
O ex-primeiro-ministro holandês Dries van Agt e sua esposa, Eugenie, faleceram juntos por meio de eutanásia dupla na Holanda.
O casal partiu de mãos dadas em um hospital de Nijmegen, no leste do país, conforme comunicado pela The Rights Forum no fim de semana. Esta fundação pró-Palestina foi fundada por van Agt.
O ex-líder, que ocupou o cargo de primeiro-ministro da Holanda entre 1977 e 1982, enfrentava as sequelas de uma hemorragia cerebral ocorrida em 2019, e sua esposa tomou a decisão de não continuar vivendo sem ele, de acordo com a declaração da fundação.
A legislação holandesa permite que casais optem por esse procedimento, e desde 2022, o governo já registrou 116 casos de eutanásia dupla.
Com informações de O Antagonista
Prefeitura de Maceió, chefiada por afilhado político de Lira, bancou desfile e disse que parte do dinheiro viria de emendas parlamentares

Arthur Lira atravessou a Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial ao lado do presidente de honra da escola, o notório bicheiro Anísio Abraão Davi.
A Beija-Flor homenageou a cidade de Maceió, capital de Alagoas, estado de Lira.
O tratamento especial reservado pela escola ao todo-poderoso presidente da Câmara dos Deputados era, também, uma forma de agradecimento.
A prefeitura de Maceió, comandada por João Henrique Caldas, o JHC, fiel seguidor de Lira, pôs nada menos que R$ 8 milhões nos cofres da escola de samba.

Ao anunciar o patrocínio, a prefeitura afirmou que os recursos seriam provenientes de captação via leis de incentivo e, veja só, de emendas parlamentares – Lira, como se sabe, é o grande senhor das liberações de emendas.
“Hoje, sinto imenso orgulho de prestigiar Maceió brilhando na Sapucaí”, afirmou o presidente da Câmara, que, para além da companhia do contraventor Anísio Abraão (veja na foto em destaque), desfilou escoltado por aliados políticos, entre eles o próprio prefeito JHC e o deputado Doutor Luizinho, eterno candidato do Centrão de Lira ao posto de ministro da Saúde.
Informações Metrópoles

Um homem, suspeito de chefiar o tráfico de drogas no bairro de Pirajá, em Salvador, fugiu da delegacia no domingo (11), após ser preso durante o carnaval da capital baiana. A Polícia Civil, por meio da Corregedoria, apura as circunstâncias da fuga. Ele ainda não foi encontrado.
Em nota, a Polícia Civil detalhou que o homem foi levado para a Central de Flagrantes, instalada na Avenida Milton Santos, no Circuito Dodô (Barra – Ondina), e foi nessa unidade onde ocorreu a fuga.
O Secretário de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Maurício Werner, explicou o caso.
“Ontem, através do trabalho de inteligência, localizamos no circuito uma das lideranças de uma facção criminosa. O indivíduo foi conduzido para a unidade policial e depois chegou a informação de que ele conseguiu evadir”, disse.
Ainda não há detalhes de como o homem saiu do posto policial. Uma perícia foi realizada no local e outras diligências são realizadas para localizar o fugitivo.
“De imediato, solicitamos da doutora Heloísa [delegada-geral da Polícia Civil da Bahia] os procedimentos para que pudéssemos esclarecer o que aconteceu. Os procedimentos foram abertos e não só isso, as equipes de inteligência e as equipes de campo já atuam para poder reconduzi-lo e apresentá-lo à Justiça”, completou o secretário.
*g1 Bahia
Foto: Reprodução/ Informe Baiano

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu por meio de um pedido de vista (isto é, mais tempo para analisar o processo), o julgamento de um recurso do ex-senador e ex-presidente da República Fernando Collor contra uma condenação decorrente da Lava Jato. Quando concluído, o caso pode levar Collor à prisão.
O político alagoano recorre de uma decisão do STF de maio passado, que o condenou a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo um contrato da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Pelo regimento do STF, Toffoli tem agora 90 dias para devolver o processo. O ex-presidente nega qualquer irregularidade ou crime. Procurada, a assessoria de Collor não se manifestou.
