Mãe dos três filhos do apresentador, Rose Miriam ficou de fora do testamento e briga na Justiça para ter direito a 50% da herança. Testamento deixado por Gugu dá 75% dos bens aos filhos e 25% a cinco sobrinhos. Rose chegou a ser questionada sobre vida íntima.
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— Foto: Arquivo pessoal
Um aumento nas buscas relacionadas à vida pessoal de Gugu Liberato foi percebida no Google desde que a herança do apresentador, morto em 2019 nos Estados Unidos, voltou a ser discutida na 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central de São Paulo nesta semana.
A família dividida, as intimidades expostas, as audiências adiadas, as manifestações nas redes sociais de envolvidos, as especulações do público, e o fato de o processo estar sob segredo de Justiça, marcam o caso.
Feito em 2011, o testamento não incluiu Rose e distribuiu a herança, avaliada em R$ 1 bilhão, da seguinte forma:
Rose não aparece no testamento e, segundo “O Globo”, só assinou documento abrindo mão da herança porque estava sob efeito de remédios, com um “quadro delirante”.
Gugu repassava em vida US$ 10 mil mensais para que Rose Miriam cobrisse despesas pessoais e da casa da família em Orlando, nos Estados Unidos. Em 2021, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o valor deveria ser mantido e pago pelo espólio do apresentador.
Rose alega que a quantia não foi paga de maneira correta e cobra os valores. Ela também pede que a Justiça reconheça sua união estável com Gugu ao longo dos 20 anos em que viveram juntos.
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Gugu Liberato e Rose — Foto: Reprodução/TV Globo
Caso fique comprovada a relação estável de Rose com o apresentador, ela terá direito a metade da herança. Os outros 50% ficariam com os três filhos. Os cinco sobrinhos citados no testamento deixado por Gugu deixariam de ter direito ao patrimônio.
Rose Miriam e as filhas Marina e Sofia são representadas pelo advogado Nelson Wilians, enquanto a irmã do apresentador, Aparecida Liberato, e o filho João Augusto são representados pelo advogado Dilermando Cigagna.
Procurado, Cigagna disse que não comenta o caso. Wilians comentou brevemente que “as gêmeas Marina e Sofia sempre estiveram ao lado da mãe na busca dela pelo reconhecimento de união estável na Justiça”.
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Marina, filha de Gugu, chega ao Fórum acompanhada do advogado — Foto: Divulgação
Ainda não se sabe. A Justiça adiou dois dias de audiências previstas para terça (23) e quarta-feira (24), depois de ouvir as gêmeas na segunda (22). O juiz da 9ª Vara de Família e Sucessões do foro Central, que analisa o pedido de união estável, remarcou as sessões para junho sob alegação de que a medida foi tomada para que todas as testemunhas sejam ouvidas.
Após a morte, o chefe de cozinha Thiago Salvático alegou ter se relacionado com Gugu e que os dois eram companheiros. A mesma 9ª Vara da Família e Sucessões da Justiça de São Paulo considerou que os dois eram amigos e julgou o caso como extinto “sem exame de mérito”. Cabe recurso.
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Gugu e Thiago em viagem — Foto: Reprodução
Na segunda-feira (22), as filhas gêmeas de Gugu, Marina e Sofia, participaram da primeira audiência e se posicionaram a favor da mãe. Elas moram nos Estados Unidos e desembarcaram em São Paulo na sexta-feira (19) passada. Após as primeiras oitivas, Marina publicou uma foto nos Stories visitando os estúdios da GGP Produções, fundados em 1999 pelo apresentador e empresário. “Muito bom voltar a esse lugar que nosso pai construiu com tanto carinho e que ele tanto gostava. Amei e pretendo voltar muitas vezes”, escreveu no seu perfil.
Presente na audiência, João Augusto Liberado negou que ficou em silêncio em depoimento à Justiça de forma proposital. “Não é verdade que preferi ficar calado durante a audiência, não me manifestei porque não era o momento de me ouvir”, escreveu no seu perfil no Instagram após meses afastado da rede social.
