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O fundador do Partido Republicano venceu nas 16 regiões do país

José Antonio Kast Foto: EFE/ Elvis González

O candidato de direita José Antonio Kast venceu neste domingo (14) as eleições presidenciais do Chile, derrotando no segundo turno a esquerdista Jeannette Jara por uma ampla margem de quase 18 pontos percentuais.

Quando 83,4% da apuração estava concluída, segundo dados do Serviço Eleitoral (Servel), o ex-deputado, de 59 anos, tinha 58,61% dos votos, contra 41,39% da ex-ministra, de 51 anos e aliada do atual presidente, Gabriel Boric.

O fundador do Partido Republicano venceu nas 16 regiões do país, incluindo redutos de esquerda como Valparaíso e a região metropolitana de Santiago e teve diferença expressiva nas áreas de mineração do norte e nas agrícolas do sul.

– Há alguns minutos, recebemos a ligação de Jara – disse Arturo Squella, braço direito de Kast e presidente do Partido Republicano.

– Nos sentimos muito orgulhosos do trabalho realizado, muito responsáveis por este tremendo sacrifício de encarar as crises pelas quais o Chile está passando – acrescentou Squella.

Esta é a segunda maior vitória eleitoral desde o retorno do Chile à democracia, atrás apenas do triunfo por 24,3 pontos da ex-presidente de esquerda Michelle Bachelet sobre a conservadora Evelyn Matthei em 2013.

Kast é o primeiro simpatizante declarado do ex-ditador Augusto Pinochet a chegar ao Palácio de la Moneda no período democrático.

Pai de 9 filhos e católico fervoroso, Kast receberá a faixa presidencial em 11 de março das mãos de Boric, contra quem perdeu por ampla margem nas eleições presidenciais de 2021.

Desde 2006, o poder tem se alternado entre esquerda e direita no Chile, e nenhum presidente entregou a faixa presidencial a um sucessor do mesmo ramo político.

A campanha girou quase de forma monotemática em torno do aumento da criminalidade e da imigração ilegal, apesar de o Chile continuar sendo um dos países mais seguros do continente, com uma taxa de homicídios de 6 por cada 100 mil habitantes.

Kast, com fortes vínculos com outros líderes de direita latino-americanos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, prometeu a expulsão massiva de imigrantes ilegais e a construção de presídios de segurança máxima com isolamento total para líderes do narcotráfico.

O político, que em sua terceira tentativa conseguiu chegar à presidência, terá que lidar com um Legislativo sem forças majoritárias, onde o bloco de direita está a dois assentos da maioria no Congresso (76 de 155) e empatado com a esquerda no Senado.

*EFE


Primeira fase acontece entre os dias 11 de janeiro a 22 de fevereiro

Foto: Letícia Martins/EC Bahia

A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou a tabela detalhada dos jogos da primeira fase do Campeonato Baiano 2026. O Bahia conheceu as datas e os horários dos seus compromissos na etapa inicial do estadual.

A estreia do Esquadrão de Aço será contra o Jequié no dia 11 de janeiro, um domingo, às 16h, na Arena Fonte Nova. Três dias depois, o Tricolor visita o Bahia de Feira, às 19h15, na Arena Cajueiro. Já o clássico Ba-Vi ficou para o dia 25 do mesmo mês, às 16h, no Barradão, pela quinta rodada.

O Esquadrão de Aço vai lutar para conquistar o 51º título baiano da sua história. A última vez que levantou o caneco foi em 2025 quando levou a melhor sobre o Vitória vencendo a final pelo placar agregado de 3 a 1. O time do técnico Rogério Ceni bateu o rival por 2 a 0, no primeiro jogo da decisão, na Fonte Nova. Depois, arrancou o empate em 1 a 1 no Barradão, com o gol de Kayky aos 62 minutos do segundo tempo.

Além do Baianão, a agenda do Bahia em 2026 ainda tem as disputas da Libertadores, começando pela fase preliminar, da Copa do Brasil, e do Campeonato Brasileiro, este programado para começar no dia 28 de janeiro.

