
Em 2022, na Bahia, a presença feminina em esferas de poder e instâncias decisórias se mantinha, via de regra, muito aquém da importância demográfica das mulheres, que representavam pouco mais da metade (51,5%) da população do estado. Houve, porém, alguns avanços. O principal deles se deu na proporção de mulheres em cargos gerenciais (tanto no setor público quanto no privado).
É o que constatam dados são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
Segundo o levantamento, em 2022, 4 em cada 10 pessoas ocupando cargos gerenciais, na Bahia, eram mulheres: 40,6% de 83 mil, ou cerca de 34 mil. Tanto o número absoluto quanto a participação delas nesse grupo cresceram frente a 2021, quando 33,3% das pessoas em cargos gerenciais eram mulheres, ou cerca de 14 mil (de um total de 44 mil).
Assim, em 2022, a Bahia passou a ter uma participação feminina em cargos gerenciais um pouco maior do que a do Brasil, onde 39,3% dessas posições eram ocupadas por mulheres. A Bahia também subiu de 18º para 7ª maior percentual de dirigentes mulheres, entre os estados, num ranking liderado por Acre (58,6% dos cargos gerenciais eram de mulheres), Amapá (51,5%) e São Paulo (44,8%).
Mesmo ganhando espaço, as mulheres em cargo gerenciais, na Bahia, ganhavam em média 24,0% menos do que os homens nessas mesmas posições: R$ 4.378 era o rendimento médio mensal delas, frente a R$ 5.762 deles. Essa diferença aumentou no estado, frente a 2021, quando era de 16,4% a menos para as mulheres (R$ 5.336 frente a R$ 6.382 dos homens, em valores correntes daquele ano).
No Brasil como um todo, as mulheres em cargos gerenciais tinham rendimento mensal médio 21,2% menor do que os homens (R$ 6.600 contra R$ 8.378). A Bahia tinha a 10ª maior diferença, em termos percentuais, num ranking liderado por Goiás (rendimento médio das mulheres gerentes era -55,9% do que o dos homens), Espírito Santo (-55,4%) e Maranhão (-41,7%).
*Bahia.ba
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar de alguns avanços, a taxa de desocupação no mercado de trabalho entre mulheres em comparação com a masculina ainda é alta na Bahia. De acordo com o levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas de desocupação feminina é de 18,7% enquanto a masculina é de 12,3%, em geral.
A pesquisa da série PNADC (2012 a 2022) ainda revela uma desigualdade na taxa de desocupação de mulheres por raça. As mulheres pretas ou pardas apresenta uma taxa de desocupação de 19,9%, perto do dobro das mulheres brancas 11,9%. Estas, por sua vez, apresentaram, pela primeira vez nos 11 anos de série histórica, uma taxa menor do que a dos homens (12,3%, a mesma para brancos e pretos ou pardos).
Os números definem a Bahia como o estado com a maior diferença entre as taxas de desocupação de mulheres por cor ou raça: mais 8,0 pontos percentuais no indicador para as pretas ou pardas, em comparação com as brancas. No Brasil como um todo, a desigualdade era significativamente menor, de mais 4,8 pontos percentuais, com as mulheres pretas ou pardas apresentando uma taxa de desocupação de 14,0%, frente a 9,2% das brancas.
*Bahia.ba
Foto: Paula Fróes/GOVBA

