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Presidente dos Estados Unidos mencionou o país durante seu primeiro discurso ao Congresso norte-americano

O presidente dos EUA, Donald Trump, citou Brasil em discurso no Congresso americano | Foto: Reuters/Kent Nishimura
O presidente dos EUA, Donald Trump, citou Brasil em discurso no Congresso americano | Foto: Reuters/Kent Nishimura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou o Brasil durante seu primeiro discurso ao Congresso americano, na noite desta terça-feira, 4. 

“Outros países usaram tarifas contra nós por décadas, e agora é a nossa vez de começar a usá-las contra eles”, afirmou. “União Europeia, China, Brasil e Índia, México e Canadá e diversas outras nações cobram tarifas tremendamente mais altas do que cobramos deles.”

No mesmo dia, entrou em vigor a tarifa de 25% sobre produtos do México e do Canadá, além de uma taxação de 20% sobre mercadorias da China. Durante seu discurso, Donald Trump também anunciou que novas tarifas seriam implementadas a partir de 2 de abril.

Segundo análise do jornal O Estado de S. Paulo, embora o Brasil não tenha sido diretamente afetado na primeira rodada de imposição de tarifas, ele pode ser incluído na segunda fase das medidas. Além disso, o país pode ser alvo de tarifas recíprocas, uma vez que Trump tem prometido equiparar a taxação aplicada por outros países aos produtos norte-americanos.

No relatório enviado ao Congresso na segunda-feira 3, em que critica os efeitos da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo norte-americano mencionou diversas vezes o Brasil e suas tentativas de retaliação comercial contra os Estados Unidos.

A divergência entre os dois países envolve a tarifa consolidada média, que é o limite máximo de imposto de importação que um país pode aplicar legalmente a um produto, conforme acordado na Organização Mundial do Comércio (OMC). Esse teto normalmente é mais alto do que as tarifas efetivamente aplicadas.

Já a tarifa de nação mais favorecida (MFN, na sigla em inglês) é a taxa realmente cobrada sobre bens de países sem acordos comerciais preferenciais.

No documento, a Casa Branca argumenta que muitas potências comerciais mantêm tarifas muito acima das aplicadas pelos EUA. O primeiro exemplo citado é o Brasil, que em 2023 possuía uma tarifa consolidada média de 31,4% e aplicava taxa de 11,2%. Já os Estados Unidos possuíam tarifa consolidada média de 3,4% e aplicavam taxa de nação mais favorecida de 3,3%.

Além disso, segundo o relatório do banco Itaú, o Brasil cobra, em média, 11,2% sobre produtos norte-americanos, enquanto os EUA tarifam em apenas 1,5% os itens brasileiros.

No documento, os economistas Igor Barreto Rose e Julia Marasca avaliam que o Brasil pode sofrer impactos caso Trump aplique tarifas universais de 10% ou adote a equiparação tarifária como política.

Tarifas mais altas de Trump podem provocar retaliações

Trump, ao aplicar tarifas mais altas, pode levar a contramedidas de outros países. O relatório do Itaú revela que o Brasil, em uma nova rodada de conflito comercial, não deve colher os mesmos impactos positivos para o comércio brasileiro possíveis durante o primeiro governo de Trump.

Um dos motivos é que a China não deve ter a capacidade de absorver mais de exportações brasileiras de produtos como soja e aço.

O Brasil se consolidou como principal fornecedor de soja para o país, responsável por cerca de 70% da demanda chinesa. O país asiático aumentou as compras em 2018 e 2019, depois da guerra comercial EUA−China.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez primeiro discurso ao Congresso | Foto: Leah Millis/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez primeiro discurso ao Congresso | Foto: Leah Millis/Reuters

Outro relatório, feito pelo Bradesco, avaliou três cenários possíveis de aplicações de tarifas maiores pelos EUA ao Brasil.

Se for adotada a reciprocidade, a tarifa média norte-americana para produtos brasileiros subiria mais de 9 pontos porcentuais e poderia ocorrer uma redução de cerca de US$ 2 bilhões nas exportações, o que representaria 5% do total vendido pelo país ao exterior.

Caso Trump aumente as tarifas de importação de produtos brasileiros para 25%, assim como faz contra o México e Canadá, o banco estima uma redução de US$ 6,5 bilhões das exportações brasileiras. 

