
De acordo com um relatório da polícia italiana, o empresário Roberto Mantovani encostou “levemente” nos óculos do filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante bate-boca no Aeroporto Internacional de Roma, em julho deste ano. O documento vai ser usado pela defesa do empresário para contestar a versão de Moraes.
Em depoimento, Moraes afirmou ter sido xingado de “comunista”, “bandido” e “comprado”. O ministro relatou ainda que seu filho levou um “tapa” do agressor.
O laudo descreve as imagens gravadas pelas câmeras do aeroporto de Roma. O documento narra que Alexandre Barci, filho de Moraes, reagiu provavelmente às agressões verbais da mulher do empresário. Mantovani, por sua vez, estava a alguns metros de distância e apontava com o dedo indicador ao filho do magistrado. “É evidente a reação verbal de Barci que, saindo da fila da aceitação à Lounge, interage verbalmente com os dois, permanecendo parado no próprio lugar, trocando várias palavras com Mantovani, que nessa circunstância tinha se aproximado até ficar cara a cara”, afirma o documento.
Em seguida, o documento confirma que Mantovani acertou levemente os óculos do filho de Moraes, após reagir a um movimento de Barci.
“Às 18h39, repara-se o único contato físico digno de nota, ocorrido entre Roberto Mantovani e o filho da personalidade. Nessa circunstância, esse último, provavelmente exasperado pelas agressões verbais recebidas, estendia o membro superior esquerdo, passando bem perto da nuca do antagonista, que, ao mesmo tempo, fazia a mesma ação utilizando o braço direito, impactando levemente os óculos de Alexandre Barci de Moraes”, conclui.
Por fim, um passageiro intervém para tentar acalmar os ânimos e o bate-boca só termina quando o filho de Alexandre de Moraes ingressa na sala Loung Vip do aeroporto.
Em nota, o advogado Ralph Tortima avaliou que o relatório da polícia italiana difere em muito daquele elaborado pela Polícia Federal.
“Inclusive, pela descrição que é feita Roberto Mantovani Filho é primeiramente tocado em sua nuca por Alexandre Barci de Moraes, momento em que ele levanta o braço, como se numa ação de defesa, resvalando o óculos daquele”, disse o defensor. “Ou seja, fica cada vez mais evidente a necessidade de realização de uma perícia isenta, independente, em todas essas imagens do aeroporto. Só assim saberemos, com segurança, o que de fato aconteceu.”
O relatório da Polícia Federal concluiu que o empresário Roberto Mantovani “aparentemente” bateu com “hostilidade” no rosto do filho do ministro, Alexandre Barci, que segundo o documento conseguiu se esquivar parcialmente. “Após ter afrontado Barci, impulsionando seu corpo contra este, que estava de óculos, Roberto levantou a mão e, aparentemente, chegou a bater no rosto da vitima, que teve óculos deslocados (ou caídos no rosto)”, narra a PF.
A confusão ocorreu em 14 de julho, no Aeroporto Internacional de Roma. Moraes estava com a família, quando um grupo de três brasileiros teria se aproximado dele e começado a xingá-lo. Uma mulher, identificada como Andreia, teria dito que o ministro é “bandido, comunista e comprado”.
Em seguida, um indivíduo reforçou os insultos. Outro rapaz juntou-se aos supostos agressores e proferiu palavras ofensivas contra Moraes e sua família.
O ministro estava retornando da Universidade de Siena, onde havia participado de uma palestra no Fórum Internacional de Direito.
Com informações Estadão Conteúdo

(*) Bernardo Santoro para Revista Oeste
Com o mundo em choque pelos aberrantes atos praticados pelo Hamas contra civis israelenses, essa tragédia tem especial repercussão no Brasil. O palco da principal chacina ocorrida foi numa festa rave organizada pela família do DJ brasileiro Alok, chamada “universo paralello”.
Ironia das ironias, estamos vivendo neste país, de fato, um universo paralelo onde as coisas não são chamadas pelo que elas são, especialmente pela imprensa pátria.
