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Presidência do Senado
No Senado, proposta sobre minirreforma eleitoral deverá ser discutida com cautela, avisa Pacheco | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira, 14, que não há pressa para debater o texto da minirreforma eleitoral. O tema deve ter votação concluída nesta semana, na Câmara dos Deputados. 

Segundo Pacheco, quando o documento chegar ao Senado, a proposta será incluída no projeto do novo Código Eleitoral. Trata-se de proposta que está em discussão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. publicidade

 “Assim que essa matéria chegar ao Senado Federal, eu vou despachar para a CCJ para que seja apensada ao Código Eleitoral”, disse o presidente do Senado. “É algo complexo, um Código Eleitoral inteiro. Então, temos que avaliar se é possível fazer isso em duas semanas ou não.”

Ainda de acordo com Pacheco, as constantes alterações na lei eleitoral causam “instabilidade” para o processo. Segundo ele, será necessário entregar um projeto sólido e de maior aderência no Legislativo.

“Não só em razão da produção do Congresso Nacional, mas também das interpretações dadas pela Justiça Eleitoral, há certa instabilidade”, afirmou Pacheco. “A cada eleição temos uma regra. Isso não é bom. Chegou o momento de amadurecermos um projeto que seja sólido, que tenha aderência pelo Congresso.”

Minirreforma eleitoral

Discussão e votação de propostas. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

De autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ), a proposta foi relatada pelo deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA). O projeto passou apenas pelo grupo de trabalho da Câmara.

Segundo Pereira Júnior, a minirreforma é pequena, consensual e de simplificação. “Nós, o Congresso Nacional, estamos dando um recado à sociedade”, disse. “O nosso sistema eleitoral é bom, precisa de pequenos ajustes. As grandes mudanças já foram feitas, cabe agora somente aperfeiçoar.”

O primeiro texto da minirreforma regula a propaganda eleitoral e o uso do fundo partidário. O outro trata da prestação de contas e das regras que impedem um político condenado de se candidatar.

Confira os pontos que a minirreforma eleitoral pode alterar:

  • duração de inelegibilidade;
  • número máximo de candidaturas;
  • datas do calendário eleitoral;
  • regras para candidaturas coletivas;
  • possibilidade de campanha na internet no dia da eleição;
  • possibilidade de produzir propaganda em duas línguas;
  • regras para uso de recursos em campanhas;
  • regras para cota feminina;
  • regras de punição em caso de irregularidades; e
  • distribuição de vagas.

Informações Revista Oeste


Como proteger o seu celular do vírus ‘ladrão de Pix’

Foto: neotam/Pixabay

É possível se precaver do vírus que “desvia” o Pix mudando o valor e o destinatário. Bastam alguns cuidados na hora de atualizar aplicativos ou ao receber solicitações de acesso às “opções de acessibilidade” do celular. 

O vírus se instala no celular por meio de um falso aplicativo imitando o WhatsApp. Primeiro, o usuário recebe uma notificação anunciando uma atualização disponível para o popular mensageiro. 

Ao tocar nela, a pessoa acessa uma tela de instalação do aplicativo “Atualização Whats App v2.5”. É ele que contamina o celular e permite a fraude do Pix depois, quando a vítima utilizar o recurso. 

Como age o programa fraudulento

Antes que o usuário insira a senha, a tela do aplicativo de banco fica com o símbolo de carregando (um movimento circular constante). Então, aparece o campo para se colocar a senha, normalmente. 

vírus rouba desvio pix
(Não) faz o Pix: Vídeo no X (ex-Twitter) mostra o golpe quase acontecendo | Imagem: Reprodução/Twitter @Rosemar22372662

É nesse momento que a vítima, desavisada, acaba transferindo um valor que o criminoso preencheu, para a chave Pix que ele escolheu. A tela de carregamento distrai o alvo enquanto omalware(programa malicioso) altera as informações. 

Como proteger o seu celular

Desconfie de qualquer notificação — seja do navegador ou de algum aplicativo — solicitando acesso às “opções de acessibilidade”. A dica é do analista de segurança Fabio Marenghi, da Kaspersky, empresa de cibersegurança. 

