
A primeira instância da Justiça Militar da União em Juiz de Fora (MG) condenou um coronel do Exército por incitar a indisciplina, difamar e ofender as Forças Armadas em meio a discussões políticas.
O Conselho Especial de Justiça, composto por um juiz federal e quatro coronéis, optou por pena de dois anos de reclusão e dez meses de detenção, ambos em regime inicial aberto, permitindo que o réu recorra em liberdade.
Segundo o Ministério Público Militar, desde janeiro de 2023 o coronel utilizou redes sociais e grupos de mensagens para divulgar conteúdos que incentivavam a quebra da hierarquia e da disciplina militar, além de atacar a dignidade das instituições.
As mensagens eram publicadas principalmente na página “Frente Ampla Patriótica”, criada e administrada pelo próprio acusado em diversas plataformas digitais.
De acordo com a denúncia, os vídeos e textos do coronel expressavam descontentamento com o papel das Forças Armadas nas eleições de 2022 e na posse presidencial de janeiro de 2023.
Em um dos registros analisados, ele sugeriu desconsiderar regulamentos militares e questionou a necessidade de manter a hierarquia, o que, para a promotoria, caracteriza incitação à desobediência.
Outro vídeo mostra o coronel conclamando militares da reserva a se ausentarem das celebrações do Dia do Veterano, em protesto contra o Alto Comando do Exército.
Nessas manifestações, ele acusou as Forças Armadas de covardia e omissão diante dos fatos do início de 2023.
Além disso, a acusação destacou mensagens escritas em que o réu afirmava que as Forças Armadas teriam “traído o povo brasileiro” entre o fim de 2022 e o início de 2023, vinculando as instituições a um afastamento dos interesses nacionais.
Para o Ministério Público, o coronel sabia que tais afirmações não correspondiam à realidade e que a atuação militar está restrita pelo artigo 142 da Constituição Federal.
Durante a tramitação do processo, a defesa chegou a solicitar um exame de sanidade mental, mas a Justiça negou o pedido por falta de fundamentos médicos.
No julgamento, os juízes destacaram que os crimes eram de natureza formal, ou seja, bastava a conduta prevista em lei, sem exigir resultado concreto.
“Ficou comprovado que o próprio acusado reconheceu ser o único responsável pela produção e divulgação dos vídeos e mensagens objeto da ação penal”, diz um trecho da sentença. “As provas demonstraram que as publicações permaneceram disponíveis em redes sociais de amplo alcance público e continham afirmações capazes de estimular a desobediência e a indisciplina no meio militar.”
A decisão ressaltou que a liberdade de expressão, embora garantida constitucionalmente, possui limites quando conflita com valores como a hierarquia militar e a preservação da dignidade institucional.
Para o Conselho, as manifestações do réu ultrapassaram o direito à livre expressão, atingindo a reputação das Forças Armadas perante a sociedade.
O Conselho Especial de Justiça determinou, por unanimidade, penas de dois anos de reclusão por incitamento, seis meses de detenção por ofensa às Forças Armadas e quatro meses por difamação.
As sentenças foram somadas e unificadas conforme as regras legais, e o acusado poderá apresentar recurso ao Superior Tribunal Militar, em Brasília.
Informações Revista Oeste

A Prefeitura de Feira de Santana instituiu o Conselho de Gestão das Organizações Sociais, órgão consultivo, deliberativo e de supervisão responsável por planejar, coordenar, acompanhar e implementar as ações do Programa Municipal de Organizações Sociais. A medida foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial do Município.
O Conselho é fundamentado na Lei Municipal nº 3.735/2017 e no Decreto nº 14.239/2025, e será composto por representantes do Poder Executivo e da sociedade civil, garantindo a participação de diferentes setores no acompanhamento das políticas públicas executadas por meio de Organizações Sociais.
Integram o colegiado representantes das secretarias municipais de Saúde, Desenvolvimento Social, Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Fazenda, Meio Ambiente e Recursos Naturais e Governo, além de entidades da sociedade civil como a Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS), OAB Subseção Feira de Santana, APAE, Santa Casa de Misericórdia, Dispensário Santana, Associação de Apoio à Pessoa com Câncer (AAPC) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana (Sindesp).
Entre as atribuições do Conselho estão o fomento e a supervisão da transferência de serviços e atividades para Organizações Sociais, a avaliação de processos de qualificação de entidades, a análise de contratos de gestão, metas e indicadores, além do acompanhamento do desempenho das organizações e da manifestação em casos de descumprimento de metas pactuadas.
A participação dos membros no Conselho não será remunerada, sendo considerada serviço público relevante. A presidência do colegiado ficará a cargo do secretário municipal de Governo, conforme previsto na legislação.
*Secom

