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Os beneficiários do programa Bolsa Família em Feira de Santana têm até o dia 31 de dezembro para realizar o acompanhamento obrigatório de saúde, requisito indispensável para a manutenção do benefício. O descumprimento dessa exigência pode levar ao bloqueio ou suspensão do pagamento.

Cerca de 51% dos beneficiários não cumpriram com o acompanhamento obrigatório de saúde na segunda vigência de 2024. Para garantir a atualização, as famílias devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de suas residências ou se identificar como beneficiárias ao agente comunitário de saúde de sua área.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o acompanhamento inclui a verificação do calendário vacinal, a aferição de peso e altura das crianças menores de 7 anos, além do monitoramento das condições de saúde de mulheres entre 14 e 44 anos. Gestantes devem apresentar a comprovação de consultas de pré-natal para regularizar a situação.

Os beneficiários devem apresentar o cartão do Bolsa Família, documentos de identificação de todos os membros da família e a caderneta de vacinação atualizada.


O presidente do PL Bahia, João Roma, manifestou por meio de nota oficial o posicionamento do partido com relação ao indiciamento pela Polícia Federal do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e mais 35 pessoas.

No comunicado, é dito que “não só era esperado, como representa sequência o processo de incessante perseguição política ao espectro político que representam. Espera-se que a Procuradoria-Geral da República, ao ser acionada pelo Supremo Tribunal da República, possa cumprir com serenidade, independência e imparcialmente sua função”.

Para João Roma, “narrativas não sustentam sentenças. Suposições tendenciosas e com evidente fundo persecutório fragilizam a legitimidade de nosso ordenamento jurídico”.

O ex-ministro da Cidadania assinalou: “o espetáculo midiático que tem colocado o presidente Jair Bolsonaro no centro dessa trama perigosa é mais uma tentativa contra a democracia, sem jurisprudência”.


A partir do final da tarde de sábado (23), uma frente fria promete alterar o clima em Feira de Santana, trazendo chuvas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de trovoadas e raios. Segundo informações da Defesa Civil de Salvador (Codesal), o fenômeno deve persistir até a próxima quarta-feira (27).

Os acumulados de chuva previstos para os próximos dias variam significativamente, com os maiores volumes esperados no domingo (24), quando pode chover de 30 a 60 mm. Confira a previsão detalhada:

  • Sexta-feira (22): 2 mm
  • Sábado (23): 10 a 30 mm
  • Domingo (24): 30 a 60 mm
  • Segunda-feira (25): 20 a 40 mm
  • Terça-feira (26): 10 a 30 mm
  • Quarta-feira (27): 10 a 20 mm

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta os motoristas para o risco de queimadas às margens das rodovias, principalmente neste período mais seco e de estiagem, que acontece na Bahia.

Equipes da PRF têm flagrado com frequência queimadas ilegais às margens das rodovias. Essa semana, na BR 324, foram vários os registros da pastagem em chamas. Com a vegetação seca, os ventos fortes e a baixa umidade do ar, o fogo se propagou rapidamente e a fumaça cobriu a pista, atrapalhando a visibilidade dos motoristas.

Vale ressaltar que a inalação da fumaça pode provocar mal estar e confusão mental nos ocupantes do veículo.

Além de provocarem acidentes, as queimadas também destroem as placas de sinalização e prejudicam a fauna. Diversos animais silvestres são flagrados agonizando no acostamento do leito da rodovia ou morrem atropelados ao fugir do fogo.

Geralmente as queimadas são provocadas por latas, vidros e tocos de cigarros jogados no capim seco de forma irresponsável pelos próprios usuários das rodovias, podendo levar a um incêndio incontrolável.

É preciso conscientizar os usuários das rodovias que jogar apenas uma bituca de cigarro pela janela do veículo é o suficiente para desencadear um incêndio de grandes proporções. Do mesmo modo, é preciso sensibizar aqueles que moram nas redondezas da rodovia que evitem fazer fogueira, colocar fogo em lixo, pois até a fumaça atrapalha a visibilidade do motorista e pode ser causadora de graves acidentes.

