
Os primeiros meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem privilegiado associações ligadas a parentes de políticos com entrega de veículos e maquinário agrícola por meio da estatal federal Codevasf.
A compra das máquinas ocorre por meio de recursos das chamadas emendas parlamentares. O deputado ou senador indica a entidade privada a ser beneficiada, e a Codevasf cuida da compra e da entrega do equipamento. Entre os maquinários está uma sonda perfuratriz avaliada em mais de R$ 2 milhões. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 10, pelo jornal Folha de S. Paulo.publicidade
A Codevasf foi criada para cuidar de projetos de irrigação no semiárido, mas nos últimos anos tem sido usada pelos políticos como destino de emendas para compra de máquinas e realização de obras direcionadas para os redutos eleitorais.
Conforme a reportagem, neste ano, aumentou a proporção de doações a entidades privadas e diminuiu a prefeituras.
O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento e Fomento das Bacias do Rio Jequitinhonha, Rio Pardo, Rio Mucuri e Adjacências recebeu a doação mais cara feita pela Codevasf no primeiro trimestre de 2023.
A sonda perfuratriz acoplada a um caminhão, que serve para perfurar poços artesianos, no valor de R$ 2,4 milhões, foi destinada pelo deputado federal Igor Timo (Podemos-MG).
A doação foi direcionada ao tio do parlamentar que é prefeito de Virgem da Lapa, Diógenes Timo Silva (Podemos-MG).
Em vídeos publicados em suas redes sociais, o deputado afirma que foi o responsável por destinar a perfuratriz junto ao ex-senador e agora ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Em Santaluz, município de 37 mil habitantes do sertão baiano, a Codevasf doou um caminhão para a Associação de Moradores da Fazenda Lagoa Nova por meio de emenda do deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), padrinho político do presidente da estatal.
A associação é presidida por Keise Suzart, filha do vereador Mário Sérgio Suzart, atual presidente da Câmara Municipal de Santaluz e um dos principais aliados de Elmar na cidade.
Ainda na Bahia, a Colônia de Pescadores e Aquicultores Z-15, em Valença, ganhou uma retroescavadeira. Em sua sede, as paredes são ornadas com fotografias do deputado federal Raimundo Costa (Podemos-BA), autor da emenda responsável pela doação.
Na cidade de Brejão, a Associação de Agropecuaristas de Sítio Mamoeiro recebeu da Codevasf uma caminhonete Mitsubishi L200 avaliada em R$ 235 mil.
A entidade é presidida por João Marcone Florentino de Barros, irmão do vice-prefeito de Brejão, Saulo Florentino de Barros (MDB). A doação teve o apoio do deputado federal Fernando Rodolfo (PL).
A companhia afirmou que as doações “servem ao interesse social” e são precedidas por análises de adequação técnica, conformidade legal e conveniência socioeconômica.
A estatal afirmou que as doações são feitas a pessoas jurídicas e não a seus membros.
“Os requisitos formais exigidos para a doação dizem respeito à personalidade jurídica das associações beneficiadas. Assim, o fato de que seus representantes ou membros eventualmente possuam filiação partidária ou integrem sociedade empresarial não caracteriza impedimento legal à doação de bens às associações”, explicou a empresa.
Informações Revista Oeste
Hal Hershfield é professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia, Los Angeles. Mês passado, lançou “Your future self: how to make tomorrow better today” (“Seu futuro eu: como tornar o amanhã melhor hoje”), onde aborda a dificuldade de planejamento a longo prazo e como trabalhar para reverter essa “inaptidão” que embute sérias consequências. O livro é resultado de uma década de pesquisas e explora a importância de nos conectarmos com nosso eu, como explicou em palestra on-line que pode ser acessada aqui:
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Hal Hershfield, professor de marketing, decisão comportamental e psicologia da Universidade da Califórnia e autor de “Your future self: how to make tomorrow better today” — Foto: Reprodução
“Gosto de usar uma imagem do dia a dia para mostrar como nossa mente funciona. Imagine a situação: um colega de trabalho, de quem você não é próximo, pede ajuda para fazer a mudança no próximo sábado. É claro que você tem uma lista de cem coisas mais importantes para resolver e vai arranjar uma boa desculpa para se livrar do chato. O incrível é que agimos da mesma forma com nosso futuro. A tendência é nos imaginarmos como uma outra pessoa, com a qual não temos qualquer proximidade e que, portanto, não é prioridade. Quando alimentamos essa conexão, fica mais fácil tomar decisões melhores”.