De acordo com a teoria da linguagem, os conceitos que exprimem o significado de cada palavra são criados e compreendidos através de um processo complexo que envolve a cognição, a experiência sensorial, a cultura e a interação social. Por mais que um indivíduo tenha uma relação pessoal com as palavras e seus significados, seja por experiência sensorial, abstração racional, contexto ou associatividade, para a formação geral do sentido da palavra, é necessária uma convenção linguística, ainda que natural, com a sociedade definindo e aceitando o significado por meio de acordos culturais. A linguagem não é dada, é construída, e dentro de um processo mais social do que individual.
Vivemos em tempos de alta polarização e retórica inflamada, especialmente no cenário político. Uma tendência que tem se intensificado nos últimos anos é o uso de rótulos carregados de significado para descrever atos e pessoas, muitas vezes de maneira imprecisa e desproporcional, com fins de confundir e distorcer a realidade presente, em especial com os termos “genocida” e “terrorista”, ignorando a construção social em prol de significados que são particulares apenas para um determinado grupo politicamente enviesado.
O Hamas é, por definição de Convenção internacional, um grupo genocida
O título “genocida” tem sido frequentemente utilizado pela esquerda brasileira, seja políticos ou imprensa, para descrever o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro. É uma alegação extremamente séria e controversa. O termo “genocídio” é definido pela Convenção de 1948 para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio como atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Enquadrar um ex-presidente como genocida exige uma base factual sólida, demonstrando que ele realizou tais atos com a intenção de causar destruição em massa de um grupo específico.
A alegação base desse grupo social é a de que ele teria sido contrário à vacinação durante a crise sanitária da COVID. Ainda que partíssemos desse pressuposto, que é um ponto controverso, a mera postura pessoal de um então presidente contra o uso e aplicação de determinadas vacinas em favor de medicamentos com eficácia duvidosa não é causa suficiente para enquadrá-lo no crime de genocídio. Não ocorre subsunção do fato realizado ao tipo penal descrito na Convenção, ainda mais em um cenário onde vacinas, de todos os tipos e empresas, foram compradas e aplicadas em tempo recorde.
A utilização desse termo sem fundamentação compromete a seriedade do debate político e enfraquece a luta contra o genocídio real, tais como os promovidos pelos membros do Hamas contra a população israelense. Matar mais de mil pessoas, apenas e tão somente motivados pelo fato de esse grupo ter como característica étnica ser judeu e característica nacional de israelense se subsume perfeitamente ao artigo segundo da Convenção contra o Genocídio.
O Hamas é, por definição de convenção internacional, um grupo genocida. Esse adjetivo já tendo sido reconhecido por muitos países importantes, como EUA, Canadá e membros da União Europeia, mas não o Brasil.
Outro exemplo bizarro é a aplicação do termo “terrorista” para descrever os elementos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. De acordo com a Resolução 1566 (2004) do Conselho de Segurança da ONU, terrorismo é definido como “atos criminosos destinados a provocar um estado de terror no público em geral, num grupo de pessoas ou em determinadas pessoas a fim de intimidar uma população ou obrigar um governo ou uma organização internacional a fazer algo, ou a se abster de agir”. Quando a esquerda brasileira, dentro e fora da mídia tradicional, rotula os atos de 8 de janeiro como terrorismo, está banalizando o termo e o desvirtuando de sua real gravidade. A mídia se recusa a aplicar o apropriado termo de terrorista ao que eles chamam de “combatentes” do Hamas, esses sim causando terror com assassinatos, degolas de bebês, estupros de mulheres de todas as idades e várias outras atrocidades, enquanto usa esse rótulo para pessoas que nada disso fizeram.
Não pode haver condenação quando os meios dispostos para a prática do crime não são hábeis para o fim descrito no tipo penal.
