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Governo Lula surpreende após nova decisão sobre horário de verão

Amado por muitos, odiado por outros tantos, o horário de verão foi por muito tempo motivo de discussões e polêmicas entre os brasileiros. Muita gente gostava de aproveitar o período mais quente do ano e curtir o fim de tarde mais longo para praticar esportes ou em um happy hour com amigos. Mas quem acorda cedo para trabalhar reclamava das manhãs mais escuras, com o adiantamento do relógio em 1 hora. 

Preferências à parte, havia razões técnicas para que o governo determinasse a adoção da medida, que vigorou no país todos os anos de 1985 até 2018. Em 2019, a medida foi extinta pelo então presidente Jair Bolsonaro e, neste ano, apesar da troca de governo Lula, não há sinais de que o horário de verão possa ser adotado novamente. 

Tanto a área técnica do Ministério de Minas e Energia quanto o próprio ministro da pasta já falaram que, por enquanto, não há necessidade de adiantar os relógios neste ano, principalmente por causa das boas condições atuais de suprimento energético do país. A pasta diz que o planejamento seguro implantado desde os primeiros meses do governo garante essa condição. 

O ministro Alexandre Silveira também diz que não há sinais de que será necessário adotar o horário de verão este ano, porque os reservatórios das usinas hidrelétricas estão nas melhores condições de armazenamento de água dos últimos anos. “O horário de verão só acontecerá se houver sinais e evidências de uma necessidade de segurança de suprimento do setor elétrico brasileiro. Por enquanto, não há sinal nenhum nesse sentido. Estamos com os reservatórios no melhor momento dos últimos 10 anos”. 

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os níveis de Energia Armazenada (EAR) nos reservatórios devem se manter acima de 70% em setembro na maioria das regiões, o que representa estabilidade no sistema. Para se ter uma ideia, em setembro de 2018, por exemplo, no último ano de implementação do horário de verão, a EAR dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, um dos mais importantes do país, estava em 24,5%. Este ano, esse percentual está em 73,1%. 

Outro fator que serve como argumento para não retomar o horário de verão no Brasil é o aumento da oferta de energia elétrica nos últimos anos, com maior uso de usinas eólicas e solares. “O setor de energia que era quem dava a ordem, não está vendo a necessidade de dar essa ordem, não está vendo grandes ganhos com a medida”, diz o professor de Planejamento Energético Marcos Freitas, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). 

Mudança de hábito

Quando foi criado, em 1931, o adiantamento do relógio em 1 hora entre os meses de outubro e fevereiro tinha o objetivo de aproveitar melhor a luz natural e reduzir a concentração do consumo no horário de pico, que era no horário entre 18h e 20h. No entanto, nos últimos anos, houve mudanças no padrão de consumo de energia dos brasileiros e no horário de pico, com maior uso da eletricidade no período da tarde, principalmente por causa da intensificação do uso de aparelhos de ar-condicionado. 

Além disso, a iluminação, que antes representava uma parte significativa do consumo, especialmente no horário de pico, hoje não é mais tão importante do ponto de vista elétrico. Até o início da década de 2000, era comum o uso de lâmpadas incandescentes nas residências, empresas e na iluminação pública. Após a crise energética de 2001, foram adotadas políticas de eficiência energética, com o aumento do uso de lâmpadas mais econômicas, como as fluorescentes, e eletrodomésticos mais eficientes. 

“Hoje o fator iluminação já não é mais um fator importante para o setor elétrico, como era no passado, quando cerca de um terço do consumo de energia de uma casa vinha da iluminação. Hoje, o grande vilão nas residências se chama climatização”, destaca o professor Freitas. 

Para ele, a adoção do Horário de Verão este ano seria mais por uma questão de hábito da população do que pela necessidade do setor elétrico. “Eu, particularmente, gosto muito do Horário de Verão, gosto de chegar em casa com a luz do dia, acho simpática a ideia. Mas sei que tem limitações, os trabalhadores que acordam muito cedo sofrem muito com esse horário”. 

Catraca Livre/Com informações da Agência Brasil


Oposição articula indiciamento de Dino e GDias na CPMI do 8 de Janeiro

Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados.

