Os advogados do ex-presidente informaram que vão recorrer da decisão

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contestou nesta segunda-feira, 4, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao político. Segundo os advogados, não houve descumprimento das determinações judiciais emitidas anteriormente.
Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro em razão de um recado aos participantes da manifestação do último domingo, 3, contra o ministro e por anistia aos presos do 8 de janeiro. O ex-presidente se dirigiu aos manifestantes por meio de uma ligação feita por seu filho Flávio Bolsonaro, que estava no protesto em Copacabana. O vídeo foi postado nas redes sociais.
Para Moraes, Bolsonaro violou medida cautelar anterior quando o vídeo foi postado nas redes sociais de terceiros. Ou seja, por ato que o ex-presidente não fez. Ele não estava impedido de dar entrevistas nem de se manifestar em público.
Os advogados Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser alegaram surpresa diante da ordem de prisão domiciliar e enfatizaram: “Cabe lembrar que na última decisão constou expressamente que ‘em momento algum Jair Messias Bolsonaro foi proibido de conceder entrevistas ou proferir discursos em eventos públicos’”, afirmou a defesa por meio de nota. “Ele seguiu rigorosamente essa determinação.”
Na decisão, Moraes restringiu as visitas a Bolsonaro apenas a advogados e pessoas autorizadas pelo processo, além de vedar o uso de celulares, tanto pelo próprio quanto por terceiros. O ministro alertou para o fato de que eventual descumprimento da prisão domiciliar poderá levar à prisão preventiva.
O despacho judicial citou reportagens e publicações em redes sociais sobre a participação do ex-presidente nos atos. Moraes declarou: “Agindo ilicitamente, o réu Jair Messias Bolsonaro se dirigiu aos manifestantes reunidos em Copacabana, no Rio de Janeiro, produzindo dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem a tentar coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça, tanto que o telefonema com o seu filho, Flávio Nantes Bolsonaro, foi publicado na plataforma Instagram”, disse o ministro.
A defesa argumentou que a simples manifestação de Bolsonaro não configura infração judicial. “A frase ‘Boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos’ não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso.”
Moraes, por sua vez, reforçou que até mesmo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apagou uma publicação, o que evidenciaria o descumprimento das medidas. “O flagrante desrespeito às medidas cautelares foi tão óbvio que, repita-se, o próprio filho do réu, o senador Flávio Nantes Bolsonaro, decidiu remover a postagem realizada em seu perfil, na rede social Instagram, com a finalidade de omitir a transgressão legal”, acrescentou o magistrado.
Na avaliação do ministro do STF, a divulgação de conteúdos nas redes sociais teria como objetivo dificultar o andamento do processo contra Bolsonaro. Moraes concluiu: “A Justiça não permitirá que um réu a faça de tola, achando que ficará impune por ter poder político e econômico”, declarou Moraes. “A Justiça é igual para todos. O réu que descumpre deliberadamente as medidas cautelares —pela segunda vez— deve sofrer as consequências legais.”
Leia a íntegra da nota da defesa:
“A defesa foi surpreendida com a decretação de prisão domiciliar, tendo em vista que o ex-presidente Jair Bolsonaro não descumpriu qualquer medida.
Cabe lembrar que na última decisão constou expressamente que “em momento algum Jair Messias Bolsonaro foi proibido de conceder entrevistas ou proferir discursos em eventos públicos”. Ele seguiu rigorosamente essa determinação.
A frase “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos” não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso.
A defesa apresentará o recurso cabível.
Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Tesser”

O Gabinete de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão do Departamento de Estado dos Estados Unidos responsável pelas relações com países do continente americano, publicou nesta segunda-feira, 4, uma nota oficial que condena a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na postagem, veiculada na conta oficial da instituição no X, o governo norte-americano afirma que Moraes é agora um “violador de direitos humanos sancionado pelos EUA” e o acusa de utilizar as instituições brasileiras “para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.
O texto continua com uma crítica direta às novas restrições impostas a Bolsonaro: “Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público”, afirma. “Deixem Bolsonaro falar!”.
Ainda segundo o comunicado, “os EUA condenam a ordem de prisão domiciliar imposta por Moraes a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que ajudarem e facilitarem essa conduta sancionada”.
A publicação ocorre poucas horas depois de Moraes determinar que o ex-presidente fique em prisão domiciliar, sob o argumento de descumprimento de medidas cautelares. A decisão incluiu o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de visitas (exceto de familiares próximos e advogados) e recolhimento de celulares do local.
