
[Edicase]Bife acebolado com arroz, feijão, salada e farofa (Imagem: Luciano Ohya | Shutterstock) Crédito: Imagem: Luciano Ohya | Shutterstock
O número de brasileiros que vivem em domicílios com insegurança alimentar grave – situação em que a falta de alimentos é uma experiência diária para toda a família – caiu 23,5% em 2024, passando de 8,47 milhões em 2023 para 6,48 milhões. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE, essa redução representa cerca de dois milhões de brasileiros que superaram a fome no último ano.
Apesar do recuo, 18,9 milhões de famílias ainda enfrentam algum grau de insegurança alimentar, um número que representa uma redução de 2,2 milhões de lares em relação a 2023. A parcela de domicílios em insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2%, enquanto a proporção de domicílios em segurança alimentar aumentou de 72,4% para 75,8%. A insegurança alimentar moderada – caracterizada pela falta de qualidade e redução na quantidade de alimentos apenas entre adultos – atingiu 9,795 milhões de pessoas em 2024, ante 11,662 milhões no ano anterior.
Por regiões, a situação é mais grave no Norte e Nordeste, onde 37,7% e 34,8% dos lares estão em insegurança alimentar, sendo que o nível grave chega a 6,3% e 4,8%, respectivamente. No Sul, o índice é de 13,5%, enquanto Sudeste, Centro-Oeste e demais regiões apresentam taxas intermediárias.
Em números absolutos, o Nordeste concentra 7,2 milhões de domicílios afetados, seguido pelo Sudeste (6,6 milhões), Norte (2,2 milhões), Sul (1,6 milhão) e Centro-Oeste (1,3 milhão). Entre 2023 e 2024, a maioria dos estados apresentou melhora na insegurança alimentar, com exceção de Roraima, Distrito Federal, Amapá e Tocantins, que registraram aumento. Nove estados tiveram menos de 20% dos domicílios nessa condição.
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Por Flavia Azevedo com agências/ Correio da Bahia
Pelo menos uma pessoa morreu na madrugada desta sexta para sábado, e sete ficaram feridas no sul do Líbano devido a ataques aéreos de Israel, anunciou o Ministério da Saúde libanês.

© Lusa
Mais uma vez, o sul do Líbano é alvo de uma odiosa agressão israelense contra instalações civis. Sem justificativa nem pretexto. Mas o mais grave deste ataque é o fato de acontecer após o acordo de cessar-fogo em Gaza”, declarou o presidente libanês, Joseph Aoun.
Os ataques aéreos na vila de Msayleh atingiram um local que vendia máquinas pesadas, destruindo um grande número de veículos.
Um veículo carregado de vegetais, que passava pelo local no momento dos bombardeios, foi atingido, matando uma pessoa e ferindo outra, de acordo com a TV Al-Manar, do Hezbollah.
O Ministério da Saúde informou mais tarde que a vítima fatal era um cidadão sírio, enquanto os feridos eram um sírio e seis libaneses, incluindo duas mulheres.
O exército israelense afirmou que o alvo foi um local onde havia maquinário armazenado para ser usado na reconstrução da infraestrutura do Hezbollah.
“A presença desses veículos e as atividades do Hezbollah naquela área constituem uma violação dos acordos firmados entre Israel e o Líbano”, acrescentou o exército.
Apesar do cessar-fogo de 27 de novembro de 2024, que pôs fim a mais de um ano de conflito entre Israel e o Hezbollah, o exército israelense continua realizando ataques quase diários no Líbano, alegando ter como alvo membros do movimento apoiado pelo Irã e acusando-o de tentar reconstituir suas forças.
A ONU informou, no início de outubro, que 103 civis foram mortos no Líbano desde a entrada em vigor da trégua.
Fonte: notícias ao Minuto

