
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira, 6, que ainda não sabe qual será o encaminhamento dado por ele caso projetos que modifiquem o funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam aprovados pelos senadores. O deputado, no entanto, defendeu uma proposta que possa limitar as chamadas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs).
“Não me cabe, eu nunca fiz, nem vou fazer agora julgamento do que o Senado está fazendo, se a Câmara vai fazer. Não sou o dono nem o chefe da Câmara. Eu apenas reúno o pensamento médio de todos os líderes de todos os partidos”, disse durante evento em São Paulo.
Atualmente os senadores discutem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões monocráticas e pedidos de vista dos ministros do STF. Sobre as ADIs, Lira disse que é preciso aumentar “o sarrafo” de quem pode acionar o Supremo.
“É preciso subir o sarrafo. Não me cabe, nunca fiz, nem vou fazer julgamentos do que o Senado está fazendo”, disse Lira.
Créditos: O Antagonista.

Foto: Reprodução/Invest News.
Com a redução de 0,5 ponto porcentual anunciada na última quarta-feira (1º), que levou a Selic para 12,25% ao ano, o mercado se dividiu sobre a expectativa em relação à quantidade e à magnitude de novos cortes na taxa básica de juros que vão acontecer nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
O mercado passou a precificar uma taxa terminal mais alta, próxima dos 10,70%, com o ciclo de cortes terminando no final do primeiro semestre. Muitos agentes, por outro lado, acreditam que o BC poderá reduzir mais e com o ciclo de baixa seguindo pelo segundo semestre de 2024. “Cenário que depende dos dados de atividade, inflação e dos juros nos Estados Unidos“, argumenta Chirstopher Galvão, analista da Nord Research.
Parte do mercado projeta três novos cortes (em dezembro, janeiro e março), com a mesma magnitude desta reunião de novembro, de 50 pontos-base (0,50%), e mais uma de 25 pontos-base (0,25%), encerrando o ciclo de baixa em 10,50%. Outra parte acredita em quatro cortes de 50 pontos-base – o equivalente a 0,5% – e um de 25 pontos-base, com o ciclo se encerrando em 10%. Há ainda quem aposte em 9,75% até o final do ano que vem.
Luciano Costa, economista chefe da Monte Bravo Corretora, é um dos profissionais do mercado que ficou mais cauteloso depois das últimas notícias. “A gente trabalha com Selic terminal de 10% após a discussão de mudança de meta ter entrado na pauta”, diz Costa.
O economista refere-se às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no último dia 27 de outubro afirmou não ter intenções de cumprir a própria meta de déficit zero para 2024 negociada pelo seu governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também não ajudou na leitura ao se recusar a dar uma resposta mais enfática sobre o compromisso do governo com o déficit zero.
Visão mais conservadora
“Alterou-se o plano de voo do Banco Central e a visão mais conservadora vem se mostrando a mais acertada”, diz o economista chefe da Ágora, Dalton Gardiman. Para ele o Copom ainda deverá vir com mais quatro cortes de 50 pontos até chegar ao final do ciclo de corte de juros, numa base de 10,25% ao ano
Independente do peso atribuído às falas do presidente no resultado final dos juros, os agentes do mercado trabalham com a manutenção dos cortes, dada a dinâmica inflacionária do País, que continua apresentando sinais de melhora.
“Mesmo com um cenário de atividade forte, emprego forte, os indicadores de inflação têm dado o espaço para que o Banco Central possa continuar com a política de afrouxamento”, diz Ricardo Jorge, sócio da casa de análise Quantzed. Para ele, a volatilidade das últimas semanas não deverá ser suficiente para mudar a postura do Banco Central, pelo menos até o final deste ano. “Os dados permanecem dando suporte para o BC seguir com a mesma política sem alterações”, avalia.
Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research, explica que o ambiente benigno para o corte de juros vem de alguns meses. “Quando olhamos a composição, temos núcleos desacelerando, como nos preços de serviços, e temos alguns indicativos de desaceleração de atividade econômica, além do arrefecimento do mercado de crédito”, diz.
Veja agora a análise de alguns profissionais de casas de research e corretoras ouvidos pelo E-investidor:
Luan Alves, analista chefe da VG Research
Esperamos um corte de igual magnitude (0,5 ponto porcentual) na próxima reunião (de dezembro), fechando o ano em 11,75%. Os passos futuros vão depender da evolução do balanço de riscos doméstico e internacional.
Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos
Esperamos manutenção de 0,5 ponto porcentual nas próximas três reuniões do Copom do Banco Central, com corte adicional de 0,25 ponto porcentual na primeira reunião do segundo trimestre de 2024. Com isso, o ciclo se encerra com a Selic em 10,50% ao ano.
Luciano Costa, economista chefe da Monte Bravo Corretora
Há espaço para até quatro cortes de 50 pontos-base nas reuniões até maio (2024). Em junho, imaginamos que o Copom diminua o ritmo a 25 pontos-base, de tal forma a terminar o ciclo com a Selic em torno de 10%.
Corretora BGC Liquidez
A corretora trabalha com uma projeção de meta final para Selic em 11,75% para o final de 2023, um porcentual de consenso no mercado. Para o ano que vem, seus analistas projetam que os cortes cheguem a 9,75%, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechando em 3,9% ao final de 2024.
Nicolas Borsoi, economista chefe da Nova Futura Investimentos
Para dezembro deste ano, projetamos uma queda de 0,50%, ou 5o pontos-base. Para janeiro projetamos mais uma queda de 0,50%, assim como em março, e mais uma de 0,25% em junho. A Nova Futura projeta que o ciclo de queda da Selic termine em 10,50%.
Ricardo Jorge, sócio da casa de análise Quantzed
Eu acho que é muito mais provável que a Selic termine no meio desse caminho todo, algo em torno de 9,5%. Esse é o cenário mais factível se a gente continuar com essa mesma dinâmica inflacionária positiva. Óbvio que se esse cenário pode mudar no ano que vem.
Banco BTG Pactual
Diante da fotografia atual, os analistas do BTG trabalham com a projeção de meta final da Selic em 2023 em 11,75% e de 9,50% ao final de 2024. Um porcentual no meio do caminho de projeções de mercado anteriores que chegaram a precificar uma Selic terminal de 8%.
Dalton Gardiman, economista chefe da corretora Ágora
Alterou-se o plano de voo do Banco Central e a visão mais conservadora vem se mostrando a mais acertada. O Copom ainda deverá vir com mais quatro cortes de 50 pontos-base, até chegar ao final do ciclo de corte de juros, em junho, a 10,25% ao ano.
Gustavo Sung, economista chefe da Suno Research
O Banco Central deve manter a redução de mesma magnitude para dezembro. Nossa expectativa é cortes até junho do ano que vem, porque o cenário de inflação no Brasil está muito mais benigno do que vimos há alguns meses.
Créditos: Estadão.

Foto: Reprodução/Poder 360.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmou nesta segunda-feira, 6, que irá apresentar o requerimento de convocação do ministro da Educação, Camilo Santana, para prestar esclarecimentos sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na Câmara dos Deputados e no Senado.
A bancada cobra um posicionamento sobre “questões de cunho ideológico e sem critério científico ou acadêmico” encontradas na prova de domingo, 5.
“É inacreditável o governo federal se utilizar de desinformação em prova aplicada para quase 4 milhões de alunos brasileiros que disputam uma vaga nas universidades do Brasil”, disse a FPA em nota.
“Negacionismo científico contra um setor que, além de trazer a segurança alimentar ao Brasil e ao mundo, é massificação de mentiras. O setor agropecuário representa toda a diversidade da agriculta: pequenos, médios e grandes. Somos um só e não aceitaremos a divisão para estimular conflitos agrários”, acrescentou.
Além do requerimento de convocação de Camilo Santana, a Frente também quer informações sobre a banca organizadora do exame e as referências bibliográficas utilizadas. Os parlamentares ainda defendem a anulação das questões 70, 71 e 89 do Enem, que tratam de temas referentes a desmatamento, populações indígenas e agronegócio.

Créditos: O Antagonista.

Foto: Brasília em Foco.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) está enfrentando dificuldades na retirada de cerca de 30 brasileiros que se encontram na Faixa de Gaza, no Oriente Médio. A região está sob bloqueio israelense e egípcio, tornando o acesso humanitário complicado. Esse episódio expõe a falta de preparo da diplomacia brasileira para questões verdadeiramente importantes, contrastando com a agilidade demonstrada quando o interesse era minar o próprio presidente Jair Bolsonaro.