Dicas importantes

Ao se depararem com uma nuvem de fumaça nas proximidades da via, é recomendável que os condutores parem o veículo distante do local e fora da via ou em último caso, no acostamento – ligando o pisca alerta, e acionem a PRF, pelo número de emergência 191, para que seja feita a orientação e controle do trânsito. Também é importante acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Ao trafegar sob essas condições, o condutor nunca deve atravessar a cortina de fumaça. É necessário fazer uma avaliação criteriosa da situação, estimar a extensão que deverá ser transposta e só prosseguir se realmente tiver segurança. Caso decida seguir, o motorista deverá permanecer com o farol de luz baixa aceso, reduzir a velocidade, manter os vidros fechados, ligar o sistema de ventilação interna do veículo e seguir em frente. Jamais deve parar no meio do fumaceiro, pois isso pode provocar graves colisões.

O que diz a lei

De acordo com o artigo 172 do Código de Trânsito Brasileiro, atirar do veículo ou abandonar na via objetos ou substâncias é infração média. O motorista ou o passageiro, que for pego praticando este ato, terá quatro pontos computados na carteira de habilitação e receberá uma multa no valor de R$130,16.

Já quem for flagrado ateando fogo nas margens da rodovia poderá ser enquadrado em crime ambiental, cuja pena prevista é de 2 a 4 anos de reclusão. Se você vir alguém colocando fogo em locais proibidos, denuncie por meio do número 191 – PRF.

Além disso, quem causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem tem uma pena de reclusão, de três a seis anos, e multa, conforme o artigo 250 do Código Penal.


Em Feira de Santana, o furto de fios da rede de iluminação pública já ultrapassa R$ 465 mil somente neste ano. O valor corresponde a expansão e modernização de 500 novos pontos de iluminação, o que beneficiaria 12 mil pessoas. Os prejuízos estão sendo contabilizados pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp).  

Vale lembrar que em março deste ano, a Guarda Municipal conduziu para a delegacia um homem flagrado roubando fiação da rede de iluminação no canteiro central da avenida Getúlio Vargas. Esses materiais são furtados, principalmente, para o derretimento do cobre, presente em sua estrutura interna, e são vendidos.

Além da avenida Getúlio Vargas, outros pontos onde a Sesp identificou furto na rede de iluminação elétrica foram no viaduto Wilson da Costa Falcão (que interliga as avenidas Maria Quitéria e Francisco Fraga Maia) e também no viaduto Francisco José Pinto (que liga as avenidas Noide Cerqueira e Getúlio Vargas). 

Ainda, no Anel de Contorno (entre as avenidas Maria Quitéria e José Falcão da Silva) e no Complexo Viário Miraldo Gomes, no bairro Cidade Nova.


Outros seis estados acompanharam o movimento de descenso no indicador

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A redução da taxa de desemprego do Brasil foi acompanhada por quedas consideravelmente significativas do indicador em sete estados na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, é o que aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relatório divulgado nesta sexta-feira (22).

Segundo matéria da Folha de São Paulo, este é o caso da Bahia, que reduziu sua taxa de desemprego de 11,1% para 9,7% na passagem dos trimestres. O estado, porém, ainda possui a segunda maior porcentagem de desempregados entre as 27 unidades federativas, ficando atrás apenas de Pernambuco, que, por sua vez, também reduziu sua taxa (de 11,5% para 10,5%).

Rondônia (de 3,3% para 2,1%), Rio de Janeiro (de 9,6% para 8,5%), Mato Grosso (de 3,3% para 2,3%), Rio Grande do Sul (de 5,9% para 5,1%) e Santa Catarina (de 3,2% para 2,8%), acompanharam o movimento de descenso no índice.

Nas outras 20 unidades da Federação, a taxa permaneceu relativamente estável, informa o IBGE. Ou seja, o indicador não teve uma variação considerada significativa em termos estatísticos, ficando dentro da margem de erro da pesquisa. Na média nacional, a desocupação recuou a 6,4% no período de julho a setembro, após marcar 6,9% nos três meses anteriores.

Este resultado é o menor para o terceiro trimestre na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. A pesquisa abrange tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Quando considerado os diferentes trimestres da série, a análise aponta que uma taxa menor do que 6,4% só foi registrada nos três meses até dezembro de 2013: 6,3%.

