No Senado, Campos Neto citou um incômodo do BC com o sistema atual de financiamento por cartão de crédito, que permite aos correntistas parcelar compras em até 13 parcelas sem juros.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/N/O/ZGJ6ucSGO22BFpqfl4BA/vae-mei.jpg)
Máquina de cartão — Foto: Divulgação
Em audiência no Senado na última quinta-feira (10), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deu declarações sobre um assunto que pode ter grande impacto para o consumidor brasileiro: o parcelamento sem juros no cartão de crédito, mecanismo oferecido, mais comumente, por grandes varejistas nacionais.
Campos Neto citou um incômodo do BC com o sistema atual de financiamento por cartão de crédito, que permite aos correntistas parcelar compras em até 13 parcelas sem juros.
Segundo ele, o BC estuda em criar algum tipo de “tarifa” para desincentivar a compra desenfreada no crédito em uma quantidade muito grande de parcelas – o que, com frequência, leva o comprador a perder o controle da própria fatura.
Entenda o que Campos Neto disse e contexto das declarações:
“Não é proibir o parcelamento sem juros. É simplesmente tentar que fique um pouco mais disciplinado. Não vai afetar o consumo. Lembrando que cartão de crédito é 40% do consumo no Brasil”, explicou Campos Neto.
De acordo com a Agência Brasil, ele afirmou: “A gente tem um parcelado sem juros, que ajuda muito o comércio, que ajuda muito a atividade, mas que tem aumentado muito o número de parcelas, de três para cinco, para sete, para nove, para 11. Hoje, o prazo médio são 13 parcelas”.
“Então, é como se fizessem um financiamento de longo prazo sem juros. A pessoa que toma a decisão de dar os juros não é a mesma que paga pelo risco. Isso gera uma assimetria.”
Não. As declarações são recentes e foram dadas no Senado, onde Campos Neto esteve para apresentação do Relatório de Inflação e do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. A ideia defendida pelo presidente da instituição, entretanto, ainda não foi formalizada.
Campos Neto disse que uma proposta do Banco Central para o cartão de crédito rotativo deve ser apresentada nas próximas semanas. Segundo ele, há um projeto de lei ligado ao Desenrola, que está refinanciando dívidas de inadimplentes, que tem um prazo de até 90 dias para ser apresentado.
Em uma loja que divide em 12 vezes sem juros, um item de R$ 600 pode ser adquirido em parcelas mínimas de R$ 50.
A prática afeta também o limite do cartão. Se for de R$ 4 mil, por exemplo, seria reduzido para R$ 3,4 mil após uma compra de R$ 600.
O valor total será restabelecido gradativamente, conforme o consumidor for pagando as faturas do cartão.
Quando o cliente não paga a fatura do cartão na totalidade, o restante entra na modalidade conhecida como crédito rotativo do cartão de crédito.
Se a fatura total é de R$ 5 mil, por exemplo, mas o consumidor paga R$ 4 mil, os juros vão incidir sobre R$ 1 mil.
Em junho, os juros sobre o rotativo chegaram a 440%. Segundo o Banco Central, esse patamar equivale a uma taxa de juros de 15% ao mês.
Inadimplência do cartão de crédito parcelado bate recorde
Veja, abaixo, o que disseram sobre o assunto a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) e a Associação Brasileira de Internet (Abranet). Procurada pelo g1, a Associação Brasileira de Varejo (ABV) não havia retornado até a última atualização desta reportagem.
“A Febraban afirma que não há qualquer pretensão de se acabar com as compras parceladas no cartão de crédito. A entidade participa de grupos multidisciplinares que analisam as causas dos juros praticados e alternativas para um redesenho do rotativo, de um lado, e, de outro, o aprimoramento do mecanismo de parcelamento de compras. Portanto, nenhum dos modelos em discussão pressupõe uma ruptura do produto e de como ele se financia.
