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Ministro de Lula e presidente da Petrobras entram em guerra aberta

Foto: Agência Senado.

O clima não é dos melhores entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. Depois de ter afirmado, em entrevista ao jornal Valor Econômico, que a nova direção da estatal tratava a política para o gás no Brasil com “negligência”, Silveira voltou a subir o tom contra Prates.

“Entre agradar Jean Paul e cumprir o compromisso do governo com a sociedade brasileira de gerar emprego, oportunidade e (reduzir a) desigualdade, eu prefiro que ele feche a cara e que nós possamos lograr êxito”, disse o ministro.

Para Silveira, a estratégia da Petrobras de reinjetar no subsolo mais de 40% do gás produzido em suas plataformas é prejudicial à economia do país. Por dificuldades de escoamento, muitas vezes o gás associado ao petróleo na exploração em alto-mar é reinserido nos poços.

“Não há que se falar em segurança alimentar e segurança energética sem nós aumentarmos a oferta do gás e, consequentemente, tornarmos o gás mais competitivo do ponto de vista do seu preço. Queremos discutir com seriedade, não só com a Petrobras mas também com as demais petroleiras”, prosseguiu Silveira.

“Sabemos que o gás vem sendo tratado como um subproduto da extração de petróleo e, portanto, entendo que é possível que esse gás chegue em maior quantidade e já de imediato em menor preço”, concluiu o ministro.

Gás e Petrobras

Na quarta-feira (14/6), Jean Paul Prates afirmou que não há gás sobrando no Brasil. O presidente da Petrobras também defendeu o investimento na exploração de gás em países vizinhos, como a Bolívia.

“O gás é reinjetado porque é preciso fazer isso. Não tem gás sobrando e a Petrobras não sonega gás. O que tem de gás está aí no mercado”, afirmou Prates. “O que a gente tem que fazer é saber o que vamos fazer com ele: se vai fazer fertilizante, se vai botar na térmica, se vai botar no carro, se vai botar na indústria. Não tem gás para tudo”, completou.

Na entrevista ao Valor, Alexandre Silveira reagiu às declarações do comandante da petrolífera. “O presidente da Petrobras dizer que nada pode ser feito é, no mínimo, para quem tomou posse há cinco meses, negligência”, disse.

Créditos: Metrópoles.


Estudo aponta que ritalina não melhora a performance de estudantes em provas

Foto: (Carl Lokko/Getty Images)

No começo do ano, muitas farmácias passaram por uma escassez de remédios para Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), principalmente Ritalina. Em uma nota, a Novartis, empresa responsável pelo medicamento, culpou a alta demanda já no fim de 2022.

O período coincide com a época de grandes vestibulares do país. Isso significa que, impulsionados por tendências estrangeiras, estudantes podem ter contribuído para a falta do remédio. O uso de ritalina e outros comprimidos para TDAH se tornou popular em faculdades e escolas americanas, onde alunos sem essa condição compram as pílulas com a promessa de aprimorar a concentração e atenção em provas e durante o estudo – sendo até vendidos como “smart drugs”, “drogas inteligentes”.

Só que elas não dão nada de “smart” para você. Um estudo analisou três psicoestimulantes populares: metilfenidato (a Ritalina), dexanfetamina e modafinil. Os dois primeiros são receitados para TDAH e o último para narcolepsia, um distúrbio do sono.

Os pesquisadores fizeram quarenta voluntários executarem quatro vezes a mesma tarefa. A cada vez eles tomavam uma das pílulas (também houve uma rodada com placebo). O teste era simples, os participantes deveriam escolher entre diversos itens e colocá-los em uma mochila – virtualmente. Cada um dos objetos tinha pesos e valores diferentes, e o objetivo era maximizar o valor agregado da mochila, mas sem ultrapassar determinado peso.