Para analistas, a economia mais aquecida do que as previsões indicavam para este ano ajuda a entender os resultados positivos do mercado de trabalho. Há quem projete inclusive uma taxa de desocupação abaixo da mínima histórica de 6,3% até o fim de 2024, já que o período de final de ano costuma estimular a geração de empregos em setores como o comércio.

Os especialistas pontuam ainda que o desempenho do mercado de trabalho tende a favorecer o consumo de bens e serviços, o que é positivo para o crescimento econômico. A demanda em alta de maneira contínua, por outro lado, desafia a trégua da inflação, já que pode pressionar os preços.

O resultado do país como um todo já havia sido divulgado pelo IBGE em 31 de outubro, e os dados estaduais foram detalhados nesta sexta, confira abaixo:

Desemprego no 3º trimestre, em %

  1. Rondônia (2,1)
  2. Mato Grosso (2,3)
  3. Santa Catarina (2,8)
  4. Mato Grosso do Sul (3,4)
  5. Paraná (4,0)
  6. Espírito Santo (4,1)
  7. Tocantins (5,0)
  8. Minas Gerais (5,0)
  9. Rio Grande do Sul (5,1)
  10. Goiás (5,1)
  11. São Paulo (6,0)
  12. Roraima (6,2)
  13. Ceará (6,7)
  14. Pará (6,9)
  15. Acre (7,4)
  16. Maranhão (7,6)
  17. Alagoas (7,7)
  18. Paraíba (7,8)
  19. Piauí (8,0)
  20. Amazonas (8,1)
  21. Amapá (8,3)
  22. Sergipe (8,4)
  23. Rio de Janeiro (8,5)
  24. Rio Grande do Norte (8,8)
  25. Distrito Federal (8,8)
  26. Bahia (9,7)
  27. Pernambuco (10,5)

Informações Bahia.ba


Capa da revista 'Time' mostra as realizações de Elon Musk — Foto: Ian Caldas/GloboNews/Reprodução

Capa da revista ‘Time’ mostra as realizações de Elon Musk — Foto: Ian Caldas/GloboNews/Reprodução

O bilionário Elon Musk estampa a próxima edição da revista americana “Time” com o título “Cidadão Musk — qual será o próximo tópico na lista de tarefas?”. 

A capa traz os itens já cumpridos por Musk até agora, como “se tornar o homem mais rico do mundo”, “comprar o Twitter”, “lançar foguetes”, “fazer com que Donald Trump seja eleito” e “trabalhar de Mar-a-Lago”, onde o presidente eleito tem uma mansão. 

Mas a lista ainda tem itens pendentes, como “reduzir US$ 2 trilhões”, meta dele no governo republicano, e “voar para Marte”. 

O texto editorial questiona “Quem acabamos de eleger?”, e afirma que a chapa republicana era liderada por Donald Trump e J.D. Vance, mas um novo ator tomou o centro das atenções na corrida eleitoral e pode impactar o destino de milhões de americanos. 

Agora, o escolhido de Trump para liderar uma comissão de “eficiência governamental” entra no domínio da política, liderando comícios e nomeações governamentais, moldando a agenda do próximo Presidente dos EUA. 

A revista destaca que já conhecemos diversos papéis exercidos por Musk ao longo dos anos: o cara que comprou o Twitter e demitiu mais da metade da equipe, o inventor que trouxe de volta à vida o programa espacial, o fabricante de automóveis modernos. 

Um dos homens poderosos do mundo, o bilionário já fez os mercados dispararem e despencarem com meras publicações nas redes sociais. Ele também é responsável por levar astronautas para fora do planeta em naves espaciais e auxiliar exércitos a avançar com os sinais de satélites desenvolvidos por empresas do bilionário. 

A revista chega a recuperar capas antigas em que Musk também era o destaque da publicação. As capas de 2013, 2022 e 2023 destacam a influência de Musk, a escolha do bilionário como “personalidade do ano” e a influência dele em empresas de tecnologia. 

