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Equipes de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) retiraram dos circuitos do Carnaval 2.240 itens perfurocortantes que ofereciam risco aos foliões. Entre os materiais, as equipes apreenderam 2 mil espetos e 20 facas, facões e marretas.

O total de utensílios irregulares apreendidos nos cinco dias de festa nos circuitos Dodô, Osmar e Batatinha, por sua vez, foi de 9.672, tais como carrinhos, pranchas, bebidas diversas, mesas e engradados.

“Esse trabalho de ordenamento e de fiscalização da Semop contribui muito para a segurança pública em todos os circuitos da festa. Eu sempre digo que a segurança do Carnaval começa pelo ambulante, pois ele é o primeiro a chegar no circuito, ele que traz alguns equipamentos. A Semop, com o seu papel de ordenador e fiscalizador, tem a responsabilidade de deixar tão somente aquilo que não venha trazer algum tipo de insegurança para o público”, afirma o diretor de Serviços Públicos da Semop, Alysson Carvalho.

Carvalho afirma que, além dos materiais perfurocortantes contundentes, a exemplo de espetinhos de churrasco pontiagudos, facas, facões e machados, também foram apreendidos muitos botijões de gás localizados dentro das áreas de passagem dos trios e do público em massa, algo que não é permitido. Também houve apreensão de fogões, fogareiros e churrasqueira no perímetro da folia.

“Esses materiais podem ficar apenas nas ruas adjacentes. Todos esses vendedores de alimentos, que precisam utilizar o botijão, por exemplo, nós licenciamos para as ruas adjacentes e não para o circuito, pois o risco de acidente é muito grande. A gente precisa, de fato, trazer um ambiente seguro para dar garantia de segurança não apenas para o folião, mas também ao ambulante, para que o Carnaval seja um ambiente em que todos possam conviver de maneira harmônica e segura”, explica.

Ao todo, 4,1 mil ambulantes atuam no Carnaval de Salvador, sendo 3,4 mil vendendo bebidas em isopor. Para garantir o ordenamento e segurança dos foliões e também dos ambulantes, 560 profissionais da Semop se dividem no ordenamento, fiscalização e orientação.

Os equipamentos apreendidos são encaminhados para o Setor de Guarda de Bens da Apreendidos (Segub), na Avenida San Martin (ao lado do Colégio Estadual Luiz Eduardo) e estão disponíveis para a retirada a partir de segunda-feira (19), mediante pagamento de multa, diante da notificação recebida e da apreensão executada.

*Bahia.ba
Foto: Jefferson Peixoto/bahia.ba


O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reagiu nesta terça-feira (13) aos ataques feitos por Igor Kannário diante de uma suposta falta de apoio financeiro para desfilar no Carnaval. O cantor disse que a gestão municipal não lhe “paga bem” e precisou custear do bolso a divulgação de sua apresentação na folia deste ano.

“Kannário, toda vez que passa, não pede a oportunidade de falar besteira para, no outro dia, vocês estarem repercutindo. Kannário solicitou, está aqui no ‘zap’, dois shows de R$ 180 mil e um trio elétrico, que foi disponibilizado. O que ele solicitou da prefeitura foi feito. Não há motivo pra se queixar”, respondeu Reis.

“Muitos dos cachês dos que estão se apresentando aqui no Carnaval a gente já paga antecipado, coisa que nenhum governo faz. Ele tocou lá no Festival Virada e já recebeu. Se vocês querem dar mídia a Kannário, vocês dão. Eu, não”, continuou o prefeito.

As críticas do ‘Píncipe do Gueto’ foram proferidas durante passagem pelo Campo Grande, na tarde de segunda-feira (12).

“Eles não divulgam minha pipoca no outdoor. Eu quero que vocês saibam disso. Eu paguei 50 mil nesses outdoors que vocês veem por aí”, afirmou de cima do trio.

Kannário disse a seu público que Bruno Reis e o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não são seus amigos e afirmou ter gratidão pelo ex-prefeito ACM Neto (União).

“Eu não sou amigo de Bruno Reis. Eu não sou amigo de Jerônimo. O único cara aqui que eu devo é ACM Neto, que deixou nossa pipoca sair em 2015. É o único que nós deve (SIC) o favor. A gente não deve a vida a ele, não. A gente deve o favor, nós é grato (SIC). Mas eu quero que vocês coloquem uma coisa na cabeça de vocês: não sou amigo de Bruno Reis, não sou amigo de secretário, não sou amigo de governador. Todos eles querem me foder. Todos eles só me aceitam e me engolem porque vocês me amam abaixo de Deus, família”, vociferou Kannário.