Confira a tabela do Bahia no Baianão:

1ª rodada
Bahia x Jequié, 11 de janeiro (domingo), às 16h, na Arena Fonte Nova

2ª rodada
Bahia de Feira x Bahia, 14 de janeiro (quarta-feira), às 19h15, na Arena Cajueiro

3ª rodada
Bahia x Galícia, 17 de janeiro (sábado), às 16h, na Arena Fonte Nova

4ª rodada
Bahia x Barcelona de Ilhéus, 20 de janeiro (terça-feira), às 19h15, na Arena Fonte Nova

5ª rodada
Vitória x Bahia, 25 de janeiro (domingo), às 16h, no Barradão

6ª rodada
Bahia x Porto, 31 de janeiro (sábado), às 16h, na Arena Fonte Nova

7ª rodada
Juazeirense x Bahia, 8 de fevereiro (domingo), às 16h, a definir

8ª rodada
Bahia x Jacuipense, 14 de fevereiro (sábado), às 16h, na Arena Fonte Nova

9ª rodada
Atlético de Alagoinhas x Bahia, 22 de fevereiro (domingo), às 16h, a definir

Informações Bahia.ba


O espírito do Natal já envolve Feira de Santana e promete ganhar ainda mais brilho neste sábado (13), com uma programação especial do Natal Encantado 2025 preparada pela Prefeitura Municipal. O evento traz atrações para públicos de todas as idades, com shows no circuito principal, na Praça Padre Ovídio (Praça da Matriz), e atividades voltadas ao público infantil no Estacionamento da Prefeitura, na avenida Getúlio Vargas.

Clássicos da música brasileira na Praça da Matriz

A noite de sábado será marcada por grandes nomes da música nacional. Às 19h, quem sobe ao palco é a consagrada banda 14 BIS, referência do pop rock brasileiro desde os anos 1980. Com um repertório repleto de sucessos que atravessam gerações, o grupo promete emocionar o público com canções como “Planeta Sonho”, “Linda Juventude”, “Todo Azul do Mar” e “Espanhola”, músicas que marcaram época e continuam presentes na memória afetiva dos brasileiros.

Na sequência, às 21h, é a vez de Baby do Brasil levar sua energia contagiante à Praça da Matriz. Ícone da música brasileira, a cantora construiu uma carreira marcada pela irreverência, pela mistura de ritmos e por mensagens de fé e esperança — combinação que dialoga diretamente com o espírito natalino. No show, o público poderá reviver grandes hits como “Brasileirinho”, “Menino do Rio”, “Telúrica” e “Cósmica”, além de momentos de interação e mensagens de celebração à vida e à espiritualidade.

Programação infantil no Estacionamento da Prefeitura

Enquanto a Praça da Matriz recebe os shows musicais, o Estacionamento da Prefeitura será palco de atrações voltadas especialmente para as crianças e suas famílias, com apresentações que reforçam o verdadeiro significado do Natal.

A programação tem início às 16h, com o espetáculo “Belém: Um Pedaço de Judá na Galileia”, que retrata, de forma lúdica e educativa, o nascimento de Jesus. Às 17h, o público confere o “Natal do Jordan”, atração que mistura música, encenação e alegria, garantindo diversão para os pequenos.

Natal para todos

O Natal Encantado 2025 segue com várias atrações até o próximo dia 21 e reforça o compromisso da Prefeitura de Feira de Santana em promover uma programação cultural diversificada, valorizando grandes nomes da música brasileira, incentivando o convívio familiar e levando arte, fé e entretenimento aos espaços públicos da cidade. A expectativa é de mais uma noite de emoção, celebração e espírito natalino no coração da Princesa do Sertão.

*Secom


A segunda noite do Natal Encantado 2025, na Praça Padre Ovídio, atraiu um público recorde, animado pela mistura de sons e ritmos sintonizados com a mesma alegria contagiante do espírito natalino. A noite foi do rock brasileiro eternizado por Rita Lee, na voz marcante da feirense Thathi, ao ritmo afro-pop e muito axé de Jauperi, ou simplesmente Jau, o baiano de Salvador e fenômeno nacional, que levaram a plateia ao delírio.

