
Em editorial publicado nesta terça-feira (18), o jornal O Estado de S. Paulo defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “merece tratamento especial” no que diz respeito à decisão de onde ele cumprirá a pena — não apenas pelo cargo que ocupou, mas também por suas condições de saúde.
No texto, o veículo de imprensa afirma que trata-se de uma “hora grave”, pois “prender um ex-presidente da República impõe ao juiz uma reflexão que transcende a dimensão individual do condenado”.
– Em poucos dias será certificado o trânsito em julgado e expedido o mandado de prisão definitiva contra Bolsonaro. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator da AP 2.668, determinar o local onde a pena será cumprida. Moraes deve combinar senso de justiça, prudência institucional e respeito às prerrogativas inerentes ao cargo. Sobre sua decisão, seja ela qual for, não pode pairar dúvida de que se trata de uma justa reparação, não de vingança – defendeu o periódico.
O editorial defende que o ex-líder do Planalto “não é um preso qualquer”, e que o Estado deve “aplicar a lei com firmeza, sem ignorar prerrogativas associadas à Presidência da República nem as circunstâncias excepcionalíssimas do ex-presidente”. O jornal adverte que prender o líder conservador no Complexo Penitenciário da Papuda poderia levar a um desfecho “fatal”.
– A saúde de Bolsonaro, debilitada após múltiplas cirurgias decorrentes do atentado a faca, não pode ser tratada como mera questão lateral. Ainda que seus apoiadores a tenham explorado politicamente, a fragilidade de Bolsonaro é real e impõe cuidados médicos contínuos, difíceis de serem prestados num sistema penitenciário reconhecidamente falho. Prender um ex-chefe de Estado e de governo na Papuda, uma das prisões mais degradadas do país, seria imprudente, pois poderia precipitar uma crise de contornos imprevisíveis caso um agravamento do quadro clínico de Bolsonaro, sobretudo fatal, ocorresse sob custódia do Estado.
O periódico recordou de precedentes como a prisão do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em cela especial na Superintendência da PF em Curitiba, Paraná. Também cita o caso do ex-chefe do Executivo Fernando Collor de Mello, que cumpre pena em prisão domiciliar em razão de seu estado de saúde.
– O caso de Bolsonaro se enquadra nessa situação. Ademais, a prisão domiciliar, além de adequada à sua condição clínica, não é indulgente, nenhuma privação de liberdade o é. A democracia brasileira não será aprimorada com o martírio de ninguém – adicionou o jornal.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Informações Pleno News

O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (18), em Brasília, uma rede nacional de hospitais e serviços inteligentes dentro do SUS, e Salvador está entre as cidades que vão receber uma das novas UTIs automatizadas. A iniciativa integra uma estratégia de modernização do atendimento, com uso de tecnologias avançadas, inteligência artificial e medicina de alta precisão.
Ao todo, serão 14 UTIs inteligentes distribuídas pelas cinco regiões do país, funcionando de forma interligada. Na Bahia, a unidade ficará em Salvador, em hospital selecionado em conjunto com a gestão estadual. Além disso, outras oito unidades hospitalares pelo país serão modernizadas com apoio de universidades e secretarias de saúde.
O pacote inclui também a construção do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da USP, que será o primeiro hospital inteligente do Brasil.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que o objetivo é acelerar diagnósticos, ampliar a precisão dos atendimentos e reduzir o tempo de espera. Segundo dados oficiais, o uso de IA e big data pode diminuir em até cinco vezes o tempo de resposta em emergências.
As UTIs serão instaladas em hospitais de 13 estados, incluindo Manaus, Belém, Recife, Fortaleza, Teresina, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Dourados (MS) e Brasília.
Informações Metro1

