
Feira de Santana, assim como outros municípios do estado da Bahia, não tem previsão de temporais para os próximos dias, como o que ocorreu no município de São Sebastião, em São Paulo, deixando 45 mortos e mais de 1.700 mil famílias desalojadas, além de 766 desabrigados.
Segundo a coordenadora da Defesa Civil de Feira de Santana, Karoline Rebouças, o período do verão em Feira de Santana não trouxe incidência de chuvas fortes.
“A estação do verão é que mais traz preocupação no município, porque tem chuvas fortes, em períodos mais curtos e com um volume de água muito grande. Isso acaba trazendo algumas dificuldades com inundações e alagamentos em nosso município. Mas desde o início do verão não estamos tendo essas chuvas fortes no município. A gente vem acompanhando as previsões do tempo e não temos previsão de chuvas fortes. O tempo fica nublado, fecha, mas não temos previsão de grandes quantidades de chuvas. Então a gente não está nessa preocupação, não temos previsões de temporais. No final do ano passado tivemos na região sudeste e oeste do estado, por conta da proximidade com outros estados”, afirmou a coordenadora do órgão municipal.

Ela destacou que, no verão a chuva é um fenômeno comum em relação ao município de Feira de Santana.
“A gente pega uma umidade em relação aos municípios próximos e acaba que a gente tem muita chuva que vem da região do litoral, de Salvador, e atingem o município, mas são chuvas de verão. Trovoadas podem vir a ocorrer, como aconteceu no Carnaval. Em Salvador, deu um vento forte na região do circuito, com chuvas, mas que não teve grandes ocorrências. É diferente do inverno que a gente tem chuva praticamente o dia inteiro. Não tivemos solicitação nem de chuva, nem de vento, o tempo ficou nublado no período do carnaval, mas as chuvas que caíram foram em períodos pontuais, em alguns bairros.”
Segundo Karoline Rebouças, as chuvas que ocorreram em São Sebastião, em São Paulo, foram em volume acima do previsto.
“O que aconteceu na região de São Paulo foi algo que não foi previsto. Foi um volume muito grande em um período de menos de 24 horas, 600 milímetros é muita chuva. O máximo que a gente já chegou aqui foi de 120 milímetros em um período de 24 horas, então não podemos descartar, mas não existe essa previsão no município. Chuvas fortes estão acontecendo no Nordeste, mas é na região do Maranhão, Piauí, que está tendo grandes volumes, mas a Bahia, por enquanto, não tem previsão.”
Conforme a coordenadora da Defesa Civil, em períodos de chuvas intensas em Feira de Santana, o órgão realiza o mapeamento de todas as áreas onde tem ocorrências e é encaminhado para as secretarias pertinentes.
“Todas as ocorrências levamos para um mapa interno da gente, onde tem essas ocorrências mapeadas, são áreas que a gente tem uma atenção maior e que isso também já foi passado para outras secretarias. A Defesa Civil não executa obras, a gente verifica o risco, faz o processo de prevenção, solicitando a limpeza de canais, bueiros, fazemos solicitações de intervenções. No momento da ocorrência, a gente faz a visita, encaminha, se for necessário, para os programas sociais existentes no município e faz o acompanhamento daquelas áreas, direcionando para outras secretarias fazerem essas intervenções”, esclareceu.
Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade

Poesia é tudo quanto o homem encontra de belo na vida. Pode se apresentar sob sua forma mais clássica, versos, mas também dá o ar de sua graça em canções, peças de teatro e, não raro, desabrocha sem nenhuma inibição diante de milhões de espectadores na tela grande. A Revista Bula fez uma seleção de filmes que ganharam o coração dos críticos e foram considerados perfeitos, alguns pelas atuações, outros, pela originalidade do roteiro. Todos os selecionados receberam notas superiores a 90 pontos no Rotten Tomatoes, o mais importante site de crítica de cinema do mundo. Destaques para “A Mão de Deus” (2021), de Paolo Sorrentino; “Mães Paralelas” (2021), de Pedro Almodóvar; e “Ela” (2013) de Spike Jonze. Os títulos disponíveis na Netflix estão em ordem alfabética e não seguem critérios classificatórios.
Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades (2022), Alejandro G. Iñárritu