Defendemos que o cartão de crédito deve ser mantido como relevante instrumento para o consumo, preservando a saúde financeira das famílias. Isso porque estudos indicam a necessidade de medidas de reequilíbrio do custo e do risco de crédito. Para tanto, é necessário debater a grande distorção que só no Brasil existe, em que 75% das carteiras dos emissores e 50% das compras são feitas com parcelado sem juros.
Os estudos da Febraban mostram, ainda, que o prazo de financiamento impacta diretamente no custo de capital e no risco de crédito, e a inadimplência das compras parceladas em longo prazo é bem maior do que na modalidade à vista, cerca de 2 vezes na média da carteira e 3 vezes para o público de baixa renda.
A Febraban continuará perseguindo uma solução construtiva que passe por uma transição gradual, para que se alcance a convergência que, ao mesmo tempo, beneficie os consumidores e garanta a viabilidade do produto para os elos que atuam na indústria do cartão de crédito, como bandeiras, bancos emissores, adquirentes (maquininhas), lojistas e consumidores”.
Proteste, via Henrique Lian, diretor de relações institucionais e mídia:
“A extinção da modalidade do rotativo do cartão de crédito, cujos juros podem chegar a 440% ao ano, é esperada (ao menos desde a limitação ao prazo máximo de um mês, ocorrida em 2017) e muito bem-vinda, especialmente se o BACEN entende que ela contribui para a melhoria das condições gerais de juros no país. Já a possível extinção dos parcelamentos sem juros, ou à criação de algum tipo de tarifa para desincentivá-lo, parece vir como um indesejado “tradeoff”. Trata-se de uma medida que não corresponde ao conceito de eficiência de mercado, pois piora significativamente a situação de dois agentes importantes: os próprios consumidores, que deixam de dispor dessa modalidade que, na prática, substituiu o clássico “crediário”, e prejudica também o varejo, que conta com essa modalidade, lembrando que as compras no cartão de crédito representam 40% do consumo no Brasil”.
“Como Abranet, cujas empresas associadas, juntas, têm mais de 70 milhões de clientes de serviços financeiros (como conta digital, cartões de crédito, débito e etc.), empresas de maquininha de cartão e que são, em sua maioria, novos entrantes e desafiantes no mercado financeiro, nos causa consternação, estranheza e preocupação, que uma decisão tão importante e impactante para todo o mercado, esteja sendo discutida com apenas uma das partes envolvidas. Prejudicar o modelo de compras parceladas em cartão de crédito no Brasil, que é responsável por 50% do volume de tudo que é transacionando em cartões de crédito, reduzirá drasticamente o consumo e impactará todo o varejo, os lojistas de todos os portes, principalmente os pequenos, as empresas de maquininha de cartão e todo o ecossistema que funciona ao redor desse mercado. É inaceitável que uma solução sobre um assunto desta magnitude e importância esteja sendo discutida de maneira unilateral, pelos grandes bancos que historicamente têm os maiores lucros do país e o maior retorno sobre o capital dos bancos do mundo.
Quando os juros de cartão de crédito, que estão na casa de 440% ao ano, são questionados, os bancos argumentam sobre o parcelado sem juros. Na visão das nossas associadas, estes assuntos não têm relação, e apontam que a inadimplência de quem compra parcelado é menor do que quem compra à vista. Tanto é, que elas oferecem parcelado sem juros, com opção de parcelar em 18 vezes, não apenas 12 vezes como é praxe do mercado.
E se algum banco concluiu que não vale a pena oferecer mais de quatro parcelas sem juros (como cita a matéria), que este banco comunique seus clientes e deixe o livre mercado atuar. Seguramente haverá outros bancos prontos para oferecer cartão com compras parceladas em 12, 18 vezes e receberão estes clientes de braços abertos.
A solução para os altos juros está dentro dos próprios bancos, que nos últimos anos parece que foram mais agressivos do que deveriam na concessão de crédito e que tem políticas como isenção de anuidade combinada com benefícios (milhas, salas vip); e todo este custo precisa ser coberto através dos juros cobrados do rotativo. É o cenário já conhecido da baixa renda subsidiando o benefício da alta renda.
