
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recentemente solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a reabertura das investigações que envolvem o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), relacionadas à compra de respiradores no período em que ocupava o cargo de governador da Bahia.
O documento sigiloso encaminhado no fim de junho ao ministro Flávio Dino, a que o Estadão teve acesso, destaca que há indícios do envolvimento de Rui Costa e outros servidores públicos em supostos crimes praticados na aquisição dos equipamentos em 2020, por meio do Consórcio Nordeste, no início da pandemia de covid-19.
Segundo a apuração, o Consórcio Nordeste teria contratado uma empresa sem experiência comprovada e com baixo capital social para fornecer respiradores e autorizou o pagamento integral de forma antecipada. Os aparelhos, contudo, nunca foram entregues, o que acarretou um prejuízo de R$ 48 milhões.
Enquanto Rui Costa era governador e presidia o consórcio, o contrato foi assinado, e o processo, inicialmente, tramitou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo transferido para a primeira instância depois do fim do mandato. Posteriormente, houve novo envio ao STF por causa da mudança no entendimento sobre foro privilegiado.
Com as investigações paralisadas desde maio, Gonet defendeu a retomada da apuração no STJ e alegou que os fatos investigados ocorreram enquanto Rui Costa ocupava o cargo de governador. “A manifestação é pelo declínio de competência do presente inquérito e das cautelares a ele correlatas para o Superior Tribunal de Justiça, órgão competente para a continuidade das apurações dos fatos que teriam sido praticados no exercício do cargo de governador do Estado da Bahia”, afirmou Gonet.
O procurador-geral detalhou que as suspeitas abrangem crimes como dispensa indevida de licitação e ressaltou que a Hempcare Pharma, empresa contratada, não possuía histórico nem capacidade técnica para fornecer respiradores médicos, mesmo assim firmou contrato milionário com o consórcio.
Com a transferência do processo ao STF, as investigações ficaram sem avanço, embora a Polícia Federal já tenha realizado duas operações para rastrear o destino dos recursos públicos.
A assessoria de Rui Costa declarou ao Estadão que “a nova peça da PGR não agrega nenhum elemento acusatório quanto à conduta do então governador da Bahia” e que não existem fatos que o vinculem a irregularidades na compra dos respiradores. Rui Costa reiterou que determinou investigação pela Polícia Civil depois de constatar o não recebimento dos equipamentos.
Informações Revista Oeste

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vão às ruas, neste domingo (3/8), em 62 cidades de todo o país. A pauta das mobilizações também inclui o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os atos ocorrem em todas as regiões do país, no contexto da imposição de medidas cautelares a Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica. Devido às restrições impostas pelo STF, o ex-presidente não pode sair de casa aos fins de semana e, por isso, não participará de nenhuma das manifestações convocadas para este domingo.
O ex-presidente é réu no processo relacionado a uma suposta tentativa de golpe de Estado, que teria ocorrido em 2022 para mantê-lo no poder, mesmo após a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação penal é conduzida por Moraes no STF.
A anistia em pauta visa livrar Bolsonaro de uma possível condenação que pode levá-lo à cadeia. O perdão se estenderia, ainda, aos demais réus no processo que trata da trama golpista e aos condenados pelo 8 de Janeiro.
Em Brasília, o grupo se encontrará no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, a partir das 10h. Tradicionalmente, a rodovia fica fechada aos domingos para o lazer dos moradores da cidade. Como o ato está ocorrendo nas proximidades do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), não contará com um trio elétrico, apenas carros de som, com menos potência.
