Internacionais russo.

Tatiana Stanovaya, da empresa de análise R.Politik, também disse acreditar que a vacina foi uma questão importante para a promoção do presidente russo, Vladimir Putin. “Para Putin, criar a vacina foi uma maneira de provar ao mundo que a Rússia é um país desenvolvido e importante, que é capaz de alcançar grande sucesso em esferas que exigem muita habilidade e tecnologia”, declarou.

“Quando você decide comprar a vacina russa, parece que você investe ou aprova as conquistas do regime de Putin ou do próprio Putin”, comentou. O RDIF, fundo estatal que apoiou o desenvolvimento da Sputnik, diz que 39 países já registraram sua vacina e até mesmo a União Europeia está considerando comprar unidades.

Mas a aprovação na UE continua incerta. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o bloco não recebeu qualquer pedido de autorização de comercialização da Sputnik V.

Informações Bahia Notícias


Uma das Organizações Não Governamentais (ONG’s) mais antigas e reconhecidas de Feira de Santana, a Associação Protetora dos Animais (APA) foi a escolhida para receber o segundo salário do vereador Galeguinho SPA (PSB), que se comprometeu, ainda em campanha e com registro em cartório, a doar os subsídios mensais recebidos do legislativo durante os 4 anos do seu mandato na Câmara Municipal.

A doação ocorreu nesta terça-feira (2) através de transferência bancária a instituição. De acordo com o edil, a escolha da APA se deu pela necessidade que o lugar e os animais abrigados têm, já que grande parte do recurso é proveniente de doações, que foram prejudicadas por conta da pandemia.

Do valor líquido do seu salário, 40% foi transferido diretamente para a APA, e 60% revertido na aquisição de cestas básicas para famílias carentes.

Antes mesmo de ser eleito vereador, Galeguinho SPA mantém um projeto social há mais de 10 anos em comunidades carentes e instituições beneficentes na cidade.

A escolha das doações não são feitas de forma aleatória. De acordo com o vereador, é realizado uma pesquisa das organizações que apresentam seriedade para/com a causa social.

Em novembro de 2020, o parlamentar registrou uma escritura pública em um cartório de Feira de Santana se comprometendo a fazer as doações dos subsídios recebidos enquanto vereador.

Em Janeiro, a primeira instituição a ser contemplada foi a Associação de Apoio a Pessoa com Câncer (AAPC).


Galvão Bueno
Galvão Bueno descobre decisão da Globo para o seu futuro nas transmissões na Copa do Mundo do Qatar (Imagem: Reprodução / Globo)

Galvão Bueno está sem narrar uma partida de futebol desde fevereiro de 2020. De lá para cá, o narrador entrou em isolamento social em sua fazenda em Londrina, em Santa Catarina, e tem feito participações remotas em programas esportivos e transmissões da Globo. A emissora, aliás, tomou uma decisão final sobre o futuro do seu contratado.

De acordo com as informações do UOL Esporte, o famoso de 70 anos vai ser a principal voz da Globo no Mundial do Qatar em 2022. Emissora e locutor chegaram a um acordo verbal para que ele esteja na principal cabine de transmissão para narrar os jogos da Seleção Brasileira.

Anteriormente, estava acordado que Galvão Bueno estaria na equipe da Copa, mas não como narrador. Ele participaria dos programas especiais da Globo e do SporTV, faria reportagens especiais, mas nada de narração. Tudo mudou com a pandemia.

Galvão entendeu durante o seu tempo de isolamento que o final da sua carreira teria que ser diferente daquela que havia pensado antes da pandemia. Outro motivo para a mudança: a saudade do público. Ele percebeu nas redes sociais o carinho dos fãs e o desejo para que ele retorne o mais breve possível ao comando das transmissões.

A Globo entrou em estudos a volta do seu principal narrador para ser a voz do reinício das Eliminatórias da Copa a partir de 30 de março com o jogo Brasil x Argentina, caso ele esteja vacinado até lá. A previsão é que pelo menos a 1ª dose seja dada, segundo o plano de imunização.

