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A Bahia é o principal produtor de sisal do mundo, detém 90% da produção do Brasil, o país que mais cultiva a agave no planeta, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No estado, são produzidas, em média, 140 mil toneladas de fibras de sisal por ano, e cerca de 50% desse total é vendido para Ásia, Europa e, principalmente, para a América Central.

O “ouro verde do sertão” teve seu apogeu entre as décadas de 60 e 70, quando havia grande demanda internacional pela fibra, utilizada na confecção de cordas, fios, estofados, carpetes e tapetes, entre outros produtos. O mercado declinou nos anos 80, com a concorrência das fibras sintéticas, e nunca mais teve o mesmo sucesso do passado.

Até mesmo a área plantada encolheu, não somente porque a fibra perdeu valor de mercado, mas também porque a seca na região dizimou boa parte das plantas, conhecida mundialmente pela resistência à estiagem.

A fibra tem voltado à moda com a valorização dos produtos ecologicamente corretos e também com a pressão mundial para preservação do meio ambiente. Além de natural, quando descartada, a fibra de sisal se decompõe sem poluir a natureza – e ainda serve como adubo para o solo – ao contrário da sintética. Depois que a palha é cortada, a planta rebrota em seis meses, o que ajuda a manter o semiárido em equilíbrio.

Nos últimos anos, decoradores e arquitetos passaram a utilizar o sisal em projetos com maior frequência, e a demanda pela fibra tem sido crescente, não somente no Brasil, mas também no exterior.

Atendendo a essa tendência, a principal entidade representativa da cultura do sisal no país, a Associação de Desenvolvimento Sustentável e Solidário da Região Sisaleira (Apaeb), manufatura a fibra e dá origem a mercadorias como carpetes, tapetes e cordas.

A sede da Apaeb fica em Valente, município a cerca de 250 km de Salvador que pertence ao “território do sisal”. São 20 cidades e cerca de 700 mil pessoas envolvidas, direta ou indiretamente, com a produção, comércio ou industrialização do sisal.

A Apaeb compra boa parte da produção regional (800 toneladas mensais, em média) e transforma em itens cujas vendas, atualmente, estão concentradas no Brasil – sobretudo no estado de São Paulo, que reúne as maiores redes de distribuição dos manufaturados. Outra parte é repassada para o mercado internacional.

Um dos países que compra tapetes feitos com sisal da Bahia é a Alemanha. A pequena cidade de Dorsten, que tem forte tradição na área têxtil, valoriza o fabrico artesanal e defende marcas preocupadas com a questão ambiental.


Foto: Divulgação/PRF

Em uma ação de combate ao tráfico de drogas, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma quantidade significativa de entorpecentes na tarde de sexta-feira (13), na BR 116, em Vitória da Conquista (BA). Um veículo que seguia de São Paulo para o interior do Ceará transportava clandestinamente 17,4kg de cocaína e 15,3kg de maconha.

A operação, que teve como foco a repressão à criminalidade, resultou na abordagem de um automóvel com três ocupantes, sendo dois homens e uma mulher. Durante a fiscalização, os policiais descobriram os ilícitos no porta-malas do veículo, levando à apreensão das substâncias ilícitas.

Segundo informações da PRF, o passageiro do veículo afirmou que receberia uma quantia em dinheiro pelo transporte das drogas até o interior do Ceará. Por outro lado, o condutor do veículo alegou que foi contratado apenas para fazer a viagem e não tinha conhecimento da presença dos entorpecentes no veículo. A mulher também afirmou desconhecer a existência das substâncias proibidas em seu automóvel.

Todos os envolvidos, juntamente com as drogas apreendidas, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Vitória da Conquista, onde o flagrante foi registrado.

Acorda Cidade


Foto: PRE

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), uma carreta transportando um carregamento de combustível etanol tombou na tarde deste sábado (14) na Rodovia BA-020, no trecho entre os municípios de Maracás e Planaltino, no Vale do Jiquiriçá.

O condutor ficou ferido e foi socorrido ao Hospital Álvaro Bezerra, em Maracás, por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A PRE orientou que motoristas redobrassem a atenção, pois há risco de explosão no local.