Foto: Renata Leite
A Vigilância Sanitária interditou, na manhã da última quinta-feira (9), uma fábrica de gelo situada no em Feira de Santana, após constatar diversas irregularidades nas instalações. A medida tem caráter preventivo e tem como objetivo garantir a segurança sanitária e a saúde da população.
De acordo com o órgão de saúde, a empresa está irregular desde 2012 e já havia recebido diversas notificações ao longo dos anos para corrigir falhas estruturais e documentais, mas não realizou as adequações exigidas.
Na última vistoria, realizada no dia 6 de outubro, os fiscais da Vigilância Sanitária encontraram grande quantidade de materiais em desuso no fundo do imóvel, embalagens plásticas inadequadas e reutilizadas para acondicionamento de gelo, além de ambientes com equipamentos e estruturas de produção ainda instalados, mesmo após o proprietário afirmar que o local não estava em funcionamento.
Na manhã da quarta-feira ao retornar ao local com o termo de interdição, a equipe da Vigilância Sanitária, mais uma vez, encontrou sacos plásticos reutilizados que estavam amontoados na área do fundo do estabelecimento, onde também havia acúmulo de equipamentos em desuso e enferrujados, além de ser local insalubre.
O proprietário justificou que “está com irregularidade com o pagamento do IPTU e, por isso, não se adequou as normas sanitárias”.
Com informações da Secretária Municipal de Comunicação Social (SECOM)
Cooperação fortalece pesquisa na área de saúde

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) firmaram uma cooperação para expandir o atual Centro Nacional de Vacinas (CN Vacinas), sediado no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC).

Criado em 2016, o CN Vacinas é parte de uma estratégia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que transformou o antigo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG em um local de pesquisas em biotecnologia e inovação em imunobiológicos.
O acordo com a Fiocruz visa potencializar o atendimento às demandas de autonomia e soberania nacional em tecnologia, testagem e produção de vacinas, além do desenvolvimento de kits de diagnósticos e fármacos, contribuindo para o Sistema Único de Saúde (SUS) e o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
O presidente da Fiocruz, Mário Moreira, explicou que esse não é um plano só da Fiocruz ou da UFMG, mas “um projeto de autonomia e de soberania no tempo em que se discute a redução da vulnerabilidade com relação a tecnologias e produtos desenvolvidos no exterior”.
“A covid-19 mostrou que precisamos ter mais altivez na discussão e elaboração de políticas públicas”, disse.
A reitora da UFMG, Sandra Goulart de Almeida, ressaltou que a cooperação com a Fiocruz é extremamente relevante para a instituição e para pesquisa na área de saúde.
“Esse é um projeto de Estado. A ideia é atender o país em uma área extremamente necessária, que a pandemia comprovou”, avaliou.
Fonte: agência Brasil
Mês das Crianças reforça a importância da prevenção e do papel da endoscopia em casos de ingestão acidental

Brinquedos espalhados pela casa, embalagens coloridas de produtos de limpeza ao alcance das mãos e aquela curiosidade típica da infância: esse cenário, comum em muitos lares brasileiros, pode esconder riscos sérios à saúde das crianças. Em alusão ao Mês das Crianças, especialistas alertam para a importância da prevenção contra acidentes domésticos envolvendo ingestão de corpos estranhos e substâncias cáusticas, que podem ter consequências graves e, muitas vezes, irreversíveis.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), mais de 110 mil casos de intoxicação exógena em crianças de 0 a 14 anos foram registrados no Brasil entre 2010 e 2020, sendo os produtos de uso doméstico os principais vilões. O Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) também aponta que mais de 40% dos casos de intoxicação ocorrem em crianças, principalmente até os 5 anos de idade. Os dados reforçam um cenário que poderia ser amplamente evitado com medidas simples de prevenção.
No Hospital Estadual da Criança (HEC), em Feira de Santana (BA), os números também refletem a realidade desses riscos. Apenas entre 2024 e 2025, foram registrados 26 atendimentos relacionados à ingestão de substâncias e objetos perigosos: 12 por intoxicação e 14 por ingestão de corpos estranhos.
“Infelizmente, como endoscopista, vejo esses casos com frequência, e o que mais preocupa é que muitos poderiam ser evitados com atitudes simples no dia a dia”, afirma o Dr. Victor Galvão, médico endoscopista intervencionista e referência em endoscopia pediátrica.