A exemplo da primeira noite do Natal Encantado 2025, o prefeito José Ronaldo assistiu aos shows da segunda noite e se surpreendeu com o público presente e a animação. Ao lado do secretário de Comunicação, Joilton Freitas, e do secretário de Cultura, Cristiano Lobo, o chefe do Executivo considerou que a presença maciça e recorde da plateia atesta que a retomada do evento e a seleção das atrações estão no caminho certo. Garantiu que, no próximo ano, tem mais, com uma grade de atrações que também promete agradar ao público.

A roqueira Thathi retornou à terra natal para um tributo à rainha do rock, a inesquecível Rita Lee. O show agradou em cheio não somente os saudosistas, que tiveram a oportunidade de ouvir músicas que marcaram época, mas também as novas gerações, que continuam encantadas pelo mesmo repertório e se misturaram, formando um público eclético e bastante animado.

Em sua melhor performance, incorporando Rita Lee, Thathi promoveu um show intimista ao descer do palco e se misturar com a plateia, que aproveitou o momento para selfies e o contato direto com a artista. Os mais jovens, que ainda não conheciam as músicas épicas da rainha do rock, pediam sempre bis e cobravam a interpretação de alguma canção que, porventura, tivesse ficado fora do repertório. Em pouco mais de duas horas de show, queriam ouvir todas.

Logo em seguida, foi a vez de entrar em cena o cantor e compositor Jau, um dos artistas mais carismáticos do atual momento da musicalidade baiana. Ele levou o público ao delírio com seu rico repertório de sucessos, que embalaram o ritmo da segunda noite do Natal Encantado.

A Praça Padre Ovídio se tornou pequena para o público, que disputou cada centímetro do espaço e se espalhou pelo entorno para apreciar a voz marcante e a interpretação das canções com ritmo contagiante e muita vibração

*Secom


Uma reviravolta impressionante deu o que falar nesta sexta-feira (12/12), após o governo dos Estados Unidos retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Viviane Barci de Moraes, sua esposa, também foi beneficiada, e Martin de Luca, advogado da Trump Media e da rede social Rumble, enviou um recado.

O comunicado partiu do Departamento do Tesouro dos EUA, e um porta-voz informal da decisão esclareceu alguns detalhes. “As sanções não são um fim em si mesmas. Elas são uma forma de pressão para produzir mudanças”, afirmou durante a declaração.

O advogado ressaltou que Washington espera agora reciprocidade. “As autoridades brasileiras vêm tentando negociar e sinalizando disposição para recuar em práticas de censura e de lawfare”, acrescentou. Antes de concluir, Martin de Luca fez outro alerta, sugerindo que o governo americano ficará vigilante: “O que vem a seguir dependerá de saber se essa correção de rumo será real”.

*Portal Léo Dias
Foto: Reprodução YouTube/ABC News


Constatação é de estudo da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

Foto:  Wilson Dias/Agência Brasi

As desigualdades socioeconômicas repercutem também no acesso à educação infantil no Brasil. Essa é uma constatação do estudo inédito O desafio da equidade no acesso à educação infantil: uma análise do CadÚnico e do Censo Escolar, realizado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

O estudo cruza informações do CadÚnico com o Censo Escolar, a partir de microdados de 2023. A desigualdade pode ser comprovada pelo fato de apenas 30% do total de 10 milhões de crianças de baixa renda na primeira infância, inscritas no CadÚnico, estarem em creches, em dezembro daquele ano. Já na pré-escola, etapa obrigatória da educação básica, apenas 72,5% das crianças de 4 e 5 anos que vivem em famílias de baixa renda no CadÚnico estavam matriculadas.

O CadÚnico é um registro administrativo que reúne informações socioeconômicas de famílias de baixa renda no Brasil, como escolaridade, renda, condições de moradia e matrícula escolar das crianças. Constitui uma ferramenta essencial para a formulação e implementação de políticas públicas de proteção social.

O Censo Escolar é o levantamento estatístico oficial sobre a educação básica no Brasil, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ele contém informações sobre matrículas, infraestrutura escolar, alunos e docentes nas instituições de ensino públicas e privadas, sendo a principal fonte para análise da cobertura escolar no país.

A presidente da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Mariana Luz, defende muito a creche na vida das crianças, sobretudo na primeira etapa (até 3 anos de idade).

