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Motoristas esperavam que o etanol estivesse bem mais barato que a gasolina, mas isso não aconteceu - PA Media
Motoristas esperavam que o etanol estivesse bem mais barato que a gasolina, mas isso não aconteceu Imagem: PA Media

Quem tem moto ou carro flex espera economizar na hora de escolher o combustível. Como o preço da gasolina disparou nos últimos meses por causa da valorização do dólar e da alta no preço internacional do petróleo, a expectativa de muitos motoristas era de que o álcool (etanol hidratado) se tornasse uma opção bem mais vantajosa, mas isso não aconteceu.

Segundo a empresa de gestão de frotas Ticket Log, o litro do álcool chegou ao preço médio de R$ 3,86 na primeira quinzena de fevereiro —alta de 2,1% em relação a janeiro. No mesmo período, a gasolina subiu 4,5%, alcançando a média de R$ 5,03 por litro.

Como rende 30% a menos, o álcool só vale a pena do ponto de vista econômico se o litro custar até 70% o da gasolina —esta é uma média, pois existe variação dependendo do motor.

Atualmente, o álcool compensa nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Mesmo assim, o ganho é pequeno, de no máximo R$ 0,03 por km rodado.

Apesar de ser produzido em quase todo no Brasil e com produtos nacionais (principalmente a cana-de-açúcar), o álcool sofre influência direta da cotação do dólar. O preço do açúcar no mercado internacional, a procura por álcool em gel, a safra da cana e os impactos da pandemia na indústria de combustíveis também explicam por que o preço do álcool subiu tanto.

Recuperação após a pandemia

O gráfico acima mostra como o preço dos combustíveis em geral despencou a partir de fevereiro de 2020 e voltou a crescer depois de maio. Isso aconteceu no mundo todo, por causa do coronavírus.

As medidas de isolamento social levaram a uma queda do consumo de combustíveis para o transporte e para a indústria. A redução na demanda puxou os preços para baixo e fez com que sobrasse estoque do produto. O petróleo foi até negociado a valores negativos já que, sem ter onde estocá-lo, muitos investidores preferiram pagar para não receber os barris comprados.

Com a gasolina e o diesel baratos, o álcool teve que baixar de preço também. Segundo Antonio Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), o setor acumulou prejuízos naquele período, vendendo abaixo do preço de custo.

Agora, com a gasolina em alta, o setor de etanol também está subindo os preços e recuperando os prejuízos. “Hoje não podemos reclamar, porque estamos vendendo com margem positiva, tanto o açúcar quanto o etanol”, diz Rodrigues.

Cotação do açúcar

A cana-de-açúcar é a principal matéria-prima no Brasil para a produção de álcool e de açúcar. Segundo a Unica, 85% da cana é processada em indústrias mistas, que podem produzir os dois.

Mais uma vez, o preço internacional dos insumos teve interferência no preço. Nos últimos 12 meses, o açúcar subiu cerca de 14% na Bolsa de Nova York e 18% na de Londres, principais pontos de negociação no mundo. Por isso, usinas brasileiras investiram na produção do alimento, em alta, e reduziram a produção do combustível, desvalorizado.

Além disso, o real depreciado perante o dólar tornou o açúcar brasileiro mais competitivo no mercado internacional, onde disputa espaço principalmente com a Índia e a Tailândia.

O Brasil produz também etanol de milho, mas é cerca de 5% do total. E, assim como acontece com a cana, o milho tem outras utilidades e é negociado em dólar.

Entressafra da cana e procura por álcool em gel

Outro motivo para a alta no preço do álcool combustível é a época do ano. A cana-de-açúcar tem uma produção concentrada principalmente entre abril e novembro. O Brasil está agora no período de entressafra, se preparando para plantar a próxima leva.

Por isso, é comum que os preços do álcool subam no início do ano, afirma Milas Evangelista, consultor da FGV Energia.

A pandemia trouxe também uma procura maior por etanol como produto sanitário, como o álcool em gel. A Unica estima que a venda desses produtos cresceu 65,7% no primeiro semestre de 2020. Para Evangelista, a procura pelos produtos de limpeza não influenciou tanto o preço do álcool combustível, mas ajudou a compensar as perdas do setor.

Produtores seguram estoque para manipular o preço?

Com a gasolina em alta, o consumidor passa a procurar mais pelo etanol. Esse aumento na demanda abre margem para que os produtores e revendedores cobrem mais pelo etanol. 

Segundo o consultor da FGV Energia, o mercado de álcool combustível no Brasil é competitivo, o que é bom para o consumidor. Algumas empresas maiores conseguem segurar os estoques à espera de um preço mais vantajoso para elas, mas a maioria não tem condição de arcar com esse risco —pois não existe a certeza de que o preço vai subir.