Riscos comuns, consequências graves
Produtos de limpeza armazenados em garrafas reaproveitadas, como as de refrigerante, representam uma das situações mais perigosas. “A criança vê uma garrafa e associa à bebida. A ingestão de soda cáustica, por exemplo, pode causar queimaduras severas no esôfago e no estômago, levando a internações prolongadas, cirurgias e até óbito”, explica o Dr. Victor.
Outro risco crescente é a ingestão de baterias tipo “botão” – aquelas pequenas e brilhantes, presentes em brinquedos, controles e relógios. “Quando ingeridas, essas baterias podem liberar substâncias tóxicas e causar perfuração do trato digestivo em poucas horas. É um tipo de emergência médica”, alerta o especialista.
A endoscopia como aliada na emergência
Quando a prevenção falha, a rapidez no atendimento é essencial para evitar complicações. “A endoscopia é uma ferramenta fundamental nesses casos. Utilizando um tubo flexível com câmera, conseguimos visualizar o esôfago, estômago e duodeno, localizar o objeto ou avaliar a extensão da lesão causada pelo produto ingerido e realizar a retirada com segurança”, explica Dr. Victor Galvão.
No entanto, ele reforça que a remoção por endoscopia deve ser feita por um profissional experiente e em ambiente hospitalar preparado. “Cada minuto conta. Em casos de ingestão suspeita, os pais devem buscar imediatamente um serviço de emergência. Não se deve provocar vômito nem oferecer líquidos sem orientação médica.”
Prevenção que salva vidas
Pequenas atitudes podem fazer toda a diferença na prevenção desses acidentes. A seguir, algumas orientações simples e eficazes recomendadas por especialistas:
• Armazene produtos de limpeza em locais trancados e fora do alcance das crianças.
• Nunca reutilize garrafas de água ou refrigerante para armazenar produtos químicos.
• Descarte corretamente baterias e pilhas. Ímãs e objetos pequenos devem ser mantidos longe de crianças pequenas.
• Eduque as crianças sobre o perigo de colocar objetos na boca – mesmo em idade precoce, a repetição e o exemplo contam.
“Educação e prevenção fazem toda a diferença. Cuidar da segurança do ambiente onde a criança vive é um ato de amor e responsabilidade”, reforça Dr. Victor.
Neste mês das crianças, mais do que presentes e brincadeiras, a reflexão sobre o cuidado cotidiano com os pequenos pode ser o melhor presente para garantir uma infância mais segura, feliz e saudável.
Cristiane Melo
Assessoria de Imprensa – Viver Mais Comunicação*
Segundo Ministério da Saúde, 12 óbitos estão sob investigação

Sandro Araújo/Agência Saúde DF
O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (10), que o Brasil tem 29 casos confirmados de intoxicação por metanol por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. São cinco pessoas a mais do que na última quarta (8). 

Dos 29 casos confirmados, 25 foram registrados em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. Ao todo, há 217 notificações em investigação, um número menor do que no último balanço (quando havia 235 suspeitas).
Segundo o balanço, cresceu também o número de casos suspeitos descartados. Agora são 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com casos confirmados por esse tipo de intoxicação.
O estado de São Paulo investiga, neste momento, 160 notificações, o que representa 73,73% do total. Em seguida, aparecem Pernambuco com 31 suspeitas, Rio Grande do Sul (4), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Rio de Janeiro (3), Espírito Santo (3), Goiás (2), Alagoas (1), Bahia (1), Ceará (1), Minas Gerais (1), Rio Grande do Norte (1) e Rondônia (1).
O balanço do Ministério da Saúde informou que não houve outra confirmação de morte causada pela ingestão de metanol desde a última quarta-feira (8). As cinco pessoas que morreram eram do estado de São Paulo.
No entanto, 12 óbitos estão sob investigação (um caso a mais do que na última quarta). Os casos suspeitos são no Ceará (1), em Minas Gerais (1), no Mato Grosso do Sul (1), em Pernambuco (3) e em São Paulo (6).
Com informações da agência Brasil
Bolsa cai 0,73% e recua quase 4% em outubro