“Conforme previsto, estamos aguardando a vacinação e a liberação médica para que os colaboradores que fazem parte do grupo de risco voltem às atividades presenciais com segurança”, informou a Globo em nota.

Caso não seja possível a volta de Galvão Bueno, a Globo deve escalar Luís Robertopara Brasil x Argentina. Tanto ele quanto Cléber Machado foram chamados para um revezamento pouco usado para as narrações, e o mesmo pode acontecer na Copa do Qatar, que excepcionalmente será exibida em novembro de 2022, e não entre junho e julho, como é tradição.

Informações RD1


Medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira

Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil
Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

As aulas coletivas em academias de ginástica da Bahia, a exemplo de atividades de dança, boxe, bike, entre outras, vão continuar suspensas no estado até 1º de abril. Já as atividades individuais, como prática de musculação, poderão retornar na próxima segunda-feira (08) em Salvador e Região Metropolitana, caso o decreto estadual não seja renovado.

A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (03) para conter os avanços da pandemia do novo coronavírus.

“Ficam suspensos, ainda, eventos e atividades, em todo o território do Estado da Bahia, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados, que envolvam aglomeração de pessoas, tais como: eventos desportivos coletivos e amadores, cerimônias de casamento, eventos recreativos em logradouros públicos ou privados, circos, eventos científicos, solenidades de formatura, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica no período de 03 de março a 1º de abril”, diz o trecho do decreto.

Informações Bahia.ba


Estudo considerou lojas com vínculo empregatício que entram no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados

Mais de 75 mil lojas fecharam em 2020 no Brasil, aponta CNC Foto: Fotos Públicas/Marcos Santos

No início da pandemia de Covid-19, o empresário Marcelo de Carvalho, dono da cinquentenária Mototex, que confecciona e vende uniformes para restaurantes e condomínios, ficou com as duas lojas fechadas por três meses. Nesse período, continuou pagando aluguel e tendo outras despesas, mas sem a contrapartida da venda de uniformes.

Em julho, Carvalho decidiu encerrar definitivamente uma das lojas.

– Se a venda continuar aquém do necessário, cogitamos só ficar com a confecção e fabricar sob demanda – disse.

Caso o plano de Carvalho de fechar a segunda loja se confirme e seja seguido por outros comerciantes, o varejo deve demorar para se recuperar do tombo de 2020.

No ano passado, o isolamento social imposto pela pandemia e o avanço acelerado do comércio online derrubaram a abertura de lojas físicas no país. Entre inaugurações e fechamentos, o comércio perdeu 75,2 mil pontos de venda, revelou estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento considera lojas com vínculo empregatício que entram no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado de 2020 foi o pior desde 2016, quando o saldo tinha sido de 105,3 mil lojas fechando as portas na época, por causa da maior recessão da história recente. Após dois anos seguidos de saldo positivo (com a abertura líquida de 27,1 mil lojas), o estrago em 2020 só não foi maior por causa do auxílio emergencial, segundo o economista-chefe da CNC e responsável pelo estudo, Fabio Bentes.

– Sem o auxílio, teríamos tido seguramente mais de 100 mil lojas fechadas – explicou.

Apesar da digitalização acelerada do comércio por conta da pandemia, o varejo brasileiro é ainda muito dependente do consumo presencial, que responde por cerca de 90% das vendas. Essa relação é nítida, segundo Bentes, quando se constata que o impacto maior da pandemia ocorreu no primeiro semestre, com o fechamento líquido de 62,1 mil lojas.

Nesse período, o índice de isolamento social atingiu o pico de 47%, e as vendas recuaram quase 18% em abril. No segundo semestre, quando se iniciou o processo de reabertura e o consumo foi impulsionado pelo auxílio, o saldo negativo de abertura de lojas foi bem menor; ficou em 13,1 mil.

