
Foto: Antônio Cruz/ ABr
O Senado deve votar nesta terça-feira (20) um projeto que extingue as saídas temporárias de presos em feriados e datas comemorativas, chamadas popularmente de “saidinhas”.
O texto, que já foi aprovado por uma comissão da Casa, conta com o apoio do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Se aprovada em plenário, a proposta terá de ser analisada novamente pela Câmara, que votou o projeto em 2022.
A legislação atual permite que juízes autorizem as “saidinhas” a detentos do regime semiaberto para:
O projeto relatado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) extingue duas possibilidades — visitas e atividades de convívio social —, mantendo somente a autorização de saída temporária para estudos e trabalho externo ao sistema prisional.
É com base nessas duas possibilidades revogadas pela proposta que ocorrem os chamados “saidões”, que contemplam milhares de presos em datas comemorativas específicas, como Natal e Dia das Mães.
g1

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Feira de Santana, promove na próxima quinta (22) um Workshop com o tema “Tendências para o Varejo”. O palestrante será Alberto Serrentino.
O evento terá início às 19h30, no Teatro CDL.

SadiaK123/ Pixabay
Se no jantar lhe servissem um prato de grilos ou minhocas, você comeria? Embora muitas pessoas possam achar esses bichos nojentos, os insetos são considerados uma alternativa para combater a fome no mundo. Especialistas apontam que é uma forma de enfrentar os desafios alimentares e nutricionais.
“O consumo de insetos, ou entomofagia, contribui positivamente para o meio ambiente, a saúde e os meios de subsistência”, afirma a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A partir dessa abordagem, em 2016, Alejandro de la Brena Meléndez, que na época era estudante de engenharia biotecnológica no Instituto Tecnológico de Monterrey, e seus colegas Francisco Pérez e Cristina Clocchiatti criaram a Griyum, uma empresa emergente de cultivo de grilos.
“Estamos otimizando e desenvolvendo sistemas de produção de grilo comestível sob condições controladas para que possam ser implementados em fazendas autossustentáveis, em colaboração com produtores externos de comunidades rurais”, disse Alejandro de la Brena, cofundador e CEO da Griyum, à CNN.
Das 549 espécies comestíveis que existem no México, entre minhocas, formigas e gafanhotos, a empresa decidiu trabalhar com o grilo Acheta domesticus, porque sua produção não exige tantos recursos naturais.
De acordo com a FAO, são necessários 2 litros de água para produzir 1kg de proteína de grilo, em comparação com os 22 mil litros necessários para 1kg de carne bovina, e são geradas até 100 vezes menos emissões de gases de efeito estufa.
Além disso, possuem alto valor nutricional,100g de grilo fornecem aproximadamente 69g de proteína, enquanto 100g de frango um pouco mais de 22g. Desses insetos se aproveita até 80% do animal, enquanto comente 55% do frango e do porco, e apenas 40% da carne bovina.
Outra das suas vantagens é o sabor, diz Alejandro, que, segundo ele, é conhecido como mami, semelhante ao dos queijos ou de algumas nozes, além de ajudar a realçar o sabor de outros ingredientes.
Graças a isso, esses insetos podem ser usados em quase todas as receitas: pães, biscoitos, massas, tortilhas, guloseimas para cães, ração para gado, salgadinhos e até cerveja.
CNN
Elenco fará quatro treinamentos durante a semana

Sem tempo a perder depois do revés no clássico, o Bahia tem mais uma semana com dois jogos com preparação que se inicia nesta segunda-feira (19).
Com foco voltado para a Copa do Brasil, o elenco fará duas atividades no CT Evaristo de Macedo.
O retorno para Salvador acontecerá na quinta, com folga para o elenco no restante do dia.
Na sexta e no sábado, o grupo trabalhará para enfrentar a
Juazeirense novamente como visitante.
Confira a programação do Bahia até domingo (25):
Segunda (19) – 15h:
Treino no CT Evaristo de Macedo
Terça (20) – 10h:
Treino no CT Evaristo de Macedo
Quarta (21) – 20h:
Moto Club x Bahia – Estádio Nhozinho Santos
Quinta (22)
Retorno para Salvador
Sexta (23) – 10h:
Treino no CT Evaristo de Macedo
Sábado (24) – 10h:
Treino no CT Evaristo de Macedo
Domingo (25) – 16h:
Juazeirense x Bahia – Estádio Adauto Moraes
Informações EC Bahia