Quando tomaram um dos remédios, os participantes se dedicavam mais à tarefa – mexiam mais os objetos, tentavam mais combinações e demoravam mais para dar a resposta final. Contudo, sua performance era pior do que quando tomavam o placebo. Apesar de se esforçarem mais, seu desempenho piorava com os medicamentos.

“Nossas descobertas sugerem que as “drogas inteligentes” aumentam a motivação, mas uma redução na qualidade do esforço, crucial para resolver problemas complexos, anula esse efeito”, escrevem os pesquisadores em seu artigo.

A sensação de eficiência pode ser uma confusão com o ânimo de trabalhar. Quem toma esses remédios sem necessidade talvez acredite que se sentir motivado e alerta seja o mesmo que desempenhar um bom trabalho.

Os pesquisadores notam também que os remédios são importantes para pessoas com TDAH – eles ajudam quem precisa, mas quem não precisa pode se atrapalhar. Melhor deixar a medicação para os pacientes de verdade.

Créditos: Super Interessante.


Bolsonaro não podia “dar a ordem” para os generais porque não confiava no Alto Comando do Exército, disse Mauro Cid

Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, disse que o então presidente não confiava no alto comando do Exército. A mensagem é parte do relatório da PF sobre o conteúdo encontrado no aparelho e liberado pelo ministro Alexandre de Moraes.

O que disse Mauro Cid:

Jean Lawand Júnior mandou mensagens pedindo que Mauro Cid convencesse o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a colocar em prática um golpe de Estado: ‘Cidão, pelo amor de Deus, cara. Ele [Bolsonaro] dê a ordem, que o povo tá com ele, cara. Se os caras não cumprirem, o problema é deles. Acaba o Exército Brasileiro se esses cara não cumprir a ordem do, do Comandante Supremo’, disse, em áudio.

Ao que Cid respondeu: “Mas o Pr [Presidente] não pode dar uma ordem… se ele não confia no ACe [Alto Comando do Exército]. Lawand, então, afirmou que “ferrou” e que “vai ter que ser pelo povo mesmo”.

Na sequência, as repostas de Cid foram vagas, com um “infelizmente” quando Lawand reconheceu que um golpe não aconteceria e “muita coisa acontecendo” ao ser estimulado a mobilizar Bolsonaro para cometer o ato antidemocrático.

Cid está preso desde o mês passado e se negou a falar quando depôs à Polícia Federal.

O ministro retirou o sigilo após divulgação parcial de trechos do relatório da Polícia Federal. As mensagens mostraram, entre outras coisas, um roteiro para a implementação do golpe de Estado, com previsão de declaração de estado de sítio no Brasil.

As mensagens divulgadas também revelaram que um golpe de Estado foi encorajado e um roteiro para a ação foi elaborado.

Créditos: UOL.


Japão construirá cidade flutuante para 40 mil pessoas; veja como será

Foto: Repodução.

Em meio à elevação do nível do mar e ao crescimento das metrópoles, como manter nossas cidades habitáveis? Esse é o enigma que os designers japoneses da N-Ark se propuseram a resolver com sua iniciativa revolucionária: a Cidade de Dogen.

Composta por três partes essenciais, essa cidade flutuante é um farol de resiliência e inovação, sinalizando um possível futuro onde podemos precisar trocar o solo firme pelos altos mares.

O Nascimento de uma Metrópole Flutuante

Para a N-Ark, as cidades do futuro precisam ser mais do que apenas funcionais – elas precisam ser autossuficientes e adaptáveis. Surge então a Cidade de Dogen: uma “cidade flutuante inteligente voltada para a saúde” projetada para operar de forma independente em caso de desastre natural.

Oferecendo um lar para 40.000 pessoas, um quarto das quais seriam residentes permanentes, essa cidade está pronta para redefinir a vida urbana.

O layout da Cidade de Dogen consiste em três zonas únicas. O anel externo abriga áreas residenciais e infraestrutura-chave para água, esgoto e energia. A segunda zona apresenta edifícios flutuantes que podem se mover livremente, acompanhados de um sistema de trânsito de barcos que se assemelha a um metrô aquático.