A justiça brasileira, através do Supremo Tribunal Federal, com ministros embebidos nas suas próprias vaidades e no fato de terem, de fato, sido vítimas de crime de dano, ultrapassa o tipo penal cometido pelos manifestantes para aplicar a eles os crimes de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” (art. 359-L) e “golpe de Estado” (art.359-M). Ambos estão insculpidos no Código Penal brasileiro, reforçando o mau uso de expressões muito graves com condenações fora do padrão legal.
A mais clara manifestação da imprecisão e da parcialidade do julgamento se dá nos arroubos do ministro Alexandre de Moraes ao tentar enquadrar o ministro André Mendonça ao dizer que “o plenário do STF foi destruído”, ou quando admoesta o ministro Kassio Nunes ao dizer que “a cadeira dele foi parar na praça”, chantageando emocionalmente julgadores que deveriam trabalhar tão somente com a razão.
Resta clara e correta a tese de Kassio Nunes de crime impossível. Ou seja: não pode haver condenação quando os meios dispostos para a prática do crime não são hábeis para o fim descrito no tipo penal. Se cidadãos desarmados não podem abolir violentamente o Estado Democrático de Direito e praticar golpe de Estado, então somente no direito do universo paralelo é que essas condenações têm procedência constitucional e legal.
Chamar danificadores de patrimônio público de “terroristas” e, pior, condená-los por subversão, sem evidência clara de motivação terrorista, enquanto o governo brasileiro se recusa a declarar o Hamas, esse sim, como grupo terrorista, é uma evidente seletividade política fruto de um enviesamento ideológico, ou mesmo questões de cunho pessoal. Isso não deveria acontecer em um Estado Democrático de Direito onde o império da lei deve prevalecer sobre as vontades pessoais.
Mas o que se esperar de um presidente que, ao ser eleito, teve congratulações oficialmente expressas por esse grupo terrorista? Sem contar que, em 2010, no segundo mandato de Lula, esse movimento palestino recebeu “ajuda internacional” milionária vinda do governo brasileiro.
Para sairmos do universo paralelo em que nos encontramos, é fundamental que chamemos as coisas pelo que elas são com base em fatos e nas convenções sociais, evitando generalizações simplistas e rótulos carregados de emoção. Devemos buscar uma discussão construtiva que promova a compreensão, o respeito pelos direitos humanos, a solução pacífica de conflitos e, se for o caso, administrar conflitos de guerra sempre dentro dos parâmetros da Convenção de Genebra.
Assim, quem sabe, a “passada de pano” feita por movimentos, pensadores e mídias de esquerda a genocídios praticados por grupos terroristas, como no caso do Hamas no “universo paralelo”, nunca mais venha a ocorrer no nosso universo real, feito de pessoas reais, que sofrem e morrem de verdade como vítimas nas mãos desses seres monstruosos.
* Bernardo Santoro é cientista político e advogado, mestre e doutorando em Direito. É Conselheiro do Instituto Liberal e sócio do Escritório SMBM Advogados
Hotel Emporio tinha nome de Acapulco Continental na época das gravações. 39 pessoas morreram na passagem do furacão, que teve ventos de de 270 km/h na quarta-feira (25).

O Hotel Emporio, conhecido por aparecer nos episódios famosos da série “Chaves” em Acapulco, foi um dos atingidos pela passagem do furacão Otis, na quarta-feira (25).
Com ventos de até 270 km/h, o furacão deixou 39 mortos e quatro pessoas desaparecidas.
De acordo com a governadora do estado mexicano de Guerrero, Evelyn Salgado, 80% da costa da região foram afetados.
Em redes sociais, hóspedes publicaram imagens da destruição do hotel. Na época das gravações dos episódios, nos anos 1970, o local era chamado de Acapulco Continental.
Segundo o jornal mexicano El Universal, um dos maiores do país, ele tinha sido comprado por Emilio Azcárraga Milmo, dono de Televisa, emissora de “Chaves”. Por isso, decidiu gravar capítulos do personagem, e de Chapolin, para promover o local.