Informações G1


Netanyahu discursa na Assembleia Geral da ONU, em 27 de setembro de 2024 — Foto: Reuters/Mike Segar/File Photo

Netanyahu discursa na Assembleia Geral da ONU, em 27 de setembro de 2024 — Foto: Reuters/Mike Segar/File Photo

Os mandados de prisão do Tribunal Penal Internacional para o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por crimes de guerra e contra a humanidade em Gaza ampliam de forma drástica o isolamento de Israel e o rótulo de pária no cenário internacional. 

Na prática, o primeiro-ministro enfrentará severas restrições de viagem, semelhantes às do presidente da Rússia, Vladimir Putin, correndo o risco de ser preso se pisar num dos 124 países signatários do Estatuto de Roma, que criou o TPI. 

A decisão unânime de três juízes contra líderes de um país democrático e aliado do Ocidente acaba por ser inédita nos 22 anos de existência da corte internacional. 

O tribunal ordenou também a prisão de Mohammed Deif, líder militar do Hamas, que teria sido morto por Israel, sem confirmação da organização terrorista. Outros dois líderes do Hamas, Ismail Haniyeh e Yahya Sinwar, a quem o promotor do TPI, Karim Khan, pediu a prisão em maio passado, estão mortos. 

Embora o TPI não tenha poderes para prender Netanyahu nem possa julgá-lo à revelia, já que para tanto depende da ação dos países-membros, a acusação de criminoso de guerra será como um fardo para o primeiro-ministro israelense. 

Ele não será detido em Israel, EUA, Índia, China, Rússia e outros países que não integram o TPI, mas enfrentará constrangimentos para planejar cada viagem ao exterior, ainda que vá para países que o acolham. 

Países europeus parceiros de Israel, como Alemanha, França e Reino Unido, serão obrigados a cumprir os mandados de prisão.Canadá, Holanda e Itália já fizeram saber publicamente que respeitarão a decisão do TPI. 

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, lembrou que os mandados de prisão são vinculativos para todos os estados-membros do bloco. Já o presidente da Argentina, Javier Milei, rejeitou a ação do TPI e foi solidário a Israel. 

São remotas as chances de Netanyahu e Gallant acabarem sentados no banco de réus em Haia.Assim como parece ser irreal a probabilidade de o premiê ser derrubado do cargo pela ordem internacional de prisão. 

Internamente ele saiu fortalecido, já que todos os partidos políticos israelenses condenaram, como injusta e infundada, a decisão do TPI. “Esses mandados são uma recompensa pelo terrorismo”, afirmou o líder da oposição, Yair Lapid, e um dos maiores desafetos do premiê. 

O maior trunfo de Netanyahu ainda parece ser o apoio do maior aliado, os EUA, e a pressão que o governo americano poderá exercer sobre os países europeus para evitar que cumpram a ordem de prisão. 

O premiê conta, sobretudo, com o respaldo do presidente eleito, Donald Trump, um crítico contumaz do TPI. 

Em seu primeiro mandato, o ex-presidente americano autorizou sanções econômicas e restrições de viagem contra funcionários da corte internacional que investigaram tropas americanas por possíveis crimes de guerra no Afeganistão. As sanções, que incluíam o promotor Khan, foram suspensas pelo sucessor Joe Biden. 

Sob esse aspecto, os EUA são o porto-seguro de Netanyahu para tentar esvaziar a ação do TPI. O atual e o ex-futuro presidente americano coincidiram na condenação dos mandados de prisão. 

“Não há equivalência — nenhuma — entre Israel e o Hamas. Sempre estaremos com Israel contra ameaças à sua segurança”, afirmou Biden, com quem o premiê mantém uma relação desgastada. 

Indicado por Trump para comandar o Conselho de Segurança Nacional, Michael Waltz adotou o tom ameaçador: “O TPI não tem credibilidade, e essas alegações foram refutadas pelo governo americano. Vocês podem esperar uma forte resposta ao viés antissemita do TPI e da ONU em janeiro”. 


