
O início da expansão da fábrica Bridgestone em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, foi celebrado, nesta segunda-feira (9), com as presenças do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin; do governador Jerônimo Rodrigues; do presidente da Bridgestone para a América do Sul, Vicente Marino; do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do Ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Na ocasião, as autoridades realizaram uma visita guiada às instalações da indústria.
Jerônimo Rodrigues destacou a importância da expansão da Bridgestone para a economia baiana. “A capacidade profissional que a gente tem na Bahia, a planta que está sendo ampliada aqui, é um ambiente de sementes sendo jogadas ao solo, para que possamos manter a expectativa de emprego, de geração de renda. São mil pessoas, mil trabalhadores e trabalhadoras dirigindo essa produção, e dobrar a quantidade de pneus é realmente uma boa notícia para todos”, avalia.
Para o governador, a presença dos três ministros e do vice-presidente é uma sinalização de cumplicidade do governo Lula: “nós queremos caminhar juntos. As duas agendas de hoje [expansão da fábrica Bridgestone e lançamento da BYD] significam a reconceituação do Polo de Camaçari. É uma nova dinâmica que nós estamos tratando, é o fortalecimento de um polo que teve história e que, agora, passa por mudança e modernização, com nova economia e nova industrialização”, conta.
A planta teve um investimento de quase R$ 1 bilhão, anunciado entre 2021 e 2022. A previsão é de que o projeto esteja totalmente concluído no fim de 2024. De acordo com Vicente Marino, esta obra vai proporcionar um aumento na capacidade de produção anual da unidade em 1,5 milhões de pneus.
“Para nós, é um imenso prazer poder celebrar este investimento de R$ 1 bilhão que estamos fechando hoje. Começamos em 2007, com uma produção de cerca de oito mil pneus e hoje estamos praticamente dobrando, em menos de 15 anos, a nossa presença. Isso é só parte da jornada, porque queremos chegar a mais”, comemora o presidente da Bridgestone para a América do Sul.
Atualmente, a empresa gera mil empregos e, ao final da expansão em execução, devem ser criados 400 novos empregos, entre fixos e temporários. O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, reforça a relevância de atração de investimentos dessas indústrias para a Bahia e todo o País.
“É interessante ver como as medidas de reforma tributária e de incentivo à indústria estão contribuindo para a retomada do setor automotivo e a renovação da frota de caminhões e ônibus”, diz Alckmin, que completa: “fico feliz em ver o comprometimento em impulsionar o crescimento da indústria, gerar empregos e cuidar do meio ambiente. Vamos trabalhar juntos para alcançar esses objetivos”.
Durante o ato, foi anunciada, ainda, a intenção de ampliar a fazenda de geração de energia sola da fábrica, com um investimento adicional de R$ 10 milhões. A planta também está acompanhando a crescente procura por veículos elétricos/híbridos, fornecendo pneus de alto desempenho que atendam a essas necessidades.
Informações Bahia.ba

