Madeira, luz natural e varandas para ver a mata são destaques (Por Carol Scolforo, colaboração para Nossa)
No redário, uma lareira a céu aberto fica a postos para receber conversas animadas à tarde e ao anoitecer.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
O living aberto à área externa e à piscina traz a sensação de liberdade para a família passar o dia em meio ao verde do jardim.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
Nem dentro de casa os olhos escapam da vegetação: se o mobiliário tem tons neutros, as vidraças permitem enxergar verde. O projeto de interiores, assinado pela própria moradora, Fernanda Brandão, privilegiou elementos naturais, design brasileiro e peças de profissionais locais, sintonizadas com itens do acervo pessoal.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
A madeira é uma linguagem forte na casa – leva aconchego e soluções arquitetônicas, como permitir a entrada de luz natural e sombras.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
O mesmo acontece no lavabo, que evita o lugar-comum dos lavabos fechados e escuros. Além da treliça, duas aberturas laterais ao espelho trazem luminosidade para dentro.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
A varanda funciona como uma extensão da sala de estar, mantendo piso e forro. Ao optar por portas de vidro, há leveza para quem vê de fora ou de dentro.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
No quarto do casal, a banheira tem a mata como atração maior na vista – branco e madeira trazem um visual simples e acolhedor.Imagem: Beto Riginik/Divulgação
Vista de fora, a varandinha revela o refúgio que os moradores encontram aos fins de semana. Não mais para se isolar, como antes: a casa vibra quando eles recebem amigos.Imagem: Beto Riginik/DivulgaçãoInformações Nossa UOL
O São Paulo é campeão da Copa do Brasil 2023. A espera para a conquista inédita do tricolor paulista terminou hoje (24), com o empate por 1 a 1 com o Flamengo. Uma tarde inesquecível no Morumbi.

O Flamengo abriu o placar com Bruno Henrique, mas Rodrigo Nestor empatou ainda nos acréscimos do primeiro tempo, amenizando a pressão que o rubro-negro trouxe após largar na frente.
Para ficar com o título, o time de Dorival Júnior se valeu da vantagem na primeira partida, quando ganhou no Maracanã por 1 a 0 — gol de Calleri. Dorival, inclusive, conquistou o troféu pelo segundo ano consecutivo, já que ano passado ganhou a Copa do Brasil pelo próprio Flamengo.
A Copa do Brasil era o último título que faltava na vasta galeria são-paulina. O time tinha batido na trave em 2000, quando perdeu a final para o Cruzeiro.
O título vale muito porque coroa o retorno de Lucas Moura ao São Paulo. Ele tinha conquistado o título anterior mais relevante do clube, a Sul-Americana 2012.
Para o Flamengo, este é o sexto título perdido na temporada, o segundo sob o comando de Jorge Sampaoli. Só resta o Brasileirão em 2023, mas a conquista é improvável porque a distância para o líder Botafogo é de 11 pontos.
A vitória na final rendeu ao São Paulo a premiação de R$ 70 milhões, apenas por levar a melhor no confronto decisivo. O Fla, por outro lado, ganhou R$ 30 milhões, além do que faturou nas fases anteriores.
A emoção de Rodrigo Nestor na comemoração do gol de empate do São Paulo vai além da euforia por fazer um golaço em um jogo tão importante.
A finalização certeira, de primeira, após Rossi afastar um cruzamento de soco foi um recado, na bola, para um jogador formado em Cotia que conviveu com doses de desconfiança e respondeu na bola. Curiosamente, Nestor tem 23 anos e nasceu naquele mesmo ano 2000, quando o São Paulo perdeu a final da Copa do Brasil para o Cruzeiro.
“Eu amo vocês”, gritou Nestor para a torcida após ser abraçado pelos companheiros. Logo ele, que ganhou funções novas com Dorival Júnior, atuando na faixa esquerda do meio-campo, e, de certa forma, se reinventou.

A temperatura foi alta em São Paulo. Em mais uma tarde na onda de calor que atinge o Brasil, os termômetros antes da partida apontavam 35º, o que motivou a realização de duas paradas técnicas.Continua após a publicidade
O Flamengo começou melhor. Precisando mudar o panorama do confronto, o rubro-negro pareceu bem mais organizado do que em jogos anteriores. Tanto que teve pelo menos duas boas chances antes de abrir o placar.
Arboleda saiu cedo. O São Paulo precisou fazer a primeira alteração logo aos sete minutos de jogo, porque o equatoriano sentiu um problema muscular na coxa esquerda. Aí, Dorival recorreu a Diego Costa.
Arrascaeta foi titular e jogou adiantado. O meia uruguaio formou, na verdade, uma dupla de ataque com Pedro. O Fla fez um esforço para contar com ele na final, fazendo um trabalho intenso de recuperação após lesão na coxa esquerda. O uruguaio, no geral, não jogou tão bem e foi substituído no segundo tempo.
Gabigol começou na reserva. O camisa 10 foi preterido por Pedro. Na lógica de Sampaoli, foi melhor começar com um meio-campo mais encorpado – sobretudo no lado direito, onde atuou Gerson. Gabigol só entrou aos 28 minutos do segundo tempo, substituindo o próprio Pedro.
Bruno Henrique deu esperança. A finalização de Pulgar rendeu uma ótima defesa de Rafael, mas a bola ainda foi na trave antes de encontrar o camisa 27. Foi assim que nasceu o gol do Flamengo, aos 40 do primeiro tempo.
