Categoria reivindica ser grupo prioritário, pelo trabalho de contato
Profissionais do sexo de MG paralisam trabalho e reivindicam vacina contra a Covid Foto: Reprodução
As profissionais do sexo de Minas Gerais querem ser incluídas no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. Para pressionar as autoridades, a Associação das Prostitutas de Minas (Aprosmig) orientou a categoria a suspender o trabalho por tempo indeterminado e retomar as atividades apenas quando tiverem garantia de imunização.
– Nosso trabalho é de contato físico diário e com várias pessoas. Somos muito vulneráveis e tínhamos que ser incluídas em algum grupo de risco. Não queremos que nos passem na frente de ninguém, mas que nos vejam com olhos de humanidade – afirmou a presidente da Aprosmig, Cida Vieira.
Ela firma que mesmo com os cuidados que estavam sendo tomados antes do agravamento da pandemia, não há condições agora de os atendimentos continuarem sem a perspectivas de vacinas para as mulheres.
– Vamos aguardar a vacinação e a recomendação oficial da entidade é que o serviço seja suspenso. Fazemos essa interface com as meninas via redes sociais, e-mail e telefone em nosso banco de dados. No entanto, sabemos que é difícil controlar cada uma [das garotas de programa] – explicou em entrevista à Época.
Cida Vieira é presidente da Aprosmig Foto: Reprodução
De acordo com a associação, Minas Gerais conta com mais de 80 mil profissionais do sexo em todo estado. Na capital Belo Horizonte está a maior concentração, com 12 mil. Desde o início da pandemia, algumas deixaram de trabalhar com o temor de infecção, enquanto outras não tiveram opção por conta da necessidade financeira.
– A situação de muitas é de pobreza. Muitas já estão morando na rua. Eu estou com uma menina que não tem como pagar o aluguel e trabalha para se manter. Não tem como ter doação porque a família não sabe o trabalho dela. Tem gente pedindo qualquer doação, fralda, cesta básica. Hoje temos mais de 2 mil mulheres desamparada – afirmou Cida.
A presidente da Aprosmig contou que a prefeitura de Belo Horizonte tem ajudado com cestas básicas, mas que apenas uma minoria vive na capital por conta do alto custo de vida. Já as cidades vizinhas, onde se concentra a maioria das profissionais, não adotaram nenhuma política de auxílio.
O governo federal realiza entre os dias 7 e 9 deste mês uma série de leilões de aeroportos, portos e ferrovia. Chamada de “Infra Week”, a expectativa é arrecadar R$ 10 bilhões em investimentos privados com as concessões. Estão na lista 22 aeroportos, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, e cinco terminais portuários.
O Ministério da Infraestrutura prevê a geração de mais de 200 mil empregos, de forma direta, indireta e efeito-renda, ao longo dos contratos de arrendamento e concessões.
“No dia 7 de abril teremos o leilão de 22 aeroportos. É a mesma quantidade de todas as rodadas anteriores que já fizemos. De uma só vez. No dia 8 de abril a gente faz a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. No dia 9, fazemos cinco terminais portuários”, explicou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.
Aeroportos
Segundo o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, o resultado do leilão de 22 aeroportos pode representar mais de R$ 6,1 bilhões em investimentos. O leilão será realizado no dia 7 e envolve projetos de longo prazo, com concessões de até 30 anos.
Os leilões de 22 aeroportos serão divididos em três blocos: Sul, Norte I e Central. O Bloco Sul é formado por nove terminais: Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). Sete compõem o Bloco Norte I: Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC). Mais seis formam o Bloco Central: Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE).
O investimento total nos três blocos supera os R$ 6 bilhões, sendo R$ 2,8 bi no Bloco Sul, R$ 1,8 bi no Bloco Central e R$ 1,4 bi no Bloco Norte. Em um único dia, o governo vai repassar a mesma quantidade de terminais aeroportuários do que o total atualmente concedido (22).
Ferrovia
No dia 8, será a vez do leilão da Fiol 1, o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, entre Ilhéus e Caetité, na Bahia. A concessão do trecho de 537 quilômetros deve garantir R$ 3,3 bilhões de investimentos, sendo R$ 1,6 bilhão para a conclusão das obras. O prazo de concessão será de 35 anos.
A Fiol 1 é um projeto importante para o escoamento do minério de ferro produzido na região de Caetité (BA) e a produção de grãos e minério do Oeste da Bahia pelo Porto Sul, complexo portuário a ser construído nas imediações da cidade de Ilhéus (BA).
De acordo com Ministério da Infraestrutura, o governo federal trabalha para a implementação de mais dois trechos: entre Caetité (BA) e Barreiras (BA), e de Barreiras (BA) a Figueirópolis (TO), quando, futuramente, irá interligar o porto de Ilhéus a outra ferrovia: a Norte-Sul.
Portos
No dia 9, será o arrendamento de cinco terminais portuários: quatro no Porto de Itaqui (IQI03, IQI11, IQI12 e IQI13), no Maranhão, e um no Porto de Pelotas (PEL01), no Rio Grande do Sul.
