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Para a Justiça espanhola, ficou provada ausência de consentimento da vítima e o uso da violência por parte do brasileiro; pena inclui indenização de 150 mil euros

Foto: Divulgação/CBF

Ex-jogador da seleção brasileira de futebol, Daniel Alves foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão, nesta quinta-feira (22), ao ser declarado culpado por estuprar uma mulher em uma boate de Barcelona, na Espanha, no final de 2022.

Conforme o G1, a sentença da juíza Isabel Delgado, da 21ª Seção de Audiência de Barcelona, inclui ainda uma pena de liberdade supervisionada de cinco anos, que será cumprida após o término da pena, além de nove anos de afastamento da vítima. Além disso, o ex-atleta também terá que pagar uma indenização de 150 mil euros (cerca de R$ 804 mil) à mulher e bancar as custas do processo.

Na decisão, o tribunal considera provado que “o acusado agarrou bruscamente a denunciante, a derrubou ao chão e, impedindo-a de se mover, penetrou-a vaginalmente, apesar de a denunciante dizer que não, que queria ir embora”. Na sentença, a Justiça espanhola destaca ainda que, diante de tais circunstâncias, “se configura a ausência de consentimento, com o uso de violência, e com acesso carnal”.

Ainda segundo o G1, a defesa de Daniel Alves ainda pode recorrer à decisão junto ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha (TSJC) e ao Supremo Tribunal da Espanha. Enquanto aguarda os recursos ele deve permanecer preso.

Informações Bahia.ba


Empresa de manutenção é investigada pela suspeita de usar “laranjas”. Ministério pede apuração rigorosa sobre denúncias após fuga em Mossoró

Foto colorida de muros presídio com funcionarios

A empresa responsável por obras de manutenção no presídio federal de Mossoró (RN), que registrou as duas primeiras fugas da história em uma prisão do tipo, também tem contrato com a Penitenciária Federal de Brasília.

Apontada por suposto esquema de “laranjas”, a R7 Facilities, agora alvo de investigação, tem contrato assinado com a União de mais de R$ 2 milhões (R$ 2.088.591,60) para atender “as necessidades da penitenciária” na prestação de serviços continuados de apoio técnico e administrativo. O acordo tem vigência até 9 de março deste ano.

Localizado no Distrito Federal, o presídio abriga o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Investigações da Polícia Federal já identificaram ao menos três planos de fuga para libertar o chefe da facção. Um deles foi interceptado em 2022 e previa resgate cinematográfico no presídio federal de Porto Velho (RO), onde Marcola estava preso à época.

Já os fugitivos de Mossoró são matadores do Comando Vermelho (CV), facção rival do PCC. Os criminosos conseguiram escapar de uma unidade federal utilizando estratégia que ainda é alvo de diligências policiais.

Contratos

Em nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela administração das penitenciárias federais, informou que vai pedir investigações aos órgãos competentes federais sobre a lisura da R7 Facilities (veja abaixo as íntegras das notas).

Apesar das desconfianças, a pasta informou que não há preceitos de legalidade para suspender ou rescindir contratos vigentes sem o devido processo legal.

A manifestação do ministério ocorreu após o jornal O Estado de S. Paulo revelar que, apesar dos contratos milionários com o governo federal, o sócio-administrador da empresa recebeu auxílio emergencial e tem dívidas ativas em valores inferiores a R$ 10 mil.

As denúncias, publicadas pelo jornal nesta quarta-feira (21/2), foram confirmadas pelo Metrópoles.

Procurada pelo Metrópoles, a empresa R7 Facilities não respondeu aos questionamentos. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

Serviços oferecidos

Contratada por meio de pregão eletrônico, a empresa deve oferecer serviços terceirizados de auxiliar administrativo, assistente administrativo, motorista de viatura oficial, recepcionista e controle de estoque (almoxarifado).

A abertura do pregão eletrônico ocorreu em 5 de janeiro de 2023, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a gestão do então ministro Flávio Dino.

Já o contato para prestar serviços de manutenção na Penitenciária de Mossoró (RN) ocorreu em abril de 2022, enquanto Anderson Torres comandava a pasta, no governo de Jair Bolsonaro (PL).

No ano seguinte, o contrato foi renovado por Dino – sucessor de Torres após a mudança de governo.

Suspeita de “laranjas”

A R7 Facilities tem vencido licitações públicas desde 2016; e recebeu quase R$ 373 milhões (R$ 372.867.335,98) em repasses do governo federal.