Ao jornal, o empresário Raymundo Ceja afirmou que “os ventos foram muito intensos, as portas começaram a inflar e as janelas estouraram. Saímos dos quartos e nos refugiamos em um salão de festas”.
Informações G1

Foto: Rost-9D/Getty Images
Cientistas detectaram uma quantidade surpreendente de uma versão rara de gás hélio, chamada hélio-3, em rochas vulcânicas na Ilha Baffin, no Canadá, apoiando a teoria de que o gás nobre está vazando do núcleo da Terra, e está acontecendo há milênios.
A equipe de pesquisa também detectou hélio-4 nas rochas.
Embora o hélio-4 seja comum na Terra, o hélio-3 é mais facilmente encontrado em outras partes do cosmos, por isso os cientistas ficaram surpresos ao detectar uma quantidade maior deste elemento do que havia sido registrada anteriormente em rochas da Ilha Baffin.
Um estudo que descreve a descoberta publicado recentemente na revista Nature.
“No nível mais básico, há pouco 3He (hélio-3) no universo em comparação com 4He (hélio-4)”, disse o principal autor do estudo, Forrest Horton, cientista associado do Departamento de Geologia e Geofísica de Woods Hole, uma Instituição Oceanográfica.
“O hélio 3 é raro na Terra porque não foi produzido ou adicionado ao planeta em quantidades significativas e é perdido no espaço”, acrescentou Horton.
“À medida que a parte rochosa da Terra se agita e forma convecção como água quente em um fogão, o material sobe, esfria e afunda. Durante a fase de resfriamento, o hélio é perdido para a atmosfera e depois para o espaço”.
A detecção de elementos que vazam do núcleo da Terra pode ajudar os cientistas a desvendar como o nosso planeta se formou e evoluiu ao longo do tempo, e as novas descobertas fornecem evidências que reforçam uma hipótese existente sobre como o nosso planeta surgiu.
A Ilha Baffin, localizada no território de Nunavut, é a maior do Canadá. É também a quinta maior ilha do mundo.
Solveigh Lass-Evans detectou pela primeira vez uma alta proporção de hélio-3 e hélio-4 nas rochas vulcânicas da Ilha Baffin como parte de seus estudos de doutorado sob a supervisão do cientista da Universidade de Edimburgo, Finlay Stuart.
Suas descobertas foram publicadas na Nature em 2003.
A composição de um planeta é um reflexo dos elementos que o formaram, e pesquisas anteriores descobriram que vestígios de hélio-3 vazando do núcleo da Terra apoiam a teoria popular de que nosso planeta se originou em uma nebulosa solar — uma nuvem de gás e poeira que provavelmente entrou em colapso devido à onda de choque de uma supernova próxima — que continha o elemento.
Horton e os seus colegas deram um passo em frente quando realizaram pesquisas na Ilha Baffin em 2018, estudando a lava que irrompeu há milhões de anos, quando a Gronelândia e a América do Norte se separaram, abrindo caminho para um novo fundo do mar.
Eles queriam investigar rochas que pudessem conter informações sobre o conteúdo contido no núcleo e no manto da Terra, a camada mais sólida do interior da Terra localizada abaixo de sua superfície.
Os investigadores viajaram de helicóptero para chegar à paisagem remota e sobrenatural da ilha, onde fluxos de lava formaram penhascos imponentes, icebergs gigantescos flutuam e ursos polares espreitam a costa.
Organizações locais, como a Associação Inuit Qikiqtani e o Instituto de Pesquisa Nunavut, forneceram aos pesquisadores acesso, aconselhamento e proteção contra ursos, disse Horton.
“Esta área da Ilha Baffin tem especial importância como terra sagrada para as comunidades locais e como janela científica para as profundezas da Terra”, disse ele.
As rochas do Ártico que Horton e a sua equipa investigaram revelaram medições surpreendentemente mais elevadas de hélio-3 e hélio-4 do que as registadas em pesquisas anteriores, e as medições variaram entre as amostras recolhidas.