O recurso cujo julgamento foi agora suspenso por Toffoli é um embargo de declaração. Serve, em tese, para que o STF corrija, esclareça algum erro, omissão ou ponto obscuro da decisão, e foi apresentado pela defesa de Collor em 27 de setembro do ano passado. O recurso estava sendo julgado por meio do plenário virtual do Supremo, modalidade na qual não há debate presencial entre os ministros – os magistrados apenas depositam seus votos, por escrito, num sistema online. A peça é assinada pelos advogados criminalistas Marcelo Bessa e Thiago Lobo Fleury, que fazem a defesa do alagoano.
O pedido de vista de Toffoli veio pouco depois do início do julgamento do recurso, neste sábado (9). Antes que Toffoli interrompesse o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes votou para negar o pedido do ex-presidente.
– Os embargantes (Collor e outros réus) buscam, na verdade, rediscutir pontos já decididos pela Suprema Corte no julgamento desta ação penal, invocando fundamentos que, a pretexto de buscar sanar omissões, obscuridades ou contradições, revelam mero inconformismo com a conclusão adotada – escreveu Moraes.
A acusação contra Collor foi apresentada ainda em 2015 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. De acordo com a denúncia, o político alagoano recebeu R$ 20 milhões em propina da empreiteira UTC Engenharia para que a empresa ganhasse um contrato com a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras que, à época, era controlada por indicados do PTB de Collor. Inicialmente, o relator do processo, Edson Fachin, sugeriu pena de 33 anos e 10 meses de prisão. No mesmo caso, também foram condenados os empresários Pedro Paulo Bergamaschi e Luís Pereira Duarte de Amorim.
Já a defesa de Collor e dos demais réus alegou que a acusação foi feita apenas com base na palavra de delatores – no caso, o doleiro Alberto Youssef; Rafael Ângulo Lopez, funcionário dele; e o dono da UTC, Ricardo Pessoa. O plenário do Supremo, no entanto, entendeu que a acusação estava baseada em mais evidências que só as delações, ao condenar o político alagoano. O processo trouxe, por exemplo, comprovantes que estavam em posse de Youssef, entre outras provas. Ao apresentar o recurso, a defesa de Collor alegou que os ministros desconsideraram argumentos dos defensores e que houve erro no cálculo da pena do senador, entre outros pontos.
*AE
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Morreu, na madrugada desta segunda-feira (12), a fundadora do Magazine Luiza, Luiza Trajano Donato, tia da empresária Luiza Helena Trajano. Ela estava em Franca (SP). As informações são do G1.
Luiza Trajano Donato tinha 97 anos de idade. Segundo a EPTV, afiliada da TV Globo, ela morreu em casa por causas naturais.
A cerimônia de despedida do corpo teve início, às 10 horas, no Velório São Vicente, em Franca. O enterro está previsto para as 16 horas no Cemitério da Saudade, na mesma cidade.
Em Franca foi aberta a primeira loja da Magazine Luiza. Todas as unidades da rede estão fechadas nesta segunda-feira.
*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube Memorias e Vidas – Ronaldo Sathler

Neste domingo (11), o apresentador do Big Brother Brasil (BBB), Tadeu Schmidt fez uma piada sobre as declarações que a cantora Baby do Brasil deu sobre o apocalipse durante o carnaval de Salvador (BA).
– Arrasem na Avenida e vamos ser feliz antes do apocalipse. Beijo – disse Tadeu.
Baby do Brasil protagonizou um momento de pregação no carnaval de Salvador, na madrugada deste domingo, ao encontrar Ivete Sangalo. Ao iniciar sua fala, Baby disse que “entramos em Apocalipse” e afirmou que o “arrebatamento tem tudo para acontecer entre cinco e 10 anos”. A artista ainda fez referência ao texto bíblico de Isaías 55:6 (Buscai ao Senhor enquanto se pode achar).
– Todos atentos porque nós entramos em Apocalipse. O arrebatamento tem tudo para acontecer entre cinco e dez anos. Procure o Senhor enquanto é possível achá-Lo. Obrigada, galera – disse Baby.