Foto: Divulgação/Forças de Defesa de Israel
O Brasil está entre os países do mundo que não consideram o Hamas uma organização terrorista. Essa posição oficial, compartilhada com África do Sul, Rússia e Noruega, além da própria Organização das Nações Unidas (ONU), contrasta com a visão dos Estados Unidos e da União Europeia.
A explicação está na alegada neutralidade brasileira em conflitos internacionais, combinada com o atual engajamento diplomático pela busca da convivência de Israel com um Estado palestino independente, sem levar em conta a escalada de atos criminosos que pesam sobre essa questão. Ou seja, o Brasil é partidário da solução de dois Estados, um israelense e um palestino. Hoje não há Estado palestino formal.
O Hamas, organização terrorista armada e uma das maiores no território palestino, iniciou no sábado (7) um conflito com Israel, lançando violento ataque-surpresa contra a população e as Forças de Defesa de Israel. A agressão histórica incluiu o disparo de milhares de foguetes a partir da Faixa de Gaza e incursões terrestres, aéreas e marítimas com extremistas armados, resultando em tiroteios nas ruas e no sequestro de reféns, incluindo mulheres e crianças e massacres contra a população civil. O Brasil se manifestou lamentando as mortes de civis, mas omitindo a gravidade das ações de terror do Hamas.
A posição do Itamaraty contradiz a própria legislação do Brasil, que exige a presença simultânea de três requisitos para que um ato seja classificado como terrorismo: uma ação contra a vida, integridade física ou espaços públicos; motivação baseada em razões xenofóbicas ou discriminatórias relacionadas a raça, cor, etnia e religião; e, por último, o objetivo de causar terror social ou generalizado. Apesar dessa legislação, o Ministério das Relações Exteriores não menciona os aspectos terroristas do maior ataque que Israel enfrentou nos últimos 50 anos, e que levou à declaração de guerra formal por parte do governo israelense.
Para analistas ouvidos pelaGazeta do Povo, a postura do Brasil, que hoje preside o Conselho de Segurança da ONU, se orienta pela tradição, mas também pode indicar alinhamentos políticos e interesses estratégicos. “Como atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil vai se sentar para negociar com o Hamas. É possível, que também por essa razão, o Itamaraty não queira assumir logo de início posição combativa contra o grupo”, ponderou Luciana Brassolatti de Oliveira, professora de Relações Internacionais do Ibmec-DF.
A especialista explicou que, no atual momento de grande consternação internacional, a ONU e o Brasil não classificaram o Hamas e suas ações como “terroristas”.
“Mas se olharmos todas as convenções e tratados atuais, o Hamas preenche todos os quesitos para ser classificado de terrorista. Isso torna mais desafiadora a condução do tema, levando em conta a tradição diplomática neutra do Brasil, de busca negociada no plano internacional para a celebração de acordos de paz”, ressaltou ela. Na avaliação dela, o mundo assistiu no último sábado um ato inequívoco de terrorismo, uma barbárie que já resulta em mais de mil mortes. Para ela, o direito dos palestinos à sua terra, com devida proteção e reconhecimento, deve ser observado, mas sem que se confunda a população palestina com o grupo terrorista Hamas.
O cientista político Márcio Coimbra avalia que a recusa do Brasil em chamar o Hamas de organização terrorista é motivada por considerações políticas, especialmente devido ao apoio do Irã ao grupo terrorista palestino. Isso porque o Irã pode ser colocado em breve no grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) por influência de Moscou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem mostrando apoio a Moscou e à China desde o início de seu mandato. Em diversas ocasiões, ele tomou partido da Rússia no debate sobre quem seria o culpado pela guerra na Ucrânia.
Coimbra destacou a longa tradição de confrontação do Brasil em relação a Israel, interrompida durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). “Desde 2006, o Brasil revelou simpatia pelo grupo anti-Israel nas suas fronteiras”, disse o professor, que também é presidente do Instituto Monitor da Democracia.
Ele ressaltou que, apesar da tentativa de o Brasil contornar evidências, o Hamas atende a todos os critérios para ser considerado uma organização terrorista. “A questão vai então além do apoio à causa palestina, uma vez que o Hamas não reconhece o direito de Israel existir, diferentemente da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), que reconheceu essa garantia nos Acordos de Oslo, celebrados há 30 anos. Essa divergência de abordagem pôs o Hamas e a OLP em posições opostas”, disse.
Reservadamente, especialistas em relações exteriores argumentam que a postura do governo atual não é exclusiva dele, mas abrange praticamente todos os anteriores, que evitaram rotular o Hamas como grupo terrorista. A razão fundamental por trás disso é que o Brasil teria mais a perder do que a ganhar ao fazê-lo. Haveria um aspecto econômico significativo em jogo, relacionado às remessas financeiras da comunidade síria e libanesa no Brasil para seus familiares no Oriente Médio. No entanto, há a expectativa de que, dependendo do desenvolvimento do conflito no Oriente Médio, a posição do Brasil possa até ser reavaliada pela diplomacia.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) condenou veementemente a violência e o terrorismo praticados pelo Hamas, considerando-os como “as ações daqueles que não têm argumentos”. Ele expressou solidariedade com os israelenses que foram alvos dos ataques brutais por “facínoras travestidos de defensores do povo palestino” e cobrou do governo do presidente Lula “o dever moral de repudiar essas ações e denunciar os criminosos que a perpetraram”.
Na mesma linha, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também criticou o governo brasileiro por não mencionar o grupo terrorista responsável pelos ataques a Israel em sua nota oficial, emitida pelo Ministério das Relações Exteriores. Ele levantou a hipótese de que essa postura seja influenciada por motivos questionáveis, referindo-se aos “parabéns” recebidos por Lula do Hamas quando de sua eleição no fim de 2022.
Como integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ele espera que o colegiado ou mesmo o plenário da Câmara aprovem moção de repúdio à violência e de solidariedade a Israel, para que o mundo saiba diferenciar a manifestação oficial do Executivo da posição do Legislativo.
O Hamas, cujo nome em árabe significa “entusiasmo” ou “fervor”, surgiu após a revolta popular conhecida como “Primeira Intifada” ou “Guerra das Pedras” em dezembro de 1987. Intifada, por sua vez, significa “tremer de medo” ou “despertar abrupto de um sonho”. O termo designa uma ação de hostilidade e desobediência civil dos palestinos em relação às forças de segurança de Israel. Por isso, a guerra iniciada no fim de semana é uma ação muito mais grave que uma Intifada.
O Hamas alega que a Palestina é uma terra islâmica e mantém posição radical de não reconhecer o direito de Israel a existir como um Estado independente.
O analista militar Fernando Montenegro, especialista em Forças Especiais, disse acreditar que a atual abordagem brasileira em relação ao terrorismo do Hamas em solo israelense reflete a volta da esquerda no poder no Planalto. Ele observa que as ações do governo Lula se assemelham às de outros países com afinidades ideológicas semelhantes. De acordo com Montenegro, essa orientação ideológica faz com que a política brasileira se incline a um alinhamento externo em relação à questão palestina, o que explica a relutância da diplomacia brasileira em condenar o grupo terrorista.
Além disso, ele aponta para a proximidade entre o Brasil, Venezuela e Irã, com os quais o governo brasileiro busca fortalecer laços. Essa proximidade é evidenciada pelo fato de que esses governos tendem a adotar uma postura menos assertiva em relação a casos de crime organizado e tratam organizações terroristas como as que lutam contra a suposta dominação imperialista, por exemplo.
Gazeta do Povo

