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Conselho teria ocorrido em um encontro no Palácio do Planalto

Lula e Daniel Vorcaro Fotos: PR/Ricardo Stuckert | Márcio Gustavo Vasconcelos /CC0 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselhou o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master para o BTG Pactual. O conselho ocorreu em reunião no dia 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, conforme revelou reportagem do UOL.

A conversa contou com a participação de três ministros de Estado e de outros executivos do banco. Detalhes do encontro constam em um documento que foi apreendido pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes na instituição.

Os arquivos mostram que, em abril de 2025, Vorcaro discutiu o tema com o sócio Augusto Lima. O plano deles consistia em vender o Banco Master para o BTG pelo valor simbólico de R$ 1. Nas mensagens, o empresário pediu sigilo total sobre o negócio.

— Irmão, pelo amor de Deus, não passe isso para ninguém — pediu Vorcaro.

Augusto Lima concordou com a orientação do banqueiro.

— Lógico, irmão. Tá doido — respondeu o sócio.

Antes disso, o Master foi oferecido ao BRB, banco estatal do Distrito Federal. A transação falhou por problemas em carteiras de crédito. O negócio acabou vetado pelo Banco Central em setembro de 2025, e o órgão liquidou o Master dois meses depois, em novembro.

Em abril do mesmo ano, Vorcaro e Lima se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília, mas a venda ao BTG não avançou. Na ocasião, Vorcaro questionou o presidente se deveria vender a empresa ou continuar no mercado de crédito.

— O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente — perguntou Vorcaro a Lula.

Segundo o site Poder360, Lula se animou com o plano de Vorcaro de reduzir a grande concentração bancária. Participaram da reunião os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, além de Galípolo, que assumiria o Banco Central depois.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega também esteve presente no Planalto, atuando como consultor do Banco Master. Após a reunião, Vorcaro enviou mensagens para a namorada celebrando o encontro com o presidente e os ministros, classificando a agenda como ótima.

Informações Pleno News


Paracanoagem lidera campanha, com cinco pódios

Foto: © Isabella Oliveira/CBCa

Chegou ao fim a etapa de Brandemburgo (Alemanha) da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem. O Brasil concluiu a participação com sete medalhas, sendo cinco somente nas provas paralímpicas.

As duas últimas, de prata, foram conquistadas neste domingo (17), com Fernando Rufino e Miqueias Rodrigues. O primeiro pódio veio com Rufino, segundo colocado nos 200 metros (m) da classe KL2 (caiaque para atletas que utilizam braços e troncos para remar). O sul-mato-grossense de 40 anos, que perdeu parte da movimentação das pernas após ser atropelado por um ônibus, já tinha conquistado a medalha de ouro no sábado (16), na prova de 200 m da canoa (VL2).

Quem venceu a final foi o australiano Curtis McGrath, com tempo de 44s98, 37 centésimos a frente de Rufino. O bronze ficou com o uzbeque Azizbek Abdulkhabibov (45s55). O paranaense Flavio Reitz também participou da prova, terminando-a na sétima posição. Ele teve de amputar a perna esquerda aos 15 anos, devido a um tumor no fêmur, o que causou a desarticulação do quadril.

A última medalha brasileira em Brandemburgo foi conquistada por Miqueias nos 200m da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada nos membros inferiores). O paranaense, que amputou a perna esquerda devido a um acidente de moto, chegou em segundo, com tempo de 44s91, superando o neozelandês Finn Murphy. A vitória foi do georgiano Serhii Yemelianov (44s14). O baiano Gabriel Porto ficou em quarto (45s51).

Canoista Miqueias participa de prova de canoagem na Copa do Mundo. – Isabella Oliveira/CBCa

final com representante brasileiro neste domingo foi a dos 200 m da classe VL2 feminina. A sul-mato-grossense Débora Benevides, que nasceu com uma má formação que causou atrofia nas pernas, terminou em quarto, com tempo de 1min11s33, a pouco mais de dois segundos de Anastasia Miasnikova, de Belarus, que foi bronze. A britânica Emma Wiggs (1min05s48) ficou em primeiro, seguida pela canadense Brianna Hennessy (1min06s50).

Além das medalhas deste domingo e do ouro de Rufino no sábado, a paracanoagem brasileira esteve no pódio com o paranaense Giovane Vieira de Paula, bronze nos 200 m da classe VL3 (canoístas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), e a prata do piauiense Luis Carlos Cardoso nos 200 m do KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril).

