
Rui Costa, ex-governador da Bahia, se vê no centro de uma delação premiada que expõe um esquema fraudulento na aquisição de respiradores. No entanto, nenhum parlamentar, seja federal ou estadual, demonstrou apoio público a Costa. Segundo informações da coluna de Lauro Jardim do jornal O Globo, dentre os 37 colegas de Esplanada, somente Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia e aliado leal, saiu em sua defesa.
Na mesma noite em que seu nome foi citado na delação, o ministro-chefe da Casa Civil, em uma reunião com amigos em Brasília, atribuiu os ataques que sofreu a uma suposta conspiração interna do PT de São Paulo. Ele foi ainda mais longe, apontando Fernando Haddad, ministro da Fazenda, como o responsável.
Informações TBN

Depois de barrar a candidatura de nomes da oposição para as eleições de julho, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, criou uma lei fascista com o pretexto de combater “o fascismo, o neofascismo e as expressões similares”. Também estão proibidos no país o “conservadorismo moral” e o “neoliberalismo”. Foi “o golpe de misericórdia no que restava da democracia”, avaliou O Estado de S. Paulo, em seu editorial desta segunda-feira, 8.
Para o jornal, não há na América do Sul nada mais similar ao regime fascista de Mussolini que o regime chavista. A nova lei reforça esse parecer. A partir dela, “a ditadura se deu carta branca para censurar a imprensa e redes sociais, proibir reuniões e manifestações pacíficas e dissolver partidos políticos ou instituições da sociedade civil consideradas fascistas ou similares”, ressaltou o jornal. Tais manifestações podem dar punições como oito anos na prisão.
O Estadão afirma que o mais impressionante nesse cenário é que, apesar de todos os países do Mercosul condenarem expressamente a “orgia totalitária chavista”, o Brasil é o único que se porta de forma diferente.
O presidente chileno, Gabriel Boric, recriminou “a detenção arbitrária de representantes políticos da oposição”. o colombiano Gustavo Petro classificou como “golpe antidemocrático” o expurgo da líder de oposição María Corina. O ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, ícone da esquerda latino-americana, disse que “isso não se pode chamar democracia”.
“Mas Lula rebaixou o Estado brasileiro a uma usina de panos quentes”, criticou a publicação.

O texto avalia como a indignação de Lula atinge “estratosferas hiperbólicas” quando se trata de se opor ao Leste Europeu (na guerra da Rússia contra a Ucrânia) ou ao Oriente Médio (para atacar Israel e se levantar contra o terrorismo do Hamas).
Ironicamente, quando a ameaça contra o povo vem da Venezuela, as “afinidades pessoais e ideológicas de Lula” o deixam em silêncio. “Assim, a política externa nacional é desmoralizada ante a comunidade internacional, e o capital diplomático brasileiro é dilapidado e reduzido a uma impotência medíocre”, concluiu o editorial.
Informações Revista Oeste

Matheus Gonçalves, meia-atacante do Flamengo, compartilhou em seu Instagram a experiência angustiante que passou após a vitória do Rubro-Negro sobre o Nova Iguaçu no Campeonato Carioca, no domingo, dia 7.

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Foto: Matheus Gonçalves via Instagram
Ele e sua família foram assaltados ao saírem do Maracanã. “Levaram meu carro, meus celulares, bolsa, tudo!”, relatou Matheus. “Colocaram fuzil na minha cara e na da minha família”, descreveu o jogador.
Matheus informou que sua medalha do campeonato também foi roubada pelos criminosos, causando um trauma. “Minha irmã está arrasada, estamos todos nós. Não desejo isso para ninguém, pior cena da minha vida”, finalizou.
Posteriormente, Matheus postou um vídeo informando que todos estão bem e que o incidente resultou em “só o susto”. Ele também compartilhou uma foto do carro roubado e solicitou informações sobre os itens levados.
Com 18 anos, Matheus Gonçalves é considerado um dos principais talentos do Flamengo para a temporada. Ele foi emprestado ao Red Bull Bragantino no ano anterior e retornou ao time carioca para integrar a equipe em 2024.
Matheus participou de quatro partidas do Campeonato Carioca deste ano e contribuiu para a conquista invicta do 38º título Estadual pelo Flamengo, que venceu o Nova Iguaçu com um placar agregado de 4 a 0.
Informações TBN