Permitir esse acesso libera o programa malicioso para alterar funcionalidades importantes do smartphone, viabilizando a ação do vírus. Normalmente, as opções de acessibilidade são apenas para quem precisa de suporte do aparelho para usar aplicativos específicos. 

A Kaspersky alertou a Play Store, loja virtual de aplicativos do Google, que removeu oappfraudulento. De todo modo, as dicas seguem valendo, para se proteger de mais fraudes que possam vir por aí.

Informações TBN


O que está por trás da presença de Rachel Sheherazade em ‘A Fazenda 15’

Jornalista marcou sua passagem pelo SBT com opiniões fortes, foi vista como pró-direita e depois antibolsonarista

O anúncio de Rachel Sheherazade em ‘A Fazenda 15’ confirmou o boato de dias anteriores. A apresentadora, de 50 anos, diz em vídeo esperar que a participação no reality show da Record seja “uma das experiências mais incríveis” de sua vida. 

Será, sem dúvida, uma aventura – e com alto risco. Poucos âncoras de telejornais se arriscam neste formato de programa. Uma vez mergulhada no entretenimento, Sheherazade dificilmente conseguirá voltar ao jornalismo na TV. 

Ela está sem vínculo fixo com uma emissora desde setembro de 2020, quando foi dispensada pelo SBT um mês antes do fim do contrato. Passou 9 anos no comando do ‘SBT Brasil’. 

Depois disso, fez aparições esporádicas diante das câmeras, como na bancada de entrevistadores do ‘Roda Viva’, da TV Cultura, e no time de comentaristas políticos da CNN Brasil. 

A jornalista imprimiu seu estilo destemido de opinar. Suscitou polêmicas e foi algumas vezes ‘cancelada’ nas redes sociais. Incomodou Silvio Santos a ponto de receber ordem para não analisar as notícias. 

Em uma edição do ‘Troféu Imprensa’, o dono do canal a constrangeu com um comentário em tom de ordem indisfarçavelmente machista. “Eu contratei você para continuar com sua beleza e com sua voz para ler as notícias do teleprompter.” 

Ao se lançar no covil de ‘A Fazenda’, um reality famoso pelo clima agressivo e algumas baixarias, a jornalista parece ir para um ‘tudo ou nada’ na carreira. 

Trata-se da melhor oportunidade para voltar aos holofotes e, talvez, receber convites para trabalhos; mas pode também ser uma superexposição negativa da imagem e sepultar a chance de se recolocar como apresentadora ou comentarista em telejornal. 

Nos bastidores das emissoras, e especialmente do jornalismo, há indisfarçável preconceito contra participantes de reality shows. Vencem essa teia de resistência apenas os poucos que se transformam em fenômeno de popularidade. 

Para atrair apoiadores e votos a fim de se livrar das roças de ‘A Fazenda’, Rachel Sheherazade precisará minimizar a imagem dúbia que pode confundir o telespectador. 

Ao longo de anos, foi vista como conservadora e pró-direita. Depois, atacada por criticar o bolsonarismo. Não agrada nenhum lado do espectro político. “Vou mostrar o melhor da minha personalidade, do meu caráter”, avisou a jornalista. Mostrar-se sem filtro será o desafio para conquistar o público.

Informações TBN


Moraes propõe pena de 14 anos a segundo réu do 8/1

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), votou paracondenar o segundo réu do 8/1, Thiago de Assis Mathar. O magistrado propôs pena de14 anos em regime fechado e multa por dano moral coletivo, a ser paga solidariamente, de R$ 30 milhões.

A defesa do réu pelos atos antidemocráticos alegou que seu cliente estava no local ajudando as pessoas que estava passando mal quando foi preso. 

Moraes contrapôs e disse que nem Thiago, em seu depoimento, disse o mesmo, e que as provas mostram que o réu estava na Esplanada com o objetivo de praticar um golpe. 

Informações TBN


Hospital divulga novo boletim médico e informa estado de saúde de Bolsonaro após internação

Foto: TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue com a recuperação dentro do esperado após os três procedimentos realizados na terça-feira (12), segundo novo boletim médico desta quinta-feira (14). 