O filme é uma experiência imersiva, de proporções épicas e com um visual simplesmente arrebatador. Dentro desse cenário é narrada a jornada íntima e extremamente comovente de Silverio, um mexicano que vive em Los Angeles e trabalha como jornalista e diretor de documentários. Depois de ganhar um importante prêmio internacional, Silverio sente que precisa voltar para seu país de origem — mas não se dá conta de que essa viagem o levará aos limites de uma crise existencial. Com suas memórias e medos atravessando toda a sua rotina, sua vida será tomada por um sentimento de desordem e arrebatamento. Com emoções à flor da pele e uma abundância de gargalhadas, Silverio se vê frente à frente com questões universais e ao mesmo tempo íntimas sobre temas como identidade, sucesso, a brevidade da vida, a história do México e os profundos laços que ele compartilha com sua esposa e filhos. O que Silverio precisa confrontar, então, é o que significa ser humano nos dias de hoje.
A Mão de Deus (2021), Paolo Sorrentino

Fabietto Schisa tem 17 anos e vive em Nápoles, durante os anos 1980. Introspectivo, ele encara os acontecimentos ao seu redor sem muita emoção, até que alguns eventos mudam tudo. Um deles é a ida de Diego Maradona, seu maior ídolo, à sua cidade. Outro, é um acidente trágico envolvendo sua família, que o obriga a amadurecer. O despertar de uma paixão pelo cinema também o ajuda a encontrar um novo sentido para a vida.
Mães Paralelas (2021), Pedro Almodóvar

Após a fotógrafa profissional Janis conhecer Arturo, um arqueólogo forense, em um ensaio para uma revista, eles voltam a trabalhar juntos na escavação de uma vala comum em uma aldeia. Logo os dois embarcam em um caso apaixonado, embora Arturo seja casado. Janis engravida. Na sala de parto, ela conhece Ana, uma adolescente problemática, cuja gravidez é igualmente acidental. A amizade entre elas continua para além das paredes do hospital e se torna íntima. Tudo muda quando Janis descobre que suas filhas foram trocadas na maternidade.
A Qualquer Custo (2016), David Mackenzie

Após deverem anos de hipoteca, os irmãos Toby e Tanner estão prestes a perder a fazenda de sua família em uma área remota no Texas. Até que decidem assaltar as filiais do banco Texas Midland, no qual devem pegar o dinheiro das caixas registradoras e pagar a dívida com o dinheiro da própria instituição. O plano engenhoso, no entanto, se torna arriscado quando os policiais da região ficam impressionados com a inteligência dos assaltos e decidem interromper os crimes a todo custo.
Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014), Damien Chazelle

Andrew Neiman é um músico talentoso, que consegue entrar no prestigiado conservatório de música de Manhattan, a Schaffer Academy. O sonho dos estudantes de música do conservatório é ser convidado para à banda de jazz, regida pelo severo professor Terence Fletcher. Ele treinou alguns dos melhores instrumentistas de jazz da atualidade, mas agradá-lo não é uma tarefa fácil. Seus métodos incluem assédio moral, agressões e completa humilhação, além de forçar seus alunos ao limite da exaustão. Andrew é convidado para ser o baterista da banda, mas o que começa como um sonho, pode se tornar o fim do seu amor pela música.
Ela (2013) Spike Jonze

O romance dramático, mesclado com ficção científica, é centrado em Theodore, um escritor solitário. O homem leva uma vida comum, até que decide comprar um novo sistema operacional para seu computador, chamado Samantha, pelo qual ele se apaixona. O filme foi aclamado pela crítica por abordar de forma alegórica a relação contemporânea incomum entre homem e a tecnologia.
Encontros e Desencontros (2003) Sofia Coppola

Bob Harris é uma estrela de cinema, que está em Tóquio para fazer um comercial de uísque. Charlotte, por sua vez, está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo workaholic que a deixa sozinha o tempo todo. Sofrendo com o horário, Bob e Charlotte não conseguem dormir. Eles se encontram, por acaso, no bar de um hotel de luxo, e em pouco tempo tornam-se grandes amigos.
Informações Revista Bula
Embarcação lotada com mais de 100 iranianos, paquistaneses e afegãos bateu contra rochas em um mar agitado. 81 pessoas sobreviveram e 22 foram levadas ao hospital, até a última atualização da reportagem.