“Muitas das lavas estão cheias de olivina verde brilhante (também conhecida como pedra preciosa peridoto), então quebrar pedaços frescos com um martelo de pedra era tão emocionante quanto quebrar geodos quando criança: cada rocha era um tesouro desconhecido”, disse Horton. “E que tesouros científicos eles revelaram ser!”
Existe apenas um átomo de hélio-3 para cada milhão de átomos de hélio-4, explica Horton. A equipe mediu cerca de 10 milhões de átomos de hélio-3 por grama de cristais de olivina.
“Nossas medições elevadas de 3He/4He implicam que os gases, presumivelmente herdados da nebulosa solar durante a formação do sistema solar, estão melhor preservados na Terra do que se pensava anteriormente”, disse ele.
Mas como o hélio-3 chegou às rochas?
A resposta poderia remontar ao Big Bang, que, ao criar o universo, também liberou uma grande quantidade de hidrogênio e hélio. Com o tempo, esses elementos foram incorporados na formação das galáxias.
Os cientistas acreditam que o nosso sistema solar se formou há 4,5 mil milhões de anos no interior de uma nebulosa solar. Quando a nuvem de poeira entrou em colapso em uma supernova, o material resultante formou um disco giratório que eventualmente deu origem ao nosso Sol e aos planetas, segundo a Nasa.
O hélio herdado da nebulosa solar provavelmente ficou preso no núcleo da Terra quando o planeta se formou, transformando o núcleo num reservatório de gases nobres. À medida que o hélio-3 vazou do núcleo, ele subiu à superfície através do manto na forma de colunas de magma que eventualmente eclodiram na Ilha Baffin.
“Durante a erupção, a grande maioria dos gases do magma escapou para a atmosfera”, explicou Horton. “Apenas os cristais de olivina que cresceram antes da erupção capturaram e preservaram o hélio das profundezas da Terra.”
A nova investigação apoia a ideia de que o hélio-3 está vazando do núcleo da Terra e já o faz há algum tempo, mas os investigadores não têm a certeza de quando este processo começou.
“As lavas têm cerca de 60 milhões de anos e a ascensão da pluma do manto levou talvez dezenas de milhões de anos”, explica Horton. “Portanto, o hélio que medimos nestas rochas teria escapado do núcleo há talvez 100 milhões de anos ou possivelmente muito antes.”
Os vazamentos de hélio do núcleo da Terra não afetam nosso planeta nem têm implicações negativas, disse ele. O gás nobre não reage quimicamente com a matéria, portanto não terá impacto na humanidade ou no meio ambiente.
Em seguida, a equipa de investigação quer descobrir se o núcleo é um depósito de outros elementos leves, o que poderia explicar porque é que o núcleo exterior da Terra é menos denso do que o esperado.
“O núcleo é um importante repositório de elementos como carbono e hidrogênio, tão importantes para a habitabilidade planetária? Em caso afirmativo, os fluxos desses elementos do núcleo ao longo da história (da Terra) influenciaram a evolução planetária? Estou animado para investigar as ligações entre o hélio e outros elementos leves”, diz Horton.
“Talvez o hélio possa ser usado para rastrear outros elementos através da fronteira núcleo-manto.”
Informações TBN

Foto: Reprodução
Ederlan Santos Mariano,preso pela morte da própria esposa, a cantora gospel Sara Mariano, teria forçado relações sexual contra a vontade dela, de acordo com o advogado Marcus Rodrigues, que trabalha para a família da vítima.
Em entrevista à TV Bahia, afiliada da Rede Globo, neste sábado (28), Marcus afirmou que Sara era agredida de diversas formas por Ederlan, adiantou que a família acredita na hipótese de premeditação. O investigado está detido por prisão temporária e a polícia investiga a participação de outras pessoas.