Hershfield afirma que devemos imaginar diferentes “futuros eus”: daqui a cinco, dez ou 30 anos. “O exercício nos incentiva a pesar a consequências de nossos atos e vale até para controlar os níveis de colesterol e a circunferência da cintura. Os danos não acontecerão com um estranho!”, enfatiza, acrescentando que, para ele, ter filhos pequenos se transformou numa ferramenta poderosa para pensar no longo prazo:
“Estamos prontos para nos sacrificar por várias pessoas: nossos pais, filhos, amigos. Por que é tão difícil nos sacrificarmos por nós mesmos? E o mais interessante é que agir assim acaba impactando negativamente as pessoas que prezamos tanto, porque poderemos não estar em condições de ajudá-las”.
O professor sugere uma “visualização do eu” para criar a conexão e facilitar o controle de impulsos negativos. Comece escolhendo um determinado campo – pode ser saúde, relacionamentos ou aposentadoria – e pense na versão de si que gostaria de ter daqui a um determinado tempo. Faça um esforço para criar um quadro bem detalhado, para recorrer a essa idealização quando estiver prestes a fraquejar. O arsenal de Hershfield inclui o que chama de “incentivos”, como uma bem bolada “punição” que vai depender do auxílio de um amigo:
“Imagine que você belisca alimentos pouco saudáveis toda noite e estabelece que só fará isso uma vez por semana. Chame alguém de confiança, para quem você não mente, para ser seu ‘auditor’. Se reconhecer que não cumpriu a meta, ele vai usar seu cartão de crédito (na versão brasileira, um Pix) para fazer uma doação para uma causa com a qual você, definitivamente, não concorda. Parece estranho, mas é bem eficiente quando adotamos essa intervenção punitiva”.
O autor sugere que cada um escreva uma carta para si mesmo no futuro, fazendo depois o caminho oposto: uma mensagem do seu eu maduro para o eu presente ainda não convencido sobre o caminho a trilhar. Tudo vale a pena para criar bons hábitos que se perpetuem.
Informações UOL
Vítimas foram esfaqueadas, segundo as autoridades locais. Um suspeito foi preso, e polícia chamou o caso de ‘agressão intencional’.
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Jardim de infância foi alvo de ataque, na China — Foto: Reuters
Um ataque em um jardim de infância deixou seis pessoas mortas e uma ferida, nesta segunda-feira (10), na China. As vítimas foram esfaqueadas, segundo as autoridades locais. Um homem de 25 anos foi preso.
A polícia chamou o caso de “agressão intencional”, mas não deu detalhes sobre as idades das vítimas. A imprensa chinesa afirmou que há adultos e crianças entre os feridos.
O caso aconteceu na província de Guangdong, sudeste da China, por volta das 7h40, no horário local – noite de domingo (9) no Brasil. As causas do ataque estão sendo investigadas.
Ataques em escolas têm se tornado mais frequentes na China, mesmo o país tendo uma lei rígida em relação ao porte de armas e segurança.
Em agosto de 2022, três pessoas foram mortas e seis ficaram feridas em um esfaqueamento em um jardim de infância na província de Jiangxi.
Já em 2021, um homem matou duas crianças e feriu 16 em outra escola infantil, em Guangxi.