A reação do governo norte-americano amplia a tensão diplomática entre os dois países, especialmente depois da aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes — instrumento legal dos EUA voltado a sanções contra estrangeiros acusados de violar direitos humanos. Além disso, dias antes, o presidente Donald Trump já havia anunciado tarifas comerciais de 50% sobre produtos brasileiros.

A nota também ecoa declarações recentes de figuras do alto escalão do governo Trump, como o secretário Marco Rubio, que em 18 de julho já havia classificado a atuação de Moraes como “caça às bruxas política“.
Informações Revista Oeste
Postos passam a funcionar até às 15h30 somente para a CIN a partir desta terça-feira (5); serviço precisa ser agendado previamente através do ba.gov.br

O SAC amplia o horário de atendimento com foco na grande procura da população pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) em nove postos no interior do Estado. A novidade, realizada em parceria com o Detran e o Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT), passa a vigorar a partir desta terça-feira (5).
Os postos vão funcionar de 7h às 15h30. O expediente atual é de 7h às 13h. As unidades do SAC contempladas são Senhor do Bonfim, Eunápolis, Porto Seguro, Irecê, Paulo Afonso, Brumado, Guanambi, Conquista I e Valença.
A expansão funciona da seguinte maneira: de 7h às 13h (todos os serviços do posto, incluindo a CIN); de 13h às 15h30 (atendimento exclusivo da CIN). É importante ressaltar que o atendimento da nova carteira de identidade é feito 100% por agendamento prévio através do aplicativo ou portal www.ba.gov.br, ou pelo call center: (71) 4020-5353 e 0800 071 5353.
“Com essa medida, estimamos um aumento de 72,7% na capacidade de atendimento do posto, o que representa mais de 20 mil vagas mensais. Esse avanço reforça nosso compromisso com a ampliação do acesso aos serviços públicos, em especial com a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), garantindo mais cidadania e dignidade à população”, afirma a secretário da Administração, Edelvino Góes.
CIN – A primeira via da CIN é gratuita e terá o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação. Para fazer o documento é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de estado civil (original) em mãos. Caso a certidão original esteja plastificada é preciso levar também uma cópia simples.
Vale destacar que a CIN permite incluir outros números de documentos como CNH, carteira de trabalho, título de eleitor e certificado militar. Além disso, podem ser adicionadas também condições de saúde, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiências auditiva, visual, física e intelectual; e até informações como tipo sanguíneo, fator RH e opção por ser doador de órgão.
Outra novidade é a inclusão do nome social a pedido do próprio cidadão. Caso haja mudança de nome na certidão de nascimento fica valendo apenas este novo registro. A CIN também possui uma versão digital que estará disponível no GOV.BR três dias após a impressão.
O documento ainda consta um QR Code para verificação da autenticidade e verificação de dados. A CIN tem validade de acordo com a faixa etária do cidadão: de 0 a 12 anos incompletos, validade de 5 anos; 12 a 60 anos incompletos, validade de 10 anos; acima de 60 anos, validade indeterminada.
Para outras informações, a Secretaria da Administração (Saeb) disponibiliza o site oficial (www.ba.gov.br/administracao) e o site institucional do SAC (www.sac.ba.gov.br). A implantação da CIN na Bahia é realizada pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública (SSP), e responsável pelo IIPM, em parceria com a Saeb, através do SAC.
A biometria facial tem se mostrado uma ferramenta eficaz no combate ao cambismo em jogos de Bahia e Vitória. Desde que a tecnologia passou a ser usada nos acessos da Arena Fonte Nova e do Barradão, os clubes registraram redução significativa nas tentativas de fraude. Apesar disso, a mudança também tem causado impacto direto no número de sócios, especialmente com o fim do “aluguel de carteirinha”.
A exigência do reconhecimento facial foi determinada pela Lei Geral do Esporte e se tornará obrigatória em estádios com mais de 20 mil lugares a partir de junho de 2025. Na prática, o torcedor precisa cadastrar seu rosto em uma plataforma digital no momento da compra do ingresso. Câmeras instaladas nas catracas fazem o reconhecimento em tempo real, impedindo o uso de entradas por terceiros e bloqueando o acesso de pessoas com histórico de violência ou mandados de prisão.
No Barradão
O Vitória saiu na frente e iniciou os testes com a tecnologia ainda em 2023. Em junho deste ano, encerrou de vez a venda de ingressos físicos. Agora, o acesso ao estádio é feito exclusivamente por meio digital com validação biométrica.