“Ela é muito benéfica, em especial para crianças que estão em alguma situação de vulnerabilidade, porque a gente está falando de a creche ser um espaço de aprendizagem, desenvolvimento, mas também um espaço de segurança”, avaliou.

 De acordo com o estudo da Fundação, as evidências comprovam que, se a criança tem uma educação infantil de qualidade, ela vai melhorar toda a sua trajetória escolar (Antonio Cruz/Agência Brasil) – Antonio Cruz/Agência Brasil

Em entrevista à Agência Brasil, Mariana lembrou que, em uma creche integral, a criança se alimenta até cinco vezes por dia, é um espaço de combate à violência.

“A gente olha para a creche como uma grande prioridade. E o que se vê é que as crianças do Cad são as que estão menos na creche”, destacou.

“A gente está falando de um percentual de atendimento, depois desse paliamento Cad x Censo Escolar, que passou de 20% para 30%. Mas isso significa dizer que 70% ainda estão fora. E, em uma média nacional hoje de 40%. A gente está falando, portanto, de dez pontos percentuais atrás da média nacional”, completou.

Por regiões

A desigualdade de acesso à educação infantil pelas famílias de baixa renda é ainda mais acentuada na Região Norte, com taxa de matrícula na creche entre as crianças de baixa renda de 16,4%, em 2023, seguida do Centro-Oeste (25%) e Nordeste (28,7%). Apenas Sudeste (37,6%) e Sul (33,2%) apresentavam taxas um pouco superiores à média nacional de 30% para a população do CadÚnico.

De acordo com o estudo, as diferenças são notadas também na pré-escola, com a taxa de matrícula para as crianças inscritas no CadÚnico variando de 68% a 78% nas regiões do país, com Norte e Nordeste mostrando as menores taxas.

Para Mariana Luz, a questão da idade é muito importante, porque há muitas unidades escolares do país que não oferecem creche para crianças até 2 anos. Na creche, a probabilidade de matrícula aumenta conforme a idade da criança. Quanto mais velha ela for, maiores são as chances de acesso, que atingem 148,29% a mais.

Ela destaca também “a falta de informações das mães sobre a importância da creche, da escola como espaço de desenvolvimento”. Além disso, muitas vezes, “as mães não encontram vagas, não têm com quem deixar os filhos e isso influencia o papel da mulher no mercado de trabalho”.

O estudo revela que os municípios menores e com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) enfrentam mais dificuldades para garantir vagas, em função de restrições financeiras, ou por falta de capacidade técnica, o que reforça a importância de políticas públicas que apoiem os territórios mais vulneráveis, com objetivo de gerar mais equilíbrio na oferta de educação infantil em todo o país. Mariana Luz afirmou que o papel do setor público é alcançar as comunidades e ofertar o direito das crianças, sejam indígenas, quilombolas, brancas, negras, e garantir que esse direito seja também de qualidade e adequado à realidade de cada grupo, lembrando sempre que a educação básica é um direito da criança.

Raça, gênero e deficiência

De acordo com o estudo da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, questões de raça, gênero e deficiência influenciam também no acesso à creche.

“Crianças não brancas têm menores possibilidades de estarem na escola”.

Entre as famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico, as crianças brancas têm 4% mais chance de estar na creche e quase 7% mais chances de estar na pré-escola do que crianças pretas, pardas e indígenas.

O estudo mostra que as meninas têm menor probabilidade de frequentar creche (-4,05%), enquanto as crianças com deficiência têm 13,44% menos chance de estarem matriculadas na pré-escola.

“É um problema da desigualdade estrutural, do racismo estrutural”.

De acordo com Mariana, o fato de meninas terem menos chance de irem para a creche evidencia que a desigualdade de gênero começa já na primeira etapa da educação infantil. “Você está falando de raça, gênero e deficiência: são três prioridades para a gente inserir na escola. Sobretudo sendo a escola um local para combater desigualdades”.

“E a desigualdade tem essas camadas de cor, de gênero, também o caso das pessoas com deficiência. Na verdade, eles deveriam ser colocados em primeiro lugar nessa primeira etapa, que é tão estruturante, porque são os que estão mais fora e é uma fase de maior pico de desenvolvimento”, defendeu.