Estão previstos mais de R$ 600 milhões em melhorias nesses terminais, que se somam a mais 20 áreas leiloadas desde 2019 e a 69 autorizações para implantação de Terminais de Uso Privado (TUP). Nesse período, já foram contratados R$ 10 bilhões para o setor, que, mesmo em ano de pandemia, cresceu 4,2% em 2020.
As quatro áreas no porto nordestino são voltadas ao armazenamento de granéis líquidos, de acordo com a principal vocação do empreendimento. O complexo funciona como distribuidor para as regiões Norte e Nordeste, por meio da navegação de cabotagem. No total, os quatro terminais totalizam mais de 120 mil m².
O terminal (PEL01) do porto de Pelotas (RS) é voltado para carga em geral, em especial toras de madeira, contribuindo para a cadeia logística da produção de celulose, e tem área de cerca de 23 mil m².
ANTT
Além dos 28 ativos a serem concedidos nesta semana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará no dia 29 de abril o leilão da BR-153/080/414/GO/TO.
A perspectiva é de mais R$ 8 bilhões de investimentos e mais de 140 mil postos de trabalho.
Concessões
Em dois anos, o programa de concessões já leiloou 41 ativos e contratou R$ 44 bilhões em investimento – e mais R$ 13 bilhões de outorga. Em 2021, a expectativa do Palácio do Planalto é sejam concedidos mais de 50 empreendimentos, o que garantiria mais R$ 140 bilhões para o setor.
A previsão do governo é chegar ao final de 2022 com a contratação de R$ 250 bilhões em infraestrutura.
O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM) vai escolher os novos representantes da sociedade civil, que deverão compor a entidade no período de 2021 a 2023, nesta terça-feira, 6, das 8h30 às 11h30, na Casa dos Conselhos, localizada na rua Osvaldo Cruz, 165, Kalilândia.
Na eleição serão definidos os representantes de instituições religiosas, da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB), dos sindicatos urbano e rural, de instituições de defesa da igualdade racial, de associações de mulheres e de instituições de ensino superior privado. Outros sete representantes governamentais serão indicados pelo Poder Executivo.
Durante as inscrições, 14 entidades, divididas por segmento, foram habilitadas a participar do processo seletivo. “A plenária presencial irá cumprir com todos os protocolos sanitários, como o distanciamento social, uso do álcool em gel e da máscara. Cada entidade terá que apresentar cinco representantes para a votação”, informa a presidente da comissão eleitoral, Cacilda Miranda.
Após o processo eleitoral, os nomes serão encaminhados para o prefeito Colbert Martins elaborar o decreto de nomeação e posse. O Conselho dos Direitos das Mulheres é o mais antigo órgão gestor de políticas públicas de Feira de Santana.
A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 1.855 novos casos de covid-19 (taxa de crescimento de +0,2%) e 2.587 recuperados (+0,3%). O boletim epidemiológico deste domingo (4) também registra 50 mortes. Apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas hoje.
Dos 813.794 casos confirmados desde o início da pandemia, 783.065 já são considerados recuperados, 15.069 encontram-se ativos e 15.660 tiveram óbito confirmado.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.133.950 casos descartados e 183.161 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h deste domingo. Na Bahia, 45.743 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
O número total de óbitos por covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 15.710, representando uma letalidade de 1,93%. Dentre os óbitos, 55,40% ocorreram no sexo masculino e 44,60% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,74% corresponderam a parda, seguidos por branca com 21,53%, preta com 15,30%, amarela com 0,48%, indígena com 0,13% e não há informação em 7,82% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 67,03%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,98%).
A redução do número de novos óbitos da covid-19 em datas comemorativas e finais de semana ocorre devido à ausência de funcionamento dos serviços de notificação, como o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, vigilâncias epidemiológicas municipais e outros serviços de saúde competentes. Desta forma, esse número não demonstra de forma fidedigna o quantitativo de óbitos que ocorreram neste período. O reflexo dos óbitos ocorridos só é possível ser visualizado com as devidas notificações nos sistemas de informação e possíveis investigações realizadas que possibilitem o seu encerramento.
A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.
Situação da regulação de covid-19 Às 15h deste domingo, 130 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 50 pedidos para internação em leitos clínicos adultos covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.
Monica Grady* The Open University (The Conversation)
Eu ainda acreditava em Deus (agora sou ateu) quando ouvi a seguinte pergunta em um seminário, feita pela primeira vez por Einstein, e fiquei impressionado com sua elegância e profundidade:
“Se existe um Deus que criou todo o universo e TODAS as leis da física, Deus segue as próprias leis de Deus? Ou Deus pode suplantar suas próprias leis, como por exemplo viajar mais rápido do que a velocidade da luz e, assim, ser capaz de estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo?”
A resposta poderia nos ajudar a provar se Deus existe ou não, ou é aqui que o empirismo científico e a fé religiosa se cruzam, sem NENHUMA resposta verdadeira? David Frost, 67 anos, Los Angeles.
Eu estava em confinamento quando recebi essa pergunta e fiquei instantaneamente intrigada. Não é de se admirar o momento — eventos trágicos, como pandemias, muitas vezes nos levam a questionar a existência de Deus: se existe um Deus misericordioso, por que uma catástrofe como esta está acontecendo?