Mais de 8 mil mulheres compõem o quadro de funcionários ativos e inativos da Prefeitura de Feira de Santana atualmente. Elas representam quase 80% entre efetivos, ocupantes de cargos de confiança, aposentados, pensionistas, Reda, e estagiários. Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Feira de Santana, Hamilton Ramos, os números refletem a dedicação e conquista histórica por espaço das mulheres no serviço público.
“Elas são maioria e não é simplesmente uma questão de quantidade. Mas principalmente de qualidade no trabalho que as mulheres desenvolvem. São maioria no serviço público e desempenham funções indispensáveis e importantes, chefiando a maioria dos setores, departamentos, a frente de secretarias importantes e autarquias. E isso é resultado de muito trabalho, dedicação e competência”, pontua.
Hamilton observa que ao longo dos anos, as mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho, e no serviço público não é diferente. “A diversidade de habilidades, experiências e perspectivas que as mulheres trazem para o ambiente de trabalho contribui significativamente para a eficiência e eficácia dos serviços prestados à população. Esse cenário reflete não apenas uma conquista histórica por espaço, mas também o reconhecimento da capacidade das mulheres em lidar com as demandas e desafios do serviço público”, acrescenta.
LUTA POR IGUALDADE DE GÊNERO
O presidente do SINDESP observa que apesar dos avanços, ainda há desafios a serem enfrentados para garantir a igualdade de gênero no serviço público. “É fundamental que políticas e práticas de inclusão sejam implementadas para promover um ambiente de trabalho mais igualitário, onde homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional. Neste Dia Internacional da Mulher, é importante celebrar as conquistas das mulheres no serviço público e reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade de gênero em todas as esferas da sociedade”, destaca Hamilton.
“A valorização do trabalho das mulheres e o reconhecimento de sua importância para o funcionamento do serviço público são passos essenciais para construir um futuro mais justo e equitativo para todos”, conclui.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) embarcou na manhã desta sexta-feira (8) com destino a Salvador. O presidente deixou a capital federal por volta das 9h, acompanhado pelo ex-deputado e ex-ministro da Cidadania João Roma (PL).
Com previsão de chegada na capital soteropolitana às 11h, Bolsonaro deve ser recepcionado por apoiadores em uma motociata. Em Salvador, o ex-presidente vai visitar a Igreja Batista Caminho das Árvores, na Pituba, onde será recepcionado pelo bispo Átila Brandão e também terá encontro com pré-candidatos da sigla.
De acordo com o presidente do PL na Bahia, João Roma, Bolsonaro também vai visitar outros pontos na cidade. Neste sábado (9), o ex-presidente participará de ato do PL Mulher no Centro de Convenções de Salvador, às 10 horas.
É aguardada a presença de nomes que se filiarão ao PL para a disputa eleitoral em outubro, a exemplo do Soldado Prisco, do ex-prefeito João Henrique e do ex-vereador Cézar Leite, que devem disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador. Haverá também a filiação do vereador Gabriel Bandarra, o Tenóbio, que milita em Lauro de Freitas.
Informações Bahia Notícias
Arte está estampada em um muro nas entradas de Fazenda Grande III e IV, no bairro de Cajazeiras

Favorito ao título de campeão do Big Brother Brasil, Davi Brito ganhou mais uma homenagem. Desta vez, o brother foi agraciado com uma pintura do tipo grafite, estampada em um muro nas entradas de Fazenda Grande III e IV, no bairro de Cajazeiras, em Salvador, onde passou a sua infância e adolescência.
Na arte, o baiano aparece com o seu típico sorriso, seguido de um trecho da música “Mandume”, do rapper Emicida. “Eles querem que alguém que vem de onde nós vem, seja mais humilde, baixe a cabeça, nunca revide, finja que esqueceu”.
O artista responsável pelo desenho, no entanto, não se identificou.
Informações Bahia.ba

foto: reprodução
Dois projetos de lei foram apresentados à Câmara dos Deputados com o intuito de proibir a criação e venda de animais braquicefálicos, notadamente aqueles de focinho curto, como shih tzu, pug e buldogue. Uma das propostas sugere que a violação dessa proibição seja passível de penalidades conforme a Lei de Crimes Ambientais, incluindo pena de prisão de três meses a um ano, além de multa. Importante ressaltar que os tutores atuais dessas raças não seriam afetados pela lei, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo.
Os fundamentos dessas propostas estão ancorados nas condições de saúde desses animais, uma vez que cães braquicefálicos têm maior propensão a nascerem com a chamada Síndrome Braquicefálica, afetando suas vias respiratórias. Problemas como narinas estreitas e traqueia subdesenvolvida são comuns, comprometendo a capacidade de filtrar, umedecer e direcionar o ar para os pulmões.
Embora o projeto de lei possa ser interpretado como uma medida peculiar, seu objetivo é evitar o sofrimento desses animais, cuja criação seletiva resultou em alterações físicas prejudiciais à saúde e qualidade de vida. A deputada Duda Salabert também propôs uma legislação similar, citando a experiência da Holanda, que proibiu raças de cães com focinho achatado em 2014.
A médica veterinária Jaque Sousa destaca que essas raças surgiram de cruzamentos visando focinhos cada vez menores, com a ideia de tornar os cães mais atraentes pela aparência infantil. Contudo, esse tipo de seleção genética resultou em problemas de saúde, como dificuldades respiratórias e deformidades faciais. Jaque Sousa sugere que, em vez da proibição total, uma regulamentação mais rigorosa na criação poderia ser mais eficaz para prevenir esses problemas de saúde.
A especialista reconhece a importância do debate sobre a saúde dos braquicefálicos, propondo orientação adequada às pessoas interessadas em adquirir essas raças. Além disso, destaca a necessidade de conscientização sobre as soluções cirúrgicas disponíveis para melhorar a qualidade de vida desses animais, como a abertura da narina e cirurgia na traqueia. Quanto aos projetos de lei em discussão, o andamento de um aguarda despacho na Câmara dos Deputados, enquanto o outro está incorporado a um projeto de 2007 que aguarda análise em uma comissão específica.
Gazeta Brasil