Barco com mais de 100 imigrantes naufraga na costa da Calábria, na Itália
Pelo menos 45 pessoas morreram após o naufrágio de um barco com imigrantes na costa leste da região da Calábria, na Itália, informam agências internacionais de notícias neste no domingo (26).
Alguns corpos foram achados nas margens de Steccato di Cutro, um balneário na província de Crotone, disse a ANSA, enquanto outras vítimas foram resgatadas na água.
O número de mortos ainda pode aumentar.
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Equipes de resgate recuperam corpo depois que um barco de migrantes naufragou em mar agitado na costa da Itália — Foto: Giuseppe Pipita / AP Photo
A embarcação, trazendo imigrantes do Irã, Paquistão e Afeganistão, bateu contra rochas em um mar agitado, afirmou a agência de notícias Adnkronos.
Informações da polícia e da guarda costeira italiana dizem que ao menos 81 pessoas sobreviveram ao naufrágio, e 22 foram encaminhadas ao hospital.
De acordo com a Adnkronos, mais de 100 pessoas estavam a bordo do navio, enquanto a AGI, outra agência de notícias italiana, disse que um bebê e várias crianças estavam entre os mortos.
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Equipes de resgate recuperam corpo depois que um barco de migrantes naufragou em mar agitado na costa da Itália — Foto: Giuseppe Pipita / AP Photo
A Itália é um dos principais pontos de desembarque de migrantes que tentam entrar na Europa por via marítima. Mas a rota do Mediterrâneo central é uma das mais perigosas do mundo.
De acordo com o Projeto de Migrantes Desaparecidos da Organização Internacional para as Migrações, 20.333 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo central desde 2014.
Informações G1

O Fluminense de Feira vai disputar a Série B do Campeonato Baiano de 2023. O anúncio foi feito pelo clube feirense neste sábado (25) após ter dado entrada com a documentação na Federação Bahiana de Futebol (FBF), que promove a competição.Bicampeão baiano em 1963 e 1969, o Touro do Sertão foi rebaixado em 2021. O time de Feira de Santana teve uma participação discreta a segunda divisão estadual do ano passado ao ficar fora da semifinal terminando a primeira fase na nona colocação com 13 pontos, seis a menos do último classificado. Em 11 jogos, a equipe acumulou três vitórias, quatro empates e quatro derrotas.
A FBF ainda divulgará a programação e o regulamento da Série B do Baiano de 2023. A expectativa é que a bola comece a rolar na Segundona a partir de maio.
*Bahia Notícias