A empresa também tem participado de licitações com o Governo do Distrito Federal, arrecadando quase R$ 11 milhões (R$ 10.788.811,77) dos cofres públicos brasilienses a partir do mesmo período.

Apesar dos montantes, o sócio-administrador da empresa é Gildenilson Braz Torres, que recebeu R$ 4,5 mil em auxílio emergencial.

Em 2020, Gildenilson recebeu cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300. Em 2021, foram pagas três parcelas de R$ 150, mas o sócio da empresa milionária teve de devolver uma delas para o governo federal.

No ano em que a empresa faturava milhões em contratos com o governo federal, Gildenilson recebeu sentença de penhora em bens para pagar uma dívida de R$ 8,6 mil. O processo está no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Aberta em 2009 por Ricardo de Souza Lima Caiafa, a empresa foi registrada com o nome dele na época. Em 2022, Caiafa recebeu 3.879 votos e foi eleito suplente pelo Partido Liberal(PL) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Fuga em Mossoró

Em 14 de fevereiro, Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson “Tatu” Cabral Nascimento, de 33, fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró (RN). Desde então, seguem foragidos.

A força-tarefa para encontrar a dupla conta com cerca de 300 agentes federais e estaduais, helicópteros e drones. Apesar do esforço, apenas rastros e pegadas, roupas e restos de alimentos foram encontrados na zona rural.

Deibson “Tatu” Cabral foi sentenciado a 81 anos de prisão em 2015. Ele tem condenações por assaltos, furtos, roubos, homicídio e latrocínio. Apontado pela polícia como fundador do CV no Acre, “Tatu”, já participou de uma quadrilha que teria cometido 12 sequestros, incluindo um prefeito da Bolívia.

Rogério da Silva, por sua vez, foi condenado a 74 anos de prisão e responde por diversos processos judiciais, que envolvem roubos, associação a facção criminosa e assassinatos.

Investigação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou, em nota, que a empresa atendeu aos requisitos técnicos para assinatura do contrato.

Veja nota na íntegra:

“O MJSP informa que a empresa citada em reportagem atendeu todos os requisitos técnicos para a assinatura do contrato, realizada em abril de 2022, tendo apresentado todas as certidões de conformidade junto a órgãos públicos, como Receita Federal, Tribunal de Contas da União, Tribunal Superior do Trabalho, Ministério da Gestão, Inovação e Serviços Públicos, entre outros.

Sobre o serviço prestado, de acordo com nota técnica emitida pela fiscalização do contrato, a empresa vinha cumprindo todas as suas obrigações, obedecendo aos parâmetros pré-estabelecidos legalmente.

Ainda assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública irá acionar os órgãos competentes federais para que seja realizada rigorosa apuração referente à lisura da empresa citada”.

Informações Metrópoles


Reprodução

No primeiro ano (2023) da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o número de yanomamis mortos foi de 363, de acordo com informações obtidas pelo Poder360 por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Esse dado representa um aumento de 5,8% em relação aos 343 óbitos registrados no ano anterior, 2022, durante a presidência de Jair Bolsonaro (PL).

A Sesai (Secretaria de Saúde Indígena), vinculada ao Ministério da Saúde, classifica os dados de 2023 como “preliminares” e informa que estão sendo investigados minuciosamente. A entidade também alega que os números de 2022 e anos anteriores estariam “subnotificados” e atribui essa situação ao “abandono” durante a gestão do governo Bolsonaro.

Aproximadamente 30.000 integrantes da etnia Yanomami residem em uma reserva demarcada de 96.000 km² nos estados de Roraima e Amazonas. Essa área é superior ao território de Portugal, que possui 92.000 km² e uma população de 10,6 milhões de habitantes.

Os povos indígenas têm enfrentado o contato prejudicial de garimpeiros e madeireiros envolvidos em atividades ilegais na região. Além disso, enfrentam problemas crônicos de desnutrição e doenças, tornando desafiador o desenvolvimento de práticas de subsistência, como o cultivo de alimentos e a pesca, sendo, portanto, dependentes da assistência federal.

Ao assumir a presidência em 2023, Lula destacou amplamente sua proposta de conter a elevada taxa de mortalidade entre os yanomamis. Sua dedicação foi evidente em uma visita à Terra Yanomami em 21 de janeiro do ano passado.