Informações G1
País passa a seguir padrão internacional, com o Banco Central definindo o horizonte de convergência, escreve Carlos Thadeu

A principal missão do Banco Central é perseguir a meta de inflação estabelecida pelo CMN(Conselho Monetário Nacional), composto por Fernando Haddad, Simone Tebet e Roberto Campos Neto. Com esse objetivo, a instituição precisou aumentar a Selic para poder conter o avanço do IPCA. No entanto, depois da última reunião do CMN, o trabalho do Banco Central deve ficar mais fácil.
As metas de inflação foram implementadas em julho de 1999 no Brasil, sendo estabelecida uma taxa para o centro da meta e margens de tolerância para abaixo e acima desse valor. Considerando desde o início dessa política de regime de preços, a inflação ficou abaixo da banda tolerável em 2017 e acima em 2001, 2002, 2003, 2015, 2021 e 2022. Sendo que o mercado espera que esse ano a inflação fique novamente acima da meta.
Esses fatores mostram o que o Banco Central não vem conseguindo cumprir seu propósito, apesar de seus esforços. Um dos motivos é a necessidade de se atingir um equilíbrio entre as ações monetárias e fiscais, elas precisam estar alinhadas para atingirem ao objetivo comum, o bem-estar social.
Isso porque uma economia aquecida demais pelos gastos públicos pressiona os preços, fazendo com que os juros precisem ficar altos por mais tempo. Mostrando que a política monetária precisa do suporte da política fiscal para que suas medidas tenham o efeito desejado.
A demora para aprovação da âncora fiscal traz instabilidade a política fiscal do país e, consequentemente, incerteza para toda economia, fazendo com o Banco Central ainda não consiga reduzir a taxa Selic. Por isso havia tantas expectativas para essa reunião do CMN, quando alguns analistas consideraram a possibilidade de os integrantes aumentarem as metas.
Entretanto, esse movimento poderia desancorar ainda mais as expectativas. A decisão ideal era justamente a que foi tomada, alterar o período para alcançar a meta. Com isso, o país passa a seguir o padrão internacional, com o Banco Central definindo o horizonte de convergência.
O CMN se reuniu em 29 de junho para analisar os parâmetros estabelecidos para a inflação até o momento, com isso as metas permaneceram em 3,25%, 3,0% e 3,0% para 2023, 2024 e 2025, respectivamente. No entanto, houve mudança significativa, pois decidiu-se mudar o regime de meta de ano-calendário para um sistema contínuo.
Haverá maior flexibilidade para a taxa perseguida, já que corresponderá ao nível de inflação acumulada em 12 meses em um intervalo de tempo e não necessariamente de janeiro a dezembro. Ainda não está claro o período que será seguido com a implementação do regime de meta contínua. Porém, sabe-se que a alteração começa a valer em 2025, depois da saída de Campos Neto da presidência da autarquia.
Informações Poder 360

Foto: DIVULGAÇÃO/KARYME FRANCA
Um dos repórteres mais experientes da Globo, Edney Silvestre deixou a emissora em janeiro, após 30 anos de contrato. Sua demissão, apesar de repentina, aconteceu de maneira amigável e acolhedora pela equipe. Presença frequente no Globo Repórter, ele se aproximou de Sandra Annenberg e viu de perto o sofrimento de Gloria Maria em sua luta contra o câncer no cérebro.
Silvestre foi correspondente em Nova York de 1996 a 2002. Ele participou de coberturas jornalísticas importante, como a dos atentados terroristas de 11 de Setembro, em 2001; e a invasão do Iraque, em 2003. Também é escritor e dramaturgo e venceu o Prêmio Jabuti 2010 com a obra Se Eu Fechar os Olhos Agora –que virou minissérie da Globo em 2018.
Antes de sua demissão, teve contato com Gloria Maria na Redação do Globo Repórter, programa que ela apresentava com Sandra Annenberg. Segundo o jornalista de 73 anos, o diagnóstico de câncer de Gloria foi ocultado nos bastidores da emissora até que as internações se tornaram mais recorrentes, sendo impossível manter a discrição.