Fonte: BlogMarcosFraHM.com


Foto: Divulgação/ Copacabana Filmes

Getúlio Vargas (1882-1954) tem uma das biografias mais cercadas de polêmica entre os personagens da História do Brasil. O político ambicioso que deixa o Rio Grande do Sul pela primeira vez aos 41 anos, em maio de 1923, determinado a se tornar presidente da República, o 14º chefe do Executivo Federal do Brasil — o gaúcho de São Borja, sudoeste do estado, voltou à Presidência uma segunda vez —, reúne em torno de si lendas que se foram desvanecendo na bruma corrosiva dos anos, mas que retornam com vigor a toda prova quando confrontadas com a condição do regime democrático do país no início deste século 21. “Getúlio”, cinebiografia das menos ideologicamente comprometidas sobre o líder de um Brasil que de quando em quando renasce das cinzas do autoritarismo, da opressão do fascismo, do populismo, do ordinário manejo das massas — se é que chegou a ser outra coisa algum dia —, tem um compromisso com a boa reportagem. O tom destacadamente jornalístico adotado pelo diretor João Jardim, documentarista experimentado, dono de narrativas em que a técnica escorreita alia-se a dramas apresentados com muita sutileza, é por certo um ativo poderoso num enredo que poderia descambar para a hagiografia mais constrangedoramente abominável.

É bom que fique claro desde logo que “Getúlio” não é exatamente uma biografia: é um recorte dos dezenove últimos dias da vida do presidente, em seu segundo mandato — este conquistado à custa de votos, ou seja, Vargas continuava perigosamente popular mesmo depois de investir contra a democracia em duas ocasiões — e sobre grande parte das pessoas e dos lugares que integram a história dentro da História. O roteiro de George Moura e Teresa Frota explora a imagem marcante de Vargas perseguido, encastelado no Palácio do Catete, sede do governo e residência oficial do chefe do Executivo, entabulando soluções cada vez mais improváveis para a crise em que fora lançado em 5 de agosto de 1954, infortúnio que desde sempre puxava para a solução definitiva, irremediável e pusilânime que acabou por tomar. Esse conveniente lugar-comum presta-se à introdução sintética em que Jardim deslinda num flashback que se estende pelos cem minutos de projeção a escalada inicial do déspota, com a Revolução de 1930, responsável por depor Washington Luís (1869-1957), em 24 de outubro daquele ano, e vedou a Júlio Prestes (1882-1946) sentar-se à cadeira mais importante da República Velha. A trajetória de homem público do Pai dos Pobres talvez tenha sido das mais fiéis ao espírito de um país que tentava se constituir nação, mas esbarrava num obstáculo tão rasteiro quanto perigoso: o fisiologismo. Depois de alijado do poder, sucedido pela junta provisória encabeçada pelo cearense José Linhares (1886-1957), Vargas conseguiu apoio para candidatar-se a senador por seu estado natal, mero passatempo até voltar ao Catete, em 31 de janeiro de 1951. Tudo como sempre em seu quartel.

A derrocada de Vargas, o tiro no pé, com a licença do trocadilho, de tão esdrúxulo só pode mesmo ter passado muito longe de seu apetite por influência e mando, ainda que em seus delírios mais patológicos. Essa trama perniciosa teria o condão de findar de imediato a jornada assimétrica do caudilho, num regresso triunfal pelas urnas, mas um ditador empedernido apenas tira férias periódicas de sua natureza de tirano, como bem afirmou a seu respeito o deputado Afonso Arinos de Melo Franco Sobrinho (1905-1990) numa esgrima intelectual extratribuna com o colega Gustavo Capanema (1900-1985), ex-ministro da Educação de Vargas entre 1934 e 1945, até hoje o mais longevo no posto. Ainda que muito lacônica, as participações de Daniel Dantas e Cláudio Tovar conferem uma noção da unidade entre os atores. Nesse departamento, Tony Ramos deixa a desejar com um personagem que mistura sotaques sem a menor cerimônia e nunca alcança em plenitude os tons mais graves da agonia de Vargas; Drica Moraes, por seu turno, ilumina a tela com uma performance ora cortante, ora suave, evidenciando a devoção e a obediência cega de Alzira (1914-1992) ao pai, em cujo governo atuou como chefe do Gabinete Civil em caráter oficial, mas foi muito além disso, guiando o presidente em muitas de suas decisões. Revezando-se no papel de primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, governado por Ernâni do Amaral Peixoto (1904-1989) sob a ascendência de Getúlio, a terceira dos cinco filhos de Vargas e dona Darcy foi das mais combativas na empreitada de instigar Gê, como o chamava na intimidade, a não apear da Presidência, malgrado o cerco não desse sinais de que afrouxaria.

