
O prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PSD), comentou nesta terça-feira (1º), que, se reeleito, pretende distribuir o medicamento Ozempic na rede pública de saúde da cidade. A declaração foi dada ao jornal Extra.
O Ozempic é um remédio injetável usado no tratamento da diabetes, mas ficou famoso por ter, como “efeito colateral”, o fácil emagrecimento. Nas farmácias do Brasil uma unidade custa, em média, mil reais.
– Tomei muito Ozempic, aquele remedinho que está abaixando o peso de todo mundo. Ele vai ter a patente aberta no ano que vem, vai poder ter o genérico e vou colocar na rede pública toda – afirmou Paes, que mencionou ter perdido 30 kg com o uso do medicamento.
– O Rio vai ser uma cidade que não vai ter mais gordinho, todo mundo vai tomar Ozempic nas clínicas da família – acrescentou.
Apesar do comentário, segundo o candidato, não se trata de questão estética, mas sim de saúde.
– É [preocupação] de saúde mesmo. Fui fazer exame de sangue outro dia e todas as minhas taxas baixaram. Não precisei largar minha cervejinha – comentou
Segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (30), Paes lidera a corrida à prefeitura carioca, com com 53% das intenções de voto, podendo ser reeleito em primeiro turno. O deputado federal Alexandre Ramagem (PL) tem 20% e o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL), 6%.
*AE

Patrocinadora do Bahia, a Esportes da Sorte ficou fora da lista das bets autorizadas para operar no Brasil a partir do próximo dia 11. A divulgação foi feita pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira (1º).
Já a Casa de Apostas, dona dos naming rights da Arena Fonte Nova, está liberada para atuar no ramo. Outra que também foi autorizada é a Betano, que tem acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e dá nome ao Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
Além do Tricolor, a Esportes da Sorte também é patrocinadora máster do Athletico-PR e Corinthians, enquanto no Grêmio, a marca é estampada no peito do uniforme. Na Série B, a a bet é parceira do Ceará. Já o Palmeiras também tem acordo com a empresa, mas apenas para o time feminino.
Outras bets ausentes da lista da Fazenda foi a Stake, principal parceira do Juventude, a Betvip, que tem acordo com o Sport, Dafabet, patrocinadora do Guarani, e a Reals que estampa sua marca nas camisas do Amazonas e Coritiba.
Esta primeira lista do Ministério da Fazenda incluiu todas as empresas que, pelo menos, deram início ao pedido de autorização definitiva. Os processos seguem em análise. Ao todo 193 bets receberam o sinal verde.
Informações Bahia.ba
Na terça-feira (1), o brasileiro recebeu as chaves da cidade de Miami, uma das cidades-sede do torneio

O ex-jogador Ronaldo Gaúcho foi anunciado como um dos embaixadores da Copa do Mundo de 2026, que vai ocorrer nos Estados Unidos, Canadá e México. Na terça-feira (1), o brasileiro recebeu as chaves da cidade de Miami, uma das cidades-sede do torneio.
No Instagram, Ronaldinho afirmou “não ter palavras” para descrever o momento. O ex-futebolista classificou ainda Miami como sua “segunda casa”.
“Não tenho palavras para agradecer por fazer parte de um momento tão especial como esse. Estou muito honrado por ser o primeiro embaixador da Copa do Mundo de 2026, representando minha segunda casa, Miami”, disse o ex-jogador na plataforma.
“A Copa do Mundo está chegando e nós estamos prontos para mostrar ao mundo o quanto essa cidade e as pessoas são lindas”, acrescenta.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira sediada por três países. Ao todo, cerca de 16 cidades vão receber partidas do Mundial.
Informações Bahia.ba

O Ministério da Fazenda divulgou na última terça-feira, 1º, uma lista com as empresas de apostas on-line que pediram à pasta autorização para operar no país: são 192 bets de 89 empresas.
As bets que não estiverem na lista serão consideradas ilegais e estarão proibidas de oferecer apostas. Essas plataformas devem deixar seus respectivos sites e aplicativos no ar até o dia 10 de outubro para que os apostadores possam sacar os recursos depositados.
Passado o prazo de dez dias, em 11 de outubro, as plataformas das bets irregulares estarão proibidas e serão derrubadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Confira aqui a lista das bets autorizadas a funcionar:

O Ministério da Fazenda estima que serão banidos de 500 a 600 sites de apostas nos próximos dias, segundo informou o titular da pasta, Fernando Haddad. “A Anatel vai bloquear do espaço brasileiro o acesso a esses sites”, disse em entrevista à rádio CBN.
Haddad ainda aconselhou as pessoas com dinheiro depositado nesses sites que solicitem o saque dos valores, que podem ser perdidos depois do banimento das plataformas. “Se você tem dinheiro em site de apostas, peça restituição já. Você tem direito de ser restituído; peça para exigir o dinheiro que você tem depositado lá”, disse.
As empresas que não entrarem na lista ainda poderão pedir autorização ao Ministério da Fazenda para operar, mas terão de esperar o prazo de até 150 dias para receberem um retorno sobre a autorização definitiva, que se daria em 2025.
A lista de bets divulgada na terça-feira não é definitiva: ela garante que as empresas citadas podem atuar no país até o final do ano. Em dezembro, a Fazenda divulgará uma nova lista, depois de concluir a análise da documentação das empresas, a fim de verificar se estão em conformidade com a regulamentação estabelecida.
Em 1º de janeiro, passam a valer todas as regras de regulamentação das apostas on-line determinadas pelas portarias do Ministério da Fazenda.
“Antes disso, ainda neste ano, as empresas aprovadas terão de pagar a outorga de R$ 30 milhões para começar a funcionar e, a partir de janeiro, precisarão cumprir todas as regras para combate à fraude, à lavagem de dinheiro e à publicidade abusiva, entre outras”, diz a portaria da pasta.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado

O Partido Republicano nos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira, 1º, um projeto de lei que, se aprovado, vai restringir a cooperação financeira e judicial entre órgãos norte-americanos e instituições brasileiras. A medida é uma resposta às ordens de censura de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Twitter/X no Brasil.
A Lei de Não Financiamento ou Aplicação de Censura no Exterior pretende “proteger e promover os valores norte-americanos no exterior, incluindo os direitos de liberdade de expressão consagrados na Constituição dos Estados Unidos e no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos”.
Essa proposta também poderá impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro contra a liberdade de expressão.
O texto quer proibir que os EUA aceitem pedidos de “entidades estrangeiras” por cooperação em medidas judiciais. Isso se o procurador-geral determinar que o pedido vai “causar, facilitar ou promover a censura” à liberdade de expressão, que é garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O projeto inclui solicitações que afetem plataformas digitais sediadas no país, como o Twitter/X.
“É o senso do Congresso que o governo dos Estados Unidos deve promover os valores universais da liberdade de expressão em todo o mundo e não deve facilitar nem promover a censura on-line por meio de programas de assistência estrangeira e não deve facilitar a censura on-line por meio da cooperação com governos estrangeiros e suas agências de aplicação da lei”, diz trecho do documento.
Ainda de acordo com a proposta dos congressistas, “nenhuma assistência pode ser fornecida sob a assistência estrangeira, para o benefício de qualquer entidade estrangeira, se o secretário de Estado tiver informações confiáveis de que tal instituição se envolveu, facilitou ou promoveu ou eminentemente se envolverá, facilitará ou promoverá a censura de discurso legal on-line”.

O projeto é de autoria do republicano Chris Smith. Segundo ele, houve apoio do governo do presidente Joe Biden e da vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, “à censura” no Brasil.
“A administração Biden-Harris transformou programas de assistência estrangeira dos EUA em armas e outros meios para promover a censura no Brasil e reprimir a liberdade de expressão, que seria protegida pela nossa Constituição dos EUA aqui em casa”, afirmou Smith.
Ele também mencionou um relatório da Civilization Works, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, intitulado “O papel do governo dos EUA no complexo industrial de censura do Brasil”.
“Embora pareçam operar de forma independente, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral são fortemente influenciados por organizações não governamentais financiadas pelo governo dos EUA”, diz o texto. “Além disso, várias agências e autoridades dos Estados Unidos têm desempenhado um papel no incentivo e na facilitação da censura no Brasil”, afirma.
Informações Revista Oeste