foto: Sérgio Lima
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) rebateu nesta 2ª feira (19.fev.2024) as críticas da também deputada e presidente do PT (Partido dos Trabalhadores) Gleisi Hoffmann (PT-PR). Autora de um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela disse ficar “feliz” que o seu requerimento esteja “incomodando” a petista.
“Foi assim que começou o impeachment da Dilma que eu também ajudei a encabeçar e assinei, em 2015”, disse Zambelli em publicação no X (antigo Twitter).

Também no X, Gleisi disse que o pedido de impeachment do presidente Lula, organizado pela oposição e encabeçado por Zambelli, “só pode ser piada”. Ela também chamou a deputada de “pistoleira”e “propagadora de fake news”.

Em resposta, Zambelli disse que preferia ser “pistoleira de fato do que amante (de fato?) na lista da Odebrecht”. Ela afirmou que o seu pedido já conta com o apoio de 89 congressistas de oposição.
O requerimento é motivado pela declaração de Lula sobre Israel durante o encontro da União Africana na Etiópia no domingo (18.dez). O petista comparou a atuação de Israel na Faixa de Gaza aos assassinatos de judeus cometidos por Adolf Hitler na 2ª Guerra Mundial. A fala, além de ter provocado consequências diplomáticas em Tel Aviv, motivou um novo pedido de impeachment na Câmara dos Deputados.
Assista (2min43s):
“Lula incentiva a injúria racial, e incorre em crime de responsabilidade previsto no art. 5° da Constituição Federal, o que corrobora também com a fala do 1° Ministro de Israel que demonstrou de imediato seu veemente repúdio”, afirmou Zambelli.
O requerimento deverá ser protocolado até 3ª feira (20.fev) na Câmara.
Poder 360