Uma checagem no Twitter/X desmentiu um texto do site de esquerda Brasil247, publicado no sábado 7, segundo o qual “é falso que o Hamas parabenizou Lula, por vitória na eleição”.
O contexto adicionado por leitores reafirma que “o Hamas parabenizou, sim, o presidente Lula pela eleição, conforme nota do site do próprio Hamas e fartamente divulgado pela mídia à época”.
Nesse fim de semana, o grupo terrorista surpreendeu Israel com um ataque, matando centenas de inocentes e raptando pessoas a esmo.
“Trata-se de uma vitória para todos os povos oprimidos ao redor do mundo, particularmente o povo palestino, pois ele é conhecido por seu forte e contínuo apoio aos palestinos em todos os fóruns internacionais”, afirmou o Hamas, na ocasião da vitória de Lula, na disputa eleitora do ano passado. Para o ajuntamento extremista, Lula é um “lutador pela liberdade”, de acordo com o documento publicado no ano passado.

Em diversas declarações públicas, Lula tem acenado à Palestina. Durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, o petista disse ser “perturbador ver que persistem antigas disputas não resolvidas e que surgem ou ganham vigor novas ameaças”. Segundo o presidente, isso evidencia as dificuldades para se criar um Estado Palestino.
Informações Revista Oeste

Com os ataques contra Israel, iniciados nesse sábado (7/10), o brasileiro Rafael Zimerman ficou ferido com estilhaços de granadas durante uma festa rave. Atualmente, ele está internado no hospital Soroka. Segundo comunicado oficial do Itamaraty, Zimerman está em choque, mas passa bem. Ainda de acordo com o órgão, estão desaparecidos os brasileiros Bruna Valeanu e Ranani Glazer.

Rafael Zimerman foi resgatado de um banker
Há uma terceira pessoa, com identidade brasileira e israelense, que também está desaparecida e foi identificada como Celeste Fishbein. Até o momento, não há informações de vítimas brasileiras.

Celeste Fishbein: judia brasileira desaparecida após conflito
Ranani Glazer, de 24 anos, estava em uma festa rave no Sul de Israel quando o país foi alvo de bombardeio. Amigos chegaram a relatar que o jovem estava escondido em um abrigo, mas que o local teria sido invadido. Desde então, os familiares não receberam mais notícias do gaúcho.