Uma transmissão ao vivo realizada poucos dias antes do Enem 2025 chamou atenção ao apresentar questões quase idênticas às que apareceram na prova oficial.
O responsável pela live, Edcley Teixeira, atua como consultor para vestibulandos, apresenta-se como estudante de medicina da periferia e garante que previu as questões legalmente, sem acesso antecipado ao exame, com o objetivo de ampliar o ingresso ao ensino.
Materiais de apoio do curso oferecido por Edcley continham seis questões semelhantes às do Enem deste ano, incluindo um item relacionado a tijolos.
Segundo o consultor, uma das estratégias utilizadas foi a memorização de perguntas do Prêmio Capes Talento Universitário, concurso direcionado a calouros do ensino superior.
Ele teria percebido que essas perguntas serviriam de pré-teste para futuras edições do Enem.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nunca confirmou nenhum vínculo entre o Prêmio Capes e o Enem.
“Desenvolvi método de algoritmo que dá a resposta de qualquer questão”, afirmou Edcley ao portal g1. “Os professores precisam estudar a estrutura da prova. Com poucos recursos, consegui revolucionar o Enem sem que ninguém soubesse até hoje. Agora, sabem. Entendi a lógica do Enem e consegui prever as questões.”
Depois da divulgação da live, participantes do Enem 2025 usaram as redes sociais para levantar suspeitas sobre possível vazamento da prova e demonstraram preocupação quanto ao risco de cancelamento do exame.
Até a publicação desta reportagem, o Ministério da Educação (MEC) e o Inep não haviam se manifestado sobre o caso. Não há informações oficiais sobre anulação de notas.
Edcley detalhou em vídeos nas redes sociais as técnicas empregadas para antever as perguntas do exame.
Ele relatou que, a convite do MEC, participou e foi premiado no Capes Talento Universitário, administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, e afirmou, sem confirmação do governo federal, que questões desse prêmio inspiram itens do Enem.
O consultor teria memorizado parte dessas perguntas para transmiti-las em suas lives a estudantes.
Fontes que trabalharam com Edcley e ex-alunos, sob anonimato, relataram que ele incentivava candidatos a fazerem o exame do Talento Universitário e decorar as perguntas para repassá-las assim que saíssem da prova, que ocorre em computador e não permite a retirada do caderno de questões.
“Eis que a monitoria em questão criou o seguinte método: incentivou alunos a fazerem a tal prova da Capes, e, assim que saíssem da sala, divulgassem as questões cobradas que estivessem frescas na memória deles”, disse uma das fontes ao g1. “Isso porque a prova é feita em um PC; não se sai de lá com caderno de questões.”
Segundo Edcley, a hipótese de que o Prêmio Capes serviria de base para o Enem surgiu depois da leitura do livro O Roubo do Enem, de Renata Cafardo. A autora, no entanto, declarou ao g1 que, embora explique os pré-testes no livro, não há menção à Capes na obra.
Em outro vídeo, Edcley negou a ligação direta com a Capes afirmando que suas previsões resultam de métodos próprios baseados em algoritmos e análise da Teoria de Resposta ao Item, acumulada ao longo de mais de dez anos.
O consultor ainda disse ter estudado editais públicos para identificar quem elabora e revisa questões do Enem, pesquisando artigos acadêmicos publicados por esses profissionais.
“Óbvio que vou acertar o Enem inteiro”, disse. “O Enem inteiro é repetido. Eu descobri o padrão. Sabe quantas pessoas elaboram o Enem? 25 pessoas. Elas estão no Inep desde 2009. Sigam na rede social. Você vai conseguir saber no que elas estão pensando.”
“Tem o CPF delas nas chamadas públicas”, complementou. “Você facilmente descobre. Jogue no Google, siga a pessoa, veja os artigos científicos. Em geral, são professores universitários, tem lá um falando de endemias [tema que caiu em 2025]. Você imagina: essa pessoa vai querer reciclar seu próprio artigo. Aí, consegue prever seguindo as pessoas.”
Por fim, Edcley declarou ter identificado padrões no Enem por meio de uma “engenharia reversa” desenvolvida por ele.
Entre as questões previstas por ele, estavam temas como fotossíntese, espécies, grito, desvio padrão, cálculo de R$ 60 mil e uma questão sobre tijolos, todas posteriormente confirmadas no Enem 2025.
Informações Revista Oeste

Por unanimidade, a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nove membros do núcleo 3 da suposta trama golpista, nesta terça-feira, 18, e absolveu o general da reserva Estevam Theophilo. De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo é responsável por planejar o assassinato de autoridades.
Além disso, conforme a PGR, o núcleo pressionou o comando do Exército a aderir ao que seria uma tentativa de ruptura institucional para manter Jair Bolsonaro na Presidência, mesmo depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar a vitória de Lula.
Esse grupo é conhecido por ser o dos “kids pretos”, militares das Forças Especiais do Exército que teriam articulado o “golpe”.
Além dos militares, há um agente da Polícia Federal (PF) inserido.

Para seis militares e um agente da PF, o colegiado defendeu a punição pelos cinco crimes apontados pela PGR:
São eles:
Em relação ao tenente-coronel Ronald de Araújo Jr. e o coronel Márcio de Resende, o STF propôs que sejam condenados por incitação ao crime e associação criminosa.
Informações Revista Oeste