E é ainda mais curioso que, nessa discussão sobre os altos juros, não se faça um único movimento no sentido de gerar ambiente que aumente a competição. Sem prejuízo de alterar a regra do rotativo agora, para reduzir os juros no curto prazo, o que realmente fará estes juros caírem será o aumento da competição. Iniciativas como portabilidade de dívida de cartão, assim como existe nos EUA, onde o cliente consegue facilmente transferir sua dívida de um banco para outra instituição financeira que ofereça melhores condições serão muito eficientes.
Finalmente, alertamos aos outros setores da economia que dependem do parcelado, para que reivindiquem seu espaço na discussão de um tema tão relevante. Não podemos aceitar o fim das compras parceladas sem juros, que são uma conquista da sociedade brasileira e sucesso há 30 anos, por uma decisão unilateral para atender interesses do setor econômico que menos precisa”.
Informações G1
Senador volta a criticar presidente da República e defender medida de armas adotada pelo pai

O senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a criticar o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os posicionamentos do petista em relação a política de armas no país. Nesta segunda-feira (14), Flávio usou as redes sociais para “alfinetar” o chefe do Executivo brasileira.
“Lula não entende nada de segurança ou de armamento. As estatísticas mostram isso. No governo do PT, com estatuto do desarmamento, o crime disparou”, afirmou o senador.
O parlamentar ainda defendeu que no governo do pai [Jair Bolsonaro, PL], o índice de criminalidade despencou e, atribuiu este comportamento ao “armamento das pessoas de bem”.

Foto: Carlos Moura/SCO/STF, via Agência Brasil
Ao Diário do Poder o ministro aposentado e ex-presidente do STF, Marco Aurélio Mello, comentou decisão recente da Suprema Corte, que contraria relatoria assinada por ele em observância à plena proteção constitucional da liberdade de imprensa. Após pedido de vista, o ministro Alexandre de Moraes foi seguido pela maioria do colegiado, que sentenciou um veículo de comunicação a indenizar em R$700 mil, o ex-deputado federal Zarattini Filho (PT-SP), por veiculação de entrevista que atribuía ao parlamentar responsabilidade por atentado ocorrido no aeroporto de Guararapes, em Recife (PE).
Relator do processo iniciado em 2017, o ministro Marco Aurélio disse que baseou seu voto no princípio da autonomia por parte das linhas editoriais.“Eu votei pela independência que tem que haver dos meios de comunicação. Como eu disse no voto, o jornal reproduziu, como tinha que reproduzir, uma entrevista. Agora, se o entrevistado agrediu, no campo da honra, o cidadão, que ele [entrevistado] respondesse. Agora, condenar o jornal é preocupante. Uma condenação dessas implica, acima de tudo, em inibição. A sociedade não quer veículos de comunicação inibidos”, comentou.
Divergente do entendimento adotado pelos colegas, o ex-presidente do Supremo considera que: “o jornal atuou como tinha que atuar. O voto vencedor assentou numa visão, para mim, incorreta”.
Perguntado sobre recorrentes decisões que, aparentemente, conflituam com princípios constitucionais, Mello avalia que: “ocenário não é sadio. Só dá mesmo para sobrepor à uma inverdade a, própria, verdade. Agora, não dá para controlar [a veiculação de informações]. Isso é impensável num Estado Democrático de Direito. Não há clima para uma visão totalitária”, arrematou.Clique aqui e confira a íntegra da tramitação.
Informações TBN

Dois adolescentes que cumprem medida socioeducativa na Fundac, órgão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), em Feira de Santana, foram contemplados com bolsas de iniciação científica júnior, oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Com o benefício, no valor de R$ 300, os educandos integrarão o projeto “Da literatura aos sujeitos concretos: as conflitualidades das práticas socioespaciais”, durante um período de doze meses.