Informações G1


General pediu a Bolsonaro que mudasse o ministro da Defesa, na tentativa de viabilizar um golpe de Estado; veja mensagens em posse da PF

Bolsonaro general

Em seu último mês de governo, o então presidente Jair Bolsonaro negou um pedido para substituir o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que se mostrava contra um golpe de Estado. A solicitação foi feita pelo secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, general Mario Fernandes, preso nesta terça-feira (19/11) no âmbito da Operação Contragolpe, da Polícia Federal (PF).

O diálogo aconteceu no dia 8 de dezembro de 2022. No dia 10, em conversa com Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro, o general relatou o pedido demonstrando insatisfação com a resistência de Nogueira em avançar com o plano para impedir a posse de Lula.

“Cara, eu tô aloprando por aqui. E eu queria que tu reforçasse também, pô, eu falei com o [capitão Sérgio Rocha] Cordeiro [assessor de Bolsonaro] ontem, falei com o presidente. Porra, cara, eu tava pensando aqui, sugeri o presidente até, porra, ele pensar em mudar de novo o MD [ministro da Defesa], porra. Bota de novo o general Braga Netto lá. General Braga Netto tá indignado, porra, ele vai ter um apoio mais efetivo. Reestrutura de novo, porra”, contou Fernandes.

O general, então, relata a resposta de Bolsonaro: “Ah, não, porra, aí vão alegar que eu tô mudando isso para dar um golpe”. Fernandes prossegue o diálogo com Marcelo Câmara: “Porra, negão. Qualquer solução, Caveira [apelido de Marcelo Câmara], tu sabe que ela não vai acontecer sem quebrar ovos, né? Sem quebrar cristais. Então, meu amigo, partir para cima, apoio popular é o que não falta”.

Planejamento

As mensagens foram encontradas pela PF nos equipamentos eletrônicos apreendidos com Mario Fernandes em fevereiro deste ano, durante a operação Tempus Veritatis, que investigou aliados de Bolsonaro envolvidos no planejamento do golpe de Estado. Na conversa, o oficial fala sobre a alternativa de provar uma suposta fraude nas urnas eletrônicas.

“Nós fomos com o [general Rodrigo] Vergara [então assessor do Ministério da Defesa], fizemos aquela entrevista com o garoto [hacker que supostamente teria conhecimento para invadir as urnas], tá? O Vergara, a posição dele foi que foram importantes dados passados por ali que finalmente alguém mostrou uma porta de entrada, né? É o jeito do Vergara. Não tem aquela empolgação toda. Foi semana passada. Estava em cima do fechamento do relatório, né? Então a gente sabia que não ia refletir diretamente no relatório”, disse Fernandes.

“Eu forcei a barra e aí nós pedimos pro garoto, e ele prometeu fazer até o final dessa semana um protótipo do código que ele teria feito lá atrás, quando ele foi demandado pelos representantes dos partidos políticos, né? Que diz ele que ele colocou na nuvem quando os caras baixaram o código dele, certo? O código malicioso ele teria deletado.”

“Ele disse que até o final da semana ia preparar um, pra que o MD, com o seu pessoal técnico, pudesse preparar um bot, ou seja, uma ferramenta de busca. Com o código dele, é uma ferramenta de busca por semelhança, né? E aí faz um bot, faz uma varredura no código-fonte do sistema eleitoral, para ver se encontra alguma linha, dentre aquelas milhões de linhas, semelhante às linhas do código dele. E aí nós estamos nessa”, contou.

Além de Mario Fernandes, a Operação Contragolpe prendeu o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo, o major Rafael Martins de Oliveira e o policial federal Wladimir Matos Soares. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro, em Goiás, no Amazonas e no Distrito Federal.

Os militares presos fazem parte dos chamados “kids pretos”, termo utilizado como apelido para se referir aos militares da ativa ou não que se especializam em operações especiais do Exército, com foco nas ações de sabotagem e incentivo em revoltas populares ou “insurgência popular”. Eles são acusados de planejar os assassinatos do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes (STF).

Informações Metrópoles


A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira (21) 37 pessoas por envolvimento na trama golpista que tentou impedir o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre novembro de 2022 e janeiro de 2023, logo após ele ter derrotado nas eleições o então presidente Jair Bolsonaro. 