A ideia de que Deus pode estar “limitado” pelas leis da física — que também regem a química e a biologia e, portanto, os limites da ciência médica — era interessante de explorar.
Se Deus não fosse capaz de infringir as leis da física, provavelmente não seria tão poderoso quanto você esperaria que um ser supremo fosse. Mas se fosse capaz, por que não vemos nenhuma evidência de que as leis da física foram infringidas no Universo?
Para abordar essa questão, vamos analisá-la por partes. Primeiro, Deus pode viajar mais rápido que a luz? Vamos apenas considerar a pergunta ao pé da letra. A luz viaja a uma velocidade aproximada de 3 x 10⁵ km/s.
Aprendemos na escola que nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz — nem mesmo a nave espacial USS Enterprise de Jornada nas Estrelas, quando estava com seu motor movido a cristais de dilítio na potência máxima.
Mas isso é verdade? Alguns anos atrás, um grupo de físicos postulou que as chamadas partículas táquions viajavam acima da velocidade da luz. Felizmente, sua existência como partículas reais é considerada altamente improvável.
Se existissem, teriam uma massa imaginária e o tecido do espaço-tempo ficaria distorcido — levando a violações de causalidade (e possivelmente uma dor de cabeça para Deus).
Tudo indica, até agora, que não foi observado nenhum objeto que possa viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Isso em si não diz absolutamente nada sobre Deus. Apenas reforça o conhecimento de que a luz viaja muito rápido.
As coisas ficam um pouco mais interessantes quando você considera a distância que a luz viajou desde o início.
Alamy – Se Deus existe, ele está sujeito às leis da física?
Partindo do pressuposto da cosmologia tradicional do Big Bang e da velocidade da luz de 3 x 10⁵ km/s, então podemos calcular que a luz viajou aproximadamente 10²³ km nos 13,8 bilhões de anos de existência do Universo. Ou melhor, da existência do Universo observável.
O Universo está se expandindo a uma taxa de aproximadamente 70 km/s por Mpc (1 Mpc = 1 Megaparsec ou aproximadamente 3 x 10 elevado à 19ª potência km), então as estimativas atuais sugerem que a distância até os confins do Universo é de 46 bilhões de anos-luz.
Conforme o tempo passa, o volume do espaço aumenta, e a luz precisa viajar por mais tempo para chegar até nós.
Há muito mais universo lá fora do que somos capazes de enxergar, mas o objeto mais distante que vimos é uma galáxia, GN-z11, observada pelo Telescópio Espacial Hubble.
Ela está a aproximadamente 10²³ km ou 13,4 bilhões de anos-luz de distância, o que significa que levou 13,4 bilhões de anos para que a luz da galáxia nos alcançar. Mas quando a luz “foi acesa”, a galáxia estava a apenas três bilhões de anos-luz de distância da nossa galáxia, a Via Láctea.
Não podemos observar ou ver todo o Universo que se desenvolveu desde o Big Bang porque não passou tempo suficiente para que a luz das primeiras frações de segundo nos alcançasse.
Alguns argumentam que, por isso, não podemos ter certeza se as leis da física poderiam ser violadas em outras regiões cósmicas — talvez sejam apenas leis locais e acidentais. E isso nos leva a algo ainda maior do que o Universo.
O multiverso
Muitos cosmologistas acreditam que o Universo pode ser parte de um cosmos mais extenso, um multiverso, onde muitos universos diferentes coexistem, mas não interagem.
A ideia do multiverso é apoiada pela teoria da inflação — a ideia de que o universo se expandiu enormemente antes de ter 10 elevado à potência de -32 segundos de idade.
A inflação é uma teoria importante porque pode explicar por que o Universo tem a forma e a estrutura que vemos ao nosso redor.
Mas se a inflação pode acontecer uma vez, por que não várias vezes? Sabemos a partir de experimentos que as flutuações quânticas podem dar origem a pares de partículas que passam a existir repentinamente, e desaparecem momentos depois.
NASA
A física quântica poderia ajudar a explicar um Deus capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo?
E se essas flutuações podem produzir partículas, por que não átomos ou universos inteiros? Foi sugerido que, durante o período de inflação caótica, nem tudo estava acontecendo no mesmo ritmo — flutuações quânticas durante a expansão poderiam ter produzido bolhas que explodiram para se tornarem universos por si só.
Mas como Deus se encaixa no multiverso? Uma dor de cabeça para os cosmologistas é o fato de que nosso Universo parece perfeitamente ajustado para a existência de vida.
As partículas fundamentais criadas no Big Bang tinham as propriedades certas para permitir a formação de hidrogênio e deutério — substâncias que produziram as primeiras estrelas.
As leis da física que regem as reações nucleares nestas estrelas produziram as coisas de que a vida é feita — carbono, nitrogênio e oxigênio.
Como todas as leis da física e parâmetros do universo têm os valores que permitem que estrelas, planetas e, por fim, a vida se desenvolvam?
Alguns argumentam que é apenas uma feliz coincidência. Outros dizem que não deveríamos nos surpreender ao ver leis físicas “bioamigáveis” — afinal elas nos produziram, então o que mais poderíamos ver?