O que aconteceu depois foi uma sequência de informações desencontradas. Perguntas direcionadas à Rose pela defesa de Aparecida Liberato, irmã de Gugu, começaram a circular sem confirmação de nenhum dos lados.
O g1 confirmou que Dilermando Cigagna, advogado que defende os interesses de Aparecida e João, perguntou à Rose detalhes da sua vida íntima com Gugu. A pergunta foi reprovada pelo juiz do caso, José Walter Chacon Cardoso.
“Não é impertinente, mas é constrangedor. Porque eu não sei quando o meu pai…” diz uma voz que é interrompida por outra: “Posso responder? Eu quero!”.
Informações G1

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países façam as “reformas necessárias” para suportar uma próxima pandemia. Ele fez a advertência na segunda-feira 22, durante a assembleia anual da OMS.
“Se não fizermos as mudanças que precisam ser feitas, quem fará?”, perguntou Tedros, semanas depois de a organização decretar o fim da emergência global para a pandemia de covid-19. “E se não fizermos agora, quando?”publicidade
O chefe da OMS disse que tais medidas precisam ser tomadas com celeridade, porque a próxima pandemia está fadada a “bater à porta”. “Não podemos empurrar com a barriga”, advertiu Tedros.

A Assembleia Mundial da Saúde coincide com o 75º aniversário da OMS. O evento terá duração de dez dias.
Os 194 Estados membros da OMS negociam reformas nas regras que fixam suas obrigações no caso de uma ameaça internacional de saúde. Os países também trabalham para elaborar um tratado pandêmico mais amplo, o que deve ser consolidado em 2024. “Um compromisso desta geração é importante, porque é esta geração que experimentou quão terrível um pequeno vírus pode ser”, disse Tedros.
O diretor-geral da OMS também avaliou o estágio da covid-19 no mundo. “Permanece a ameaça do surgimento de outra variante, que pode causar novos surtos de doenças e mortes”, alertou. “A ameaça de outro patógeno emergente com potencial ainda mais mortal continua. As pandemias estão longe de ser a única ameaça que enfrentamos. Em um mundo de crises sobrepostas e convergentes, uma arquitetura eficaz para a preparação e para a resposta a emergências de saúde deve abordar emergências de todos os tipos.”
Informações Revista Oeste

Os advogados que atuam na defesa de Jair Bolsonaro (PL-RJ) informaram à coluna que decidiram entregar para a PF (Polícia Federal), de modo voluntário, os extratos bancários da conta pessoal do ex-presidente relativos aos últimos 48 meses, ou seja, desde 2019.
A ideia, segundo a defesa, é mostrar que os pagamentos feitos com dinheiro vivo, a pedido de Michelle, teriam como origem dinheiro que saiu da conta de Bolsonaro.
“A defesa tem absoluta convicção no encontro de centavos entre saídas de recursos e pagamentos de despesas e boletos”, informaram os advogados, por nota. A defesa, porém, ainda não afirmou quando isso será realizado. A expectativa é que seja nos próximos dias. Fábio Wajngarten, ex-secretário da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) e advogado que atua na defesa de Bolsonaro já tinha mencionado em uma entrevista coletiva, na semana passada, que ofertaria documentos, extratos e contabilidade sobre o caso.
O UOL revelou, em reportagem do colunista Aguirre Talento, que a PF encontrou no telefone celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, uma série de cópias de boletos e mensagens que mostram como eram feitos os pedidos para saques em dinheiro vivo e pagamentos para atender a então primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Reportagens do UOL desde a semana passada mostraram que a ordem durante a gestão de Bolsonaro era usar dinheiro vivo para o pagamento dessas despesas da primeira-dama e que Mauro Cid manifestou preocupação que o caso fosse caracterizado como uma “rachadinha”, semelhante à acusação feita contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A PF inclusive detectou depósitos feitos por Mauro Cid para a conta de Michelle. O UOLtambém revelou que uma empresa com contrato na Codevasf fez repasses a um funcionário da Ajudância de Ordens que era responsável por sacar dinheiro vivo para pagar despesas da primeira-dama.