17º00’S, 49º50’L
Cemitério pirata de São Pedro
Nosy Boraha, Toamasina, Madagascar
Em 1728, uma nova edição da “História Geral dos Piratas”, espécie de almanaque com biografias e outras informações relevantes sobre os principais bucaneiros, corsários e afins, citou a existência de Libertátia. Era um país fundado por um pirata chamado Capitão Misson.
Francês radicado em Roma, Misson se desencantou com a Igreja e as amarras da vida em sociedade. Ao lado de outros 200 comparsas, se lançou à pirataria e fundou esse país libertário — antimonarquias, antirreligiões, antiqualquer instituição, como toda boa ideologia “contra isso tudo que tá aí” – em algum ponto de Madagascar.
Acontece que jamais outra fonte confiável citou o caso. Nenhum historiador descobriu qualquer evidência. Libertátia, ou Libertália, como também é chamada, caiu na gaveta das utopias. Ficou ruim até para o autor da “História Geral”, Capitão Charles Johnson, que deixou de ser uma fonte 100% confiável para alguns pesquisadores modernos que estudam a era de ouro dos piratas.
Registro da ilha feito no século 19Imagem: duncan1890/Getty Images/iStockphoto
Para quem não precisa se apegar a fatos, Libertátia desde então povoa variados tipos de ficção, da obra do escritor William Burroughs ao enredo de “Uncharted IV”, um dos melhores jogos de videogame da década passada. Mas por que sua existência está vinculada a Madagascar e não a uma ilha do Caribe, tão mais familiar às mitologias piratas?
Os europeus chegaram à grande ilha do Índico no século 16, com os portugueses, em 1506. Mas não houve colonização. Navegadores holandeses, ingleses e franceses apareceram na sequência, mas apenas para fazer comércio. Depois, chegaram os piratas, que estabeleceram portos seguros no nordeste de Madagascar, nas localidades de Antongil, Foulpointe e a Ilha de Sainte-Marie.
De origens sociais diversas, mas falando predominantemente inglês, esses piratas estavam estrategicamente posicionados, monitorando (e pilhando) os navios que voltavam da Ásia. Eles forjaram alianças estratégicas com povos locais, em especial os betsimissaracas, que habitam a costa nordeste e hoje são uma das principais minorias do país.
A descoberta, no começo deste século, de um navio naufragado em Sainte-Marie ajudou os arqueólogos a confirmarem que, em 1720, mais de 135 piratas e cerca de 80 escravizados da Guiné viviam na ilha. A prova mais conhecida, e a maior atração local, é o cemitério de piratas de Sainte-Marie.
Cemitério de piratas em Saint MarieImagem: JialiangGao/WikiCommons
Sainte-Marie resgatou seu antigo nome e hoje se chama Nosy Boraha. É uma ilha de 222 quilômetros quadrados, pouco maior que a Ilha Grande, no Rio de Janeiro. A principal aglomeração urbana é Ambodifotatra, ao norte de uma baía que tem, bem no meio, uma ilhota chamada Île aux Forbans, ou ilha pirata.
Segundo o site francês “Archéologie de la Piraterie”, a baía de Ambodifotrata foi um covil de piratas entre 1690 e 1730 e provavelmente o maior foco de pirataria do Oceano Índico. Do outro lado da baía, fica o cemitério, com cerca de 30 lápides, algumas marcadas com símbolo da caveira dos ossos cruzados.
Ou seja, é fato que o nordeste de Madagascar, em especial Nosy Boraha, atraía piratas como cafés e lanchonetes gourmet atraem aluguéis mais caros. Mas isso não quer dizer que a Île aux Forbans era Libertátia. Nenhuma ossada jamais foi identificada e ainda se sabe muito pouco sobre os homens que viveram ali, naquela época, naquelas condições. Era, até onde se sabe, uma comunidade de piratas. E só.
Eles foram embora em algum momento da primeira metade do século 18. Os franceses eventualmente tomaram o controle da ilha em caráter oficial, bem como de toda Madagascar, que só conquistaria a independência em 1960.
Praia de Saint Marie, em MadgascarImagem: Charles-Henry Thoquenne/Getty Images/iStockphoto
Hoje, Madagascar está em alta no turismo. Uma consultoria espanhola colocou o país entre os três melhores destinos para a África este ano. Nosy Boraha foi eleita o melhor destino do continente, e o site americano “Travel Lemming” a listou como o quarto melhor lugar do mundo para visitar em 2023.
A publicação destacou as atividades ao ar livre, como trilha, escalada e ciclismo. “É uma ótima escapada para praias. Imagine bangalôs de madeira, a água turquesa do Índico beijando sua porta, sol, coquetéis servidos em cocos e a deliciosa cozinha madagascarense.” ((https://travellemming.com/best-places-to-travel-2023/))
Ou seja, o cemitério é só mais um atrativo. A ilha também tem a primeira igreja católica de Madagascar e algumas piscinas naturais. Para completar, em um país conhecido mundialmente por sua biodiversidade única, Nosy Boraha tem diversas espécies de lêmures e de orquídeas.
Mas isso tudo está ameaçado. E não, os piratas não estão voltando.Os míticos baobás, as árvores que os deuses plantaram de cabeça para baixo, por causa da disposição singular de suas copas, são bastante vulneráveis ao aquecimento global. Para piorar, o baobá é considerado uma espécie-chave, cujo impacto no ecossistema é enorme para outras formas de vida. Quando um baobá morre, muitas espécies de plantas e animais correm risco.
O baobá não é exclusividade de Madagascar. Mas, das sete espécies presentes no país, seis são endêmicas. Em toda a África continental, só existe um tipo de baobá.
O problema é que Madagascar é um dos países mais pobres do mundo. Muitos agricultores, desesperados em busca de mais terra arável, aceleraram o desmatamento nas últimas décadas. Em anos recentes, secas e enchentes recordes atacaram a ilha, mais uma vítima do aumento de eventos extremos causados pelas mudanças climáticas.
Diante disso, cientistas já sugeriram até uma migração de baobás. Levar as árvores para ambientes menos quentes pode salvá-las. Outros estão estocando o DNA da espécie, para evitar seu desaparecimento total.
Um turismo responsável e equilibrado pode ajudar o país a ter mais recursos e evitar o pior. Seria uma tragédia se a fauna e a flora locais se tornassem algo tão fictício quanto o rei Julien de “Madagascar” (o filme). Ou Libertátia.
Informações Nossa UOL