Ranani Glazer está no mesmo evento. Ainda não há informação sobre o jovem
Em seu perfil no Instagram, Glazer chegou a postar fotos e vídeos no festival, realizado em Tel Aviv, a capital de Israel. Em nota divulgada na manhã desse sábado (7), o Itamaraty informou não ter confirmação de vítimas brasileiras no atentado.
Segundo informações postadas pelo rapaz na internet, ele atua como soldado nas Forças de Defesa de Israel. Desesperados, amigos passaram a postar fotos do gaúcho e telefones na tentativa de obter informações sobre a localização dele.
Bruna Valeanu estava na mesma festa rave que Ranani. No entanto, ainda não há informações de que ambos se conheciam. A jovem é natural do Rio de Janeiro e morava na cidade de Petah Tikva, próximo a Tel Aviv.

Bruna Valeanu é uma das brasileiras também desaparecidas
Felipe Jurek é amigo de Rafael e moram e trabalham no país. Felipe estava em Tel Aviv quando recebeu uma mensagem de Rafael falando sobre o bombardeio. Ele viajou 40 minutos em meio aos ataques para resgatar o amigo em Beer Sheva.
“Assim que eles começaram a ouvir as explosões, encerraram a música, todo mundo começou a correr para tudo o que é lado, começaram a ouvir tiros, e aí eles correram para um bunker. Chegaram a matar um policial, tacaram granada dentro do bunker”, contou Felipe ao Jornal Nacional.
Quando Rafael foi resgatado do bunker pela polícia, em estado de choque, ele conseguiu enviar uma foto e sua localização para o amigo. “Ele falou que viu pessoas queimando, viu pessoas levando tiro e foi feio, foi bem ruim a coisa”, relatou Felipe.
Rafael foi transferido para um hospital na cidade de Haifa, devido a lotação dos hospitais em Beer Sheva. “Tiraram ele e mais algumas pessoas, mas não foi todo mundo que sobreviveu desse bunker”, finalizou Felipe, que encontrou o amigo muito ferido, mas consciente.
O Gabinete de Segurança de Israel declarou, neste domingo (8/10), estado de guerra. Segundo o governo, o conflito teria sido “imposto a Israel por um ataque terrorista e assassino de Gaza.” O ato oficializa o embate e permite a adoção de medidas militares abrangentes.
Referindo-se aos ataques-surpresa do Hamas da véspera, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que derrotará o grupo radical islâmico, mas alertou que a guerra “vai levar tempo”. O político conservador enfatizou que os eventos recentes foram algo “jamais visto em Israel” e jurou “vingança esmagadora por esse dia negro”. O premier garantiu que as forças militares israelenses chegarão a todos os lugares onde o Hamas possa estar se escondendo.
Netanyahu disse considerar o grupo diretamente responsável pela segurança e pelo bem-estar dos civis e soldados que mantêm cativos, acrescentando que Israel “acertará contas com qualquer um que cause danos” a esses reféns. Segundo observadores, o sábado foi o dia mais sangrento do conflito israelo-palestino desde a guerra do Yom Kippur, há 50 anos.
Metrópoles

Foto: Reprodução/Instagram.
Juarez “Swarup” Petrillo continua preso em Israel, após os ataques terroristas por parte do Hamas. Nas redes sociais, Alok, filho do músico, utilizou os stories do Instagram para explicar que o pai está bem e que segue esperando em um bunker para voltar para casa.
“Sobre os acontecimentos de hoje, estou consternado e ainda chocado com o ataque covarde aos milhares de inocentes com o uso de mais de 2.500 mísseis na invasão em diversos locais no sul de Israel”, condenou o DJ.
Na sequência, Alok explicou que seu pai foi contratado para tocar em Israel. “Como muitos de vocês sabem, o meu pai estava em um desses locais invadidos e sobre a relação dele com o evento em que estava, ele não é o realizador. O meu pai foi contratado para se apresentar em um evento que licenciou os direitos de uso do nome do festival, como já aconteceu em diversos outros países”, detalhou.
O DJ explicou que conseguiu contato com seu pai após diversas tentativas. “O produtor israelense licenciou o uso da marca e produziu o evento por conta própria, sendo o meu pai uma das atrações. Na região historicamente fazem eventos, inclusive no dia anterior houve outro festival com o mesmo perfil e no mesmo local. Todas essas informações fiquei sabendo hoje após inúmeras tentativas de contato”, declarou.
Alok declarou que seu “pai está seguro em um bunker aguardando direcionamento para retomar ao Brasil” e destinou suas orações para o país do Oriente Médio. “Minhas orações pelos desaparecidos, pelo povo da região que é vítima dessa guerra cruel e pelos familiares que sentem dor nesse momento, muita tristeza”, completou.
Metrópoles