O fatídico episódio da rua Tonelero, hoje um mar soturno de castanheiras cuja ramagem se alastra sem controle, é circunstanciado de forma didática, mas nada tediosa. A participação de Vargas no atentado ao jornalista Carlos Lacerda (1914-1977), futuro deputado federal pela União Democrática Nacional, a UDN, e governador da Guanabara, era, como se disse, tão absurda que só poderia mesmo ter sido resultado da azáfama liberticida de seus sequazes. O udenista sobreviveu, mas Rubens Vaz (1922-1954), o major da Aeronáutica de 32 anos que escoltava Lacerda, foi morto, o que desencadeou a crise, que por conseguinte levou ao desfecho infeliz de Getúlio. O inquérito da polícia concluiu que o mandante do homicídio fora Gregório Fortunato (1900-1962), o Anjo Negro de Vargas — sob a orientação, segundo ele, de Benjamin (1897-1973), o Bejo, irmão de Vargas — e o executor, Alcino João do Nascimento (1922-2014), matador de aluguel. Bejo Vargas e todos os outros peixes grandes mencionados por Fortunato foram absolvidos. O ex-chefe da guarda do presidente foi condenado a 25 anos de reclusão. Dez anos depois, em 31 de março de 1964, o Brasil mergulhava na balbúrdia institucional adiada por uma década com a ditadura militar que se sobreporia pelos 21 anos seguintes.


Filme: Getúlio
Direção: João Jardim
Ano: 2014
Gêneros: Drama/Biografia
Nota: 9/10

Informações Revista Bula


31% acham Lula pior que Bolsonaro contra 28,4% que acham que Lula é melhor, diz Paraná Pesquisas

Para 31,3% dos eleitores brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está sendo pior que o de Jair Bolsonaro (PL), que comandou o país de 2019 a 2022. Outros 38,2% dizem que a administração petista está sendo igual à anterior, enquanto 28,4% acham que está sendo melhor. 

Os dados acima são de estudo do Paraná Pesquisas realizado de forma presencial de 29 de setembro a 3 de outubro de 2023. O levantamento entrevistou 2.020 eleitores em 162 municípios dos 26 Estados e do Distrito Federal. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%. Por não ser ano eleitoral, não é necessário registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

Eis o que perguntou a empresa e as respostas: “A administração do presidente Lula está sendo melhor, pior ou igual ao que o(a) sr(a) esperava?”. 

  • melhor: 28,4%
  • igual: 38,2%
  • pior: 31,2%
  • não sabem/não opinaram: 2,1%.

Créditos: Poder 360.


Daniel Alves em apresentação no Barcelona em 2021
Imagem: Marc Graupera Aloma / AFP7 Getty Images


A defesa de Daniel Alves está elaborando um acordo com a justiça espanhola para reduzir ao máximo a pena do jogador. Ele pode ser condenado de seis a 12 anos de prisão por estupro. 

O que aconteceu

Há poucos dias, Alves fez uma mudança em sua estratégia de defesa. O brasileiro trocou o advogado Cristóbal Martell por Inés Guardiola, advogada catalã também especializada em agressões sexuais e direito penal.

Segundo o jornal ‘El Español’, para que o acordo aconteça, o brasileiro terá de pagar à vítima uma quantia em dinheiro ainda não definida pelos danos causados.

Ele também vai precisar se declarar culpado do crime. Isso contrariaria as suas cinco declarações anteriores, nas quais sempre garantiu que se tratavam de relações consensuais. 

O acordo já está em negociação, segundo fontes ouvidas pelo jornal. No entanto, não há garantias de que o juiz irá aceitá-lo. 

O julgamento de Daniel Alves deve ser realizado entre outubro e novembro deste ano. 