Apesar dos anúncios do Palácio do Planalto enfatizando a prioridade dada ao tema, o número total de mortes yanomamis aumentou em 2023. A administração federal conta com o Ministério dos Povos Indígenas, liderado por Sonia Guajajara (Psol). Diante desse cenário, o site Poder360 buscou posicionamento do Ministério da Saúde e do Ministério dos Povos Indígenas sobre o aumento das mortes entre os yanomamis em 2023. Eis o que disseram:

  • Ministério da Saúde – afirmou em vídeo enviado ao Poder360 que os dados de 2023 são preliminares e que os de 2022 e dos anos anteriores estariam subnotificados (leia a íntegra da resposta mais abaixo);
  • Ministério dos Povos Indígenas – não enviou uma resposta até a publicação desta reportagem; o espaço segue aberto.

Em janeiro de 2024, o Psol, partido da ministra Guajajara, divulgou uma resolução que atribui a culpa pela situação na Terra Yanomami à “negligência” do Ministério da Defesa, destacando o garimpo ilegal como o principal problema em vez da fome. Quando questionada sobre o assunto, a Defesa optou por não comentar.

Dias antes da resolução do Psol, Guajajara havia dito que o governo Lula tinha subestimado a dimensão da situação e que dificilmente será resolvida em 2024. Também culpou a gestão Bolsonaro: “Provavelmente não se resolverá em 2024, considerando a situação complexa que temos. Pegamos o território nessa situação. Achamos que era só uma crise sanitária, mas tinha toda essa questão do garimpo impregnado”.

FALTA DE COORDENAÇÃO

Segundo o pesquisador do ISA (Instituto Socioambiental) Estêvão Senra, o resultado mostra a “soberba” do governo em tratar um problema estrutural de forma desorganizada: “Identifico como principal falha o fato de não ter tido uma coordenação para atuação conjunta dos ministérios. Já havíamos alertado para a necessidade de uma atuação com esforços conjuntos, com a presença de uma instituição com poder de convocação. Não foi isso que tivemos”.

Leia a íntegra da resposta da Sesai:

“Desde o início de 2023, o Ministério da Saúde retomou as políticas de saúde indígena e o cuidado com essa população após anos de falta de assistência e abandono do governo passado. Essa é uma questão tratada com total prioridade pelo ministério.

“Sobre o número de mortes registrados no território yanomami, esclarecemos que todos os números são preliminares e estão sendo investigados criteriosamente pela Secretária de Saúde Indígena. Pontuamos também que os números de 2022 e os dos anos anteriores estão subnotificados. Essa realidade identificada pela Sesai foi causada pela precarização dos serviços e sistemas de saúde indígena dos últimos anos. Portanto, não é possível fazer uma análise conclusiva sobre eles. Também é importante dizer que há uma diferença entre a data do óbito e o momento da notificação no sistema. Pela dificuldade de acesso ao território, essa notificação oficial pode levar algum tempo. Desde o ano passado, há uma busca ativa para identificar possíveis mortes e casos de doença que não foram notificados oficialmente na última gestão.

“Uma prova dessa subnotificação está na diferença entre os dados da Sesai e do IBGE. Segundo o Censo de 2023, são 27.178 pessoas vivendo no território yanomami, 4.000 a menos que o registro oficial do sistema de informações do Ministério da Saúde.

“Para resolver essa questão, a Sesai e o IBGE estão conduzindo, em parceria, um inquérito de saúde indígena para identificar o que aconteceu com essa população que não apareceu no Censo. Então, é esperado que haja mais notificações de mortes e casos de doença em 2023 e que os números dos anos anteriores sofram alterações. Reforçamos que todos esses números estão sob investigação criteriosa da Sesai.

“Além disso, o número de profissionais no território é 40% maior em comparação com 2022. Ao todos, são 960 em atuação. O que acontece agora é que o Ministério da Saúde chega a locais que estavam completamente abandonados pela gestão passada e trata essas informações com total prioridade e transparência. É essencial que se tenha conhecimento real da situação humanitária dessa população, e a partir disso, prestar assistência necessária.

“Já avançamos muito desde o início da operação do Ministério da Saúde em conjunto com outros órgãos do governo federal. Reabrimos 6 bases que estavam fechadas pela ação criminosa de garimpeiros. Nesses locais onde há segurança para os profissionais de saúde é possível prestar assistência aos indígenas e salvar vidas.