A resposta rápida do São Paulo. O gol de Rodrigo Nestor evitou que o Flamengo fosse para o intervalo em vantagem. Ao mesmo tempo, incendiou a atmosfera do estádio e foi um balde de água fria nos planos de Sampaoli para o Flamengo.
São Paulo sustenta o placar e grita “campeão”. Com o empate construído no primeiro tempo, o São Paulo baixou as linhas, apertou a marcação e viu o Flamengo circular a bola – precisando de um gol para levar o jogo para os pênaltis. Só que esse gol jamais aconteceu, apesar das mexidas de Sampaoli, como a entrada de Luiz Araújo e Everton Ribeiro. O São Paulo botou fôlego novo no time, com Luciano e Michel Araújo, não aproveitou a chance clara que teve, mas não importou: a torcida soltou o grito de campeão.
De cara! Logo no primeiro minuto, Gerson ganha pelo alto de Arboleda e Pedro sai na cara de Rafael. A tentativa do atacante de encobrir o goleiro foi travada pelo são-paulino.
Cadê a direita? Aos 18 minutos do primeiro tempo, Gerson recebeu ótimo passe de Ayrton Lucas na área, conseguiu cortar Beraldo, mas a finalização de canhota foi fraca e defendida por Rafael. Chance clara desperdiçada pelo meio-campista convocado à seleção.
Triscou! Aos 35 minutos do primeiro tempo, Wellington Rato levou muito perigo ao gol do Flamengo com um chute de fora da área, da meia direita, que passou perto, por cima do gol.
De bike! Lucas Moura mandou uma bicicleta dentro da área e quase abriu o placar para o São Paulo, aos 37 minutos do primeiro tempo. A bola passou à direita da meta do Flamengo, mas plasticamente foi bem interessante.
Chapada! Pedro arriscou de fora da área buscando o ângulo de Rafael, mas a bola passou muito perto do gol, aos 40 minutos do primeiro tempo. Por cima.
Quase! Aos dois minutos do segundo tempo, o Flamengo avançou pela direita, conseguiu o cruzamento e, na sobra, Fabricio Bruno bateu de primeira e mandou para fora.
Que isso, Luciano! O São Paulo quase matou o jogo de vez aos 41 minutos do segundo tempo, em um contra-ataque. A jogada construída por Lucas Moura chegou a Luciano, que entrada há poucos minutos. A zaga do Fla estava toda desarrumada, mas o atacante são-paulino mandou para fora.
Defesa do título! No esforço final, Ayrton Lucas arrancou da esquerda para o meio, bateu de direita no canto, mas Rafael segurou com firmeza. A defesa que sacramentou o título.
São Paulo 1 x 1 Flamengo
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/Hora: 24/9/2023, às 16h (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado (Fifa-SC)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Bruno Boschilia (Fifa-PR)
VAR: Wagner Reway (Fifa-PB)
Cartões amarelos: Alisson, Pablo Maia, Rafinha, Gabriel Neves (SPO); Léo Pereira (FLA)
Cartão vermelho: Gabriel Neves (SPO)
Gols: Bruno Henrique, 44’/1ºT (0-1); Rodrigo Nestor, 49’/1ºT (1-1)
Renda/Público: 63.077 pagantes/ R$ 24.520.800,00
São Paulo: Rafael, Rafinha, Arboleda (Diego Costa), Beraldo e Caio Paulista (Wellington); Pablo Maia, Alisson (Gabriel Neves), Rodrigo Nestor (Luciano), Wellington Rato (Michel Araújo) e Lucas Moura; Calleri.
Flamengo: Rossi, Wesley, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Pulgar, Thiago Maia (Luiz Araújo), Gerson (Victor Hugo) e Arrascaeta (Everton Ribeiro); Pedro (Gabigol) e Bruno Henrique. Técnico: Jorge Sampaoli.
Informações UOL

A regra em relação aos medidores de velocidade, mais conhecidos como radares, é fiscalizar o excesso de velocidade de forma ostensiva, com a devida sinalização, para que a fiscalização não se torne uma armadilha para os motoristas.
Quando a sinalização do radar ou da lombada eletrônica é insuficiente ou incorreta, o motorista pode ser surpreendido com autuação de trânsito pelo excesso de velocidade.
Segundo a Resolução 798/2020 do Contran, os locais em que houver fiscalização de velocidade por meio de medidores do tipo fixo, estes devem ser precedidos de placa informando a máxima permitida.
Além dessa sinalização anterior, deve ser também instalada outra placa junto a cada medidor de velocidade.
Se a fiscalização do tipo lombada eletrônica, devem ser colocadas placas nas vias, informando a redução gradual do limite de velocidade, para que o motorista não seja surpreendido.
Em vias com duas ou mais faixas de trânsito por sentido, a sinalização da lombada ou do radar, por meio da placa de velocidade máxima, deve estar afixada nos dois lados da pista ou suspensa sobre a via.
Em relação ao intervalo entre a sinalização, se a velocidade permitida em via urbana for menor do que 80 km/h, essa placa deverá estar posicionada de cem a 300 metros antes do radar.
Caso esteja em vias urbanas que permitam velocidade maior que essa, deverá ficar de 400 a 500 metros do equipamento. Em rodovias, se a velocidade permitida for menor que 80 km/h, a placa deverá estar instalada de 300 a 1 km de distância do radar, enquanto em vias que permitem velocidade acima dessa, 1 km a 2 km.