Impedido de comparecer presencialmente aos atos por conta de restrições impostas pelo STF, Bolsonaro acompanhou parte da manifestação por meio de videochamada que fez com uma assessora. De casa e com tornozeleira, ele também falou com a mulher, Michelle Bolsonaro, que cumpre agenda em Belém (PA). Outra transmissão ao vivo acompanhada pelo ex-presidente foi feita pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, que está no protesto em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Veja:
A deputada Bia Kicis (PL-DF) subiu ao carro de som por volta das 10h, logo no início dos protestos, e discursou. “A gente sabe que o nosso presidente é um homem inocente, limpo, honesto, patriota. Ele não é bandido para usar tornozeleira. Bandido é o Lula. Essas mulheres e esses homens perseguidos do 8 de janeiro, que estão de tornozeleiras, sofrendo ou até mesmo presos. Então, hoje é o dia de a gente mostrar a nossa garra e o nosso coração. Hoje é o dia de a gente mostrar que o brasileiro tem coragem, é patriota e solidário. Nós estamos juntos. Viva o Brasil”, disse a parlamentar.
Após a fala da deputada, tocaram o Hino Nacional no carro de som, que foi cantado efusivamente pelos manifestantes.
Outros políticos, como o senador Izalci Lucas (PL-DF) e os deputados distritais Thiago Manzoni (PL) e Pastor Daniel de Castro (PP), também marcaram presença. O desembargador aposentado Sebastião Coelho aproveitou para dizer que a direita pretende pressionar o Congresso Nacional “em busca de medidas”. “Alexandre de Moraes você não é um juiz, você é um criminoso”, atacou.
Durante o evento, a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) questionou: “que crime Bolsonaro cometeu?”. A parlamentar disse, ainda, que a oposição pretende pautar no Congresso o pedido de anistia aos réus do 8/1, bem como uma solicitação de impeachment de Moraes.
Inicialmente, o protesto ficaria parado na altura do Banco Central, mas os organizadores alteraram o plano e decidiram que vão caminhar pelo Eixão Sul.
As ruas de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, também já estão ocupadas por manifestantes na manhã deste domingo (3/8). O ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro está previsto para começar as 11h. A estação de metrô do Cantagalo ficou lotada de bolsonaristas, que se dirigiam ao ato.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, está presente na manifestação e conversou com o Metrópoles pouco antes de subir no trio elétrico.
“A gente é muito grato pelas pessoas que, mais uma vez, estão nas ruas para lutar pelo país. O que tem acontecido no Brasil é fruto de toda perseguição de Alexandre de Mores, que, para a vergonha brasileira, é uma autoridade sancionada pela maior democracia do mundo. As pessoas não podem fingir que o Brasil está em normalidade, porque não está. E quem está aqui hoje, em Copacabana, e quem está nas ruas de todo o Brasil está vindo nos ajudar. Esse é o momento de resgatar nossa liberdade e buscar a normalidade no Brasil”.
O governador Cláudio Castro (PL-RJ) também está no ato e pode discursar de cima do trio.
A Praça da Liberdade, em Belo Horizonte virou palco da manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, neste domingo (3/8). Um dos nomes mais lembrados pelo público foi o do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), alvo de gritos de “obrigado” ao longo do ato.
Mesmo ausente, Eduardo foi citado por manifestantes em razão de sua atuação nos Estados Unidos, onde está desde março. De acordo com declarações anteriores do próprio parlamentar, sua permanência no país tem dois objetivos principais: articular apoio com aliados do ex-presidente Donald Trump para uma possível anistia aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e pressionar por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última quarta-feira (30/7), Moraes foi oficialmente sancionado pela Lei Magnitsky, norma americana que permite punições a indivíduos acusados de envolvimento em violações de direitos humanos. A medida foi celebrada por bolsonaristas nas redes sociais e também durante o ato na capital mineira.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, a manifestação ocorreu de forma pacífica e não houve registro de confusões ou confrontos no local.
Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina , o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) escolheu a cidade de Criciúma (SC) para participar dos atos pró-anistia ao pai e contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Na manhã deste domingo (3/8), Carlos foi flagrado no protesto realizado no município. Em uma das imagens, ele aparece cumprimentando o deputado federal Daniel Freitas (PL-SC), que tem base eleitoral na região.