As mensagens eram enviadas a Mauro Cid por duas assessoras dela, Cintia Nogueira e Giselle Carneiro, que costumavam se referir a Michelle como “dama” ou pela sigla “PD”. Cid foi preso no último dia 3 de maio por suspeita de um esquema de fraude em certificados de vacina.
A defesa do ex-presidente e da ex-primeira-dama afirma que as despesas de Michelle Bolsonaro eram custeadas com recursos da conta pessoal de Bolsonaro. A PF apura se existiu desvio de recursos públicos.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a quebra do sigilo telemático de Cid após a investigação do vazamento de um inquérito do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As conversas estavam salvas na nuvem de seu aparelho celular. Após constatar a suspeita de desvios de recursos públicos, Moraes também autorizou a quebra do sigilo bancário de Cid e de outros funcionários do Planalto.
A PF encontrou, nos primeiros diálogos analisados, um conjunto de 13 comprovantes de depósitos em dinheiro vivo feitos por Cid na conta de Michelle entre março e agosto de 2021, que totalizaram R$ 21.500. A investigação agora analisa as quebras de sigilo bancário para identificar as transações entre 2019 e 2022, durante toda a gestão de Bolsonaro.
Na análise inicial, a PF identificou dez solicitações de saques em dinheiro vivo feitas pelas assessoras de Michelle a Mauro Cid entre março e outubro de 2021, totalizando cerca de R$ 5.600.
Nos diálogos, as assessoras da então primeira-dama ordenam pagamentos para serviços prestados a ela, como costureira, podóloga e até mesmo um veterinário. Também pedem depósitos mensais para Rosimary Carneiro, que era titular do cartão de crédito usado pela então primeira-dama, e para familiares de Michelle.
Informações UOL

As medidas que enfraquecem o Ministério do Meio Ambiente e minam os compromissos do Brasil na questão climática ameaçam também abalar a estratégia de inserção internacional do país.
Diplomatas e atores políticos brasileiros, argentinos e europeus consultados pelo UOL afirmam que, se confirmada a guinada no Brasil em temas relacionados à questão climática, as possibilidades de que o tratado comercial com a UE avance ficam ainda mais distantes.
Além de um abalo no acordo, existem temores de que recursos prometidos para o Fundo Amazônia ou a cooperação bilateral possam ser afetados ou pelo menos questionados pelos parceiros estrangeiros. A própria posição de debilidade de Marina Silva como ministra de Meio Ambiente é considerada já no exterior como um fator a ser considerado em eventuais conversas sobre os compromissos do novo governo brasileiro.
Se o governo Lula indicou que quer sediar uma Cúpula da Amazônia em agosto e ainda receber a Conferência da ONU sobre o Clima, em 2025, os acontecimentos nos últimos dias acenderam um alerta entre diplomatas e governos estrangeiros.
Uma das vítimas de uma mudança na postura do Brasil seria o acordo comercial com a Europa. O governo de Jair Bolsonaro fechou o entendimento com a UE em 2019. Mas, para que fosse finalizado e ratificado, os europeus exigiam que sua administração desse provas de que estava disposta a lidar com o desmatamento. Como Bolsonaro foi na direção oposta, o acordo foi congelado, enquanto os europeus esperavam o fim de seu governo.
Uma nova esperança apareceu quando Lula assumiu compromissos públicos de fazer uma profunda mudança na questão ambiental brasileira. Mas os atritos começaram uma vez mais com os europeus depois que Bruxelas apresentou, em abril, uma proposta de acordo no qual o Brasil assumiria novos compromissos que iriam para além do Acordo de Paris.
O Itamaraty considerou a proposta como inadequada e alertou que aquilo não poderia ser a base de uma nova negociação.
Mas um dos argumentos do governo Lula era de que essas exigências não seriam necessárias, já que a nova administração estava empenhada na proteção ambiental e na queda do desmatamento.