Uma prática de roubo envolvendo o uso de uma droga em pó tem chamado a atenção das autoridades na Colômbia.
A burundanga, como é conhecida no país, tem sido utilizada por criminosos tanto em festas quanto em encontros por aplicativos de relacionamento, segundo o jornal local El Tiempo. O pó é capaz de fazer com que as pessoas percam a própria autonomia, fornecendo dados sensíveis, como senhas de cartões, sem se lembrar de nada.
A prática de roubo fez com que alguns aplicativos, como o Tinder, lançassem uma campanha de alerta para os usuários. A embaixada americana no país estima que oito cidadãos perderam a vida em Medelín por overdose ou homicídio, de acordo com o El Tiempo.
A droga é extraída de uma planta local, conhecida como “borrachera”. A partir dela, é feita a escopolamina, um relaxante que na indústria farmacêutica está em medicamentos que aliviam cólicas. A droga nasce a partir da combinação com outras substâncias químicas.
O pó não tem cheiro ou sabor. Ele pode ser dissolvido em bebidas ou alimentos sem a vítima nem sequer perceber.
A droga tem vários nomes. Em Bogotá, é mais conhecida como burundanga. No entanto, a droga já recebeu o nome de “sopro do diabo”, “pó do zumbi” e ainda “droga do estupro”, já que há registros de ter sido utilizada em contexto de abusos sexuais.
Ela faz com que as pessoas percam a memória e a autonomia. Com isso, elas revelam as senhas do cartão de crédito ou apenas entregam bens materiais, segundo o jornal espanhol El Confidencial. A substância desaparece do sangue depois de seis horas que foi ingerida. Na urina, a maior parte é eliminada em doze horas.
As vítimas têm dificuldade de levar os casos à Justiça. Quanto mais tarde a vítima chegar ao hospital, mais difícil é o diagnóstico da substância. Além disso, a perda de memória pode dificultar a denúncia.
O uso da burundanga não é nada novo. Há registros do seu uso desde pelo menos 1995, quando o The Wall Street Journal informou que ela estava sendo utilizada por criminosos para fazer roubos.
Jovem perdeu cerca de R$ 63 mil. Um dos casos mais recentes ocorreu no início de janeiro, quando um jovem dos Estados Unidos viajou para a Colômbia com a família. Tomás Patiño foi abordado em um hotel em Bogotá quando um homem ofereceu uma bebida. Câmeras de segurança capturaram o suspeito na recepção. Ele teve acesso ao celular da vítima, alterou senhas dos cartões e pediu dinheiro para familiares. Estima-se que o jovem perdeu cerca de 50 milhões de pesos colombianos (equivalente a R$ 63 mil), segundo o El Tiempo.
Eles estavam em uma área onde tem bar, meu filho não bebe bebida alcoólica. Depois disso, ele não se lembra de mais nada.
Mãe de Tomás ao Citytv
A vítima perdeu todos os pertences. Outro caso, reportado pela CNN, mostra que um expatriado dos EUA, identificado apenas como Carlos, convidou uma mulher que conheceu por um aplicativo de relacionamento para assistir ao final de um jogo de futebol em sua casa. Ele perdeu a memória ao tomar uma segunda taça de vinho. Ele foi ao hospital e, quando voltou para casa, percebeu que havia perdido todos os pertences, incluindo o passaporte dele e dos filhos.
O jogo acabou e tomamos uma segunda taça de vinho. Me lembro de me sentir estranho, como se tivesse mais peso na minha cabeça. E essa é a última coisa de que me lembro.
Carlos, à CNN
Perdeu cerca de R$ 35 mil, além dos instrumentos de trabalho. Um outro caso com uma vítima estadunidense ocorreu em maio do ano passado. Steven Valdez, 31, estava em Medelín e pensou ter reconhecido uma mulher com quem tinha dado match no Tinder. No encontro, ela sugeriu que ele experimentasse um prato típico colombiano. Ao acordar, percebeu que havia perdido US$ 7 mil (equivalente a R$ 35 mil), além dos celulares e do notebook, segundo o jornal New York Times.
Informações UOL

Um pedido de impeachment contra o presidente Lula (PT) por comparar as mortes na Faixa de Gaza ao holocausto tem apoio de 91 deputados. Desses, 20 são de partidos da base do governo.
Para os deputados, declaração polêmica foi crime de responsabilidade. Para eles, fala foi “ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.
Entre os apoiadores, 20 são de partidos base do governo: dois do PSD, três do Republicanos, cinco do PP e dez do União Brasil, segundo a lista enviada pela deputada Carla Zambelli (PL-SP). São eles:
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Presidente comparou as mortes causadas por Israel na Faixa de Gaza com o Holocausto. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler decidiu matar os judeus”, disse ele em entrevista coletiva na Etiópia.
Governo de Israel repudiou a fala e declarou presidente brasileiro “persona non grata” até que ele retire o que disse.
Mais de 29 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, segundo o último boletim do Ministério da Saúde do território. O governo israelense lançou a ofensiva após um ataque do Hamas deixar cerca de 1.200 pessoas mortas em 7 de outubro passado.
Informações UOL