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo.
Janja é uma primeira-dama de poucos amigos – e muitas intrigas – no governo. Além da presidente do PT Gleisi Hoffmann, de quem é próxima desde quando trabalharam juntas em na hidrelétrica de Itaipu Binacional, os mais conhecidos aliados, os ministros Márcio Macedo (Secretaria-geral) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação), contrastam com um personagem que tem todas as ressalvas da esposa do presidente Lula: o chefe da Casa Civil Rui Costa.
Interlocutores do Palácio do Planalto atribuem a Costa o veto para que a primeira-dama tivesse um cargo formal no governo. O argumento de Rui Costa, endossado pelo advogado-geral da União Jorge Messias, era o de que a nomeação para um posto no Executivo poderia ser enquadrada como nepotismo. No entrevero sobre dar ou não uma pasta formal a Janja, o ministro da Justiça Flávio Dino, favorito para a indicação da vaga aberta com a aposentadoria de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal, ficou do lado da primeira-dama e disse que há interpretações jurídicas que permitiriam afastar a tese de nepotismo. Até hoje a primeira-dama não tem um posto oficial no governo.
Janja também atribui ao chefe da Casa Civil um dos primeiros desgastes no terceiro mandato de Lula – o vazamento da compra de quase 400.000 reais em móveis para equipar a área íntima do Alvorada. A presença da primeira-dama em reuniões políticas provoca incômodos e desacertos entre aliados desde a campanha presidencial, quando correligionários se depararam com a esposa do petista, com notebook a tiracolo, em conversas reservadas de formação de chapas e alianças, mas ganharam tração com a projeção dela depois da vitória do marido nas urnas.
Segundo a advogada mestre em Direito Público Maís Moreno, apesar da controvérsia que a nomeação da esposa de um político possa provocar, o STF não tem entendimento unânime sobre o tema. Uma súmula da Corte afirma categoricamente que “a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”, mas, de acordo com Moreno, uma decisão relatada pelo atual presidente do STF Luís Roberto Barroso estabelece que a súmula não se aplica a cargos públicos de natureza política, o que, em tese, abre caminho para que primeiras-damas assumam projetos, programas e secretarias na área social. Em sentindo oposto, o ministro Edson Fachin já decidiu que “os cargos políticos também estão abrangidos pela Súmula Vinculante”.
VEJA

A indicação do novo procurador-geral da República (PGR) deve ser protocolada indefinidamente pelo presidente Lula (PT). Para o cargo, o petista deve ser mantido a subprocuradora Elizeta Ramos interinamente por tempo mais prolongado. A informação é da coluna Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.
De acordo com a colunista, na avaliação de ministros do núcleo central do governo, a interinidade, e a esperança de permanecer no cargo, farão com que Elizeta Ramos tenha uma atuação moderada —apesar de seu perfil, tido como conservador.
Ainda segundo a coluna, o entendimento no governo é de que o cargo de PGR é até mais importante que o de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Cabe ao chefe do Ministério Público Federal, afinal, o oferecimento de uma denúncia criminal contra o presidente da República.
Para a vaga, Lula recebeu os nomes dos subprocuradores Paulo Gonet, Antônio Carlos Bigonha, Aurélio Virgílio Veiga Rios, Carlos Frederico Santos e Luiz Augusto Lima. Ao contrário do que ocorre na disputa pelo STF, em que os candidatos são velhos conhecidos, no caso da PGR nenhum deles conquistou a confiança do petista.
Informações Bahia.ba
Empresa automobilística chinesa será lançada em Camaçari, nas instalações da antiga Ford