“Ela se afastou lá por outubro ou novembro. Ela sentava do meu lado lá no Globo Repórter, era uma grande contadora de histórias, muito divertida. E aí aconteceu isso, né? Nós nunca soubemos de nada por parte dela”, conta ele ao Notícias da TV.
Desde que deixou a emissora, o jornalista ocupa seu tempo com seus projetos literários e lançou um curso de escrita criativa. Ele não pensa em trabalhar na televisão novamente. “Se eu voltar para a TV, não existe mais aquele Jornalismo de antes, aquela TV não existe mais. Hoje existe um outro tipo de noticiário, não melhor ou pior, apenas um outro tipo”, aponta.
Confira a seguir a entrevista exclusiva com Edney Silvestre:
NOTÍCIAS DA TV – O que está fazendo neste momento, fora da Globo?
EDNEY SILVESTRE – Eu estou escrevendo um livro. Já escrevi, na verdade. Agora estou corrigindo, e sai em outubro. É chamado Segredos de um Repórter, e eu falo dessas diferenças de em um dia você estar cobrindo o tapete vermelho do Oscar; no outro, correndo da polícia no centro do Rio de Janeiro. Depois você está subindo a favela e cobrindo entrega de prêmio de MPB. E aí eu falo uma coisa que eu não sabia como repórter de imprensa escrita: eu nunca precisei me preocupar com roupa.
A Globo deixou você seguir com o desenvolvimento de seu curso de escrita criativa mesmo sendo contratado?
Eu teria que ter a permissão especial, porque esse curso é vendido. Eu não poderia, mas oficialmente fui demitido em janeiro. Muito gentilmente, o Ali Kamel me avisou três meses antes, inclusive me deu a liberdade de ir ou não trabalhar. Eu estava fazendo o Globo Repórter na época e continuei. Eu adoro a Redação, é a única coisa de que eu sinto falta: da minha convivência e dos meus colegas. Todos os meus colegas de Globo Repórter sabiam, e ninguém comentou nada.
A Sandra Annenberg também fazia parte desse grupo de amigos da Redação?
Adoro a Sandra, ficamos muito amigos no Globo Repórter, mas já nos conhecíamos por vídeo, porque ela apresentava o Jornal Hoje, e eu fazia entradas ao vivo lá de Nova York, então a gente conversava, mas era só isso. Quando eu voltei em 2002 ao Brasil, estava fazendo uma série pro Jornal Nacional, aí fomos jantar e tivemos logo aquele sentimento de que ela era minha amiga desde a infância. Depois ela passou para o Globo Repórter, e ficamos ainda mais amigos.
Você chegou a falar com a Gloria Maria antes da internação dela?
Ela se afastou lá por outubro ou novembro. Ela se sentava do meu lado lá no Globo Repórter, era uma grande contadora de histórias, muito divertida. E aí aconteceu isso, né? Nós nunca soubemos de nada por ela. Se você me perguntasse como ela estava, eu sinceramente não saberia dizer. Havia uma discrição muito grande, até porque se a doença dela fosse divulgada, envolveria duas adolescentes. Já pensou você ler a notícia de que sua mãe tem um câncer no cérebro? Mas todo mundo protegeu a Gloria e as meninas, até que não teve mais como segurar. Era uma internação atrás da outra, e então ela se foi.
A Globo perde ou ganha com essas inúmeras demissões de jornalistas com bagagem, como você?
A Globo perde ao não ter, por exemplo, Neide Duarte e Marcelo Canelas, mas eles ainda têm a Sônia Bridi. Ela é fabulosa, uma grande repórter em qualquer parte do mundo. As motivações que a empresa teve eu não sei, mas de fato ainda há grandes repórteres na TV Globo, e outros grandes saíram. Não que seja o meu caso, não me acho um grande repórter, apenas sou eficiente, faço meu dever de casa, tenho espírito de equipe e um leque de conhecimentos políticos e artísticos. É muito da minha geração, tínhamos uma formação eclética.
Sua demissão da Globo foi amigável?