Segundo uma matéria da revista Veja, uma rede operava nos “porões” da instituição, agindo de maneira covarde e vil para desacreditar o presidente e privá-lo de informações importantes em suas relações com outros líderes mundiais. A instituição teria sido infiltrada por aliados políticos da esquerda progressista, resultando em uma clara ação de traição ao Brasil.
Este escândalo revela também uma crescente politização da diplomacia brasileira, que já não é mais vista como uma instituição respeitada. A fragilização e desmoralização do Itamaraty são preocupantes, pois essa instituição é crucial para a defesa dos interesses do Brasil no exterior.
O desafio presente na retirada dos brasileiros em Gaza, em meio a um contexto complexo e delicado, evidencia a necessidade de um planejamento adequado e de uma atuação diplomática eficaz. É fundamental que o Itamaraty se reestruture, reafirme sua credibilidade e dedique-se a questões prioritárias, como a proteção de cidadãos brasileiros em situações de emergência no exterior.
Para além disso, é essencial que os órgãos responsáveis investiguem as denúncias de manipulação política e traição institucional, visando a punição dos envolvidos e a restauração da confiança nos quadros diplomáticos do país. A sociedade brasileira, assim como os brasileiros em Gaza, merecem uma diplomacia transparente, comprometida com os interesses nacionais e capaz de atuar de forma responsável e eficiente em situações de crise.
Júnior Melo
Advogado e Jornalista
Informações TBN

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palácios, justificou neste domingo (5.nov.2023) a presença de temas como racismo, ditadura militar, violência de gênero e conflitos na Palestina na prova da 1ª etapa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Ele negou “qualquer intervenção da administração” na elaboração das questões e disse que elas “são feitas com inteira liberdade”. “Com relação à confecção das provas, elas são elaboradas por professores das nossas universidades, das nossas escolas de educação básica. Professores especialistas de cada área”, declarou em entrevista a jornalistas.
Poder 360

O PT, que informalmente já apoiava a candidatura de Sergio Massa à Presidência da Argentina, formalizou no domingo 5 o apoio à campanha do ministro da Economia do governo esquerdista de Alberto Fernández, amigo e aliado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota oficial, o partido de Lula fala em combater a “extrema direita” ao se referir à candidatura de Javier Milei, candidato liberal que ficou em segundo lugar no primeiro turno com cerca de 30% dos votos, ante 36% de Massa. De acordo com a imprensa argentina, as pesquisas para a votação no segundo turno, em 19 de novembro, mostram uma disputa acirrada.
“Não temos dúvida em apoiar a candidatura de Sergio Massa, da coalizão União pela Pátria, no nosso país irmão”, diz a nota do PT, assinada pela presidente do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), e pelo Secretário de Relações Internacionais do partido, Romênio Pereira.
O partido prossegue, na nota: “Justamente nesse contexto dois projetos de sociedade se enfrentam: um, representado pela candidatura presidencial de Sergio Massa, de perfil democrático e popular, com um programa de governo de desenvolvimento e justiça social; e outro, do candidato Javier Milei, representando a extrema direita e o ultraneoliberalismo econômico do salve-se quem puder.”

O perfil “democrático e popular” do atual governo da Argentina, do qual Massa faz parte, levou mais de 40% da população para a pobreza, de acordo com pesquisa divulgada em setembro pelo governo argentino. A inflação anual é de 138%, o que representa uma taxa mensal superior a 11%. A título de comparação, no Brasil, a taxa mensal da inflação em setembro foi de 0,26% e a taxa anual é de 5,19%.
Em oposição ao projeto esquerdista do atual governo argentino, Milei defende propostas liberais para sair da crise na qual o peronismo mergulhou a Argentina, como a dolarização da economia, a redução dos gastos públicos e de impostos. O candidato oposicionista também é a favor da desregulamentação do porte de armas e a militarização das prisões.
“Nós, brasileiros e brasileiras, conhecemos bem essa segunda alternativa de extrema direita, que também governou nosso país no período anterior. Conhecemos toda a dor e o sofrimento que o descaso com a vida do povo significou para nosso país”, segue o texto do PT, fazendo referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até agora, o PT não tinha manifestado apoio formal a Massa e Lula também evitou qualquer pronunciamento público sobre as eleições no país vizinho. Porém, o governo brasileiro vem ajudando a esquerda argentina. No fim de agosto, Lula se reuniu em Brasília com Massa, que também foi recebido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Nessa última reunião, os dois países anunciaram um acordo de US$ 600 milhões para garantir o financiamento das exportações brasileiras ao país vizinho, que sofre com a falta de dólares.