Pelo terceiro domingo seguido, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às ruas de Salvador. O ato “Reaja, Brasil” ocorre neste domingo (3/8), no Farol da Barra, com bandeiras do Brasil e trio elétrico.
A manifestação foi organizada por aliados de Bolsonaro na Bahia, como os deputados estaduais Diego Castro, Leandro de Jesus e Capitão Alden, que convocaram o público pelas redes sociais. O protesto começou às 9h e integra a série de atos simultâneos pelo país.

Nos dois domingos anteriores, os bolsonaristas se reuniram na orla do Costa Azul, no bairro do Stiep, e também no Farol da Barra. As manifestações pedem anistia aos investigados dos atos de 8 de janeiro e criticam decisões do Supremo Tribunal Federal.
Em São Paulo, onde a manifestação está prevista para as 14h, bolsonaristas já começaram a chegar à Avenida Paulista, palco do protesto. Organizado pelo pastor Silas Malafaia, o palco montado para os bolsonaristas conta com dois trio elétricos estacionados na esquina com a rua Peixoto Gomide.
São Paulo
São Paulo – Avenida Paulista – 14h
Sorocaba – Campolim – 10h
São José do Rio Preto – Praça Dom José Marcondes – 15h
Baurú – Avenida Getúlio Vargas, quadra 19, em frente à Copaíba – 10h
Araçatuba – Avenida Pompeu – 10h
Rio de Janeiro: Rio de Janeiro – Copacabana – 11h / Cabo Frio – Praia do Forte – 10h
Minas Gerais: Belo Horizonte – Praça da Liberdade – 10h / Uberlândia – Praça Tubal Vilela, Centro – 10h
Espírito Santo: Vila Velha – Posto Moby Dick – 12h
Distrito Federal: Brasília – Banco Central – 10h
Goiás: Goiânia – Praça Tamandaré – 10h
Mato Grosso do Sul: Campo Grande – Praça do Rádio – 10h / Dourados – Parque do Lago – 10h / Bonito – Praça do Rotary – 10h
Mato Grosso: Rondonópolis – Avenida Lions – 16h / Cuiabá – Praça do Chopão – 16h
Paraná: Curitiba – Boca Maldita – 14h
Rio Grande do Sul: Porto Alegre – Parção – 15h / Erechim – Praça a Bandeira – 15h
Santa Catarina
Florianópolis – Trapiche da Beiramar – 16h
Joinville – Praça da Bandeira – 15h
Blumenau – Alameda Duque de Caxias – 15h
Chapecó – Avenida Getúlio Vargas – Três Estátuas – 9h
Criciúma – Ao lado do Criciúma Shopping – 10h
Balneário Camboriú – Praça Tamandaré – 10h
Itajaí – Praça da Beira Rio – 15h
Brusque – Praça do Sesquicentenário – 15h
São João Batista – Trevo da Via Scarpa – 15h
Itapema – Trevo das Peixarias – 9h30
Rio do Sul – Praça Emerbengo Pellizetti – 16h
Concórdia – Parque de Exposições – 9h
Caçador – Parque Central – 15h
São José do Cedro – Frente à Churrascaria Gerelli – 15h
Joaçaba – Praça da Catedral – 14h
São Bento do Sul – Praça Central – 14h
Lages – Praça da Bandeira – 14h
São Francisco do Sul – Trevo do Rocio Grande – 10h
Imbituba – Passarela do KM 290 – 15h
Campos Novos – Em frente à Rodoviária – 10h
Indaial – Em frente à Havan – 15h
Timbó – Na saída do parque central para Indaial – 14h30
Rio dos Cedros – Em frente à Igreja Matriz – 14h
Rodeio – Saída do Posto Rodeio – 14h
Pedrinho – Em frente ao Centro de Eventos – 13h30
Benedito Novo – Praça Central – 14h
Bahia: Salvador – Farol da Barra – 9h / Simões Filho – Vila Serena Cia 1 – 9h / Feira de Santana – Avenida Getúlio Vargas – 15h
Ceará: Fortaleza – Praça Portugal – 15h / Juazeiro do Norte – Praça do Giradouro – 16h
Pernambuco: Recife – Padaria Boa Viagem – 14h
Maranhão: São Luís – Praça do Foguete – 9h
Paraíba: João Pessoa – Busto de Tamandaré – 14h
Rio Grande do Norte: Natal – Shopping Midway – 14h