O impacto maior ficaria com os bens intermediários (os mais vendidos para os Estados Unidos) e em combustíveis, uma vez que a diferença é bastante grande entre a tarifa atual, de apenas 0,2%, e a taxa possível de 25%.

Um terceiro cenário contempla retaliação do Brasil às medidas norte-americanas e ampliação de suas tarifas para produtos norte-americanos para 25% também. Como resultado, as importações recuariam cerca de US$ 4,5 bilhões, e haveria repasse para a inflação, com impacto máximo potencial de 0,3 ponto porcentual.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil registrou um pequeno déficit comercial de US$ 253 milhões com os EUA em 2024. O país exportou US$ 40,33 bilhões e importou US$ 40,58 bilhões.

Os Estados Unidos foram o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2024, os EUA representaram 12% das exportações brasileiras e 15,5% das importações.

Nos últimos dez anos, o Brasil importou 11,85% a mais dos EUA do que exportou, acumulando um saldo negativo de US$ 40 bilhões.

Apesar de ser um grande parceiro comercial, o Brasil ocupa apenas o nono lugar entre os maiores importadores dos EUA e 18º entre os países que mais exportam para os norte-americanos. O Brasil depende mais do comércio com os EUA do que o contrário.

Enquanto isso, os principais déficits comerciais dos EUA ocorrem com China (US$ 275 bi), México (US$ 150 bi), Vietnã (US$ 100 bi), além de Alemanha, Japão, Irlanda, Canadá e Coreia do Sul.

Já os superávits norte-americanos vêm de Países Baixos, Hong Kong, Emirados Árabes, Austrália, Bélgica, Panamá e Reino Unido.

Se os EUA adotarem tarifas mais altas contra o Brasil, os produtos mais afetados seriam aqueles com maior peso no comércio bilateral, como ferro e aço, aeronaves, materiais de construção e madeira.

Atualmente, 14,3% das exportações brasileiras para os EUA são óleos brutos de petróleo, enquanto produtos semiacabados de aço e ferro representam 8,8%.

Já as importações brasileiras dos EUA incluem máquinas industriais (15,2%), combustíveis (9,7%) e aeronaves (4,9%).

Informações Revista Oeste


A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte de uma mulher encontrada dentro de sua residência na Rua Ricardo Santa Bárbara, no Parque Panorama, em Feira de Santana, na manhã desta quarta-feira (5).

A vítima foi descoberta pela locadora do imóvel, que estranhou a porta aberta e, ao entrar, encontrou a inquilina debruçada sobre a cama, sem vida e com sangramentos. Próximo ao corpo, foram localizados uma vasilha, talheres e uma pedra, levantando a suspeita de feminicídio.

A polícia informou que a mulher foi atingida por disparos de arma de fogo. As investigações continuam para identificar o autor e esclarecer as circunstâncias do crime.

*De Olho Na Cidade


Foto: Thiago Paixão

O Dia da Obesidade foi comemorado nesta terça-feira (4). Em alusão à data, o Centro Municipal de Atendimento ao Diabético e Hipertenso (Cadh) vai realizar nesta quinta-feira (6), a partir das 9h, uma ação de orientação e conscientização quanto a importância da alimentação rica em nutrientes, com maior consumo de verduras, legumes e frutas. 

“Neste dia vamos ofertar aos pacientes e acompanhantes um lanche e palestra sobre o impacto da alimentação na saúde, principalmente para quem já desenvolveu a diabetes e a hipertensão”, afirma a coordenadora do Cadh, Andreia Silva. A palestra terá como tema “Obesidade: uma questão de saúde”.

De acordo com ela, a hipertensão e a diabetes são doenças que podem ser evitadas caso a pessoa tenha um estilo de vida mais saudável. 

“Uma boa escolha alimentar contribui de forma direta e positiva para o controle de algumas doenças – a exemplo da diabetes e a hipertensão – como evita uma série de outras, como a própria obesidade. Por isso, os nossos nutricionistas sempre alertam que o consumo de alimentos naturais, rico em nutrientes, (menos açúcares, gorduras e frituras), associado à prática de atividade física regular são fatores de prevenção a doenças ”, afirma Andreia Silva.