Lula atuou na operação para liberar um empréstimo de US$ 1 bilhão do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) à Argentina, de modo que a Casa Rosada pudesse pagar uma dívida anterior com o Fundo Monetário Internacional (FMI), conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo em setembro.
Além disso, marqueteiros ligados ao PT também estão na Argentina atuando na campanha de Massa. Eles exploram temas que os petistas costumam usar no Brasil, como o resgate da autoestima e o sentimento de unidade nacional e se referem a propostas de Milei como um governo do “salve-se quem puder”, sem regras nem leis.
Informações Revista Oeste
Anúncio de militares americanos no domingo (5) sobre operações da frota de submarinos é considerado raro; administração Biden tenta evitar conflito mais amplo em meio à guerra entre Israel e Hamas

Imagem divulgada pelo Comando Central dos EUA parece mostrar um submarino com mísseis guiados no Canal de Suez passando sob a ponte Al Salam, a nordeste do Cairo Comando Central dos EUA
Num raro anúncio, os militares dos EUA disseram que um submarino de mísseis guiados chegou ao Oriente Médio, uma mensagem de dissuasão claramente dirigida aos adversários regionais, enquanto a administração de Joe Biden tenta evitar um conflito mais amplo em meio à guerra entre Israel e Hamas.
O Comando Central dos EUA disse no domingo (5) que um submarino da classe Ohio estava entrando em sua área de responsabilidade. A imagem postada no anúncio parecia mostrar o submarino no Canal de Suez, a nordeste do Cairo.
A postagem não mencionou o nome do submarino, mas a Marinha dos EUA tem quatro submarinos de mísseis guiados da classe Ohio, ou SSGNs, que são antigos submarinos de mísseis balísticos convertidos para disparar mísseis de cruzeiro Tomahawk em vez de mísseis balísticos com ponta nuclear.
Cada SSGN pode transportar 154 mísseis de cruzeiro Tomahawk, 50% mais do que o pacote dos destroieres de mísseis guiados dos EUA e quase quatro vezes o que os mais novos submarinos de ataque da Marinha dos EUA estão armados.
Cada Tomahawk pode transportar mais de 450 kg de ogivas altamente explosivas.
“Os SSGNs podem fornecer muito poder de fogo muito rapidamente”, disse Carl Schuster, ex-diretor de operações do Centro Conjunto de Inteligência do Comando do Pacífico dos EUA, à CNN, em 2021.
“Cento e cinquenta e quatro Tomahawks entregam com precisão muito poder. Nenhum oponente dos EUA pode ignorar a ameaça.”
A magnitude desse poder de fogo foi demonstrada em março de 2011, quando o submarino de mísseis guiados USS Florida disparou quase 100 Tomahawks contra alvos na Líbia durante a Operação Odyssey Dawn. O ataque marcou a primeira vez que os SSGNs foram usados em combate.
Os militares raramente anunciam os movimentos ou operações da sua frota de submarinos de mísseis balísticos e guiados. Em vez disso, as embarcações movidas a energia nuclear operam em sigilo quase total.
O anúncio é uma mensagem clara de dissuasão dirigida ao Irã e aos seus representantes na região. O submarino se junta a uma série de outros meios da Marinha dos EUA já na área, incluindo dois grupos de ataque de porta-aviões e um grupo anfíbio pronto.
Em abril, a Marinha anunciou que o USS Florida, um dos dois SSGNs situados na Costa Leste, estava operando no Oriente Médio.
Em junho, a Marinha divulgou a visita à Coreia do Sul de um dos seus dois SSGN na Costa Oeste, o USS Michigan, como uma demonstração do compromisso dos EUA com os seus aliados do Indo-Pacífico.
O anúncio de um submarino com mísseis guiados na região ocorre no momento em que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, realiza uma série de reuniões com parceiros dos EUA no Oriente Médio. Numa viagem rápida, Blinken visitou a Turquia, o Iraque, Israel, a Cisjordânia, a Jordânia e Chipre.