“Ainda há comunidades que, por falta de segurança, não conseguimos entrar. Estamos trabalhando intensamente em conjunto com forças de segurança para garantir o acesso e prestar assistência. Já começamos a reforma completa da Casa de Saúde Indígena de Boa Vista, criamos o Centro de Recuperação Nutricional em Surucucu. Já são mais de 400 crianças recuperadas.

“O Ministério da Saúde reforça que segue comprometido e empenhando todos os esforços para a reconstrução da saúde indígena, garantindo o acesso à saúde e dignidade para essa população.”

Com informações do Poder 360


Hugo Barreto/Metrópoles

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos (EUA), Matthew Miller, afirmou que o secretário norte-americano Antony Blinken manifestou desacordo com recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que comparou os ataques de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto. Lula recebeu Blinken nesta quarta-feira (21/2), no Palácio do Planalto, em Brasília.

“O Secretário teve a chance de discutir os comentários com o presidente Lula e deixou claro que esses são comentários com os quais discordamos”, afirmou Matthew Miller, em entrevista coletiva nos EUA.

Confira:

Lula e Antony Blinken se reuniram na manhã desta quarta-feira (21/2) no Palácio do Planalto, em Brasília, para discutir “questões bilaterais e globais”.

Metrópoles apurou que Blinken também relatou a Lula que seu padrasto foi sobrevivente do Holocausto, e o presidente brasileiro respondeu que sempre condenou a perseguição nazista ao povo judeu.

Em uma publicação na rede social X, antigo Twitter, após o encontro, o presidente brasileiro destacou que, durante o encontro, foram debatidas questões ligadas à cooperação entre os dois países e à paz na Ucrânia e em Gaza.

“Conversamos sobre o G20, a iniciativa pela melhoria da condição dos trabalhadores que lançamos com o presidente Biden, a proteção do meio ambiente, a transição energética, a ampliação dos laços de investimento e cooperação entre nossos países e sobre a paz na Ucrânia e em Gaza”, escreveu o petista.

Logo depois do encontro, o governo norte-americano emitiu uma nota com os principais pontos da conversa entre Lula e Antony Blinken.

“O Secretário discutiu o envolvimento dos EUA no conflito em Gaza, incluindo o trabalho urgente com parceiros para facilitar a libertação de todos os reféns e para aumentar a assistência humanitária e melhorar a proteção dos civis palestinos. O secretário Blinken agradeceu ao presidente Lula pela participação do Brasil no processo da Fórmula da Paz da Ucrânia”, informou o governo dos EUA.

Metrópoles questionou o Palácio do Planalto sobre o possível desacordo em relação às últimas declarações de Lula sobre os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Lula sobre Israel

Em viagem à Etiópia na última semana, o líder brasileiro foi questionado sobre o corte de recursos de diversos países para a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que presta auxílio aos refugiados palestinos, a UNRWA.

“Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças”, disse o presidente Lula.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus”, destacou o chefe do Executivo.

Informações Metrópoles


O tricolor baiano enfrenta o Moto Club nesta quarta-feira (21), às 20h, no Maranhão

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

O técnico do Bahia, Rogério Ceni, divulgou os 24 convocados que vestirão a camisa do tricolor baiano para o confronto de logo mais contra 0 Moto Club. A partida será nesta quarta-feira (21), às 20h, pela 1ª fase da Copa do Brasil de 2024. O jogo acontece no Nhozinho Santos, no Maranhão.

Na lista dos escolhidos estão o atacante Biel, que não disputou o Ba-Vi por motivo de gripe, e o zagueiro de 22 anos Marcos Victor, que jogou apenas dois jogos nesta temporada. Por outro lado, o lateral esquerdo Ryan segue de fora com uma entorse no tornozelo.

Veja os nomes:

Adriel, Danilo Fernandes e Marcos Felipe;

Cicinho, Santiago Arias, Luciano Juba e Gilberto;

Kanu, Victor Cuesta, David Duarte, Gabriel Xavier e Marcos Victor;

Cauly, Rezende, Thaciano, Jean Lucas, Caio Alexandre, Yago Felipe e Everton Ribeiro;

Ademir, Biel, Everaldo, Rafael Ratão e Oscar Estupiñan.

Informações Bahia.ba


Governo americano orientou que pessoas tenham precauções ao viajar para o Brasil por conta de doenças circulando no país

Foto: Jornal da PUC-Campinas

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos atualizou, nesta quarta-feira (21), orientações para pessoas que estejam viajando para o Brasil. A recomendação é que os turistas sigam precauções para evitar a dengue e a febre oropouche.