No Cadh atuam três nutricionistas que fazem parte da equipe multiprofissional. Nos atendimentos acompanham os usuários prescrevendo dietas, escutam relatos e orientam para que mantenham hábitos alimentares o mais natural. 

Ainda, os pacientes são submetidos a consultas com endocrinologista, cardiologista, nefrologista, nutricionista, assistente social, clínico geral e enfermeiro, além de receber atendimento de fisioterapia, curativos e farmácia. 

O Cadh está instalado na rua Francisco Martins da Silva, n° 239, Ponto Central. A unidade funciona das 7h às 17h, sem intervalos.


A entrega dos documentos pessoais e profissionais, além dos exames médicos exigidos, dos 300 professores convocados no concurso realizado pela Prefeitura de Feira de Santana no ano passado, começa nesta quinta-feira, 6, e será encerrada rigorosamente no dia 6 de abril.

Os futuros professores deverão comparecer à Secretaria de Administração, localizada na Avenida Sampaio, 340, Centro, com toda a documentação e exames – todos deverão ser entregues de uma só vez, para que sejam programados os exames médicos pré-admissionais.

A inspeção médica, que só será realizada com os exames entregues, será agendada conforme a entrega dos documentos exigidos. Os exames médicos serão custeados pelos futuros professores. Apenas a documentação completa será aceita.

Inicialmente, a previsão era convocar apenas os cem primeiros colocados. Contudo, devido ao déficit constatado pela Secretaria de Educação, o prefeito José Ronaldo de Carvalho determinou que o número de convocados fosse ampliado para 300, conforme permitido no Edital.

Os futuros professores devem comparecer à Secretaria de Administração, localizada na Avenida Sampaio, 340, Centro. Caso não atendam ao chamado dentro do prazo, os convocados perderão o direito à continuidade no processo de nomeação.


O atendimento presencial nos bancos terminará no horário normal de fechamento das agências, às 16h

Imagem colorida de pessoa usando caixa eletrônico extratos bancários - Metrópoles

Após os dias de folia de Carnaval, as agências bancárias voltam a funcionar nesta Quarta-Feira de Cinzas (5/3). Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o atendimento presencial será retomado a partir das 12h (horário de Brasília).

O horário de fechamento das agências continua o mesmo do horário normal: às 16h.

No entanto, nas agências onde o encerramento ocorre antes das 15h, o início do expediente bancário será antecipado, para garantir o mínimo de três horas de atendimento presencial.

A Febraban destacou que os meios eletrônicos são uma “alternativa prática e extremamente segura aos clientes”.

“Esses canais oferecem praticamente a totalidade das transações financeiras do sistema bancário. Internet banking, mobile banking e caixas eletrônicos podem ser utilizados para pagamento de contas, checagem de saldo e extrato e transferências, por exemplo”, explica o diretor-adjunto de Serviços da Febraban, Walter Tadeu de Faria.

Informações Metrópoles


Levantamento também aponta que porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos

Foto:Wilson Dias/Agência Brasil

Um a cada três brasileiros é obeso. É o que apontam os dados do Atlas Mundial de Obesidade 2025 (World Obesity Atlas 2024), da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF), divulgados na segunda-feira (3).

A pesquisa também aponta que a porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos. Isso porque, cerca da metade (entre 40% e 50%) da população brasileira adulta não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas.

Ainda de acordo com o levantamento, 68% da população tem excesso de peso e, destas, 31% têm obesidade e 37% possuem sobrepeso. O Atlas Mundial da Obesidade traz ainda uma projeção de que o número de homens com obesidade até 2030 pode aumentar em 33,4%. Entre as mulheres, essa porcentagem pode crescer 46,2%.

Informações Bahia.ba


Artista alegou estar cansada após toda a maratona para promover o filme ‘Ainda Estou Aqui’

Foto: Instagram/@oficialfernandatorres

A atriz Fernanda Torres dispensou o convite para comparecer ao Desfile das Campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro, marcado para acontecer no próximo sábado (8), na capital carioca. A artista alegou estar cansada após toda a maratona para promover o filme “Ainda Estou Aqui”.