Foto: Reprodução.
O autocrata russo Vladimir Putin afirmou neste domingo (26) que o objetivo da Otan é “dissolver a antiga União Soviética e sua parte fundamental, a Federação Russa”.
“Nas condições de hoje, quando todos os principais países da Otan declararam que o seu principal objetivo é no infligir uma derrota estratégica, para que o nosso povo sofra, como eles dizem, como podemos ignorar as suas capacidades nucleares nessas condições?”, questionou durante declaração à televisão estatal Rossiya 1.
“Eles [Ocidente] estão enviando dezenas de biliões de dólares de armas para a Ucrânia. Isso é realmente participação”, afirmou, acrescentando que os países da Otan estão participando, “ainda que indiretamente, nos crimes do regime de Kiev”.
Na última terça-feira, Putin anunciou a suspensão da participação da Rússia no tratado Novo Start com os Estados Unidos, último acordo de controle de mísseis nucleares vigente. Válido até 2026, o acordo prevê que tanto EUA quanto Rússia, que detêm 90% do arsenal nuclear mundial, mantenham no máximo 1.600 ogivas em prontidão.
Créditos: O Antagonista.

Em comunicado exibido na TV, nesta sexta-feira (24), o general Amirali Hajizadeh declarou que o Irã ainda
articula uma forma de matar Donald Trump, ex-presidente americano, e Mike Pompeo, ex-secretário de Estado
americano.
A motivação seria a morte do general Qasem Soleimani, executado pelas forças armadas dos EUA em 2020, em um
ataque por drones, quando deixava o aeroporto de Bagdá, no Iraque.
– Nós esperamos poder matar Trump, Pompeo, McKenzie e os comandantes militares que deram a ordem de matar
Soleimani – afirmou o general Hajizadeh, comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária.
Citado na lista de vingança do iraniano, Kenneth McKenzie foi diretor do Comando Central do Exército dos Estados
Unidos do Oriente Médio.
Informações Pleno News

O presidente Lula (PT) definiu, em 17 de fevereiro, seus 15 vice-líderes na Câmara dos Deputados. Desses parlamentares, quatro já solicitaram emendas de relator, mais conhecida como “orçamento secreto”, totalizando R$ 123 milhões, de acordo com o Metrópoles. Se considerarmos os valores requeridos por ministros de Lula, a quantia chega a R$ 331 milhões.
Lula fez diversas críticas à emenda de relator durante campanha eleitoral e chegou a condená-la como “a maior vergonha deste país”, mas agora se serve do recurso e deixou de criticar.
Na relação de indicações das emendas de relator, estão os ministros Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura; Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ), do Turismo; Juscelino Filho (União Brasil-MA), das Comunicações; André de Paula (PSD-PE), da Pesca; e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia.
Informações Pleno News