Na Arena Fonte Nova
O Bahia adotou o sistema de forma gradual. A biometria se tornou obrigatória a partir de agosto de 2024, inicialmente em setores como Cadeira Sudeste e Visitante. O primeiro jogo com a nova exigência foi contra o Paysandu, pela Copa do Brasil, no dia 21 de maio.
Combate ao cambismo
Vitor Ferraz, diretor de Operações e Relações Institucionais do Bahia, afirma que o sistema trouxe ganhos em segurança e praticidade. “O impacto é direto. Já não verificamos mais a prática do cambismo como antes”, afirmou.
No entanto, a torcida relata que o problema ainda resiste, embora em menor escala. O torcedor Bruno Santana contou ter visto cambistas vendendo ingressos nas proximidades da Fonte Nova. “Diminuiu bastante, mas ainda tem quem tente. A diferença é que hoje há mais controle e as filas também estão menores”, comentou.
Situação semelhante é observada no Barradão. Alguns torcedores ainda se deparam com ofertas de ingressos nas redondezas, com vendedores prometendo transferir a titularidade por meio do aplicativo oficial do clube. A prática, no entanto, gera desconfiança e medo de golpes.
Impacto nos sócios
Além de combater o cambismo, a biometria facial atingiu uma prática comum: o aluguel de carteirinhas de sócio. Com a exigência do reconhecimento individual, a comercialização indevida de acessos tornou-se inviável, o que impactou diretamente na base de associados dos clubes.
O Vitória, por exemplo, chegou a registrar 44 mil sócios em abril deste ano. Atualmente, o número de ativos caiu para cerca de 33 mil. A má fase do time pode ser um fator, mas a nova tecnologia também é apontada como causa da retração.
Éder Miranda, diretor do programa “Sou Mais Vitória”, reconhece a mudança como positiva. “Com o reconhecimento facial, garantimos que o verdadeiro sócio esteja presente no estádio. Isso reforça o caráter pessoal e intransferível do programa”, declarou.
No Bahia, a situação não era diferente. Torcedores já foram punidos por alugar suas carteiras de sócio, especialmente em jogos de maior apelo. A biometria agora limita esse tipo de fraude e ajuda a valorizar a experiência de quem é, de fato, associado ao clube.
*Metro1
Foto: Divulgação/Etice
A memória de Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, foi celebrada com emoção na manhã desta segunda-feira (4), durante a tradicional missa realizada no Santuário Senhor dos Passos, em Feira de Santana. A cerimônia, que une fé e cultura, marcou os 36 anos do falecimento do artista, ocorrido em 2 de agosto de 1989. Neste ano, por motivos logísticos, a celebração foi transferida para o dia 4.
Forrozeiros, artistas, fiéis e admiradores da música nordestina participaram do momento de fé, que se repete anualmente desde a morte do cantor. A celebração foi presidida pelo padre Júlio Santa Bárbara, reitor do Santuário, que conduziu a missa pela terceira vez.
“O que fazemos aqui é mais do que uma homenagem. É um verdadeiro encontro entre fé e cultura, entre espiritualidade e identidade popular. Luiz Gonzaga foi um homem que elevou a alma nordestina através da música, da poesia e da luta”, destacou o padre.
A tradição começou 30 dias após a morte de Gonzaga, quando um grupo de fiéis solicitou ao então Frei Félix uma missa em sua memória. Desde então, a celebração se repete todos os anos, mantendo viva a conexão entre religiosidade e arte popular.
Sobrinho de Luiz Gonzaga, presente na cerimônia, lembrou da relevância do artista para a cultura brasileira e lamentou a ausência do tio mesmo após mais de três décadas. “A saudade que sentimos é maior do que esses 36 anos. Ele nos faz falta. E a cultura que ele representava já estava sendo descaracterizada ainda em vida”, afirmou. Ele também relembrou o desabafo feito por Gonzaga no início dos anos 1980, quando questionou a baixa execução de suas músicas em seu próprio estado natal.
Este ano, o tradicional quadro gigante com a imagem do artista não pôde ser levado à igreja. Ainda assim, a cerimônia foi marcada por símbolos carregados de significado: imagens de Padre Cícero, Frei Damião e Chico Mendes – todos homenageados por Luiz Gonzaga em vida – estavam presentes, junto com relíquias como discos de vinil do forrozeiro.
A missa, mais uma vez, reafirmou o papel de Luiz Gonzaga como símbolo da cultura nordestina e um dos maiores nomes da música popular brasileira. Seu legado segue ecoando não apenas nas festas juninas, mas no coração de um povo que nunca esqueceu sua voz.