Renda e moradia

Também a renda e o local de moradia determinam quem tem acesso à creche e à pré-escola no Brasil. Quando o responsável familiar tem emprego formal, a probabilidade de a criança estar na creche é 32% maior.

Já a remuneração informal dos responsáveis diminui em 9% as chances de a criança frequentar a creche e em 6% a pré-escola. A escolaridade dos pais ou responsáveis também conta para a inserção na educação infantil: quanto maior a escolaridade, maior a probabilidade de o adulto inserir o filho na creche.

O domicílio também favorece ou não a entrada das crianças na creche e na pré-escola. Crianças que moram em domicílios com mais infraestrutura, com maior grau de calçamento, mais iluminação, em bairro organizado, têm mais chance de ir para a escola. Isso se aplica sobretudo na área urbana, indicou a presidente da Fundação.

Mariana salientou, por outro lado, que se a família é beneficiada por um programa de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Programa Bolsa Família ((PBF), isso aumenta a probabilidade de as crianças ingressarem na educação infantil.

O BCP, por exemplo, eleva em 12% a probabilidade de a criança estar na creche e em cerca de 8% na pré-escola. Já o Programa Bolsa Família (PBF), que exige matrícula a partir dos 4 anos, aumenta em 9% a chance de ingresso na pré-escola e em torno de 2% a entrada na creche.

PNE

O estudo foi lançado em um momento importante, quando está em discussão o novo Plano Nacional de Educação (PNE), a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) e o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade da Educação Infantil (Conaquei). Mariana Luz analisou que o mais importante é entender a desigualdade do acesso da educação infantil, “que é a etapa de maior estruturação do desenvolvimento da criança”.

Muitas evidências comprovam que, se a criança tem uma educação infantil de qualidade, ela vai melhorar toda a sua trajetória escolar em até três vezes mais, ao longo das etapas subsequentes da educação.

“A gente garantir essa base sólida na educação infantil, no início da vida, é muito importante. Mas o que a gente vê é que o acesso a essa educação infantil é tão desigual como o nosso país”.

Para a presidente da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, isso significa que quem acessa mais são os segmentos mais ricos da população e quem acessa menos são os quartis mais pobres.

“É preciso deixar claro que mesmo dentro da educação pública, há o reflexo da desigualdade do acesso”, destacou.

Segundo ela, a meta é mostrar que, nas mudanças da educação do Brasil para os próximos dez anos, devem ser adotados princípios básicos que consistem em “oferecer mais para quem tem menos, colocar para dentro da política pública, do serviço e do programa da sala de aula quem mais precisa”.

Mariana que o estudo da Fundação sublinha que não se está conseguindo fazer isso na prática de garantir esse acesso para as crianças que mais precisam. “As crianças do CadÚnico deveriam estar todas, obrigatoriamente, na sala de aula. Porque, se a educação infantil é um instrumento eficaz, comprovado, de combater a desigualdade, a gente para conseguir retirá-la de uma condição de vulnerabilidade, ela não pode estar fora. E o que o estudo mostra é que crianças do Cad estão muito mais fora do que outras. Isso é inadmissível”.

O estudo é mais um elemento para subsidiar o que os pesquisadores da Fundação, do MEC e do MDS defendem, que o acesso tem que vir com priorizações que tragam equidade para a educação infantil, sustentou Mariana. A equidade na educação infantil depende da boa implementação dessas políticas e um esforço conjunto entre União, estados e municípios.

A Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal foi criada em 1965, em memória da filha do banqueiro Gastão Eduardo de Bueno Vidigal, que morreu de leucemia aos 12 anos de idade. O objetivo era fomentar pesquisas no campo da hematologia. Em 2007, porém, a instituição abraçou a causa da primeira infância, considerando que as experiências vividas no começo da vida são fundamentais para o desenvolvimento não só da criança, mas de toda a sociedade.

Com informações da Agência Brasil


Ao todo, 14.651 pessoas foram convocadas para este final de semana

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Pelo menos 14.651 candidatos que se declararam negros na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) precisam participar, neste final de semana (dias 13 e 14), da etapa de confirmação das ações afirmativas. O procedimento vai ser realizado em 224 municípios brasileiros.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) disponibilizou a relação dos locais para realizar o procedimento (confira aqui).