Relembre o caso

Daniel Alves está preso desde 20 de janeiro acusado de ter estuprado uma mulher de 23 anos na boate Sutton, em Barcelona, em dezembro do ano passado.Continua após a publicidade

O jogador já prestou dois depoimentos à Justiça espanhola, aos quais o UOL teve acesso. O antigo advogado do brasileiro, Cristóbal Martell, entrou com três recursos à prisão, todos negados pela Justiça.

A advogada da mulher que acusa Daniel Alves, Ester García López, falou com exclusividade aoUOL em janeiro. Ela disse que a vítima, cujo nome não será divulgado, não quer a indenização à qual terá direito em caso de condenação. “Quero prisão”, teria dito a jovem.

Informações UOL


Presidente do Senado afirma que sempre esteve ao lado do Supremo, mas que nenhuma instituição tem o monopólio da razão

Rodrigo Pacheco
Rodrigo Pacheco disse que nenhuma instituição tem o monopólio da razão | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a defender neste sábado, 14, mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um debate com Gilmar Mendes, ministro do STF, realizado em Paris, Pacheco defendeu projetos que limitam ações da Suprema Corte para evitar que o Supremo tenha “contato constante com a sociedade”.

“Deve ser implementada a limitação de acesso ao STF para evitar que tenha ponto de contato constante com a sociedade em função das decisões que seja instado a fazer, e reservar o STF às decisões mais relevantes de índole mais constitucional”, comentou.

Sem monopólio da razão

O senador declarou que nenhum poder tem o monopólio da razão e que é “preciso ousar mudar” a “crise de credibilidade das instituições públicas e políticas”. Ele também negou haver uma “retaliação” ao Judiciário.

“Nenhuma instituição e nenhum Poder tem o monopólio dos acertos nem a responsabilidade dos desacertos de forma exclusiva”, declarou.

“A defesa da democracia teve papel preponderante e muito importante do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas também teve uma participação muito importante do TCU, da imprensa, de partidos políticos e do Congresso Nacional.”

Rodrigo Pacheco
O presidente do Senado defendeu limitações de ações do STF | Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Limites ao STF

De acordo com Pacheco, a proposta poderá ser colocada em debate, assim como projetos para estabelecer mandato para ministros do STF e para disciplinar decisões monocráticas, concedidas individualmente pelos magistrados.

Para o ele, o limite do acesso à Corte é importante para a apreciação de matérias de fato pertinentes. Segundo ele, “esse é um caminho que pode ser trilhado pelo Congresso”.

Pacheco também ressaltou que atualmente há muitos questionamentos a ordens judiciais e “todo mundo se arvora em ser jurista de botequim, para poder criticar”.

Com divergências em relação aos posicionamentos do STF, senadores de diferentes partidos têm intensificado a defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece mandatos temporários para os ministros da Suprema Corte. Pacheco já defendeu o aumento da idade mínima para assumir uma vaga no STF. Atualmente, essa idade é de 35 anos.

O que disse Gilmar

O ministro Gilmar Mendes destacou que a Corte atua somente quando é demandada e que, durante a pandemia de covid-19, atuou de “maneira quase isolada”.

“A gente não vem contar uma história de fracasso. Contamos a história de uma instituição que soube defender a democracia, até contra impulsos de parte significativa da elite”, disse.

“O tribunal tem legitimidade política para concorrer com o Congresso? Claro que não! A legitimidade do tribunal advém da Constituição.”

Informações Revista Oeste


Flamengo bate o pé sobre Maracanã e cria impasse às vésperas da final da Libertadores; Saiba mais

O impasse está criado. O Flamengo quer jogar no Maracanã contra o Bragantino no sábado, 28, ou no domingo, 29 de outubro, às vésperas da final da Libertadores. A Conmebol não quer ceder o estádio, pelos últimos cuidados de gramado e de diversos retoques para a decisão entre Fluminense e Boca Juniors, no dia 4 de novembro. 

Depois do ge tratar da rejeição da Conmebol ao plano do Rubro-Negro em atuar na 30ª rodada contra o Bragantino no Maracanã, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, entrou em contato com a reportagem para garantir: 

– Não abro mão de jogar contra o Bragantino no Maracanã – disse Landim, que afirmou não ter feito consulta alguma à Conmebol sobre o caso. 