Alguns teístas, no entanto, argumentam que isso indica a existência de um Deus criando condições favoráveis.
Mas Deus não é uma explicação científica válida. A teoria do multiverso, ao contrário, resolve o mistério porque permite que universos distintos tenham leis físicas diferentes.
Portanto, não é surpreendente que nos vejamos em um dos poucos universos que poderiam abrigar vida. Claro, você não pode refutar a ideia de que um Deus pode ter criado o multiverso.
Tudo isso é muito hipotético, e uma das maiores críticas às teorias do multiverso é que, como parece não ter havido interações entre nosso Universo e outros universos, a noção de multiverso não pode ser testada diretamente.
Estranheza quântica
Agora vamos considerar se Deus pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Grande parte da ciência e tecnologia que usamos na ciência espacial é baseada na teoria contra-intuitiva do minúsculo mundo de átomos e partículas conhecido como mecânica quântica.
A teoria permite algo chamado entrelaçamento (ou emaranhamento) quântico: partículas assustadoramente conectadas. Se duas partículas estão entrelaçadas, você manipula automaticamente sua contraparte ao manipulá-la, mesmo se estiverem muito distantes e sem interagir.
Há descrições de entrelaçamento melhores do que a que estou apresentando aqui — mas isso é simples o suficiente para que eu possa prosseguir.
Imagine uma partícula que decai em duas subpartículas, A e B. As propriedades das subpartículas devem se somar para formar as propriedades da partícula original — este é o princípio da conservação.
Getty ImagesAlbert Einstein descreveu o entrelaçamento quântico como ‘uma ação fantasmagórica à distância’
Por exemplo, todas as partículas têm uma propriedade quântica chamada “spin” — a grosso modo, elas se movem como se fossem minúsculas agulhas de bússola.
Se a partícula original tem um “spin” zero, uma das duas subpartículas deve ter um spin positivo, e a outra um spin negativo, o que significa que cada uma, A e B, tem 50% de chance de ter um spin positivo ou negativo. (De acordo com a mecânica quântica, as partículas estão, por definição, em um misto de diferentes estados até que você realmente as mede.)
As propriedades de A e B não são independentes uma da outra — elas estão entrelaçadas —, mesmo se estiverem localizadas em laboratórios separados, em planetas diferentes.
Se você medir o spin de A e descobrir que é positivo, imagine que uma amiga mediu o spin de B exatamente ao mesmo tempo que você mediu A. Para que o princípio da conservação funcione, ela deve descobrir que o spin de B é negativo.
Mas — e é aqui que as coisas ficam turvas — como a subpartícula A, B tinha 50% de chance de ser positiva, então seu estado de spin “se tornou” negativo no momento em que o estado de spin de A foi medido como positivo.
Em outras palavras, as informações sobre o estado de spin foram transferidas entre as duas subpartículas instantaneamente. Essa transferência de informações quânticas aparentemente acontece mais rápido do que a velocidade da luz.
Dado que o próprio Einstein descreveu o entrelaçamento quântico como “uma ação fantasmagórica à distância”, acho que todos nós podemos ser perdoados por achar esse efeito um tanto bizarro.
Portanto, há algo mais rápido do que a velocidade da luz, no fim das contas: a informação quântica.
Isso não prova ou refuta a existência de Deus, mas pode nos ajudar a pensar em Deus em termos físicos — talvez como uma chuva de partículas entrelaçadas, transferindo informações quânticas para lá e para cá, e ocupando assim vários lugares ao mesmo tempo? Até muitos universos ao mesmo tempo?
Eu tenho esta imagem de Deus equilibrando pratos giratórios do tamanho de galáxias enquanto faz malabarismo com bolas do tamanho de planetas — jogando fragmentos de informação de um universo oscilante para outro, para manter tudo em movimento.
Felizmente, Deus pode realizar várias tarefas ao mesmo tempo — mantendo o tecido do espaço-tempo em funcionamento. Tudo o que é necessário é um pouco de fé.
NASA- Será que Deus equilibra pratos do tamanho de uma galáxia enquanto faz malabarismo com bolas planetárias?
Este artigo chegou perto de responder às perguntas feitas? Suspeito que não: se você acredita em Deus (como eu), então a ideia de Deus ser limitado pelas leis da física é absurda, porque Deus pode fazer tudo, até mesmo viajar mais rápido que a luz. Se você não acredita em Deus, a questão é igualmente absurda, porque não existe um Deus e nada pode viajar mais rápido do que a luz.
Talvez a questão seja realmente para agnósticos, que não sabem se Deus existe.
É aí que, de fato, a ciência e a religião diferem. A ciência requer prova, a crença religiosa requer fé. Os cientistas não tentam provar ou refutar a existência de Deus porque sabem que não existe um experimento que possa detectar Deus.
E se você acredita em Deus, não importa o que os cientistas descubram sobre o Universo — qualquer cosmos pode ser considerado consistente com Deus.
Nossa visão de Deus, da física ou de qualquer outra coisa, em última análise, depende da perspectiva.