Não é nenhum exagero afirmar que a Presidência da República é a função ao redor da qual orbita a nossa democracia. O poder conferido ao presidente pela Constituição brasileira é amplo, fazendo do chefe do executivo elemento central para o bom funcionamento do país.
E não há como se afirmar que um país se encontra funcionando de maneira saudável sem que se considere suas relações com outras nações. A diplomacia internacional é um ambiente complexo, no mais das vezes hostil, com diferentes interesses concorrendo e se intercruzando. Não há espaço para amadorismo, e o preço a pagar costuma ser elevado.
Ainda assim, há vergonhas e vergonhas pelas quais um governo pode passar no palco do teatro internacional. Confusão de datas históricas em manifestações públicas, gafes a respeito da cultura de determinada região, ou até mesmo desentendimentos com contrapartes de outros países, são situações que podem até gerar algum desconforto, mas que costumam ser contornáveis. De outro lado, há vergonhas que são insuperáveis, como por exemplo ser a única nação do planeta a ser exaltada por um grupo terrorista, em manifestação oficial, por conta de uma fala de seu presidente.
O grande problema da ignorância é que ela é virtualmente ilimitada. Não há fronteiras que impeçam sua expansão, é um fenômeno que se retroalimenta: a ignorância sobre determinado assunto, quando publicizada por um, resulta na ignorância de muitos, que repetem o discurso. A depender do interlocutor, são milhares, ou mesmo milhões, os que fazem as vezes de catalizadores da falta de conhecimento.
É de se imaginar, então, o tamanho do estrago quando a autoridade máxima de um país afirma que a tragédia humanitária que ocorre em Gaza – situação gravíssima e que merece todos os esforços para ser solucionada urgentemente – se equipara ao Holocausto, período histórico no qual câmaras de gás foram construídas para que, em seu interior, pais e mães judeus segurassem as mãos de seus filhos e lhes prometessem que tudo ficaria bem, enquanto os “chuveiros” eram ligados sobre suas cabeças. A engenharia nazista não tinha outra finalidade além de exterminar milhões de judeus e outros grupos minoritários, e seus objetivos foram atingidos ao menos seis milhões de vezes. Não existe paralelo histórico possível com algo dessa natureza e dimensão. Fazer do Holocausto ferramenta argumentativa costuma ter como único resultado escancarar a ignorância de quem a utiliza.
Lula errou. Errou como poucas vezes havia errado antes, e errou como poucos líderes eleitos democraticamente já erraram. Comparar o conflito na Faixa de Gaza com o Holocausto significa apontar os holofotes para os judeus de hoje, transformando-os nos nazistas contemporâneos. Logo os judeus, que, dentre tantas minorias, foram o principal alvo da máquina de propaganda ariana e de oradores populistas descompromissados com a verdade.
O equívoco da fala do presidente Lula é tão escandaloso que, em circunstâncias normais, não seria necessário sequer apontá-lo. Mas não vivemos sob circunstâncias normais. Políticos afirmam que negócios de judeus brasileiros deveriam ser boicotados, e é aplaudido por seus correligionários. O estabelecimento de uma mulher judia é vandalizado, e sua proprietária é acusada de ser “sionista assassina de crianças”, mas há quem diga que o ataque foi merecido. Judeus alertam para a escalada sem precedentes do antissemitismo, chamando os fatos pelo que são, mas são apontados como mentirosos que tentam confundir antissemitismo com o fictício, mas sempre presente, antissionismo.
Há, de fato, vergonhas e vergonhas pelas quais podemos passar enquanto nação. Mas receber cumprimentos efusivos por parte de um grupo terrorista que executou 1200 civis a sangue frio, utilizando estupros e degolamentos como instrumentos de guerra, é constrangedor em um nível sem paralelo. Lula é o único presidente eleito do mundo que pode se vangloriar por ter sido publicamente elogiado pela liderança do Hamas.
A diplomacia brasileira sempre se colocou como um ponto de equilíbrio nos conflitos do Oriente Médio, mas as recentes declarações presidenciais e nossa vertiginosa aproximação de ditaduras extremistas e antissemitas nos arrancou dessa posição. Nos resta lamentar, com um sentimento profundo de vergonha, quem são os nossos novos amigos.
Marcos Knobel é presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo.
Daniel Kignel é diretor jurídico da Federação Israelita do Estado de São Paulo.
Informações UOL