Foto: Sergio Lima/Poder 360.
Quase dois meses após a posse presidencial, o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se transformou em uma “usina de ruídos” na economia, com declarações populistas e sinais contraditórios ao mercado, ao contrário do que aconteceu na primeira gestão do petista, entre 2003 e 2006. A avaliação é da economista Zeina Latif, que vê o presidente da República governando “com o fígado” e mais preocupado em agradar à militância do que em levar adiante uma prometida agenda de reformas.
Em entrevista ao Metrópoles, Zeina Latif, de 55 anos, lamenta a retórica agressiva de Lula e do PT contra o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e avalia que o governo “está colocando a culpa no remédio”, os juros, em vez de enfrentar a “doença” da inflação.
“Por tudo isso, o governo acaba sendo uma usina de ruídos. Lula me parece um presidente que governa muito com o fígado, com esses ataques ao BC, questionando coisas que estão funcionando e não deveriam ser mexidas agora”, diz Latif. “Obviamente, isso é fonte de ruído e ocupa espaço que deveria ser preenchido com a discussão de outros temas. No fundo, esses ataques acontecem justamente porque não há uma agenda consolidada.”
Segundo a ex-economista-chefe da XP Investimentos e ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do estado de São Paulo, “o projeto do PT não se sustenta ao longo do tempo”. “Aumentar gastos e o intervencionismo estatal não é um projeto sustentável. Cedo ou tarde, é necessário um freio de arrumação. Quando Lula se posiciona sobre a economia, seja pelo que fala ou pelo que deixa de falar, gera ruídos”, constata.
Leia os principais trechos da entrevista de Zeina Latif ao Metrópoles:
Após quase 2 meses do governo Lula, os sinais emitidos em relação à economia tranquilizam ou preocupam o mercado?
Na campanha eleitoral do ano passado, ao contrário do que era esperado, a economia não teve tanta importância no debate. Não se discutiu um projeto econômico para o país. Não que se esperasse algo muito profundo, mas a questão econômica ficou muito de fora, em parte porque o próprio ano acabou surpreendendo positivamente na economia. Além disso, muitas políticas conduzidas pelo governo de (Jair) Bolsonaro tiveram o apoio do PT, como a PEC Kamikaze, aquela do Auxílio Brasil, que não teve oposição. A impressão que me dá é que o Lula foi tratar da política e da governabilidade. O PT tem um projeto, tem seus planos e suas convicções. O problema é que o projeto do PT não se sustenta ao longo do tempo. Aumentar gastos e o intervencionismo estatal não é um projeto sustentável. Cedo ou tarde, é necessário um freio de arrumação. Quando Lula se posiciona sobre a economia, seja pelo que fala ou pelo que deixa de falar, gera ruídos. Por exemplo, o compromisso com as contas públicas. Há um esforço do time econômico do governo de trazer uma proposta, mas a percepção é que a palavra final é do Lula. É difícil imaginar o time econômico com voz ativa, como aconteceu na época do (Antonio) Palocci (ministro da Fazenda de Lula entre 2003 e 2006). Hoje não há essa autonomia. Está tudo muito concentrado no presidente. Além disso, vemos uma influência muito forte do PT, com falas da Gleisi Hoffmann como se ela fosse integrante do governo. Isso, definitivamente, não é adequado. Durante a campanha, falou-se em governar para todos, da importância de ceder espaço para os aliados, em diálogo, mas no final o que prevalece sempre é a posição do PT. Por tudo isso, o governo acaba sendo uma usina de ruídos. Lula me parece um presidente que governa muito com o fígado, com esses ataques ao BC, questionando coisas que estão funcionando e não deveriam ser mexidas agora. Obviamente, isso é fonte de ruído e ocupa espaço que deveria ser preenchido com a discussão de outros temas. No fundo, esses ataques acontecem justamente porque não há uma agenda consolidada.