Na avaliação de diplomatas, portanto, se o Congresso aprovar o enfraquecimento da capacidade do estado em lidar com a questão ambiental, são os próprios negociadores brasileiros que ficam sem argumentos nas conversas com os europeus. “Estamos correndo o risco de ver sepultado o acordo”, admitiu um deles.
Para os europeus, por outro lado, sem garantias de que há uma mudança real na postura do Brasil, não há espaço para se pensar em assinar um acordo.
O especialista em política internacional, Carlos Rittl, acredita que os europeus deveriam ter ficado atentos com o Congresso e as eventuais barganhas que poderiam existir. Segundo ele, a UE deveria ter alertado que “retrocessos poderiam levar o “impulso Lula” em favor de um acordo comercial para o buraco”.
A própria ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alertou que esse poderia ser um dos impactos internacionais das medidas adotadas no Brasil.
“Não basta a credibilidade do presidente Lula, ou da ministra do Meio Ambiente. O mundo vai olhar para o arcabouço legal e ver que a estrutura do governo não é a que ganhou as eleições, é a estrutura do governo que perdeu. Isso vai fechar todas as nossas portas”, disse, em audiência na Comissão de Meio Ambiente da Câmara.
Segundo ela, as mudanças podem colocar em xeque o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, uma vez que os europeus vêm tentando impor restrições ambientais firmes para a assinatura do termo”, disse. Ela chamou ainda de “desserviço” “qualquer tentativa de desmontar o sistema ambiental brasileiro”.
Dentro do Itamaraty, uma parcela dos embaixadores acredita que Lula precisa voltar a focar no tema ambiental, como carta de inserção do Brasil no mundo. E não em seu envolvimento numa suposta tentativa de facilitar um eventual acordo entre Ucrânia e Rússia.
Segundo diplomatas envolvidos na negociação, o Brasil ainda está entregando “de bandeja” aos protecionistas europeus justificativas plausíveis para não querer um acordo. Em diferentes partes da UE, o setor agrícola tenta frear a abertura de mercados, em um processo que existe desde o ano 2000.
“Mas, agora, contam com um poderoso escudo ambiental”, alertou um negociador. “São oportunistas. Mas quem vai argumentar contra a proteção da floresta?”.
Para negociadores envolvidos no processo, a situação no Congresso brasileiro adiciona mais um complicador a um acordo que já estava sendo “bombardeado por todos os lados”.
Informações UOL

Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
A Câmara dos Deputados vota na noite desta quarta-feira quatro destaques ao arcabouço fiscal, cujo texto principal foi aprovado na véspera. São sugestões de alterações feitas pelo PL para alterar o projeto de lei. A proposta foi aprovada por 372 votos a favor e 108 contra.
Na primeira votação, a Câmara manteve o artigo que artigo que estabelece que o descumprimento da meta fiscal não configura infração à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), desde que o gestor tenha tomado medidas como o contingenciamento (bloqueio preventivo de gastos) e os gatilhos de contenção de despesas.
As metas fiscais anuais serão definidas no começo de cada governo. Ela é calculada pela diferença entre receitas e despesas. O governo Lula tem como meta zerar o déficit em 2024, gerar um superávit de 0,5% do PIB em 2025 e 1% do PIB em 2026.
O Globo

Foto: Patrick T. FALLON / AFP
O Procon-SP anunciou nesta quarta-feira (24) que notificou a Netflix pela nova política da empresa de cobrar um adicional de R$ 12,90 por mês de usuários que compartilham suas senhas da plataforma com outras pessoas fora de sua residência.
Em comunicado, o órgão explicou o que busca com a notificação, enviada depois de receber diversas reclamações de consumidores sobre a gigante do streaming:
A Netflix explica que o titular da conta pode adquirir um ponto extra por R$ 12,90 ou transferir o perfil da outra pessoa, que, por sua vez, terá que arcar com uma nova assinatura.
“A conta Netflix deve ser usada por uma única residência. Todas as pessoas que moram nesta mesma residência podem usar a Netflix onde quiserem, seja em casa, na rua, ou enquanto viajam”, explica a empresa.