O ex-jogador de futebol Gilmar Luís de Santana, conhecido como Biribinha, morreu na madrugada desta sexta-feira (9), na casa dele, no bairro Rua Nova, em Feira de Santana. Ele tinha 71 anos e deixa quatro filhos.
O velório está acontecendo no Centro de Velório Gilson Macedo, no bairro Kalilândia. O sepultamento será realizado às 16h, no Cemitério Jardim Celestial.
Natural de Recife (PE) e criado em Feira de Santana (BA), Biribinha construiu uma trajetória marcante no futebol, especialmente no cenário nordestino. Passou pelas categorias de base de clubes como Santos, Fluminense e Vasco da Gama, onde foi tricampeão carioca juvenil nos anos de 1972, 1973 e 1974. Também atuou no futebol internacional, com passagens por clubes dos Estados Unidos, Chile e México.
Segundo relato feito ao site Acorda Cidade, o ex-jogador Paulo César, conhecido como Paulinho, amigo pessoal de Biribinha, informou que ele enfrentava complicações decorrentes da diabetes, embora aparentasse estar bem e mantivesse contato frequente com amigos. A notícia da morte, segundo ele, causou grande comoção.
Paulinho também relembrou que foi Biribinha quem o levou para o Rio de Janeiro para atuar no Fluminense, destacando que o amigo jogou durante um período de ouro do futebol, mantendo amizade com nomes como Zico, Cláudio Adão e Roberto Dinamite.

Em meio à preparação para disputar uma nova eleição em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas contribuições financeiras a seu partido ao longo de 2025. Dados declarados à Justiça Eleitoral indicam que o chefe do Executivo repassou cerca de R$ 40 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) no período.
Ao todo, foram registrados 11 repasses, classificados como “Contribuições – de parlamentares”, que somaram R$ 40.010,74. Cada transferência teve valor individual de aproximadamente R$ 3,6 mil. As contribuições seguem normas do PT, que determinam que filiados detentores de mandato eletivo ou que ocupem cargos de confiança façam aportes financeiros regulares para custear a legenda.
Até a última quinta-feira (8), o PT havia declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma arrecadação total de R$ 151,5 milhões. Desse montante, a maior parte — R$ 126 milhões — teve origem no fundo partidário.
Entre os políticos petistas que estão com mandato atualmente, o maior volume de contribuições em 2025 partiu do deputado federal Vander Loubet (PT-MS), que repassou R$ 158 mil ao partido. Na sequência aparece a deputada Dandara (PT-MG), com R$ 143 mil em contribuições declaradas.
*Pleno.News
Foto: Ricardo Stuckert / PT
Acumulado do ano fica em 4,26%, dentro da meta do governo

Foto:© Marcello Casal JrAgência Brasil
A chamada inflação oficial teve alta de 0,33% em dezembro, 0,15 ponto percentual (p.p.) acima do aumento de 0,18% registrado em novembro. O resultado fez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular alta de 4,26% em 2025. 

Com o resultado, o IPCA termina o ano dentro da meta do governo, de até 4,5% no acumulado de 12 meses.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o IBGE, com exceção do grupo Habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.
A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos Transportes, seguido, em termos de impacto, por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.
O grupo Artigos de residência (0,64%) teve a segunda maior variação em dezembro, após o recuo de 1% registrado em novembro.
“No grupo dos Transportes (0,74%), o resultado foi influenciado pelo aumento nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%), subitem com maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.). Os combustíveis, após recuarem 0,32% em novembro, aumentaram 0,45%, com as seguintes variações: etanol (2,83%), gás veicular (0,22%), gasolina (0,18%) e óleo diesel (-0,27%)”, afirma o IBGE.
Ainda segundo o instituto, em Artigos de residência, a alta de 0,64% reflete as variações de TV, som e informática (1,97%) e dos Aparelhos eletroeletrônicos (0,81%) que, no mês anterior, havia caído 2,28% e 2,37%, respectivamente.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,52%), o destaque fica por conta do Plano de saúde (0,49%) e dos Artigos de higiene pessoal (0,52%).
“O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. A alimentação no domicílio interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda e subiu 0,14%, influenciada pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%), com destaque para o contrafilé (2,39%), a alcatra (1,99%) e a costela (1,89%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%)”, aponta o IBGE.
A Alimentação fora do domicílio (0,60%) acelerou em relação ao mês anterior (0,46%), com a alta de 1,50% no lanche e de 0,23% na refeição.
“Único grupo com variação negativa em dezembro, Habitação saiu da alta de 0,52% em novembro para -0,33% em dezembro, sob influência da queda de 2,41% da energia elétrica residencial , subitem de maior impacto negativo no índice (-0,10 p.p.). Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo. Houve reajuste de 21,95% em uma das concessionárias em Porto Alegre (3,90%) vigente desde 22 de novembro e de 10,48% em Rio Branco (3,80%), a partir de 13 de dezembro”, acrescenta o instituto.
O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).
A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre – além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
A alta acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2025 foi de 3,90%, 0,87 p.p. abaixo dos 4,77% registrados em 2024, com os produtos alimentícios registrando alta de 2,63%, enquanto os não alimentícios variaram 4,32%. Em 2024, as variações foram, respectivamente, 7,60% e 3,88%.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília.
Com informações da Agência Brasil.