O lançamento da fábrica automobilística chinesa, BYD, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS) acontece nesta segunda-feira (9), às 10h. O evento é considerado um marco importante para o fomento da economia baiana, que vai retomar a produção no estado Bahia, desta vez com a produção de veículos elétricos e híbridos.
O investimento massivo da BYD para a implantação dessas fábricas em Camaçari totalizará R$ 3 bilhões. A estimativa da empresa é que cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos sejam gerados com essa empreitada. Além disso, a automobilística chinesa compromete-se a promover treinamento e capacitação de mão de obra especializada, com foco na contratação de profissionais locais.
A cerimônia para o lançamento da pedra fundamental contará com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o fundador e CEO Global da BYD, Wang Chuanfu, e da CEO BYD Américas, Stella Li, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, além de secretários e deputados baianos.
A capacidade de atrair investimentos na Bahia é exemplificada pela BYD, mas esse desempenho positivo já é observado há algum tempo. Somente este ano, de janeiro a setembro, foram implantados 49 novos empreendimentos na Bahia, totalizando R$ 3,96 bilhões em investimentos e a criação de mais de 5 mil empregos.
A projeção para os próximos anos é a criação de 34,5 mil postos de trabalho a partir de 380 empreendimentos, com um aporte de R$ 127 bilhões na economia baiana.
Informações Bahia.ba
Criminosos do Hamas invadiram território israelense, além de realizar sequestros e lançar mísseis contra civis

O conflito deflagrado a partir do ataque organizado pelo grupo terrorista Hamas contra Israel já contabiliza 1,2 mil mortos, informam autoridades internacionais.
Até o início desta segunda-feira, 9, cerca de 700 pessoas foram assassinadas em Israel desde sábado 7. Muitas delas eram civis. O número de feridos, a saber, é de 2,1 mil. Na ocasião, terroristas do Hamas invadiram o território israelense em área próxima à Faixa de Gaza. Além disso, os criminosos do grupo extremista realizaram sequestros e lançaram mísseis contra o país judaico.
De acordo com as forças militares israelense, 260 corpos foram encontrados somente no local onde ocorria um festival musical — e que acabou como alvo de terroristas. Nesta segunda, o Hamas afirma que, além de ser responsável por dezenas de assassinatos, mantém mais de 100 reféns.
Com o ataque terrorista, o governo israelense declarou “estado de guerra”. Em carta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que deixará em ruínas as localidades onde os militantes do Hamas estiverem.

O governo de Israel não ficou, contudo, parado. Diante do ataque terrorista, as forças militares do país partiram para cima do Hamas. Nesse sentido, Israel informou que a Faixa de Gaza está fechada. Além disso, as autoridades israelenses realizaram ataques contra 653 bases do grupo extremista, que conta com apoio público do Irã.
Conforme informações de agências internacionais, 493 pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o ataque terrorista de autoria do Hamas. Ainda de acordo com a imprensa estrangeira, o número de mortos na Cisjordânia, área ao leste de Israel e que é controlada por autoridades palestinas, está em sete.
Informações Revista Oeste