Ivete respondeu na sequência, dizendo: “Eu não vou deixar acontecer, porque não tem Apocalipse certo quando a gente maceta ele”, no que parecia ser uma referência à música Macetando, gravada por ela com participação da cantora Ludmilla.
Baby então pediu em seguida que Ivete cantasse a música Pequena Eva, canção de Umberto Tozzi que foi regravada pela Banda Eva em 1997 quando o grupo tinha Sangalo como vocalista. Ivete, no entanto, ignorou o pedido e disse que cantaria Macetando.
– Eu vou cantar Macetando porque Deus está mandando, está macetando certo – finalizou a cantora.
*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print de vídeo Instagram Big Brother Brasil/ gshow

O Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) realizou, na tarde de domingo (11), uma blitz da Operação Lei Seca, na região da Avenida ACM, em Salvador, para identificar motoristas que fizeram uso de bebida alcoólica. Durante o Carnaval da capital, o órgão está realizando fiscalizações em pontos estratégicos da cidade e, este ano, o número de abordagens foi intensificada para aumentar a segurança de quem está presente ou não no circuito da festa.
“Nós já abordamos mais de 1600 pessoas. Dessas, apenas 100 pessoas se recusaram a fazer o teste de alcoolemia, e uma foi flagrada com teor alcoólico no sangue. Nós entendemos que, dentro do evento Carnaval, é um número razoável.
SEC convoca 45 candidatos aprovados para professor da Educação Profissional
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou, no Diário Oficial, a convocação de 45 candidatos aprovados no processo seletivo simplificado para professor da Educação Profissional, do Edital SEC n° 18/2022. Os convocados, que atuarão sob o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), devem entregar a documentação entre os dias 7 e 26 de fevereiro.
Rogério Ceni destaca falha na efetividade ofensiva do Bahia
O Bahia sofreu a primeira derrota no ano com o seu time principal diante do River do Piauí na tarde deste sábado (10), em Teresina, pela Copa do Nordeste. Após a partida, o técnico Rogério Ceni falou sobre a partida e destacou a falta de efetividade no ataque como principal motivo do resultado.
O Bahia volta a jogar pela Copa do Nordeste na próxima quinta-feira (15), às 20h, contra o América-RN na Arena Fonte Nova.
*SECOM/BA
Foto: Matheus Landim/GOVBA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um carro clonado, neste sábado (10), em frente ao posto da PRF de Feira de Santana (Km 429 da BR 116.
No decorrer de patrulhamento feito pelos agentes, foi realizada a abordagem de um veículo Fiat Strada, da cor prata. Durante a verificação dos elementos identificadores do automóvel, foi possível observar marcas de adulterações, constatando-se que se tratava de mais um caso de clonagem veicular.
A caminhonete original possuía restrição de roubo datada em 04/02/2021, na cidade de Salvador..
Diante dos fatos, a ocorrência foi apresentada a autoridade policial da Central de Flagrantes da PC de Feira de Santana (BA).
*PRF
Por J.R Guzzo para Revista Oeste
Eis o Brasil, graças ao ministro Dias Toffoli, colocado entre os países sem lei, sem códigos morais e sem vergonha que fazem parte da face escura da humanidade

Tinha de acontecer, mais cedo ou mais tarde — e é óbvio que acabou acontecendo. O Supremo Tribunal Federal tantas fez para proteger a corrupção no Brasil, mas tantas, com tanta arrogância e tão pouco caso com o decoro mínimo esperado de sua conduta, que conseguiu enfim chamar a atenção do mundo para o que estão fazendo aqui. Um ano atrás a porção da comunidade internacional que se considera mais civilizada e mais apta a decretar regras de comportamento para as demais festejava a “vitória da democracia” no Brasil. Que sorte para o planeta, não? O perigo do “populismo de direita” foi derrotado. O amor venceu. O Brasil “voltou”. Não contavam com a astúcia do ministro Dias Toffoli. Em apenas um ano, com a sua inédita sucessão de sentenças em favor da ladroagem e dos ladrões, ele conseguiu demolir toda essa conversa. Eis o Brasil, por sua conta, colocado entre os párias do mundo — os países sem lei, sem códigos morais e sem vergonha que fazem parte da face escura da humanidade.