Foto: Instituto Liberal
Mensagens obtidas pela polícia no celular de Adauto Soares Jorge, ex-diretor da empresa de ônibus “Transunião”, mostram a existência de pagamentos semanais de R$ 70 mil, feitos por meio do caixa da companhia, ao PCC, maior facção criminosa do Brasil.
Os diálogos constam no inquérito conduzido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que foi obtido pelo jornal O Estadão. As investigações estão sob sigilo de Justiça.
A “Transunião” é uma das três empresas de ônibus da cidade de São Paulo cujos diretores ou acionistas são investigados atualmente por crimes que a polícia liga ao PCC.
A empresa de ônibus tem 467 ônibus em sua frota e opera em dois lotes do sistema de transporte público de São Paulo.
A investigação sobre o caso, que envolve extorsões, lavagem de dinheiro e organização criminosa, começou com o inquérito sobre o assassinato de Adauto Soares Jorge, morto a tiros em 4 de março de 2020, em um estacionamento da rua Cônego Antonio Manzi, no Lajeado, na zona leste de SP.
Na ocasião, Jorge estava acompanhado por Devanil Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”, um antigo funcionário da Transunião.
Devanil Souza Nascimento era motorista do vereador Senival Moura (PT), líder da oposição na Câmara Municipal de São Paulo e um dos fundadores da Transunião.
De acordo com a polícia, Devanil Souza Nascimento seria envolvido com um “esquema” de administração de creches subsidiadas com recursos oriundos da Prefeitura e foi investigado no inquérito sobre o homicídio, assim como Moura, sob a suspeita de ter conduzido Jorge até o estacionamento, sabendo da armadilha que havia sido montada contra a vítima.
Ambos negam a acusação e suas defesas alegam que eles são inocentes. Em discurso feito em junho de 2022, no plenário da Câmara, Senival disse: “Operamos com a Transunião até o dia 4 de fevereiro de 2020. No dia 5 teria uma assembleia da empresa, e eu e o Adauto Soares Jorge fomos recomendados a não participar. Quando recebi isso, achei melhor ir embora”, disse o Moura. “Nós (o vereador e Adauto) criamos essa empresa, mas me desliguei”.
“Apurou-se, em síntese, que a morte de Adauto Soares Jorge teve relação com um esquema de desvio de verbas da precitada empresa de transportes públicos Transunião, a qual, desde seu nascedouro, ainda no modelo de Cooperativa, vinha sendo utilizada para a lavagem de capitais oriundos do crime, mais especificamente, valores obtidos ilicitamente, advindos da facção criminosa autodenominada Primeiro Comando da Capital”, diz o relatório do inquérito do caso.
Senival Moura era uma liderança entre os perueiros da capital nos anos 2000. De acordo com o relatório assinado pelo delegado Anderson Honorato Santos, foi quando os “notórios criminosos” Ricardo Pereira dos Santos, o “Cunta”, e Alexandre Ferreira Viana, o “Alexandre Gordo”, teriam providenciado recursos para a campanha eleitoral do político, ele concorreu pela 1ª vez a vereador em 2004.
Em troca, afirmou o delegado, o PCC “passou a ocupar grande parte das cotas/ações, vinculadas à indigitada empresa, tornando cada vez mais perigoso o ‘jogo’ de desvio de recursos e branqueamento de capitais, visto que, em grande parte, Senival e Adauto, agora mais do que nunca, teriam que prestar contas à criminalidade organizada”.
Segundo o documento da polícia, o PCC possuía um “preposto junto a Transunião”,responsável pela interlocução e defesa dos interesses da criminalidade na empresa.
“Tal preposto foi identificado como Leonel Moreira Martins, notório ladrão de bancos, o qual, como se depreende da análise das mensagens encontradas no aparelho celular da vítima (Adauto), interagia quase que semanalmente com esta, para resolver problemas envolvendo a empresa e os interesses de membros do PCC, vinculados àquela”.
Alegando supostos desvios de verbas da empresa, o PCC obteve, em 5 de fevereiro de 2020, o afastamento do aliado de Senival da presidência da Transunião, por meio da destituição de Adauto do cargo: “A mando da referida facção criminosa e por intermédio de Leonel, a presidência da empresa Transunião é passada para um de seus integrantes, Lourival de França Monário, o qual fica incumbido de dar prioridade aos interesses espúrios daquela, em detrimento dos demais cooperados”.
Segundo o Relatório de Análise de Extração de Dados do aparelho celular de Adauto, um cadastrado em nome da empresa Transunião, Leonel Martins comunicava-se “quase que semanalmente com Adauto, e o teor dos diálogos, quase que em sua totalidade”, diziam respeito “a cobranças de valores e repasses” que deviam “ser realizados a parentes de indivíduos vinculados a criminalidade” às 18h43 de 25 de maio de 2019, por exemplo, Leonel cobra um tratamento preferencial ao ônibus de prefixo 36644, o qual pertenceria à “pessoa de alcunha Perigo”, seu irmão.
“Por meio de pesquisas aos sistemas policiais, descobriu-se que Perigo é o notório assaltante de bancos, vinculado ao PCC e procurado pela Justiça, Anderson de Cássia Pereira”, escreveu o delegado.
Outro diálogo destacado pelo policial refere-se à cobrança feita por Leonel a Adauto a respeito “dos valores devidos àquele em decorrência de seu status como membro do PCC e pelos veículos que possui na Transunião”.
A conversa aconteceu em 12 de abril de 2019. Nela, Adauto disse que os repasses da empresa ao PCC estariam limitados à R$ 70 mil por semana. “Contudo, Leonel argumenta que, além de participação nos aludidos R$ 70 mil, devidos aos membros da facção criminosa, também haveria uma outra dívida a ele devida, de responsabilidade da empresa”.
Logo depois, o PCC teria determinado a nomeação de Jair Ramos de Freitas, o “Cachorrão”, como diretor da empresa. É justamente Cachorrão quem o Deic acusa de ter assassinado Adauto Soares Jorge.
Segundo o jornal, o “delegado ainda investigou a possível participação de Nascimento e do vereador no assassinato e pediu a prisão do petista, mas a Justiça negou. Cachorrão foi preso temporariamente e solto em seguida pela Justiça, a pedido de sua defesa”.
De acordo com o Deic, Adauto Soares Jorge foi morto pelo PCC em uma vingança, e o vereador chegou a ter a morte decretada pela facção, mas só não foi morto, de acordo com relato de uma testemunha protegida, porque concordou em entregar 13 ônibus ao PCC e deixar a direção da empresa.
Na época, Senival chegou a pedir proteção à Polícia Civil. Senival e Adauto eram amigos havia 30 anos. O inquérito do caso ainda não foi concluído, pois aguarda perícias nas imagens de câmeras e nos celulares apreendidos.
Gazeta Brasil