Em abril de 2022, a Netflix reportou uma perda de 200 mil assinantes entre janeiro e março daquele ano. Segundo a Bloomberg, em balanços trimestrais, foi a primeira vez que a gigante do streaming registrou resultado negativo nesse quesito desde 2011.
Na época, a Netflix destacou o aumento da competição no segmento e apontou que tem perdido oportunidades de elevar o número de pagantes por conta de senhas compartilhadas.
A empresa estima que 100 milhões de usuários desfrutam de senhas compartilhadas em todo o mundo.
Informações G1

Com o recente anúncio da nova política de preços da Petrobras em relação à gasolina, o combustível já começa a ficar mais barato nas bombas de abastecimento.
Contudo, o custo da gasolina ao consumidor continua sujeito à cotação internacional do petróleo com o qual é fabricada no mercado internacional.
Os carros elétricos são substitutos naturais para veículos movidos por derivados do petróleo, mas existem alternativas: empresas como a Porsche estão investindo em uma gasolina sustentável e ecológica. A marca alemã, inclusive, já fabrica no Chile essa gasolina sem petróleo, também conhecida como e-fuel ou gasolina sintética.
Uma das vantagens é que ela dará uma sobrevida aos veículos a combustão, sem gastar uma gota de petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima hidrogênio e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.
Além da Porsche, o governo alemão e marcas como Audi e Bosch têm investido nessa tecnologia.
Ao mesmo tempo, a Fórmula 1 avalia a adoção do e-fuel a partir de 2025, quando deverá entrar o novo regulamento de motores, mantendo a propulsão híbrida já adotada, porém com o novo combustível e mais eletrificação. Esse seria o caminho para a mais importante categoria do automobilismo mundial não migrar, ao menos por ora, para motores totalmente elétricos.
A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garanta a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível auxílio elétrico. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.
A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, encerraria a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.
De acordo com o engenheiro Everton Lopes, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de neutralizar na respectiva produção o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.
Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.

A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o engenheiro.
O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como eletrólise.
“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.
“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de ser obtido e refinado”, conclui.
O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.
Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas. Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.
Informações UOL Carros
Javier Tebas quer mudanças legislativas para que a liga espanhola tenha poderes punitivos para encarar o problema de maneira mais eficiente
Presidente da La Liga, Javier Tebas, em entrevista à Reuters 24/05/2023REUTERS/Guillermo Martinez
Por Fernando Kallas, da Reuters
O presidente de La Liga, Javier Tebas, pediu desculpas nesta quarta-feira pelos comentários publicados na internet contra o atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, após jogador brasileiro denunciar nas redes sociais os insultos racistas que recebeu durante uma partida e a falta de ação da liga espanhola.
O jogo do Real Madrid contra o Valencia, no último domingo, foi paralisado por 10 minutos, com Vinícius apontando para torcedores que o estavam insultando, antes de ele se envolver em uma confusão com adversários que o levou a ser expulso.
“Bom, parece que o resultado não tem sido muito bom, certo?”, disse Tebas, em entrevista à Reuters, referindo-se aos seus muito criticados comentários no Twitter, nos quais sugeriu que Vinicius deveria aprender mais sobre o que a liga estava fazendo para combater o racismo, “antes de criticar e difamar La Liga”.
“A todos que entenderam que foi um erro pela forma e pelo momento… eu peço desculpas”, disse, acrescentando que não era sua intenção atacar Vinícius e culpando “o calor do momento”.
Eu peço desculpas a Vinicius e a todos que entenderam que eu estava atacando ViniciusJavier Tebas, presidente de La Liga
Ele afirmou que se sentiu “impotente” para enfrentar o racismo no futebol porque, pela lei espanhola, a La Liga pode apenas identificar e relatar incidentes racistas. Tebas pediu mudanças legislativas para que tenha poderes punitivos para encarar o racismo de maneira mais eficiente.
“Se recebermos essas capacidades, encerraríamos isso em questão de meses”, disse Tebas, culpando a falta de vontade daqueles que “têm o poder de impor isso”.