“As homenagens são bem vindas, mas sem a minha presença, porque estou muito cansada, trabalhando sem parar há seis meses e precisando parar”, comentou a atriz em comunicado ao Metrópoles.

Estrela do longa que venceu o Oscar na categoria Melhor Filme Internacional, Fernanda pediu pela compreensão de todos neste momento.

Informações Bahia.ba


Cantor lutava contra um câncer de intestino, descoberto em 2023

Klaus Alexandre Hee Lopes Fernandes, conhecido como Klaus Hee, foi um modelo, ator, cantor e professor brasileiro
Klaus Alexandre Hee Lopes Fernandes, conhecido como Klaus Hee, foi um modelo, ator, cantor e professor brasileiro | Foto: Arquivo Pessoal/Wikimedia Commons

Klaus Alexandre Hee Lopes Fernandes, conhecido como Klaus Hee, por sua participação na banda Dominó, morreu, nesta terça-feira, 4, aos 50 anos, depois de uma batalha contra um câncer de intestino.

Diagnosticado em 2023, a condição do cantor se agravou com uma metástase no tórax, a partir de novembro do ano passado. Nas redes sociais, o produtor musical Ricky Colavitto confirmou o falecimento e expressou seu pesar pela perda do amigo.

“Acabei de receber uma triste notícia”, escreveu o produtor musical. “Depois de uma batalha contra um câncer, o ex-Dominó Klaus Hee descansou. Fizemos vários eventos juntos e tive a oportunidade de gravar com ele. Meus sentimentos a todos os familiares e amigos. Descanse em paz!”

O tratamento e os desafios 

Depois de ser diagnosticado, Klaus passou por uma cirurgia, em abril de 2023, para a remoção de um tumor maligno no intestino. Em junho de 2024, foi necessária uma nova operação para corrigir um espaço no intestino. Em uma entrevista ao programa A Tarde É Sua, da RedeTV!, ele compartilhou os desafios enfrentados durante seu tratamento.

“Eu estava bem, mas de uns dois meses para cá, tive esse probleminha aí”, afirmou, à época. “[Isso] Poderia ter o risco de me levar a óbito por infecção generalizada. Vim de urgência, estava com muita febre. Foi muito duro para chegar aqui. Mas graças a Deus cheguei.”

Depois do procedimento, que incluiu um bypass intestinal, o cantor afirmou estar recuperando sua independência, conseguindo tomar banho sozinho e caminhar sem ajuda.

Carreira do ex-Dominó Klaus Hee

A carreira de Klaus Hee teve início nos anos 1990, quando ele começou como assistente de palco do programa Passa ou Repassa, exibido pelo SBT. Sua notoriedade cresceu com a participação no Dominó, uma das boy bands mais famosas do Brasil.

Posteriormente, ele tentou seguir carreira solo, mas acabou afastado da mídia. Além da música, Klaus se dedicou aos estudos, formou-se em educação física e buscou novas direções pessoais e profissionais.

Informações Revista Oeste


O Brasil se colocou em rota de colisão com Washington ao se aliar ao Irã, a terroristas internacionais e ao autoritarismo do STF

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um anúncio sobre um investimento da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, na Sala Roosevelt da Casa Branca, em Washington, DC - 3/4/2025 | Foto: Leah Millis/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um anúncio sobre um investimento da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, na Sala Roosevelt da Casa Branca, em Washington, DC – 3/4/2025 | Foto: Leah Millis/Reuters

Em seu segundo mandato, o presidente norte-americano fez duas declarações sobre o Brasil até o presente momento. Na primeira, no começo de dezembro de 2024, mencionou a tentativa dos Brics de usar uma moeda que não seja o dólar. Na segunda, assim que retornou ao Salão Oval, indagado sobre o Brasil, declarou em tom de deboche que teria “excelentes” relações com o país, já que o Brasil depende da América em tudo, e a América não depende do Brasil em nada.

O tom mostra ainda mais do que as palavras como é a relação do governo Lula 3 com os EUA, principal parceiro comercial do Brasil: nula. Mauro Vieira, o chanceler oficial, e Celso Amorim, que exerce de fato a função de relações exteriores, não possuem contato algum com a Casa Branca. Que está, em contrapartida, em contato constante com… Eduardo Bolsonaro. Filho do ex-presidente, o deputado também é um nome presidenciável e alguém que está denunciando os desmandos autoritários do Brasil para toda a imprensa e, principalmente, autoridades norte-americanas.