© Valter Campanato/Agência Brasil
Em um dia de turbulência no mercado doméstico e externo, o dólar teve uma disparada, superando a barreira de R$ 5,50 pela primeira vez desde o início de agosto. A bolsa de valores recuou pelo segundo dia seguido e acumula queda de quase 4% em outubro, em meio a novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e preocupações com as contas públicas brasileiras.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (10) vendido a R$ 5,503, com alta de R$ 0,128 (+2,38%) em apenas um dia. A cotação chegou a abrir o dia em queda, recuando para R$ 5,36, mas inverteu o movimento nos primeiros minutos de negociação. Na máxima do dia, pouco depois das 14h, chegou a R$ 5,51.
A moeda norte-americana está no maior nível desde 5 de agosto. Com o desempenho desta sexta-feira, a divisa subiu 3,13% na semana e acumula valorização de 3,39% em outubro. Em 2025, o dólar cai 10,95%.
O dia também foi turbulento no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 140.680 pontos, com recuo de 0,73%. No menor nível desde 3 de setembro, o indicador perdeu 2,44% na semana. No mês, registra perda de 3,8%.
A combinação entre a escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e o aumento das preocupações com o quadro fiscal brasileiro pressionou o real, que teve o pior desempenho entre as moedas emergentes.
No cenário internacional, a nova ofensiva comercial de Washington contra Pequim pressionou os mercados globais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na plataforma Truth Social que o governo “está calculando um grande aumento de tarifas sobre produtos da China”, em retaliação à decisão chinesa de ampliar os controles de exportação sobre terras raras, insumo estratégico para a indústria de tecnologia.
No início da noite desta sexta (10), Trump anunciou a imposição de uma nova tarifa de 100% sobre produtos chineses. A decisão deve pressionar ainda mais o mercado financeiro internacional na segunda-feira (13).
Os preços do petróleo recuaram mais de 4%, atingindo o menor nível em cinco meses. A cotação do barril do Tipo Brent, usado nas negociações internacionais, encerrou o dia em US$ 62,73, com queda de 3,82%.
As bolsas dos Estados Unidos também fecharam em forte queda. O S&P 500, das 500 maiores empresas, caiu 2,71%; o Nasdaq, das empresas de tecnologia, recuou 3,56%; e o Dow Jones, das empresas industriais, perdeu 1,88%. Diante do aumento da incerteza, investidores buscaram proteção em ativos considerados seguros, como ouro e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
No Brasil, a turbulência externa se somou a novos receios sobre as contas públicas em 2026. A derrubada da medida provisória (MP) que pretendia aumentar a tributação de investimentos trouxe um rombo de R$ 17 bilhões para as contas do governo no próximo ano, que terá eleições. Na próxima semana, o governo discutirá alternativas para compensar a perda de validade da MP.
Agência Brasil com informações da Reuters
Valor máximo do imóvel passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões

© Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (10), o novo modelo de crédito imobiliário do país, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, especialmente para a classe média. Lula participou do evento Incorpora 2025, em São Paulo (SP), um dos maiores do setor.

Após um período de transição, o total dos recursos depositados na caderneta de poupança será referência para uso no setor habitacional, com o fim dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC).
Além disso, o valor máximo do imóvel financiado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
Hoje, famílias com renda até R$ 12 mil são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com juros menores, e, desde o início do seu terceiro mandato, Lula defende alternativa de financiamento para a classe média.
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A previsão é que, com essa mudança, a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026.
Atualmente, 65% dos recursos da poupança captados pelos bancos precisam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estão livres para operações mais rentáveis e 20% ficam com o Banco Central na forma de depósito compulsório.
Os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado em meio a saques da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional no país
Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Em 2025, caderneta já tem resgate líquido de R$ 78,5 bilhões.
Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.
A reforma anunciada hoje “moderniza as regras” de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de maximizar a poupança como fonte de financiamento.
“Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, explicou o governo, em comunicado.
Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também.
O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
Quando estiver plenamente implementado o novo modelo, se uma instituição captar no mercado, por exemplo, R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado.
Para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano.
“O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.
A transição será gradual, iniciando ainda este ano. O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027.
Até lá, fica valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.
Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central a título de depósito compulsório e 15% vão para operações livres.
Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15% e os 5% serão aplicados no novo regime.
Com informações da Agência Brasil
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10) que vai impor uma tarifa adicional de 100% sobre importações da China, o que elevaria o patamar total para 130%.