Foto: Tomas Cuesta/Pool via Reuters (01.out.23).
No segundo e último debate oficial de candidatos à presidência da Argentina antes das eleições, realizado neste domingo (8), o atual ministro da Economia e candidato, Sergio Massa, disse que incluirá o movimento palestino Hamas na lista argentina de organizações terroristas e prometeu criar um “FBI argentino” para combater a criminalidade.
O candidato de ultradireita Javier Milei, do partido A Liberdade Avança, disse que, se chegar à presidência, não vai aderir à agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece metas globais para o desenvolvimento sustentável, que qualificou como “marxismo cultural” e “decadência”.
O ataque do Hamas a Israel ganhou protagonismo logo na abertura dos discursos de quatro dos cinco candidatos. Milei manifestou “solidariedade com Israel e seu pleno direito de proteger seu território dos terroristas”.
Patricia Bullrich, da coalizão de centro-direita Juntos pela Mudança, que foi com uma fitinha preta simbolizando luto no terninho, sob um broche com a bandeira argentina, manifestou solidariedade “neste momento triste do ataque, do terrorismo do Hamas”.
O candidato peronista não alinhado ao kirchnerismo Juan Schiaretti se restringiu a reiterar sua “solidariedade com o povo de Israel pelo ataque sofrido”. Já Massa, também com uma fitinha no peito, expressou “solidariedade com todas as vítimas de um ataque terrorista brutal, que hoje deixa o mundo de luto”.
A candidata da sigla Frente da Esquerda e dos Trabalhadores, Myriam Bregman, fez a menção somente ao fim do discurso inicial, afirmando sentir dor “pelas vítimas civis”, mas ressaltando que “ocorrem em um conflito que tem como base a política do Estado de Israel de ocupação e apartheid contra o povo palestino”.
O assunto voltou à tona quando Milei perguntou a Massa como ele avançaria na política internacional se dentro da coalizão governista “tem gente que apoia os terroristas e é amigo dos países delinquentes”.
O ministro respondeu que há anos defende a possibilidade de julgamento na Argentina com a ausência do réu, o que permitiria que terroristas suspeitos pelos atentados terroristas contra a Embaixada de Israel e contra a Associação Mutual Israelita da Argentina, cujas explosões nos anos 1990 deixaram mais de 100 mortos em Buenos Aires, possam ser condenados.
E afirmou que, se for presidente, incluirá o Hamas entre as organizações listadas como terroristas pelo país, que tem a maior comunidade judaica da América Latina.
No debate deste domingo, dedicado aos temas “segurança”, “trabalho e produção”, “desenvolvimento humano, moradia e proteção do meio ambiente”, houve mais trocas de acusações do que no anterior, há uma semana.
Bullrich, que foi ministra de Segurança do ex-presidente Mauricio Macri, acusou o kirchnerismo de “defender delinquentes” e questionou a proposta de Milei de desregular o mercado legal de armas.
“Se liberarem [o comércio de armas], vão terminar massacrando crianças nas escolas”, disse ela, que também questionou a defesa que ele fez de “gerar mecanismos de mercado” para o transplante de órgãos.
Segundo ela, “a venda de órgãos” – que Milei nega propor – geraria “sequestros de crianças e tráfico de pessoas”.
Bullrich manteve o discurso mão dura e disse que entrará em territórios dominados pelo tráfico de drogas “com as forças provinciais, nacionais e se for necessário, com as Forças Armadas”.
Disse também que, se eleita, reduzirá a maioridade penal de 16 para 14 anos, ao que foi questionada por Bregman: “Gostaria que nos conte até que idade [quer baixar], até os 12, até os 10, até o Jardim da Infância?”.
Já Massa afirmou que lutará contra a insegurança com prevenção, fazendo com que juízes “tenham que prestar contas para a sociedade” e com a criação de um FBI argentino – uma agência federal integrada pelos melhores integrantes das forças de segurança do país para atuar contra a corrupção, o narcotráfico e o tráfico de pessoas.
Milei, por sua vez, disse que “por culpa da casta política”, o Estado falha e o país vive um “banho de sangue”. Ele pediu que os castigos sejam efetivos, e que “saia caro ser delinquente”, mediante uma reforma do sistema prisional, do código penal e do sistema judiciário do país.
“Na Argentina liberal, quem terá medo serão os delinquentes”, garantiu.
Esse foi um dos diversos momentos em que Bullrich mencionou o ex-chefe de gabinete da província de Buenos Aires, o kirchnerista Martín Insaurralde, que protagonizou um escândalo pela divulgação de fotos suas passando férias em um iate de luxo em Marbella, no Mediterrâneo, ao sul da Espanha.
As fotos vieram à luz na semana passada, dias após a publicação do índice de pobreza do primeiro semestre, que revelou que 1,2 milhão de argentinos passaram a ser pobres no último ano, e geraram indignação. O peronista acabou renunciando ao cargo.