No Hospital Vila Nova Star, no Itaim, zona sul da capital paulista, onde está internado desde segunda-feira (11), Bolsonaro realizou um exame de raio-x contrastado para avaliar o trânsito intestinal. 

O especialista que avaliou o exame, Luiz Tenório de Siqueira, conclui que “o trânsito intestinal se faz normalmente, sem obstruções ou dificuldades. Por conta disso, há a gradativa retomada da alimentação”. 

A avaliação otorrinolaringológica (do nariz e garganta) também aponta uma excelente recuperação no pós-cirúrgico, “com sangramento nasal bastante diminuto, seguindo com instilações (lavagens) nasais para melhora do fluxo”. 

O boletim aponta que o ex-presidente segue com incômodo em orofaringe (parte da garganta atrás da boca), mas apresenta melhora na alimentação. 

Seu sono também está “progredindo e evoluindo bem”. 

Há a expectativa de que o ex-presidente tenha alta já na sexta-feira (15). 

Ele passou por três procedimentos na última terça-feira (12): uma septoplastia (correção de desvio de septo), uma turbinectomia (remoção de parte das conchas nasais) e uma uvulopalatofaringoplastia (remoção das amígdalas e de fragmentos do palato mole). 

Na segunda-feira (11), quando Bolsonaro deu entrada no hospital, seu advogado Fabio Wajngarten disse que o ex-presidente estava “com refluxo, com soluço, com dificuldade de digestão e com a barriga inchada” e que os médicos iriam avaliar quais intervenções cirúrgicas eram necessárias. 

Havia uma expectativa da própria equipe de Bolsonaro de que ele faria ainda uma correção de hérnia de hiato e outra das alças intestinais. No entanto, os médicos não realizaram esses procedimentos. 

Essa seria a sexta vez que Bolsonaro se submeteria a procedimentos cirúrgicos abdominais desde que levou uma facada durante a campanha presidencial de 2018. 

CNN Brasil


As pessoas que ainda não realizaram a dose de reforço contra a covid por meio da bivalente, devem procurar uma das 104 salas de vacina localizadas na sede e zona rural. A orientação é da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de Feira de Santana, devido à circulação da Éris no país, uma subvariante da Ômicron.

O imunizante está liberado para toda população acima de 18 anos ou pessoas a partir dos 12 anos inseridas nos grupos prioritários. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacina. 

É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável. Além disso, é necessário ter tomado, ao menos, duas doses da monovalente contra Covid, com o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Em Feira, mais de 53 mil pessoas já foram protegidas com o reforço.

Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas Unidades de Saúde da Família vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.


Mais de 3 mil pessoas se candidataram para uma das 80 vagas do Processo Seletivo Simplificado para professor temporário da Educação Municipal via Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). A aplicação das provas acontece neste domingo (17), das 8h às 12h, na Unex (antiga FTC) e na Faculdade Anísio Teixeira (anexo 4). 

A lista com o nome dos participantes e os locais da prova estão disponíveis no site da MS Concursos (https://concursos.msconc.com.br/informacoes/92/). O cartão de convocação também estará disponível no site da empresa organizadora do certame. 

Os candidatos devem chegar ao local com uma hora de antecedência, portando documento de identidade original, caneta esferográfica transparente de cor azul ou preta e cartão de convocação. Os portões serão abertos às 7h. 

A contratação terá duração de dois anos, contados da data de sua homologação, podendo ser prorrogado uma única vez, por igual período. O salário inicial dos professores, que vão atuar em turmas da Educação Infantil e Ensino Fundamental Anos Iniciais, é de R$ 2283,29 mais gratificações. A carga horária é de 20 horas semanais.


A votação para escolha dos novos conselheiros tutelares do município de Feira de Santana acontecerá no dia 1º de outubro, das 08h às 17h, no Centro Integrado de Educação Municipal Professor Joselito Falcão de Amorim, localizado na R.ua Cel. Álvaro Simões, centro. A eleição é a última etapa do processo de escolha unificada dos novos conselheiros. 

Neste ano, 28 candidatos estão concorrendo às 20 vagas disponíveis, observando que o município dispõe de quatro conselhos tutelares, onde cada conselho possui cinco conselheiros. Os candidatos não eleitos ficam na suplência. A posse dos eleitos ocorre em 2024 para um mandato de quatro anos.