Caso o motorista comprove que a sinalização do radar que gerou a atuação está fora do padrão exigido.
O Artigo 90 do CTB estabelece que não serão aplicadas penalidades caso a sinalização for insuficiente ou incorreta.
Assim, o órgão ou entidade de trânsito responsável pela via deve instalar essa sinalização e, eventualmente, responder pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação.
Logo, aquele que se sentir prejudicado por autuações indevidas ou por danos no veículo ocasionados por falha na sinalização, deve exercer o seu direito de defesa. Veja aqui como contestar uma atuação de trânsito.
Informações UOL

Uma mulher se jogou de um prédio em Ilhéus, no sul da Bahia, após ver o amigo agredir a namorada. De acordo com a Polícia Civil da cidade, o caso aconteceu no sábado (23) e o suspeito é policial militar. Ele foi preso em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, a vítima estava no apartamento com o suspeito e a namorada dele, quando o homem teria passado a agredir e ameaçar a companheira com uma arma de fogo. Já conforme a Polícia Militar, a vítima é vizinha do casal e tentou intervir na briga.
Com medo das ameaças e agressões, ela então pulou da janela do terceiro andar do imóvel, localizado no bairro Nossa Senhora da Vitória. A vítima foi socorrida e levada para uma unidade hospitalar em Ilhéus, onde segue internada neste domingo (24). Não há detalhes sobre o estado de saúde dela.
Além disso, também não há informações sobre o estado de saúde da namorada do PM, que afirmou ter sido agredida por ele.
A Polícia Militar informou que a arma do policial foi apreendida. O caso será investigado pela delegacia de Ilhéus e também pela própria PM.
G1

Nesta segunda-feira (25), a vacinação contra a gripe, covid e de rotina será realizada na Praça Bernardino Bahia, mais conhecida como Praça do Lambe-Lambe, a partir das 9h. A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde faz parte das comemorações dos 50 anos do Programa Nacional de Imunização, celebrado neste mês de setembro.
O evento que segue até às 17h também vai disponibilizar aferição de pressão arterial e glicemia. De acordo com a secretária municipal de saúde, Cristiane Campos, a estratégia tem como objetivo estimular a imunização, oportunizando quem tem doses atrasadas a atualizar a caderneta de vacina.
“É importante que as pessoas compareçam, pois vacinar é um ato de proteção e de amor com você mesmo, com seus familiares, amigos e todos aqueles que estão ao seu redor. A nossa ação foi pensada para facilitar a vida de quem tem uma rotina intensa e que trabalha no comércio. Essa é uma forma de otimizar o tempo dessas pessoas”, ressaltou.
Para ter acesso aos serviços, é necessário apresentar carteira de identidade, cartão do SUS e caderneta de vacina- esse último para quem for receber alguma dose. Nas pessoas menores de 18 anos, a aplicação é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.
A secretária também destaca que a cidade possui 104 salas de vacina espalhadas entre a zona urbana e rural. Dessas, seis são vinculadas ao programa Saúde na Hora e fazem aplicações até as 20h30. São elas: Unidades de Saúde da Família do Campo Limpo I, V e VI; Liberdade I, II e III; Queimadinha I, II e III; Parque Ipê I, II e III; Videiras I, II e III e Rua Nova II, III/ Barroquinha.

Guarnições do 7º BPM encontraram um cativeiro de aves utilizadas para a promoção de rinhas, resgataram cerca de 100 galos e prenderam um indivíduo, no município de São Gabriel (BA), no sábado (23).
Os PMs foram acionados através do disque-denúncia e, ao chegarem ao local indicado, constataram o fato, encontrando os animais em uma edificação com estrutura contendo um ringue, assentos para uma plateia e compartimento para o cárcere dos animais.
As aves eram mantidas em pequenas gaiolas de cimento e tinham sinais de maus-tratos. Um homem, que era responsável pelo local, foi localizado no imóvel, abordado e imediatamente detido.
O suspeito foi apresentado à 14ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior Coorpin), onde a ocorrência foi registrada.

“A rinha de galo é um crime cruel, devido ao sofrimento infligido aos animais envolvidos. Com o resgate dessas aves, a PM reforça o compromisso de combate aos crimes em sua área de atuação, inclusive crimes contra animais”, destacou o tenente coronel Flaiton Rodrigues, comandante do 7º BPM.
Acorda Cidade
Por J.R. Guzzo para a Revista Oeste
Juntos, o STF e o Poder Executivo governam o país sem nenhum tipo de concorrente ou de oposição capaz de impedir qualquer dos seus movimentos
O Brasil, dia após dia, está se transformando num país cubano/soviético.
Com o consórcio formado pelo Supremo Tribunal Federal e as facções que dão suporte ao presidente da República, o Brasil, cada vez mais, só tem governo — não tem população.
Como na Rússia comunista, e em todos os regimes que surgiram à sua semelhança, de Cuba e Coréia do Norte à China, o país está a caminho de ficar sem instituições; elas ainda não foram eliminadas oficialmente, mas cada vez valem menos.
Os cargos públicos que têm influência real na máquina do Estado vão sendo ocupados, a cada escolha, por aliados que o consórcio impõe.