Piauí: Teresina – Avenida Raul Lopes (Ponte Estaiada) – 16h
Sergipe: Aracaju – Arcos da Orla – 14h
Alagoas: Maceió – Corredor Vera Arruda – 9h
Acre: Rio Branco – Em frente ao Palácio Rio Branco – 8h
Amazonas: Manaus – Ponta Negra – 16h
Roraima: Boa Vista – Praça do Centro Cívico – 17h
Pará: Belém – Sede do Novo – Assis de Vasconcelos (esquina com a 28 de setembro) – 8h
Tocantins: Palmas – Praça dos Girassóis – 16h
Rondônia: Porto Velho – Espaço Alternativo (o horário não foi informado)
A região do país com maior número de cidades com manifestações marcadas é a Sul, com 29 ao todo. Só o estado de Santa Catarina vai concentrar 26 locais de mobilização, o maior número para uma unidade da federação. A região nordeste aparece com o segundo maior número de pontos de concentração, com 12. Na sequência, vêm sudeste (8), centro-oeste (7) e norte (6).
Uma das lideranças mais engajadas nos atos é o pastor Silas Malafaia. Ele organiza o ato marcado para às 11h deste domingo no Posto 15 de Copacabana, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, Silas chama Moraes de “covarde” e faz ameaças: “Se não parar com essa perseguição covarde, vai piorar”.
Entre as maiores capitais, além do Rio, São Paulo terá ato às 14h e Belo Horizonte, às 10h. O deputado Nikolas Ferreira divulgou um vídeo no qual afirma que vai se fazer presente em três manifestações, entre elas a da capital mineira. Silas Malafaia já adiantou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não vai comparecer ao ato em São Paulo.
Informações Metrópoles

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo brasileiro acrescente um novo episódio ao pedido de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa atualmente na Itália. O acréscimo solicitado envolve o processo em que a parlamentar é acusada de perseguição armada em São Paulo, na véspera das eleições de 2022.
Zambelli está detida desde terça-feira 29, em um presídio na região de Roma. Depois da audiência de custódia realizada na sexta-feira 1º, a Justiça italiana decidiu mantê-la encarcerada enquanto o caso de extradição segue em tramitação.
O episódio citado ocorreu no Bairro Jardins, na capital paulista, quando a deputada sacou uma arma de fogo e perseguiu um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A Procuradoria-Geral da República denunciou Zambelli ao STF por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
Como resultado, a Corte formou maioria para condená-la a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes mencionados. O julgamento está suspenso desde março, depois de o ministro Nunes Marques apresentar um pedido de vista. O STF deve retomar o caso em 15 de agosto.
A defesa da deputada ainda tenta impedir a extradição. O advogado responsável afirmou que adotará todas as medidas cabíveis para mantê-la em território italiano.
O pedido de extradição enviado pela Justiça brasileira à Itália menciona inicialmente outra condenação: 10 anos de prisão por invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça.
Além disso, a detenção de Zambelli em solo europeu motivou o ministro Alexandre de Moraes a determinar que a Advocacia-Geral da União (AGU) acompanhe o processo de extradição de forma ativa.
O órgão já formalizou o pedido junto às autoridades italianas. Com a decisão de Gilmar Mendes, o Brasil reforça a solicitação ao incluir também o processo de perseguição armada.