Gestor do Maracanã desde 2019 ao lado do Fluminense com Termo de Permissão de Uso que termina no dia 23, o Flamengo tem o jogo contra o Vasco no dia 22 no estádio, mas bate o pé para não perder sua casa no jogo contra o atual vice-líder do Campeonato Brasileiro. Landim diz que a final da Libertadores no Maracanã foi decidida sem consulta ao Flamengo. 

– Não falei com Alejandro Dominguez nem com o Frederico Nantes. Eles falaram diretamente com o governador Claudio Castro – afirmou o presidente do Flamengo, referindo-se, respectivamente, ao presidente e diretor de competições da Conmebol. 

– Tenho a garantia de todos envolvidos no operacional do estádio que realizar o jogo contra o Bragantino não vai atrapalhar em nada a final do dia 4 de novembro. 

Landim disse que, antes, atendia a um pedido do próprio governador do Rio, Claudio Castro, para para antecipar a partida contra o Bragantino para a semana de Internacional e Fluminense, que jogaram a segunda partida da semifinal no dia 27 de setembro na Libertadores. Em Brasília, chegou até mesmo a dizer que o último jogo antes da final da Libertadores seria contra o Vasco, no dia 22. 

A mudança favoreceria o planejamento da Conmebol – e, claro, permitiria jogar sem problemas no Maracanã. Mas precisou mudar de planos por poutro motivo: critério da CBF. 

– Recebi mensagem do Julio Avellar (diretor de competições da CBF). Ele disse que queria conversar comigo. Eu o recebi em casa, num café da manhã. Disse que não poderia fazer o jogo do Bragantino antes, pois assim eles iriam jogar três vezes consecutivas fora de casa (jogariam contra Flamengo, Athletico e Santos). E eu já tinha aceitado, mesmo com a condição que a gente (Flamengo) estava, ainda trocando de técnico. Mas, então, quem não pode jogar três vezes fora de casa sou eu, porque tenho Bragantino, Grêmio (fora) e Santos, que já aceitei jogar em Brasília – argumentou Landim. 

O presidente do Flamengo ainda garante que consultou o governador Claudio Castro sobre a realização do jogo do dia 28 ou 29 contra o Bragantino no Maracanã e comunicou a Mario Bittencourt, presidente do Fluminense – isto antes do Tricolor se garantir na final da Libertadores. Nenhum dos dois foi contrário às razões de Landim, relatou o presidente do Flamengo. 

Outro fator que conta para ele não abrir mão do estádio que administra temporariamente – ao qual, Landim diz já ter garantias de mais uma renovação temporária do Governo do Estado do Rio de Janeiro – foi pedido feito pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, para liberar o estádio para o jogo entre a seleção brasileira e a seleção argentina, na data Fifa de novembro. 

Governo acompanha

Na reportagem publicada pelo ge na noite de sexta, o Governo do Rio de Janeiro enviou a seguinte nota sobre o caso: 

“A realização da final da Libertadores no Maracanã vem sendo acompanhada pelo Governo do Estado e discutida entre CONMEBOL, CBF e os administradores do Maracanã. 

O Governo não tem a informação de que haverá outro jogo nesse período próximo à final.” 

O consórcio atual do Maracanã, formado por Flamengo e Fluminense, não se manifestou depois de procurado pelo ge, assim como o Tricolor das Laranjeiras. Nos bastidores, o Fluminense, porém, confia que o parceiro no estádio vai abrir mão da partida contra o Bragantino. Até pelo exemplo particular do time que jogou em Volta Redonda, antes da final da Copa do Brasil do Flamengo. 

A Conmebol não se manifestou também para o ge. Mas as informações da reportagem são de que a confederação sul-americana conta em fazer todas intervenções do estádio a partir do dia 23, conforme combinado com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. 

Fonte: Globo Esporte.


Lula defende ajuda humanitária para Gaza durante conversa com líder palestino

Foto: Getty Images via BBC.

Lula (foto) conversou neste sábado (14), por telefone, com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. 

Na conversa, segundo o Palácio do Planalto, eles discutiram a necessidade de interromper hostilidades e enviar ajuda humanitária para Gaza. Lula reafirmou ainda o reconhecimento brasileiro do Estado palestino. 