Mas vamos terminar com a citação de uma fonte verdadeiramente qualificada. Não, não é a Bíblia. Tampouco um livro de cosmologia. É do livro O senhor da foice, do escritor britânico Terry Pratchett:
“A luz pensa que viaja mais rápido do que qualquer coisa, mas está errada. Não importa o quão rápido a luz viaje, ela descobre que a escuridão sempre chegou primeiro, e está esperando por ela.”
* Monica Grady é professora de ciências planetárias e espaciais na The Open University.
Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado aqui sob uma licença Creative Commons. Leia aqui a versão original (em inglês).
Os ingredientes das vacinas da Johnson & Johnson e da AstraZeneca foram misturados na fábrica da Emergent BioSolutions. O governo dos EUA determinou que a unidade será administrada pela Johnson e que fará um único produto.
Seringa é enchida com vacina da Johnson durante imunização em Louisville, no estado americano do Kentucky, nesta segunda-feira (15). — Foto: Jon Cherry / Getty Images via AFP
O governo dos Estados Unidos ordenou no sábado (3) que a Johnson & Johnson passe a gerenciar uma fábrica da empresa Emergent BioSolutions, que produzia vacinas da Covid-19 desenvolvida pela própria Johnson & Johnson, que foi obrigada a jogar fora um lote de 15 milhões de doses que não atendiam aos padrões de qualidade.
Anvisa vai analisar pedido de uso emergencial da vacina Jansen, da Johnson & Johnson
A Emergent BioSolutions também foi proibida de produzir as vacinas da AstraZeneca, de acordo com uma reportagem do “New York Times”.
Os trabalhadores na fábrica da Emergent BioSolutions misturaram ingredientes das duas vacinas, há semanas, segundo o jornal.
As vacinas estragadas não chegaram a ser envasadas.
O governo deu a ordem justamente para que não haja mais misturas com ingredientes das duas vacinas.
A Johnson afirmou que assumirá responsabilidade plena pela fábrica e disse que vai entregar as 100 milhões de doses que o governo contratou até o fim de maio.
A vacina da AstraZeneca não foi aprovada nos EUA.
A AstraZeneca afirmou que vai procurar uma alternativa com o governo norte-americano para encontrar uma fábrica que possa produzir doses.
O governo criticou a empresa farmacêutica por usar dados antigos na apresentação de seus resultados. Depois disso, os estudos foram revistos.
Um médico que trabalha para um órgão do governo e deu entrevista à agência Reuters, mas que não quer ser identificado, afirmou que o país pode não precisar das vacinas da AstraZeneca, mesmo se elas forem aprovadas pelos EUA.
O governo do país acertou com o México e com o Canadá que vai enviar cerca de 4 milhões de doses de vacina da AstraZeneca produzidas nos EUA.
Presidente da Frente Nacional de Prefeitos pediu que o presidente do STF se manifeste sobre decisão do ministro Nunes Marques
Ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal Foto: STF/Nelson Jr
Após a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar celebrações religiosas presenciais pelo país, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, pediu ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, que se manifeste. A intenção é saber qual orientação deve ser seguida, a liminar de Nunes Marques ou a decisão do plenário, que liberou municípios a decidir sobre a abertura e fechamento de atividades.
A manifestação ocorre após o prefeito de Belo Horizoente, Alexandre Kalil, se negar a seguir a decisão da Kassio Nunes Marques e liberar missas e cultos presenciais. O ministro acabou por intimar Kalil a cumprir a decisão de imediato.
Ao abordar o assunto, o presidente ressaltou que é preciso cumprir a decisão da Justiça.
– Decisões judiciais precisam ser obedecidas. Por isso, é importante que os prefeitos cumpram o que foi decidido pelo ministro Nunes Marques sobre o funcionamento de templos religiosos – apontou.
Jonas Donizette, no entanto, pediu a Fux que esclareça qual orientação deve ser seguida pelos municípios.
– No entanto, pedimos ao STF e ao presidente, Luiz Fux, que se manifestem urgentemente, orientando qual decisão precisa ser seguida. A decisão do plenário, que determinou que os municípios têm prerrogativa de estabelecer critérios de abertura e fechamento das atividades em seus territórios ou essa liminar? – questionou.
Por fim, ele apontou que a “contradição” atrapalha o combate à pandemia no país.
– Essa flagrante contradição atrapalha o enfrentamento à pandemia em um país federado e de dimensões continentais como o nosso – ressaltou.
“Felizes os que acreditam em Cristo como as crianças no coelhinho da Páscoa” dá nome ao artigo
Mario Sergio Conti, colunista da Folha de S. Paulo Foto: Reprodução
O jornalista Mário Sérgio Conti usou sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (2), para afrontar os cristãos brasileiros. Em seu artigo intitulado “Felizes os que acreditam em Cristo como as crianças no coelhinho da Páscoa”, o comunicador disparou ataques:
– Bem-aventurados os que creem em Cristo como as crianças no coelhinho da Páscoa: de brincadeira, de vez em quando, até os sete anos – escreve no início do artigo.