Informações Revista Oeste

A família da cantora Preta Gil decidiu inovar a imortalização da artista. Isso porque eles decidiram distribuir as cinzas da herdeira de Gilberto Gil entre os familiares e melhores amigos para cada um poder guardar uma pequena porção dela.
A novidade foi anunciada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, neste domingo, 3. Preta Gil morreu, no dia 20 de julho, aos 50 anos, por complicações de um câncer no intestino, descoberto em janeiro de 2023.
Preta, que também era empresária, foi velada no último dia 25, em uma cerimônia que reuniu amigos, fãs e famosos, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em seguida, o corpo da cantora seguiu para o Cemitério e Crematório da Penitência, na Zona Portuária do Rio, onde foi cremado.
Quem foi Preta Gil?
Nascida em 8 de agosto de 1974, Preta Maria Gadelha Gil Moreira ou simplesmente Preta Gil, é uma cantora, atriz, apresentadora e empresária brasileira. Filha de Gilberto e da empresária Sandra Gadelha, Preta também é fundadora e sócia-diretora da Music2Mynd. Preta deixa o filho Francisco Gil, de 30 anos, fruto do relacionamento dela com Otávio Muller, e uma neta Sol Maria, de 9 anos.
Informações Bahia.ba

A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue com reprovação de 40% e aprovação de 29%, segundo pesquisa Datafolha divulgada há pouco. O levantamento foi feito com 2.004 eleitores de 130 cidades do País, entre os dias 29 e 30 de julho, durante a escalada das tensões na guerra comercial com o presidente americano Donald Trump.
Havia expectativa sobre os ganhos de imagem para o petista, mas houve manutenção da avaliação de “ruim/péssimo”, enquanto a de “ótimo/bom” oscilou de 28% para 29% na rodada anterior da pesquisa. A avaliação do governo como “regular” teve variação de 31% para 29% e 1% dos entrevistados não deu opinião.
A pesquisa mostra que Lula segue com maior desaprovação com o eleitorado de classe média baixa (62%), mais rico (57%), evangélico (55%), sulista (51%), mais instruído (49%) e com idade entre 35 e 44 anos (48%).
A pesquisa divulgada neste sábado (2) também mostra que 50% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula no Executivo Federal e 46% aprovam, em estabilidade estatística em relação ao levantamento de junho, segundo o Datafolha.
*Com informações AE

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tentou pressionar todos os seus colegas da Corte a assinar uma carta coletiva em sua defesa, na última quarta-feira (30), após saber que havia sido incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos, mas não obteve sucesso na empreitada. A informação foi divulgada pelo site Poder360 nesta quinta-feira (31).
De acordo com o veículo, mais da metade dos onze ministros avaliou como impróprio que o STF produzisse um documento conjunto para criticar uma decisão interna do governo americano. A recusa teria sido uma decepção para Moraes, que esperava respaldo integral dos colegas contra as restrições aplicadas pelos Estados Unidos contra ele.
Foi diante do impasse, então, que optou-se por divulgar apenas uma nota institucional em tom neutro, assinada pelo presidente do Supremo, Luís Roberto Barroso, que sequer mencionou os Estados Unidos.
Como alternativa, o Palácio do Planalto organizou um jantar, nesta quinta-feira (31), no Palácio da Alvorada. O encontro foi pensado para reunir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e todos os ministros do STF, repetindo o gesto de união realizado após os atos de 8 de janeiro de 2023. Lula, por sinal, pretendia registrar uma foto com todos os magistrados, naquela que seria uma demonstração de unidade.
A tentativa, no entanto, naufragou, a exemplo da carta. Além de Moraes, apenas cinco outros ministros compareceram: Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Faltaram André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques.
Fachin, por sinal, teria comparecido a contragosto e só foi ao Planalto porque será o próximo presidente do STF em dois meses. Além disso, por razões institucionais, ele teria considerado inadequado se ausentar, já que Alexandre de Moraes será seu vice. De acordo com o Poder360, a percepção entre os membros da Corte é de que Moraes estaria levando o STF para um “caminho sem volta”.