Totalmente amigável. Eu fui chamado e teve uma linda carta, daquelas cartas que agora nem tem mais. O Ali escreveu lindamente, minha Redação do Globo Repórter fez uma festa para mim, me deram um bonequinho… Não foi nada traumática. A Globo é uma empresa e, assim como toda empresa, ela te contratata quando está interessada em seus serviços.
Sua trajetória na TV acabou assim que foi demitido, ou planeja voltar?
Do jeito que foi, nunca mais será. Apresentei com a Neide Duarte, tinha o GloboNews Literatura, fui repórter fixo do Globo Repórter, viajava muito, e isso não acontecerá mais. Se eu voltar para a TV, isso não existe mais, aquela TV não existe mais. Hoje existe um outro tipo de noticiário, não melhor ou pior, apenas um outro tipo.
Você fez grandes coberturas jornalísticas ao longo da carreira, como a invasão do Iraque e o 11 de Setembro. Colocou sua vida em risco?
Vida em risco a gente coloca indo para favela no tiroteio, em uma passeata, e no Iraque, mas quem cobre isso sabe que é assim. Não é que você não tenha medo, é mentira que não existe medo. Claro que eu tive medo de levar um tiro ou de explodir uma mina no Iraque. Porém, você tem uma missão. No 11 de Setembro, por exemplo, ninguém sabia o que tinha acontecido e para onde estávamos indo com aquilo. O repórter tem uma missão, e você a cumpre. Repórter não é um destemido.
Como é o processo de criação de um livro de um escritor vencedor de grandes prêmios?
Eu aprendi na marra. Porque eu não fiz nenhum curso de Literatura e eu tinha vontade, uma história que eu queria escrever, e que tinha esses dois meninos, um preto e um branco, e uma mulher assassinada. Tinha começado a escrever e parei no meio porque conforme comecei, fui descobrindo mais coisas em pesquisas. Fui entrando em racismo, homofobia, História do Brasil, comecei a ir para trás do governo de Getúlio Vargas [1882-1954], então parei e falei: ‘Não consigo’. Aconteceu que eu fui entrevistar o José Saramago [1922-2010] lá na ilha dele e, quando voltei, acabei escrevendo Se Eu Fechar os Olhos Agora.
Informações Notícias da TV UOL

“Eles vieram do nada”, repetia um surpreso George Russell depois de ver a McLaren ter, pela segunda corrida seguida, um ritmo melhor do que a Mercedes. Max Verstappen venceu o GP da Grã-Bretanha, mas Lando Norris, da McLaren, foi o segundo, e os carros laranja só não estiveram no pódio também com Oscar Piastri por um azar com o Safety Car.
Norris (que largou em segundo, com o companheiro Piastri em terceiro) chegou a tomar a liderança no começo da prova, aproveitando uma largada “terrível” de Verstappen, nas suas próprias palavras, mas sabia que sua briga não era com ele. “Aquela não era minha corrida, não podia acabar com meus pneus ali”, explicou Norris, ultrapassado por Verstappen na quinta volta. O holandês não seria mais ameaçado, para vencer pela oitava vez no ano.
Com Norris em segundo e Piastri em terceiro, ficou claro que o ritmo de corrida da McLaren era tão bom quanto na classificação. E também tão bom quanto o de Norris, com o carro já atualizado, na semana passada na Áustria. Atrás deles, Charles Leclerc sofria para se segurar à frente de George Russell, teria que antecipar sua parada, e sairia da disputa. O inglês foi um dos que tiveram azar por já terem parado quando a corrida foi interrompida por um Safety Car com pouco menos de voltas para o final.
Quem tinha conseguido ficar na pista com o mesmo jogo de pneus até aquele momento se deu bem, pois economizou tempo na parada. Foi o caso do companheiro de Russell, Lewis Hamilton, que apareceu na terceira posição após todas as paradas, ganhando as posições do companheiro, Piastri e Sainz com isso.