O jornalista faz um paralelo com as bem-aventuranças, proferidas por Jesus Cristo no famoso Sermão da Montanha. Ele também descreve como “bem-aventurados os que descreem do pecado original, da Santíssima Trindade, da Imaculada Conceição, da infalibilidade papal, da ressurreição dos mortos, da peste acima de todos e do apocalipse acima de todos”.
Ao continuar seus ataques, visando claramente evangélicos e católicos, ele também fala em “desventurados” aqueles que “condescendem com o misticismo”, fazendo alguns trocadilhos que incluiu até mesmo o médium espirita João de Deus, preso por abusos sexuais.
As ofensas e o escárnio permeiam todo o texto.
– […]Desgraçado o apóstata que abjurou o Senhor e se fez batizar no rio Jordão pelo charlatão Everaldo, o seu cupincha ora preso por assalto às arcas do Estado e lavagem do vil metal em viagens a Israel. Abomináveis os que se dizem apolípticos para disfarçar que são de direita. Em verdade vos digo, os centuriões que sucederam Moreira César são brancos ferozes, exímios em matar negros de Havaianas – como no Haiti sob as botas de Augusto Heleno, Edson Pujol, Azevedo e Silva e Santos Cruz.
O presidente Jair Bolsonaro também não é “poupado”:
– Mal-aventurados os mansos, porque ficarão sem vacina e comerão o pão que Bolsonaro amassou. Desafortunado o pontífice que com coração de pedra recusou sua bênção aos homossexuais – criticou.
O jornalista Sílvio Navarro utilizou o Twitter para responder ao artigo, escrevendo “Felizes os que não leram esta coluna”. Depois ele complementa, defendendo a liberdade de não concordar com o governo e criticá-lo. No entanto, atacar a fé das pessoas, sobretudo na Páscoa, é passar dos limites.
O executivo vê com preocupação a segunda onda da Covid, mas acredita que a vacinação em massa dará esperança para o retorno à normalidade das salas de aula. (Imagem: Ascom/Ser Educacional)
O setor de educação foi um dos mais afetados pela crise do coronavírus, mas uma empresa conseguiu arrancar um crescimento em 2020: a Ser Educacional(SEER3) viu o lucro crescer 21% no acumulado. Enquanto isso, suas rivais Cogna (COGN3), Ânima (ANIM3) e Yduqs(YDUQ3) tiveram alta no prejuízo ou queda no lucro.
De maneira geral, analistas gostaram do que viram, mas não há como ignorar os impactos da Covid. A base de alunos presencial caiu 10% no trimestre, para 137 mil alunos. Apesar disso, eles são unânimes em elogiar o forte crescimento do ensino a distância (EAD), que saltou 71%, atingindo 54 mil alunos.
Mesmo assim, a Ágora Investimentospondera que o desempenho fraco no segmento presencial apaga o brilho do EAD.
Em conversa com o Money Times, o diretor de relações com investidores da Ser, Rodrigo de Macedo Alves, destacou o grande salto que o segmento deu no resultado final da companhia.
“O nosso Ebitda do digital acumulado do ano foi de R$ 38 milhões de um Ebitda total de R$ 317 milhões, ou seja, em torno de 12% do Ebitda total. Há um ano atrás ele era 5% e no trimestre ele passou a ser 20%. Então ele está crescendo mais de 60% ao ano”, afirma.
Para o CEO da Ser, Jânyo Diniz, o ensino como conhecíamos antes da pandemia não será mais o mesmo.
“Para você ter ideia, no nosso caso, a gente esperava atingir a metade da nossa base de alunos em mais de cinco anos de EAD. Esse ano é o primeiro ano que a gente está captando mais alunos de EAD do que presencial. O ensino presencial puro não vai existir. Vai ser o ensino híbrido e o digital”, destaca.
Agora, a empresa pretende dar continuidade ao seu marketplace da educação, que promete reunir a oferta de diferentes cursos em uma única plataforma.
“A gente gosta de brincar que nós vamos ser o Trivago Expedia da educação. Nós vamos oferecer todos os produtos do nosso ecossistema de educação digital, mais o presencial e o híbrido”, afirma Diniz.
Apesar disso, o executivo vê com preocupação a segunda onda da Covid, mas acredita que a vacinação em massa dará esperança para o retorno à normalidade das salas de aula.
“A nossa expectativa é de que haja um retorno no pós aumento de vacinação, o que não significa que nós esperamos o retorno formal de todos os alunos no primeiro semestre. Isso eu acho difícil”, observa.
“Uma outra preocupação é que os trabalhadores da educação em geral não foram colocados nos grupos prioritários de vacinação”, afirma (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Veja a seguir os principais trechos da entrevista:
MT: A segunda onda da Covid preocupa? Ela pode ser pior que a primeira?
Jânyo Diniz: Sim, claro. Nós fomos uma das primeiras instituições a começar a parar as unidades. Naquele momento nossa expectativa era de que a gente parasse 15 dias, talvez um mês. Tomamos todas as medidas necessárias para que os alunos continuassem seguindo a mesma rotina em casa, com o mesmo professor, com os mesmos colegas de sala de aula, mesma turma, mesmo conteúdo.