Fonte: Tiago Caldas / EC Bahia
O Bahia ficou sem o título baiano. Após derrota por 3 a 2 na ida, o Tricolor só empatou em 1 a 1 com o Vitória, na Arena Fonte Nova.
Agora, o Tricolor volta suas atenções para a Copa do Nordeste. Na quarta-feira (10), o desafio será contra o Náutico, novamente em casa, pelas quartas de final.
O JOGO
Assim como nos clássicos anteriores, o primeiro tempo foi marcado por alta intensidade, com o Bahia chegando à frente com Thaciano nos momentos iniciais do jogo em um momento de pressão por parte do Esquadrão.
Também a exemplo de outros dois Ba-Vis nesse ano, o Vitória abriu o placar cedo. Aos 13 minutos, Marcos Felipe deu rebote em chute de Alerrandro e o zagueiro Wagner Leonardo, livre na grande área, empurrou para as redes.
Após sair em desvantagem, o Tricolor de Aço se viu com ainda mais necessidade de ir ao ataque a todo custo. Não demoraria para o empate acontecer. Everton Ribeiro marcou um golaço, aos 19 minutos, aproveitando rebote na grande área após contra-ataque puxado por Biel.
Depois de igualar o placar, o Bahia assumiu o controle das ações ofensivas nos minutos seguintes, mais uma vez pressionando no setor ofensivo. Lucas Arcanjo foi acionado duas vezes seguidas aos 26 minutos.
O panorama foi alterado drasticamente aos 32 minutos, quando o árbitro Emerson Ricardo de Almeida foi ao VAR e mudou sua decisão de campo. O lance em questão gerou a expulsão de Rezende por uma infração, segundo a arbitragem, como último homem tricolor antes do goleiro.
Juba entrou em campo para substituir Biel, em uma mudança tática feita por Ceni para repor o setor esquerdo. Com um a menos, o Bahia dividiu as ações ofensivas na reta final da primeira etapa.
Thaciano e Cauly chegaram perto do gol antes do intervalo. O primeiro parou no goleiro e o camisa 8 chutou perto do travessão. Também no VAR, a arbitragem anulou o que seria o segundo gol do time rubro-negro, aos 47 minutos, por impedimento.
SEGUNDO TEMPO
O Bahia voltou para o segundo tempo com a obrigação de virar o placar, mas encontrava dificuldades para invadir a defesa adversária.
Mesmo com mais posse de bola, o Esquadrão via o tempo correr com o placar agregado em desvantagem.
Pelo lado do adversário, a estratégia era de se fechar defensivamente e atacar em contra-golpes. E foi em uma dessas jogadas que o placar quase mudou. Aos 23 minutos, Alerrandro recebeu passe nas costas da defesa tricolor e chutou na trave.
Em uma substituição exigida pelos torcedores nas arquibancadas, Rogério Ceni colocou Ademir para tentar aumentar o poder de fogo, mas a equipe tricolor continuou sem conseguir levar perigo ao gol defendido por Lucas Arcanjo.
Na reta final da partida, com o tempo chegando ao fim, o nervosismo aumentava em campo e os cartões eram distribuídos, mas gol, que era o necessário para o Bahia, não saía.
Por outro lado, a defesa tricolor passava a dar inúmeros espaços para o adversário, que se posicionou para contra-atacar e finalizou com perigo em diversos momentos. Marcos Felipe e a má pontaria dos adversários eram o que mantinham o Bahia no jogo.
Nos últimos momentos, o Bahia tentou se lançar ao ataque a todo custo, mas não teve capacidade para construir jogadas e não conseguiu atacar o gol adversário em momento algum, ficando sem o título.
Informações EC Bahia