A terceira zona mergulha abaixo da superfície da água, oferecendo um centro científico submerso, equipado com um centro de dados subaquático e instalações de pesquisa médica.

Apesar de seu tamanho compacto, a cidade foi projetada para resistência, sua forma circular projetada para resistir a condições climáticas severas e até mesmo tsunamis. Com uma circunferência de 4 quilômetros e um diâmetro de aproximadamente 1,58 quilômetros, seria uma façanha de engenharia de grande escala.

Japão vai construir cidade flutuante para 40 mil pessoas

Mais do que uma Cidade na Água

A Cidade de Dogen não se trata apenas de sobrevivência – é sobre florescer. Embalada dentro de sua circunferência de 4 quilômetros, a cidade está repleta de vegetação, dedicando espaços à produção de alimentos, escolas, áreas esportivas, hospitais, parques, estádios, hotéis e escritórios. A N-Ark também imagina a cidade como um centro de tecnologia, com planos de incluir um local de lançamento e aterrissagem para foguetes.

Apesar de seu tamanho compacto, a Cidade de Dogen foi projetada pensando na expansão, graças à sua natureza modular. O quadro externo da cidade imita o corpo de um navio, proporcionando uma camada adicional de defesa contra tsunamis.

Além da infraestrutura física, a cidade adota uma abordagem progressista para a saúde e o bem-estar. Os moradores poderiam “receber telemedicina diariamente através da gestão e análise de dados da área residencial a partir de dispositivos anelares, coleta de sangue, análise genômica e do sistema operacional da cidade”, de acordo com o comunicado à imprensa da N-Ark.

A combinação de dados médicos e genômicos oferece cuidados médicos personalizados e avançados, incluindo simulações de descoberta de medicamentos e cirurgia robótica remota.

https://youtube.com/watch?v=j2gBSwc7RS4%3Ffeature%3Doembed

A Jornada à Frente

No entanto, construir uma cidade no mar não vem sem desafios. As estimativas da N-Ark projetam um consumo de cerca de 2 milhões de litros de água por ano, além de lidar com 3.288 toneladas de lixo anualmente. Eles também preveem a produção de quase 7.000 toneladas de alimentos e a geração de 22.265.000 kW de energia. Essas demandas substanciais de infraestrutura exigem planejamento cuidadoso e inovação.

A N-Ark pretende completar Dogen até 2030, embora os detalhes específicos das fases de construção, custos e a futura localização da cidade permaneçam em segredo.

Apesar dessas incertezas, a audácia por trás da Cidade de Dogen é inegável. É um testemunho de nossa capacidade de sonhar grande e nos adaptar ao nosso mundo em constante mudança – mesmo que isso signifique se aventurar em águas desconhecidas.

Créditos: Mistérios do Mundo.


Foto: reprodução / Acorda Cidade

Foi identificado o homem responsável pelo furto da sanfona histórica do renomado grupo musical ‘Os Bambas do Nordeste’ durante o Arraiá do Comércio de Feira de Santana, ocorrido na última quarta-feira (14). A identificação ocorreu por meio da análise das imagens capturadas pelas câmeras de segurança instaladas nas proximidades do evento. De acordo com a polícia, no momento em que o suspeito foi conduzido até a delegacia, ele trajava as mesmas vestimentas utilizadas no dia do delito.

As informações são do site Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias. As imagens registradas pelas câmeras de segurança mostram o momento em que o indivíduo entra no camarim, retorna para pegar uma mochila, volta ao espaço e, em seguida, deixa o local levando consigo a sanfona, presenteada há 50 anos por Luiz Gonzaga a Baio do Acordeon.

O objeto foi recuperado na noite de ontem (16). O suspeito, localizado pelas autoridades policiais  negou a autoria do crime, no entanto, as imagens obtidas fornecem evidências substanciais.