A Alba encaminhou um projeto de lei uma indicação ao governador Jerônimo Rodrigues para que o Governo do Estado institua a “tarifa zero” no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Salvador. No interior baiano, a cidade de Alagoinhas, no centro-norte do estado, dará início ao processo de implantação da Tarifa Zero no transporte público municipal a partir do próximo domingo (11).
No Nordeste, há ainda exemplos em funcionamento em Teresina, capital do Piauí, e em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Na Bahia, o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) apresentou um projeto de indicação ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) solicitando a realização de estudos técnicos para viabilizar a implantação da Tarifa Zero no transporte público estadual. A proposta abrange ônibus, metrô e o sistema ferry-boat.
Segundo o parlamentar, a iniciativa enfrenta um dos principais fatores de desigualdade social no estado: o elevado custo do transporte público, que compromete diariamente o orçamento de trabalhadores e trabalhadoras. Para Coelho, o modelo atual é falido e injusto, pois transfere o custeio do sistema justamente para a população com menor poder aquisitivo.
O projeto de indicação estabelece que os estudos analisem os custos reais do sistema, as possíveis fontes alternativas de financiamento, a integração entre os diferentes modais e os impactos sociais, econômicos e ambientais da adoção da Tarifa Zero.
A proposta estadual também dialoga, segundo o deputado, com iniciativas em nível nacional, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Sistema Único de Mobilidade Urbana (SUM), de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL). A PEC busca garantir financiamento público permanente para o transporte coletivo e fortalecer políticas como a Tarifa Zero.
Informações Metro1

Ao longo de mais de duas décadas, o Partido dos Trabalhadores (PT) acumulou um histórico contínuo de escândalos, crimes, investigações e episódios jamais plenamente esclarecidos, que atravessam governos, campanhas eleitorais e estruturas do Estado.
Do assassinato de prefeitos petistas às grandes engrenagens de corrupção reveladas pelo Mensalão e pela Lava Jato, passando por aparelhamento institucional, desvios bilionários e reincidência política, o roteiro petista se repete com impressionante regularidade.
É esse padrão de conduta, que ajuda a explicar o presente à luz do passado, que orienta a análise de Augusto Nunes em seu artigo publicado na Edição 303 da Revista Oeste. Trata-se de uma leitura essencial para quem deseja compreender como o “delinquente contumaz” voltou à cena política sem jamais ter rompido com seus velhos métodos.
“Desde que chegou ao poder pela primeira vez — e mesmo antes disso —, o PT construiu um nada invejável histórico de escândalos.” (Eliziário Goulart Rocha)
2001 — Toninho do PT: Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, prefeito de Campinas, foi assassinado a tiros depois de sair de um shopping. O crime permanece sem solução definitiva.

2002 — Celso Daniel: Assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), em Santo André. O caso continua cercado de controvérsias e foi alvo de investigações paralelas nos anos seguintes.