No domingo, o secretário da Defesa, Lloyd Austin, conversou com o seu homólogo israelense, o ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Além de enfatizar a necessidade de proteger os civis e fornecer assistência humanitária a Gaza, Austin disse que os EUA estavam empenhados em dissuadir “qualquer ator estatal ou não-estatal que procure escalar este conflito”, uma referência clara ao Irã e ao Hezbollah, o grupo grupo armado apoiado pelos iranianos.
Frequentes ataques de baixa intensidade têm sido lançados contra as forças dos EUA no Iraque e na Síria por parte de grupos apoiados pelo Irã, mas os EUA têm deixado claro que ataques mais amplos provocariam uma resposta importante.
Austin disse este mês que as forças adicionais na área tinham como objetivo “reforçar os esforços de dissuasão regional, aumentar a proteção das forças dos EUA na região e ajudar na defesa de Israel”.
“Faremos tudo e tomaremos todas as medidas necessárias para proteger as forças dos EUA e os nossos interesses no exterior”, disse o brigadeiro- general Pat Ryder, secretário de imprensa do Pentágono, em 23 de outubro. “Mais uma vez, ninguém quer ver um conflito cada vez maior, e esse é o nosso objetivo principal, mas também nunca hesitaremos em proteger as nossas forças.”
Informações CNN

Foto: Jim WATSON e Dominick Reuters / AFP.
O presidente Joe Biden está atrás do ex-presidente Donald Trump em cinco dos seis estados mais decisivos na disputa pela presidência dos EUA, a um ano de os americanos irem às urnas. Pesquisa do New York Times e da Universidade Siena divulgada neste domingo mostra que o democrata enfrenta dois grandes obstáculos para seguir na Casa Branca: convencer os eleitores de que sua idade não é um problema e a profunda insatisfação da maioria deles em relação a como o atual governo toca a economia americana.
Biden perde para Trump, seu mais provável rival no flanco republicano, por margens de três a 10 pontos percentuais em Nevada, Arizona, Geórgia, Michigan, e Pensilvânia. O democrata está à frente apenas em Wisconsin, por dois pontos percentuais. Na média, nos seis estados decisivos — e em todos Biden venceu Trump em 2020 — o republicano bate o democrata por 48% a 44%.
Foram entrevistados, por telefone, 3.662 eleitores registrados, de 22 de outubro a 3 de novembro. Quando todos os estados são combinados, a margem do erro é de 1,8 pontos.
Impressiona o tamanho do descontentamento com o atual governo. A maioria dos eleitores responde que as políticas de Biden os “prejudicaram pessoalmente”. E a coligação multirracial e multigeracional que elegeu Biden parece especialmente desgastada.
Os grupos demográficos que apoiaram Biden por margens esmagadoras em 2020 são agora mais disputados pelos republicanos, com dois terços do eleitorado total afirmando que o país ruma na direção errada. Eleitores com menos de 30 anos favorecem Biden por apenas 1%. Sua vantagem entre os eleitores de origem latino-americana caiu para a casa de um dígito e sua frente nas grandes áreas urbanas é metade da que Trump abriu nas regiões rurais. Embora as mulheres ainda prefiram Biden, os homens apoiam Trump por margem duas vezes maior, revertendo a vantagem de gênero que alimentou tantas conquistas democratas nos últimos anos.
E os eleitores afro-americanos – há muito uma fonte de votos para os democratas e para Biden – registram agora 22% de apoio a Trump nestes estados, nível jamais visto na política presidencial para um republicano.
Num sinal notável de um possível realinhamento étnico entre os dois partidos, quanto mais diversificado o estado decisivo, mais atrás Biden aparece na pesquisa, liderando apenas no mais branco dos seis. Trump lidera por 10 pontos em Nevada e cinco no Arizona, estados com grande população hispânica, seis na Geórgia, com substancial eleitorado afro-americano, cinco em Michigan, e quatro na Pensilvânia.
Biden e Trump são profundamente – e igualmente – impopulares, de acordo com a pesquisa. Mas os eleitores que afirmaram esmagadoramente que o país estava no caminho errado descarregam suas frustrações no presidente de forma enfática.
— O mundo está desmoronando sob Biden — diz Spencer Weiss, especialista em subestações elétricas de 53 anos de Bloomsburg, Pensilvânia, que apoiou Biden em 2020, mas agora pretende votar em Trump, embora ainda tenha algumas reservas.
— Prefiro um líder que seja um modelo positivo para o país. Mas pelo menos acho que Trump é inteligente — diz.