Bolsonaro está dentre os indiciados. A PF afirmou que os 37 cometeram três crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. 

Veja o papel atribuído a cada um dos indiciados, conforme as investigações reveladas até aqui. Lembrando que o relatório com os indiciamentos ainda é sigiloso, logo, pode haver mais informações sobre o papel desses indiciados que ainda não vieram a público: 

Ailton Gonçalves Moraes Barros 

Capitão reformado do Exército, é acusado de intermediar a inserção ilegal de dados em cartões de vacinação contra a Covid-19. Além disso, teria participado de reuniões que discutiam estratégias para desestabilizar o governo eleito. 

Alexandre Castilho Bitencourt da Silva 

Coronel do Exército, é apontado como um dos autores da “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro”, documento de teor golpista que buscava incitar a alta cúpula militar a intervir no processo democrático. 

Deputado federal, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e delegado da Polícia Federal, é investigado por supostamente ter utilizado sua posição para facilitar ações que visavam desestabilizar o governo eleito, incluindo a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral. 

Almirante da reserva e ex-comandante da Marinha, é suspeito de participar de reuniões e articulações que tinham como objetivo questionar a legitimidade das eleições e promover ações contrárias à ordem democrática. 

Advogado citado na CPI dos Atos Golpistas como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com Anderson Torres. É acusado de elaborar documentos que propunham medidas inconstitucionais para reverter o resultado das eleições. 

Ex-ministro da Justiça, foi encontrado em posse de uma minuta que sugeria a decretação de estado de defesa para interferir no resultado eleitoral. É apontado como um dos principais articuladores das ações que visavam impedir a posse do presidente eleito. 

Situação de Bolsonaro piora sensivelmente após indiciamento 

Anderson Lima de Moura 

Coronel do Exército, coautor da “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro”. O documento buscava pressionar a cúpula militar a intervir no processo democrático, alegando supostas irregularidades eleitorais. 

Angelo Martins Denicoli

Major da reserva do Exército que ocupou cargo de direção no Ministério da Saúde durante a gestão de Eduardo Pazuello. É investigado por possível participação em esquemas que buscavam minar a confiança no sistema eleitoral e promover narrativas golpistas. 

Augusto Heleno Ribeiro Pereira 

Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional e general da reserva do Exército, é suspeito de ter participado de reuniões e articulações que visavam questionar a legitimidade das eleições e promover ações contrárias à ordem democrática. 

Bernardo Romão Correa Netto

Coronel acusado de integrar núcleo responsável por incitar militares a aderirem a uma estratégia de intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito. Participou de reuniões e elaborou documentos com teor golpista. 

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha 

Engenheiro contratado pelo PL para questionar a vulnerabilidade das urnas eletrônicas durante as eleições de 2022. É acusado de disseminar informações falsas com o objetivo de descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro. 

Carlos Giovani Delevati Pasini 

Coronel do Exército suspeito de ter participado da confecção da “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa e Exército Brasileiro”, documento que buscava incitar a alta cúpula militar a intervir no processo democrático. 

Cleverson Ney Magalhães 

Coronel da reserva do Exército e ex-oficial do Comando de Operações Terrestres, é investigado por possível participação em articulações que visavam desestabilizar o governo eleito e promover ações contrárias à ordem democrática. 

Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira 

General da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, é suspeito de participar de reuniões e articulações que tinham como objetivo questionar a legitimidade das eleições e promover ações contrárias à ordem democrática. 

Fabrício Moreira de Bastos 

Coronel do Exército supostamente envolvido na elaboração de cartas de teor golpista que buscavam incitar a alta cúpula militar a intervir no processo democrático. 

Ex-assessor da Presidência da República, participou de reuniões que trataram da elaboração de minutas de golpe e é acusado de disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro. 

Empresário argentino que realizou transmissões ao vivo questionando a segurança das urnas eletrônicas durante as eleições de 2022. É acusado de disseminar informações falsas com o objetivo de descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro. 

Giancarlo Gomes Rodrigues 

Subtenente do Exército, apontado como um dos responsáveis pelo monitoramento clandestino de opositores políticos, coletando informações de forma ilegal para favorecer ações golpistas. 

