O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Moraes justificou que descumpriu as medidas cautelares impostas a ele, por ter veiculado conteúdo nas redes sociais dos filhos.
Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro utilizou redes sociais de aliados – incluindo seus três filhos parlamentares – para divulgar mensagens com “claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio ostensivo à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes. Para o ministro, a atuação do ex-presidente, mesmo sem o uso direto de seus perfis, burlou de forma deliberada a restrição imposta anteriormente.
Com isso, Moraes determinou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar em seu endereço residencial. A decisão inclui:
uso de tornozeleira eletrônica;
proibição de visitas, salvo por familiares próximos e advogados;
recolhimento de todos os celulares disponíveis no local.
*G1
Foto: REUTERS/Mateus Bonomi
Manu Pilger, Mestra em Comunicação pela UFRB
Nos últimos tempos, tem sido cada vez mais comum ouvir o desabafo de mulheres que, além de assumirem sozinhas a criação dos filhos, carregam também o peso do preconceito quando tentam recomeçar sua vida afetiva. São mães solos que sonham em encontrar alguém para dividir alegrias, companheirismo e afeto, mas se deparam com perguntas e atitudes que revelam uma mentalidade ainda presa ao passado ou ao menos a uma lógica que deveria ter ficado para trás.
Entre as principais queixas, destaca-se um comportamento que choca pela frieza: homens que, no primeiro contato, questionam quem é o “provedor” das contas da casa ou quem sustenta a família. A frustração dessas mulheres não está apenas no constrangimento imediato da pergunta, mas no que ela revela: a ideia, ainda enraizada, de que a mulher com filhos é um “fardo” financeiro, e que se relacionar com ela seria uma espécie de “ônus” ou “compromisso automático” com despesas que não lhe dizem respeito.
Essa visão distorcida escancara não apenas o machismo estrutural, mas também um pensamento capitalista que associa relações a custos e não a afetos. É diferente da mulher solteira sem filhos, que muitas vezes passa ilesa a esse tipo de julgamento. A mãe solo, por outro lado, precisa lidar com o estigma de ter filhos e, ainda assim, é criticada quando busca reconstruir a própria felicidade.
O paradoxo é evidente: a sociedade condena mães solos tanto por permanecerem sozinhas (“ninguém quer mulher com filho”) quanto por ousarem buscar um relacionamento (“olha aí, querendo que alguém banque o filho”). É uma armadilha emocional e social. E como bem lembrou Tom Jobim, é impossível ser feliz sozinho querer companhia não é sinal de fraqueza ou incapacidade, mas de humanidade.
Nesse novo tempo, em que modelos de família se ampliam para incluir uniões homoafetivas, famílias recompostas e diversas formas de amar, é urgente que os homens, e a sociedade como um todo, revisitem seus conceitos sobre relacionamentos com mães solos. Que enxerguem essas mulheres não como um “pacote problemático”, mas como mulheres inteiras, que já demonstraram força e coragem ao seguirem sozinhas e que merecem dividir não apenas as contas mas principalmente as alegrias, o cuidado e o amor.
O que se espera dos homens, hoje, não é apenas que sejam provedores, mas que sejam parceiros: dispostos a construir junto, a respeitar a história da mulher e de seus filhos, e a somar felicidade em vez de pesar com julgamentos. Só assim será possível caminhar rumo a relações mais saudáveis, empáticas e maduras onde ser mãe solo não seja mais sinônimo de solidão forçada.

Durante a cerimônia de 80 anos do Instituto Rio Branco, no Itamaraty, nesta segunda-feira, 4, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rechaçou qualquer negociação com os EUA diante das exigências do presidente Donald Trump e referiu-se às sanções impostas ao Brasil como “ataques orquestrados por brasileiros em conluio com forças estrangeiras”.
Apesar de não citar nomes, as palavras do chanceler fazem referência direta à atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do jornalista Paulo Figueiredo junto ao governo Trump.
“Nesse ultrajante conluio que tem como alvo a nossa democracia, os fatos e a realidade brasileira não importam para os que se erigem em veículo antipatriótico de intervenções estrangeiras”, afirmou Vieira.
O ministro também rechaçou as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao impor uma sobretaxa de 50% à maioria das exportações brasileiras, em 9 de julho, Trump condicionou a suspensão da medida ao fim das manobras do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender Bolsonaro.
“A Constituição cidadã não está e nunca estará em qualquer mesa de negociação”, disse Vieira. “Nossa soberania não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis.”
Na quinta-feira 31, Mauro Vieira esteve em Washington em reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Depois do encontro, o ministro disse que reafirmou a independência do Brasil e o compromisso de não ceder a pressões externas, sendo esta a primeira conversa entre os chefes das diplomacias dos dois países desde o início do mandato de Trump, em janeiro deste ano.
Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo buscam apoio de autoridades locais para que sanções norte-americanas atinjam o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Moraes e outros sete ministros do Supremo já tiveram o passaporte americano suspenso por determinação do governo Trump. Na semana passada, Moraes recebeu sanções previstas na Lei Magnitsky.
Informações Revista Oeste