2003 — Banestado: no primeiro ano do governo Lula, o PT tentou impedir a criação da CPI do Banestado (Banco do Estado do Paraná), com o qual o partido, sob o comando de José Dirceu, havia tomado empréstimos.
2004 — Caso Waldomiro Diniz: embora tenha vindo à tona em 13 de fevereiro de 2004, o caso havia ocorrido em 2002. A revista Época divulgou uma gravação na qual Waldomiro Diniz, então assessor de José Dirceu na Casa Civil, pedia propina ao “empresário de jogos eletrônicos” Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira — “Um por cento é pra mim”. Diniz (ex-presidente da Loterj no governo de Anthony Garotinho) cobrava do bicheiro recursos para a campanha do PT em troca do suposto favorecimento em operações lotéricas. O fato ficou conhecido também como Caso GTech ou Escândalo dos Bingos.

2005 — Caso dos Correios: enquanto um escândalo ocupava as manchetes, outro já se desenrolava. A investigação começou em 2004, mas o caso eclodiu em maio de 2005, com a divulgação, pela revista Veja, de um vídeo no qual o então chefe de departamento dos Correios, Maurício Marinho, recebia uma propina de R$ 3 mil. Na gravação, Marinho citava o deputado Roberto Jefferson, do PTB. Jefferson logo passou de acusado a denunciante e esteve no centro das denúncias do Mensalão.

2005 — Mensalão: o caso dos Correios foi o gatilho que levou ao desbaratamento do esquema de repasse ilegal de dinheiro a parlamentares da base aliada que ficou conhecido como Mensalão, o maior escândalo de corrupção do país até então. Roberto Jefferson expôs a compra institucionalizada de apoio político. José Dirceu perdeu o cargo de ministro e teve cassado o mandato de deputado federal, o que também ocorreu com Jefferson. Lula, como sempre, afirmou que não sabia de nada, “condenou” a prática do caixa 2 e se disse “traído por alguns companheiros”.
2006 — Escândalo dos Aloprados: Lula fazia campanha pela reeleição quando operadores e assessores ligados a campanhas petistas foram presos com R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo. O valor seria utilizado para comprar um dossiê contra José Serra, candidato tucano ao governo de São Paulo. Por tabela, a ação atingiria Geraldo Alckmin, que disputava a Presidência. O apelido “aloprados” foi dado por Lula para tentar reduzir o crime a mera inconsequência de alguns petistas.

2006 — Caso Francenildo: caseiro de uma mansão no Lago Sul, em Brasília, Francenildo dos Santos Costa contou que o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, era presença frequente no imóvel. No local, representantes da chamada “República de Ribeirão Preto” promoviam festas, encontros com lobistas e dividiam dinheiro. Dias depois do relato, o caseiro teve seu sigilo bancário quebrado ilegalmente. Palocci acabou deixando o cargo.

2007 — Operação Navalha: investigação da Polícia Federal sobre fraudes em obras públicas e contratos com empreiteiras. A PF apontou o envolvimento do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.
2008 — Caso Bancoop: embora o caso tenha sido denunciado somente em 2008, já em 2006 a ação de petistas colaborou para o colapso da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo. De acordo com o Ministério Público, recursos do Bancoop, bancados pelos cooperados, teriam sido desviados para uso ilegal nas campanhas do PT em 2002 e 2004. O caso envolveu vários petistas, inclusive João Vaccari Neto, que era tesoureiro nacional do partido em 2010, quando o caso ganhou maior repercussão.

2008 — Caso dos Cartões Corporativos: revelação de uma série de gastos irregulares com cartões do governo federal, envolvendo altos funcionários.
2009 — Refinaria Abreu e Lima: questionamentos públicos sobre custos, contratos e gestão do projeto da Petrobras, que viriam a ser incorporados à Operação Lava Jato anos depois.
2010 — Caso Erenice Guerra: Erenice Guerra assumiu o posto de ministra da Casa Civil em 1º de abril de 2010 no lugar de Dilma Rousseff, que deixou o cargo para concorrer à Presidência nas eleições daquele ano. Sua permanência na pasta durou somente até setembro. Erenice caiu em função de denúncias de tráfico de influência envolvendo contratos e negócios intermediados por familiares. Os processos contra ela acabaram sendo encerrados por falta de provas.