A destruição do STF como uma casa de respeito já era obra avançada, com o teto e as paredes no chão, pela atuação do ministro Alexandre de Moraes. Ele, com o STF atrás de si, aboliu os direitos civis que estão na Constituição para instalar uma ditadura penal no Brasil — aberração que transformou o Supremo em delegacia de polícia destinada a reprimir adversários políticos do regime atual. Mais dia, menos dia, a sua vez vai chegar. Moraes tem tudo para acabar no noticiário da imprensa internacional como uma dessas figuras de Terceiro Mundo que aparecem, de tempos em tempos, como sucessores de Idi Amin quando o ditador entrava em sua personalidade de magistrado. Mas Toffoli chegou antes. A insegurança jurídica criada nos últimos anos pelo STF, na qual ninguém sabe qual é a lei que está valendo hoje, superou as fronteiras da violação às garantias democráticas e mergulhou de cabeça no bas-fond da roubalheira do Erário. Aí já ficou demais. É como o sujeito que em vez de tirar o calção de banho dentro da piscina, para ninguém ver, sobe no trampolim para mostrar a todo mundo que está nu.
A verdade sobre o alto Judiciário no Brasil, conhecida aqui dentro, mas escondida nesse tempo todo pela mídia internacional de primeira linha, veio à luz do sol da pior maneira possível para o STF. O Financial Times de Londres, que funciona como um boletim de comportamento para governos e nações de todo o mundo, publicou uma exposição 100% objetiva, competente e arrasadora sobre a atual disparada da corrupção no Brasil — e o papel essencial que Toffoli e o STF exercem nesse conto de horror. É muito ruim, porque o Financial Times está entre a meia dúzia de veículos de imprensa que são lidos em salas de diretoria, reuniões de ministros do Primeiro Mundo e os gatos mais gordos da alta burocracia global. É acompanhado nos departamentos de marketing e pelos fiscais mais severos da obediência ao politicamente correto. Enfim, para resumir a ópera: está entre as leituras preferidas da turma de Davos que deixa Lula, a ministra Marina e a direção do PT sempre tão agitados. Pior que tudo, talvez, uma matéria publicada ali serve como uma espécie de “liberou geral” para a elite da mídia globalizada. Saiu no FT? Então pode sair em qualquer lugar.

Está tudo ali. A anulação da multa de R$ 10 bilhões da J&F e de R$ 3,8 bilhões da Odebrecht que, por força de acordo judicial, as duas empresas se comprometeram a pagar para seus diretores não serem presos pelo crime de corrupção ativa. Toffoli, sozinho, cancelou as duas, de modo que os réus confessos nem foram para a cadeia nem pagaram o que tinham de pagar. É citado o relatório da Transparência Internacional que rebaixou o Brasil em dez posições na lista dos países mais corruptos do mundo em 2023, sua pior colocação desde 1995 — e que cita nove vezes o nome de Toffoli. O artigo revela a destruição dos sete anos de luta contra a corrupção feita pela Lava Jato. Cita os 2,2 mil anos de sentenças de prisão anulados em favor dos 165 ladrões condenados. Menciona a anotação que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos fez sobre a ladroagem da Petrobras nos governos Lula-Dilma — segundo os americanos, o maior caso de propina já registrado na história. Revela aos leitores mais qualificados do mundo que Toffoli foi advogado do PT antes de ser nomeado por Lula para o STF. Informa que o ministro Cristiano Zanin foi advogado pessoal do mesmo Lula.