O Brasil tem enfrentado um surto de dengue. O país registrou 688 mil casos nas primeiras sete semanas de 2024. O número representa aumento de 315% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia 165.839 casos. O nível é preocupante considerando que o ano de 2023 houve recorde de infecções de dengue no país.

O órgão de saúde colocou o Brasil no nível 1 de riscos para a saúde do viajante. Este é o nível mais brando de restrições, que tem quatro fases, mas atualmente não há nenhum país nos níveis 3 (“reconsidere viagens”) e 4 (“evites todas viagens”).

A orientação é que os viajantes para o Brasil se protejam evitando picadas de mosquitos devido ao aumento das duas doenças, e que tenham especial cuidado ao se deslocarem para o Amazonas e o Acre, por conta da febre oropouche.

A febre superou o total casos registrados em todo o ano passado apenas nos dois primeiros meses de 2024. No Amazonas, até o último relatório (divulgado antes do carnaval), havia mais casos suspeitos desta doença que de dengue: 1.100 frente 1.024.

A febre oropouche causa sintomas muito parecidos com os da dengue e os da chikungunya. Ela também é uma doença transmitida pela picada do mosquito, no caso o agente é o Culicoides paraense, também conhecido como maruim.

Para evitar as picadas de inseto, o CDC recomenda o uso frequente de repelentes (tanto corporais como eletrônicos), além do uso de calças e camisas de mangas compridas sempre que possível. Outras orientações são se manter em ar condicionado ou protegido por telas.

Informações Bahia.ba


foto: Reprodução 

Até mesmo os ex-presidentes que foram, de fato, destituídos do poder tiveram um ritmo menos intenso por parte da oposição no início de seus governos. No caso de Fernando Collor (1990-1992), foram apresentados dois pedidos neste tempo. Até seu impeachment, o ex-mandatário somava 29. 

Já Dilma Rousseff (2011-2016) teve seu primeiro pedido de impeachment apresentado em 25 de janeiro de 2012, passando o seu ano inicial sem nenhuma contestação. Tal requerimento foi apresentado por um cidadão e, por isso, terminou arquivado. A Casa considerou que apenas deputados em exercício do mandato tem prerrogativa para fazer tal interpelação. 

Na sua reeleição, o cenário foi diferente e a tensão escalonou. Em 2015, foram 34 requerimentos que tinham como escopo uma suposta má gestão administrativa e denúncias referentes à operação Lava-Jato. 

Assim como Dilma, seus antecessores tiveram poucas contestações neste período que é tido como “lua de mel” dos políticos. Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) somou 24 pedidos de impeachment em oito anos, apenas um em 1994. 

Até mesmo Lula, em seus dois mandatos anteriores, teve um ritmo menos acelerado neste quesito. Em 2003, o presidente teve apenas um requerimento protocolado contra ele, motivado por uma proximidade com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). 

O antecessor do petista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (2018-2022) se tornou, até hoje, o presidente que mais teve pedidos de impeachment protocolados em seus quatro anos de governo. No total, foram 158 requerimentos. Até fevereiro de 2019, no entanto, apenas sete haviam sido entregues à mesa diretora da Câmara dos Deputados. 

O que motivou essas denúncias foram episódios polêmicos como quando Bolsonaro publicou em seu Twitter o seguinte questionamento: “O que é goldenshower?”, em referência à prática sexual de urinar no parceiro. Tal postagem gerou um pedido de impeachment, posteriormente arquivado, por veiculação de pornografia.

O Globo


foto: reprodução 

Autoridades de saúde no Alasca identificaram a primeira morte conhecida relacionada a um vírus recentemente descoberto chamado Alaskapox.

Desde sua descoberta em 2015, sete infecções por Alaskapox foram relatadas, de acordo com o Departamento de Saúde do estado. O caso mais recente foi identificado em um homem idoso que faleceu no mês passado.

“Este é o primeiro caso grave de infecção por Alaskapox resultando em hospitalização e morte”, afirmou o departamento de saúde em um comunicado na semana passada.

O homem tinha um sistema imunológico enfraquecido devido ao tratamento contra o câncer, o que provavelmente contribuiu para a gravidade de sua doença, observaram as autoridades.

Especialistas afirmam que a doença geralmente é leve, e as infecções continuam sendo raras em humanos, uma vez que o vírus é encontrado principalmente em populações de pequenos mamíferos em toda a região do Alasca.