Já entre os olímpicos, Isaquias Queiroz foi ouro nos 500 m da categoria C1 (canoa individual). O também baiano Gabriel Assunção, na mesma prova, chegou em terceiro lugar e compôs a dobradinha brasileira no pódio.

Com informações da Agência Brasil.


MPF pede que Caixa amplie pesquisa de registros financeiros

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um capítulo importante da história brasileira começa a ser desvendado. Pesquisas revelam registros financeiros de pessoas escravizadas no século 19 e indicam que esses valores podem ser quantificados, atualizados e restituídos para os descendentes. 

A hipótese é que o dinheiro depositado em contas da Caixa Econômica Federal tenha sido poupado para pagar a alforria de pessoas escravizadas até a abolição da escravidão, ocorrida há mais de 130 anos, em 1888.

Naquele momento, existiam no Brasil 723.419 pessoas escravizadas, conforme contabilizava a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas – o Ministério da Agricultura da época.

Até o momento, o Ministério Público Federal (MPF) identificou 158 cadernetas de poupança abertas por escravizados no acervo histórico do banco. Para ampliar esse escopo, o MPF determinou que a Caixa forneça informações detalhadas sobre os registros financeiros de escravizados. 

O MPF quer saber qual equipe será envolvida pela Caixa na apuração, que metodologia será adotada, e qual a quantidade disponível dos chamados “livros de conta corrente”, com anotações de depósitos e saques dos ex-escravizados em poupança, existe no acervo do banco público. Os livros de conta corrente ainda contém a remuneração dos juros (6% a cada 6 meses).

Em nota, a Caixa informa que tem contribuído com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e apresentou, dentro do prazo requerido, todas as informações solicitadas. O banco público destacou ainda que a guarda, conservação e pesquisa do seu acervo histórico é um processo contínuo e permanente, efetuado por equipes multidisciplinares no âmbito da Caixa Cultural, com respeito aos limites e às condições materiais do acervo histórico.

“A Caixa reforça seu papel histórico na promoção da igualdade racial no país e dispõe de políticas estruturantes de combate ao racismo e a promoção da igualdade na sociedade brasileira”, reforçou, em nota. 

Maior que Copacabana

A papelada a ser investigada não diz respeito apenas ao século 19, mas à toda história do banco. Se dispostos lado a lado, os documentos para triagem se estendem por 15 quilômetros – medida 3,6 vezes maior que o iconográfico calçadão da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
 
De acordo com a historiadora Keila Grinberg, responsável pela estimativa da extensão dos documentos, a tarefa será separar o joio do trigo, verificar as condições do material, catalogar, analisar e tornar disponível para a sociedade.

“É preciso organizar apropriadamente, digitalizar, criar instrumentos de busca para que os pesquisadores e a população em geral possam consultar apropriadamente”, explica a professora do Departamento de História e Diretora do Center for Latin American Studies da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia, EUA).

A acadêmica e outros historiadores não têm estimativas de quantas cadernetas de poupança foram abertas na Caixa antes da abolição.

“Nem onde foi parar o dinheiro”, destaca a pesquisadora que colabora com o inquérito civil em trâmite na Procuradoria da República, no Rio, sobre os registros financeiros.

Segundo ela, a ação do MPF é justamente para fazer com que a Caixa organize e disponibilize a sua documentação, de forma que as pesquisas a respeito do tema possam avançar.

Para romper o silêncio

O avanço desejado pelos estudiosos da escravidão e pelos movimentos sociais negros é romper com sigilos históricos e com o senso comum que disfarça, oculta ou nega a segregação racial no Brasil, avalia o historiador Itan Cruz Ramos, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
 
“A estrutura das relações raciais no Brasil e do racismo seguem uma lógica do silêncio e da dissimulação, o que dá espaço para que aquela ideia de que no país, cada um é uma ilha de antirracismo mas cercada de racistas. Assim, o racismo está sempre no outro.”
 
No plano institucional, falsear a realidade se junta com apagar o passado – daí as dificuldades de localizar registros e recuperar a história. “As perdas, a degradação dos arquivos são projetos de um país que não quer lidar com o trauma e com o incômodo da escravidão, e também com a luta por direitos do povo negro brasileiro”, assinala o historiador.
 
“Na verdade, isso não é acidente, não é o acaso. O Brasil nunca deu tanta importância ao seu passado escravista a partir de lentes das pessoas negras. A escravidão sempre é vista como algo horrível que deve ficar no passado”, acrescenta Cruz Ramos.
 