Em um relatório alternativo, a oposição ao governo Lula (PT) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro planeja pedir o indiciamento do Ministro da Justiça, Flávio Dino, e do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Gonçalves Dias por supostas omissões durante as depredações das sedes dos Três Poderes. 

Os crimes acusados estão sendo investigados, mas há possibilidade de pedidos de indiciamentos por atos de prevaricação (quando o servidor público não cumpre sua função) e omissão lesiva ao Estado. 

O relatório será elaborado pelo ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e agora deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ). 

O documento será avaliado pelos demais integrantes da chamada “bancada bolsonarista” na CPMI, incluindo o senador Magno Malta (PL-ES), Marcos Rogério (PL-RO) e Damares Alves (Rep-DF). 

Segundo a oposição, tanto Dino quanto GDias receberam vários alertas de órgãos como a Polícia Federal, Exército e Abin, mas não tomaram medidas efetivas para prevenir os ataques. 

A única mobilização do governo federal apontada pela oposição foi o deslocamento de sete batalhões (cerca de 280 homens) da Força Nacional para a Esplanada em 8 de janeiro. Número considerado insuficiente para lidar com a crise. 

No relatório, os parlamentares da oposição querem propor uma mudança legislativa relacionada ao comando das CPIs e CPMIs para garantir que o autor da proposta de investigação participe da mesa diretora. 

Como a oposição não tem maioria no colegiado, o relatório paralelo pode ser apresentado, mas há poucas chances de ser aprovado. A expectativa é que a relatora, senadora Eilizane Gama (PSD-MA), leia o parecer dentro de duas semanas. 

Diário do Poder


URGENTE: Brasil e China completam primeira transação comercial sem usar dólar

Foto: 14/04/2023.Ken Ishii/Pool via REUTERS.

Brasil e China completaram a primeira operação comercial realizada somente com moedas locais dos países — yuan e real. A informação foi confirmada pela mídia estatal chinesa. 

A empresa Eldorado Brasil realizou no dia 25 de agosto o embarque de celulose à China. Foram 43 contêineres direcionados ao país asiático. 

A transação foi finalizada no última semana, com a conversão direta de reminbi para real. O recurso ficou disponível no dia 29 de setembro, confirmou a empresa à CNN. 

CFO da Eldorado, Fernando Storchi explicou à época do embarque que a exportação era um teste e contava com o apoio do Banco da China Brasil (BOC Brasil). 

A mercadoria foi enviada do Porto de Santos ao Porto de Qingdao, na China em agosto. No mês seguinte, o BOC Brasil recebeu uma carta de crédito em moeda chinesa, emitida pelo importador. 

O BOC Brasil, após notificar a Eldorado e revisar documentos, converteu imediatamente o reminbi recebido em reais e o enviou à conta local do cliente. 

A mídia estatal chinesa destacou que, em abril deste ano, durante viagem à China, Lula assinou memorando de entendimento sobre cooperação para promover o comércio em moedas locais. O presidente brasileiro vem pedindo que o Sul Global seja menos dependente do dólar. 

CNN Brasil


Ala do governo Lula defende freio a Moraes e vê com cautela delação de Cid, diz Folha

Ministros e aliados do presidente no Congresso temem repetição de modelo Lava Jato e superpoder de ministro do STF 

Apesar de o próprio presidente Lula (PT) usar as recentes descobertas da Polícia Federal como munição contra o adversário Jair Bolsonaro (PL), alas do governo e parlamentares se dividem sobre a atuação do ministro Alexandre de Moraes e dos avanços da delação do tenente-coronel Mauro Cid. 

Ministros e aliados do petista no Congresso veem com cautela a forma como a colaboração de Cid foi firmada com o STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto ele estava preso. Integrantes desta ala frisam que esse tipo de conduta lembra métodos usados durante a Operação Lava Jato. 

A torcida é para que a delação de Cid seja robusta e farta em provas porque senão, afirmam, não haveria por que fechá-la. A ausência de evidências é uma das críticas apresentadas às delações firmadas na Lava Jato. 

Essa posição difere da do ministro Flávio Dino (Justiça), que tem respaldado e defendido publicamente todos os atos da Polícia Federal, que está sob seu guarda-chuva. 