“Seis dos sete casos foram leves e autolimitados, então o paciente nem precisou de cuidados de apoio de um provedor de saúde”, disse o Dr. Joe McLaughlin, epidemiologista estadual e chefe da Seção de Epidemiologia do Alasca no Departamento de Saúde.

Ainda assim, há muito que não se sabe sobre o vírus, incluindo como ele se espalha de animais para humanos e por quanto tempo está presente.

O que é o Alaskapox?

Embora o Alaskapox tenha sido descoberto recentemente, McLaughlin afirma que o vírus é endêmico em populações de pequenos mamíferos no Alasca, infectando regularmente voles e musaranhos de dorso vermelho, bem como outros roedores como esquilos vermelhos.

O vírus pertence ao gênero orthopoxvirus, que também inclui vírus mais conhecidos, como a varíola e a mpox, que frequentemente infectam mamíferos e causam lesões na pele.

McLaughlin destaca que o Alaskapox é um vírus do “velho mundo”, normalmente encontrado na África, Ásia e Europa.

“É muito possível que esse vírus esteja presente no Alasca há centenas, se não milhares, de anos”, afirmou.

No entanto, o aumento de casos de Alaskapox não significa necessariamente que o vírus tenha se tornado mais prevalente na população de pequenos mamíferos do estado nos últimos anos.

“O que mudou é a consciência dos clínicos e a consciência do público em geral de que o vírus Alaskapox é algo possível”, disse McLaughlin. “É possível que casos tenham ocorrido antes de 2015 e simplesmente eram subclínicos ou levemente clínicos e não foram diagnosticados.”

Um vírus “geograficamente distinto”

Embora não esteja claro há quanto tempo o vírus circula no estado, as infecções ocorrem após o contato com animais, de acordo com a Dra. Julia Rogers, uma epidemiologista do Epidemic Intelligence Service no Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, designada para o Departamento de Saúde do Alasca.

“Essas pessoas o adquiriram através de algum tipo de contato com um animal”, disse ela.

O primeiro caso de Alaskapox foi descoberto em julho de 2015 em uma mulher que morava perto de Fairbanks, no centro do Alasca, segundo o departamento de saúde do estado. Desde então, cinco casos adicionais foram relatados na área de Fairbanks.

O caso mais recente, que resultou na primeira morte conhecida por Alaskapox, é também o primeiro descoberto fora de Fairbanks. Foi relatado cerca de 500 milhas ao sul na Península de Kenai, afirmam as autoridades.

Isso indica que o Alaskapox é mais geograficamente disseminado do que se pensava anteriormente.

“Fomos capazes de sequenciar o vírus deste caso do paciente, e mostrou que havia uma distinção entre este caso e os agrupamentos de casos que conseguimos sequenciar em Fairbanks”, disse Rogers.

No entanto, ela acrescenta que a descoberta recente provavelmente se deve a distinções geográficas no vírus e não é resultado do vírus sendo “levado da área de Fairbanks”.

Nenhum dos sete diagnosticados com Alaskapox havia viajado recentemente para fora do estado ou do país, e não foram identificados casos fora do Alasca, afirmam os especialistas.

Possível disseminação por meio de animais domésticos
É necessário realizar mais amostragens nas populações de animais afetados para entender completamente como o vírus se espalha de animais para humanos, diz Rogers, mas o contato com pequenos mamíferos e animais domésticos que os encontram pode desempenhar um papel.

Autoridades de saúde afirmam que o homem que faleceu morava em uma área densamente arborizada e cuidava de um gato de rua que caçava pequenos mamíferos.

O Departamento de Saúde do Alasca afirma que os arranhões do gato são uma “fonte possível” de infecção neste caso.

“Isso também segue padrões de evidência para outros orthopoxvírus do Velho Mundo”, acrescentou McLaughlin. “Um evento traumático geralmente introduz a infecção do animal para o humano.”

Sintomas e tratamento do Alaskapox

Além do caso mais recente, todos os pacientes com Alaskapox tiveram uma doença leve que se resolveu por conta própria após algumas semanas, de acordo com o Departamento de Saúde do estado.

Os sintomas geralmente incluem uma ou mais lesões na pele que parecem inicialmente uma picada de aranha, diz McLaughlin. Linfonodos inchados, dor muscular e febre também podem ocorrer.