Os norte-americanos acompanharam com atenção na noite desta quinta-feira, 7, o Estado da União, importante ocasião anual em que o presidente dos Estados Unidos fala perante o Congresso. Joe Biden usou o tempo de seu terceiro discurso desde que assumiu a Casa Branca para atacar Trump e reafirmar seu apoio ao aborto.
Pautas como “democracia ameaçada”, Ucrânia e causa LGBT também estiveram presentes no discurso do democrata octogenário e fizeram com que Biden fosse amplamente criticado por grande parte da imprensa dos EUA.
O presidente, que tenta a reeleição, está sendo acusado de usar o púlpito da Câmara como “entrevista de trabalho” a oito meses da eleição.

Biden criticou as políticas e as propostas republicanas e, sem mencionar diretamente o nome de Donald Trump, chegou a insinuar 13 vezes seu antecessor e oponente à Casa Branca em 2024.
O clima de campanha ressoou na plateia, de onde os membros do Partido Democrata chegaram a cantar “mais quatro anos”, enquanto os republicanos vaiavam.
Veja alguns trechos do discurso de Biden no Estado da União, que teve duração de 33 minutos, “um recorde”, conforme destacou a imprensa local.
O presidente começou sua fala ao abordar a guerra Rússia–Ucrânia e pediu ao Congresso financiamento adicional para o país de Volodymyr Zelensky. Logo no início, já nessa pauta, Biden acusou Trump de “se curvar a um líder russo”, ao se referir ao presidente Vladimir Putin.
“Uma alternativa perigosa”, foi como Biden classificou o republicano Trump ao usar seu tempo no Congresso em tom de comício, conforme a imprensa local.
Ao insinuar o nome de Trump, Biden elevou a voz diversas vezes. O presidente, que tenta a reeleição, disparou contra seu rival político e antecessor, acusando-o indiretamente de não apoiar aliados norte-americanos no exterior e de abraçar ideias antidemocráticas nos EUA.
“A liberdade e a democracia estão sob ataque, tanto em casa quanto no exterior, exatamente ao mesmo tempo”, disse Biden. “A história está observando. Assim como a história observou há três anos, em 6 de janeiro.”
Antes de encerrar o tradicional discurso com a frase protocolar usada pelos presidentes nesta ocasião, “o Estado da União é forte”, Biden criticou Trump mais uma vez. O democrata lembrou o episódio de dia 6 de janeiro de 2021, quando houve a invasão ao Capitólio, e ligou qualquer “violência política” no país ao seu antecessor.
“Meu antecessor e alguns de vocês aqui buscam enterrar a verdade do 6 de janeiro”, acusou. “Eu não farei isso. Este é um momento para falar a verdade e enterrar as mentiras.”
O tema “invasão ao Capitólio” tem sido usado por Biden em eventos de campanha das primárias neste ano pelo país.
O discurso seguiu na linha de acusações implícitas ao adversário político: “E aqui está a verdade mais simples”, falou Biden ao pedir aos legisladores que se lembrem das ameaças estrangeiras e domésticas e unam forças na defesa da democracia.
“Você não pode amar seu país apenas quando vence”, alfinetou. “Respeite eleições livres e justas; restaure a confiança em nossas instituições; e deixe claro que a violência política não tem absolutamente nenhum lugar na América [do Norte].”
Uma das maiores preocupações do Partido Democrata é com relação à idade de Biden, que está com 81 anos, e sua suposta senilidade, frequentemente apontada por seus opositores e críticos.
“Minha vida me ensinou a abraçar a liberdade e a democracia”, disse Biden na tentativa de aliviar as preocupações sobre seu vigor.
“Um futuro baseado nos valores fundamentais que definiram a América: honestidade, decência, dignidade, igualdade”, disse. “Respeitar a todos. Dar a todos uma chance justa. Não dar abrigo seguro ao ódio. Agora, algumas pessoas da minha idade veem uma história diferente: uma história americana de ressentimento, vingança e retaliação. Isso não sou eu.”
A permissão ao aborto e a tratamentos de fertilidade também foram um componente-chave do discurso de Biden, especialmente à luz de uma decisão controversa da Suprema Corte do Alabama que dificultou o acesso ao tratamento de fertilização in vitro no Estado.
O discurso do democrata também passou pelas questões de ideologia de gênero. Sobre o tema LGBT, Biden instou os congressistas a aprovarem a Lei da Igualdade.
“Minha mensagem para os americanos transgênero: estou ao seu lado!” disse Biden.
Um ex-redator de discursos da Casa Branca criticou o de Biden e o chamou de “uma completa vergonha” e “o mais partidário” da história moderna.
O discurso anual do presidente dos EUA no Congresso norte-americano geralmente aborda uma ampla gama de temas, incluindo questões econômicas, sociais, políticas e externas.
Tradicionalmente, o mandatário do Executivo utiliza o Estado da União para destacar realizações de seu governo e para fazer apelos ao Congresso e ao público em geral.
É uma noite marcante no calendário da Casa Branca, ao oferecer aos presidentes uma linha direta com uma audiência cativa de legisladores e dignitários na Câmara, além de dezenas de milhões de telespectadores em casa.
Entretanto, a imprensa norte-americana afirmou em grande maioria que a noite de 2024 “perdeu parte de seu brilho à medida que a audiência diminuiu” durante o discurso de Biden.
Informações Revista Oeste