Os jovens foram selecionados pelo Colégio Estadual Paulo VI, localizado em Feira de Santana. O critério usado pelos educadores foi o rendimento escolar na disciplina de geografia. A inscrição foi realizada pela professora e orientadora Janeide Bispo dos Santos, que também é titular do Departamento de Educação da Uneb, em Feira de Santana. O Programa de Iniciação Científica Júnior busca promover a experiência científica para estudantes da Educação Básica da Rede Pública do Estado da Bahia. Foram ofertadas 100 bolsas pela Uneb e outras sete vinculadas ao CNPq.
Os contemplados estão matriculados no Colégio, que possui anexo dentro da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) Juiz Mello Mattos. Um deles tem 18 anos e cursa o Tempo Juvenil 2 – etapa 7, equivalente ao 3º ano do Ensino Médio; e o outro tem 15 anos e cursa o Tempo Juvenil 2 – etapa 5, equivalente ao 8º/9º ano do Ensino Fundamental 2.
De acordo com a gerente da unidade socioeducativa, Sued Gomes, a conquista é resultado de um esforço conjunto das profissionais do Colégio e das educadoras da Case, voltados para o suporte e reforço escolar dos/as educandos/as; além da garantia de um direito básico que é o acesso dos adolescentes à educação.
O projeto para o qual os educandos foram selecionados integra a linha “Trabalho Educativo e Ensino de Geografia”, do Grupo Laboratório de Estudos, Pesquisa e Extensão em Geografia e Educação (LEPEGE). A prática proposto será a leitura e reflexão dos romances ‘Torto Arado’ e ‘Salvar o Fogo’, de autoria do escritor Itamar Vieira Júnior; além da orientação que irá ocorrer nas aulas de geografia, e da elaboração de relatório final.
Fonte: Acorda Cidade

O atacante brasileiro Paollo Madeira, de 27 anos, do Hoang Anh Gia Lai, do Vietnã, morreu em um grave acidente de carro em uma estrada no interior do país. Além de Paollo, o auxiliar técnico do time, Duong Minh Ninh, e o médico da equipe, Dao Trong Tri, não resistiram. Segundo a imprensa local, os três estavam em um carro na estrada Ho Chi Minh retornando a Pleiku, capital da província de Gia Lai, após um jogo fora de casa no Campeonato Vietnamita. O veículo onde estavam foi esmagado por dois caminhões, e o trio faleceu no local. A polícia investiga as causas do acidente.

(Foto: Reprodução/tuoitre.vn)
Um dos motoristas dos caminhões também ficou ferido, no acidente que aconteceu por volta das 14h40 do horário local.
Paollo Madeira nasceu no dia 8 de julho de 1996 e nunca atuou profissionalmente no futebol brasileiro. A sua trajetória no futebol começou em Portugal, no Imortal DC, clube local. De lá, Paollo atuou no Estrela Amadora e depois no Farense, onde estava antes de ir para o Vietnã.
O brasileiro atuava no futebol vietnamita desde 2022, quando foi para o Hong Lingh Há Tinh antes de ir para o Hoang Anh Gia Lai FC, neste ano. Em 11 jogos, o jogador fez quatro gols pela equipe que ocupa a 12ª posição na liga. O atacante Brandão, de 32 anos, ex-Ypiranga-RS e Passo Fundo, é outro brasileiro no elenco do clube.
*Bahia Notícias

Adversário do Bahia de Feira nesta segunda-feira (14), pelas oitavas de final da Série D, o Nacional do Amazonas protagonizou um momento lamentável nas redes sociais no início da noite deste domingo (13). Quatro dias após a morte do jogador Deon, o clube do Norte publicou uma foto com jogadores simulando um enterro na Arena Cajueiro.
“Reconhecimento feito e preparação encerrada! O treinamento deste domingo foi no palco da partida de amanhã, a Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA)”, escreveu o clube.A postagem recebeu muitas críticas e foi deletada em seguida. Em nota, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) repudiou a atitude.