“Se houver algum tipo de série ou sintomas individuais que sigam essa definição de caso e você não tiver outra causa conhecida ou não houver doença conhecida que contribua para esses sintomas, então você definitivamente deve procurar seu provedor de saúde, e eles podem realizar uma avaliação adicional e alguns testes”, disse Rogers.

Pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos podem apresentar sintomas

mais graves, observam as autoridades de saúde. O homem que faleceu de Alaskapox tinha cicatrização lenta de feridas, desnutrição, insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória.

Tratamentos antivirais e imunoglobulina podem ser prescritos, diz McLaughlin.

Os especialistas observam que, embora alguns orthopoxvírus possam se espalhar entre pessoas por meio do contato direto com lesões na pele, não há evidências de que uma pessoa com Alaskapox possa transmiti-lo a outra.

“Não há necessidade de as pessoas fora do Alasca se preocuparem”, disse McLaughlin. “Aqueles dentro do Alasca devem apenas estar cientes de que é uma infecção que podem adquirir.”

Gazeta Brasil


O governo da Argentina fixou um aumento de 30% no salário mínimo no total entre fevereiro e março, de acordo com o porta-voz da Presidência na terça-feira (20), em meio a uma inflação de mais de 250% ao ano.

Durante uma reunião realizada na última quinta-feira (15), o Conselho do Salário Mínimo — composto pelo governo, pelas câmaras empresariais e pelos sindicatos, pediu um aumento de 85%. O porta-voz Manuel Adorni firmou que não foi possível um acordo.

“Não foi possível que as partes chegassem a um acordo na discussão sobre o salário mínimo, afirmou. Nesse contexto, acrescentou o porta-voz, “o governo deve arbitrar entre as partes e fixar um salário mínimo”, algo que o presidente Javier Milei havia inicialmente rejeitado.

O valor foi estabelecido em 180 mil pesos para fevereiro (US$ 204 na taxa oficial de câmbio, ou R$ 1.007), o que representa um aumento de 15% em relação aos 156 mil pesos atuais. E em 202,8 mil pesos para março (US$ 230, ou R$ 1.136), um aumento de 30% em relação ao valor atual.

O ajuste salarial ocorre em um momento de avanço de tensões sociais na Argentina, onde a pobreza atinge 57% da população, segundo um estudo do Observatório da Dívida Social da Universidade Católica Argentina (UCA) divulgado no último fim de semana. Desde o último ajuste salarial em dezembro, a inflação argentina foi de 25,5% naquele mês e de 20,6% em janeiro, totalizando uma inflação interanual de 254%.

*Metro1
Foto: Reprodução/Redes sociais


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luis Roberto Barroso, negou, na noite de terça-feira (20), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o ministro Alexandre de Moraes fosse impedido de atuar no inquérito sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. As informações são do portal InfoMoney.

Segundo as investigações da Operação Tempus Veritatis, da PF, Bolsonaro e auxiliares diretos, incluindo militares do alto escalão do governo, teriam planejado um golpe de Estado que seria deflagrado após a derrota do ex-presidente na eleição de 2022.

“Não houve clara demonstração de qualquer das causas justificadoras de impedimento”, afirmou Barroso.

Em petição protocolada há uma semana, a defesa de Bolsonaro argumentou que Moraes não poderia ser interessado e, ao mesmo tempo, juiz do caso. O magistrado aparece nas investigações como alvo dos supostos golpistas.

Moraes figura nas investigações da Polícia Federal (PF) como alvo de uma minuta de decreto de golpe de Estado que previa sua prisão. Dessa forma, segundo a defesa de Bolsonaro, ele não poderia julgar o caso por ser interessado no processo.

Os advogados argumentaram que Moraes teria autorizado medidas cautelares contra pessoas que supostamente lhe infligem receio pessoal, “ou seja, assumiu, a um só tempo, a condição de vítima e de julgador”, diz a defesa do ex-presidente.

O presidente do STF, contudo, considerou o argumento insuficiente. Barroso anotou que “os fatos narrados na petição inicial não caracterizam, minimamente, as situações legais que impossibilitam o exercício da jurisdição pela autoridade arguida”.

Em paralelo, Barroso também negou outros 191 pedidos para afastar Moraes da relatoria dos inquéritos sobre o 8 de janeiro de 2023. Todos os pedidos foram apresentados, em separado, pelas defesas de réus e investigados.

*Bahia.ba
Foto: Carlos Moura/STF