“Não dá para fazer uma boa segurança se os seus sócios são delinquentes”, disse a candidata do Juntos pela Mudança para Massa, que mencionou diversas denúncias de corrupção contra o kirchnerismo.
Quando o assunto foi trabalho e produção, o alvo foi Massa, que há um ano assumiu o ministério da Economia.
Ele defendeu suas medidas recentes para amenizar o impacto da disparada dos preços após as eleições primárias, como a devolução do imposto sobre os produtos da cesta básica e o fim do imposto de renda para trabalhadores que ganham até R$ 25 mil mensais.
“Quero perguntar para o ministro: é possível viver com 124 mil pesos [cerca de 800 reais no mercado paralelo de câmbio] por mês como vivem os aposentados?”, questionou Bregman.
O peronista Schiaretti acusou Massa de ter levado, desde que assumiu, a inflação acumulada de 12 meses de 65% para 124% e o dólar de 250 para 800 pesos no mercado paralelo.
Já Milei disse que Massa somente faz propostas para os trabalhadores, mas “se esquece do capital” e que por isso, 30% dos trabalhadores formais da Argentina estão abaixo da linha de pobreza.
Bullrich, por sua vez, mencionou a disparada do dólar, o aumento da pobreza e o bloqueio do governo às importações. “A Argentina está na destruição total e profunda do seu aparato produtivo, e em vez de arrumar a emergência, você cava o poço mais fundo”, disse para o ministro.
Massa se defendeu, afirmando que os outros candidatos parecem “paraquedistas suecos”, por esquecerem que o último governo contraiu a maior dívida da história do Fundo Monetário Internacional, com o empréstimo para Macri em 2018, de 45 bilhões de dólares, a que o candidato governista atribui os graves problemas econômicos do país.
Em seu discurso sobre trabalho e produção, Milei criticou a emissão monetária e defendeu a “modernização do sistema trabalhista” com “redução das punições para que haja crescimento com acumulação de capital e crescimento do salário real”.
Logo, foi acusado por Bregman de querer eliminar licenças e décimo-terceiros. “A única liberdade que o Javier Milei defende é a de te explorarem sem limites”, criticou ela.
Como resposta, Milei disse a Bregman que socialistas não entendem de economia e ironizou a proposta da candidata de reduzir a jornada de trabalho para seus horas diárias para que haja mais contratações: “Isso é maravilhoso.
Por que então não deixamos só em uma hora por dia? Vai ter emprego para todos. É como dizer que dá para modificar a lei da gravidade com um decreto”, respondeu, em tom jocoso.
Neste momento, Massa disse que Milei desrespeita as mulheres, o que “mostra seu traço autoritário”.
“Quero deixar bem claro o que o Milei está propondo: um mercado de trabalho onde as mulheres não têm possibilidade de se desenvolver, onde os mais jovens têm que ir a um mercado precário de salários, onde trabalhadores perdem direito a férias remuneradas e indenização e, principalmente, onde voltamos a um regime de escravidão”, acusou.
A troca de acusações continuou intensa quando os candidatos podiam fazer perguntas sem temas definidos. Bullrich acusou Milei de fazer acordos com o partido de Massa para fechar suas listas de candidaturas municipais e provinciais.
Já Milei disse que ela pretende “lavar seu passado de montonera assassina”. Os Montoneros eram uma organização armada dos anos 1960 e 1970, vinculada à juventude peronista, da qual Bullrich era integrante. Ela nega ter apelado para a violência na época.
Quando Massa questionou Milei por ter votado contra uma lei para diagnosticar e prevenir doenças cardíacas no primeiro ano de vida dos bebês, o ultradireitista respondeu que a saúde pública deveria funcionar para isso sem uma legislação e acusou a atual administração de ser responsável por “um desastre” pandemia.
“Temos 130 mil mortos por culpa deste governo ‘genocida’”, acusou.
Perguntado por Schiaretti sobre se vai aderir à Agenda 2030 da ONU, o economista ultraliberal respondeu: “Não, porque não aderimos ao marxismo cultural, não aderimos à decadência”. E alegou que seu programa de governo tem uma “agenda energética com restrições aplicáveis na Europa”.
Mas quando Bregman mencionou o negacionismo do candidato sobre a mudança climática, Milei disse os ciclos de aquecimento global sempre ocorreram e que “todas as políticas que culpam o ser humano” pelo fenômeno “são falsas e a única coisa que querem é arrecadar fundos para financiar socialistas preguiçosos que escrevem papers de quarta categoria”.
Na maioria das pesquisas, Milei lidera as intenções de voto com cerca de 35%, diante de Massa, que aparece em segundo lugar, e de Patricia Bullrich, que aparenta ter menores possibilidades de disputar um eventual segundo turno.
Para ganhar no primeiro turno, o candidato precisa obter 45% dos votos ou 40% com uma diferença de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado.
As eleições presidenciais da Argentina acontecem em 22 de outubro. Se necessário, o segundo turno será em 19 de novembro.
CNN Brasil