É um desastre com perda total. “Graças às decisões de Toffoli, o Brasil tornou-se um cemitério de provas de crimes que geraram miséria, violência e sofrimento humano”, diz o Financial Times, citando o texto da Transparência Internacional. “O país está se tornando cada vez mais, aos olhos do mundo, um exemplo de corrupção e de impunidade.” O jornal informa também qual foi a reação do ministro diante do relatório: mandou investigar criminalmente a entidade, com base numa notícia patentemente falsa, e já enterrada há muito tempo, sobre ilegalidades imaginárias que teria praticado no Brasil. É uma das regras de ouro da filosofia penal do já citado Idi Amin. “Nós aqui temos liberdade de expressão”, dizia ele. “O que não podemos garantir é a liberdade de quem se expressa.” É o puro STF do Brasil de hoje, só que de efeito real equivalente a três vezes zero. A Transparência Internacional tem sede em Berlim. Não pode ser indiciada, desmonetizada ou presa por Alexandre de Moraes e sua Polícia Federal. É uma perfeita palhaçada.
Em apenas um ano de governo Lula, o país se fechou, mais do que nunca, no clube dos anões diplomáticos. Agora, está a caminho de ser um anão com fama mundial de larápio
A verdade é que o STF está perdendo as noções de ridículo mais elementares. O que dizer, por exemplo, do penúltimo feito da mesma Polícia Federal? Numa hora dessas, justo na hora em que a casa está caindo em volta deles todos, vem a PF querendo ouvir oficialmente o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro para descobrir se ele incomodou uma baleia no litoral norte de São Paulo. Pode? Depois da notável descoberta, com DNA e tudo, de que havia uma impressão digital numa garrafa de plástico capturada no golpe de Estado do dia 8 de janeiro, além de estilingues e bolas de gude, todos os recursos de investigação científica da PF, com o apoio do Ministério Público e da GloboNews, estão mobilizados nesse assombroso caso da baleia. É um reforço para a tese da “agressão aparente” a Moraes no Aeroporto de Roma, que até hoje é tratada como segredo de Estado pelos “federais” e pelo STF, as joias das Arábias, a delação do coronel Cid e mais do mesmo — uma bomba atômica que vai explodir a qualquer momento, de acordo com as últimas revelações da assessoria de imprensa da PF, mas que até agora não explodiu. O mais recente capítulo da perseguição implacável a Bolsonaro aconteceu nesta quinta-feira. Sob a mesma acusação de tramar um golpe de Estado que nunca houve, seu passaporte foi apreendido (leia a reportagem de Silvio Navarro nesta edição).

Com que moral, diante de tudo isso e com as denúncias de favorecimento à corrupção por parte de Toffoli, o STF vai se apresentar diante do mundo para condenar Bolsonaro à prisão? Já vai ter de cassar, através da sua milícia eleitoral do TSE, o mandato do senador Sergio Moro. Já declarou, antes, que Bolsonaro é inelegível por “perigo de gol”; acham, ali, que ele poderia dar trabalho nas eleições de 2026. Vão, agora, colocar o homem na cadeia? Quem vai achar que o STF é um tribunal sério depois de fazer uma coisa dessas — no exato momento em que a opinião pública mundial fica sabendo da destruição de provas, da anulação de multas e do restante da obra de Toffoli e seus companheiros? A situação não melhora em nada, para o STF, com a maciça declaração de “não solidariedade” que foi dada ao ministro por sua parceiragem. Lula, até agora, não deu um pio em favor do amigo acusado por essa organização “alienígena”, como Toffoli classifica a Transparência Internacional. Os magnatas do PT, sempre em estado de guerra, estão em silêncio. Nem os próprios colegas do STF se animaram a sair em sua defesa.
Toffoli e o Supremo, com o apoio compulsivo à corrupção, aos corruptos e aos corruptores, estão empurrando o Brasil para um isolamento cada vez pior em relação às democracias e às nações de bem. Em apenas um ano de governo Lula, o país se fechou, mais do que nunca, no clube dos anões diplomáticos. Agora, está a caminho de ser um anão com fama mundial de larápio. Basta fazer uma relação de fatos. Lula fez sua grande estreia no cenário diplomático colocando-se, na prática, a favor da Rússia na guerra contra a Ucrânia — disse, na verdade, que a Ucrânia é responsável pela invasão do seu próprio território. Fez do Brasil o único país do mundo que se diz democrático e recebe em visita oficial o ditador da Venezuela — que está com a cabeça a prêmio pela Interpol, por US$ 15 milhões, por tráfico internacional de drogas. Ao contrário de todos os países livres, aliou-se à ditadura do Irã, um Estado mundialmente declarado como aliado do terrorismo. Deu o apoio do Brasil a uma denúncia da África do Sul, um dos países mais violentos, corruptos e socialmente injustos da Terra, contra Israel. A causa, por “genocídio”, foi escorraçada do Tribunal Internacional de Haia; Lula só fez o Brasil passar vergonha.