Tempestade
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, o que explica o saldo negativo na abertura de lojas é uma “tempestade perfeita” que combinou o aperto provocado pela crise sanitária com a aceleração da digitalização do varejo, a redução da presença no país de marcas internacionais e o forte aumento de custos dos aluguéis, especialmente em shoppings.

– Todos fatores estão interligados – disse.

O fechamento de lojas de marcas internacionais, na opinião de Terra, tem relação com a crise sanitária, que levou muitas empresas a encerrarem pontos de venda em países que não são prioritários. Mas as empresas alegam outros motivos.

A espanhola Zara, por exemplo, do setor de vestuário, fechou sete lojas no Brasil nos últimos três meses e ficou com 49 em funcionamento. Segundo fontes próximas da companhia, o encerramento desses pontos não está relacionado com a pandemia. Ele faz parte de um projeto global, anunciado antes da crise sanitária, de transformação digital no qual as lojas menores seriam desativadas.

A francesa L’Occitane au Brésil, de perfumaria, é outra que fechou 39 lojas em 2020 e manteve 157 em operação. Segundo a companhia, o encerramento das lojas é resultado da reestruturação, anterior à pandemia, que visa a uma “adequação dos espaços do varejo”, como avanço da venda online.

Vagas perdidas
A retração de 1,5% nas vendas do varejo ampliado em 2020, que inclui veículos e materiais de construção, e o grande fechamento líquido de lojas físicas resultaram na perda de 25,7 mil postos formais de trabalho, aponta o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Caged. Foi o primeiro saldo anual negativo no emprego do varejo desde 2016. Naquele ano, por conta da forte recessão foram fechadas 176,1 mil vagas, entre admissões e demissões.

Apesar do saldo negativo na ocupação do varejo em 2020, não houve uma reversão completa das vagas abertas nos três anos anteriores. Entre 2017, 2018 e 2019, o setor gerou 220,1 mil empregos com carteira assinada.

Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, o grande fechamento de lojas físicas que houve em 2020 não deverá ser compensado este ano por conta do cenário incerto em relação às novas ondas da pandemia e ao ritmo de vacinação.

– Seguramente, esse quadro deve fazer com que a retomada do emprego no comércio seja bem mais difícil, a menos que ocorra alguma surpresa – disse.

Além das incertezas sobre a retomada da abertura de lojas por causa da pandemia, ele lembra que o comércio eletrônico, cujas vendas cresceram 37% em 2020, não tem capacidade de gerar tantos empregos como as lojas físicas.

Vestuário
Todos os segmentos do comércio fecharam mais lojas do que abriram no ano passado. O enxugamento nos pontos de venda pegou até os “queridinhos” do varejo, como supermercados e lojas de materiais de construção, que ganharam grande impulso nas vendas por causa do auxílio emergencial.

Mas o segmento que mais fechou loja do que abriu em 2020 foi o de artigos de vestuário, calçados e acessórios, com um saldo negativo de 22,29 mil pontos de venda, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC). O segmento de vestuário fechou o ano com um estoque de lojas 10% menor em relação a dezembro de 2019 e com uma retração de quase o dobro do recuo do estoque total de lojas no varejo.

O varejo como um todo encerrou o ano de 2020 com 1,221 milhão de lojas ativas, um número 5,8% menor do que em 2019.

– O estrago foi maior no varejo não essencial, como as lojas de vestuário, livrarias e no comércio automotivo – observou o economista-chefe da CNC e responsável pelo levantamento Fabio Bentes.

No caso dos artigos de vestuário, além da retração nas vendas pelo fato de as pessoas estarem confinadas em casa e consumido menos esse tipo de produto, as pressões de custos de aluguéis, sobretudo em shoppings, onde a maioria dessas lojas estão instaladas, cresceram em ritmo exponencial.

Pressionado pelo câmbio e pelo aumento de preços das matérias-primas, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), o indexador mais usado nos contratos de locação, deu um salto. Em 12 meses até fevereiro deste ano acumula alta de quase 30%.