Como mostrou a Folha, métodos de investigação esvaziados ou até mesmo enterrados pelo movimento contra a Lava Jato no STF têm sido reconstruídos pela própria corte e por outras instâncias do Judiciário em cerco contra o ex-presidente Bolsonaro e seus aliados. 

A delação de pessoas presas, por exemplo, chegou a ser comparada à tortura pelo ministro Gilmar Mendes. Agora, o magistrado atua como um dos principais pilares de sustentação da atuação de Moraes, que manteve Cid detido por quatro meses e só o soltou após homologar sua colaboração premiada. 

A delação de Cid foi homologada em 9 de setembro por Moraes. 

Um dos principais focos de atenção entre aliados de Lula está no poder concentrado nas mãos do ministro. Se por um lado Moraes tem mirado em adversários do petista, por outro lado as ações dele representam um fortalecimento excessivo, avaliam. 

Em conversas, aliados do presidente atribuem a Moraes uma origem de centro-direita, tendo sido indicado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), além do risco implícito no ativismo judicial. 

Para essas pessoas, a indicação de Flávio Dino ao STF culminaria na constituição de um triunvirato na corte, composto também por Moraes e por Gilmar Mendes. Esses argumentos não fizeram com que Lula deixasse de prestigiar Moraes, também ouvido nas indicações para tribunais. 

Além do fortalecimento político do Supremo, entre aliados do presidente há o receio de que se essa empreitada em cima de Bolsonaro e aliados acabe por ampliar o poder do grupo político oposto ao de Lula. 

A avaliação é que Moraes tomou as medidas necessárias para manter a democracia frente a empreitadas golpistas de Bolsonaro, mesmo que algumas tenha sido controversas do ponto de vista jurídico. O problema, apontam, é que agora não se sabe mais quando essas medidas irão cessar. 

Há ainda o temor de que eventualmente o ministro direcione as armas para a esquerda. 

Como mostrou a Folha, auxiliares do presidente e aliados no Congresso veem com apreensão uma eventual prisão em decorrência do avanço das investigações contra o ex-presidente. 

A Polícia Federal ainda não tem elementos para efetuar uma prisão preventiva de Bolsonaro e também analisa se seria o caso de realizá-la caso houvesse elementos para tal. 

O cálculo leva em consideração os efeitos políticos que isso poderia gerar e também a expectativa de que, no ano que vem, Bolsonaro já terá sido condenado pelo STF. 

Investigadores entendem que há provas para indiciar o ex-presidente por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Há evidências sobre tais crimes no caso da investigação das joias. 

Questionado sobre o tema, Lula evitou falar sobre a delação em si, mas comentou as suspeitas que pairam sobre Bolsonaro. 

“Eu não conheço [o teor da delação], não posso dar palpite sobre o que eu não conheço, só sabe o delegado e o coronel que prestou depoimento. O resto é especulação”, disse o presidente em viagem à Índia em setembro. 

Na ocasião, também disse que a cada dia se tem a certeza “de que havia a perspectiva de golpe” e que Bolsonaro “estava envolvido até os dentes”. 

A delação de Cid contribuiu para uma série de elementos do inquérito 4874, relatado por Moraes, que reúne as investigações sobre a venda de joias presenteadas por autoridades, a suposta falsificação de cartão de vacina e as circunstâncias de minuta e diálogos de cunho golpista encontrados no celular de Cid. 

Os elementos apresentados pelo tenente-coronel que mais chamaram atenção dos investigadores foram aqueles relacionados à tentativa de golpe. 

O instrumento da delação premiada foi um dos pilares das investigações da Lava Jato. 

Alvos de peso da operação que assinaram os acordos anos atrás agora ou tentam rever as obrigações impostas no passado ou fazem críticas às circunstâncias da época em que aceitaram colaborar com as autoridades. 

Nessa lista, estão ex-executivos da empreiteira Odebrecht, políticos e até um dos pivôs da operação, o doleiro Alberto Youssef.

Informações TBN


Bolsonaristas emplacaram seus candidatos em conselhos tutelares pelo Brasil como o deputado Federal Otoni de Paula e a Médica Mayra

As eleições para os conselhos tutelares espalhados ao redor do país neste domingo movimentaram nomes da base de apoio de Jair Bolsonaro (PL), que apostaram na politização da disputa nos dias anteriores ao pleito. A ofensiva surtiu efeito, e candidatos chancelados por políticos bolsonaristas se saíram vencedores em diferentes pontos do Brasil. 