Mas a parte que mais surpreendeu os pilotos da Mercedes foi a final: Piastri tinha parado antes do SC, então tinha optado pelos pneus duros. E a McLaren também julgou que os pneus macios não durariam até o final da prova para Norris, mesmo com ele parando no SC. Tanto a Red Bull, com Verstappen na frente, quanto a Mercedes, com Hamilton, entenderam que sim.
Em teoria, o pneu duro era mais que 1s por volta mais lento que o macio, e todos estavam juntos por conta do Safety Car. Além disso, o composto mais duro seria mais difícil de ser aquecido. Mas Norris conseguiu se defender do ataque de Hamilton, de uma maneira que só restou ao heptacampeão elogiar. “Nas retas eu era mais rápido porque eu estou com uma asa menor, mas nas curvas rápidas ele era tão veloz que só me restou ficar olhando e curtindo”, disse o inglês, que terminou em terceiro.
Hamilton observou bem: é justamente o rendimento nas curvas de alta velocidade que colocou a McLaren nessa posição que ninguém poderia imaginar há duas semanas. No GP do Canadá, antes da atualização, as duas McLaren estavam fora dos pontos. Desde então, brigou pelas primeiras filas do grid e pelo pódio no final de semana de sprint na Áustria e agora em Silverstone.
São duas pistas que têm curvas de alta velocidade. No Red Bull Ring, são apenas duas, mas justamente aquelas em que carros como Aston Martin e Mercedes estavam sofrendo. E também foram dois finais de semana com temperatura de pista mais amena, o que realça outra qualidade da McLaren: a facilidade de colocar temperatura no pneu dianteiro.
Não é por acaso, portanto, que Lando Norris disse não estar tão animado para a próxima corrida. Na Hungria, é de se esperar muito calor, e a pista é um misto de curvas de média e baixa velocidades.
Mas essas duas últimas provas mostraram que a McLaren melhorou com a atualização, e agora o time busca não depender tanto das condições climáticas para entrar na já apertada briga para saber quem é a segunda força. Até porque Verstappen segue absoluto na frente.
Informações UOL
Reino Unido, Canadá e Espanha são contra decisão de Biden; armamento é proibido em 123 países

Países aliados aos EUA e organizações internacionais se posicionaram contra a decisão do presidente norte-americano, Joe Biden, de enviar bombas de fragmentação para a Ucrânia.
Os governos de países como Reino Unido, Canadá e Espanha se colocaram contra a medida. Já a Alemanha e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) afirmaram que cabe aos envolvidos decidirem se usam ou não o armamento.
Na 6ª feira (7.jul), Biden autorizou o envio de bombas de fragmentação para Kiev como parte de um novo pacote de assistência militar. O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que a Ucrânia prometeu usar as munições “com cuidado”.
Os países que se posicionaram contra o uso das bombas citaram a convenção de 2008, da qual são signatários, que proíbe a fabricação e o uso dessas munições. Ao todo, 123 nações se comprometem a não produzir nem usar o armamento.
Perguntado por jornalistas, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, disse que seu país continuará apoiando a Ucrânia, mas destacou que o Reino Unido é signatário da convenção que proíbe o uso de bombas de fragmentação.
O governo canadense reagiu no mesmo sentido. Em comunicado, afirmou que “o Canadá está em total conformidade com a convenção” contra o uso de bombas de fragmentação e leva a sério sua “obrigação de encorajar a adoção universal” ao tratado.
Entre os integrantes da UE (União Europeia), a Espanha e a Alemanha se manifestaram sobre o tema. A ministra de Defesa espanhola, Margarita Robles, pediu que as munições não sejam utilizadas. “Não às bombas de fragmentação e sim à legítima defesa da Ucrânia, que entendemos que não deveria ser feita com o uso de bombas de fragmentação”, falou a jornalistas.
Já a Alemanha não se posicionou contra o uso e sugeriu que a decisão foi ponderada. “Certamente os amigos norte-americanos não chegaram a essa decisão de maneira fácil”, afirmou o porta-voz do governo, Steffen Hebestreit.