Se a América não é mais o principal aliado comercial do Brasil desde 2009, tendo perdido o posto para a China, isto não significa que os norte-americanos são irrelevantes para o Brasil, como tenta fazer crer Lula. Os EUA ainda são líderes do mundo livre, e, para azedar de vez nossa diplomacia, a ditadura chinesa está em estagnação. 

Mas há ainda uma sigla no meio do caminho que pode deixar o Brasil na pior situação possível. Aquela citada na primeira declaração de Trump: o Brics

Brics, o motivo da discórdia

O bloco, que nasceu como acrônimo dos melhores países para se investir em 2001, segundo a visão de Jim O’Neill, do Goldman Sachs, é hoje tratado pelo próprio criador do termo como algo sem sentido — quem investiria na Rússia, em guerra, hoje, fora do sistema Swift, esperando bom retorno financeiro? O Brics, afinal, eram apenas países com boas perspectivas para investir há 20 anos — não havia nenhuma afinidade cultural, geográfica nem histórica que os unisse. 

De repente, o bloco tornou-se um peso geopolítico — algo do qual o Brasil pouco pode se orgulhar, se tenta se vender ao mundo como uma democracia, cujos “poderes extraordinários” surgiriam apenas para “combater antidemocráticos”. Virou um discurso ridículo a ser sustentado diante dos EUA e do Ocidente, quando seus aliados internacionais são Rússia, China e, agora, quitutes como Egito, Etiópia, Indonésia e… Irã. Não se trata de bom alvitre enquanto Alexandre de Moraes cogita reter o passaporte de Eduardo Bolsonaro por denunciar o totalitarismo brasileiro nos EUA.

Diga-me com quem andas e direi quem és

Nesta festa estranha com gente esquisita, da qual Celso Amorim é um dos principais arquitetos, o Brasil teria pouco a fazer, além de passar vergonha. Seria até interessante fazer parte de alguma reunião com mandachuvas como a Rússia e a China — mesmo ditatoriais, o Brasil estaria a portas fechadas com os grandes jogadores do tabuleiro, podendo constantemente ser o fiel da balança num mundo que caminha para a guerra.

Hoje, com os Novos Brics, dividindo a posição com África do Sul, Emirados Árabes, Indonésia e Etiópia, o Brasil é apenas mais um peso morto em uma sala cheia de ditadores dispostos a destruir o Ocidente (isso porque a Argentina, tão logo Milei assumiu, resolveu não passar a vergonha e recusou fazer parte do Brics).

A situação do Brasil, pavoneando “independência”, proclamando “soberania” e papagaiando “democracia” sem convencer ninguém, tem gerado constrangimentos inimagináveis em nossa história.

O primeiro foi em 2023, quando o governo Lula 3, sabe-se lá Deus por que cargas d’água, resolveu permitir que dois navios militares iranianos ancorassem em Copacabana, com apoio de Celso Amorim

O senador Ted Cruz, um dos mais influentes dos EUA e ex-presidenciável, asseverou que os navios ameaçavam norte-americanos. Até mesmo o governo Biden assegurou que Teerã enriquecia urânio para armas nucleares (projeto que contou com bizarro lobby de Celso Amorim) e que o Brasil enviava “mensagem errada” ao permitir tais navios em suas praias. Os navios, suspeitos de carregar armamento, estão agora na mira do governo Trump, que pode considerar que o Brasil é uma das nações financiadoras do terrorismo

De novo: não se trata de uma mensagem muito agradável aos olhos norte-americanos, quando o governo brasileiro e, principalmente, o STF vão precisar justificar suas medidas antidemocráticas diante do centro do mundo livre — e enquanto cogitam até prender Eduardo Bolsonaro.

O dinheiro que manda no mundo

Outro ponto de atrito, como declarado por Donald Trump, é a tentativa de trocar as transações internacionais do bloco por uma moeda única (como foi aventado), tentando enfraquecer o dólar — política que é obsessão do governo Lula 3.