Este é o caso, por exemplo, de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, onde 19 dos 20 conselheiros que conquistaram suas vagas são ligados à direita ou à gestão de Nelson Ruas (PL), como noticiou a imprensa local. Conhecido como Capitão Nelson e correligionário de Bolsonaro, o prefeito da cidade chegou a realizar atos políticos junto do então presidente durante o pleito municipal de 2020, quando obteve uma vitória apertada no segundo turno. 

A primeira colocada na corrida gonçalense por uma vaga no conselho tutelar foi Daniela Ribeiro, que obteve mais de 3,5 mil votos. Ela era apoiada pelo ex-vereador e subsecretário municipal de Fiscalização, Alcemir de Oliveira Maciel. 

Também em São Gonçalo, a candidata do deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), ferrenho defensor de Bolsonaro, elegeu-se como conselheira. Ela usou nas urnas o nome “Paloma do Otoni”. Nas redes sociais, o padrinho comemorou o triunfo: “Menos uma vaga para os LGBTQIA+”. 

Em Fortaleza, no Ceará, dois candidatos ligados a Mayra Pinheiro, médica que ficou conhecida durante a gestão de Bolsonaro como “Capitã cloroquina”, foram eleitos: Edilene Pessoa e Mirton Marques. Da Assembleia de Deus Montese, Edilene contou com o apoio pessoal de seu marido, o pastor Osires Pessoas Jr. 

Após o anúncio da vitória, o líder religioso gravou um agradecimento especial à comunidade: 

– Paz do senhor a todos os irmãos, eu gostaria de agradecer a Deus por esse momento especial a todos aqueles que durante o dia de hoje se dispuseram a votar em prol de Edilene – diz o pastor, enquanto fogos de artifício queimam ao fundo. 

Ligado a vereadores de direita da Câmara de Recife, em Pernambuco, o conselheiro Luciano Ferreira se reelegeu com o maior número de votos de sua região, mais de 2,1 mil eleitores. Evangélico, ele se autointitula “ex-petista”. 

Já em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a apadrinhada do deputado estadual bolsonarista Rafael Tavares se elegeu. Maria Carolina Marquez comemorou a conquista nas redes como uma “vitória da direita”. Alinhada ao ex-presidente, ela esteve no CPAC 2023, congresso conservador organizado por Eduardo Bolsonaro e, na ocasião, posou ao lado de Gustavo Gayer (PL-GO).

Informações TBN


Tite bate o martelo e decide se assume o Flamengo

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Tite disse sim aoFlamengo. O técnico aceitou assumir o clube já neste mês de outubro. Agora, as partes discutem as minúcias do contrato que terá validade até dezembro de 2024, quando se encerra o mandato do presidente Rodolfo Landim.

Flamengo se reapresenta e dá início à preparação para duelo com Corinthians 

O projeto esportivo apresentado deixou Tite animado com a oportunidade de comandar oFlamengo. Apoiado pela família, o ex-técnico da seleção brasileira entendeu que assumir o clube agora é potencializar o ano de 2024. 

Tite terá consigo a comissão técnica que o acompanhou na seleção brasileira. Matheus Bacchi, César Sampaio e Cléber Xavier serão os auxiliares, enquanto Fábio Mahseredjian assume a preparação física. Do quinteto, Mahseredjian é o único com passagem pela Gávea – trabalhou no clube em 2003. 

Desde que as conversas avançaram,Flamengoe Tite colocaram a Data Fifa, que começa dia 09 de outubro, como o período ideal para iniciar o trabalho. O treinador vê a paralisação como um bom momento para conhecer o elenco e começar a implementar os métodos.

Enquanto acerta os detalhes com oFlamengo, Tite precisa encerrar uma conversa com um clube de fora do Brasil. Desde que deixou a seleção brasileira, o treinador despertou interesse de alguns clubes estrangeiros, entre eles o Orlando City, que fez abordagem mais contundente nas últimas semanas. 