Para Antonio Rodrigues, da Unica, o preço depende essencialmente da relação oferta e demanda. Se subiu, é porque há gente disposta a pagar esse valor. “O consumidor é o regulador do mercado. Ele faz a avaliação do momento em que vale a pena usar o etanol ou a gasolina”, diz.

Informações UOL Notícias


Fórum Empresarial da Bahia divulga carta com alternativas ao fechamento do comércio
Foto: Reprodução

Diante do anúncio de novas restrições, como o toque de recolher até o fim do mês e o “lockdown” neste fim de semana, o Fórum Empresarial da Bahia publicou uma “carta-manifesto” com uma série de sugestões para o poder público. O grupo listou alternativas ao fechamento do comércio.

Eles defendem a ampliação da frota de ônibus, que é “um forte vetor de transmissão do vírus”; reativação dos hospitais de campanha que foram instalados e estavam em funcionamento na Arena Fonte Nova, Wet’n Wild e Hotel River Side; medidas localizadas de contenção em bairros com o maior número de casos; criação de escalonamento de horários de abertura de estabelecimentos comerciais, “visando diminuir os horários de pico no transporte público”; estabelecimento de multas e/ ou outras penalidades para os cidadãos que fazem aglomerações; criação de um comitê de crise público-privado para buscar soluções; e a manutenção dos esforços para avançar na campanha de vacinação.

“Com a certeza de que a economia não suporta um novo fechamento, nos colocamos, de imediato, à disposição de V.Exa. para atuarmos juntos nesse cenário de crise, elencando, para avaliação, algumas sugestões de medidas que acreditamos serem eficazes”, diz a entidade, ao pontuar que os casos de coronavírus não cresceram com a reabertura das atividades comerciais no ano passado.

“Foram registrados sucessivos índices de queda nas taxas de ocupação de leitos de UTI logo após a reabertura de toda atividade econômica, em 24 de julho de 2020. Isso evidencia que o aumento do contágio não está ligado diretamente ao funcionamento do comércio e prestação de serviços e sim à ocorrência de aglomerações e desobediência no cumprimento dos protocolos de segurança que tem

sido amplamente noticiado pela imprensa”, defende o grupo, que pede compreensão pelo momento difícil também enfrentado pela classe produtiva.

A carta é assinada, de forma conjunta, pela Associação Brasileira das Agências de Propaganda – Seção Bahia (Abap-BA), Associação Baiana de Supermercados (Abase), Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-BA), Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP-BA), Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Associação Comercial da Bahia (ACB), Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac), Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-BA), Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb-BA), Associação dos Jovens Empreendedores – Bahia (AJE-BA), Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé-BA), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FBHA), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (FCDL).

Informações Bahia Notícias


O anúncio da prorrogação do lockdown até a quarta-feira foi feito pelo secretário de Comunicação, Edson Borges
Foto: Ed Santos: Acorda Cidade

O Protagonista- Está prorrogado até às 5h da próxima quarta-feira (3/3) o lockdown em Feira de Santana. O prefeito Colbert anunciou, através do secretário de Comunicação, Edson Borges, que segue a prorrogação do lockdown estadual, anunciada neste domingo (28), pelo governador Rui Costa.

O escalonamento com o horário de encerramento das atividades, hoje, é o seguinte: comércio de rua, 17 horas; bares e restaurantes, com atendimento presencial, 18 horas; shoppings, galerias de lojas e demais centros comerciais, 19 horas. A entrega em domicilio está permitida. Fica vedada a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de delivery.

Nesse período estarão autorizados a funcionar apenas os serviços considerados essenciais, “aqueles que não admitem interrupção, em especial as atividades relacionadas à saúde, comercialização de gêneros alimentícios, inclusive nas feiras livres, segurança e ao enfrentamento da pandemia, o transporte e o serviço de entrega de medicamentos e demais insumos necessários para a manutenção das atividades de saúde, as obras em hospitais e a construção de unidades de saúde”.

De acordo com o decreto municipal, a locomoção noturna continua “vedada a qualquer indivíduo”, bem como a permanência e o trânsito em vias ou equipamentos, até a quarta-feira (03/03),  diariamente a partir das 20h às 5h. Permanecem autorizados: o deslocamento para ida a serviço de saúde ou farmácia, para compra de medicamentos, ou situações em que fique comprovada a urgência; a atuação dos servidores, funcionários e colaboradores, no desempenho de suas funções, nas unidades públicas ou privadas de saúde e segurança; o funcionamento dos estabelecimentos comerciais e de serviços até às 19h30, de modo a garantir o deslocamento dos funcionários e colaboradores às suas residências; o funcionamento dos terminais rodoviários e de transporte coletivo, bem como o deslocamento de funcionários e colaboradores que atuem na operacionalização destas atividades essenciais; os serviços de limpeza pública e manutenção urbana; os serviços de entrega em domicílio (delivery) de farmácia e medicamentos, independentemente de horário e os serviços de entrega em domicilio (delivery) de alimentação, até às 24 horas. Ainda neste domingo (28) a Prefeitura anuncia mudança no funcionamento de repartições públicas municipais, na segunda (01/03) e terça (02/03).


UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciais


UnB reserva vagas para negros desde o vestibular de 2004


Percentual de negros com diploma cresceu quase quatro vezes desde 2000, segundo IBGE
Foto: Marcello Casal Jr

Agência Brasil- Interessados em entrar na lista de espera de bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) devem acessar a página de inscrição, com seu número e senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mais recente nesta segunda (1º) e terça-feira (2) e manifestar interesse em participar do processo. 

Diferentemente da segunda chamada, a espera não é automática. A inclusão na lista é exclusiva aos candidatos que participaram daquele processo seletivo do Prouni 2021 e não está aberta a novos inscritos.

O Prouni acontece sempre duas vezes por ano, para ingresso no primeiro e no segundo semestre. Quem não for chamado em lista de espera, cujo resultado será divulgado em 5 de março, tem que esperar até a edição seguinte para tentar novamente. Essa etapa comporta todas as vagas não preenchidas dentre as 162 mil oferecidas durante primeira e segunda chamadas desta edição do Prouni.

Comprovação

No caso de candidatos pré-selecionados em lista de espera, o período para comprovar as informações declaradas no ato da inscrição é de 8 a 12 de março. Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Divulgação

Os cursos disponíveis na lista de espera variam em cada edição. Como os resultados da espera vão sendo divulgados aos poucos, conforme a disponibilidade de vagas, o interessado deve acessar o sistema todos os dias, até o encerramento do período, para ver se foi contemplado. O Ministério da Educação não envia mensagens informando sobre a aprovação. Caso pré-aprovado, o candidato também deve ficar atento ao prazo para a apresentar documentação exigida como comprovantes de renda, identificação pessoal, endereço e escolaridade.

Candidatos

Criado para permitir o acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior, só podem pleitear uma bolsa candidatos que fizeram o Enem mais recente e obtiveram pelo menos 450 pontos na média das provas, sem ter zerado a redação. Também é necessário comprovar renda familiar bruta mensal de, no máximo, três salários mínimos por pessoa e não ter diploma de nível superior.

O candidato também precisa se encaixar em um dos pré-requisitos abaixo:

  • ter feito todo o ensino médio em escola pública ou em particular como bolsista integral;
  • ser professor da rede pública de ensino básico no efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Nesse caso, não é necessário comprovar renda;
  • Ser pessoa com deficiência.

Foto: Washington Nery

Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 24.434 pacientes recuperados, índice que representa 95,4% dos casos confirmados. Enquanto isso, oito exames foram negativos e 50 positivos.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 99 pacientes internados no município e 739 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (28).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE DOMINGO
28 de fevereiro de 2021

Casos confirmados no dia: 50
Pacientes recuperados no dia: 30
Resultados negativos no dia: 8
Total de pacientes hospitalizados no município: 99
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 739
Total de casos confirmados no município: 25.612 (Período de 06 de março de 2020 a 28 de fevereiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 640
Total de recuperados no município: 24.434
Total de exames negativos: 37.060 (Período de 06 de março de 2020 a 28 de fevereiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 380
Total de óbitos: 461

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.686 (Período de 06 de março de 2020 a 28 de fevereiro de 2021)
Resultado positivo: 3.888 (Período de 06 de março de 2020 a 28 de fevereiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 15
Resultado negativo: 17. 798 (Período de 06 de março de 2020 a 28 de fevereiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Por: Taiguara Fernandes de Sousa

“Vamos: o que podemos fazer para ter meu lockdown? Esses merdinhas estão muito desobedientes. Precisam voltar ao controle”.

Uma mesa de técnicos começou a expor os dados e a falar sobre como o costume nocivo de as pessoas comerem sem máscaras aumentou o contágio.

“Absurdo. Tem que comer de máscara”, disse o governador.

Trouxeram uma listinha de atividades. Bastava marcar um “x” para proibir.

“É, precisamos mostrar que somos duros… Fizemos vista grossa no Carnaval, eles já tiveram a putaria… É hora de acabar com essas férias! Que tal os restaurantes?”

Agora não. Os donos fariam barulho e as pessoas estavam gostando. Precisavam de mais um medinho antes disso.

“Tudo bem, tudo bem. Indústrias?”

Mas havia os impostos. Tinham que sanar umas contas antes de jogar o restante para o Governo Federal se virar.

“Certo. Na próxima… Ah, as igrejas! Sim”.

Indagaram se isso não traria oposição.

O governador gargalhou.