A organização do concurso salienta que os convocados não podem faltar ou se recusar a participar de qualquer etapa – incluindo filmagem e biometria. Se não houver a confirmação, o candidato perde direito à vaga reservada. Nesses casos, a pessoa permanecerá apenas na ampla concorrência, desde que tenha nota suficiente.

Neste sábado, no período da manhã, os portões abriram às 7h e fecharam às 7h45, com início das atividades às 8h. À tarde, a abertura ocorre às 13h, com fechamento às 13h45, e início às 14h. No domingo, os candidatos terão de observar os mesmos horários deste sábado.

Verificação

Segundo explica o governo, a verificação é exclusivamente fenotípica e é conduzida por uma comissão formada por cinco integrantes, com diversidade de gênero, cor e, sempre que possível, origem regional. A etapa inclui registro de foto e filmagem, além da coleta biométrica.

A confirmação complementar à autodeclaração é presencial e ocorrerá na mesma cidade escolhida pelo candidato para a realização das provas. A etapa está prevista na legislação que regulamenta as ações afirmativas no serviço público federal.

Nesta segunda edição do concurso unificado, foi ampliado para 25% o percentual de vagas reservadas para pessoas negras e foram criadas cotas para pessoas indígenas (3%) e quilombolas (2%). A reserva para pessoas com deficiência permanece em 5%, conforme a Lei nº 8.112/1990.

Fonte: Agência Brasil


Presidente comemora saída de ministro da lista da Lei Magnitsky

Foto:  Frame/ Canal GOV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira (12), em São Paulo, a decisão do governo norte-americano de retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Para Lula, a aplicação da lei era injusta e a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as sanções ao ministro do Supremo “é bom para o Brasil e para a democracia brasileira”.

“O Silvio Santos faria 95 anos [hoje] e o Alexandre de Moraes faz 57 amanhã. E eu transmito de presente para ele o reconhecimento de que não era justo um presidente de um outro país punir o ministro da Suprema Corte brasileira só porque estava cumprindo a Constituição brasileira”, disse Lula durante um evento no SBT, na capital paulista. 

“E eu fiquei muito feliz com o fato e esse reconhecimento, mas ainda faltam mais pessoas [para serem retiradas da aplicação da lei] porque não é possível admitir que um presidente de um país possa punir com as leis dele autoridades de outro país que estão exercendo a democracia. Portanto, a tua vitória [Alexandre de Moraes] é a vitória da democracia brasileira”, acrescentou o presidente.

A Lei Magnitsky é aplicada pelo governo norte-americano como sanções a estrangeiros. O ministro Alexandre de Moraes foi incluído na lista de punidos em julho deste ano.

Mais cedo, Alexandre de Moraes também comentou sobre a decisão norte-americana. “A verdade prevaleceu. E nós podemos dizer com satisfação e com humildade, que foi uma tripla vitória. Primeiro a vitória do Judiciário brasileiro, que não se vergou a ameaças, a coações e não se vergará e continuou com imparcialidade, seriedade e coragem. Também é a vitória da soberania nacional. O presidente Lula, desde o primeiro momento, disse que o país não iria admitir qualquer invasão na soberania brasileira. E mais do que tudo isso, foi a vitória da democracia”, afirmou Moraes.

Lula participou nesta sexta-feira da cerimônia de inauguração do canal SBT News, que estreia na próxima segunda-feira (15). A cerimônia de inauguração ocorreu no mesmo dia em que o fundador do SBT, o ex-apresentador Silvio Santos, morto no ano passado, completaria 95 anos de idade.

Durante o evento, o presidente também falou sobre a importância de uma imprensa livre para a democracia brasileira. 

“Um jornalista não existe para julgar. Quem julga é um juiz. O jornalista existe para informar e informar com base na verdade. Doa a quem doer. E falo isso com muita autoridade, porque completei 80 anos no dia 27 de outubro, sobrevivendo pelo terceiro mandato e nunca liguei para um jornalista, para um dono de televisão ou para um dono de jornal para pedir que não publicasse tal matéria contra o governo. A imprensa só é útil se ela for livre. Se ela for partidária ou se ela for ideologizada, ela não cumpre com papel de bem informar a sociedade”, afirmou. 