Informações Pleno News

O presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, afirmou que diversos países pressionam o Brasil a transferir a conferência climática da ONU de Belém para outra cidade. A razão vincula-se principalmente à alta exponencial nos preços da rede hoteleira durante o evento, em novembro deste ano.
Em um documento oficial à coordenação da COP30, um grupo de 25 negociadores afirmou que, se não houver solução para os preços de hospedagem exorbitantes no Pará, o evento deveria, ao menos em parte, acontecer em outro local.
Corrêa do Lago revelou a pressão internacional durante um encontro na Associação de Correspondentes Estrangeiros (AIE), em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). Segundo ele, alguns hotéis estariam cobrando até 15 vezes mais do que o valor habitual das diárias. A situação gerou desse modo uma forte reação entre as delegações estrangeiras. Da mesma forma, aumentou o risco de mais um grave desgaste diplomático para o governo brasileiro.
A crise ganhou nova dimensão depois da entrevista do negociador africano Richard Muyungi à agência Reuters. A fonte revelou que delegações chegaram a formalizar pedidos para que o evento fosse transferido para outra cidade brasileira. A escalada das reclamações motivou uma reunião de emergência do “COP bureau”, que é um comitê organizador da conferência ligado à ONU.
Segundo Muyungi, o Brasil se comprometeu a apresentar um relatório sobre medidas para conter os preços até o dia 11 de agosto. O diplomata lidera o Grupo Africano de Negociadores, que convocou a reunião extraordinária. Corrêa do Lago afirmou que a Casa Civil coordena um grupo de trabalho para buscar soluções, mas ressaltou que a legislação brasileira não permite impor limites aos preços dos hotéis.
A COP30 será a primeira conferência climática da ONU na Amazônia. O evento deve reunir representantes de mais de 190 países, incluindo chefes de Estado, ministros e membros da sociedade civil. Desde o início do ano, preocupações com infraestrutura, capacidade hoteleira e custos acima da média de mercado evidenciam a falta de planejamento do governo federal, que não vem poupando dinheiro para acomodar centenas de burocratas de entidades como a ONU.
Informações Revista Oeste

Depois de ser detida pela polícia italiana em Roma na terça-feira 29, a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) permanece presa enquanto aguarda o desfecho do processo de extradição solicitado pelo Brasil. Ela está no presídio feminino de Rebibbia e passou por audiência de custódia nesta sexta-feira, 1º, na Corte de Apelação de Roma.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão pelo envolvimento na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli deixou o Brasil, passou pelos Estados Unidos e buscou refúgio na Itália, onde possui cidadania. Ela residia com o pai em um condomínio a 20 km do centro da capital italiana, local descoberto depois de visitas de familiares.
A Advocacia-Geral da União (AGU) recebeu ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para acompanhar de perto e adotar medidas relativas à extradição. Com isso, o órgão brasileiro pode prestar informações ao Judiciário italiano sobre o andamento do pedido, além de monitorar todas as etapas do processo penal.
O governo brasileiro já formalizou o pedido de extradição para que Zambelli cumpra pena em território nacional. Contudo, advogados da deputada afirmam que pretendem impedir o retorno ao Brasil. Caso a extradição seja concedida, Zambelli informou que irá solicitar o cumprimento da pena na Itália, procedimento que, segundo especialistas, pode levar entre seis meses e um ano e meio.
A legislação italiana admite a extradição de cidadãos nacionais em casos previstos por acordos internacionais. O precedente entre Brasil e Itália inclui a entrega do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, em 2015, que também possuía dupla cidadania.
Informações Revista Oeste

Começou a valer nesta sexta-feira, 1º de agosto, o novo porcentual de etanol misturado à gasolina. A partir de agora, a composição passa de 27% para 30%. O governo anunciou a medida no fim de junho, com a promessa de reduzir os preços nas bombas.