A nossa expectativa é de que haja um retorno no pós aumento de vacinação, o que não significa que nós esperamos o retorno formal de todos os alunos no primeiro semestre. Isso eu acho difícil, até porque a vacina não está acontecendo.
Nós fizemos uma pesquisa essa semana em Recife para entender o que a sociedade e o que os alunos pensavam em termos da Covid e qual sua expectativa. E para nossa surpresa, 60% da população apoia o isolamento, assim como os alunos.
Uma outra preocupação é que os trabalhadores da educação, em geral, não foram colocados nos grupos prioritários de vacinação até agora, exceto por São Paulo.
Eu sou presidente do sindicato das Instituições de Ensino Superior de Pernambuco. Nós fizemos um apelo ao governo do estado de Pernambuco para que isso acontecesse, para facilitar o retorno. Mas até agora isso não aconteceu.
A nossa expectativa é manter a rotina do ensino remoto, mais o ensino prático e presencial durante esse semestre, dado que a expectativa e as informações divulgadas aqui é que, teoricamente, até agosto a população acima de 20 anos seria toda vacinada, quando seria seguro o retorno às aulas. Então nós temos uma preocupação similar a que tínhamos no passado.
“Nós mudamos o modelo de ensino com foco no aprendizado do aluno”, diz (Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
No entanto, olhando para o futuro a gente vê uma luz no fim do túnel, com uma massa significativa dos nossos alunos acima dos 90% vacinado, o que reduziria muito risco de que a contaminação acontecesse dentro das dependências das instituições de ensino. Os nossos professores certamente têm mais de 25 anos, então todos eles teriam sido vacinados também.
Essa situação da Covid me preocupa bastante, principalmente pelos aspectos econômicos e sanitários, pelo que pode acontecer em termos de pessoas afetadas, pessoas doentes.
Mas no que diz respeito ao modelo educacional, estamos preparados para atender essa nova realidade de mercado, eu estou muito mais tranquilo, dado tudo aquilo que a gente pensou e preparou esse ano para seguir esse caminho.
MT: Quais são os principais planos da Ser para superar os problemas provocados pela Covid no setor?
Jânyo Diniz: A gente gosta de brincar que nós vamos ser o Trivago Expedia da educação. Nós vamos oferecer todos os produtos do nosso ecossistema de educação digital, mais o presencial e o híbrido.
Além disso, nós estamos fazendo aquisições de edtechs que complementam o nosso portfólio de produtos e até que complemente a nossa capilaridade em termos de produtos digitais de instituição.
A gente fez a primeira aquisição da edtechs chamado de Veduca, que tinha perto de 800 mil visitantes únicos por mês, uma geração de lides fantástica. Ele basicamente ensina o aluno a escolher a profissão e a escolher a instituição de ensino que ele quer, adequada a região onde ele mora. Nós temos uma série edtechs em avaliação.
Nós fizemos cinco aquisições no ano passado. Continuamos em um processo de avaliação. Temos um pipeline extenso de aquisições de editechs de educação. Nós operamos com todas as nossas marcas com EaD. Então a gente é uma instituição multimarca por uma razão muito simples: o aluno confia na marca onde ele estuda. A competição pelo ensino superior no Brasil sempre foi local, o Brasil não tem uma marca nacional.
A gente também praticamente duplicou as nossas vagas de medicina no ano passado. Todas as marcas que gente adquiriu são as marcas mais fortes da região onde ela atua, o que nos ajuda a entrar no mercado, a interiorizar mais a nossa posição com marcas fortes.
Houve uma mudança significativa na cultura das pessoas.
Nós mudamos o modelo de ensino com foco no aprendizado do aluno. A gente fez um projeto com educação onipresente em que o ensino está focado no aprendizado do aluno. O aluno passa a ter os conteúdos disponíveis onde ele estiver.
“A gente também praticamente duplicou as nossas vagas de medicina no ano passado. Todas as marcas que gente adquiriu são as marcas mais fortes da região onde ela atua”, argumenta (Imagem: Pixabay)
O que a gente entendeu é que o aluno de ensino a distância acaba tendo muito mais conteúdo disponível 24 horas por dia.
O aluno em sala de aula tem o professor que ensina, mais os livros indicados. O aluno do ensino a distância tem tudo isso e mais conteúdo disponível nas plataformas de ensino que são colocados pelas instituições.
Nós estamos nos preparando para que o nosso aluno possa assistir aula onde quiser, quando ele quiser, exceto as aulas práticas.
Estamos começando um processo de instalar câmeras em todas as salas de aula. Então a aula que o professor estiver dando ela vai ser transmitida em tempo real para os nossos alunos. Significa que aquele aluno que estiver em casa por alguma razão não precisa mais perder aula. Então o ensino passa a ser híbrido completamente.
A gente faz um investimento significativo para isso. Acaba sendo um pouquinho mais caro para a gente, mas eu acredito que o aluno vai ficar muito mais satisfeito.
Nós mudamos a nossa matriz de produtos. Nosso portfólio de produtos foi alterado. Uma das instituições que nós tivemos, a Joaquim de Nabuco, em Recife, ela passou a ser uma instituição 100% digital. Nós tínhamos em torno de 4 mil alunos quantos anos essa mudança aconteceu. Hoje a gente tem muito mais alunos do que isso.