Biden ainda tem um ano para reverter a situação. Os indicadores económicos estão em alta, mesmo que os eleitores não concordem com eles. E Trump continua sendo uma figura polarizadora. Os conselheiros do presidente, que tem muito dinheiro para a campanha, fazem questão de lembrar que os democratas tiveram sucesso ao limitar as tidas como inevitáveis perdas do partido nas eleições de meio de mandato, em 2022, apesar dos baixos índices de aprovação de Biden.
Ainda assim, a pesquisa divulgada neste domingo mostra como Biden entrará em 2024 com enorme déficit de apoio, mesmo com Trump indiciado por acusações criminais e com prováveis batalhas nos tribunais nos próximos meses. Se os resultados da pesquisa fossem os mesmos em novembro próximo, Trump provavelmente obteria mais de 300 votos no Colégio Eleitoral, muito acima dos 270 necessários para voltar à Casa Branca.
Outro sinal amarelo para os democratas é que os eleitores, em todos os níveis de renda, dizem que as políticas econômicas implantadas por Biden em seu primeiro mandato os “prejudicaram pessoalmente”. E a resposta é oposta no caso de Trump. Trump tem uma vantagem de 17 pontos por tê-los ajudado e Biden uma desvantagem de 18 pontos por tê-los prejudicado.
Para Biden, que completa 81 anos no fim do mês, ser o presidente mais velho da história americana é, também, um problema cada vez mais evidente. Uma esmagadora maioria de 71% apontou na pesquisa que ele é “muito velho” para ser um presidente eficaz — opinião partilhada em todos os grupos demográficos e geográficos na sondagem, incluindo impressionantes 54% de quem diz que votará nele. Em contraste, apenas 19% dos eleitores de Trump, que tem 77 anos, o consideravam demasiadamente velho. Do eleitorado geral, 39%.
As preocupações com a idade e a acuidade mental do presidente – 62% dos entrevistados também responderam que Biden carece da “rapidez mental” necessária para o cargo – são apenas a ponta do iceberg de fraquezas de Biden revelados pela pesquisa.
Os eleitores, por uma margem de 59% a 37%, disseram que confiam mais em Trump do que em Biden na economia. A preferência por Trump neste quesito é maior entre homens e mulheres, nos com ou sem diploma universitário, em todas as faixas etárias e em todos os níveis de renda.
Isso é especialmente problemático para Biden porque quase o dobro dos eleitores disseram que justamente a economia determinará o seu voto em 2024, em comparação com as questões sociais e culturais, como aborto ou a posse de armas. E esses eleitores do “é a economia, estúpido” favorecem Trump com uma vitória esmagadora: 60% a 32%.
As entrevistas foram feitas após a campanha de Biden ter investido milhões de dólares em anúncios promovendo seu histórico e o presidente percorrer o país para defender a economia americana sob sua direção. “Pessoal, Bidenomics é apenas outra maneira de dizer o sonho americano!” ele declarou na quarta-feira em uma viagem a Minnesota.
Os eleitores, no entanto, mostra a pesquisa, discordam de Joe Biden. Apenas 2% avaliam que a economia dos EUA “está excelente”. Eleitores com menos de 30 anos – grupo que votou em massa em Biden em 2020 – disseram que confiavam mais em Trump do que em Biden na economia por uma margem de 28 pontos percentuais, após anos de inflação e altas taxas de juros, para os padrões americanos, que tornaram as hipotecas, por exemplo, muito menos acessíveis. Menos de 1% dos entrevistados com menos de 30 anos classificaram a economia atual como “excelente”, incluindo zero nessa faixa etária em três estados: Arizona, Nevada e Wisconsin.
— Tinha grandes esperanças no Biden. Mas aí veio a inflação, a guerra na Ucrânia, agora a de Israel com o Hamas, e nossas fronteiras não estão nada seguras — disse Jahmerry Henry, 25 anos, que empacota bebidas alcoólicas em Albany, na Geórgia e planeja votar em Trump.
Patricia Flores, 39, de Reno, Nevada, votou em Biden em 2020, mas não repetirá o ato no ano que vem:
— Não vejo nada que ele tenha feito para nos beneficiar.