O Tribunal Internacional de Justiça é o mais alto órgão judicial das Nações Unidas.Fundado em 1945 com sede no Palácio da Paz, em Haia, nos Países Baixos, ele é responsável por julgar casos que envolvem Estados que compõem a ONU.
A polícia do Equador prendeu o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas na invasãoà embaixada do México. O político estava lá desde dezembro e havia recebido asilo político do México horas antes da ação.
Glas, que atuou no governo de Rafael Correa (2007-2017), cumpriu pena pelo escândalo de propinas da Odebrecht, mas enfrenta outro mandado de prisão por supostamente desviar fundos destinados a trabalhos de reconstrução após um terremoto em 2016.
O Equador classificou o asilo concedido a Glas como “ilegal”. O anúncio da concessão a Glas aconteceu um dia depois que o governo do Equador declarou “persona non grata” a embaixadora mexicana Raquel Serur e ordenou sua saída do país.
Após o ocorrido, o México rompeu relações diplomáticas com o Equador. Além disso, diversos países da América Latina condenaram a ação. O Brasil, por meio do Itamaraty, rechaçou o ato “nos mais firmes termos”.
Informações UOL

O Palmeiras é tricampeão do Paulista após 90 anos. Hoje (7), o Verdão venceu o Santos por 2 a 0, no Allianz Parque, tirando a diferença do duelo de ida e ficando com a taça.
Os gols foram de Raphael Veiga, de pênalti, e Aníbal Moreno.
Endrick brilhou ao longo do jogo e foi eleito melhor da partida. Em sua última final antes de ir para o Real Madrid, ele sofreu o pênalti do primeiro gol, roubou a bola para começar a jogada do segundo e procurou a bola durante toda a partida.
A conquista é histórica. O tricampeonato do Paulistão só tinha ocorrido uma vez na história palmeirense, há 90 anos, em 1934, quando ainda era chamado de Palestra Itália.
Foi o 10º título de Abel Ferreira no comando do Verdão, se tornando o técnico mais vencedor da história do Palmeiras ao lado de Oswaldo Brandão. Este foi a 26ª conquista do Palmeiras no torneio.
Raphael Claus x Endrick: ameaça e pênalti. Com a final marcada por lances ríspidos e divididas, um lance chamou atenção aos 21 minutos. Endrick recebeu cartão amarelo por reclamação, e durante uma conversa o árbitro foi flagrado falando ‘eu vou te tirar’ para o atacante, segundo a transmissão da Cazé TV. Menos de 10 minutos depois, Endrick foi tocado por João Paulo dentro da área, Claus não marcou nada em campo, mas foi chamado ao VAR, reviu o lance e assinalou o pênalti que virou gol de Raphael Veiga.
Ao longo do primeiro tempo, o Palmeiras dominou. Foi o Verdão que criou as melhores chances e esteve perto de marcar além do gol que conseguiu. Como iniciou atrás em razão do jogo de ida, a imposição era esperada. Já o Santos conseguiu brecar as armas mais fortes do adversário e foi firme boa parte do jogo.
A segunda etapa do jogo foi aberta e empolgante. Palmeiras e Santos mediram forças em busca do gol, criando oportunidades e alternando o domínio do jogo. O Verdão foi mais feliz e ampliou a vantagem aos 21 minutos e administrou o jogo até conquistar o título.
Weverton! Diego Pituca bateu em curva de fora da área e a bola iria no ângulo não fosse uma bela defesa do goleiro do Palmeiras, que colocou para escanteio aos cinco minutos de jogo.
Incrível, Gil! Um cruzamento de Piquerez contou com escorada de Flaco e ajeitada de Veiga para uma pancada de Mayke, que acabaria na rede se não fosse Gil, que tirou de cabeça pouco antes da linha.
1 a 0. Raphael Veiga bateu pênalti sofrido por Endrick e colocou o Palmeiras em vantagem aos 32 minutos do primeiro tempo.