2011 — Escândalos em série de ministros: no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, a corrupção provocou um verdadeiro strike no primeiro escalão. Em menos de cinco meses, caíram os ministros Antônio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte).
2012 — Operação Porto Seguro: apuração de tráfico de influência em órgãos federais, envolvendo assessores próximos à Presidência.
2013 — Pedaladas fiscais: Dilma Rousseff começou a utilizar as “pedaladas fiscais”, práticas de atrasar repasses a bancos públicos para maquiar as contas do governo. A manobra levaria à sua cassação três anos depois.
2014 — Petrolão/Operação Lava Jato: iniciada em 17 de março de 2014, a Lava Jato revelou o esquema bilionário de corrupção na Petrobras, que se tornaria o maior escândalo de corrupção da história. Foi encerrada em fevereiro de 2021, depois de ter sido desmontada por ações do Supremo Tribunal Federal. Envolveu diretores da estatal, empreiteiras e políticos, incluindo Lula, que foi condenado em três instâncias e passou 580 dias na cadeia até o STF anular as condenações alegando inadequação de foro.

2015 — Vaccari: prisão de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, no âmbito da Lava Jato.
2016 — Delcídio: prisão do senador Delcídio do Amaral por tentativa de obstrução da Justiça; avanço das investigações sobre marqueteiros e campanhas do PT.

2016 — Impeachment de Dilma: a ex-presidentedeixou o poder depois de cometer crime de responsabilidade fiscal, relacionado às pedaladas fiscais e a decretos orçamentários.

2017 — Triplex: Lula é condenado em primeira instância no caso do triplex do Guarujá.

2018 — Prisão de Lula: depois da condenação em segunda instância, Lula vai para a cadeia. Posteriormente, as condenações seriam anuladas por decisões do STF.

2019 — Palocci: delação premiada de Antonio Palocci, detalhando esquemas de arrecadação e distribuição de recursos para o PT e aliados.
2020 — Beneficiados: o declínio da Lava Jato começou a beneficiar Lula e o PT. A operação enfrentou questionamentos e invalidações por parte do STF.
2021 — Retrocesso: o STF anulou as condenações de Lula na Lava Jato e o tornou novamente elegível.

2022 — Não sabia: Lula reconheceu que houve corrupção nos governos petistas, mas não admitiu que soubesse de algo ou que tivesse participado de alguma forma.
2023 — Maus hábitos: ao retornar ao governo, Lula repetiu o velho e mau hábito: aparelhou o Estado com nomeações cujo critério é o alinhamento ideológico ou o interesse político — e não a competência. O modus operandi do PT recolocou na berlinda os Correios — cujo rombo pode chegar a R$ 10 bilhões em 2025 e a R$ 23 bilhões em 2026 —, a Petrobras, o BNDES e mesmo os ministérios. Há casos envolvendo ministros e aliados em fase de investigação, denúncia ou trâmite no STF.
2024 — Ministros em queda: Juscelino Filho, ministro das Comunicações, foi acusado pela Polícia Federal de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, em um inquérito ligado à agência federal de desenvolvimento Codevasf. O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, foi exonerado por Lula devido à repercussão das denúncias de assédio sexual.

2025 — Fraude do INSS: descoberta em abril de 2025, a roubalheira estimada em R$ 6,3 bilhões ocorreu por meio de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. O esquema de desvio de dinheiro utilizou convênios firmados com dezenas de organizações. Uma das principais é o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula.

Informações Revista Oeste

Na quinta-feira 8, advogados de Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-presidente possa receber assistência religiosa durante sua permanência na Sala de Estado-Maior da Polícia Federal, em Brasília. A petição também requer a autorização para o uso de uma Smart TV na prisão.
Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, que defendem Bolsonaro, justificaram que a possibilidade de acessar informações é parte essencial da dignidade humana e compõe as garantias mínimas a pessoas sob custódia do Estado.
Bolsonaro está detido em um espaço de aproximadamente 12 metros quadrados, equipado com cama, armário, mesa, frigobar, ar-condicionado, janela e banheiro exclusivo. Imagens divulgadas depois de sua detenção mostram que há uma televisão instalada na sala especial.
Os defensores explicaram que a nova Smart TV, a ser fornecida pela família do ex-presidente, não será usada para acessar redes sociais. O objetivo, segundo eles, é limitar o uso a canais de notícias e plataformas jornalísticas, como o YouTube, “em sua função estritamente informativa”.
Além do pedido referente à televisão, a defesa requisitou autorização para que o Bispo Robson Lemos Rodovalho e o Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni possam prestar assistência religiosa a Bolsonaro. “O atendimento espiritual será realizado de forma individual, com supervisão institucional, sem qualquer interferência na rotina do estabelecimento, tampouco risco à segurança”, diz o pedido.
Na semana anterior, os advogados também haviam solicitado providências a respeito do “ruído contínuo e permanente” do sistema de ar-condicionado central da sede da Polícia Federal, que, de acordo com a defesa, incomoda Jair Bolsonaro por causa da proximidade do equipamento com sua cela.
Informações Revista Oeste