E criamos cursos novos, focado no momento de mercado, no que o mercado demanda. Um curso que é customizado para necessidade do aluno e da empresa. O modelo de ensino a distância permite isso.
Nós também começamos a reduzir o tempo de duração dos cursos. Cursos de 4 anos passaram a ter 36 meses no modelo a distância de 24 meses passaram a ter 18 meses. Com o modelo semipresencial a gente consegue customizar a necessidade do aluno.
“A gente cresceu bastante no EaD e deve continuar crescendo nos próximos anos porque continua nessa tendência de mudança de percepção”, diz o diretor de RI (Imagem: Pexels)
Aliado a tudo isso, a gente pensou em criar um ecossistema de educação digital. Esse ecossistema ele vai oferecer cursos regulados, a gente tá falando aí de graduação, pós-graduação, cursos técnicos, outros cursos regulados pelo Governo Estadual e Federal e cursos livres que atendam a necessidade de atualização e aprimoramento profissional imediato. Então a pessoa pode fazer o redirecionamento profissional com um curso de 18 meses e em seguida ele pode fazer outro curso com mais seis meses de duração.
O ensino evoluiu 5 anos em um ano.
MT: O ensino a distância veio para ficar?
Jânyo Diniz: Olha é irreversível o que está acontecendo. O ensino a distância (EAD) veio para ficar. Havia uma certa restrição ao EAD. Todas as instituições presenciais estão fazendo hoje, inclusive as locais. Houve uma mudança cultural forçada que aconteceu nesses 12 meses de isolamento de pandemia que não tem mais retorno.
Nesse período todas as instituições de ensino evoluíram 5 anos em 1 ano, o que melhorou muito a qualidade da maior parte dos produtos.
É claro que ainda tem muita gente que acha que PDF é ensino a distância ou porque acha que um um vídeo gravado de 2 ou 3 horas também ensino a distância. O ensino a distância evoluiu, ele mudou. O aluno ele quer ver vídeos curtos, ele quer ler, quer fazer jogo, ele quer fazer um quiz, ele quer discutir com os colegas, quer fazer um trabalho, um teste.
Essa evolução trouxe um nível de engajamento e de integração do aluno com o modelo de ensino a distância muito forte.
Para você ter ideia, no nosso caso, a gente esperava atingir a metade da nossa base de alunos em mais de cinco anos de EAD. Esse ano é o primeiro ano que a gente está captando mais alunos de EAD do que presencial. O ensino presencial puro não vai existir. Vai ser o ensino híbrido e o digital.
“Mas a nossa base de alunos do Fies vem caindo bastante e ela deve cair mais um pouco. A gente não está muito preocupado com Fies”, diz (Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
MT: Como a empresa está lidando com a queda acentuada de alunos do Fies dos últimos anos?
Jânyo Diniz: Vou dizer a mesma coisa que eu digo há 5 anos desde que em 28 dezembro 2014 mataram o Fies. Ele foi muito importante como mudança cultural para o brasileiro entender que podia estudar, mas a performance da economia é mais importante do que o Fies.
No mundo inteiro, o ensino superior cresceu com pleno emprego ou com financiamento estudantil. Se o emprego acontecer, o aluno vai estudar. Agora se ele está desempregado e não tem financiamento aí não tem como bancar a própria educação.
Mas a nossa base de alunos do Fies vem caindo bastante e ela deve cair mais um pouco. A gente não está muito preocupado com Fies, até porque nós arrumamos alternativas para continuar com o crescimento da base aluno ou manutenção da base alunos independente dos alunos do Fies.
Nós sempre pensamos que os Fies teria um limite. Não que seria em 2014, mas que isso aconteceria algum tempo depois. Viemos nos preparando para aumentar nossa base de alunos.
A gente cresceu muito a nossa base aluno de saúde, a gente vem reduzindo a dependência de cursos específicos e aumentando a quantidade de custos. Reduzindo a dependência de unidades específicas. Recife, até que foi a nossa origem, já chegou a ser nosso 50% da nossa base de alunos, hoje é muito menor novo.
A gente está aumentando a nossa capilaridade en termos de unidade para ter dependência menor de cada uma das unidades. As ações que nós temos feito é deixar de ser dependente de um curso específico.
E hoje nós não somos mais nem dependente de ensino presencial, ou não vamos ser nos próximos dois anos, e também não queremos ser dependentes só do ensino a distância. Por isso é que o sistema de educação digital vai ser o portão de entrada para nós e para outras instituições de ensino.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, citou conforme a revista Veja o nome do senador e ex-governador Jaques Wagner (PT) em seu livro “Tchau, Querida: O Diário do Impeachment”, que narra os bastidores do processo que culminou no afastamento da presidente Dilma Roussef.
Segundo publicação, na obra sobre a crise política e impeachment de Dilma, Wagner é citado como um dos atores políticos mais odiados pelo próprio Cunha, que liderava o chamado “Centrão”.
Na época, Wagner era ministro da Casa Civil do governo Dilma. Logo após o impeachment, Cunha perdeu o mandato.