Guilherme Marques de Almeida 

Tenente-coronel e ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas em Goiânia, desmaiou quando a PF bateu à sua porta. É investigado por possível participação em operações que visavam desestabilizar o governo eleito. 

Tenente-coronel do Exército identificado em trocas de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Barbosa Cid, discutindo estratégias que poderiam ser interpretadas como tentativas de desestabilizar o processo democrático. 

Ex-presidente da República, é investigado por suposta participação em articulações que visavam impedir a posse do presidente eleito, incluindo a disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral e incentivo a movimentos antidemocráticos. 

José Eduardo de Oliveira e Silva 

Padre da diocese de Osasco, é suspeito de utilizar sua posição para disseminar narrativas golpistas e incitar fiéis a questionarem a legitimidade das eleições. 

General da reserva, é investigado por envolvimento em articulações que promoviam ações contrárias à ordem democrática. Segundo as investigações, participou de discussões que buscavam apoio das Forças Armadas para uma possível intervenção militar após as eleições. 

Policial federal acusado de integrar o esquema conhecido como “Abin paralela”, uma estrutura clandestina que teria realizado espionagem ilegal contra opositores políticos. É apontado como peça-chave no monitoramento de adversários do governo. 

Coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. As investigações apontam que ele teve papel ativo na disseminação de narrativas golpistas e participou de articulações que visavam reverter os resultados das eleições. 

Ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência e general da reserva, é suspeito de fazer parte de um grupo que planejou o assassinato de líderes como o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Considerado homem de confiança de Bolsonaro, estaria profundamente envolvido nas discussões mais extremas do suposto plano golpista. 

Ex-ajudante de ordens da Presidência e tenente-coronel do Exército (afastado), é apontado como uma figura central na articulação de estratégias para deslegitimar o sistema eleitoral. Segundo as investigações, trocou mensagens com militares e civis sobre possíveis intervenções militares e colaborou na organização de atos antidemocráticos. 

General do Exército suspeito de envolvimento na elaboração de planos que buscavam impedir a posse do presidente eleito. É citado em mensagens trocadas entre militares sobre a viabilidade de uma intervenção. 

Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho

Empresário e neto do ex-presidente João Figueiredo, é investigado por financiar ações que desestabilizariam o processo eleitoral. As apurações indicam que ele teve papel importante no suporte logístico e na difusão de narrativas golpistas. 

Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Ex-ministro da Defesa, general da reserva e ex-comandante do Exército, é suspeito de participar de reuniões que discutiam a possibilidade de intervenção militar para reverter o resultado das eleições. 

Rafael Martins de Oliveira

Tenente-coronel e integrante do grupo conhecido como “kids pretos”, é acusado de envolvimento em operações psicológicas e na disseminação de desinformação para desestabilizar a transição de poder. 

Ronald Ferreira de Araújo Junior

Tenente-coronel do Exército investigado por participação em articulações golpistas, incluindo o apoio a atos que questionavam a legitimidade do resultado eleitoral. 

Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros

Tenente-coronel que fazia parte do chamado “núcleo de desinformação”. Ele é acusado de integrar estratégias para atacar o sistema eleitoral, promovendo dúvidas sobre sua segurança e confiabilidade. 

Ex-assessor de Bolsonaro e um dos principais nomes do “gabinete do ódio”, é apontado como responsável por organizar e disseminar campanhas de desinformação em massa que minavam a confiança no processo eleitoral. 

Presidente do PL, partido pelo qual Jair Bolsonaro disputou as eleições de 2022, é acusado de apoiar e financiar questionamentos à integridade das urnas eletrônicas. Seu papel foi considerado central na propagação de dúvidas sobre o sistema eleitoral. 

Walter Souza Braga Netto

Ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro em 2022, general da reserva, é investigado por suposto apoio às articulações golpistas e participação em reuniões que buscavam apoio militar para contestar o resultado das eleições. 

Policial federal que atuava na segurança do hotel onde o presidente Lula se hospedou durante a transição. Ele é acusado de integrar um grupo que discutiu o planejamento de assassinatos de líderes como Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes.

Informações G1