Lula liderou essa ofensiva do governo contra o presidente do BC, Roberto Campos Neto, por causa da taxa Selic em 13,75% ao ano. Afinal, a taxa de juros é a causa de todos os males?
É claro que a alta dos juros tem as suas consequências e é para isso que serve a política monetária. Ela tem a função de desacelerar a economia para conter uma inflação muito elevada. Agora, o fato de os juros terem essas consequências não quer dizer que eles sejam os culpados. Os juros são o remédio. O governo está colocando a culpa no remédio. O foco deveria ser a doença! Para piorar, quando você ataca o remédio, a eficácia dele fica reduzida. Diante desses ruídos todos, corremos o risco de a economia sofrer mais ainda e sem o benefício da queda da inflação. Por um lado, diminui a confiança dos empresários e, por outro, pioram as expectativas inflacionárias. É o pior dos mundos. Até sob o ponto de vista político, em tese, é muito bom para o Lula ter um BC conservador agora. Que ótimo seria para o governo o Roberto Campos Neto fazendo o “trabalho sujo”, mantendo os juros altos e, mais tarde, vem um próximo presidente do BC, indicado pelo Lula, com a agenda de cortar juros, já com a inflação bem comportada. Esses ataques, até em termos da economia política, não fazem nenhum sentido.
O ministro Fernando Haddad anunciou que o governo deve apresentar a proposta do novo arcabouço fiscal em março. Acabar com o teto de gastos é bom ou mau negócio?
Eu gostaria que o teto de gastos fosse mantido. O teto tem flexibilidade para ser utilizado em situações extremas. É importante termos uma regra simples, que seja facilmente monitorada pelas instituições democráticas e pela sociedade. Se for uma regra muito complexa, de difícil monitoramento, você não consegue gerar muita credibilidade e dar a devida previsibilidade para os agentes econômicos. Eu penso que a regra do teto está adequada para o Brasil. O problema é que ela foi mal administrada. Na pandemia, houve um período de calamidade, por uma questão de segurança jurídica, e se estabeleceu que não haveria limite para os gastos associados à Covid-19 durante esse período. Esse prazo venceria no fim de 2020, mas quem disse que a Covid teria data para terminar? Se tivesse sido feito algo mais flexível naquele momento, seria melhor – e era possível flexibilizar. O que aconteceu é que, naquele ano de 2020, se gastou loucamente. Gastamos como se fôssemos um país rico. Era nítido que havia excessos. O Congresso renovou os R$ 600 (do Auxílio Brasil) e não discutiu se aquilo era adequado. Houve excesso no uso da cláusula de escape da regra do teto em 2020 e depois tivemos as PECs (Propostas de Emenda Constitucional) fura-teto, que abriram a porteira para outros gastos oportunistas. O sinal foi péssimo e mostrou um país que facilmente muda a Constituição para gastar mais. De fato, não houve uma boa administração da regra do teto. Poderia ter sido feito com mais cuidado, evitando esses furos. É uma boa regra que, ao ser mal utilizada, acabou se enfraquecendo.
Qual seria a regra ideal?
Regra ideal não vai ter, assim como não existe um sistema tributário perfeito. A verdade é que você pode ter a regra que for. Se não há um governo comprometido com a responsabilidade fiscal, qualquer que seja a regra não dará certo. Fica aquela coisa: a regra é do governo (Michel) Temer, não do meu governo, então vamos mudar. Mas essa é uma decisão que tem custos. Você precisa de maior flexibilidade para gastos, mas entenda que haverá custos. Qualquer regra que vier agora já nascerá com baixa credibilidade. Se um país adota uma regra diferente a cada hora, a que vem em seguida já nasce desacreditada. Hoje o Lula faz essa, talvez o próximo presidente não ache boa e faça uma nova regra… Se você quer que um desenho institucional traga os efeitos desejados, ele precisa funcionar todo dia. É preciso cumprir a regra todos os dias. Agora vai se gastar energia para discutir uma nova regra, sendo que já temos uma adequada para o momento. Na boa intenção, é capaz de fazerem uma regra de pior qualidade.