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) concentram sua atenção nesta semana em julgamentos que envolvem desde o uso de material genético de condenados até o transporte de animais de apoio emocional em voos. Há, ainda, a apreciação de temas políticos e econômicos relevantes para o cenário nacional.
Dentre os processos em pauta, destaca-se a análise da legalidade das federações partidárias, o debate sobre a coleta obrigatória de DNA de pessoas condenadas e a avaliação do papel da Polícia Militar do Distrito Federal nos eventos do 8 de janeiro.
Também haverá o debate sobre a cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e sua aplicação em contratos internacionais.
https://youtube.com/watch?v=qbYAzyH0X2k%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Frevistaoeste.com
Na próxima quarta-feira, 6, o plenário avaliará uma ação do PTB, que argumenta que a legislação das federações partidárias viola a proibição constitucional das coligações proporcionais. O ministro Luís Roberto Barroso concedeu uma liminar que determinou que as federações devem registrar seus estatutos até seis meses antes das eleições, prazo equivalente ao exigido de partidos.
Outro tema da quarta-feira 6 envolve a obrigatoriedade ou não das companhias aéreas brasileiras transportarem gratuitamente animais de suporte emocional em cabines de voos nacionais com origem, ou destino, no Rio de Janeiro. O ministro André Mendonça suspendeu a lei estadual que determinava essa obrigação, e o plenário decidirá se mantém a medida.
No mesmo dia, os ministros vão analisar a constitucionalidade da coleta de material genético de condenados por crimes violentos. A ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge defende a medida, pois “a obrigação está amparada em lei e não fere o princípio da legalidade”.
Em relação à Cide, o STF avaliará recurso da Scania Latin America contra decisão do TRF-3. O Tribunal permitiu a cobrança da contribuição sobre remessas ao exterior para contratos de tecnologia. A empresa, por sua vez, alega que os fundos arrecadados não têm sido destinados exclusivamente ao desenvolvimento tecnológico, como previsto em lei.
Também será discutida a possibilidade de incluir empresas de um mesmo grupo econômico na execução de condenações trabalhistas, mesmo sem terem participado do processo original. Cinco ministros, entre eles Dias Toffoli, Flávio Dino, André Mendonça e Nunes Marques, são contra a inclusão automática, salvo em situações excepcionais. Edson Fachin diverge e defende a inclusão, desde que a empresa possa recorrer.

Entre 8 e 18 de agosto, a Primeira Turma da Corte julgará, em plenário virtual, ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por suposta omissão nos atos do 8 de janeiro de 2023.
Eles respondem a acusações de crimes como tentativa de golpe de Estado. Especialistas veem o caso, que está sob a relatoria de Alexandre de Moraes, como referência para futuros julgamentos.
No plenário virtual, também a partir do dia 8, os ministros avaliam a repactuação dos acordos de leniência de empresas investigadas na Lava Jato. As companhias, incluindo Andrade Gutierrez, Braskem e Novonor, poderão ter abatimento de até 50% nos valores devidos. Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou apoio à repactuação desses acordos.
Informações Revista Oeste

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao Congresso Nacional que abriu a fase de testes de um novo aplicativo de mensagens instantâneas para uso interno do governo federal, em substituição a plataformas como o WhatsApp e o Telegram. A novidade foi dada pelo diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, à Comissão de Controle de Atividade de Inteligência do Congresso Nacional. As informações são da Folha de S.Paulo.
Durante o governo Bolsonaro, a Abin suspendeu o uso de um aplicativo de mensagens próprio (batizado de Athena) e escanteou o sistema oficial para distribuição de alertas e relatórios de inteligência, argumentando a necessidade de agilizar a comunicação dentro do governo. Mas o uso do aplicativo da Meta para envio de informes de inteligência provocou um curto-circuito na Abin em 8 de janeiro de 2023. Informes de inteligência que apontavam o risco de ataque às sedes dos três Poderes foram enviados em grupos de mensagens ou diretamente a autoridades por meio do aplicativo.
Autoridades envolvidas no desenvolvimento do novo aplicativo afirmam que inicialmente o aplicativo seria usado apenas pelos integrantes do Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), rede que reúne diferentes órgãos públicos para troca de informações de inteligência. Hoje, porém, a ideia é fornecer o app para toda a administração pública federal.
Informações Metrô 1