Na prática, há um regime de partido único, a sociedade Lula-STF — os outros partidos fazem alguns ruídos, mas não conseguem controlar nem uma CPI que eles mesmos propõem, e podem ser multados em R$ 22 milhões se apresentarem uma petição à Justiça suprema.
Há um Congresso Nacional; em Cuba há e na Rússia Soviética também havia. Mas as leis aprovadas pelos deputados são simplesmente anuladas pelo STF, quando ele quer, e seja o assunto que for.
É o que está acontecendo com a lei sobre terras indígenas, aprovada na Câmara por 283 votos a 155, mas a caminho de ser declarada nula pelos ministros — como a Lei nº 14.950, sobre o mesmo assunto.
A maior parte da imprensa se dedica à adoração de Lula, do seu governo e do ministro Alexandre de Moraes. Funciona, na realidade, como um grande Pravda,ou Granja, escrito e falado em português — e muitas vezes em mau português.
Ainda falta um bom caminho para chegar lá, e a República Soviética do Brasil, pelo menos por enquanto, está se limitando a eliminar a liberdade política. (Na Rússia comunista, por exemplo, não havia, nem há, Parada Gay, nem gays parados nas esquinas e também era preciso passaporte interno para ir de uma cidade à outra, e a lista telefônica de Moscou era segredo de Estado, entre outras curiosidades que só o comunismo é capaz de criar.)
Mas é exatamente para lá, um regime totalitário mais ao estilo do século 21 e fabricado basicamente com peças de produção nacional, que o país está indo.
Faça uma pergunta simples: quem vai impedir, se são o STF e o Sistema “L” que escrevem as leis e decidem o que é legal e o que é ilegal?
Não vão ser, com certeza, as Forças Armadas, que de cinco em cinco minutos declaram-se a favor da “legalidade”, ou seja, do que o consórcio STF-Lula diz que é a legalidade.
De mais a mais, os comandantes militares estão a favor desse partido único que hoje governa o país; entregaram para a polícia, trancados em ônibus, os cidadãos que protestavam contra o resultado das eleições, em manifestação legítima, em frente ao QG do Exército em Brasília.
Não será o Judiciário, que é apenas uma grande repartição pública comandada pelo STF. Não será, obviamente, o Congresso, que não existe mais como força política efetiva.
Não serão os 150 milhões de brasileiros que estão ocupados o dia inteiro com a sua sobrevivência física, e não têm tempo para tratar de política. Em suma: não é ninguém.
Em que país sério do mundo, esses mesmos onde Lula faz “política externa” turística se hospedando em hotéis com diária de mais de R$ 40 mil, o presidente, rei ou primeiro-ministro nomeia seu advogado pessoal para a Suprema Corte? Nem Stalin fez isso.
A união soviética brasileira não é um “copiar e colar” da antiga URSS; embora leve mais ou menos aos mesmos resultados, em termos de criar uma ditadura efetiva na vida pública, é basicamente coisa de construção tupiniquim, sem maiores filosofias políticas como o original em alemão.
Não houve nenhuma revolução, nem a tomada do Palácio de Inverno ou a descida da Sierra Maestra. Sua chave é o acordo de acionistas entre o STF e o Poder Executivo, tal como ele é encarnado por Lula — juntos, governam o país sem nenhum tipo de concorrente ou de oposição capaz de impedir qualquer dos seus movimentos. Os ministros, para ficar só no mais grosso, eliminaram as leis brasileiras para tirar Lula da cadeia, onde cumpria pena pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e para anular todos os processos penais contra ele, de modo a possibilitar a sua candidatura à Presidência da República.Agora avançam contra os efeitos da Lava-jato anulando todas as suas sentenças e penalidades que incidiram sobre os corruptos e sobre as empresas envolvidas no maior esquema de corrupção jamais visto na história desse País.
Foram todos inocentados e deverão receber de volta todos os bilhões que roubaram da Nação e que a Lava-jato 9s obrigou a devolver aos cofres públicos.
Através do TSE e com o apoio do STF, comandaram a campanha mais escura, contestada e parcial da história eleitoral brasileira, com um sistema de urnas eletrônicas que não é utilizado em nenhuma democracia do planeta; contaram os votos e declararam que Lula tinha ganhado. Em troca, o Sistema “L” aceita tudo o que o Supremo quer que se faça, em qualquer área ou ocasião.
Juntos, escolhem os novos integrantes do TSE, que passa a ser 100% controlado pelo consórcio, e combinam quem serão os comparsas que assumirão os cargos chaves dos poderes da República como agora, no caso do novo procurador-geral da República, o que elimina o Ministério Público como força independente na vida pública brasileira, conforme estabelecido na Constituição.
São decisões tomadas em churrascos hermeticamente fechados e isolados do resto do mundo em Brasília, com a proibição da entrada de celulares no recinto.
Que diabos de “instituições” resultam de um negócio desses?
Na verdade, as instituições e os deveres obrigatórios de uma república ou das verdadeiras democracias estão sendo eliminados, um depois do outro, pelas decisões tecnicamente legais do consórcio STF-Lula. O presidente, em meio à indiferença da população e à anestesia moral que marca o Brasil de hoje, nomeia o seu advogado pessoal para a vaga existente no STF — o seu advogado pessoal, nada menos que isso. A mídia, o mundo político e as classes intelectuais fingem que a nomeação é uma coisa normal, ou quase normal.