Lula ficou ao lado dos assassinos do Hamas na agressão que matou 1,2 mil civis, mulheres e bebês de colo em Israel, em outubro. Juntou-se a todas as ditaduras do mundo nas acusações contra Israel por “genocídio”. Está em oposição automática contra tudo o que os Estados Unidos e a Comunidade Europeia defendem. Foi se meter nas eleições da Argentina a favor do lado que perdeu; levou uma sova histórica. Nas últimas eleições no continente, em El Salvador, o candidato da “direita”, anticrime e anticorrupção, ganhou com 85% dos votos. É dele que se fala hoje no mundo. Do Brasil, só as denúncias de facilitação ao roubo do Erário por conta do consórcio STF-Lula. Não consegue ser levado a sério nem na América Latina, da qual se imagina o Guia Espiritual e Político. Seus sonhos mal-acabados de “líder do Sul Global” viraram uma piada. O fato é que o verdadeiro pária do mundo não é mais “o Brasil do Bolsonaro”, como a esquerda passou anos dizendo. É o Brasil de hoje. De um lado a política externa de Lula e das viagens de paxá do primeiro casal. De outro, Toffoli e o Supremo. Não dá, desta vez, para jogar a culpa no “bolsonarismo”, inconformado com a ação do STF em favor das instituições — quem está falando é a Transparência Internacional e o Financial Times, e a acusação é de descriminalizar a corrupção quando ela é praticada pelos parceiros. Sinuca de bico.
Informações Revista Oeste

Foto: Joilson Marconne/CBF
Atual bicampeã olímpica, a Seleção Brasileira está fora das Olimpíadas de Paris de 2024. A equipe de Ramon Menezes perdeu por 1 a 0 para a Argentina, neste domingo, pela terceira rodada do Torneio Pré-Olímpico, no Estádio Nacional Brígido Iriarte, em Caracas, na Venezuela.
O jogo começou bem estudado. A primeira chance de gol saiu aos 15 minutos do primeiro tempo. Almada arriscou em cobrança de falta e carimbou a trave. Os brasileiros responderam logo na sequência, em chute de Alexsander que passou com perigo pela esquerda.
A partir de então, a Argentina tomou conta da partida. Os argentinos dominaram a posse de bola e rondaram a área de Mycael, mas não encontraram espaço para abrir o placar.
2º tempo
No segundo tempo, o Brasil melhorou e chegou perto de balançar as redes. Aos 15 minutos, Gabriel Pec pegou a sobra após boa jogada de John Kennedy e finalizou à queima roupa para ótima defesa de Brey. O goleiro voltou a brilhar no lance seguinte, dessa vez em forte arremate de JK.
E os tentos perdidos fizeram falta. Isso porque, aos 32, a Argentina abriu o placar. Barco cruzou com precisão na área, e Gondou subiu mais que todo mundo para cabecear no cantinho.
Nos minutos finais, os argentinos apenas controlaram o resultado. O Brasil, por sua vez, não teve força para buscar o empate e se irritou com a catimba dos adversários.
Com o revés, portanto, a Seleção Brasileira ficou na terceira colocação do Pré-Olímpico, com apenas três pontos. A Argentina foi para a liderança, com cinco pontos, e garantiu uma vaga nos Jogos Olímpicos.
A última vaga fica para Paraguai ou Venezuela, que se enfrentam às 20h30 (de Brasília). Os paraguaios estão em segundo, com quatro. Os venezuelanos estão na lanterna, com um.