Informações CNN

O Brasil vive uma fase de aumento nas denúncias e flagras de trabalho análogo à escravidão, mas não está sozinho. Os Estados Unidos aparecem à frente na estimativa do Índice de Escravidão Global 2023, divulgada nesta quarta-feira (24), em Londres, pela Walk Free, organização internacional de direitos humanos especialista neste assunto.
O ranking aponta os Estados Unidos como um dos 10 países com o maior número de pessoas em situação de escravidão contemporânea no mundo. Em números totais, os americanos aparecem no 10º lugar, com 1,1 milhão de pessoas nessa situação. O país está uma posição à frente do Brasil, que tem 1,05 milhão de pessoas escravizadas.
Quando considerada a prevalência de escravizados em relação ao tamanho da população, a Coreia do Norte surge na frente, com 104,6 de pessoas vivendo em escravidão para cada mil habitantes. No Brasil, são 5 pessoas para cada mil.
Estima-se que 50 milhões de pessoas viviam em situação de escravidão contemporânea em 2021, em levantamento divulgado no ano passado pela Organização Internacional do Trabalho em parceria com a Organização Internacional para Migração e a Walk Free.
Os EUA são vistos como um dos países que têm dado respostas mais contundentes como forma de enfrentar a situação, aparecendo ao lado de Holanda, Reino Unido, Austrália, Portugal, Irlanda, Noruega, Espanha e Suécia.
Coreia do Norte, Eritreia, Irã, Líbia, Somália, Guiné Equatorial, Rússia, Gabão e Chade são vistos como os menos ativos.
Países como Sudão do Sul, Afeganistão, Palestina, Síria e Iêmen foram excluídos do levantamento por viverem situação de conflito, com governos em dificuldade para colocar ações em prática.
Informações UOL

Relator da medida provisória que define a nova estrutura dos ministérios, o deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) é considerado no Congresso o homem de ligação entre os dois maiores adversários na política de Alagoas: o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e o senador Renan Calheiros (MDB). Isnaldo faz a ponte entre os dois especialmente quando ambos precisam trabalhar juntos pelo governo.
E foi justamente isto o que ocorreu com o relatório apresentado nesta terça-feira (23), pelo deputado na comissão especial encarregada de votar a MP. O texto retira do ministério comandado por Marina Silva o controle do Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro público usado pelo governo para controlar o desmatamento e manter uma base de dados sobre os imóveis rurais. Pela proposta, o cadastro passe para o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Segundo o relatório, Marina também perde influência sobre a Agência Nacional de Águas (ANA) e a política nacional de recursos hídricos, que seriam transferidas para o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. A ANA ficaria com a regulação do saneamento básico e o Ministério das Cidades ganharia maior poder de decisão sobre os recursos hídricos.
Marina entendeu o recado, passado pelo Congresso e pelo Planalto um dia após o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) suspender os trabalhos iniciados pela Petrobras para exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas. A ministra tem dito a seus assessores que está disposta a negociar uma solução com o Congresso, mas, se tudo ficar como proposto por Isnaldo Bulhões, não hesitará em deixar o cargo.
Ela declarou, na terça-feira mesmo, que o desmonte de sua pasta é “um desserviço à sociedade brasileira”, mas convidou o deputado para uma conversa sobre a medida provisória nesta quarta-feira (24). Reservadamente, tem dito não acreditar que o presidente Lula concorde com o desmonte. No entanto admite não ter boa relação com Arthur Lira, nem com Renan Calheiros, muito menos com o centrão, e que acredita estar sendo alvo de pressões devido à exploração de petróleo na Amazônia.
Desde que o Ibama suspendeu as atividades da Petrobras, são sucessivos os discursos na Câmara e no Senado contra a sua atuação. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, eleito pelo Amapá, anunciou a desfiliação da Rede, o partido de Marina, em protesto contra o gesto do Ibama.
Até o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), normalmente comedido, declarou em entrevista ao UOL que o estado do Amapá tem o direito aos royalties da exploração do petróleo na região. O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, que foi indicado para o cargo por Pacheco, protestou com o presidente Lula contra a suspensão dos trabalhos da Petrobras.
Informações UOL