Não chama a atenção de ninguém um fato muito simples: é impossível, no mundo das realidades, que o novo ministro tome qualquer decisão minimamente contrária aos interesses do presidente da República — ou alguém acredita, honestamente, que ele possa ser imparcial nas suas sentenças, como é exigência elementar de qualquer democracia decente?
Lula, na verdade, governa sem nenhum freio — pois um dos freios, o Judiciário, é seu sócio no partido único, e o outro, que seria o Legislativo, não é capaz de frear nada, mesmo porque, quando tenta frear alguma coisa, o STF vem e diz que não vale.
O resultado prático é que Lula compra sofás de R$ 65 mil para a decoração de sua residência — com dinheiro do pagador de impostos, é claro. Compra um novo Airbus para o seu transporte pessoal. Recebe em Brasília um ditador que tem a cabeça a prêmio por US$ 15 milhões, por tráfico internacional de drogas. Faz o que quer, e o que o STF deixa.
Há eleições no Brasil, mas também há o TSE — e enquanto houver o TSE as eleições não valem nada, ou só valem o que a “Justiça Eleitoral” diz que valem.
O TSE, hoje, é uma polícia política integralmente a serviço do governo.
É uma aberração que consegue gastar R$ 10 bilhões por ano, mesmo nos anos em que não há eleição nenhuma, e não tem similar em nenhum outro País do mundo,— a começar pelo fato de que se dá o direito de cassar mandatos de deputados federais ou de quem lhe der na telha.
Cassaram o mandato do deputado Deltan Dallagnol, por vingança pessoal de Lula, sem o mais remoto vestígio de legalidade; foi uma decisão de AI-5, com umas fumaças de procedimento jurídico que não enganariam uma criança com dez anos de idade.
O resultado é que o consórcio anulou a decisão legítima dos eleitores do Paraná; pior ainda, nomeou de forma grosseira o novo ocupante da vaga que foi aberta pela cassação, colocando no lugar de Dallagnol, que teve 350 mil votos, um outro que teve 12 mil.
Em seguida vão cassar o Sérgio Moro dando continuidade à sanha vingativa do Lulinha do AMOR.
Que tal, como limpeza, ou mera lógica, do sistema eleitoral?
Já cassaram os direitos políticos de Jair Bolsonaro, única e exclusivamente porque identificam nele um possível candidato que se opõe com chances de sucesso ao partido único STF-Lula.
É uma medida preventiva, ou de back-up antecipado — estão agindo como se as próximas eleições presidenciais pudessem ser diferentes das de 2022, do ponto de vista operacional do TSE. De novo, como no caso do deputado Dallagnol, a proibição para Bolsonaro disputar eleições, ou ter qualquer participação na política brasileira, é 100% ilegal.
A desculpa é que ele manifestou dúvidas sobre a perfeição do atual sistema de urnas eletrônicas, só adotado, além do Brasil, em dois países, Butão e Bangladesh.
Poderia ser qualquer outra coisa: genocídio, assassinato de índios, quilombolas e gays, defesa da cloroquina,tudo dá motivos para a cassação do Bolsonaro. O objetivo é eliminar a direita da vida política do Brasil.
Como é possível, com um mínimo de racionalidade, tornar alguém inelegível porque ele disse que tinha dúvidas sobre um sistema de votação obviamente sujeito a todo tipo de dúvida?
E o próximo passo será prendê-lo como uma espécie de vingança do Lula que até hoje não absorveu a sua justa prisão e quer dar o troco cometendo uma injustiça contra o Bolsonaro.
A implacável perseguição ao ex-presidente que até o momento não conseguiu reunir razões que justifiquem sua prisão, será coroada com sucesso pela delação premiada do seu ex ajudante de ordens, o Coronel Cid que foi pressionado ardilosamente com uma prisão injusta de mais de três meses por supostas falsificações de cartões de vacinas e que no decorrer do processo foi sendo engrossado com novas acusações de venda fraudulenta de jóias, lavagem de dinheiro e outras que se caracterizaram como uma verdadeira tortura psicológica que resultou finalmente, na obtenção da forçada “delação premiada” com o único objetivo de prender o Bolsonaro e satisfazer os instintos vingativos do Lula.
Além, por um despacho do ministro Alexandre de Moraes, o STF cassou sem nenhuma formalidade legal o mandato do governador de Brasília. Depois devolveu, por outro despacho do mesmo Alexandre de Moraes — mas o governador, hoje, é capaz de jurar que o triângulo tem quatro lados, se os ministros assim quiserem.
Com o Congresso é o mesmo tipo de calamidade.
O que adianta pagar R$ 14 bilhões por ano para manter um Congresso cujas leis podem ser anuladas a qualquer momento, e sem razão nenhuma, pelo Supremo?
Não é só o marco temporal.
Já foi a mesma coisa com a anulação da lei que determinava o cumprimento da pena em prisão fechada para réus condenados em segunda instância, o que tirou Lula do xadrez da Polícia Federal onde ficou trancado durante 20 meses.
Também será assim, daqui a pouco, com a lei, perfeitamente aprovada pelo Congresso, que tornou voluntário o pagamento do imposto sindical — o efeito imediato dessa lei, obviamente, foi que nenhum trabalhador brasileiro quis pagar mais.
Nessa área, o STF já exarou decisão sobre a legalidade da cobrança pelos sindicatos da “contribuição sindical”, (o que é diferente do Imposto Sindical),a ser cobrada inclusive dos trabalhadores não sindicalizados.