Angelo Campos, dono da MOB, confecção e rede de lojas de moda feminina, fechou três lojas, de um total de 34, no ano passado por causa dos custos operacionais elevados. No shopping, ele tem de pagar o rateio do condomínio, fundo de promoção, aluguel reajustado pelo IGP-M e 13.º aluguel.

– E eles não quiseram negociar, independentemente da pandemia – apontou

Resultado: o empresário acabou trocando as três lojas próprias em shopping por cinco franquias na rua, e o saldo foi positivo. Ele diz que tem intenção de fazer novas migrações para lojas de rua.

Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostram que a vacância nos shoppings foi de 9,3% em 2020, ante 4,7% no ano anterior.

Apesar de segmentos do varejo que vendem produtos para serem consumidos em casa terem se saído melhor no ano passado, eles também não escaparam do fechamento de lojas. Os hipermercados, supermercados e minimercados fecharam o ano com saldo negativo 14,38 mil na abertura de lojas, e o estoque de pontos de venda ficou 5,5% abaixo do de 2019.

– O que está sofrendo com a pandemia é o minimercado – contou Hélio Freddi, diretor da rede Hirota.

Com a queda de clientes em shoppings e em centros empresariais por causa do home office, ele fechou duas lojas Express nesses locais e abriu três em pontos de maior fluxo. Nas lojas de supermercado do grupo e as instaladas em condomínio, no entanto, o plano é expandir os pontos de venda.

Pleno News/Estadão


Foto: Washington Nery

Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais sete pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 24.670 pacientes recuperados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 94,5% dos casos confirmados. Enquanto isso, 277 exames foram negativos e 184 positivos.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 102 pacientes internados no município e 941 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais duas mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (03).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA
03 de março de 2021

Casos confirmados no dia: 184
Pacientes recuperados no dia: 7
Resultados negativos no dia: 277
Total de pacientes hospitalizados no município: 102
Óbitos comunicados no dia: 2
Data dos óbitos: 02/03

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 941
Total de casos confirmados no município: 26.080 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de março de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 839
Total de recuperados no município: 24.670
Total de exames negativos: 37.603 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de março de 2021)
Aguardando resultado do exame: 894
Total de óbitos: 469

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.726 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de março de 2021)
Resultado positivo: 3.904 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de março de 2021)
Em isolamento domiciliar: 13
Resultado negativo: 17.822 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de março de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Declaração foi dada durante conversa com apoiadores nesta quarta-feira

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Nesta quarta-feira (3), o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer críticas à imprensa brasileira durante conversa com apoiadores. Ele disse ter cancelado, desde 2020, as assinaturas de jornais e revistas e ressaltou: “Para a mídia, o vírus sou eu”.

A declaração foi dada ao comentar o spray nasal desenvolvido em Israel que pode ajudar no combate à Covid-19.

– Se você ler a imprensa, você não consegue viver […] Cancelei, desde o ano passado, todas as assinaturas de jornais e revistas. Ministro que quiser ler jornal e revista vai ter que comprar. Não leio mais. Não vejo Jornal Nacional, não assisto, que é a maneira que você tem de realmente pensar em coisa séria no país – disse o presidente.

Informações Pleno News


Milton Ribeiro afirmou que o retorno deve ser feito com todos os protocolos de biossegurança

Ministro da Educação, Milton Ribeiro Foto: PR/Isac Nóbrega

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que é favorável ao retorno das aulas presenciais no país. Ao comentar sobre o assunto, o chefe da pasta federal afirmou que a orientação é para que as escolas retomem as atividades, mas adotando todos os protocolos de biossegurança.

– Nós, como MEC, tínhamos que apontar uma direção para o mundo da educação. Estabelecemos um retorno gradual, observando que o Brasil é um país continental e que existem diferenças nas condições sanitárias. A minha orientação é que [as aulas presenciais] retornem, sim, mas observando os protocolos de biossegurança – declarou.