A primeira etapa do processo foi composta de uma prova objetiva, e o candidato que alcançou a nota mínima foi aprovado para a segunda etapa, que consiste na eleição simplificada do conselho tutelar. A eleição conta com o apoio do Ministério Público (MP) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A eleição para conselheiro tutelar ocorre simultaneamente em todo o Brasil. Trata-se de um processo de seleção onde atua em conjunto, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) e o Conselho Municipal da Cidade.

Feira de Santana possui 424 mil eleitores, portanto, qualquer pessoa que estiver com o título de eleitor regular e com o domicílio eleitoral na cidade poderá votar. Porém, o comparecimento não é obrigatório. Cada eleitor votará em apenas um candidato dos 28 que estão concorrendo. 

O presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente (CMDCA), Caique Lopes, destaca a importância da participação ativa da população na escolha dos novos conselheiros tutelares do município.

“No local de votação, toda a estrutura eleitoral estará presente para que as pessoas possam exercer esse voto que é tão importante para o município. As pessoas que forem eleitas, vão trabalhar com a defesa do direito da criança e do adolescente, que é o papel do conselheiro tutelar. Por isso, reforço a participação de todos os cidadãos nesse processo”, pontuou.


Luzes estranhas antes de terremoto no Marrocos intrigam cientistas; VEJA VÍDEO

Foto: Reprodução/Twitter.

Relatos de “luzes de terremoto”, como os vistos em vídeos capturados antes do terremoto de magnitude 6,8 de sexta-feira (8) no Marrocos, remontam a séculos, desde a Grécia antiga. 

Estas explosões de luz brilhante e dançante em cores diferentes intrigam há muito os cientistas. Ainda não há consenso sobre a sua causa, mas elas são “definitivamente reais”, disse John Derr, um geofísico reformado que trabalhava no Serviço Geológico dos EUA. Ele é coautor de vários artigos científicos sobre luzes de terremotos, ou EQL. 

“Ver o EQL depende da escuridão e de outros fatores de favorabilidade”, explicou ele por e-mail. 

Ele disse que o vídeo recente do Marrocos compartilhado nas redes sociais parecia com as luzes captadas por câmeras de segurança durante um terremoto em Pisco, no Peru, em 2007. 

Juan Antonio Lira Cacho, professor de física da Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, e da Pontifícia Universidade Católica do Peru, que estudou o fenômeno, disse que o vídeo do celular e o uso generalizado de câmeras de segurança facilitaram o estudo das luzes do terremoto. 

“Quarenta anos atrás, era impossível”, disse ele. “Se você as visse, ninguém acreditaria no que você viu.” 

As luzes do terremoto assumem diferentes formas 

As luzes do terremoto podem assumir várias formas diferentes, de acordo com um capítulo sobre o fenômeno de coautoria de Derr e publicado na edição de 2019 da Enciclopédia de Geofísica da Terra Sólida. 

Às vezes, as luzes podem parecer semelhantes a relâmpagos comuns ou podem ser como uma faixa luminosa na atmosfera semelhante à aurora polar. Outras vezes, eles se assemelham a esferas brilhantes flutuando no ar. Eles também podem parecer pequenas chamas cintilando no céu, rastejando ao longo ou perto do solo ou chamas maiores emergindo do solo. 

Um vídeo feito na China pouco antes do terremoto de Sichuan em 2008 mostra nuvens luminosas flutuando no céu. 

Para entender melhor as luzes dos terremotos, Derr e seus colegas reuniram informações sobre 65 terremotos americanos e europeus associados a relatórios confiáveis ​​de luzes de terremotos que datam de 1600. Eles compartilharam seu trabalho em um artigo de 2014 publicado na revista Seismological Research Letters. 

Os pesquisadores descobriram que cerca de 80% das ocorrências de EQL estudadas foram observadas para terremotos com magnitudes superiores a 5,0. Na maioria dos casos, o fenômeno foi observado pouco antes ou durante o evento sísmico e foi visível a 600 quilômetros do epicentro do terremoto. 