Foto: Reprodução/Instagram @javiermilei
Na noite de sexta-feira (16), o governo argentino anunciou que obteve superávit fiscal em janeiro pela primeira vez em quase 12 anos. O superávit acontece quando as receitas do governo são maiores que as despesas. Desde a sua posse, o libertário Javier Milei instaurou fortes medidas de corte de gastos no país da América do Sul.
O balanço para as finanças do setor público da Argentina foi positivo no 1º mês completo: o superávit foi de cerca de US$ 589 milhões (R$ 2,93 bilhões no câmbio oficial). A cifra também contempla o pagamento de juros da dívida pública.
É o “primeiro superávit financeiro [mensal] desde agosto de 2012 e o primeiro superávit financeiro em um mês de janeiro desde 2011”, afirmou o Ministério da Economia da Argentina.
Zerar o déficit público da Argentina é a principal meta da gestão de Milei. O ministro da Economia argentino, Luis Caputo, comentou o resultado em um post nas redes sociais. “Déficit zero não se negocia”, disse Caputo.
“Vaaaamooos Toto!”, respondeu Milei na rede social em referência a “Caput”o, para em seguida acrescentar seu lema de campanha e slogan de seu governo: “Viva a liberdade, carajo!”
“Será como uma espécie de ‘V’, um primeiro momento de queda, com o período mais difícil em torno de março e abril, que é quando chegará ao fundo e, a partir daí, começará a se recuperar. E quando se abrir o ‘cepo’ [restrições ao acesso a dólares que se mantém desde 2019], a economia vai disparar”, estimou o presidente da Argentina.
Gazeta Brasil