O presidente petista Luiz Inácio Lula da Silvaafirmou nesta quinta-feira, 7, que poderá tentar revisar com o Congresso o limite de gastos públicos em função do aumento da arrecadação. De acordo com o mandatário do Executivo, essa despesa é para ter mais dinheiro para “obras de benefício para o povo”.
A fala aconteceu durante a cerimônia de divulgação dos resultados do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções para as áreas de saúde, educação e infraestrutura social.
“A arrecadação está aumentando além daquilo que muita gente esperava”, disse Lula. “Lógico que nós temos um limite de gastos, que, quando a gente tiver mais dinheiro, a gente vai ter que discutir com a Câmara e o Senado esse limite de gastos e vamos ver como é que a gente pode utilizar mais dinheiro para fazer mais benefício para o povo.”
Lula ainda acrescentou que a economia deverá crescer em 2024, se todos os “bilhões” que foram anunciados por seus ministros e bancos públicos estiverem mesmo em circulação.
A fala de Lula sobre aumentar gastos públicos foi vista com preocupação por economistas.
Em entrevista à TV Cultura, o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de SP (TCE-SP) Dimas Ramalho, chamou a atenção para o fato de que este ano terá eleições municipais no Brasil e presidenciais nos Estados Unidos, o que deverá impactar na economia brasileira.
“Houve uma melhora na arrecadação neste início, mas vamos ver o que vai acontecer daqui para frente”, disse ele. “O governo federal precisa analisar a conjuntura nacional e internacional. O presidente Lula precisa ter cautela neste momento.”
O economista Gesner Oliveira, na mesma entrevista, destacou a importância de uma política fiscal crível, que dê às pessoas a segurança de que o Brasil está realmente em equilíbrio.
“Quando o presidente fala que é preciso gastar mais em benefício do povo, ninguém pode ser contra”, pontuou ele. “Agora, para fazer isso com recurso escasso é preciso cortar gasto supérfluo. É preciso respeitar o limite de gasto estabelecido pelo próprio governo Lula que é o arcabouço fiscal.“

A nova regra para controle das contas públicas, chamado de arcabouço fiscal, foi aprovado no ano passado e estabelece um limite para o crescimento de despesas vinculado à arrecadação. Os gastos só podem crescer 70% do aumento de receitas; e as despesas deverão crescer entre 0,6% e 2,5% por ano acima da inflação, conforme estabelecido pela nova lei.
O petista afirmou que não vai privilegiar aliados na distribuição de financiamento para os projetos e ressaltou que a prática é um “critério do passado”
Usando a palavra “sorteio” e em seguida afirmando que haverá critérios na escolha dos locais, Lula avisou que, na próxima semana, fará o anúncio de 100 municípios que irão ser contemplados com institutos federais.
Informações Revista Oeste