Com o sim de Tite, oFlamengotem a expectativa de iniciar um novo ciclo já na segunda-feira que vem, quando se inicia a Data Fifa. 

O jogo com o Corinthians, garantem pessoas próximas à negociação, não é empecilho para um começo imediato. O gaúcho de 62 anos quer, na verdade, um tempo maior para preparar a equipe de olho nas próximas rodadas e não assumir o time a poucos dias antes do duelo na Neo Química Arena.

FONTE: terrabrasilnoticias.com


Requerimento pertence à CPMI do 8 de Janeiro; presidente do colegiado disse que recorreu da decisão

silvinei vasques
Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, durante seu depoimento à CPMI do 8 de janeiro – 20/06/2023 | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado 

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu um requerimento que pedia a quebra de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

O documento havia sido aprovado no âmbito da CPMI do 8 de Janeiro. Conforme Marques, a solicitação “não estava devidamente fundamentada”. A decisão é da terça-feira 26, mas veio a público nesta terça-feira, 3.

“Não foram especificadas as condutas a serem apuradas mediante a quebra dos sigilos do impetrante, ou mesmo indicada a utilidade da providência; o pedido voltado ao fornecimento de listas com informações protegidas por segredo é amplo e genérico, podendo atingir terceiros que não são investigados”, argumentou Marques. “Não há situação concreta relacionada ao impetrante que legitime a suspeita de que ele teria cometido ilícitos ligados aos eventos de 8 de janeiro.”

Após ser notificado sobre a decisão do magistrado, o presidente da CPMI, deputado federal Arthur Maia (União Brasil-BA), disse que o colegiado recorreu da decisão do ministro do STF.

Segundo Marques, “não se logrou externar a conexão supostamente existente entre os dados” de Silvinei “que se pretende reunir e a investigação em curso na CPMI”.

A relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), disse que a decisão do magistrado “acaba” com o colegiado.

“A decisão pede que a CPMI não use nada referente a Silvinei Vasques”, destacou Eliziane. “Não é questionar alguma coisa que está fora do escopo da CPMI. Ela anula por completo o escopo da nossa investigação, de um diretor da PRF que foi preso.”

CPMI investigar Silvinei Vasques

A CPMI apura a conduta de Silvinei Vasques no comando da corporação no segundo turno eleitoral de 2022, quando aconteceram diversas operações no Nordeste. 

A atuação de Vasques teria interferido no trajeto de eleitores do presidente Lula. O motivo seria o favorecimento da candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro à reeleição. 

Quando prestou depoimento à CPMI, o ex-diretor da PRF negou ter direcionado as operações contra os eleitores de Lula.

Em 9 de agosto deste ano, Silvinei foi preso pela Polícia Federal em Florianópolis, Santa Catarina. Entre os crimes investigados estão prevaricação — quando um servidor público deixa de exercer o seu dever –, violência política e impedir ou atrapalhar a votação.

Informações Revista Oeste


Prefeitos acreditam que situação fiscal de municípios vai piorar

Foto: Reprodução/ YouTube canal iTechdrones

Um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que quase metade dosprefeitosbrasileiros está pessimista em relação à situação fiscal nos próximos meses. 

Segundo a entidade, 44,3% dos gestores municipais acreditam que ao desempenho das contas públicas irá piorar, enquanto 38% esperam que pode melhorar. Outros 17,6% estão indecisos sobre o assunto. 

Os números fazem parte de uma pesquisa sobre o panorama da crise financeira que osmunicípiosbrasileiros atravessam. 

O levantamento considera informações de 4.616 cidades que enviaram dados aoTesouro Nacional

Déficit fiscal e despesas altas

De acordo com o levantamento, 51% das cidades registraram déficit fiscal no primeiro semestre deste ano. No mesmo período de 2022, esse percentual era de 7%. 

De janeiro a agosto de 2023, a cada R$ 100 de receita, R$ 89 foram gastos com despesas públicas. No mesmo período do ano passado, esse valor era de R$ 80. 

Por causa das despesas altas, 48,7% das prefeituras tiveram que desligar servidores do quadro de funcionários neste ano. Outros 10% atrasaram o pagamento de funcionários, sendo a maioria desses (84,8%) nos últimos dois meses. 