Vale ressaltar que o indivíduo em questão é um catador de materiais recicláveis, encontra-se em situação de vulnerabilidade social, sem moradia fixa, e foi conduzido às dependências do Complexo de Delegacias no bairro Sobradinho na noite de ontem. No entanto, devido à inexistência de flagrante delito ou mandado de prisão, o suspeito foi liberado.


Foto: Roberto Viana – GOVBA

Em uma iniciativa para combater e erradicar o analfabetismo na Bahia, foi lançado, neste sábado (17), na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Salvador, o projeto ‘Sim, Eu Posso’. Resultado da parceria entre a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) e a Uneb, a proposta vai atuar em 16 municípios. Com aulas a partir do mês de julho, serão formadas, em princípio, 300 turmas com jovens, adultos e idosos do campo e das periferias das cidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica, totalizando 4.500 alfabetizandos.

A secretária da Educação, Adélia Pinheiro, representou o governador Jerônimo Rodrigues no lançamento e lembrou que a Bahia se destaca com a menor taxa de analfabetismo entre todos os estados do Nordeste, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada no ano de 2022 e divulgada, recentemente, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Adélia ressaltou que o ‘Sim, Eu Posso!’ é mais uma das estratégias neste sentido.

“O Governo do Estado segue com os esforços para garantir o acesso à educação de qualidade a toda população baiana. Os avanços têm sido possíveis graças a massivos investimentos em obras em novas escolas e passam, também, pela valorização e formação dos educadores. E o ‘Sim, Eu Posso!’ é mais uma demonstração do compromisso do nosso governador Jerônimo com a educação pública e com os baianos e baianas”, afirmou.

A reitora da Uneb, Adriana Marmori, também falou sobre a parceria para que o projeto alcance pessoas em diferentes territórios de identidade da Bahia. “A Uneb, junto com o MST e a SEC, assume o projeto ‘Sim, Eu Posso’ no intuito de garantir o direito à educação para todas as pessoas, não somente da formação das letras e dos números, mas uma formação cidadã e emancipatória para que tenhamos, de fato, uma outra sociedade, primada pela liberdade, equidade social, de direitos garantidos e preservados, e alinhada na defesa ao meio ambiente”, destacou.


“Apocalipse da IA”: a tecnologia com potencial de causar a extinção humana

Foto: Jonathan Kemper/Unsplash.

Duas semanas depois que os membros do Congresso questionaram o CEO da OpenAI, Sam Altman, sobre o potencial das ferramentas de inteligência artificial para espalhar desinformação, interromper eleições e eliminar empregos, ele e outros do setor vieram a público com uma possibilidade mais grave: um apocalipse da Inteligência Artificial (IA).

Altman, cuja empresa está por trás da ferramenta de chatbot viral ChatGPT, juntou-se ao CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, ao CTO da Microsoft, Kevin Scott, e a dezenas de outros pesquisadores de IA e líderes empresariais na assinatura de uma carta de uma frase no mês passado afirmando: “Mitigando o risco de extinção pela IA deve ser uma prioridade global ao lado de outros riscos em escala social, como pandemias e guerra nuclear”.

O aviso foi amplamente divulgado na imprensa, com alguns sugerindo que mostrava a necessidade de levar esses cenários apocalípticos mais a sério. Mas também destaca uma dinâmica importante no Vale do Silício no momento: os principais executivos de algumas das maiores empresas de tecnologia estão simultaneamente dizendo ao público que a IA tem o potencial de causar a extinção humana, ao mesmo tempo em que correm para investir e implantar essa tecnologia em produtos que atingir bilhões de pessoas.

A dinâmica também ocorreu em outros lugares recentemente. O CEO da Tesla, Elon Musk, por exemplo, disse em uma entrevista na TV em abril que a IA poderia levar à “destruição da civilização”.