Além de elevar tarifa sobre produtos chineses para 130% a partir de novembro, Trump anunciou que vai impor controles de exportação a softwares críticos (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)
O mandatário americano fez o anúncio na rede Truth Social, horas após ter acusado Pequim na mesma plataforma de “hostilidade comercial” por, segundo ele, “impor controles de exportação” sobre terras raras. Na publicação inicial, Trump já havia falado na possibilidade de um “aumento massivo” nas tarifas sobre produtos chineses.
No novo post, o mandatário republicano disse que a China enviou “uma carta extremamente hostil ao mundo, afirmando que, a partir de 1º de novembro de 2025, imporia controles de exportação em larga escala a praticamente todos os produtos que fabrica, e alguns nem mesmo fabricados por ela”.
“Considerando que a China assumiu essa posição sem precedentes, e falando apenas pelos EUA, e não por outras nações que foram ameaçadas de forma semelhante, a partir de 1º de novembro de 2025 (ou antes, dependendo de quaisquer outras ações ou mudanças tomadas pela China), os Estados Unidos da América imporão uma tarifa de 100% à China, além de qualquer tarifa que eles estejam pagando atualmente. Também em 1º de novembro, imporemos controles de exportação a todo e qualquer software crítico”, escreveu o presidente americano, no final da tarde desta sexta-feira.
“É impossível acreditar que a China teria tomado tal ação, mas eles tomaram, e o resto é história. Agradecemos a sua atenção a este assunto!”, acrescentou Trump.
No seu primeiro mandato (2017-2021), Trump iniciou uma guerra tarifária com a China, que foi mantida pelo seu sucessor, Joe Biden (2021-2025), e intensificada quando o republicano voltou à Casa Branca, em janeiro deste ano.
Após o governo Trump impor tarifas extras sobre importações da China, Pequim retaliou, o que levou a uma escalada nas taxas. Os Estados Unidos elevaram para 145% as tarifas sobre as compras que fazem da China, enquanto os chineses aplicaram 125% sobre produtos americanos.
Em maio, após um encontro entre representantes dos dois países em Genebra, as duas maiores economias do mundo informaram que chegaram a um acordo no qual as taxas americanas sobre importações da China foram reduzidas para 30% durante 90 dias, enquanto Pequim baixou suas taxas sobre produtos americanos para 10%.
Em agosto, a “trégua” foi renovada por mais 90 dias, mas agora foi interrompida.
Fonte: Gazeta do Povo
Moraes alega que as defesas de Martins e Marcelo Câmara não haviam apresentado as alegações finais no processo sobre a tentativa de golpe de Estado como manobra para adiar o julgamento

© Getty
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu nesta sexta-feira (10) prazo de 24 horas para a defesa do ex-assessor da Presidência Filipe Martins apresentar as alegações finais no processo sobre a trama golpista.
Caso a defesa não protocole o documento até o início da tarde de sábado (11), a defesa será destituída do caso, com a convocação da DPU (Defensoria Pública da União) para advogar por Martins.
O imbróglio surgiu na quinta (9). Moraes disse que as defesas de Martins e Marcelo Câmara não haviam apresentado as alegações finais no processo sobre a tentativa de golpe de Estado como manobra para adiar o julgamento.
O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, disse que a ação de Moraes era arbitrária e ilegal. O ex-assessor enviou um pedido escrito à mão para protestar contra a saída do advogado.
“A destituição, realizada sem minha oitiva e sem prévio contraditório, é abusiva e viola frontalmente meus direitos inalienáveis, em especial o direito de escolher livremente o defensor de minha confiança, garantia elementar em um regime democrático”, afirma o ex-assessor.
Os advogados haviam pedido mais prazo para as alegações, justificando que a Procuradoria-Geral da República acrescentou novos elementos à acusação. Moraes entendeu que se tratou de uma manobra protelatória e determinou o afastamento.
Ainda não há definição sobre a situação de Marcelo Câmara.
Com informações de Notícias ao Minuto