Ele é autor de um artigo publicado em 2024 na Revista de História da Universidade de São Paulo (USP), que conta como o fundo nacional de emancipação, que a princípio tinha como finalidade auxiliar os escravizados na conquista da sua liberdade, acabou sendo apropriado por fazendeiros para pagar a importação de mão de obra europeia – em especial trabalhadores italianos, para as lavouras de café no sudeste do Brasil.
 
O fundo foi previsto para negros na Lei do Ventre Livre (1871) e foi desvirtuado na Lei do Sexagenário (1885). Após a abolição da escravatura (1888), deixou de ter destinação para reparar a escravidão, apesar de reinvindicações diretas de negros junto a autoridades como Ruy Barbosa, ministro da Fazenda e da Justiça no governo provisório do marechal Deodoro da Fonseca – o primeiro da República, proclamada em 1889.
 
O fundo de emancipação, que em 1889 guardava a quantia de 12.622:308$776 (doze mil, seiscentos e vinte e dois contos, trezentos e oito mil e setecentos e setenta e seis réis), desaparece nos anos iniciais da República, quando passa a ser chamado de ‘rendas especiais’ antes de sumir dos registros, descreve Itan Cruz Ramos.
 
Ferramenta disponível no site do Banco Central afirma que o valor “não possui equivalência direta ou conversão automática oficial para o Real atual (R$)”. Antes da Proclamação da República, entretanto, o valor superava o orçamento individual dos ministérios do Império, da Marinha, da Justiça, e dos Estrangeiros.
 
De acordo com o historiador Cruz Ramos, o campo de estudos sobre o tema está longe de esgotar suas fontes. “Há muito ainda a ser descoberto sobre a escravidão, mas também sobre a liberdade”.  Conclusão semelhante a que ele chega em seu artigo científico: “há muito dinheiro para seguir e descobrir.”

Agência Brasil.


A exposição constante a influenciadores fitness, corpos considerados perfeitos e conteúdos sobre emagrecimento nas redes sociais tem impactado diretamente a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos. O alerta é da psicoterapeuta e psicanalista comportamental Regiane Carvalho, que aponta aumento de quadros de ansiedade, depressão, transtornos alimentares e comportamentos compulsivos relacionados à busca por padrões estéticos.

Especialistas também têm chamado atenção para os efeitos da hiperexposição digital sobre o desempenho esportivo, autoestima e percepção corporal entre jovens, especialmente em uma geração cada vez mais conectada e exposta a métricas de validação como curtidas, comentários e compartilhamentos. A comparação constante com rotinas idealizadas pode intensificar sentimentos de inadequação, pressão por resultados e sofrimento emocional.

Em entrevista ao Rotativo News, Regiane destacou que o ambiente digital, altamente visual, intensifica comparações e cria expectativas irreais sobre aparência física.

“Muitas vezes o que é mostrado na internet não corresponde à realidade. Existem edições, montagens e filtros. Mas quem consome aquele conteúdo, especialmente adolescentes, tende a acreditar que aquele padrão é alcançável e necessário para ser feliz”, explicou.

Segundo a especialista, a preocupação que antes se concentrava mais nas meninas passou a atingir diferentes públicos.

“Hoje já não existe mais distinção. Todos os jovens estão sendo influenciados pelo culto ao corpo perfeito”, afirmou.

A psicoterapeuta chama atenção para o consumo indiscriminado de suplementos e medicamentos estimulados por influenciadores sem qualificação técnica. Ela ressalta que dietas restritivas e suplementação devem ocorrer apenas com acompanhamento profissional.

“Qualquer influencer está se passando por especialista. Isso afeta muito os jovens, porque eles reproduzem comportamentos sem compreender os riscos para a saúde”, alertou.

Além dos adolescentes, adultos também estariam sendo impactados pela busca intensa por padrões estéticos. De acordo com a psicoterapeuta, há registros de pessoas desenvolvendo complicações graves após o uso excessivo de substâncias para emagrecimento ou ganho muscular.

“Já temos adultos sendo internados com pancreatite, problemas na vesícula e outras complicações relacionadas ao uso indiscriminado de medicamentos e suplementos”, pontuou.

Redes sociais, comparação e pressão por desempenho

Outro fator preocupante é que o impacto das redes sociais ultrapassa a estética e alcança também o desempenho esportivo e a saúde emocional de jovens atletas. Especialistas observam que a busca por validação digital e comparação constante pode favorecer ansiedade, estresse, esgotamento emocional e até abandono precoce de práticas esportivas.