O que poderia representar com mais perfeição a vontade do povo?
Mas Lula quer que o imposto volte a ser obrigatório, e o STF se prepara para atender a exigência.
O ministro que foi encarregado de resolver o problema argumenta que hoje os “tempos são outros” — um raciocínio realmente espantoso, levando-se em conta que os tempos estão em mudança perpétua e, por via de consequência, nenhuma lei aprovada no passado é válida no presente.
Fazer o quê?
Esse Congresso Nacional que está aí não é capaz sequer de proteger os mandatos dos seus próprios deputados; não é capaz de nada.
A “Mesa” da Câmara dos Deputados concordou oficialmente com a cassação de Dallagnol.
Já havia concordado, não faz muito tempo, com a prisão por nove meses do deputado Daniel Silveira, e das demais sanções contra ele,também por ordem do ministro Moraes.
É diretamente contra a lei.
A Constituição diz que um deputado federal só pode ser preso em flagrante, e pela prática de crime inafiançável; Daniel Silveira não foi preso em flagrante nem cometeu nenhum crime inafiançável.
E daí?
Foi preso do mesmo jeito.
Aliás, está preso de novo hoje, desta vez por não usar a tornozeleira eletrônica que o ministro lhe impôs, apesar de ter recebido um indulto absolutamente legal do ex-presidente Bolsonaro; o STF, como nas leis aprovadas pelo Congresso, decidiu que o indulto não vale.
Esperar o que, se o presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira, está disposto a assinar a cassação do seu próprio mandato, se receber ordem do STF?
Não há nada a esperar.
A República Cubano/ Soviética do Brasil ainda não acabou com a propriedade privada — e nem parece a ponto de acabar, quando se considera a ilimitada quantidade de propriedades estritamente privadas que os membros do consórcio têm e que por isso mesmo, estabeleceu que as propriedades privadas, que a critério do STF, não cumpram com os “objetivos sociais”, serão passíveis de serem cassadas.Assim, eles cassam as que quiserem ao seu critério.
Também não tornou legal, pelo menos até agora, a coletivização da terra — apesar da paixão de Lula pelo movimento semi terrorista que invade propriedades rurais, destrói bens e pratica a violência armada, sem que um único de seus agentes seja jamais incomodado pelo sistema judicial.
Mas já organiza e hospeda, em Brasília, reuniões do seu próprio Comintern, a que hoje se dá o nome de “Foro de São Paulo” e que cobra inscrições em dólar.
Está montando uma máquina estatal de estilo soviético, que só serve ao partido e está mais distante do povo brasileiro do que a Terra da Lua.
O Ministério da Justiça, logo esse, já é comandado por um comunista de carne e osso; ele mesmo, aliás, já disse que é comunista “graças a Deus”.
É para aí que vai a procissão…
E agora brasileiros, o que vamos fazer para evitar que isso se torne cada vez mais realidade?
Como vamos impedir que isso aconteça?
Proposta: Vamos começar divulgando esse texto em todas as mídias sociais, para uma conscientização geral.
É uma esperança.
Tribunal pode analisar o caso porque tem a tarefa de garantir o respeito à Constituição. Congresso também pode regulamentar a questão, mesmo com uma futura decisão da Corte.
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A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para descriminalizar aborto até a 12ª semana de gestação — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da ação que pretende descriminalizar o aborto feito por mulheres com até 12 semanas de gestação reacendeu as discussões sobre o papel do tribunal na análise destes temas — que também são pauta do Congresso Nacional.
O ponto central é que a questão que está em jogo em relação ao caso envolve tanto atribuições do Poder Legislativo quanto do Poder Judiciário.
A ação apresentada pelo Psol e o Instituto de Bioética (Anis) ao Supremo questiona trechos do Código Penal — em um ponto específico da lei que nunca foi atualizado e que está em sua redação original, a de 1940. Ou seja, de quase 83 anos.
São regras que tratam do aborto com o consentimento da gestante.
Os autores perguntam ao tribunal se estes pontos — anteriores à Constituição de 1988 — são considerados compatíveis com as regras e princípios da Carta que atualmente rege o país.
Na visão deles, não são, já que violariam princípios como o da dignidade da pessoa humana, liberdade, igualdade, não discriminação.
Embora existam propostas de deputados e senadores para alterar estes trechos, elas ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional. No total, Câmara e Senado têm 195 propostas em tramitação sobre o tema – a maior parte introduz novas restrições ao aborto.
Coube a um partido político com representação no Parlamento, o Psol, trazer o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Ou seja, a Corte não iniciou a discussão por conta própria — foi provocada a tomar uma decisão.
A própria relatora, ministra Rosa Weber, pontuou a discussão sobre a competência do STF em seu voto, apresentado na sexta-feira (22).
Segundo a ministra, cabe ao Judiciário analisar se as decisões tomadas pelo Legislativo e Executivo seguem as regras e princípios fundamentais da Constituição, que garante direitos da minoria. Por isso, ela defende que o Supremo precisa enfrentar o tema, já que foi provocado.
“Na democracia, os direitos das minorias são resguardados, pela Constituição, contra prejuízos que a elas [minorias] possam ser causados pela vontade da maioria”, afirma.