*Bahia.ba
Foto: Jorge Jesus/bahia.ba


A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) intensificou a segurança no Carnaval de Salvador, com a retenção de 1.523 objetos proibidos nos portais de acesso à festa entre as 19h de segunda-feira (12) e as 7h de terça-feira (13). Entre os itens apreendidos, estavam uma máquina de choque e um spray de pimenta. No total, desde o início da festa oficial, já foram retidos 6.302 objetos.

Além das apreensões, a PM registrou 44 ocorrências com drogas, totalizando 165 desde quinta-feira (8), e três prisões em flagrante: duas por porte de drogas e uma por porte de objetos furtados. No acumulado de cinco dias, já são 13 prisões. Já as capturas por reconhecimento facial totalizaram 29, sendo sete nas últimas 24 horas.

Houve dois episódios que culminaram no fechamento de acessos por recomendação do Corpo de Bombeiros. Na quinta-feira (8), na Praça Castro Alves, durante o encontro de trios, a grande concentração de público exigiu o fechamento do acesso por questões de segurança. E no sábado (10), no Farol da Barra, a programação atrasou três horas, causando superlotação no local. A PM precisou fechar os acessos das 19h às 20h, sob orientação dos Bombeiros.

*Metro1
Foto: Divulgação/ PM-BA


Com um carnaval marcado por uma série de problemas, a cantora Ivete Sangalo chorou na noite desta segunda-feira (12) depois de um tubo de gás carbônico explodir e deixar duas pessoas feridas em cima do trio-elétrico em que ela cantava. No início da fala, a artista citou que uma pessoa havia puxado uma vaia para ela.

– Tem um menino ali tentando puxar uma vaia, eu queria falar que fique à vontade, querido. Não tem problema, gente. Na democracia, existe a opinião. Isso está enchendo meu coração de angústia – declarou.

Na sequência, a cantora relatou os diversos problemas pelos quais ela passou nos dias de desfile deste ano, como o destravamento de um dos carros de apoio, o que fez com que ocorresse um atraso no primeiro dia de carnaval.

– No primeiro dia do nosso carnaval, estava tudo certo, atrasou, porque o nosso carro de apoio destravou. Se eu pudesse, descia, carregava e destravava, mas não posso fazer isso. Tive que obedecer porque sou uma pessoa obediente as regras lá de cima – afirmou.

Chorando, Ivete chegou a levantar a possibilidade de não desfilar no bloco Coruja, grupo no carnaval de Salvador com o qual tem uma parceria que dura 22 anos.

– Eu só quero que vocês compreendam que a gente vai repensar sobre isso. Será que é a nossa despedida do bloco Coruja? Será que a gente não tem que repensar isso? A gente tem que pensar por causa de vocês – completou.

SOBRE A EXPLOSÃO
Uma explosão em um tubo de gás carbônico durante o desfile de Ivete Sangalo, nesta segunda-feira (12), deixou duas pessoas feridas. O trio elétrico fazia o circuito no circuito Dodô, na Barra/Ondina, em Salvador. Com ferimentos leves, no braço e no olho, as vítimas foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e passam bem.

Ivete já tinha se envolvido em uma polêmica no carnaval deste ano após blasfemar acerca do Apocalipse, em uma interação pública com Baby do Brasil, no último domingo (11).

Para dar prosseguimento ao show desta segunda, a cantora pediu para que todo o gás carbônico fosse esvaziado do carro e retomou o show. Minutos depois, outro problema impediu a continuidade da apresentação: o trio começou a inclinar para o lado esquerdo, por conta do excesso de peso em um mesmo lado. Após contrabalançar, o veículo seguiu em normalidade.

Ivete Sangalo, através de sua assessoria, disse que em decorrência dos incidentes, a equipe optou por esvaziar o trio e a cantora seguiu o circuito até o fim.

SPRAY DE PIMENTA
No mesmo evento, Ivete se queixou de um spray de pimenta que foi pulverizado durante a passagem do desfile, o que teria, segundo a cantora, prejudicado sua voz.

– Jogaram spray de pimenta lá na Barra, lembram? Não tem spray de pimenta certo. Spray de pimenta no dos outros é refresco. Aí nós vamos começar, eu vou continuar cantando, aquecendo e vocês, óbvio, vão cantar para , mamãe vai cantar e essa banda vai arrasar porque para Deus não existe o impossível – disse a baiana, popularmente chamada de “Veveta”.