Os terremotos, especialmente os mais poderosos, têm maior probabilidade de ocorrer ao longo ou nas proximidades das áreas onde as placas tectônicas se encontram. No entanto, o estudo de 2014 descobriu que a grande maioria dos sismos ligados a fenômenos luminosos ocorreu dentro das placas tectônicas, e não nos seus limites. 

Além disso, as luzes dos terremotos eram mais prováveis ​​de ocorrer em ou perto de vales em fendas, locais onde — em algum momento no passado — a crosta terrestre foi separada, criando uma região alongada de planície que fica entre dois blocos de terra mais altos. 

Possíveis causas das luzes do terremoto

Friedemann Freund, colaborador de Derr e professor adjunto da Universidade de San Jose e ex-pesquisador do Centro de Pesquisa Ames da NASA, apresentou uma teoria para as luzes dos terremotos. 

Freund explicou que quando certos defeitos ou impurezas nos cristais das rochas são submetidos a tensões mecânicas — como durante a acumulação de tensões tectônicas antes ou durante um grande terremoto — eles quebram-se instantaneamente e geram eletricidade. 

A rocha é um isolante que, quando tensionado mecanicamente, se torna um semicondutor, disse ele. 

“Antes dos terremotos, enormes volumes de rocha — centenas de milhares de quilômetros cúbicos de rochas na crosta terrestre — estão sendo estressados ​​e as tensões estão causando deslocamento dos grãos minerais”, acrescentou ele em uma entrevista por videochamada. 

“É como ligar uma bateria, gerando cargas elétricas que podem fluir das rochas estressadas para dentro e através das rochas não estressadas. As cargas viajam rapidamente, a cerca de 700 km/h”, explicou ele num artigo de 2014 para The Conversation. 

Outras teorias sobre o que causa as luzes dos terremotos incluem a eletricidade estática produzida pela fratura da rocha e a emanação do radônio, entre muitas outras. 

Atualmente não há consenso entre os sismólogos sobre o mecanismo que provoca as luzes dos terremotos, e os cientistas continuam a tentar desvendar os mistérios destas explosões. 

Freund espera que um dia seja possível usar luzes sísmicas, ou a carga elétrica que as provoca, em combinação com outros fatores, para prever a aproximação de um grande terremoto. 

CNN



Em setembro de 2013, era possível comprar US$ 1 com aproximadamente R$ 2,30. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5,00. Peso argentino é a pior moeda frente ao dólar.

Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado — Foto: Reuters/Rick Wilking

Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado — Foto: Reuters/Rick Wilking 

Entre todas as moedas sul-americanas, o real teve o terceiro pior desempenho em relação ao dólar nos últimos 10 anos. De acordo com um levantamento da consultoria financeira L4 Capital, a moeda nacional perde apenas para o peso argentino e o peso uruguaio. 

Na janela de referência, o peso argentino teve uma desvalorização de 98,37% de 2013 para cá — um reflexo da severa crise econômica que o país enfrenta há anos e que tem feito derreter o valor de sua moeda. Na esteira da crise argentina e com problemas próprios de inflação, o peso uruguaio teve um recuo de 70,24% no período. (saiba mais abaixo)

Já o real perdeu 54% de seu valor em relação ao dólar. Isso significa que os turistas brasileiros e as empresas que dependem de contratos feitos com base na moeda norte-americana sentiram o valor pago em suas transações mais que dobrar durante o período. 

Mas cabe a observação de que o movimento de valorização do dólar não é só demérito da América do Sul. Há também um movimento de maior aplicação de recursos nos Estados Unidos, que valoriza a moeda. 

Como os EUA são a maior economia do mundo, os investidores tendem a ter mais segurança sobre os retornos financeiros que terão e, assim, acabam voltando os olhos para lá em momentos de maior insegurança ou aversão ao risco para aplicações financeiras.

Ranking de moedas sul-americanas

O levantamento foi realizado por Felipe Pontes, sócio da L4 Capital e com dados do Investing. 