Rosa Weber vota pela descriminalização do aborto até 12 semanas
Como, pela Constituição, deve zelar para que a legislação brasileira tenha harmonia com o que prevê o texto constitucional, caberá ao Supremo dar uma definição ao caso que tem em mãos.
A ação foi a julgamento virtual após seis anos de tramitação no tribunal. Antes disso, passou por audiência pública de instituições e especialistas no tema.
Agora, com o pedido de destaque do ministro Luís Roberto Barroso, será pautada em data ainda a ser definida no plenário presencial. Na ocasião, os especialistas, técnicos e participantes do processo vão ter a oportunidade de apresentar novamente seus pontos de vista.
O voto da ministra Rosa Weber – que já deverá estar aposentada na volta do processo – será preservado. Na prática, seu sucessor não vai apresentar voto. Será a ocasião em que os demais ministros também vão apresentar suas posições.
Uma eventual decisão do Supremo sobre o tema é passível de recurso na própria Corte e não impede a ação do Congresso para legislar sobre o assunto – inclusive de forma contrária ao que definir o tribunal, se deliberar que é necessário.
O que pode ocorrer, no entanto, é que uma proposta eventualmente aprovada pelos parlamentares poderá ser alvo de novo questionamento do Supremo que, mais uma vez, será chamado a decidir.
Informações G1

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula.
Obrigada a reagir após uma série de vitórias da direita, a esquerda voltou ao poder no Brasil e em outros países da América Latina, além de ter representantes nos Estados Unidos.
A existência de dois campos políticos opostos não é mais colocada em dúvida, como chegou a acontecer nos final dos anos 1980 e começo de 1990. Pelo contrário, a polarização acirrada parece evidenciar as diferenças entre eles.
Ainda assim, há nuances. Ao longo de mais de dois séculos, o termo esquerda abarcou grupos, propostas e ideais diferentes, até se chegar a um relativo consenso.
Conheça os capítulos principais dessa história.
O uso do termo tem origem atribuída a um episódio ocorrido em 28 de agosto de 1789, no período da Revolução Francesa.
Naquele dia, a Assembleia Nacional Constituinte criada após a tomada da Bastilha deliberou sobre os poderes constitucionais a serem eventualmente concedidos ao rei Luís 16 sobre as decisões do Legislativo.
À direita da tribuna agruparam-se aqueles que queriam dar ao rei poder de veto absoluto. À esquerda ficaram aqueles que eram contra qualquer poder de veto ou defendiam apenas a possibilidade de um veto suspensivo, ou seja, provisório.
A partir dessa decisão, foram cunhados os termos direita e esquerda. No entanto, eles só passariam a ser usados de forma corrente a partir do século 19, para distinguir adeptos da monarquia absolutista dos partidários da monarquia constitucional ou mesmo do regime republicano.
Ao longo do tempo, o termo passou a designar grupos distintos.
Se, nos primórdios, o termo esquerda designava aqueles favoráveis a uma limitação do poder do monarca, a partir da obra de Karl Marx (1818-1883) passou a se associar à luta pelo socialismo e à defesa dos trabalhadores.
Com a queda do Muro de Berlim e fracasso do projeto da União Soviética, por sua vez, a esquerda passou a incorporar cada vez mais bandeiras relativas aos direitos de grupos marginalizados.
Inserem-se nesse contexto o feminismo e os movimentos antirracista e LGBTQIA+.
“De forma geral, a esquerda hoje não é mais uma esquerda de combate ao capitalismo, é pela igualdade dos oprimidos”, diz o cientista político Bruno Bolognesi, professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
“Os valores mudaram porque o bloco socialista acabou como ideal histórico e também porque essas pessoas vivem em um mundo de maior abundância.”
Há diferentes definições. Na academia, uma das mais utilizadas é a elaborada pelo filósofo italiano Norberto Bobbio (1909-2004) em seu livro “Direita e Esquerda – Razões e Significados de Uma Distinção Política”, de 1994.
Na obra, publicada no Brasil pela editora Unesp, Bobbio define a esquerda como o campo político guiado pelo ideal da busca por igualdade, não como uma utopia, mas como uma tendência.
Em termos práticos, diz, isso significa “favorecer as políticas que objetivam tornar mais iguais os desiguais”.
Outro critério bastante usado para distinguir esquerda e direita na academia é o grau de intervenção do Estado na economia.
Não. Há grupos considerados de esquerda ou centro-esquerda em alguns países que não receberiam a mesma classificação em outras nações —caso de alas do Partido Democrata dos Estados Unidos, por exemplo.
Além disso, há temas que, em alguns países, são mais associados à esquerda e, em outros, à direita.
Bolognesi ressalta o exemplo de países nórdicos, em que a aliança com partidos verdes e a emergência da questão imigratória levou a uma moderação da esquerda, o que não ocorre em outras partes do mundo.
O cientista político e professor da FGV Cesar Zucco cita também o exemplo do Chile, com presença forte de uma esquerda cristã, em contraposição ao secularismo desse campo em outros países.
Segundo ele, isso acontece porque nem sempre a política é unidimensional, ou seja, em alguns casos ter uma posição mais de esquerda na economia não significa estar nesse mesmo campo na questão dos costumes ou das liberdades individuais.
Em outras situações, por sua vez, a política apresenta essa característica unidimensional, quando o critério de ser de esquerda ou de direita mapeia muito bem outras diferenças.