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Ederlan Mariano foi preso por matar a esposa, a cantora gospel Sara Mariano, na Bahia — Foto: TV Bahia
“Era um relacionamento tóxico, em que ele agredia ela, não somente a verbalmente, como fisicamente também. Ele bebia muito chegava, em casa agredindo, forçava a Sara a ter relações sexuais, e isso acabou nesse fato criminoso”, analizou Marcus.
O advogado também mencionou o áudio que Sara gravou para a irmã, Soraya Correia, em que a vítima entender que o marido é uma pessoa nervosa, de temperamento instável e que queria comprar uma arma.
“O áudio corrobora que ele já vinha premeditando o fato. O momento em que, de forma repentina Sara visualiza que ele tem esse contato com a pessoa que era envolvida com o tráfico de drogas, para compra uma arma, já deixa claro para todos nós que ele estava premeditando esse crime bárbaro”, pontuou Marcus.
Ederlan foi preso pelo crime na madrugada deste sábado, após confessar à polícia ter matado a esposa. Ele foi detido temporariamente, porque um dos delegados que investiga o caso apontou que houve clara intenção dele “em destruir as possíveis provas que estavam armazenadas no celular da vitima e prejudicar as investigações dos fatos, bem como impedir a aplicação da lei pena”.
Sara deixou uma filha de 11 anos, fruto do relacionamento de 13 anos com Ederlan. Ainda não há informações sobre quem acolheu a criança neste momento.
“A família está destroçada. Eu ainda não tive contato com a filha, que pra mim é uma das maiores vítimas também. Estamos aguardando ansiosamente a chegada da mãe [de Sara], para a gente dar continuidade e fazer com que a justiça seja feita”, disse Marcus.
Em um dos dias em que esteve na delegacia para conversar com policiais sobre o paradeiro da esposa, Ederlan foi perguntado por um jornalista sobre uma suposta campanha de arrecadação que ele teria feito nas redes sociais, para ajudar a procurar a esposa, mas ele abandonou a entrevista.
A polícia ainda não sabe de que forma Sara Mariano foi assassinada, porque o corpo dela foi encontrado parcialmente carbonizado. Somente laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) vão apontar se e como ela foi assassinada antes de ter o corpo carbonizado, ou se foi queimada viva.
Sara Mariano foi vista pela última vez com vida na noite de terça-feira (24), ao deixar a casa da família. Na ocasião, Ederlan Mariano registrou boletim de ocorrência pelo desaparecimento da esposa, e afirmou que ela tinha saído para ir a eventos religiosos, mas alegou não saber quais.
Ele disse ainda à polícia que uma câmera de segurança flagrou o momento em que Sara deixou a residência e entrou em um carro, mas que não sabia quem era o motorista que a levou. Ederlan chegou a pedir para que as pessoas o ajudassem a descobrir onde a esposa estava.
Na tarde de sexta-feira (27), três dias após o desaparecimento, o corpo de uma mulher foi encontrado carbonizado em uma área de mata às margens da BA-093, na região deDias D’Ávila, cidade da região metropolitana deSalvador.
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Corpo de Sara Mariano foi encontrado nesta sexta-feira (27), em uma área de mata às margens da BAR-093, no trecho da cidade de Dias D’Ávila — Foto: Reprodução/TV Bahia
Para a Polícia Civil, Ederlan reconheceu que se tratava de Sara, já que um anel e a sandália dela foram encontrados próximo ao cadáver. A versão de Ederlan, sobre o suposto evento gospel, foi contestada por um pastor, amigo de Sara, no mesmo dia.
Segundo o líder religioso André Santos, não houve nenhum evento em igrejas do município, no dia e horário relatado por Ederlan. Apesar disso, a própria Sara havia publicado nas redes sociais que estava a caminho de Dias D’Ávila, horas antes do desaparecimento.
Soraya, irmã de Sara, também questionou as informações passadas pelo marido da vítima, e disse que não acreditava na versão dele. A mãe de Sara, Dolores Freitas, contou que a filha havia dito que tomaria uma decisão importante no dia que desapareceu, no entanto, não chegou a falar o que seria.