Veja abaixo o ranking completo da desvalorização das moedas sul-americanas, a partir da queda no preço de cada moeda frente ao dólar: 

  • 1º – Argentina: 98,37%
  • 2º – Uruguai: 70,24%
  • 3º – Brasil: 50,04%
  • 4º – Colômbia: 51,82%
  • 5º Chile: 43,5%
  • 6º Paraguai: 38,72%
  • 7º Peru: 25,24%
  • 8º Bolívia: 0,17%
  • 9ºEquador: usa o dólar como moeda principal

*Venezuela não entra na conta porque país mudou de moeda nos últimos dez anos

O real nos últimos 10 anos

Os últimos anos no Brasil foram fortemente marcados por dois grandes fatores: a crise de 2015-2016 e a pandemia da Covid-19. 

No primeiro caso, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu nos dois anos, confirmando a pior recessão da história do país. Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%, e no ano seguinte teve nova retração de 3,6%. 

Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só tinha sido vista no Brasil entre 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente. 

“Isso prejudicou o real porque investidores não gostam de incertezas econômicas”, afirma o sócio da L4 Capital. Com isso, houve um aumento pela demanda do dólar, já que os EUA são conhecidos como um país estável. Houve um forte movimento de vender real, o que reduziu o valor da moeda. 

Já a pandemia influenciou a cotação da moeda brasileira porque o país decidiu abrir as torneiras dos gastos públicos para tentar amenizar o impacto da crise econômica. Essa decisão também gerou dúvida nos investidores sobre quais seriam as possibilidades de o país conseguir arcar com seu patamar elevado de dívida e manter uma agenda de austeridade fiscal. 

Mais uma vez, a incerteza trouxe um movimento de migração dos investidores para países mais seguros. Tanto que o real perdeu cerca de 16,65% do seu valor frente ao dólar entre fevereiro de 2020 (quando começou a pandemia) e maio de 2023 (quando a OMS declarou fim de emergência em relação à Covid-19). 

Veja a variação do dólar ante o real nos últimos dez anos:

Em setembro de 2013, início do comparativo, era possível comprar US$ 1 com R$ 2,2836. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5,00. 

Especialistas entrevistados pelo g1 dizem que há ainda outras razões que explicam a desvalorização da moeda brasileira nos últimos 10 anos e sua manutenção em patamares baixos. Veja abaixo: 

Quanto ao primeiro ponto, Adilson Seixas, CEO da Loara Crédito, reforça que a alta dos juros nos Estados Unidos pesa no valor da moeda brasileira porque há uma migração dos investidores para economias com maior previsibilidade. 

Trata-se da mesma dinâmica de preferir aplicações mais seguras e previsíveis, com o bônus de que os juros estão mais altos e vão render melhores retornos. 

A expectativa é que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mantenha os juros inalterados, entre 5,25% e 5,50% ao ano na próxima reunião, em 20 de setembro. Esse, porém, é o maior patamar em 22 anos.

Já o déficit fiscal — quando governo gasta mais do que arrecada — pesa no valor do real porque o governo precisa emitir mais dinheiro para suprir os gastos, ampliando o saldo negativo. 

“Há mais dinheiro brasileiro circulando no mercado do que moeda norte-americana, o que desvaloriza o preço do real”, explica Rodrigo Leite, professor de finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nos dados mais recentes, as contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 35,9 bilhões em julho — o segundo pior resultado para o mês na séria histórica, iniciada em 1997. E é exatamente o déficit que puxa o terceiro fator que desvaloriza o real: a dívida pública

Leite, da UFRJ, justifica que o endividamento faz investidores enxergarem o Brasil com dificuldade de honrar com seus compromissos econômicos— e, assim, decidem também vender os reais para comprar câmbio de países mais seguros, derrubando o preço da moeda brasileira. 

“A probabilidade de um calote do Brasil com uma dívida como agora, que tem 80% do PIB, é muito maior do que na época que estava por volta dos 50% do PIB, [em 2013 e 2014]”, afirma o professor.

Já quanto a instabilidade institucional, os especialistas justificam que as mudanças políticas recentes — sejam as mudanças de direção na presidência, como as relações ruidosas entre os Poderes da República — trouxeram imprevisibilidade para a cena política e econômica. 

Assim, os investidores renovam os receios e voltam a procurar países onde conseguem ter segurança maior sobre as decisões político-econômicas, que podem ou não afetar os investimentos. 