Já 47,8% dos municípios registram atraso no pagamento a fornecedores. Cerca de 90% desses atrasos estão ocorrendo desde o início de 2023. 

dinheiro juros cofres publicos renda
Estudo também informa que 51% das cidades registraram déficit fiscal no primeiro semestre deste ano | Foto: Reprodução/ Freepik

Para a CNM, uma das principais causas que contribuíram para o crescimento da crise é a dívida com a Previdência. 

De acordo com o estudo, dos 2.116 municípios que possuem Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), 77% têm dívidas no próprio regime. A dívida total dos municípios com RPPS é perto de R$ 41 bilhões. 

Outro aspecto que, segundo a entidade, também tem agravado a crise, são os pisos salariais, como os de agentes comunitários, dos profissionais de enfermagem, dentre outros. 

O presidente da confederação, Paulo Ziulkoski, afirmou que irá apresentar os dados do estudo ao Tribunal de Contas da União na terça-feira 3. 

“Vamos pedir para o TCU avaliar tecnicamente e legalmente. Queremos uma auditoria. Eu gostaria que o Congresso fizesse isso, especialmente o Senado, que é a casa da federação”, afirmou. 

Mobilização dos prefeitos

Para ampliar a discussão sobre a crise financeira, mais de 2 mil prefeitos irão participar de uma reunião promovida pela CNM, nesta terça-feira 3 e quarta-feira 4. 

A mobilização será no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. 

Os gestores municipais deverão ter encontros com autoridades do Congresso Nacional, do Executivo Federal e com órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU). 

“Precisamos dar sequência ao nosso trabalho porque as dificuldades são imensas. O comparecimento de cada prefeito e prefeita será decisivo para que a nossa pauta possa avançar”, comentou Ziulkoski. 

Entre as pautas prioritárias está a Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) 25/2022, que prevê o repasse adicional de 1,5% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para março de 2024, e a PEC 253/2016, que permite o município propor ação direta de inconstitucional no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Também serão debatidos o Projeto de Lei Complementar (PLP) PLP 98/2023, que retira terceirizados do limite de despesas com pessoal; e a PEC 38/2023, que amplia a reforma da Previdência dos municípios. 

Informações TBN


Rússia se prepara para teste de míssil nuclear, sugerem imagens de satélite e vigilância dos EUA

Foto: Alexander Kazakov/Sputnik/via AP

Análise de imagens feita pelo New York Times mostra atividades em base russa utilizada para testes militares

Imagens de satélite e dados de aviação sugerem que aRússia pode estar se preparando para testar um míssil de propulsão nuclear – ou pode ter testado recentemente – capaz de alcançar, na teoria, milhares de quilômetros.

As imagens obtidas peloNew York Timesmostram aeronaves e veículos dentro e perto de uma base remota na região ártica da Rússia, consistentes com os preparativos feitos para testes anteriores em 2017 e 2018, segundo a análise do NYT. O míssil é conhecido comoBurevestnikouSSC-X-9 Skyfall

Aviões de vigilância dos EUA também foram rastreados na área nas últimas duas semanas, e sinais de aviação alertaram os pilotos para evitar o espaço aéreo próximo. 

Imagem mostra navio de guerra russo disparando um míssil durante exercícios militares no Ártico, no dia 18 de setembro. NYT afirma que país se prepara para testar míssil nuclear em base na mesma regiãoFoto:Ministério da Defesa da Rússia/via Reuters

Ao menos 13 testes conhecidos com o míssil foram feitos pela Rússia entre 2017 e 2019, todos sem sucesso, segundo o relatório da Iniciativa de Ameaça Nuclear, um grupo sem fins lucrativos focado no controle de armas. 

Em 2019, um míssil testado na base caiu e acabou explodindo durante uma tentativa de recuperá-lo, matando sete pessoas, disseram autoridades dos EUA. “[É um míssil] perigoso em sua fase de teste e desenvolvimento”, declarou Daryl Kimball, diretor executivo da Associação de Controle de Armas. 

Não se sabe se o Burevestnik foi testado após o incidente, mas, segundo Kimball, o míssil ainda está longe de poder ser implantado operacionalmente. 