“O presidente brasileiro condenou os ataques terroristas contra civis em Israel, reforçou a importância de um corredor humanitário e a libertação imediata de todos os reféns. Lula disse que os inocentes em Gaza não podem pagar o preço da insanidade daqueles que querem a guerra. Ambos reafirmaram a importância da busca por uma solução política e pela paz para a região”, diz a nota. 

Como mostramos, terminou neste sábado o prazo para que palestinos que vivem no norte de Gaza se desloquem para o sul. 

A possível incursão em Gaza é mais um movimento de Israel em retaliação aos ataques cometidos pelos terroristas do Hamas na semana passada. 

Fonte: O Antagonista.


analfabetismo dobrou brasil pandemia
Privações da pandemia para a vida escolar das crianças viraram ‘passivo’ que não podemos deixar se prolongar, avalia Unicef | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O país viu dobrar a taxa de analfabetismo entre as crianças de 7 a 9 anos nos últimos anos. É o que aponta o relatório Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

No período de 2019 a 2022, o percentual de crianças de 7 anos que não sabem ler nem escrever saltou de 20% para 40%. De 8 anos, mais que dobrou (de 8,5% para 20,8%). Por fim, o mesmo para as de 9 anos: de 4,4% para 9,5%.

‘… Educação a gente vê depois’

O bordão pandêmico “saúde agora, a economia a gente vê depois” também cabia a várias outras áreas essenciais. Para a educação, ao que tudo indica, o “depois” chegou.

Isso porque o recorte vai do último ano pré-pandêmico até o primeiro ano de um relativo “velho normal”. Santiago Varella, especialista do Unicef em políticas sociais, associa diretamente o retrocesso na alfabetização ao fechamento das escolas durante a pandemia.

“Essas crianças estavam no processo mais sensível, talvez, da vida educacional, que é a alfabetização”, pondera. “É preciso um esforço concentrado para que esse passivo da pandemia não se prolongue.”

O relatório apresenta relativos avanços. Desde 2016, cresce o percentual de crianças de 4 a 12 anos (completos) e de adolescentes de 12 a 18 anos (idem) com acesso à escola na idade correta: em 2022, eles somavam 93,8%.

Entre os demais, 2,9% estavam em situação de “privação extrema” e 3,4% de “privação intermediária”. Esses critérios se definem, respectivamente, quando “não há acesso” aos direitos e quando “há barreiras” para exercê-los.

Ruim apesar de bom

No entanto, o relatório aponta que os bons números “podem ser resultado da aprovação automática na pandemia”. O Unicef alerta que isso exige “abordagens mais cautelosas e contextualizadas ao interpretar dados educacionais em tempos de crise”.

Em resumo: números aparentemente bons podem ter sido fruto de exceções, em determinado contexto (a pandemia, no caso). E ter sido resultado até de decisões políticas ruins (como a aprovação automática).

Pobreza multidimensional

Como o nome do relatório diz, o Unicef mede a pobreza em suas várias dimensões, não apenas por aspectos de renda. Leva-se em conta o acesso das crianças e dos adolescentes a seis direitos básicos:

  • Renda;
  • Educação;
  • Informação;
  • Água;
  • Saneamento;
  • Moradia.

“A gente parte do princípio de que os direitos das crianças são prioritários e todos são igualmente importantes”, explica Varella. O relatório leva em consideração dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A tal da ‘despiora’

No quadro geral, o Brasil conseguiu diminuir a proporção de crianças e adolescentes que passam por alguma privação. Em 2016, ela era de 66,1%. No último ano antes da pandemia (2019), de 62,9%. Em 2022, continuou caindo, apresentando 60,3%.

Isso representa 31,9 milhões de crianças e adolescentes, de um total de 52,8 milhões no país. Apesar da bem-vinda redução, é “uma tendência de queda que a gente acha muito lenta ainda”, avisa Varella. Uma “despiora”, por assim dizer.

analfabetismo dobrou brasil pandemia
Crianças e adolescentes no Norte e no Nordeste sofrem mais com as privações ‘relativa’ e ‘extrema’ | Foto: Reprodução/Unicef

Revista Oeste, com informações da Agência Brasil.