No entanto, ao contrário do discurso oficial, o impacto para o consumidor será mínimo, ou inexistente. Estimativas da Leggio Consultoria revelam que o corte no valor por litro ficará entre 0,2% e 0,3%, o que equivale a cerca de R$ 0,02.
Distribuidoras de combustíveis e entidades de revendedores também consideram a redução simbólica. A previsão mais otimista, feita pelo próprio governo, falava em economia de até R$ 0,11 por litro. A média nacional do combustível estava em R$ 6,20 na semana passada.
Quando anunciou o aumento da mistura, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que taxistas e motoristas de aplicativo poderiam economizar R$ 1,8 mil por ano.
Associações do setor contestaram a declaração imediatamente. A Paranapetro, por exemplo, classificou a estimativa como “completamente irreal”. Marcus D’Elia, sócio da Leggio, explica o motivo.
“Não tem motivo para o produto ficar mais barato”, disse D’Elia. “O preço do etanol hidratado na bomba é significativamente menor que o preço da gasolina na bomba. Mas essa diferença não ocorre com o anidro, que é de 11% a 14% mais caro que o hidratado.”
De acordo com o Cepea/USP, o litro do etanol anidro saiu das usinas por R$ 2,91 na semana passada. Já o etanol hidratado foi vendido a R$ 2,54. A gasolina da Petrobras, no mesmo período, custava R$ 2,85 por litro nas refinarias.
O aumento do etanol na gasolina foi uma das ações anunciadas pelo governo federal diante da instabilidade internacional no mercado de combustíveis, em especial por causa do Oriente Médio.
Contudo, o impacto esperado não se confirmou, nem no cenário global nem no bolso do consumidor brasileiro. Na mesma linha, o governo decidiu elevar o porcentual de biodiesel no diesel, que sobe de 14% para 15% também nesta sexta-feira.
A mudança já havia sido planejada para fevereiro, mas acabou suspensa por denúncias de fraude e temor de alta no preço dos alimentos. Diferentemente da gasolina, a expectativa agora é de aumento no valor do diesel. A Fecombustíveis calcula uma alta de R$ 0,02 por litro. Outras entidades falam em até R$ 0,03.
O governo diz que, com maior uso de biocombustíveis, o Brasil poderá reduzir as importações. O impacto será pequeno no caso do diesel, já que o país importa cerca de 25% do volume consumido. Mas, na gasolina, o efeito relativo pode ser maior, o Brasil compra do exterior apenas 4% do combustível que consome internamente.
Informações Revista Oeste

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite de quinta-feira (31) uma ordem executiva que define novas tarifas recíprocas para dezenas de países e territórios ao redor do mundo. A maioria destas taxas entra em vigência a partir da próxima quinta-feira (7).
Segundo matéria do InfoMoney, em muitos casos, o anúncio apenas oficializa medidas já anunciadas por Trump ao longo do último mês, como é o caso do Brasil. Mas, para outros, como o Canadá, os valores foram atualizados: o vizinho norte-americano não tem avançado nas negociações e está sujeito a um imposto de importação de 35%.
“Também recebi informações e recomendações adicionais sobre relações exteriores, questões econômicas e de segurança nacional, incluindo o status das negociações comerciais, os esforços para retaliar os EUA”, disse o presidente americano em ordem publicada no site da Casa Branca.
Como ficam as tarifas a partir de agora
Para países com “déficit comercial significativo em relação aos EUA”, segundo a Casa Branca, os encargos variam entre 10% e até 41%, conforme a negociação com cada governo.
Algumas nações conseguiram negociar tarifas mais favoráveis, como é o caso da Argentina, que, ao lado de um grupo de cerca de 90 países, manterão a taxação em 10% — menor percentual imposto pela gestão Trump.
O Brasil, por sua vez, está sujeito a uma tarifa recíproca de 10 %, acrescida de uma sobretaxa específica de 40 % aplicável a partir da próxima quarta-feira (6), ou seja, a alíquota total de importação sobre produtos brasileiros ficou em 50%, maior porcentagem imposta pelos EUA a qualquer país do mundo.