Antes de confessar o crime à polícia, Ederlan foi às redes sociais para lamentar o desaparecimento da esposa e pedir ajuda às pessoas que tivessem informações sobre ela. Ele também relatou que não havia tido brigas recentes com Sara.
FONTE: terrabrasilnoticias.com

O ex-presidenteJair Bolsonaro(PL) afirmou na 6ª feira (27.out.2023) que só tem “incompetentes e bandidos”no PT, partido do presidenteLuiz Inácio Lula da Silva. Deu a declaração ao comentar do projeto da reforma tributária, emanáliseno Senado, durante evento em Goiânia (GO). Segundo ele, em qualquer proposta que o PT encaminhar o voto pelo sim, o ideal é ser contrário.
“Tudo que vem do PT você tem que desconfiar. Só tem incompetente e bandido. Você pode esperar o que dessa turma?”,indagou Bolsonaro duranteo 1º Congresso Nacional do Instituto Harpia Brasil,evento realizadoem Goiânia.
Aaprovaçãoda reforma tributária na Câmara foi motivo dedesgasteentre Bolsonaro eo governador de São Paulo,Tarcísio de Freitas(Republicanos). Ochefe do Executivo paulista declarou ser“95%” a favor do textoapresentado pelo governo Lula.
Assista à declaração de Bolsonaro (41s):
O evento em que Bolsonaro participou é uma iniciativa doex-deputadoMajor Vitor Hugo(PL-GO). Diversos políticos de direita participaram do congresso, como os deputadosGustavo Gayer(PL-GO),Bia Kicis(PL-DF),Luciano Zucco(Republicanos-RS).
Em seu discurso, Bolsonaro tambémafirmouque orelatórioda CPI do 8 de Janeiro apresentado pela relatoraEliziane Gama(PSD-MA)“é tão desqualificado quanto a senadora”.O ex-chefe do Executivo criticou a proximidade de Elizianecom o ministro da Justiça eSegurançaPública,Flávio Dino.
“Golpe? Desde quando assumi me acusavam de querer dar um golpe. Uma CPI cujo relatório é tão desqualificado quanto a senadora relatora daquela CPI, a serviço do ministro da Justiça”,afirmou Bolsonaro depois de criticar as prisões de extremistas pelos atos contra as sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro.
Elizianeapresentouo relatório da CPI em 17 de outubro de 2023. Pediu oindiciamento de Bolsonaro, do ex-ministro Braga Netto, do tenente-coronel Mauro Cid e de militares. No documento (PDF –íntegra– 25 MB), a relatora afirma que o8 de Janeiro foi“obra do bolsonarismo”e que os atos não foram“um movimento espontâneo ou desorganizado”.
Em resposta às declarações de Bolsonaro, Eliziane disse que o ex-chefe do Executivo foi“o pior presidente da história do Brasil”e que suaspalavras“não valem nada”.Segundo a senadora, Bolsonaro tentou liderar um golpe.

Informações TBN

O influenciador digital Rodrigo Amendoim foi encontrado morto dentro do próprio apartamento no Condomínio Parque Solar do Jardim, na noite deste sábado (28), em Vida Nova, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Uma arma de fogo foi encontrada ao lado do corpo e um carregador fora da pistola.
Segundo informações, Rodrigo Amendoim teria se envolvido em uma briga há 15 dias com um rifeiro e estava bastante abalado. A 81º CIPM está no apartamento preservando a cena do crime e aguarda a chegada dos peritos do DPT.
Mais informações a qualquer momento!
Fonte: Alô Juca

A Polícia Militar de Feira de Santana apreendeu duas armas de fogo neste sábado (28).
A primeira ocorrência foi registrada por volta de 2h30 da manhã na Rua C, do conjunto Feira V, bairro Mangabeira.
De acordo com a assessoria de comunicação do Comando de Policiamento Regional Leste (CPR-L), durante patrulhamento da 66ª Companhia Independente de Polícia Militar (66ª CIPM), a guarnição abordou um veículo Toyota/Corolla, de cor prata.