Resultado pior na Argentina

A pior moeda latino-americana frente ao dólar é o peso argentino. Quem quisesse comprar 1 dólar, em setembro de 2013, precisava pagar quase 5 pesos argentinos. Atualmente, a relação é de cerca de 340 pesos para US$ 1 — considerando, é claro, o câmbio oficial. 

Nesse caso, os principais motivos pela queda no câmbio argentino são as políticas econômicas do governo e a dívida externa do país. 

Allan Augusto Gallo Antonio, professor de economia do Mackenzie, justifica que no primeiro caso, o governo argentino “gasta tanto” que precisa colocar moeda em circulação para arcar com os custos recorrentes, o que desvaloriza o peso. 

O excesso de moeda em circulação também tende a impactar a inflação. Atualmente, a Argentina vive uma inflação anual média que ultrapassa os 100%

Quanto às questões externas, o país sul-americano tinha uma dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de aproximadamente US$ 45 bilhões. 

A captação aconteceu principalmente em 2018, durante o governo de Mauricio Macri, que buscava segurar a crise cambial e tentou zerar o déficit orçamentário do país através de fortes ajustes de gastos em diversas áreas do governo. 

“Hoje, [a Argentina] é o principal devedor do FMI e, em decorrência dessas variáveis, tem assistido sua moeda derreter”, afirma Gallo Antonio. Os dois motivos também afastam investidores, que buscam vender o peso argentino para comprar moeda de países mais seguros. 

Vale destacar que as commodities são um terceiro ponto, ainda que com menos peso que os dois apresentados acima. Isso porque o país depende muito da exportação de carne, o que traz reflexos diretos na balança comercial e na receita em dólar na Argentina. 

Veja do desempenho do peso argentino frente ao dólar: 

Para tentar solucionar a desvalorização do peso, o governo argentino anunciou algumas medidas para tentar fortalecer a economia local, como linhas de crédito a taxas subsidiadas para trabalhadores e bônus para aqueles que recebem ajuda alimentar e aposentados. 

Além disso, o governo também informou que vai eliminar impostos sobre a exportação de produtos agrícolas com valor industrial agregado — como vinho, arroz e tabaco — e a entrega de fertilizantes. É estimado um prejuízo global de US$ 20 bilhões em 2023, ou quase 3% do PIB, devido à seca regional.

O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, prevê ainda criar de um fundo de US$ 770 milhões para financiar exportações. O valor será via aportes financeiros do Banco Nación e do Banco de Inversión y Comercio Exterior (Bice). 

O peso argentino sofreu forte desvalorização nos últimos meses — Foto: Getty Images 

Cotação do dólar na América do Sul

Veja abaixo a situação em outros países do continente. 

  • 👉Em setembro de 2013, o Uruguai conseguia comprar US$ 1 com quase 22,3 pesos uruguaios; hoje, precisam gastar perto de 38;
  • 👉Há dez anos, os colombianos conseguiam comprar US$ 1 com quase 2 mil pesos colombianos; hoje, precisam desembolsar cerca de 4 mil 
  • 👉No mesmo período, os chilenos conseguiam comprar US$ 1 com cerca de 650 pesos chilenos; hoje, precisam desembolsar aproximadamente 900;
  • 👉Os paraguaios pagavam perto de 4,4 mil guaranis (nome da moeda do Paraguai) em setembro de 2013; hoje, 7,2 mil
  • 👉Em setembro de 2013, os peruanos conseguiam comprar US$ 1 com quase 3 novo sol (moeda do Peru); hoje, precisam desembolsar perto de 4;
  • 👉Nos últimos dez anos, os bolivianos precisaram pagar cerca de 6,91 bolivianos da bolívia (nome da moeda) para comprar 1 dólar

O que acontece em outros países?

Segundo lugar entre as maiores desvalorizações, o Uruguai sofre com dois grandes problemas: inflação e reflexos da crise na Argentina. 

O país enfrenta um problema inflacionário, no qual os preços subiram 110% nos últimos 10 anos. Na prática, enquanto as pessoas gastavam 10 pesos uruguaios para comprar um pão em 2013, por exemplo, atualmente precisam desembolsar 21. 