Também estiveram presentes ao evento a primeira-dama Janja Lula da Silva; o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin; os ministros Fernando Haddad (Fazenda); Sidônio Pereira (Comunicação Social); Frederico Siqueira (Comunicações) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública); os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes; o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes; e o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Basbaum.


A expectativa é de mais uma noite de emoção, celebração e espírito natalino no coração da Princesa do Sertão

O espírito do Natal já envolve Feira de Santana e promete ganhar ainda mais brilho neste sábado (13), com uma programação especial do Natal Encantado 2025 preparada pela Prefeitura Municipal. O evento traz atrações para públicos de todas as idades, com shows no circuito principal, na Praça Padre Ovídio (Praça da Matriz), e atividades voltadas ao público infantil no Estacionamento da Prefeitura, na avenida Getúlio Vargas.

Clássicos da música brasileira na Praça da Matriz

A noite de sábado será marcada por grandes nomes da música nacional. Às 19h, quem sobe ao palco é a consagrada banda 14 BIS, referência do pop rock brasileiro desde os anos 1980. Com um repertório repleto de sucessos que atravessam gerações, o grupo promete emocionar o público com canções como “Planeta Sonho”, “Linda Juventude”, “Todo Azul do Mar” e “Espanhola”, músicas que marcaram época e continuam presentes na memória afetiva dos brasileiros.

Na sequência, às 21h, é a vez de Baby do Brasil levar sua energia contagiante à Praça da Matriz. Ícone da música brasileira, a cantora construiu uma carreira marcada pela irreverência, pela mistura de ritmos e por mensagens de fé e esperança — combinação que dialoga diretamente com o espírito natalino. No show, o público poderá reviver grandes hits como “Brasileirinho”, “Menino do Rio”, “Telúrica” e “Cósmica”, além de momentos de interação e mensagens de celebração à vida e à espiritualidade.

Programação infantil no Estacionamento da Prefeitura

Enquanto a Praça da Matriz recebe os shows musicais, o Estacionamento da Prefeitura será palco de atrações voltadas especialmente para as crianças e suas famílias, com apresentações que reforçam o verdadeiro significado do Natal.

A programação tem início às 16h, com o espetáculo “Belém: Um Pedaço de Judá na Galileia”, que retrata, de forma lúdica e educativa, o nascimento de Jesus. Às 17h, o público confere o “Natal do Jordan”, atração que mistura música, encenação e alegria, garantindo diversão para os pequenos.

Natal para todos

O Natal Encantado 2025 segue com várias atrações até o próximo dia 21 e reforça o compromisso da Prefeitura de Feira de Santana em promover uma programação cultural diversificada, valorizando grandes nomes da música brasileira, incentivando o convívio familiar e levando arte, fé e entretenimento aos espaços públicos da cidade. A expectativa é de mais uma noite de emoção, celebração e espírito natalino no coração da Princesa do Sertão.

Com informações da Secretária Municipal de Comunicação Social (SECOM)


Governo Trump anunciou decisão nesta sexta-feira

Eduardo Bolsonaro Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou tão logo anunciado pelo governo dos Estados Unidos a retirada do nome do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A medida ocorreu na tarde desta sexta-feira (12).

Por meio de um texto nas redes sociais, Eduardo, que se encontra no Estados Unidos, disse ter recebido a notícia com pesar, mas demonstrou gratidão a Donald Trump, presidente dos EUA.

– Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil – escreveu.

O deputado indicou que a sanção ao ministro do STF não perdurou pela falta de “unidade política necessária” da sociedade brasileira.

– Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.

Eduardo concluiu pedindo que “Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro”. O jornalista Paulo Figueiredo é signatário da nota.

Confira: 

O nome de Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, havia sido incluído na lista em julho deste ano. A Lei Magnitsky é usada pelo país norte-americano para punir e sancionar estrangeiros que, segundo o governo, violem direitos humanos. A sanção a Moraes havia sido imposta na esteira do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Informações Pleno News