A Prefeitura de Feira, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO), promove anualmente o Casamento Coletivo, evento já tradicional no município e responsável por celebrar a união de centenas de casais.
Em 2024, 104 casais oficializaram sua união por meio da iniciativa. Neste ano, a tradição se fortalece com ainda mais participantes: no dia 27 de novembro, a partir das 8h, o Olimpo Eventos será palco da 24ª edição do Casamento Coletivo, reunindo 204 casais que irão dizer “sim” em uma grande cerimônia.
A ação tem como objetivo promover a cidadania, fortalecer vínculos familiares e garantir o acesso ao casamento civil de forma gratuita, beneficiando casais que sonham em formalizar sua união, mas encontram dificuldades financeiras ou burocráticas.
Histórias de amor que inspiram
Entre os muitos casais que já participaram da iniciativa está o de Patrícia Vaz, 38 anos, operadora de montagem, e André Lima, que oficializaram sua união no Casamento Coletivo de 2024, após seis anos juntos.
“O Casamento Coletivo é importante para nossa cidade porque muitos têm o sonho de casar, mas não têm condições ou tempo para resolver as questões documentais. A SEDESO providenciou tudo, e foi a melhor experiência que vivemos. Estamos muito felizes com a nossa união e só temos a agradecer pela organização, estrutura e pelo olhar humanizado que vocês têm”, destacou Patrícia.
O marido, André, reafirma o impacto positivo da cerimônia. “Queria poder casar com minha esposa todo ano no Casamento Coletivo. Parabenizo a Prefeitura por proporcionar esse evento não só para nós, mas para todos os casais que participaram. Tudo foi muito bem organizado, impecável. Sem dúvidas, este ano será ainda melhor”.
Compromisso social
A secretária de Desenvolvimento Social, Gerusa Sampaio, destacou a importância da iniciativa e o compromisso da pasta com a população. “É maravilhoso e gratificante acompanhar relatos de casais que decidiram oficializar sua união por meio do nosso serviço. Estamos empenhados em oferecer sempre o melhor atendimento. Nesta edição, organizamos tudo com muito carinho para proporcionar a melhor experiência possível aos participantes”, afirmou.
Já a chefe da Divisão de Cidadania e Inclusão Produtiva, Ivone Fernandes, ressaltou o aprimoramento constante do evento. “A cada edição, buscamos inovar e melhorar para que cada casal, padrinhos e convidados vivenciem uma experiência única. Este ano, tivemos 288 inscrições, mas devido a pendências documentais, 204 casais confirmaram participação. A expectativa é sempre a melhor, porque trabalhamos para oferecer, ano após ano, um evento ainda mais especial para todos”, disse.
*Secom
Foto: Jorge Magalhães


A Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, preparou uma significativa programação para celebrar o Novembro Negro, mês dedicado à valorização da história e da cultura afro-brasileira, que culminará com um ato cívico e cultural nos dias 19 e 20 de novembro. O ponto alto das celebrações é a Marcha Zumbi dos Palmares e um dia inteiro de atividades no Espaço Marcus Moraes.
As homenagens começam na quarta-feira, 19 de novembro, com a Marcha Zumbi dos Palmares. A concentração está marcada para às 16h na Praça D. Pedro I. O cortejo iniciará seu percurso pelas avenidas Senhor dos Passos e Getúlio Vargas, encerrando no Espaço Marcus Moraes (Lucidata). Este será um ato de grande representatividade, contando com a participação de mais de 15 grupos e entidades de matrizes africanas, incluindo blocos afros, escolas de samba, afoxés e grupos de santo, reforçando o pedido por respeito e a visibilidade da diversidade cultural e religiosa da nossa cidade.
A programação continua na quinta-feira, 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, com uma série de atividades no Espaço Marcus Moraes, a partir das 10h. A manhã será dedicada à abertura oficial da programação, seguida por um momento crucial de reflexão e debate com a participação dos palestrantes Gilsam Santana e Hely Pedreira, que abordarão temas relevantes para a luta e a valorização do povo negro.
Diversos grupos e coletivos, como o Coletivo da Baixada, Coletivo de Hip Hop, Coletivo de Reggae, Coletivo de Samba, além de grupos de samba de roda e capoeira. A programação musical promete embalar os presentes com shows de artistas e bandas locais de grande prestígio, incluindo Tambores Urbanos, Banda Monte Sião, Marcionílio Prado, Gilsam Santana, Banda Cativeiro, Nelma Marks e Kbelo Duro. Para enriquecer ainda mais o encerramento, o evento contará com a participação especial de vários vocalistas de bandas de reggae e de bandas percussivas. O encerramento das atividades está previsto para às 22h.
*Secom
Foto: ACM