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o bloqueio judicial de recursos de dois fundos eleitorais durante a campanha eleitoral: o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
O decano considerou que a penhora fere a paridade entre as candidaturas e, por isso, é inconstitucional. Na decisão monocrática, Gilmar mandou notificar todos os tribunais do país, que devem instruir desembargadores e juízes de primeiro grau.
A decisão ainda será analisada no plenário do STF, que vai decidir se mantém ou não a restrição. Cabe à presidência do tribunal agendar o julgamento. Por enquanto, não há data prevista.
O ministro justificou que a penhora de recursos financeiros, no período das campanhas, pode “afetar diretamente o equilíbrio do jogo eleitoral”.
“O emprego de instrumento como a penhora pelo Estado-juiz, no curso das campanhas eleitorais, em face dos partidos políticos e das candidaturas tem elevado potencial de transgredir o dever de neutralidade e, em consequência, violar a paridade de armas e liberdade de voto”, argumentou Gilmar Mendes.
A decisão afirma que o bloqueio das verbas pode comprometer propagandas e até mesmo inviabilizar o deslocamento do candidato para fazer campanha.

O ministro decidiu em uma ação movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) contra decisão da Justiça de São Paulo que havia permitido o bloqueio de verbas durante o período de campanha eleitoral.
O advogado Rafael Carneiro, autor do recurso em nome do PSB, afirma que o Código Civil classifica como impenhoráveis as verbas dos fundos partidário e eleitoral.
“Agora, a decisão de Gilmar Mendes vai além ao afirmar que esse tipo de bloqueio, no período eleitoral, viola a paridade entre as candidaturas, ferindo não só a lei, mas também a Constituição Federal”, avaliou.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado

Na noite desta terça-feira (01), uma guarnição do PETO da 65ªCIPM, após denúncia transmitida por transeunte, realizou diligência em um Condomínio no bairro Nova Esperança, onde prendeu um homem de posse do material adiante descrito:
Caracterizado o tráfico de drogas, o criminoso recebeu voz de prisão e foi apresentado juntamente com os ilícitos à Central de Flagrantes do Sobradinho, onde foram adotadas as formalidades legais.

Desde o lançamento do Feira Conectada, o aplicativo da Prefeitura de Feira de Santana tem conquistado a população ao proporcionar uma forma rápida e eficaz de solicitar mais de 200 serviços públicos. Em dois meses de funcionamento – completado no último domingo (29) – a plataforma já recebeu mais de 39 mil solicitações e mais de 62% delas foram atendidas – as que não foram finalizadas são devido a ausência de alguma informação ou documentação. A plataforma, disponível para dispositivos móveis, possui 36 mil usuários cadastrados.
A Secretaria de Saúde lidera a demanda no aplicativo, concentrando a maior parte das solicitações, principalmente para marcação de consultas, exames e emissão do cartão SUS. No entanto, outros serviços também estão disponíveis por meio do Feira Conectada, como os oferecidos pela Secretaria de Serviços Públicos (SESP) e pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO). Entre as funcionalidades, os cidadãos podem solicitar a troca de lâmpadas e realizar pedidos relacionados à iluminação pública e tapa-buracos, com a possibilidade de informar a geolocalização do serviço necessário.
“O Feira Conectada veio para aproximar o cidadão da Prefeitura, garantindo que as solicitações sejam atendidas de forma rápida e eficiente. Queremos melhorar cada vez mais, ouvindo as demandas da população e aprimorando o aplicativo a cada dia”, explica a secretária de Comunicação, Renata Maia.
A proposta de criação do Feira Conectada surgiu para substituir o antigo serviço “Fala Feira 156”, alvo de reclamações devido à ineficácia na resolução de problemas. Agora, com o acompanhamento semanal do prefeito Colbert Martins Filho, o aplicativo está em constante aprimoramento para atender cada vez melhor as demandas da população. A cada feedback recebido, a equipe da Prefeitura trabalha para melhorar a experiência do usuário e a qualidade dos serviços prestados.
SAÚDE
Com uma média diária de 2.500 solicitações na área da Saúde, uma equipe dedicada foi estruturada para atender às necessidades dos cidadãos. Muitas solicitações chegam com a documentação incompleta. Para aprimorar a resposta às demandas, 14 profissionais foram designados para realizar triagens detalhadas, verificando se as solicitações possuem toda a documentação necessária, como guias médicas ou documentos legíveis. Além disso, 24 pessoas trabalham diretamente na marcação de consultas e exames.
Outro ponto importante é que, além do aplicativo, os cidadãos também podem acessar os serviços por meio do site oficial da Prefeitura de Feira de Santana, facilitando o acesso para quem prefere utilizar computadores ou notebooks. E para aqueles que não têm acesso à internet ou dispositivos móveis, as solicitações podem ser feitas presencialmente nas unidades de saúde.
Vale destacar que, nos casos de agendamentos de serviços de saúde para menores de idade, a solicitação deve ser feita por meio de cadastro do CPF da criança ou adolescente.
A auxiliar administrativo, Adevani Silva, é uma das usuárias do aplicativo e destaca que somente após a chegada do Feira Conectada conseguiu agendar exames e procedimentos com facilidade.
“Há dois anos estava aguardando ser chamada para fazer uma cirurgia. Depois que entrei no aplicativo em menos de uma semana fui chamada para fazer a perícia de uma cirurgia ocular. Dei entrada nos documentos e agora aguardo ser chamada para fazer a marcação da cirurgia. Além disso, consegui realizar o agendamento com facilidade de um exame do aparelho urinário. Foi bem rápido e já estou com o resultado em mãos para apresentar ao médico”, relata.
A Secretaria de Comunicação destaca a importância da ferramenta digital como um canal de proximidade entre a população e os serviços municipais. O Feira Conectada busca promover uma administração mais transparente e eficiente, consolidando-se como uma alternativa moderna para atender às necessidades dos moradores de Feira de Santana.
“Temos recebido muitos elogios sobre o aplicativo, o que nos mostra que estamos no caminho certo. Só essa semana, por exemplo, recebemos um feedback muito positivo sobre o atendimento da SESP, o que nos motiva a continuar melhorando”, comenta Renata Maia.
Confira abaixo o elogio do usuário:
“Boa tarde!! Não tenho nenhuma solicitação, mas precisava deixar registrado aqui meus parabéns pelo atendimento da SESP na agilidade das solicitações, fico feliz pois vejo que esta contribuindo de forma positiva para a nossa cidade”.