A reforma tributária é considerada uma das prioridades do governo neste primeiro ano. É possível aprová-la no Congresso ainda em 2023?
Acho factível. O meu medo é que ela venha muito aquém do que a gente gostaria, cheia de exceções. Entre os governadores, existe praticamente um consenso em torno da necessidade da reforma. Há muito tempo, existe o diagnóstico de que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um imposto que caducou e não está adequado para a estrutura produtiva do país hoje, que é mais forte em serviços. Apesar de a arrecadação do ICMS ter subido muito no pós-pandemia por causa dos estímulos dados pelo governo federal, a tendência dela é perder fôlego. Quando o Bolsonaro reduziu, na canetada, o ICMS para combustíveis e energia, aumentou ainda mais a convicção dos governadores de que a reforma é necessária. É um desenho que considero interessante, em que você muda o sistema tributário, mas com uma regra de transição lenta para os estados. Os municípios, em sua maioria, terão ganhos, porque haverá um ICMS amplo e os municípios terão as devidas transferências. Por tudo isso, a reforma tem boas chances de avançar. Agora, ainda temos arestas importantes que dependem do empenho do governo para ser aparadas. Há vários setores sensíveis. Não temos ainda a segurança de que virá um regime com uma só alíquota para todos os setores, que seria o melhor desenho. O ideal seria um imposto único, uma alíquota só. Eu não sei qual será, de fato, o empenho do governo nessas negociações. Não é o Congresso, sozinho, que vai conseguir tocar isso. Tem de ter o compromisso do governo e a gente não vê o Lula falando de reforma tributária, o que é preocupante.
No ano passado, você lançou o livro “Nós do Brasil: Nossa Herança e Nossas Escolhas”. Quais são os nós que, historicamente, travam o crescimento do país?
A base de como nasceu o país tem influência naquilo que somos, mas nós também fomos cometendo os nossos erros. O pecado original é a questão da educação. Demos atenção para esse tema de forma tardia. O descuido com a educação tem correlação com o período prolongado de escravidão e o descaso que houve após a abolição, diferentemente dos Estados Unidos, que têm racismo, mas cuidaram da educação. Isso diz muito sobre a qualidade da nossa elite. Esse erro impactou não apenas na qualidade de mão de obra, no capital humano, mas também no capital social. Estamos falando de indivíduos que não exercem plenamente sua cidadania, o que compromete o avanço do debate público. O ponto é que continuamos errando até hoje. Cuidamos da universalização do ensino, mas, na prática, vemos muitas crianças que entram na escola sem o devido cuidado das creches na primeira infância. Tornam-se jovens completamente despreparados para o ensino médio, que também é de baixa qualidade. Quem termina essa etapa na idade certa não sai preparado para a vida e a empregabilidade fica comprometida. O mercado está cada vez mais exigente e temos uma parcela da população que fica à margem do trabalho.
Créditos: Metrópoles.

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) publicou neste sábado (25) o resultado definitivo da segunda etapa do concurso para o provimento de vagas de professor e coordenador pedagógico da rede estadual de ensino, previstos no Edital SAEB/03/2022.
O resultado foi divulgado no Diário Oficial do Estado (DOE), onde também foram convocados os aprovados para a apresentação dos títulos e documentos comprobatórios, no período entre 27/02 e 03/03, por intermédio do site da Fundação Carlos Chagas, conforme estipulado no Capítulo 11 do Edital SAEB/03/2022.
Além disso, saiu a convocação dos candidatos autodeclarados negros para realização do procedimento de heteroidentificação, assim também como a convocação dos candidatos declarados com deficiência para realização de perícia médica. Os candidatos habilitados na 2ª Etapa devem consultar o DOE para verificar os procedimentos estabelecidos nos editais.
Informações Bahia.ba