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 9, que suspendeu uma segunda onda de ataques militares contra a Venezuela. Segundo o republicano, a decisão ocorreu depois de o regime chavista iniciar a libertação de presos políticos.
O anúncio foi feito em publicação na rede Truth Social. Apesar do recuo, Trump declarou que “todos os navios permanecerão em seus postos por questões de segurança”. Ele afirmou que a libertação representa um sinal de busca pela paz e descreveu a iniciativa como um “gesto importante e inteligente” por parte de Caracas.
Além disso, Trump destacou que os EUA e a Venezuela mantêm cooperação em áreas estratégicas, especialmente no setor de petróleo e gás. Segundo ele, “grandes empresas petrolíferas” planejam investir US$ 100 bilhões na exploração do insumo venezuelano.
“Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu.
Inclusive, informou ao The New York Times que a gestão interina da Venezuela está “entregando tudo o que consideramos necessário”. Interpelado sobre a duração da intervenção norte-americana, respondeu que “só o tempo dirá”, mas indicou que o envolvimento será longo.
A libertação dos presos começou nesta quinta-feira, 8. A coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática informou que sete pessoas deixaram a prisão, entre elas três venezuelanos — Rocío San Miguel, Biagio Pilieri e Enrique Márquez — e quatro espanhóis.
Enquanto isso, entidades independentes seguem monitorando a situação dos presos políticos no país. De acordo com a ONG Foro Penal, a Venezuela mantém atualmente 806 pessoas detidas por razões políticas, incluindo 175 militares, 105 mulheres e um adolescente.
Informações Revista Oeste

A Justiça dos Estados Unidos reconheceu o processo de liquidação do Banco Master em andamento no Brasil e determinou o bloqueio dos bens da instituição em território norte-americano. A decisão foi proferida pelo juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida, nesta quinta-feira, 8.
O pedido foi apresentado por representantes do liquidante brasileiro do banco e teve como objetivo proteger os ativos do Master nos EUA enquanto a Justiça brasileira define como será feito o pagamento dos credores. Com a decisão, ficam suspensas ações judiciais individuais, execuções e tentativas de bloqueio isolado de bens no país.
A decisão também autoriza ao liquidante administrar os ativos localizados nos Estados Unidos e impede a venda, transferência ou qualquer tipo de movimentação desses bens sem autorização judicial.
O pedido foi baseado em regras da lei norte-americana que tratam de processos de insolvência envolvendo empresas estrangeiras. A argumentação apresentada ao tribunal destacou que a medida não busca favorecer o banco, mas garantir que os bens permaneçam preservados até a definição judicial no Brasil.

A medida não se limita ao Master. Também estão incluídas no processo outras instituições ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, como o LetsBank, o Banco Master de Investimentos e a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários. Todas essas empresas foram liquidadas pelo Banco Central em novembro do ano passado.
A decisão é considerada uma derrota para Vorcaro, pois a Justiça dos EUA retirou qualquer possibilidade de controle direto ou indireto do grupo sobre seus ativos no país. Com o reconhecimento da liquidação brasileira, os bens do banco e das demais empresas ligadas ao grupo ficam sob a administração exclusiva do liquidante, e não mais à disposição dos antigos controladores.
A iniciativa também chama atenção para a atuação do grupo nos Estados Unidos. Segundo o site The Real Deal, Vorcaro teria adquirido uma mansão em Miami avaliada em US$ 85 milhões, por meio da empresa Goldbeach Properties. A informação não foi confirmada pelos advogados do empresário.
Ainda conforme o site, outro imóvel teria sido comprado na mesma região por US$ 6,9 milhões. Em 2023, a família de Vorcaro também investiu US$ 37 milhões em uma mansão em Orlando, registrada em nome da Sozo Real Estate, empresa pertencente a Henrique Vorcaro, pai do banqueiro.
No mesmo período, o Master alugou um escritório de cerca de 2,4 mil metros quadrados no edifício 830 Brickell Plaza, no centro financeiro de Miami. De acordo com a Bloomberg, o espaço nunca foi ocupado, embora a identificação do banco tenha permanecido no local até o fim do ano passado.
Com a decisão da Justiça norte-americana, esses ativos passam a ficar formalmente protegidos enquanto o processo de liquidação segue sob a condução das autoridades brasileiras.
Informações Revista Oeste