*Pleno.News
Foto: Bento/AgNews


Galgando os passos de Parasita e Round 6, produções asiáticas conquistam o mercado e se destacam em premiações americanas

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Em 2020, o longa sul-coreano Parasita fez história quando levou a estatueta do Oscar para casa por Melhor Filme. Isso porque, em 91 anos de premiação, nunca um filme estrangeiro havia ganhado a categoria. Já em 2021, o drama sul-coreano Round 6 conquistou o mundo e se tornou a produção mais assistida da história da Netflix. Esses fatos podem ser vistas c0mo um marco que fez produções asiáticas ultrapassaram a fronteira e conquistarem as premiações ocidentais, dominando as televisões, telas de cinema e até o mercado de livros.

Galgando os passos de Parasita e Round 6, doramas, k-dramas, animes e até mesmo filmes e séries produzidos nos EUA, mas com temáticas e personagens asiáticos, tornaram-se o “ganha-pão” de produtoras.

Quando o assunto é k-drama — produções seriadas vindas da Coreia do Sul —, um estudo da Netflix aponta que a visualização do gênero, entre 2019 e 2022, teve um aumento global de seis vezes. O mesmo acontece com os doramas — produções audiovisuais japonesas —, que ganhou até uma aba própria na locadora vermelha com uma diversidade impressionante de produções.

Bong Joon-ho, diretor de Parasita, segurando estatueta do Oscar em premiação - Metrópoles
Bong Joon-ho, diretor de Parasita

E claro que a gigantesca indústria de Hollywood não perderia a chance de entrar na Hallyu ou “onda coreana”, movimento iniciado na Coreia do Sul ainda nos anos 1990, que deu início a um processo de disseminação de produções audiovisuais. A série Treta que o diga!

Criada por Lee Sung e protagonizada por Ali Wong e Steven Yeun, a produção americana levou oito prêmios no Emmy 2023/2024, além da estatueta de melhor atriz e ator de minissérie no Globo de Ouro 2024. Na Netflix, a produção elencou o Top10 em mais de 60 países.

Manu Gerino, criadora de conteúdo no canal Coreanismo, indica que Round 6 foi uma “catapulta” para que mais pessoas consumissem produções asiáticas, apesar de já existir um nicho de fãs do gênero no Brasil.

“Já existia uma comunidade de fãs de dramas asiáticos bem antes de Round 6. Há uns 20 anos já temos acesso a dramas coreanos aqui no Brasil. Se pensarmos em dramas asiáticos, e colocarmos Japão nessa conta, desde os anos 80 vemos produções audiovisuais em série, na própria TV aberta, já que a Manchete exibia muitas. Em 2021, Round 6 veio e foi uma catapulta. Sinto que, sem ele, ainda assim as obras coreanas nos conquistariam, mas levaria um pouco mais de tempo pra aumentar tanto o público”, avalia.

Dalgona Candy, Round 6
Round 6 é o maior sucesso de audiência da Netflix

Onda coreana

“A cultura coreana tem muitas similaridades, mas também muitas diferenças da nossa, e essa diferença causa curiosidade”, pondera Manu.

Deixando o universo dos amados k-dramas, produções japonesas também ganharam espaço em território americano e, consequentemente, no mundo. O aclamado filme O Menino e a Garça garante essa tese: a produção de Hayao Miyazaki, um dos mais prestigiados cineastas do Japão, venceu o Globo de Ouro 2024 por Melhor Animação e concorre ao Oscar 2024 na mesma categoria.

Manu e Carol Pardini, responsável pelo perfil Na Coreia Tem, concordam que produções asiáticas ganharão cada vez mais espaço e destaque, considerando que, no Brasil, o público costuma se identificar com os temas das produções.

“Muitas histórias falam sobre o dia a dia de um povo trabalhador, que buscam crescer na vida, e relações familiares. O brasileiro é assim. Somos um povo trabalhador, familiar, que busca prosperidade. As histórias românticas são leves, diferentes das histórias dos ‘hermanos’, bem passionais, ou as nossas histórias brasileiras, com um teor sexual alto”, aponta Manu.