Mas ele continua profundamente envolvido com a tecnologia por meio de investimentos em seu amplo império empresarial e disse que quer criar um rival para as ofertas de IA da Microsoft e do Google.

Da esquerda para a direita: CTO da Microsoft, Kevin Scott, CEO da OpenAI, Sam Altman, CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis. / Joy Malone/David Ryder/Bloomberg/Joel Saget/AFP/Getty Images

Alguns especialistas da indústria de IA dizem que focar a atenção em cenários distantes pode desviar a atenção dos danos mais imediatos que uma nova geração de poderosas ferramentas de IA pode causar a pessoas e comunidades, incluindo espalhar desinformação, perpetuar preconceitos e permitir a discriminação em vários serviços.

“Os motivos pareciam ser mistos”, disse Gary Marcus à CNN, pesquisador de IA e professor emérito da Universidade de Nova York que testemunhou perante legisladores ao lado de Altman no mês passado.

Alguns dos executivos provavelmente estão “genuinamente preocupados com o que desencadearam”, disse ele, mas outros podem estar tentando focar a atenção em “possibilidades abstratas para diminuir as possibilidades mais imediatas”.

Representantes do Google e da OpenAI não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Em um comunicado, um porta-voz da Microsoft disse: “Estamos otimistas sobre o futuro da IA ​​e achamos que os avanços ​​resolverão muito mais desafios do que apresentam, mas também temos sido consistentes em nossa crença de que, quando você cria tecnologias que podem mudar o mundo, você também deve garantir que a tecnologia seja usada com responsabilidade.”

Preocupações imediatas versus “cenários de ficção científica”

Para Marcus, um autodenominado crítico do hype da IA, “a maior ameaça imediata da IA ​​é a ameaça à democracia da produção em massa de desinformação convincente”.

Ferramentas de IA generativas, como o ChatGPT e o Dall-E da OpenAI, são treinadas em vastos tesouros de dados online para criar trabalhos escritos e imagens atraentes em resposta às solicitações do usuário.

Com essas ferramentas, por exemplo, pode-se rapidamente imitar o estilo ou semelhança de figuras públicas na tentativa de criar campanhas de desinformação.

Em seu depoimento perante o Congresso americano, Altman também disse que o potencial da IA ​​ser usada para manipular os eleitores e direcionar a desinformação estava entre “minhas áreas de maior preocupação”.

Mesmo em casos de uso mais comuns, no entanto, há preocupações. As mesmas ferramentas foram criticadas por oferecer respostas erradas às solicitações do usuário, respostas totalmente “alucinantes” e potencialmente perpetuar preconceitos raciais e de gênero.

Gary Marcus, professor emérito da Universidade de Nova York, à direita, ouve Sam Altman, diretor executivo e cofundador da OpenAI, falar durante uma audiência do Subcomitê Judiciário do Senado em Washington, DC, EUA, na terça-feira, 16 de maio de 2023. Congresso está debatendo o potencial e as armadilhas da inteligência artificial à medida que produtos como o ChatGPT levantam questões sobre o futuro das indústrias criativas e a capacidade de distinguir fatos de ficção. / Eric Lee/Bloomberg/Getty Images

Emily Bender, professora da Universidade de Washington e diretora de seu Laboratório de Linguística Computacional, disse à CNN que algumas empresas podem querer desviar a atenção do viés embutido em seus dados e também de reivindicações sobre como seus sistemas são treinados.

Bender citou preocupações de propriedade intelectual com alguns dos dados em que esses sistemas são treinados, bem como alegações de empresas que terceirizam o trabalho de passar por algumas das piores partes dos dados de treinamento para trabalhadores de baixa remuneração no exterior.

“Se o público e os reguladores puderem se concentrar nesses cenários imaginários de ficção científica, talvez essas empresas possam se safar do roubo de dados e das práticas de exploração por mais tempo”, disse Bender à CNN.

Influenciando reguladores

Os reguladores podem ser o verdadeiro público-alvo das mensagens apocalípticas da indústria de tecnologia.