O uso de linguagem neutra está oficialmente proibido em toda a administração pública brasileira. A restrição foi confirmada com a sanção da Lei nº 15.263/2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo texto foi divulgado no Diário Oficial da União na segunda-feira (17).
A lei integra a política de “linguagem simples”, criada para tornar mais claras e acessíveis as comunicações do poder público. Pelo novo conjunto de regras, documentos, formulários e demais materiais oficiais devem ser escritos de forma direta e compreensível, com frases curtas, preferência pela voz ativa, eliminação de redundâncias e proibição de termos vagos.
Entre as diretrizes está a determinação de que órgãos federais, estaduais e municipais sigam rigorosamente a norma culta do português, o que impede o emprego de expressões como “todes”, “elu” ou outras construções que alterem a flexão tradicional das palavras. O artigo 5º deixa explícita a vedação: “não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, promulgado pelo Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008”.
A decisão reacende um debate antigo. Desde os anos 1990, movimentos defendem formas neutras de comunicação como forma de reduzir marcas consideradas sexistas na língua, propondo adaptações na escrita e na fala para incluir homens, mulheres e pessoas não-binárias. Exemplos comuns incluem substituir o “o” de “bem-vindos” por “x” ou “e”, criando palavras sem predominância de gênero e aproximando-as das chamadas expressões “agêneras”.
O tema também já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Em fevereiro de 2025, o plenário declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade de uma lei municipal de Uberlândia (MG) que barrava o uso de linguagem neutra e de “dialeto não binário” em material didático. Os ministros concluíram que municípios não podem legislar sobre diretrizes educacionais – atribuição que cabe à União. Dois anos antes, em 2023, a Corte já havia derrubado norma semelhante aprovada em Rondônia.
*Correio
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (17), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma operação para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do Master para o Banco de Brasília (BRB). A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. Augusto Lima, sócio do Master, também foi preso na ação.
A operação foi batizada pela PF de Compliance Zero e detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central (BC), foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. São investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, dentre outros.
Em setembro, o Banco Central reprovou a compra de uma fatia do Banco Master pelo Banco de Brasília. O BC passou cinco meses analisando o processo. Um ponto central da decisão foi o risco de o BRB ser contaminado pelos ativos do Master considerados “podres”.
Na operação desta terça, além de Vorcaro e Lima, diretores do Master também são alvo de mandados de prisão.
LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
O BC decretou nesta terça-feira a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição. Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, a liquidação acaba com a possibilidade de o acordo avançar.
A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a Master SA Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante, com amplos poderes de administração e liquidação.
A liquidação judicial do Master entrou no radar do mercado desde setembro, quando o BC negou a autorização para o BRB adquirir a companhia. O modelo de negócios do Master era considerado problemático, já que o banco emitia papéis garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pagava taxas muito acima do mercado.
A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema. A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, ou seja, que deixa de funcionar.
*AE
Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil Money

A Comissão Especial Processante da Câmara de Natal aprovou, nesta segunda-feira (17) o parecer que pede a cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). O relator Fulvio Saulo (Solidariedade) concluiu que a parlamentar usou verba pública para financiar um ato político.
O relatório havia sido finalizado na quinta-feira (13). Na reunião desta segunda, a presidente da comissão, Anne Lagartixa (Solidariedade), acompanhou o parecer. Apenas Daniel Valença (PT) votou contra.
O processo foi aberto em agosto, após denúncia do vereador Matheus Faustino (União Brasil). Ele afirma que Brisa destinou R$ 18 mil de emendas impositivas para um evento que comemorou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o autor da denúncia, o ato teve caráter político.
A próxima etapa ocorre nesta terça-feira (18), quando o plenário votará a cassação. A votação será nominal. Brisa e Faustino, por estarem diretamente envolvidos, não poderão participar.
Faustino será substituído pelo suplente, o ex-vereador Albert Dickson. Já a convocação de Júlia Arruda, suplente de Brisa, não é prevista no regimento, mas deve ocorrer conforme interpretação da Procuradoria da Câmara combinada com normas federais sobre processos de responsabilidade.
Fulvio Saulo afirmou que a ilegalidade não é afastada pelo fato de artistas terem recusado o pagamento.
– Já existem julgamentos que entendem dessa forma. O ato ilícito ocorre quando ela convoca para um ato político – declarou.
Para ele, o uso de recursos públicos é o ponto central.
– Se o evento fosse pago com dinheiro próprio, não haveria problema. A falha jurídica aparece quando é custeado com recursos públicos – disse.
Informações Pleno News

O Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida atinge também o Banco Master Múltiplo e determina o bloqueio imediato dos bens de seus donos e antigos administradores.
O BC adota a liquidação extrajudicial quando considera inviável a recuperação de uma instituição financeira. Assim, o banco tem as atividades interrompidas e deixa de operar no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
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Não há prazo fixo para o encerramento da liquidação. O processo só termina por decisão do BC ou por decretação de falência. Com a medida, o Fundo Garantidor de Créditos assume o ressarcimento aos credores, dentro do limite de cobertura previsto em seu regulamento.
A Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro em São Paulo, durante uma operação nacional contra crimes financeiros. Batizada de Compliance Zero, a investigação apura a suposta emissão de títulos de créditos falsos por instituições integrantes do SFN.
Nesse sentido, a operação da PF inclui cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 ordens de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
Informações Revista Oeste