Em 2020, o caminho de Biden para a vitória foi reconstruir a chamada “muralha azul” nos antigos estados industriais de Michigan, Wisconsin e Pensilvânia, e depois expandi-la aos mais diversificados estados do chamado Cinturão do Sol, no sudoeste, incluindo Arizona e Geórgia.
Pois a pesquisa mostra que, no momento, Biden é notavelmente mais forte nos estados industriais do norte do que no mais diversificado Cinturão do Sol.
Os eleitores preferem Trump a Biden na política de imigração por 12 pontos, na segurança nacional por outros 12 e na questão Israel-Palestina por 11 pontos. E, embora uma maioria de 58% defenda o aumento da ajuda econômica e militar à Ucrânia — alinhados à política de Biden — isso não parece beneficiar o presidente na percepção de quem é melhor para a política externa americana.
— Não acho que Biden seja o cara certo para enfrentar líderes mundiais que não o respeitam ou não o temem — disse Travis Waterman, 33 anos, que trabalha na restauração de casas em Phoenix. Ele votou em Biden em 2020, mas agora o vê como “fraco” e deve ir de Trump.
Já em segurança nacional, a disparidade de gênero é gigantesca na pesquisa. Os homens preferem Trump, 62% a 33%; as mulheres, Biden, apertado, 47% a 46%.
A questão mais forte para Biden na pesquisa é sobre o aborto. No tópico, ele abre vantagem de 9 pontos percentuais. O democrata também lidera na confiança dos eleitores, mas por apenas três pontos, em “ser um defensor dos valores democráticos”.
Biden já sobreviveu a maus resultados nas pesquisas. Em outubro de 2022, no período que antecedeu às eleições do meio de mandato, seu índice de aprovação era quase o mesmo do de hoje. E os democratas perderam menos cadeiras do que o esperado na Câmara e ainda ganharam uma no Senado, em parte por pintar os candidatos republicanos como extremistas.
O retrato do momento revela que o grau em que os eleitores se afastam da personalidade e do estilo bombástico de Trump – a cola que tem ajudado a manter unida a coligação democrata – diminuiu. Apenas 46% dos pesquisados disseram que Biden tinha o temperamento adequado para ser presidente, pouco mais do que os 43% de Trump. Dito isto, Trump estará mais sob os holofotes em 2024, inclusive nos tribunais, o que poderá lembrar aos eleitores por que afinal decidiram tirá-lo da Casa Branca em 2020.
O Globo

Daniel Hagari, porta-voz do Exército israelense, exibiu neste domingo, 5, provas de que o Hamas usa unidades hospitalares em Gaza como “infraestrutura terrorista”.
Em apresentação à imprensa internacional, o contra-almirante revelou novas informações de inteligência e evidências que mostram o uso de instalações médicas na região para fins terroristas.
Hagari apresentou um vídeo mostrando uma entrada subterrânea do Hospital Sheikh Hamad. Segundo disse, a unidade está ligada às redes de túneis do Hamas.
Outro vídeo mostra homens armados do grupo abrindo fogo contra as forças israelenses de dentro das instalações do hospital.
“Se não bastasse um túnel sob o hospital, os terroristas também dispararam contra os nossos soldados de dentro do hospital”, afirmou Hagari.
“Não vamos aceitar a utilização cínica dos hospitais pelo Hamas para esconder a sua infraestrutura terrorista. Quero repetir: não vamos aceitar a utilização cínica dos hospitais pelo Hamas para esconder as suas infraestruturas terroristas. A exploração dos hospitais pelo Hamas precisa terminar”, acrescentou.
O porta-voz das forças israelenses afirmou ainda que o Hamas lançou foguetes a 75 metros de distância do hospital sabendo que, se Israel atingisse os seus combatentes, iria provavelmente causar danos na unidade hospitalar.
“Somos um país que cumpre a legislação internacional mas estamos lidando com uma organização assassina que cometeu um massacre. Não vamos esquecer esse massacre. Espero que o mundo não esqueça o massacre de 7 de outubro.”
O Antagonista

Moradores interditaram na manhã desta segunda-feira (6) um trecho da BR-110 de Alagoinhas, no Agreste baiano. O ato cobra restabelecimento do abastecimento de água na região. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto ocorre na altura do km 348.
Os manifestantes queimaram pneus e pedaços de madeira como forma de paralisar o tráfego e chamar a atenção para o protesto, que acontece desde as 5h. Uma equipe da PRF acompanha a manifestação.
Bahia Notícias