Pesquisa da Atlas Intel divulgada nesta quinta-feira, 7 de março, mostra que a avaliação dos brasileiros sobre o governo Lula caiu em todas as áreas em 2024.
“Vista como uma âncora de sustentação da aprovação do governo, a imagem negativa de Lula superou numericamente sua imagem positiva pela primeira vez desde agosto de 2022”, destacou o instituto.
Hoje, a imagem de Lula é negativa para 49%, enquanto a positiva está em 47%. Em janeiro era positiva para 53% e negativa para 45%.
Segundo o CEO da Atlas Intel, Andrei Roman, o resultado mais importante da pesquisa é esse: “Tradicionalmente, a popularidade pessoal do Lula era a principal âncora da aprovação dos seus governos. Pela 1a vez, o governo passa a ter uma percepção melhor de desempenho do que o presidente”.
Entre janeiro e março, as avaliações positivas, “ótimas” e “boas”, caíram de 40% a 28% em “Justiça e combate à corrupção” e de 36% a 24% em segurança pública.
Essas foram as quedas mais vertiginosas.
A derrocada foi de 47% para 38% sobre relações internacionais, de 38% a 30% sobre “Responsabilidade fiscal e controle de gastos”, de 48% a 41% sobre “Direitos Humanos e igualdade racial”, e de 36% a 24% sobre meio ambiente.
Nesse meio tempo, as avaliações negativas, “ruins” e “péssimas”, decolaram. A avaliação negativa sobre segurança pública subiu 14 pontos, de 52% a 66%.
As avaliações negativas sobre “Responsabilidade fiscal e controle de gastos” e “Justiça e combate à corrupção” também estão acima dos 50% incluindo a margem de erro.
Elas chegam a 58% e 55%, respectivamente.
A Atlas Intel entrevistou 3.154 pessoas de todo o Brasil entre 2 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos, com nível de confiança de 95%.
Levantamento do final de fevereiro do instituto de pesquisas Ipespe encomendado pela Febraban apontou que 67% dos brasileiros acreditam que a inflação e os preços “aumentaram” ou “aumentaram muito”.
No último estudo, realizado em dezembro, o índice era de apenas 54%.
Ainda segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira, 29 de fevereiro, 21% dos entrevistados afirmaram acreditar que a inflação e os preços “ficaram iguais”.
Outros 11% declararam que “diminuíram” ou “diminuíram muito”, enquanto o restante 1% não soube responder.
O resultado da percepção de inflação é o mais pessimista desde abril de 2023, quando também 67% dos entrevistados afirmaram que os preços haviam aumentado ou aumentado muito.
A crença no avanço da inflação é maior entre mulheres e mais jovens.
Dentre elas, 68% acreditam que os preços “aumentaram” ou “aumentaram muito”. Já o índice dos diferentes grupos de faixa etária até 59 anos flutua entre 67% e 69%.
A pesquisa da Atlas Intel reforça a impressão já indicada pelo levantamento da Genial/Quaest, que apontou alta na avaliação negativa do petista após a alusão ao Holocausto para atacar Israel, especialmente ente os evangélicos.
O Antagonista
Líder do partido conservador Chega disse que o petista será preso caso insista em entrar no país

Em discurso nesta quinta-feira, 7, o deputado André Ventura, líder do partido conservador português Chega, disse que não irá permitir a entrada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Portugal. Para conseguir cumprir a promessa, o parlamentar teria de ser escolhido como primeiro-ministro do país europeu. As eleições legislativas vão acontecer no domingo 10.
O conservador disse ainda que prenderá Lula caso o presidente brasileiro insista em ir para Portugal. No discurso, André Ventura citou os 580 dias em que o petista ficou preso na Super Intendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).
“Eu garanto-vos que, se eu for primeiro-ministro, o senhor Lula da Silva ficará no aeroporto e se insistir, vai para uma cadeia”, disse Ventura, em discurso. “Isso não será uma grande novidade para ele.”
Os eleitores portugueses votam nos partidos, que definem previamente suas listas de candidatos. Não há obrigatoriedade de o premiê pertencer à legenda vencedora. A nomeação resulta de acordos políticos. Diante disso, o deputado pretende ocupar o cargo de primeiro-ministro caso o Chega vença a disputa.
Além disso, André Ventura declarou que quer limitar a entrada do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Portugal. “Só entrará quando necessário, porque também não queremos que entre muitas vezes”, afirmou o deputado. “Não vamos deixar esses corruptos internacionais entrarem em nosso território, já temos corruptos demais neste país”.

Conforme noticiou Oeste, a maioria absoluta dos portugueses tem uma imagem negativa do presidente brasileiro. A partir de entrevistas telefônicas feitas com 840 portugueses, a equipe do Paraná Pesquisas — que fez o estudo — se propôs a mensurar a “Avaliação da imagem do presidente do Brasil, Lula” no país europeu.
Dos respondentes, 51% afirmaram ter uma visão “negativa” do petista. “Positiva”, no entanto, foi a resposta de 27%. Além disso, 22% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O instituto realizou as entrevistas de 8 a 17 de fevereiro. A imagem negativa de Lula perante o público de Portugal predominou mesmo antes de ele comparar, durante viagem oficial à África, as ações das Forças de Defesa de Israel contra o grupo terrorista Hamas com o Holocausto.
Informações Revista Oeste