Por outro lado, o país também tem a lista mais extensa de exceções, com 694 no total, incluindo metais, suco de laranja, aeronaves, petróleo e derivados.
Com a taxação, o custo de entrada de produtos brasileiros no mercado americano deve aumentar expressivamente. A medida é vista também como uma retaliação às políticas brasileiras em áreas como tecnologia e à condução do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.
Confira a seguir um resumo da situação de cada país no momento:
Países que sofreram imposição de tarifas
50%: Brasil (Taxa recíproca de 10%)
41%: Síria
40%: Laos; Mianmar
39%: Suíça
35%: Canadá; Iraque; Sérvia
30% África do Sul; Argélia; Líbia; Bósnia e Herzegóvina
25%: Índia; Cazaquistão; Tunísia; Brunei; Moldávia
20%: Taiwan; Bangladesh; Sri Lanka
19%: Tailândia; Malásia; Camboja; Paquistão
18%: Nicarágua
15%: Israel; Turquia; Costa Rica; Equador; Noruega; Venezuela; Nigéria; Nova Zelândia; Guiana; Jordânia; Trinidad e Tobago; Angola; Gana; Islândia; Costa do Marfim; Madagascar; Bolívia; Botsuana; RD Congo; Namíbia; Fiji; Camarões; Liechtenstein; Lesoto; Ilhas Maurício; Moçambique; Macedônia do Norte; Zâmbia; Uganda; Guine Equatorial; Chade; Papua-Nova Guiné; Zimbábue; Malawi; Afeganistão; Vanuatu; Nauru
Países que negociaram tarifas
20%: Vietnã
19%: Indonésia; Filipinas
15%: Alemanha; Japão; Coreia do Sul; Irlanda; Itália; França; Países Baixos; Bélgica; Espanha; Suécia; Áustria; Polônia; Hungria; Dinamarca; Eslováquia; Finlândia; República Tcheca; Portugal; Eslovênia; Romênia; Grécia; Lituânia; Bulgária; Estônia; Croácia; Luxemburgo; Letônia; Malta; Chipre
10%: Reino Unido
Países que ainda negociam tarifas*
30%: China
25%: México
*Os percentuais presentes são provisórios e ainda dependem de uma definição oficial do governo americano
Países que ficaram com a tarifa base
10%: Albânia; Andorra; Antígua e Barbuda; Arábia Saudita; Argentina; Armênia; Austrália; Azerbaijão; Bahamas; Barein; Barbados; Belize; Benim; Bielorrússia; Burquina Faso; Burundi; Butão; Cabo Verde; Catar; Chile; Cingapura; Colômbia; Comoros; Coreia do Norte; Cuba; Djibuti; Dominica; Egito; El Salvador; Emirados Árabes Unidos; Eritreia; Essuatini; Etiópia; Gabão; Gâmbia; Geórgia; Granada; Guatemala; Guine; Guiné-Bissau; Haiti; Honduras; Iêmen; Ilhas Marshall; Ilhas Salomão; Irã; Jamaica; Kiribati; Kosovo; Kuwait; Líbano; Libéria; Maldivas; Mali; Marrocos; Mauritânia; Micronésia; Mônaco; Mongólia; Montenegro; Nepal; Niger; Oma; Palau; Panamá; Paraguai; Peru; Quênia; Quirguistão; República Centro-Africana; Congo; República Dominicana; Ruanda; Rússia; Samoa; San Marino; Santa Lúcia; São Cristóvão e Neves; São Vicente e Granadinas; Senegal; Serra Leoa; Somália; Sudão; Sudão do Sul; Suriname; Tajiquistão; Tanzânia; Timor-Leste; Togo; Tonga; Turcomenistão; Tuvalu; Ucrânia; Uruguai; Uzbequistão
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