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) também optou por não se posicionar. O secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, disse que a entidade não tem uma posição clara sobre o uso do artefato e que a decisão de usar ou não cabe aos países envolvidos.
Por outro lado, a Human Rights Watch foi enfática ao afirmar que “ambos os lados [Rússia e Ucrânia] devem parar imediatamente de usar munições de fragmentação” e que Washington não deve transferir as bombas para Kiev.
Informações Poder 360
Governador de SP disse ser “impossível concordar em tudo”, em referência às discordâncias entre os 2 na reforma tributária

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), afirmou neste domingo (9.jul.2023) que sempre será “leal” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Disse não ser possível “concordar em tudo”, em referência aos atritos entre os 2 sobre apoiar ou não a reforma tributária. Ele deu a declaração durante o evento de solenidade pelos 91 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, no Parque Ibirapuera, na zona sul da capital.
Eis a íntegra da fala do governador de São Paulo sobre o ex-presidente: “O presidente é um grande amigo. A gente pode divergir em alguns pontos sobre a reforma, é normal. Não é possível que a gente vá sempre concordar em tudo. Já era assim quando eu era ministro, tinha situações que eu discordava dele, mas procurava assessorar da maneira mais respeitosa e mais leal possível. Sempre tive uma lealdade muito grande. Os pontos que eu tinha colocado sobre a reforma foram colocados antes para ele e tá tudo bem. Conversamos e sempre serei leal ao presidente, sempre serei grato ao presidente. Se eu estou aqui, eu devo a ele”.
É a 1ª declaração pública do governador de SP depois do atrito.
Tarcísio apoiou a reforma tributária. Contrariou o ex-presidente e integrantes do PL.
Na 6ª feira (7.jul.2023), Bolsonaro disse que ter conversado com o governador paulista. Falou que a relação dos 2 voltou a ser como era antes: “Tudo 100%, conversa positiva”.
Informações Poder 360

Grupamento Aéreo (Graer) da Polícia Militar e o 11º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM/Itaberaba) resgataram um turista que se acidentou durante trilha na Cachoeira da Altina, no Vale do Pati, na região da Chapada Diamantina. Ocorrência aconteceu na manhã deste domingo (9).
O turista Thiago Almeida Lacerda, 41 anos, se acidentou e relatou dores nas vértebras L4 e L5, próximas da região lombar. Guias e outros colegas de trilha rapidamente acionaram as equipes do Corpo de Bombeiros, através do 193, que deslocaram para o resgate.
Ele foi imobilizado e levado para a região de Igrejinha, no Vale do Capão. Por se tratar de uma área de difícil deslocamento, os militares acionaram o suporte aéreo do Graer.
“Deslocamos rapidamente de Salvador até o ponto onde estava a vítima. Lá foram feitos os ajustes, a imobilização adequada e o levamos para a nossa Base Avançada (Bavan) da Chapada Diamantina, onde seguiu de ambulância para o Hospital Regional da Chapada (HRC), no município de Seabra”, contou comandante do Graer, tenente-coronel Anderson Wolney.
“Este foi mais um dos resgates importantes que realizamos nesta semana. Em conjunto com os Bombeiros salvamos mais uma vida”, finalizou o oficial.
*Bahia.ba

Não será desta vez que o Fluminese de Feira subirá para a primeira divisão do Campeonato Baiano. O Touro do Sertão perdeu para o Jaconina, por 1X0, e deixa o campeonato.
A partida válida pela última e decisiva rodada do Campeonato Baiano (Série B) ocoreu no Estádio José Rocha na cidade de Jacobina, na tarde deste domingo (9).
Estão classificados para as semifinais Jacobina, Jequié, Grapiúna e Vitória da Conquista, todos com 17 pontos. Os quatro clubes vão brigar por duas vagas na primeira divisão em 2024.
Este é o terceiro ano consecutivo do Fluminense de Feira na segunda divisão.
Na fase classificatória o Jacobina jogará contra o Vitória da Conquista e Jequié contra Grapiúna no mata-mata.
*Acorda Cidade