A Polícia Federal deflagra, com o apoio do GAECO/BA, na manhã desta quarta-feira (02), a Operação Nigromante, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa à venda de cédulas falsas, através de grupos de aplicativo de mensagens.
A investigação se iniciou com a prisão em flagrante de um homem, em 31/08/2023, ao receber uma encomenda em seu local de trabalho, na cidade de Santa Bárbara/BA, contendo cédulas falsas de R$ 100 em seu interior.
A Polícia Federal efetuou a prisão em flagrante deste homem, logo após a entrega da correspondência, sendo apreendidas as cédulas falsas e o aparelho celular do detido.
Com a análise do conteúdo do aparelho celular apreendido, foi possível identificar a existência de vários grupos em aplicativo de mensagens cujo objetivo seria a comercialização de produtos ilícitos, desde cédulas falsas a cartões de crédito clonados.
Na data de hoje, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Feira de Santana/BA e Salvador/BA, todos expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Feira de Santana/BA.
Os investigados irão responder pelos crimes de moeda falsa e estelionato.

O chamado “Eixo da Resistência” é uma aliança informal de países e milícias do Oriente Médio liderada pelo Irã, que inclui a Síria, o grupo libanês Hezbollah, o palestino Hamas, os rebeldes houthis no Iêmen e milícias xiitas no Iraque, Afeganistão e Paquistão.
O que une essas organizações é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a “resistência” à influência dos Estados Unidos e de seu aliado Israel na região.
O grupo representa uma ameaça direta a Israel e é também uma maneira de o regime fundamentalista do Irã ampliar sua influência no Líbano, no Iraque, na Síria, no Iêmen e na Faixa de Gaza.
Em 24 de agosto, o ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, destacou o apoio do país aos grupos islâmicos que compõem o Eixo da Resistência e definiu o vínculo com esses movimentos como um dos fundamentos da política externa do Irã.
Estes são os principais membros do Eixo de Resistência:
O grupo xiita Hezbollah tem laços estreitos com o Irã, que contribuiu amplamente para seu financiamento e crescimento desde que ele foi fundado, em 1982, após a segunda invasão israelense, com o apoio da Guarda Revolucionária do Irã.
O Hezbollah controla grande parte do Líbano, onde funciona como uma espécie de “Estado dentro do Estado”, sendo frequentemente considerado mais poderoso que o Estado libanês.
É uma milícia bem treinada, tida como a força militar não-estatal mais poderosa do mundo, com um arsenal de 150 mil foguetes e mísseis, segundo estimativas dos EUA. Sua força de combate inclui de 20 mil a 100 mil combatentes, segundo diversas estimativas. O grupo tem ainda uma extensa rede de túneis perto da fronteira do Líbano com Israel.
Desde julho, Israel matou as principais lideranças do Hezbollah, incluindo o líder, Hassan Nasrallah, que foi morto num ataque aéreo perto de Beirute.
O grupo islâmico palestino Hamas governa a Faixa de Gaza desde 2007 e recebe apoio econômico, militar e tecnológico do Irã.
Fundado em 14 de dezembro de 1987, cinco dias após o início da Intifada, é uma organização sunita, ao contrário da maioria no Eixo da Resistência. Seus laços com o Irã remontam à década de 1980 e, apesar de desentendimentos nos últimos anos, principalmente em relação à Síria, o relacionamento continua até hoje.
Desde o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, muitos líderes do grupo foram mortos, incluindo seu ex-líder político Ismail Haniye, que foi morto em sua casa em Teerã num ataque não reivindicado atribuído a Israel, em 31 de julho.