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Perdeu, Lázaro! Endrick tocou de calcanhar para Mayke, que cruzou. Lázaro tentou de letra e errou.
Pra fora! Murilo subiu mais alto que a defesa do Santos em cobrança de escanteio, mas cabeceou para fora.
Pegou, Weverton! Num contra-ataque, Guilherme entrou cara a cara com o goleiro do Palmeiras e bateu, mas Weverton fechou bem o ângulo e defendeu.
Tira, Mayke! Otero recebeu passe na área, bateu, a defesa rebateu, ele bateu de novo e a bola entraria se não fosse Mayke, que afastou pouco antes da linha, aos 13 minutos do segundo tempo.
2 a 0. Piquerez fez ótima jogada, cruzou para Flaco López escorar e Aníbal Moreno marcar o segundo do Palmeiras.
Palmeiras 2 x 0 Santos
Data e hora: 07/04/2024 (domingo), às 18h (de Brasília)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Motivo: Campeonato Paulista – Final
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Danilo Ricardo Simon Manis e Neuza Ines Back
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Público: 41.446 (total)
Renda: R$ 5.244.701,37
Cartões amarelos: Abel Ferreira (téc), Endrick, Zé Rafael, Mayke (PAL); Aderlan, Gil, Morelos (SAN)
Gols: Raphael Veiga, do Palmeiras, aos 32 minutos do primeiro tempo; Aníbal Moreno, do Palmeiras, aos 21 minutos do segundo tempo;
Palmeiras
Weverton; Mayke, Gustavo Gómez (Luan), Murilo e Piquerez; Moreno, Zé Rafael (Ríos) e Raphael Veiga; Lázaro (Luís Guilherme), Endrick (Marcos Rocha) e Flaco López (Rony). Técnico: Abel Ferreira.
Santos
João Paulo; Aderlan (JP Chermont), Gil, Joaquim e Felipe Jonatan (Hayner); João Schmidt, Diego Pituca (Patati) e Giuliano; Otero (Pedrinho), Guilherme e Morelos (Furch). Técnico: Fábio Carille.
Informações UOL

Em uma série de revelações que abalaram as estruturas políticas e sociais do Brasil, uma investigação jornalística aponta para um esforço coordenado entre o FBI dos Estados Unidos, as fundações de George Soros e o Supremo Tribunal Federal do Brasil para impor censura e controlar a liberdade de expressão no país.
A investigação, liderada pelo jornalista Michael Shellenberger, trouxe à tona o que foi denominado de “Twitter Files Brazil”, uma coleção de e-mails que detalham alegações de censura por parte do ministro Alexandre de Moraes e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil¹². Elon Musk, CEO da empresa X (antigo Twitter), emergiu como uma figura central ao criticar publicamente o ministro e prometer desbloquear contas de opositores do governo brasileiro⁵.
A situação escalou quando o general americano Mike Flynn, ex-Diretor da Agência de Inteligência de Defesa e ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, ofereceu seu apoio a Musk, através de uma publicação em seu perfil no X. Flynn, conhecido por suas posições controversas e sua carreira militar que incluiu comandos e posições de inteligência de alto nível, tornou-se uma voz ativa no debate sobre censura e liberdade de expressão.

O cenário atual coloca em xeque a integridade das instituições democráticas e os direitos fundamentais garantidos pelas constituições do Brasil e dos Estados Unidos. Enquanto o ministro Alexandre de Moraes ainda não se pronunciou sobre as acusações, o mundo observa atentamente os desdobramentos dessa controvérsia que tem implicações profundas para a democracia global.
Informações TBN