“Apenas quatro dias após o falecimento do atacante Deon, os atletas do clube amazonense demonstraram falta de empatia, tolerância e respeito com uma simulação desnecessária, que indignou todos os baianos”, diz parte do comunicado da entidade.
Revelado pelo Bahia e com histórico de gols no futebol baiano, Deon faleceu aos 36 anos após passar mal durante um treinamento do Tremendão na Arena Cajueiro. Por conta do ocorrido, a partida entre as duas equipes precisou ser adiada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A postagem recebeu muitas críticas e foi deletada em seguida. Em nota, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) repudiou a atitude.
Fonte: Bahia Notícias
O Governo Municipal expressa com firmeza sua reprovação à atitude tomada por membros do Nacional Futebol Clube, equipe adversária do Bahia de Feira, em relação à foto postada nas redes sociais. A imagem, que retratava uma simulação de morte na Arena Cajueiro após um treino, foi publicada no início da noite do domingo (13).
Lamentavelmente, na última quarta-feira (9), o jogador Aldean Oliveira de Jesus, conhecido como Deon, de 36 anos, faleceu após passar mal durante um treinamento na Arena Cajueiro. Diante dessa triste ocorrência, o confronto agendado originalmente para o sábado, dia 12, contra o Nacional, foi adiado para esta segunda-feira (14).
A referida imagem foi posteriormente removida das plataformas de mídia social do Nacional após causar repercussão negativa. Contudo, essa ação não minimiza a evidente falta de sensibilidade e respeito perante o falecimento do atleta do Bahia de Feira. O comportamento adotado denota uma completa ausência de consideração pelos colegas de equipe, amigos e familiares do jogador Deon, assim como desrespeita a instituição Bahia de Feira e a cidade de Feira de Santana, que generosamente receberam a agremiação amazonense.
O Governo Municipal anseia que todas as medidas apropriadas sejam prontamente tomadas no que concerne a esse incidente, principalmente por parte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entidade responsável pela organização do Campeonato Brasileiro da Série D. Reiteramos a importância de um ambiente esportivo marcado por respeito, empatia e solidariedade, valores que devem prevalecer em todas as circunstâncias.
De acordo com o jornal francês L’Équipe, o contrato do time árabe com o brasileiro será por dois anos

O jogador Neymar aceitou a proposta do time da Arábia Saudita Al-Hilal e deve deixar o Paris Saint-German (PSG). De acordo com o jornal francês L’Équipe, o salário pago pelo novo clube ao atacante será de 160 milhões de euros (R$ 860 milhões) divididos em dois anos de contrato.
Para a negociação avançar, o PSG e o Al-Hilal precisam chegar a um acordo sobre os termos da transferência. Os boatos sobre o rompimento do futebolista com o clube europeu se intensificaram após o atleta não ser relacionado para a estreia do PSG no Campeonato Francês. Neymar também ficou de fora dos amistosos de pré-temporada.
A transferência de Neymar do Barcelona ao PSG foi a mais cara da história do futebol. Na época, o valor pago pelo time francês foi de 222 milhões de euros. Pelo clube parisiense, o brasileiro não conquistou o título da Champions League, mas faturou 14 taças.
Informações Bahia.ba
Parte dos parlamentares desejam que o patamar da LDO seja parecido com os das emendas de relator, que faziam parte do orçamento secreto

O Congresso Nacional está se movimento para aumentar o valor das emendas parlamentares para 2024. A mobilização está sendo promovida pelo Centrão, que pede para que as emendas de comissão totalizem um valor de R$7,5 bilhões neste ano.
O debate ganhou projeção após a discussão sobre Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 no Congresso. Parte dos parlamentares desejam que o patamar da LDO seja parecido com os das emendas de relator, que faziam parte do orçamento secreto. O relator do texto, deputado federal Danilo Forte (União Brasil-CE), também defende as emendas obrigatórias e o cronograma de pagamentos.
Quem decide sobre o pagamento das emendas parlamentares tanto as individuais como a de bancada é o Palácio do Planalto, através da Secretaria de Relações Institucionais.