O Irã também apoia em Gaza a Jihad Islâmica Palestina, o segundo maior grupo armado na Faixa de Gaza, e seu braço armado, as Brigadas Al Quds (Brigadas de Jerusalém).
O movimento xiita Houthi estabeleceu o controle sobre grande parte do Iêmen durante uma guerra civil que começou em 2014, quando tomou a capital, Sanaa, e derrubou o governo, que era apoiado pela Arábia Saudita, a principal potência muçulmana sunita da região e o principal rival do Irã pela influência regional.
Hoje os houthis controlam Sanaa e grande parte do norte e do sul do país, com o apoio político e militar do Irã. Esse apoio faz parte de uma chamada “guerra por procuração” entre o Irã e a Arábia Saudita, que lidera a coalizão militar que interveio no Iêmen em 2015 contra os rebeldes houthis e em apoio ao governo deposto, dando origem à pior catástrofe humanitária do planeta.
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, os houthis se posicionaram a favor da milícia palestina, lançando mísseis de cruzeiro e drones contra Israel e realizando ataques à navegação no Mar Vermelho, o que levou a uma redução significativa no tráfego de mercadorias pela área.
Nos últimos anos, a Arábia Saudita apoiou os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra e, em setembro passado, recebeu negociadores houthis em Riad.
Grupos xiitas ligados ao Irã surgiram como poderosos atores no Iraque após a invasão liderada pelos EUA em 2003, criando milícias com dezenas de milhares de combatentes. Por meio dela, o Irã ampliou sua influência política e econômica no país vizinho.
Um grupo que reúne diversas facções armadas islâmicas xiitas, chamado Resistência Islâmica no Iraque, é um dos principais membros do Eixo da Resistência e, desde o início da guerra em Gaza, reivindicou vários ataques com drones e mísseis contra Israel, bem como contra bases militares dos EUA em territórios iraquianos e sírios.
A Resistência Islâmica no Iraque começou a atacar as forças dos EUA estacionadas no Iraque e na Síria em outubro, dizendo que seu objetivo era responder aos ataques israelenses em Gaza e resistir às forças dos EUA posicionadas no Iraque e na região.
Os ataques cessaram depois que um ataque de drone matou três soldados dos EUA na Jordânia em 28 de janeiro, o que provocou fortes ataques aéreos de retaliação dos EUA contra alvos ligados ao Irã na Síria e no Iraque.
Os grupos armados xiitas que lutam como parte do Hashd al-Shaabi, ou Forças de Mobilização Popular, desempenharam um papel de liderança no Iraque na luta contra o grupo terrorista sunita Estado Islâmico, que controlou partes do Iraque e da Síria entre 2013 e 2017.
Embora os membros desses grupos armados xiitas recebam salários do Estado e estejam teoricamente sob a autoridade do primeiro-ministro, eles geralmente operam fora da cadeia de comando militar iraquiana.
Os grupos que atacaram as forças dos EUA incluíam as Brigadas do Hezbollah e o Nujaba, ambos intimamente ligados à Guarda Revolucionária do Irã. Seu arsenal inclui drones explosivos, foguetes e mísseis balísticos.
A Síria é um importante aliado do Irã, que mantém uma forte presença armada no território sírio, incluindo conselheiros iranianos e milícias pró-iranianas, como o Hezbollah e a Jihad Islâmica, entre outros. Foram disparados projéteis do país árabe contra o território controlado por Israel, o que provocou uma resposta israelense em território sírio.
Informações UOL