Em testes anteriores, o míssil não conseguiu voar uma distância próxima ao alcance projetado, estimado em cerca de 22,5 mil quilômetros. Autoridades dos EUA avaliaram que, durante seu voo de teste mais bem-sucedido, com duração de pouco mais de dois minutos, o míssil voou 35 quilômetros antes de cair no mar. Em outro teste, o reator nuclear do míssil falhou e não ativou, fazendo com que ele caísse a poucos quilômetros do local de lançamento. 

Para que um teste tenha sucesso, o reator nuclear do míssil precisaria ser ativado em voo para que o míssil possa voar sobre mais terreno. 

Segundo especialistas, o míssil poderia transportar uma ogiva convencional, mas provavelmente carregaria uma carga nuclear, embora menor do que a maioria das outras armas com capacidade nuclear. Se usado em tempos de guerra, o míssil pode ter o potencial de destruir grandes áreas urbanas e alvos militares. 

Embora a Rússia tenha compartilhado pouco sobre o projeto específico do Burevestnik, o presidente russoVladimir Putin disse que ele é movido a energia nuclear. Acredita-se que o míssil seja lançado por um motor de foguete de combustível sólido antes que um pequeno reator nuclear seja ativado em voo, teoricamente permitindo que o míssil permaneça no ar indefinidamente. 

O Burevestnik é uma das seis armas estratégicas, junto com outras, como o míssil balístico Kinzhal e o veículo planador hipersônico Avangard, que Putin anunciou em um discurso de 2018. Ele afirmou que as armas poderiam dominar e manobrar as defesas existentes dos EUA. 

A natureza secreta da iniciativa de mísseis Burevestnik e o local de lançamento remoto tornam difícil determinar se um teste está por vir ou se a arma já pode ter sido recentemente testada, ou talvez ambos. Embora os testes de lançamento do Burevestnik tenham sido realizados na base do Ártico no passado, a Rússia também poderia testar apenas o motor do foguete do míssil ou um componente do próprio míssil. 

Imagens tiradas na manhã de 20 de setembro mostram vários veículos presentes em uma plataforma de lançamento na base, incluindo um caminhão com um reboque que parece corresponder às dimensões do míssil. Um abrigo meteorológico que normalmente cobre o local de lançamento específico foi movido. À tarde, a carreta desapareceu e o abrigo foi movido de volta à sua posição original. 

Imagens adicionais capturadas em 28 de setembro mostram a plataforma de lançamento ativa novamente, com um caminhão semelhante presente e o abrigo novamente retirado do local original. 

Em 31 de agosto, autoridades russas emitiram um aviso de aviação para uma “área de perigo temporária”, aconselhando os pilotos a evitar parte do Mar de Barents, ao largo da costa, a 19 quilômetros do local de lançamento, conhecido como Pankovo. O aviso foi prorrogado várias vezes e está previsto para vigorar até 6 de outubro. A Rússia emitiu um aviso semelhante antes de um teste de Burevestnik em 2019. 

Além disso, duas aeronaves russas usadas especificamente para coletar dados de lançamentos de mísseis foram estacionadas a cerca de 160 quilômetros ao sul do local de lançamento no início de agosto, na base aérea de Rogachevo, de acordo com a análise de imagens de satélite da Bellona, uma organização ambiental norueguesa. As aeronaves são de propriedade da Rosatom, empresa russa de energia atômica. Eles permaneceram nessa base pelo menos até 26 de setembro, de acordo com imagens de satélite adicionais. Durante os testes de Burevestnik em 2018, aeronaves do mesmo tipo também estavam nas proximidades. 

Uma aeronave de reconhecimento da Força Aérea dos EUA também voou pelo menos duas missões na costa da ilha ártica onde fica o local de lançamento, em 19 e 26 de setembro, de acordo com a plataforma de rastreamento Flightradar24. As duas missões representaram um ligeiro aumento em relação à atividade habitual conhecida. A Casa Branca não comentou sobre as atividades. 

Especialistas disseram que o míssil é perigoso não apenas em sua capacidade de transportar uma poderosa ogiva nuclear, mas no potencial de liberar emissões radioativas nocivas se o míssil explodir ou funcionar mal durante um teste. 