Já Carol considera: “A Coreia começa a fazer esse soft power de vender a cultura através dos seus costumes, o seu povo e a sua história. Começou com K-pop, veio para o cinema. Aí veio o k-drama, de repente um drama baseado em um livro. Eu acho que os próximos passos são as pessoas mergulharem um pouco mais na literatura e também na gastronomia”.

Falando em literatura, o mercado editorial brasileiro também notou que investir em livros asiáticos rende dinheiro. Somente no último ano, editoras lançaram obras que ganharam as redes sociais, como Não Nasci para Agradar, Amêndoas, Bem-Vindo à Livraria Hyunam-dong, A Guerra da Papoula, Viúva de Ferro e por aí vai.

“A Hallyu aborda livros, quadrinhos, dramas, filmes, k-pop, mas também idioma, culinária, k-beauty… e uma indústria ajuda a vender a outra”, esclarece Manu.

Livro Viúva de Ferro

Viúva de Ferro se passa em Huaxia – uma China distópica, na qual mulheres têm sua energia vital (Qi) drenada para que homens pilotem robôs gigantes na luta pela sobrevivência da humanidade. Misturando comportamentos milenares com problemas sociais atuais, o livro chegou a lista dos mais vendidos .

“A trama, com certeza, se tornou mais universal do que eu poderia imaginar”, confessa Xiran, em entrevista ao Metrópoles. A protagonista é Wu Zetian, uma jovem que decide se rebelar contra o sistema patriarcal. Mesmo com a forte adesão de leitores, a crítica ao machismo de escritores não escapou a críticas.

E como fica o futuro?

Carol e Manu também concordam que a onda coreana não vai morrer por aqui. As influenciadoras garantem que a tendência é que produções e temas asiáticos conquistem cada vez mais o Brasil.

“Esse avanço da Hallyu – a indústria coreana que une arte a entretenimento – ajuda em uma queda da hegemonia estadunidense no audiovisual, e por mais que obras japonesas, coreanas e de diversos outros países da Ásia sejam bem diferentes entre si, é inegável que se ajudam ao irem abrindo espaço uma pra outra”, afirma Manu.

“Eu acho que cada dia mais a gente vai conseguir contemplar mais obras asiáticas, até porque outros streamings estão abrindo espaço. A gente não tinha outras plataformas fora da Netflix que investiam”, conclui.

Informações Metrópoles


Reprodução/X

Crianças expressaram seu carinho pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao gritarem “eu te amo” em uma praia em Angra dos Reis (RJ). O grupo aguardava a chegada do ex-presidente na faixa de areia, enquanto ele se aproximava do local em um jet ski. O momento foi registrado em vídeo e compartilhado no perfil do ex-Twitter do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) nesta segunda-feira (12 de fevereiro de 2024).

Os apoiadores, ao avistarem Bolsonaro se aproximando da praia, começaram a entoar o coro de “mito”. Após desembarcar do jet ski, Bolsonaro foi cercado pelo grupo, que continuou a manifestar seu apoio gritando “é Bolsonaro”.

Informações TBN

A chantagem de Maduro a Biden
13 de Fevereiro de 2024

Ditador da Venezuela deve usar migrantes em seu plano

Nicolás Maduro
Nicolás Maduro está no poder desde 2012 na Venezuela | Foto: Reprodução/Fotos Públicas

O ditador da Venezuela, Nicolas Maduro, decidiu chantagear o governo de Joe Biden por causa das possíveis sanções dos Estados Unidos contra a Venezuela. Isso porque Delcy Rodrígues, vice-presidente de Maduro, alertou Washington no dia 30 de janeiro que a Venezuela estava disposta a se recusar a receber migrantes deportados dos EUA se Biden impusesse novas sanções ao país sul-americano. A partir de amanhã 13, a Venezuela deve pôr em prática sua chantagem.

Se cometerem o erro de intensificar a agressão econômica contra a Venezuela, os voos de repatriação de migrantes venezuelanos serão imediatamente revogados a partir de 13 de fevereiro Rodríguez 

De acordo com Maria Anastasia O’Grady, analista política do jornal norte-americano The Wall Street Journal, a decisão de Maduro é um ato de desespero por parte de um governo ilegítimo — reforçado pela tentativa da Venezuela de anexar a Guiana. Caracas está sentindo a pressão internacional (inclusive de governos de centro-esquerda) para realizar eleições livres. 

O’Grady lamenta que, dado o histórico de complacência do governo Biden com regimes totalitários, há motivos para temer que Maduro cumpra sua ameaça a partir de amanhã. E que seja beneficiado por Biden. A analista diz também que Vladimir Putin e Xi Jinping dominam o “homem forte venezuelano”. 