Na adolescência, período marcado pela construção da identidade e autoestima, a vulnerabilidade tende a ser maior. O cérebro ainda está em desenvolvimento, tornando adolescentes mais suscetíveis à necessidade de aprovação social e ao desejo de reproduzir padrões apresentados por influenciadores.

Para Regiane Carvalho, os efeitos da pressão estética alcançam diferentes dimensões da saúde.

“A questão emocional afeta todo o organismo. Muitas pessoas adoecem por não conseguirem alcançar um padrão que, em alguns casos, é incompatível até com o próprio biotipo corporal”, explicou.

A especialista destaca que a preocupação com o corpo começa cedo. Segundo ela, a partir dos 12 anos já é possível observar comportamentos relacionados à comparação estética e busca por padrões físicos impostos socialmente.

“Estamos vivendo uma época em que as pessoas querem permanecer jovens cada vez mais, recorrendo a procedimentos e mudanças estéticas. Isso gera ansiedade, depressão, insônia e outros problemas emocionais”, afirmou.

Como identificar sinais de alerta?

Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças comportamentais, segundo a psicoterapeuta. Entre os principais sinais estão:

  • Alterações bruscas na alimentação;
  • Consumo excessivo de proteínas ou dietas restritivas;
  • Obsessão por exercícios físicos;
  • Pedido frequente por suplementos;
  • Compra escondida de substâncias;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento social;
  • Comportamentos compulsivos relacionados ao corpo.

“Tenho pacientes que ficam isolados no quarto fazendo exercícios repetidamente para alcançar determinado padrão. A irritabilidade e as mudanças alimentares costumam ser sinais iniciais importantes”, revelou.

Diante do avanço das redes sociais na rotina dos jovens, a especialista reforça a necessidade de diálogo entre famílias e adolescentes sobre consumo de conteúdo digital, autoestima e saúde mental.

“Precisamos prestar mais atenção em questões que antes não exigiam preocupação, como o impacto da internet no desenvolvimento emocional”, concluiu.

A entrevista completa foi concedida ao Rotativo News, em Feira de Santana.


Foto: arquivo pessoal

A recente confirmação de casos de hantavírus associados a um surto em um navio de cruzeiro despertou preocupação e curiosidade entre a população. Apesar do alerta, especialistas reforçam que o vírus não é novo e apresenta baixo potencial para causar epidemias. Em entrevista ao Rotativo News, o biofísico Rômulo Neris esclareceu o que é o hantavírus, formas de transmissão e os riscos para o Brasil.

Segundo o pesquisador, o hantavírus não corresponde a um único agente infeccioso, mas a um grupo com mais de 40 vírus conhecidos capazes de infectar seres humanos. Diferentemente da Covid-19, o hantavírus já é estudado há décadas.

“O hantavírus que está relacionado a esse surto foi identificado pela primeira vez em 1959, na Argentina. Não se trata de um vírus novo, mas de um vírus conhecido há bastante tempo”, explicou.

O especialista destacou que esses vírus circulam principalmente entre roedores silvestres, presentes em áreas rurais e de mata, e não em ratos urbanos comuns. A transmissão para humanos ocorre geralmente após contato com ambientes contaminados por esses animais.

“Praticamente todos os registros de infecção estão em ambientes rurais, onde há maior contato entre seres humanos e natureza. É muito raro haver transmissão em áreas urbanas”, afirmou.

Outro ponto ressaltado é que a transmissão entre pessoas é considerada difícil, reduzindo significativamente o risco de grandes surtos.

Sobre prevenção, Rômulo Neris explicou que não há vacina aprovada nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. No entanto, empresas farmacêuticas desenvolvem estudos em busca de imunizantes.

“Hoje existem pelo menos duas empresas na segunda fase de testes para vacinas contra hantavírus, mas ainda não há nenhuma solução aprovada para uso da população”, pontuou.

Apesar da ausência de vacina, o especialista reforçou que o risco de epidemia ou pandemia causada pelo hantavírus é extremamente baixo, justamente pelas características de transmissão do vírus.

“A chance de termos uma epidemia ou pandemia por hantavírus é muito pequena, porque a infecção em humanos costuma ser uma exceção, não uma regra”, disse.

O pesquisador lembrou ainda que o Brasil registra casos de hantavírus desde o início da década de 1990 e possui variantes que circulam apenas no território nacional. Porém, o vírus relacionado ao recente surto em cruzeiro não apresenta histórico de circulação no país.