Foi encontrado dentro do carro, uma arma de fogo, tipo pistola, marca Taurus, calibre 380, com numeração suprimida, munições de mesmo calibre da arma e certa quantidade de cigarros de substância análoga à maconha.
O homem e todo material ilícito apreendido foram apresentados à Central de Flagrantes e o veículo foi apresentado ao Pátio Prisma para adoção das medidas cabíveis.
A segunda ocorrência foi registrada na Rua D, bairro Aviário.

Uma guarnição da PETO 65ª CIPM, em rondas pelo bairro, avistou um homem, que ao perceber a aproximação da viatura, tentou evadir, porém foi alcançado pela guarnição.

A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) informa a interdição parcial da avenida Noide Cerqueira, neste domingo (29), em virtude da III Corrida de Prevenção ao AVC. Diante disso, os condutores de veículos devem redobrar a atenção.
A concentração é a partir das 6h e largada às 7h, em frente à Arena Bambuí. A duração máxima da corrida é de duas horas. Todos os participantes terão como ponto de largada e chegada o mesmo local.
Os primeiros retornos, a partir do viaduto, serão interditados para o trânsito de veículos até as imediações do condomínio Brisas Ville [serão nove no total.
Quem vem da BR-324 sentido Centro terá pista livre até o Shopping Avenida, onde haverá o desvio sentido à rua Fernando Pinto. A partir daí, as ruas transversais que alimentam a avenida Noide Cerqueira estarão fechadas, sendo elas José Domingos Servo, Alto do Paraíso e Rosendo Firmino Ferreira. Passando essas vias, as demais estarão liberadas à passagem de veículos.
Prepostos da SMT estarão no local para orientar os condutores. A pista será liberada ao trânsito normal de veículos assim que a corrida for finalizada.

Foto: Brian Douglas / Netflix
Situada na Flórida em 2011, a trama de “Máfia da Dor” segue a jornada introspectiva de Liza Drake, interpretada por Emily Blunt, que se encontra em uma encruzilhada pessoal enquanto revira as feridas de seu passado complicado. O roteiro, desenvolvido em parceria entre Evan Hughes e Wells Tower, desenha o trajeto tortuoso de Liza, realçando momentos de conflito, a busca por redenção e as consequências de suas escolhas, narrados com franqueza e sinceridade.
Dirigido por David Yates, “Máfia da Dor” nos imerge em um universo de ambições humanas e segredos ocultos, com a personagem de Blunt servindo como o eixo central da narrativa. Sua atuação conduz o público através de uma jornada de desordem à redenção, explorando desafios pessoais e dilemas éticos.
Contracenando com Blunt, Chris Evans entrega uma atuação que evolui à medida que a história avança. A narrativa nos leva ao submundo onde os vigaristas Liza e Pete Brenner, interpretado por Evans, lutam para sobreviver em um cenário desolador. Brenner, vendo uma tenacidade em Liza, a envolve em um esquema perigoso no volátil mercado de opioides.
A dupla lança no mercado o Lonafen, um analgésico que, desafiando as diretrizes do FDA, promete alívio, mas também desencadeia uma onda de dependência devastadora. Com essa jogada ousada, a empresa deles sai de uma existência marginal para uma posição de influência na indústria farmacêutica.
“Máfia da Dor” também toca na realidade do capitalismo e como a incessante busca por lucro é refletida e criticada através da arte, literatura e cinema. O filme não hesita em mostrar a queda de seus personagens, especialmente Liza, que navega complexidades pessoais e familiares em um contexto social desafiador. O desfecho, apesar de carregar um vislumbre de esperança, reflete a realidade austera da indústria farmacêutica nos EUA, incitando uma reflexão incômoda nos espectadores.
Filme: Máfia da Dor
Direção: David Yates
Ano: 2023
Gêneros: Drama/Crime
Nota: 8/10
Informações Revista Bula