Até o dia 10, foram R$15,2 bilhões em emendas individuais reservadas, um valor que é 71% do total previsto para 2023 inteiro. Em emendas de bancada, o total carimbado foi de 60%, um quantitativo de R$ 4,6 bilhões.
Informações Bahia.ba

As polícias da Bahia, estado comandado pelo PT há 16 anos, mataram mais pessoas em supostos confrontos do que todas as forças policiais dos Estados Unidos juntas no ano de 2022. O UOLcomparou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Mapping Police Violence, dos EUA.
As polícias da Bahia mataram 1.464 pessoas em intervenções em 2022. Nessa estatística, o estado não diferencia a Polícia Civil da Militar. Já nos Estados Unidos, as forças de segurança mataram 1.201 pessoas.
Os dados da letalidade baiana são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, enquanto os números dos EUA foram extraídos do Mapping Police Violence, uma organização que reúne e publica as estatísticas dos mortos pelas polícias norte-americanas, que contam com aproximadamente 18 mil corporações em todo o país. Os dados do Mapping Police Violence do ano passado foram divulgados pelo jornal britânico The Guardian.
Ao UOL, a professora e pesquisadora de Harvard Yanilda Gonzales ressalta a confiança no levantamento das duas instituições e indica um cenário assustador no Brasil.
Em declaração após a chacina, o governo da Bahia classificou os mortos por policiais de bandidos. Procurada pela reportagem na sexta, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia defendeu que as mortes causadas por PMs têm sido reduzidas em 2023 (leia mais abaixo).
Famílias denunciam abusos. Neste ano ainda não há levantamento fechado do primeiro semestre, mas só nas últimas duas semanas pelo menos 29 pessoas foram mortas pela polícia na Bahia.
O governo de Jerônimo Rodrigues (PT) se opõe, com isso, às promessas da gestão Lula (PT), embora não haja plano concreto do governo federal para solucionar a questão.
Yanilda Gonzales diz que a situação da Bahia deveria entrar no radar das autoridades internacionais por ter uma taxa de letalidade comparável à de um país de 330 milhões de habitantes, embora a população baiana fique em torno de 15 milhões de moradores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Continua após a publicidade
Deveria ser declarada uma emergência nacional. Um estado do tamanho da Bahia matou mais pessoas que as 18 mil polícias dos Estados Unidos. Um país que tem 330 milhoes de habitantes. Onde está o debate no Brasil sobre essas mortes? Como pode ser possível ter essa magnitude tão grande num estado só?
Yanilda Gonzales, pesquisadora de Harvard (EUA)
Ao UOL, o fundador do Mapping Police Violence, Samuel Sinyangwe, ressaltou o componente racial no perfil das vítimas das polícias.
Embora as taxas de violência policial nos EUA sejam extraordinariamente altas entre as democracias ricas, nações como Brasil, Venezuela e Filipinas apresentam taxas ainda mais altas. A pesquisa comparativa sugere que nações com histórico de dominação colonial, escravidão e desigualdade racial persistente têm taxas mais altas de violência policial. Expor e erradicar esses sistemas de opressão é a chave para resolver esse problema.
Samuel Sinyangwe, especialista em segurança pública
Sob qualquer critério de uso da força, estamos falando de uma força policial que produz muita morte, com letalidade muito alta. A mensagem é o quanto é absurdo o que está acontecendo na Bahia.
Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

Tanto Lula quanto o governo da Bahia, quando comentaram o assunto, foram criticados pelas declarações problemáticas.Continua após a publicidade
Após semanas em silêncio, Lula disse que a polícia tem de saber “diferenciar pobre de bandido”. A prerrogativa das polícias militares, no entanto, é entrar em confronto armado apenas em situações extremas contra criminosos.
Já o governo da Bahia, primeiramente, chamou os suspeitos que foram mortos por policiais de “homicidas, traficantes, estupradores, assaltantes, entre outros criminosos”.