*Com informações do Acorda Cidade
Foto: Ed. Santos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Moraes justificou que descumpriu as medidas cautelares impostas a ele, por ter veiculado conteúdo nas redes sociais dos filhos.
Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes. Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.
Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:
uso de tornozeleira eletrônica;
proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;
recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.
*G1
Foto: REUTERS/Mateus Bonomi
Manu Pilger, Mestra em Comunicação pela UFRB
Nos últimos tempos, tem sido cada vez mais comum ouvir o desabafo de mulheres que, além de assumirem sozinhas a criação dos filhos, carregam também o peso do preconceito quando tentam recomeçar sua vida afetiva. São mães solos que sonham em encontrar alguém para dividir alegrias, companheirismo e afeto, mas se deparam com perguntas e atitudes que revelam uma mentalidade ainda presa ao passado ou ao menos a uma lógica que deveria ter ficado para trás.
Entre as principais queixas, destaca-se um comportamento que choca pela frieza: homens que, no primeiro contato, questionam quem é o “provedor” das contas da casa ou quem sustenta a família. A frustração dessas mulheres não está apenas no constrangimento imediato da pergunta, mas no que ela revela: a ideia, ainda enraizada, de que a mulher com filhos é um “fardo” financeiro, e que se relacionar com ela seria uma espécie de “ônus” ou “compromisso automático” com despesas que não lhe dizem respeito.
Essa visão distorcida escancara não apenas o machismo estrutural, mas também um pensamento capitalista que associa relações a custos e não a afetos. É diferente da mulher solteira sem filhos, que muitas vezes passa ilesa a esse tipo de julgamento. A mãe solo, por outro lado, precisa lidar com o estigma de ter filhos e, ainda assim, é criticada quando busca reconstruir a própria felicidade.
O paradoxo é evidente: a sociedade condena mães solos tanto por permanecerem sozinhas (“ninguém quer mulher com filho”) quanto por ousarem buscar um relacionamento (“olha aí, querendo que alguém banque o filho”). É uma armadilha emocional e social. E como bem lembrou Tom Jobim, é impossível ser feliz sozinho querer companhia não é sinal de fraqueza ou incapacidade, mas de humanidade.
Nesse novo tempo, em que modelos de família se ampliam para incluir uniões homoafetivas, famílias recompostas e diversas formas de amar, é urgente que os homens, e a sociedade como um todo, revisitem seus conceitos sobre relacionamentos com mães solos. Que enxerguem essas mulheres não como um “pacote problemático”, mas como mulheres inteiras, que já demonstraram força e coragem ao seguirem sozinhas e que merecem dividir não apenas as contas mas principalmente as alegrias, o cuidado e o amor.
O que se espera dos homens, hoje, não é apenas que sejam provedores, mas que sejam parceiros: dispostos a construir junto, a respeitar a história da mulher e de seus filhos, e a somar felicidade em vez de pesar com julgamentos. Só assim será possível caminhar rumo a relações mais saudáveis, empáticas e maduras onde ser mãe solo não seja mais sinônimo de solidão forçada.

Durante a cerimônia de 80 anos do Instituto Rio Branco, no Itamaraty, nesta segunda-feira, 4, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rechaçou qualquer negociação com os EUA diante das exigências do presidente Donald Trump e referiu-se às sanções impostas ao Brasil como “ataques orquestrados por brasileiros em conluio com forças estrangeiras”.
Apesar de não citar nomes, as palavras do chanceler fazem referência direta à atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo junto ao governo Trump.
“Nesse ultrajante conluio que tem como alvo a nossa democracia, os fatos e a realidade brasileira não importam para os que se erigem em veículo antipatriótico de intervenções estrangeiras”, afirmou Vieira.
O ministro também rechaçou as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao impor uma sobretaxa de 50% à maioria das exportações brasileiras, em 9 de julho, Trump condicionou a suspensão da medida ao fim das manobras do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender Bolsonaro.
“A Constituição cidadã não está e nunca estará em qualquer mesa de negociação”, disse Vieira. “Nossa soberania não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis.”
Na quinta-feira 31, Mauro Vieira esteve em Washington em reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Depois do encontro, o ministro disse que reafirmou a independência do Brasil e o compromisso de não ceder a pressões externas, sendo esta a primeira conversa entre os chefes das diplomacias dos dois países desde o início do mandato de Trump, em janeiro deste ano.
Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo buscam apoio de autoridades locais para que sanções norte-americanas atinjam o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Moraes e outros sete ministros do Supremo já tiveram o passaporte americano suspenso por determinação do governo Trump. Na semana passada, Moraes recebeu sanções previstas na Lei Magnitsky.
Informações Revista Oeste

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concentram sua atenção nesta semana em julgamentos que envolvem desde o uso de material genético de condenados até o transporte de animais de apoio emocional em voos. Há, ainda, a apreciação de temas políticos e econômicos relevantes para o cenário nacional.
Dentre os processos em pauta, destaca-se a análise da legalidade das federações partidárias, o debate sobre a coleta obrigatória de DNA de pessoas condenadas e a avaliação do papel da Polícia Militar do Distrito Federal nos eventos do 8 de janeiro.
Também haverá o debate sobre a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e sua aplicação em contratos internacionais.
https://youtube.com/watch?v=qbYAzyH0X2k%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Frevistaoeste.com
Na próxima quarta-feira, 6, o plenário avaliará uma ação do PTB, que argumenta que a legislação das federações partidárias viola a proibição constitucional das coligações proporcionais. O ministro Luís Roberto Barroso concedeu uma liminar que determinou que as federações devem registrar seus estatutos até seis meses antes das eleições, prazo equivalente ao exigido de partidos.
Outro tema da quarta-feira 6 envolve a obrigatoriedade ou não das companhias aéreas brasileiras transportarem gratuitamente animais de suporte emocional em cabines de voos nacionais com origem, ou destino, no Rio de Janeiro. O ministro André Mendonça suspendeu a lei estadual que determinava essa obrigação, e o plenário decidirá se mantém a medida.
No mesmo dia, os ministros vão analisar a constitucionalidade da coleta de material genético de condenados por crimes violentos. A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge defende a medida, pois “a obrigação está amparada em lei e não fere o princípio da legalidade”.
Em relação à Cide, o STF avaliará recurso da Scania Latin America contra decisão do TRF-3. O Tribunal permitiu a cobrança da contribuição sobre remessas ao exterior para contratos de tecnologia. A empresa, por sua vez, alega que os fundos arrecadados não têm sido destinados exclusivamente ao desenvolvimento tecnológico, como previsto em lei.
Também será discutida a possibilidade de incluir empresas de um mesmo grupo econômico na execução de condenações trabalhistas, mesmo sem terem participado do processo original. Cinco ministros, entre eles Dias Toffoli, Flávio Dino, André Mendonça e Nunes Marques, são contra a inclusão automática, salvo em situações excepcionais. Edson Fachin diverge e defende a inclusão, desde que a empresa possa recorrer.

Entre 8 e 18 de agosto, a Primeira Turma da Corte julgará, em plenário virtual, ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por suposta omissão nos atos do 8 de janeiro de 2023.
Eles respondem a acusações de crimes como tentativa de golpe de Estado. Especialistas veem o caso, que está sob a relatoria de Alexandre de Moraes, como referência para futuros julgamentos.
No plenário virtual, também a partir do dia 8, os ministros avaliam a repactuação dos acordos de leniência de empresas investigadas na Lava Jato. As companhias, incluindo Andrade Gutierrez, Braskem e Novonor, poderão ter abatimento de até 50% nos valores devidos. Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou apoio à repactuação desses acordos.
Informações Revista Oeste

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao Congresso Nacional que abriu a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens instantâneas para uso interno do governo federal, em substituição a plataformas como o WhatsApp e o Telegram. A novidade foi dada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional. As informações são da Folha de S.Paulo.
Durante o governo Bolsonaro, a Abin suspendeu o uso de um aplicativo de mensagens próprio (batizado de Athena) e escanteou o sistema oficial para distribuição de alertas e relatórios de inteligência, argumentando a necessidade de agilizar a comunicação dentro do governo. Mas o uso do aplicativo da Meta para envio de informes de inteligência provocou um curto-circuito na Abin em 8 de janeiro de 2023. Informes de inteligência que apontavam o risco de ataque às sedes dos três Poderes foram enviados em grupos de mensagens ou diretamente a autoridades por meio do aplicativo.
Autoridades envolvidas no desenvolvimento do novo aplicativo afirmam que inicialmente o aplicativo seria usado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), rede que reúne diferentes órgãos públicos para troca de informações de inteligência. Hoje, porém, a ideia é fornecer o app para toda a administração pública federal.
Informações Metrô 1