Como diz Bender, os executivos estão basicamente dizendo: “’Essa coisa é muito, muito perigosa, e nós somos os únicos que sabemos como controlá-la’”.

A julgar pelo comparecimento de Altman perante o Congresso, essa estratégia pode funcionar. Altman pareceu conquistar Washington ao ecoar as preocupações dos legisladores sobre a IA – uma tecnologia que muitos no Congresso ainda estão tentando entender – e oferecer sugestões de como lidar com isso.

Essa abordagem da regulamentação seria “extremamente problemática”, disse Bender. Isso poderia dar à indústria influência sobre os reguladores encarregados de responsabilizá-la e também deixar de fora as vozes e contribuições de outras pessoas e comunidades que sofrem impactos negativos dessa tecnologia.

“Se os reguladores se orientarem para as pessoas que estão construindo e vendendo a tecnologia como os únicos que poderiam entender isso e, portanto, podem informar como a regulamentação deve funcionar, realmente perderemos”, disse Bender.

Bender disse que tenta, em todas as oportunidades, dizer às pessoas que “essas coisas parecem muito mais inteligentes do que são”.

Como ela disse, isso ocorre porque “somos tão inteligentes quanto somos” e a maneira como entendemos a linguagem, incluindo as respostas da IA, “é na verdade imaginando uma mente por trás disso”.

Por fim, Bender apresentou uma pergunta simples para a indústria de tecnologia sobre IA: “Se eles acreditam honestamente que isso pode estar causando a extinção humana, então por que não parar?”.

Créditos: CNN


Foto: Gil Sóter / g1.

O presidente da República cumpriu agenda no Pará neste sábado (17). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou na base aérea de Belém por volta das 19h30 de sexta-feira e foi recebido por políticos paraenses, incluindo o governador Helder Barbalho (MDB) e o prefeito de Belém Edmilson Rodrigues (PSOL).

Na manhã de sábado, o presidente embarcou de helicóptero, por volta de 9h, para o município de Abaetetuba, na região nordeste, onde fez a entrega de 222 casas populares do programa “Minha Casa Minha Vida” no Residencial Angelin.

Um vídeo que circula na internet mostra uma série de vaias durante o evento. Presente à solenidade, Helder Barbalho pegou o microfone para tentar amenizar as manifestações:

“Hoje não é dia de hostilizar ninguém. É dia de festa em prol do povo de Abaetetuba”, pediu. “Peço ao povo de Abaetetuba, educado, gentil e civilizado, que ouça a prefeita e que façamos uma festa para comemorar esse momento”, emendou.

Veja o vídeo a seguir:

https://twitter.com/juniormelorn_/status/1670389500667650048?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1670389500667650048%7Ctwgr%5Ec568cddfe3156c66b98025e12f063aa0a88e5c47%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fterrabrasilnoticias.com%2F2023%2F06%2Fdiscurso-em-evento-com-lula-e-tomado-por-vaias-veja-video%2F

Informações TBN


Weintraub diz que bolsonarismo é “uma lepra”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação durante o governo Jair Bolsonaro, disparou nas redes sociais contra o ex-chefe.

Em publicação no Twitter, ele afirmou:

“Após tudo o que já foi revelado, hoje não há inocentes no PL do Valdemar, não existe bolsonarista vítima. Todos são cúmplices! Todos são coniventes! O bolsonarismo é uma lepra!”

No tuíte, Weintraub publicou o print de uma matéria sobre a possível expulsão do tenente-coronel Mauro Cid do Exército.

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Segundo Bela Megale, do jornal O Globo, a revelação das novas conversas golpistas no celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro aumentaram as chances de o coronel ser expulso do Exército.

Créditos: O Antagonista.