Em outubro deste ano, a ditadura de Maduro prometeu eleições limpas em 2024, quando assinou um acordo — mediado pela Noruega — com a oposição em Barbados. A analista diz que ninguém esperava que Maduro fosse cumprir sua palavra, exceto talvez Biden. As sanções contra a ditadura sul-americana estavam em vigor desde a administração Trump. 

Porém, com Joe Biden, os EUA permitiram que a Venezuela descumprisse o prazo para reintegrar candidatos “banidos” nas eleições. Em janeiro, o Supremo Tribunal, escolhido a dedo por Maduro, desqualificou a candidata popular da oposição, Maria Corina Machado, sob alegações consideradas “absurdas” pelos observadores internacionais. Machado foi acusada de “conspiração” contra o seu país — e viu membros de sua equipe serem presos a mando do ditador venezuelano. 

Maduro decretos | O anúncio dos decretos foi feito durante um discurso a milhares de pessoas na capital venezuelana | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Maduro quer eliminar todos os candidatos de oposição | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Em 2023, Machado vencera Maduro nas primárias com mais de 90% dos votos, e por isso ela é a grande favorita para derrotar o ditador em caso de eleições justas. O atual governo venezuelano quer eliminar Machado das urnas, na esperança de que surja um “multicandidato”, o que fragmentaria a oposição. Esta é uma velha tática dos governos autoritários para se perpetuarem no poder. 

Sanções dos EUA contra Nicolas Maduro 

Em janeiro, os EUA afirmaram que estavam se preparando para reimpor as sanções ao petróleo e ao gás venezuelanos em abril. O que deve acontecer em meio à “ausência de progresso” por parte de Caracas no que tange às eleições legítimas. 

Ainda de acordo com o Wall Street, a Venezuela está habituada a intimidar Biden com chantagens e vê-lo recuar, e agora está usando a situação dos migrantes para convencer os EUA a desistirem das sanções. No entanto, bloquear a entrada de cidadãos venezuelanos no próprio país seria uma seriíssima violação do Direito internacional. 

Na quinta-feira 8, o Parlamento Europeuaprovou uma resolução (446-21) em que afirma que não reconhecerá as eleições na Venezuela se Machado não conseguir autorização para concorrer. A Europa também quer sanções contra o Supremo Tribunal da Venezuela e às suas forças de segurança por causa de “abusos de poder” contra opositores da ditadura comunista. 

Na semana passada, o site oficial do presidente Lula, chamado de “pró-Cuba” pela analista norte-americana, anunciou apoio do Brasil à implementação do acordo de Barbados — desacreditado pela maioria das democracias do mundo. Nos EUA, até mesmo líderes da esquerda disseram que na Venezuela “todos os candidatos devem ser elegíveis para competir. Machado é a candidata da oposição”. 

Porém, a sensação de otimismo na ditadura comunista sul-americana durou pouco. Isso porque o presidente colombiano Gustavo Petro, antigo terrorista de esquerda, foi sugerido como mediador entre a ditadura da Venezuela e a oposição. O’Grady conclui com uma ironia: “Aparentemente, Raúl Castro não está disponível”.

Informações Revista Oeste


Em todos os casos, as penas sugeridas pelo ministro foram de 14 a 17 anos de prisão

Moraes 8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos de 8 de janeiro, concedeu decisão semelhante às de outros réus | Foto: Antonio Augusto/SCO/STF

O ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos de 8 de janeiro no Supremo Tribunal Federal (STF), votou para condenar mais 15 réus a penas que variam de 14 a 17 anos de prisão. O julgamento, no plenário virtual do STF, começou na sexta-feira 9 e prossegue até a terça-feira 20.

Apenas Moraes votou até agora. Em todos os casos, ele sugeriu a condenação dos réus pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano e deterioração do patrimônio público. Como a pena passa de oito anos, a todos os réus o ministro sugeriu o regime inicial fechado para o cumprimento da pena.

Os réus foram acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de serem os executores dos atos de depredação e dos prédios da Praça dos Três Poderes. Eles foram presos em flagrante no dia 8 de janeiro de 2023 dentro dos prédios ou nas proximidades.