Ribeiro também destacou que o aumento de recursos do Fundeb vai contribuir para a melhoria da educação básica. Contudo, ressaltou que o Ministério da Educação (MEC) precisa estar atento a possíveis irregularidades na gestão desses valores.

– O MEC enviou dinheiro para uma prefeitura e pediu a prestação de contas. Eles não prestaram devidamente ou “deram de ombros”. Aí o MEC entra novamente em cena, para que possa auxiliar [esses municípios nessas prestações de contas], caso seja o caso de uma falha ou até uma incompetência administrativa na prestação devida da conta. Se não há resultado, passamos para a CGU – disse.

O ministro ainda ressaltou ainda que, em 7 meses, 247 prestações de contas de municípios foram enviadas pelo MEC ao Tribunal de Contas da União (TCU), pois existem indícios de que houve alguma irregularidade na gestão dos recursos públicos por parte dessas prefeituras. Essas prestações têm passado pela chamada “tomada de contas especial”.

Milton afirmou que não vai haver liberação de dinheiro para os municípios que estão em falta com as respectivas prestações de contas, e isso vai durar até que o atual gestor entre com uma ação contra o administrador anterior, o qual possivelmente não cumpriu as regras citadas anteriormente.

Informações Pleno News


Ouça agora o quadro Polícia Cidadã, que foi ao ar na edição desta quarta (03), no Rotativo News.


Leonardo Sechaus foi jogado no chão, algemado, colocado em uma viatura e conduzido à força para a prisão

Comerciante foi preso ao tentar trabalhar durante o lockdown no RS Foto: Reprodução

O empresário Leonardo Sechaus, dono de uma sorveteria em São Lourenço do Sul (RS), foi mais uma das vítimas dos excessos cometidos pelas autoridades em nome das medidas de lockdown e das restrições do comércio por todo o país, desde o início da pandemia de Covid-19. Segundo o empreendedor, o simples fato de tentar trabalhar foi o suficiente para que ele fosse algemado e preso.

– Me jogaram no chão, colocaram algemas, taparam minha boca. Eu estava gritando o motivo… me colocaram num camburão da Polícia Militar como se eu fosse um bandido. O policial civil me jogou no chão sem eu oferecer qualquer resistência. Só estava gritando por socorro para as pessoas que passavam no local – detalhou Leonardo em seu perfil no Facebook.

O comerciante ainda protestou contra o fato de que criminosos seguem soltos após serem liberados por conta da pandemia, enquanto trabalhadores precisam “ficar aprisionados, reféns de uma política falida!”. Leonardo ainda destacou que ficou abalado psicologicamente após o fato.

– Desde ontem [27], tivemos muito movimento na loja… Com todos os cuidados, cerca de 1,5m de distanciamento, colocamos duas mesas na porta da loja, para barrar a entrada, ou seja, tudo [foi feito] nos conformes da legislação [Decreto Estadual]. Isso é uma vergonha para todo o nosso estado! É esse o exemplo que devemos dar às futuras gerações? Prender quem está trabalhando? – questionou o empresário.

Em um vídeo divulgado pelas redes sociais, uma equipe de policiais chega à sorveteria de Leonardo e age de forma truculenta contra o comerciante. Nas cenas, ele é jogado no chão, algemado, colocado em uma viatura e conduzido à força até a prisão.

Leonardo completou o relato questionando se o governo do Rio Grande do Sul pagaria as faturas que ele estava devendo aos seus fornecedores já que, segundo o comerciante, seus recursos ficaram comprometidos por conta do período em que ele ficará sem trabalhar.

– Amanhã [29], tenho cinco boletos para pagar (fornecedores), num total de R$ 8.944,75… [Eu] gostaria de saber se o governo estadual vai pagá-los para mim, assim como todas as outras despesas da loja, que somam cerca de R$ 15.000,00 mensal – completou Leonardo.

Informações Pleno News