“A chance de qualquer problema relacionado a surto ou epidemia no Brasil é extremamente baixa. Não houve registro de passageiros vindos do cruzeiro para o país e não há histórico de contato relacionado ao Brasil”, concluiu.

A orientação de especialistas é manter atenção às informações oficiais das autoridades sanitárias e evitar alarmismo, considerando que o hantavírus possui características epidemiológicas bastante diferentes das observadas em pandemias recentes.

Da Redação do Rotativo News.


Foi definido nesta sexta-feira (15), na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o consórcio responsável pela construção e operação dos serviços não assistenciais do novo Hospital Municipal de Feira de Santana. O Consórcio Saúde Feira de Santana venceu a licitação da Parceria Público-Privada (PPP) com proposta de R$ 6.287.200,00.

O certame contou com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho, do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, além de representantes da administração municipal e dos grupos participantes da disputa.

O novo hospital será voltado ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e terá estrutura de alta complexidade, com 110 leitos de internação, incluindo 10 leitos de UTI, centro cirúrgico moderno e parque de bioimagem para exames e diagnósticos.

O consórcio vencedor ficará responsável pela construção da unidade e também pela operação de serviços não assistenciais, como manutenção, segurança, lavanderia e logística.

Durante o evento, José Ronaldo afirmou que o momento representa a realização de um sonho antigo para Feira de Santana e destacou o trabalho técnico realizado para viabilizar o projeto.

Segundo a Prefeitura, a proposta é fortalecer a rede municipal de saúde, ampliando o acesso da população aos serviços especializados e aumentando a capacidade de atendimento no município.


Orientação vale para voos domésticos

Anac padroniza uso de certidões eletrônicas em aeroportos brasileiros

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) orientou as companhias aéreas a aceitarem certidões digitais nos embarques de voos nacionais. A determinação foi adotada após registros de passageiros, principalmente crianças menores de 12 anos, terem enfrentado impedimentos para embarcar utilizando esse tipo de documento em aeroportos brasileiros.

A medida tem como objetivo unificar os procedimentos adotados pelas empresas aéreas, evitar novos transtornos aos passageiros e assegurar o reconhecimento de documentos eletrônicos que já possuem validade jurídica, inclusive na Bahia.

Além disso, a Anac solicitou que as companhias repassem a orientação às equipes responsáveis pelo atendimento e embarque, para garantir que a regra seja aplicada de forma padronizada em aeroportos de todo o país.

Segundo o comunicado, as certidões digitais emitidas pelos Cartórios de Registro Civil podem ser utilizadas como documento oficial de identificação, conforme previsto nas normas em vigor.

A decisão da agência ocorre após episódios em que passageiros foram barrados devido a interpretações divergentes sobre a aceitação de documentos eletrônicos durante o embarque.

Informações Metro1


Estúdio busca substituto de Daniel Craig para viver o agente 007 em novo filme

Foto: Divulgação

A busca pelo próximo intérprete de James Bondcomeçou oficialmente. Segundo a revista Variety, a Amazon MGM Studios iniciou, nas últimas semanas, os testes com atores para assumir o papel do icônico agente 007, eternizado nos cinemas mais recentemente por Daniel Craig.

Para liderar o processo de seleção, o estúdio contratou a diretora de elenco Nina Gold, conhecida pelo trabalho em produções como Game of Thrones, The Crown e filmes da franquia Star Wars, no qual ajudou a escolher Daisy Ridleypara viver Rey.

Em comunicado enviado à Variety, a Amazon MGM Studios confirmou o início da procura pelo novo Bond. “A busca pelo próximo James Bond está em andamento”, afirmou o estúdio, acrescentando que mais novidades serão divulgadas “quando chegar a hora certa”.

O próximo longa da franquia será dirigido por Denis Villeneuve, cineasta responsável por títulos como DunaA Chegada e Sicario. A produção ficará a cargo de Amy Pascal e David Heyman, enquanto o roteiro será assinado por Steven Knight, criador da série Peaky Blinders.

Antes mesmo do início oficial das audições, nomes como Jacob Elordi, Callum Turner e Aaron Taylor-Johnson já vinham sendo apontados como possíveis candidatos ao papel do novo 007.