Se colocado em uso, o Burevestnik seria considerado parte do arsenal nuclear da Rússia, tornando-o sujeito a um tratado de redução de armas nucleares que Moscou assinou em 2011. Esse acordo limita o número total de ogivas e veículos de entrega que o país pode implantar. Mas com o tratado, conhecido como New START, previsto para expirar em fevereiro de 2026, o míssil poderia contribuir para “a vanguarda de uma corrida armamentista descontrolada” se nenhum novo acordo substituí-lo./COM THE NEW YORK TIMES


Uma boa notícia para Jair Bolsonaro no TSE

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

No início de novembro, as 15 ações contra Bolsonaro, Walter Braga Netto e seus aliados que ainda aguardam análise pelo plenário do TSE serão herdadas pelo ministro Raul Araújo. 

Diferentemente de Benedito Gonçalves, que votou para tornar Bolsonaro inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao promover uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada para atacar a credibilidade do sistema eleitoral, Araújo defendeu a absolvição do ex-presidente. 

Segundo a equipe da coluna apurou, Gonçalves já sinalizou a interlocutores que, apesar de ter buscado acelerar o ritmo das ações, não há mais tempo hábil para julgar os casos de Bolsonaro antes de ele deixar o tribunal. 

Por 5 votos a 2, corte condenou ex-presidente à inelegibilidade por oito anos 

O mandato de dois anos do ministro no TSE se encerra em 9 de novembro – e os 15 processos contra Bolsonaro que restam ainda estão em fase de instrução (coleta de provas), com depoimentos e outras medidas pendentes. 

As ações que aguardam julgamento no TSE abordam uma série de casos incômodos para o entorno bolsonarista, como o uso político da Polícia Rodoviária Federal para tumultuar o processo eleitoral no segundo turno; a existência de um ecossistema bolsonarista de desinformação nas redes sociais; e o uso político do 7 de Setembro como evento de campanha de Bolsonaro. 

É nesse último caso, sobre o desvio de finalidade nas comemorações do Bicentenário da Independência, que o ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira deve prestar depoimento nesta terça-feira, a partir das 10h, na sala de audiências da Corregedoria-Geral Eleitoral, no sétimo andar da sede do TSE, em Brasília. Ciro vai depor ao TSE na condição de testemunha de defesa do ex-chefe do Executivo. 

As ações que giram em torno do Sete de Setembro são movidas pela coligação de Lula, pela senadora Soraya Thronicke (que disputou a presidência da República em 2022) e pelo PDT — autor do processo sobre a reunião com embaixadores. 

Dos 15 processos contra Bolsonaro que aguardam julgamento, 11 apuram abuso de poder político do ex-presidente da República, nove miram abuso de poder econômico e cinco investigam uso indevido dos meios de comunicação – uma mesma ação pode apurar mais de um ilícito. 

O fato de esses processos agora irem para as mãos de Raul Araújo preocupa os adversários de Bolsonaro. 

No julgamento da ação que levou à inelegibilidade do ex-presidente, Araújo não só votou para absolvê-lo, como também rejeitou a inclusão, no processo, da minuta golpista encontrada na casa do ex-ministro Anderson Torres. 

Ele também limitou sua análise no caso à reunião propriamente dita de Bolsonaro com os embaixadores, desconsiderando as informações e os documentos reunidos após o compartilhamento de provas com o Supremo Tribunal Federal (STF) e determinada por Benedito Gonçalves. 

Enquanto Gonçalves examinou a reunião dentro de um contexto mais amplo – dos sucessivos ataques de Bolsonaro às urnas eletrônicas e à democracia –, Araújo encarou o evento como um ato isolado. 

Fontes que acompanham de perto as investigações que tramitam no TSE avaliam que essas posturas diametralmente opostas apontam que Raul deve adotar uma postura bem menos pró-ativa que Benedito na instrução das ações que ainda aguardam julgamento. 

A expectativa é que Araújo desacelere as investigações e não se empenhe nem na coleta de novas provas, nem no compartilhamento de informações com o STF, por exemplo. 

Por isso, para os bolsonaristas, a troca de relator nesses processos é uma rara boa notícia para Jair Bolsonaro que vem do TSE. 

Informações TBN