Veja a lista dos 15 réus:

  • Adalgiza Maria Dourado
  • Alessandra Faria Rondon
  • Ana Carolina Isique Guardieri Brendolan
  • André Luiz Barreto Rocha
  • Crisleide Gregorio Ramos
  • Daniel Soares do Nascimento
  • Diego Eduardo de Assis Medina
  • Ines Izabel Pereira
  • Joelton Gusmao de Oliveira
  • Levi Alves Martins
  • Luiz Fernando de Souza Alves
  • Nara Faustino de Menezes
  • Regina Aparecida Modesto
  • Tiago dos Santos Ferreira
  • Valeria Rosa da Silva Oenoki

STF já condenou 59 pessoas pelos atos de 8 de janeiro

Até o momento, 59 pessoas foram condenadas pelo STF pelos atos de 8 de janeiro. Na maior parte dos casos, as penas impostas ficaram entre 12 e 17 anos. Aos réus cabe recurso apenas ao STF.

Em razão dos atos de vandalismo em Brasília, a PGR denunciou 1.354 pessoas. A maioria — 1.113 réus — responde por crimes de incitação e organização criminosa, cuja pena máxima não chega a quatro anos.

Por isso, a essas pessoas foi proposto um acordo de não persecução penal em que o processo fica suspenso se os réus admitirem os crimes e aceitarem algumas condições da PGR, como pagar multa e participar de um curso sobre democracia. Até agora Moraes homologou 38 acordos firmados entre a PGR e esses acusados.

Informações Revista Oeste


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Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, tenente-coronel Avichay Adraee, publicou imagens que mostram que o jornalista Muhammad Samir Muhammad Wishah, da TV da Al Jazeera, do Catar, também atuava como terrorista do Hamas. O exército de Israel concluiu se tratar de um terrorista em ‘trajes jornalísticos’.

Desmascarada a façanha, é notável que o braço terrorista islâmico tem seus tentáculos em diferentes setores da sociedade. “De manhã, um jornalista da Al Jazeera e, à noite, um terrorista do Hamas”, diz o militar israelense em postagem que expôs o caso.

Avichay Adraee explicou que a ‘dupla ocupação’ de Wishah, que tem 38 anos, foi descoberta depois que o computador dele foi apreendido em uma área de dominação do Hamas, ao norte da Faixa de Gaza.

As investigações concluíram que o homem é “um comandante proeminente do sistema de mísseis antiblindados da ala militar do Hamas” e que, “no fim de 2022, passou a trabalhar na área de pesquisa e desenvolvimento na Força Aérea do Hamas”.

Na rede social X, o Exército de Israel inquiriu a emissora de TV que emprega o terrorista. “Ei, Al Jazeera, pensávamos que seus jornalistas deveriam fazer reportagens imparciais sobre as situações, e não participar ativamente na criação delas, na linha de frente como terroristas do Hamas”.

Outros dois jornalistas, mortos em janeiro, durante ataques de Israel em Gaza, Hamza Al-Dahdouh e Mustafa Thuray,também seriam membros de organizações extremistas.

Fonte: Diario do Poder


Arquivo - Valter Campanato/Agência Brasil

A liderança do Partido Liberal (PL) demonstra apreensão em relação à situação de Valdemar Costa Neto, que está sob investigação da Polícia Federal. Segundo informações do colunista Josias de Souza no UOL News desta segunda-feira (12), membros da cúpula estão se mobilizando para avaliar a possibilidade de substituir o presidente do partido, mesmo que seja apenas de forma simbólica, diante da preocupação de especialistas em eleições.

Estão estimulando o Valdemar a tirar uma licença para que alguém assuma essa função interinamente para cuidar das eleições. Hoje, Valdemar tem outras prioridades; a criminal se sobrepõe à eleitoral. O PL vive um drama, adquirido ao atrair Bolsonaro para o seu projeto eleitoral. (Josias de Souza, colunista do UOL)

Josias caracterizou o atual estágio da relação entre Bolsonaro e o presidente do PL como algo “inusitado” e “único”, destacando que ambos estão proibidos de se comunicarem. O colunista sublinhou que Valdemar arriscou o futuro do partido ao aceitar o ex-presidente como membro.

Segundo a coluna, apesar de ter sido liberado da prisão, Valdemar permanece sentenciado a uma prisão perpétua imposta pelo seu próprio destino. Novas dificuldades se aproximam, e ele corre o risco de enfrentar complicações mais graves, o que poderia resultar em uma nova condenação criminal, levando-o de volta à prisão por um período adicional.

Com informações de UOL