Normalmente, os salários não acompanham o aumento nos custos, o que acaba pesando no orçamento familiar. 

Além disso, a crise argentina também se reflete em uma grande diferença de preços entre os dois países. 

“Lá no Uruguai o combustível, por exemplo, custa setenta pesos (1,58 dólar) por litro e aqui na Argentina pagamos vinte pesos (0,53 dólar), então é muito melhor para nós”, disse Robert de Lima, que viajou menos de 45 km do Uruguai até Gualeguaychu à Reuters.

Os altos níveis de desemprego e falências foram relatados nas cidades fronteiriças, o que forçou o governo do Uruguai, em maio, a introduzir medidas econômicas para ajudar a proteger os comerciantes. Entre as ações estavam algumas isenções fiscais e descontos em gasolina e medicamentos. 

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, reconheceu que há um problema com a diferença entre os preços praticados no país e os vistos na Argentina, com exigências de governadores regionais para que seja implementado um imposto de importação temporário sobre as mercadorias estrangeiras transportadas pela fronteira. 

E como a crise na Argentina não tem solução prevista no curto prazo, há uma insegurança dos moradores e turistas sobre como ficarão os preços no Uruguai que optam, assim, por procurar países mais baratos para viajar ou realizar compras. 

Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos

Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos 

A Colômbia, por sua vez, enfrentou um cenário de complexidade e desafios abrangendo diversos aspectos. 

“A criminalidade e violência associadas ao narcotráfico, por exemplo, persistiram, e protestos sociais refletiram preocupações com desigualdade e acesso a serviços. Além disso, desafios fiscais, como déficits orçamentários, e questões estruturais limitaram o crescimento econômico e a capacidade de investimento”, justifica Gallo Antonio, professor do Mackenzie. 

A inflação no país fechou em 13,12%, no maior patamar desde março de 1999. Entre os destaques, estavam os preços dos alimentos, do transporte e dos serviços públicos. 

Já o Chile, segundo Gallo Antonio, vivenciou períodos de estabilidade política por muitos anos. A eleição de Gabriel Boric em 2021, no entanto, trouxe certa instabilidade, uma vez que ele fez sua propaganda política construída em propostas populistas. 

“Ele sempre falava em elevar os gastos e até uma possível constituinte”, afirma o professor. Essas medidas afastaram investidores, que também venderam a moeda local e desvalorizaram o câmbio do país. 

E por conta do aumento de dinheiro em circulação, o Chile encerrou 2022 com uma taxa de inflação ao consumidor de 12,8% — marcando o valor mais elevado em três décadas. Tudo em um contexto em que os chilenos estavam acostumados a enfrentar um aumento anual nos custos de vida de aproximadamente 3%. 

Gabriel Boric em uma entrevista coletiva após a votação do plesbicito sobre o projeto de Constituição, em Punta Arenas, Chile, no último domingo, 4 de agosto. — Foto: AP Photo/Andres Poblete 

Expectativa para próximos anos

A expectativa dos entrevistados é que as moedas latino-americanas não consigam se valorizar nos próximos meses. O CEO da Loara Crédito, por exemplo, diz que a tendência é que o dólar ganhe força, uma vez que é a moeda mais negociada no mundo e perspectiva de baixa de juros não está próxima. 

“Os Estados Unidos é um país com maior grau de liberdade econômica que consegue atrair investimentos, impulsionando constantemente o crescimento da sua moeda”, diz. 

Em relação à moeda brasileira, Seixas afirma que o dólar é, historicamente, mais valorizado do que o real. “O real tende a se depreciar muito mais rápido por ser uma moeda de um país emergente, que tem uma economia mais instável quando comparada às economias desenvolvidas”, acrescentou. 

Já para o professor da UFRJ, Rodrigo Leite, a expectativa é que o dólar se mantenha estável em relação às moedas sul-americanas. 

“[Porém], para o real, existe uma expectativa positiva se o governo conseguir implementar as medidas fiscais, conseguir diminuir o déficit e projetar, no ano que vem, um superávit [valor captado em exportação é maior do que o gasto em importação]”, disse.

Informações G1