“Nos Estados Unidos, se você perguntar a posição da pessoa sobre o aborto muito provavelmente vai saber qual a preferência política dela. No Brasil, também há uma forte correlação”, afirma.
Antes de responder à pergunta, é preciso fazer a ressalva de que há diferentes critérios usados para classificar um partido na esquerda ou na direita.
Entre eles, está a autodeclaração de parlamentares das siglas; análise da atuação no Congresso; análise por inteligência artificial dos manifestos partidários; e avaliação por uma comunidade de especialistas, por exemplo, cientistas políticos.
Um dos artigos mais recentes sobre tema é o publicado por Zucco e pelo brasilianista Timothy Power, da Universidade Oxford. Eles analisam o posicionamento ideológico de partidos com presença no Congresso por meio de entrevistas realizadas com os parlamentares.
Com isso, ficam à esquerda PSOL, PT, PSB, PDT e PC do B.
Outra métrica, criada pela Folha, mescla sete critérios: frentes parlamentares; migração partidária; coligações; opiniões de especialistas; autodeclaração dos parlamentares, medida na pesquisa de Power e Zucco; GPS ideológico do Twitter; e votação na Câmara dos Deputados.
Foram avaliados todos os partidos. Aqueles sem presença no Congresso, ou com presença muito diminuta, não pontuaram nos quesitos relativos a atuação parlamentar.
Nessa régua, o PCO é o partido mais à esquerda, seguido por PSTU, PSOL, Unidade Popular, PT, PCB, Rede, PC do B, PSB, PV e PDT.
A ressalva do uso de diferentes critérios também vale nesse caso, mas, ainda segundo a obra de referência de Bobbio, a diferença estaria no valor da liberdade.
Na extrema esquerda, estariam grupos que, além de defender a igualdade, são autoritários. Ele cita o exemplo dos jacobinos da França, que mandavam seus inimigos para a guilhotina no período do Terror da Revolução Francesa.
Já na centro-esquerda, segundo o filósofo italiano, estariam doutrinas e movimentos que defendem tanto a igualdade como a liberdade, incluindo o que ele chama de “socialismo liberal” e os partidos social-democratas.
A eles se contraporiam a centro-direita, libertária, mas defensora apenas da igualdade perante a lei, e a extrema direita, antiliberal e anti-igualitária, que tem como exemplos o fascismo e o nazismo.
Fonte: Folha de São Paulo.
Órgão foi geneticamente modificado para ser melhor aceito por corpo do paciente. Na primeira tentativa, paciente morreu dois meses depois de receber coração suíno.
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Pela segunda vez na história, cirurgiões transplantaram o coração de um porco para um homem, anunciaram os médicos da Universidade de Medicina de Maryland, nos Estados Unidos, na sexta-feira (22), dois dias após o procedimento.
O paciente, Lawrence Faucette, é um veterano da Marinha de 58 anos e tinha outros problemas além de insuficiência cardíaca. Por isso, ele era inelegível para um transplante de coração tradicional.
“Ninguém sabe deste ponto em diante. Pelo menos agora tenho esperança e uma chance”, disse Faucette, em um vídeo gravado pelo hospital antes da operação. “Vou lutar com unhas e dentes por cada respiração que puder respirar.”
Embora as próximas semanas sejam críticas, os médicos ficaram entusiasmados com a resposta inicial do paciente ao órgão do porco, que foi geneticamente modificado.
Lawrence Faucette sentado com sua esposa, Ann, no hospital da escola em Baltimore, Maryland, em setembro de 2023, antes de receber um transplante de coração de porco. — Foto: University of Maryland School of Medicine
“Temos esperança de que ele volte para casa em breve para aproveitar mais tempo com sua esposa e o resto de sua amorosa família”, afirmou Bartley Griffith, que realizou o transplante, em comunicado.
Em janeiro de 2022, a mesma equipe de médicos realizou o primeiro transplante do mundo de um coração de porco geneticamente modificado para um ser humano. O paciente, David Bennett, sobreviveu por dois meses.
Para fazer esta nova tentativa num paciente vivo, os pesquisadores de Maryland precisaram de uma permissão especial do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (FDA). A equipe alegou que, embora o primeiro paciente tenha morrido por razões que não são totalmente compreendidas, os médicos aprenderam o suficiente desde então para tentar novamente.
Faucette, que se aposentou como técnico de laboratório nos Institutos Nacionais de Saúde, teve que concordar que entendia os riscos do procedimento.
“Não temos outras expectativas além de esperar mais tempo juntos. Isso poderia ser tão simples quanto sentar na varanda e tomar café juntos”, disse Ann Faucette, esposa do paciente.
As tentativas de transplantes de órgãos de animais para humanos falharam durante décadas, pois o sistema imunológico das pessoas destrói imediatamente o tecido estranho. Para tornar os órgãos mais semelhantes aos humanos, os cientistas modificam os porcos geneticamente.
No total, 10 alterações foram feitas:
Além disso, depois do primeiro transplante, os médicos descobriram a existência de um vírus presente no coração do porco. Isso os permitiu aperfeiçoar os testes no órgão antes de transplantá-lo.
“É uma sensação incrível ver o coração deste porco funcionar em um ser humano”, disse o Dr. Muhammad Mohiuddin, especialista em xenotransplante da equipe de Maryland. Mas, advertiu ele, “não queremos prever nada. Tomaremos cada dia como uma vitória e seguiremos em frente.”
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