O presidente do diretório municipal do PL, em Itabuna, Chico França, questionou o “relativismo” da democracia que vem sendo praticada no Brasil. De acordo com o dirigente partidário, um outdoor com uma mensagem comemorativa aos 115 anos de Itabuna, com a imagem dele, João Roma e o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi vandalizado na cidade.
“Encontramos, nesta segunda-feira, a placa quase toda destruída e dela excluída a imagem do ex-presidente Bolsonaro”, denunciou Chico França, lamentando o vandalismo com sérios indicativos políticos
Para Chico França, democracia se faz respeitando a diferença. “Democracia não pode ser de acordo com a conveniência de alguns que tentam impor um pensamento único. Isso é totalitarismo. Não tem cabimento cercear o direito do outro de expressar suas preferências políticas”.
tema: instalação de uma delegacia da PF, em Feira de Santana
As empresas de ônibus intermunicipal Viação Regional e Viação Jauá anunciaram o encerramento de suas atividades após 30 anos de fundação na Bahia. Por meio de um comunicado nas redes sociais, neste sábado (1º), a entidade informou que a partir de setembro, vai fechar e repassar suas atividades para outras empresas.
Atualmente a organização é responsável por atender cidades como Alagoinhas, Camaçari, Cipó, Cícero Dantas, Feira de Santana, Inhambupe, Jeremoabo, Nova Soure, Olindina, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Ribeira do Amparo, Terra Nova e Teodoro Sampaio, e alguns municípios da Região Metropolitana de Salvador.
O Sindicato dos Rodoviários Metropolitano informou que as linhas de ônibus serão administradas agora pela Viação Cidade Sol da família dos Carletto. O grupo passa a ser agora a maior empresa do sistema intermunicipal da Bahia, tendo o maior monopólio de todos os tempos no transporte de passageiros.
A Viação Jauá iniciou suas atividades em 1997 no ramo de transporte intermunicipal e metropolitano de passageiros. Sua área de atuação se destaca na região do Recôncavo Baiano, compreedendo as cidades de Amargosa, Varzedo, Santo Antônio de Jesus, Conceição do Almeida, Mangabeira, Cruz das Almas, Conceição da Feira e São Gonçalo. Também serve de transporte as cidades históricas de Santo Amaro, Cachoeira, São Felix, Maragojipe e Muritiba. Na região Metrpolitana de Salvador, seu principal destino é Candeias.
*Bahia Notícias
Foto: reprodução
Aproximadamente seis milhões de consumidores baianos receberão descontos nas contas de energia em agosto, com abatimentos de até R$ 32,80, dependendo do consumo. No total, R$ 53,9 milhões serão repassados pela Neoenergia Coelba aos beneficiados.
O crédito corresponde ao “bônus Itaipu”, originado da venda de energia da usina hidrelétrica. Podem ser contemplados clientes residenciais e rurais que consumiram, em média, menos de 350 kWh mensais em 2024, conforme o Despacho nº 2.233/2025 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
O desconto foi calculado com base no consumo de cada cliente e está sendo aplicado diretamente nas faturas emitidas pela distribuidora.
Essa é a segunda vez em 2025 que os consumidores da Bahia recebem o benefício, após repasses de R$ 75,3 milhões em janeiro, quando 5,7 milhões de baianos foram beneficiados com abatimentos de até R$ 46,38.
*Metro1
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A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) confirmou a demissão por justa causa de um multioperador da empresa DASS Nordeste Calçados e Artigos Esportivos S.A., em Vitória da Conquista. O desligamento ocorreu após a publicação de vídeos com “tom jocoso e depreciativo” sobre o ambiente de trabalho. A decisão ainda pode ser contestada.
Em dezembro, o funcionário foi dispensado por divulgar conteúdos no Instagram que, segundo a empresa, afetavam negativamente sua reputação. Um dos vídeos, feito no banheiro da fábrica e com o trabalhador usando uniforme, trazia a legenda: “Como você consegue trabalhar na Dass”. A empresa afirmou que o uso de celular era proibido, conforme termo assinado pelo empregado.
O trabalhador acionou a Justiça pedindo a reversão da demissão. No processo, a empresa argumentou que houve má conduta e ofensa à imagem institucional. A juíza responsável destacou que a infração estava comprovada e citou o Código de Conduta da empresa.
O relator do caso, desembargador Esequias de Oliveira, entendeu que as gravações violaram normas internas e comprometeram a imagem da empresa. Ele ressaltou que a repetição da conduta agravou o caso. A decisão foi acompanhada pelos desembargadores Renato Simões e Ana Paola Diniz.
*Metro1
Foto: divulgação