Segundo informações da Coluna Paulo Cappelli, do Metrópoles, a recente declaração de Elon Musk contra Alexandre de Moraes, feita no sábado (6/4), tem consequências políticas que vão além da polarização que se instalou na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter. A manifestação do bilionário, um dos empresários mais influentes globalmente, acendeu o cenário internacional.
Musk acusou Moraes de promover censura no Brasil, fornecendo assim combustível para uma campanha mundial liderada por apoiadores de Bolsonaro. Esta campanha envolve a apresentação de processos em tribunais internacionais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O grupo de Bolsonaro acredita que, devido à forte influência de Moraes sobre seus colegas no STF, a condenação do ex-presidente, que é alvo de várias investigações, é inevitável. Portanto, eles veem a necessidade de chamar a atenção internacional para o que consideram uma “tirania” em andamento.
Nesse contexto, o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira estão preparando uma petição para a Comissão de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) direcionada a Moraes. Planejam incluir um anexo com as declarações de Elon Musk. Allan dos Santos, blogueiro foragido do STF e atualmente residente nos Estados Unidos, já prestou depoimento à OEA criticando Alexandre.
A postura pública de Elon Musk, proprietário do X, uma das redes sociais mais populares do mundo, reforça a narrativa já adotada pelos bolsonaristas. Além disso, espera-se que seja usada em futuras batalhas judiciais.
Informações TBN

Foto: Divulgação
A notícia chegou num grupo de zap com velhos amigos jornalistas. Dos quatro, três tiveram juntos uma experiência pessoal com Ziraldo, o protagonista do triste acontecimento deste sábado. Sim, o menino maluquinho, o filho da Super Mãe, o mineirinho come-quieto, o imbrochável se foi.
A morte sempre está associada a choro, tristeza. Peraí, nada disso combina com Ziraldo e seu traço, seus personagens, seu largo sorriso, suas piadas, seus textos bem humorados, sua arte colorida. Até cor ele inventou para contar uma história infantil que fez sucesso nos palcos. Eu mesmo assisti a “Flicts”, no teatro, na infância.
A simpatia de Ziraldo não era performática. Eu e meus dois amigos, que naqueles já remotos anos 1980 éramos estudantes de jornalismo, constatamos isso. O famoso cartunista estava em Salvador para participar de um evento.
A Facom acabara de adquirir a sua primeira câmera de vídeo. Era uma Sony que tinha um microfone embutido. A presença de Ziraldo na cidade nos motivou a estrear o equipamento, fazendo uma entrevista com ele.
Lá fomos nós para o então hotel Quatro Rodas, pra lá de Itapuã, no meu Gol. Mas antes um dos amigos, precavido, tratou logo de pegar um microfone com cabo para garantir a qualidade do áudio da entrevista.
Tínhamos muitas histórias a colher daquele que foi um dos fundadores de O Pasquim, publicação responsável por uma grande revolução na linguagem da imprensa brasileira. Injetou humor e tirou definitivamente o fraque e a cartola dos textos de jornais e revistas.
Chegando ao hotel, lá fomos nós atrás de Ziraldo. Não tínhamos combinado nada com ele. Esperaríamos ele sair do evento e faríamos a entrevista. Enquanto aguardávamos a saída dele do evento, logo baixou o espírito do Pasquim no trio de repórteres.
Avistamos Ziraldo e um de nós se dirigiu a ele para lhe pedir a entrevista. Enquanto um do trio fazia a abordagem ao cartunista, passa um mensageiro. Os dois que estavam com a câmera e o microfone resolvem testar a popularidade do autor do Menino Maluquinho.
Você conhece Ziraldo?
Sem graça, o funcionário responde que não. Risadinhas são contidas. O entrevistado oficial topou falar com a gente numa boa. Conduzimos ele para um local mais tranquilo e iluminado.
Um, dois, três, câmera, ação!
Muito solícito e atencioso, com grande simpatia, Ziraldo foi bombardeado com várias perguntas sobre O Pasquim, Brizola, eleições, a Bahia, o Brasil e sua arte. Não limitou o tempo. Ficou à vontade e demonstrou ter gostado do papo.
Ao término, agradecemos muito a gentileza e generosidade dele. Comemoramos a grande entrevista que certamente seria exibida para todos os alunos da Facom. Celebramos tomando umas cervejas num boteco de Itapuã.
Naquele tempo nenhum de nós tinha videocassete. Mais complicado ainda era encontrar um com o sistema de reprodução da Sony. Não teve jeito. Tivemos que aguardar até o dia seguinte para ver a histórica entrevista no videocassete da Facom.
Cedo estávamos lá para apertar a tecla do play e ver exibida na tevê as histórias que nos contou o grande Ziraldo. Tudo pronto. Tec… A imagem surgiu na tela. Beleza! Mas cadê o som? Último volume e nada. Que porra é essa?
Dois de nós dirigiram-se àquele que ficou responsável por pegar o equipamento e uníssono disseram: “você não testou o cabo e o microfone?”
Não teve a gagueira dele que era comum em momentos de nervosismo. Ecoou nele o silêncio da gravação da entrevista que sobreviveu apenas na lembrança dos três amigos e até hoje lhes rende boas gargalhadas.
Informações Política Livre
O petista está em busca de vingança, como nunca se viu antes por parte de um presidente brasileiro, e convenceu a si próprio que o sistema judicial do Brasil vai executar esse desejo para ele