Diferentes produtos da marca Paçoquita - Divulgação
Diferentes produtos da marca Paçoquita Imagem: Divulgação

Com vendas de mais de 1 milhão de unidades por dia, a Paçoquita é o maior sucesso de público do Grupo Santa Helena. Hoje existem diferentes versões da paçoca: com chocolate, com aveia e até uma versão “esporte”, com 24% de whey protein. Saiba como a empresa surgiu e os números da gigante do amendoim.

Gigante da paçoca

A Santa Helena foi fundada em março de 1942, em Ribeirão Preto (SP), por José Marques Telles. Com a ajuda de três de seus filhos e poucos equipamentos, a empresa fazia doces para serem vendidos por ambulantes.

A venda de doces para pequenos comerciantes foi a principal atividade da empresa por décadas. A Santa Helena cresceu e ganhou estrutura ao longo do tempo. Em 1982, é inaugurada uma nova fábrica, com foco em produtos à base de amendoim.

Em 1982 acontece o “pulo do gato” da Santa Helena, quando é lançada a Paçoquita. Nos últimos 40 anos o doce se tornou referência no mercado e hoje é encontrado em diferentes versões: com chocolate, diet, com aveia, a versão cremosa. Há até uma versão “esporte”, com 24% de whey protein e o cappuccino Paçoquita.

A Paçoquita é muito querida e amada pelos brasileiros, com mais de 1 milhão de unidades comercializadas diariamente.
Thiago Leal, gerente corporativo de inovação e novos negócios

A Paçoquita original é feita com apenas três ingredientes: amendoim, sal e açúcar. A empresa diz controlar todas as etapas de produção e distribuição, desde o plantio do amendoim até a chegada do doce aos pontos de venda.

É durante as festas juninas que a Paçoquita tem seu pico de vendas. Segundo a Santa Helena, as vendas no período costumam ser 20% maiores que no restante do ano.

Ao todo, a empresa conta com mais de 150 produtos. A produção inclui as marcas Paçoquita, Mendorato, Amindus, Crokíssimo, Troféu e a linha Cuida Bem, de itens saudáveis.

Líder do amendoim

Com a Paçoquia, a Santa Helena alcançou a liderança do segmento de doces e confeitos à base de amendoim. A empresa responde por quase 25% dos alimentos à base de amendoim consumidos no Brasil.

O Grupo Santa Helena é formado pelas empresas Santa Helena Alimentos e Terranuts, unidade beneficiadora de amendoim. O grupo fechou 2022 com receita líquida de R$ 870 milhões, crescimento superior a 30% sobre 2021. A receita líquida de exportação do grupo atingiu R$ 200 milhões, com crescimento superior a 35% sobre 2021.

As exportações também são importantes. A receita líquida com exportações em 2022 foi de R$ 200 milhões, crescimento de 35% sobre o resultado de 2021. Atualmente, a companhia exporta para mais de 15 países, entre eles Argentina, EUA e Japão.

Mercado promissor

Ainda há espaço para o crescimento do mercado de amendoim brasileiro. Segundo a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas), entre julho de 2020 e junho de 2021, houve um aumento de 8,6% no consumo de produtos industrializados feitos com amendoim. O brasileiro consome, em média, 1,1 kg da leguminosa por ano —isso mesmo, o amendoim é um legume com origem no continente americano.

As exportações são outra possibilidade de expansão para o amendoim brasileiro.Segundo a Abicab, o Brasil é reconhecido pela qualidade e segurança de sua produção de amendoim.

Aproximadamente 70% do amendoim in natura colhido no país é destinado ao mercado externo. Ele é vendido para mais de 90 países, sendo que Rússia e Argélia são os principais destinos, respondendo por aproximadamente 34% e 14% das exportações brasileiras, respectivamente.

Por causa da demanda, a produção brasileira de amendoim passou de 346,8 mil toneladas na safra 2014-15 para cerca de de 895 mil toneladas na safra 2022-23, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O crescimento de 157,5% em oito anos mostra o potencial do mercado, afirma o economista Ronaldo Pagliotto.

Informações UOL