Informações Bahia.ba


Pesquisa, que coloca petista com 40,2% das intenções de voto, ocorreu antes da divulgação de áudios entre o senador e Daniel Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula da Silva: novo cenário para 2026 | Foto: Montagem/Oeste
O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula da Silva | Foto: Montagem/Oeste

Um levantamento da Vox Brasil divulgado nesta sexta-feira, 15, mostra que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato ao Planalto, lidera as intenções de voto em um eventual segundo turno presidencial, com 43,8%. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 40,2% nesse cenário.

A agência informou que a coleta dos dados ocorreu antes do surgimento do caso que envolve o áudio de Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Além da disputa entre o senador e Lula, a pesquisa considerou outros possíveis confrontos de segundo turno. Entre eles, o petista enfrentou Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Renan Santos (Missão-SP). O levantamento ocorreu entre os dias 9 e 12 de maio.

No cenário contra Zema, Lula aparece com 43,1% das intenções de voto, ante 34,3% do ex-governador mineiro. Já em uma eventual disputa contra Caiado, o presidente registra 42,9%, enquanto o ex-governador de Goiás soma 32,5%. Contra Renan Santos, Lula alcança 44,4%, e o integrante do Missão obtém 26,2%.

Mais cenários, rejeição dos candidatos e metodologia 

modelo de urna eletrônica - eleições suplementares - direita x esquerda
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE 

Nos cenários de primeiro turno analisados, Lula apresenta índices de intenção de voto que variam de 34,3% a 35,1%. Já Flávio Bolsonaro varia de 36,5% a 37,8%. 

A pesquisa ouviu 2,1 mil pessoas e apresenta margem de erro de 2,15 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo tem financiamento próprio, registro no TSE sob o número BR-02423/2026 e custou R$ 50 mil.

Em relação à rejeição dos candidatos, 54,1% dos eleitores afirmaram rejeitar Lula, enquanto Flávio Bolsonaro somou 39,3% no quesito. 

O levantamento também avaliou a aprovação do governo Lula, com declaração de desaprovação por 51,5% dos entrevistados e de aprovação por 45,1%; 3,4% não souberam opinar.

Informações Revista Oeste


Medida provisória já está em vigor, mas precisa do aval do Congresso e deve perder efeito com a reforma tributária em 2027

‘Taxa das blusinhas’: benefício nulo, prejuízo certo para o consumidor
Imposto estadual sobre compras importadas vai subir para 20%, por decisão do Comsefaz | Foto: Reprodução/Pixabay

governo federal zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, mas a mudança deve durar pouco. Embora a revogação da “taxa das blusinhas” já esteja valendo, especialistas afirmam que a tributação federal voltará em 2027 com a entrada em vigor da reforma tributária.

A isenção foi autorizada por medida provisória publicada nesta semana. O texto terá validade de 120 dias e depende da aprovação do Congresso Nacional para não perder efeito. Durante esse período, as compras de menor valor feitas em plataformas internacionais continuarão sujeitas apenas ao ICMS estadual, cuja alíquota varia conforme o Estado.

A partir de janeiro de 2027, porém, a nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) deve voltar a atingir esse tipo de operação. Tributaristas afirmam que o fim da chamada “taxa das blusinhas” cria apenas uma trégua temporária antes da retomada da cobrança federal.

“Taxa das blusinhas” afeta tanto a população quanto produtores nacionais

Varejistas do Brasil pedem aumento da "taxa das blusinhas"
O ICMS para as empresas brasileiras varia entre 17% a 20% | Foto: Reprodução/Pixabay

Para parte do mercado, a mudança corrige uma distorção que afetava principalmente consumidores de menor renda. Um levantamento da LCA Consultoria Econômica mostrou que a maior parte da arrecadação da antiga taxa vinha das classes C, D e E, que utilizam plataformas internacionais para comprar itens mais baratos, como roupas e eletrônicos.

Do outro lado, representantes da indústria e do varejo brasileiro afirmam que a medida amplia a diferença competitiva entre empresas nacionais e gigantes estrangeiros do e-commerce. Segundo entidades do setor, produtos fabricados no Brasil seguem submetidos a uma carga tributária muito superior à aplicada às compras importadas de pequeno valor.

A preocupação é maior nos segmentos de moda popular e acessórios. Associações da indústria têxtil afirmam que grande parte das peças vendidas no país custa menos de US$ 50, justamente a faixa beneficiada pela isenção federal.

Economistas também contestam os resultados obtidos pela taxa criada em 2024. Estudos citados por especialistas revelam que a cobrança teve impacto limitado sobre geração de empregos e arrecadação pública, apesar do aumento da complexidade tributária para consumidores e empresas

Informações Revista Oeste