Segundo o governador, ele e o goveno federal estão em “diálogo permanente” e ele “apura eventuais excessos cometidos pelas corporações”. Por enquanto, foi o que falaram sobre o assunto. Foram procurados pelo UOLpara comentar sobre a comparação com os EUA, mas ainda não enviaram resposta.
A letalidade policial deixa pelo caminho famílias destruídas. No ano passado, a chacina da Gamboa, na Bahia, matou Alexandre dos Reis, 20, filho de Silvana dos Santos, 42.
Ela conta que o filho foi levado para uma casa abandonada antes de ser morto.Continua após a publicidade
A polícia já tinha matado outros dois e levou meu filho ainda vivo. Eu cheguei lá e me apresentei como mãe dele. Eles me destrataram e apontaram a arma para a minha cabeça. Quando virei, eles dispararam três tiros contra meu filho.
Silvana dos Santos, mãe de jovem morto pela polícia da Bahia
Ela e outras mães e moradores da comunidade lutam até hoje por Justiça. O caso está ainda na fase judicial, à espera do julgamento dos PMs envolvidos.
Eu me sinto até hoje desprotegida. O policial é uma pessoa que deveria me proteger, não me matar. Se a polícia matou meu filho, ela me matou também.”
A gestão de Rui Costa (PT) como governador ficou marcada pela explosão de mortes praticadas por policiais na Bahia.
Chefe do Executivo entre 2015 e 2022, ele viu as mortes por membros das forças de segurança saltarem 313% e baterem recorde no ano passado. Hoje, ele é ministro da Casa Civil e um dos mais próximos interlocutores de Lula.Continua após a publicidade
Durante sua gestão na Bahia, Costa deu declarações defendendo as polícias em episódios de morte.
Há na Bahia uma articulação político-jurídica de não deixar responsabilizar a Polícia Militar. Eles têm um acordo de letalidade, que vem apresentando um resultado que, para nós, é de um genocídio.
Wagner Moreira, coordenador do grupo Ideas e articulador do Fórum Popular de Segurança Pública do Nordeste
Segundo ele, os movimentos sociais que lutam contra a violência policial denunciaram em várias ocasiões Rui e sua gestão pela falta de ações para reduzir a letalidade e pela falta de transparência dos dados.
O governo Rui Costa implementou um controle social da população preta por meio da força. Não existe política pública de segurança na Bahia. A polícia está solta, matando para dar uma falsa proteção à elite, mas ela não encontra respostas positivas nos resultados.”

Em seu plano de governo, Lula prometeu “amplo conjunto de políticas públicas” para combater, entre outros problemas, “a política atual de genocídio e perseguição à juventude negra, com superencarceramento, e que combatam a violência policial”.Continua após a publicidade
É imprescindível a implementação de um amplo conjunto de políticas públicas de promoção da igualdade racial e de combate ao racismo estrutural, indissociáveis do enfrentamento da pobreza, da fome e das desigualdades, que garantam ações afirmativas para a população negra e o seu desenvolvimento integral nas mais diversas áreas. Construiremos políticas que combatam e revertam a política atual de genocídio e a perseguição à juventude negra.
Proposta de governo apresentada em 2022 pela chapa de Lula e Alckmin
Procurado, o Palácio do Planalto não se manifestou até a publicação da reportagem. Caso um posicionamento seja enviado, o texto será atualizado.
A Secretaria da Segurança Pública afirmou que mortes por intervenção policial reduziram 5,8% em 2023. O governo não informou os números usados para o levantamento.
A pasta ressaltou trabalhos positivos da corporação, como apreensão de armas de fogo e de toneladas de drogas, além de ações contra o tráfico de drogas.
Ressalta ainda que são constantes os investimentos em capacitação, tecnologia e inteligência para as forças de segurança do estado, buscando sempre, como principal objetivo, a preservação de vidas, bem como a legalidade das ações policiais.
Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em nota enviada ao UOL
Informações UOL