Na última semana, Lula escudou-se no discurso do protecionismo para fazer um anúncio tímido e burocrático: afirmou que “aumentar as opções de pagamento significa reduzir vulnerabilidades e custos. A Presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento complementares, voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”. Nada mais dos arroubos histriônicos, que usavam o Brics como salvaguarda para conversinhas de professor de geografia de ensino médio.

O anúncio de Donald Trump em novembro sobre a moeda do Brics, feito na Truth Social (uma das que enfrentam Alexandre de Moraes em tribunais norte-americanos), envolveu possível aumento de tarifas em 100%. Não parece apenas um blefe: apenas nesta terça-feira, 4, Trump aumentou as tarifas para a China em 50%, além de 25% para México e Canadá. Um aumento de 100% para o Brasil parece ser troco de pinga dentro do pacote do tarifaço. E para um país que pode ser encarado como patrocinador do terrorismo — e que “depende da América em tudo”. 

Não contente com isso, duas facções criminosas brasileiras podem ser classificadas pelo governo norte-americano como terroristas. Mais uma vez, o STF é quem está na berlinda: a decisão sem lastro na Constituição de Edson Fachin de proibir operações policiais em favelas desde a pandemia pode ser entendida pelo governo norte-americano como conivência do STF — que, de fato, é quem governa — com o terrorismo.

A conjuntura não se concretiza em bom momento econômico para o Brasil. O dólar comercial ainda está acima de R$ 6 (o turismo chega a R$ 6,23), os preços internamente estão enterrando uma possível reeleição de Lula — que poderia terminar sua biografia perdendo uma eleição e com péssima aprovação popular. O risco de revolta popular também não está descartado — e, desta feita, com norte-americanos entendendo que todo o poder vem do STF, dominado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

Para segurar o dólar, o governo petista vendeu US$ 33 bilhões em oito dias para conter 20 centavos de dólar, terminando com 7,1% a menos de reserva do Tesouro — a “poupança” que o Estado tem para negociar moeda. O governo petista quer mesmo se fiar em algo que não seja o dólar — mas tem se mostrado totalmente dependente da moeda norte-americana.

O Brasil tem enviado péssimos recados para Washington, num momento em que precisa justificar por que esculhambou a democracia — e, desta vez, não será o STF quem julgará o próprio STF. Além de dólar, Irã, terrorismo e STF, a última várzea tem a ver simplesmente com a China, principal rival norte-americana — e, de novo, tendo Eduardo Bolsonaro como pivô.

O plano da China para escapar de sua crise energética é conseguir urânio brasileiro, que poderia ser enriquecido com ajuda do Irã. O urânio é importante para a agricultura, a medicina e a própria energia nuclear, incluindo a fabricação de bombas nucleares. Os acordos entre a China e o Brasil estão sendo costurados para ser firmados por ocasião do G20, a ser realizado em 22 de novembro em Johannesburgo, na África do Sul. 

Para tais acordos serem celebrados, firmando o Brasil como um parceiro nuclear com a China, nos primórdios de uma nova guerra mundial, é preciso aval do Congresso. Eduardo Bolsonaro, que será futuro presidente da Comissão de Relações Exteriores, terá papel fundamental. Washington observará as movimentações da PGR e do STF com lupa — como nunca observou tanto o Brasil.

Informações Revista Oeste


Foto: Divulgação/PM

Uma operação da Polícia Militar nesta terça-feira (4) resultou na morte de 12 suspeitos de integrar uma facção criminosa no bairro de Fazenda Coutos lll, em Salvador. A troca de tiros aconteceu após agentes reforçarem o policiamento na região do Teotônio e se depararem com um grupo armado durante uma festa.

Segundo informações apuradas pelo Blog do Valente, parceiro do Acorda Cidade e confirmadas por fontes da PM, os suspeitos reagiram à abordagem, iniciando um intenso confronto.

Ainda segundo a polícia, durante a ação, todos os 12 indivíduos foram baleados. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital do Subúrbio, mas não resistiram aos ferimentos.

Na ação foram apreendidas duas submetralhadoras, oito pistolas e dois revólveres, além de munições e carregadores.

A operação faz parte das estratégias de combate ao crime organizado na capital baiana. A Polícia Militar informou que seguirá intensificando as rondas na região para garantir a segurança da população.

O caso será investigado pelas autoridades competentes.