(J. R. Guzzo, publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 6 de abril de 2024)
O presidente da República jurou de morte o senador Sergio Moro — em público, com linguajar cafajeste e num vídeo que pode ser conferido por todo mundo, a qualquer momento. Não se trata de uma interpretação, mas de um fato. Está em busca de vingança, como nunca se viu antes por parte de um presidente brasileiro, e convenceu a si próprio que o sistema judicial do Brasil vai executar esse desejo para ele.
Não adianta nada que o partido do seu inimigo fundamental, o ex-presidente Jair Bolsonaro, esteja querendo a mesma coisa — a cassação do mandato de Moro pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e, se não der, pelo pelotão de fuzilamento para eleitos indesejáveis que hoje funciona no TSE de Brasília. Na verdade, só piora — é mais gente no linchamento. A questão que interessa é outra: se o Brasil ainda conta, em algum degrau do seu Judiciário, com magistrados capazes de aplicar a lei.
Não há nada certo no ataque contra Sergio Moro. Nenhuma democracia séria do mundo, para começo de conversa, admite que o seu sistema nacional de justiça, pago por todos e destinado a todos, seja utilizado por uma facção política para eliminar inimigos. É contra, como a esquerda brasileira aprendeu a dizer agora, “o processo civilizatório”.
Do ponto de vista jurídico há outro problema sério: não existe nenhum ponto de vista jurídico para ser discutido nesta história. O esquadrão que está à caça de Moro não têm prova alguma contra ele, não tem o apoio da lei e não apresenta nada que se possa chamar de argumento — consequência inevitável do fato de que o senador não fez nada de errado. A cassação do seu mandato, enfim, seria uma das fraudes eleitorais mais selvagens que este país já viu.
Sergio Moro recebeu quase 2 milhões de votos; é óbvio que a vontade do povo do Paraná foi enviar o ex-juiz para o Senado. Ou alguém está achando que não foi? Não há como negar o fato mais essencial disso tudo: cassar Moro é jogar no lixo a decisão do eleitor paranaense, e passar mais um atestado de que eleição no Brasil de hoje pode ser uma farsa em estado puro, todas as vezes que a polícia eleitoral suprema decide fabricar o resultado final.
Voto mesmo, de verdade, quem tem é a célula política que chamam de TSE. Já exterminou o mandato do deputado Deltan Dallagnol, também do Paraná e também para satisfazer os rancores de Lula — embora o TRE do Paraná tivesse decidido o contrário. Pode fazer a mesma coisa com o senador Jorge Seif, embora o TRE de Santa Catarina tenha decidido por unanimidade a seu favor. É o fascínio do atual regime pela democracia tipo Venezuela. Eleição? Nenhum problema — é só proibir que o adversário ganhe.
Informações Revista Oeste