“Aqueles maricas! Não se preocupe. Eles nunca fazem nada, pagam de santinhos. E, se fizerem algo, sempre podemos dizer que eles… como falam? ‘Não vivem o amor’”.

Mas a Diocese mantinha alguns hospitais…

Gargalhou mais alto.

“Relaxe. Estão morrendo de medo da doença. Capaz de o Bispo mandar fechar antes da gente… Liga aí pro Dom”.

Tudo certo. O Dom apoiou. Ele estava trancado há meses e já até esquecera como era o mundo lá fora.

“Igrejas”, e marcou “x”.

“As praias? Sim. Os ambulantes não têm organização, não têm sindicatos, vão só chiar… Nem pagam ICMS! É bom que aprendem”.

Fechou.

Mais umas três atividades e tudo certo.

Alguém chegou com o relatório científico. O governador não leu.

“Muito grave, muito grave, mas seremos duros!”

E o tratamento precoce?

“Aqui trabalhamos com ciência, não com teorias da conspiração”.

Disseram que eram remédios antigos, já conhecidos…

“Sem comprovação!”

Mas um lobista trouxe uma vacina novíssima, criada ontem.

“Ah, a ciência! Queremos!”

O celular tocou.

“Oi, chuchuzinho”.

Era a filha de 15 anos. Hoje era o aniversário dela. 500 pessoas esperando na granja.

“Coloque o decreto para amanhã. Hoje tem essa festa da guria…”


Mega-Sena, concurso da  Mega-Sena, jogos da  Mega-Sena, loteria da  Mega-Sena
Foto: Marcelo Camargo

Agência Brasil- Mega-Sena sai para um apostador que ganhou prêmio de R$ 49.341.885,20 milhões. O sorteio foi realizado neste sábado (27) em São Paulo. As dezenas sorteadas foram: 02 – 03- 07 – 48 – 51 – 54.

A Quina teve 107 apostas e cada ganhador teve prêmio de R$ 38.652,61. A Quadra teve 6.601 apostas e cada ganhador levou prêmio de R$ 895,06.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal – acessível por celular, computador ou outros dispositivos. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito. O volante, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.


Primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, ministro da Ciência e Tecnologia exaltou parceria com a Índia após lançamento do satélite Amazonia-1

Ministro Marcos Pontes discursa na Índia após lançamento do satélite Amazonia-1
Ministro Marcos Pontes discursa na Índia após lançamento do satélite Amazonia-1

Primeiro astronauta brasileiro e sul-americano a ir ao espaço, em 2006, e hoje ministro da Ciência e Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes acompanhou localmente, na Índia, o lançamento bem-sucedido do satélite brasileiro Amazonia-1, realizado a partir da base de Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na madrugada deste domingo (28).

Desenvolvido ao longo de 13 anos, o equipamento se torna o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Cerca de uma hora após o sucesso da missão, às 3h30 (de Brasília), Pontes participou de transmissão ao vivo na internet promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele comparou a emoção com o lançamento à senseção que viveu antes de embarcar para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, há aproximadamente 15 anos. 

“O lançamento foi maravilhoso, o coração bateu muito forte. Lembrei de 15 anos atrás [quando foi ao espaço]. Vendo esse foguete decolando todas as emoções vieram de volta”, comentou. 

O ministro também comemorou o momento que classifica como um “novo impulso” do programa espacial brasileiro — citando, além do lançamento do Amazonia 1, o acordo com os EUA para uso da Base de Alcântara, no Maranhão.

“[O lançamento] é um momento histórico do programa espacial brasileiro, que agora tem novo impulso com o desenvolvimento do centro espacial da Alcântara de forma comercial e desenvolvimento de novos satélites”.

Com o lançamento do primeiro satélite 100% brasileiro, Pontes projeta, agora, a produção de novos equipamentos espaciais no país, incluindo foguetes — sem mencionar prazos. 

“O Amazonia-1 lidera o movimento de outros satélites que serão desenvolvidos no Brasil e foguetes brasileiros”, disse.

Parceria com a Índia

Em discurso anterior, logo após a conclusão da missão e falando para cientistas indianos na base de Satish Dhawan, Pontes saudou a parceria entre o Brasil e o país asiático em nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A todos vocês na Índia, gostaria de agradecê-los e parabenizá-los pelo lindo lançamento e lindo foguete, além de todos os esforços que foram feitos aqui”, disse Pontes.

“Essas duas bandeiras (apontando para flâmulas do Brasil e da Índia)  representam exatamente o que estamos fazendo hoje. Vamos trabalhar juntos, falo em nome do presidente do Bolsonaro”, acrescentou o ministro.

Pontes descreveu o lançamento do Amazonia-1 como um “dia muito feliz” e agradeceu a brasileiros e indianos por “trabalharem tão duro” para concluir o lançamento. O equipamento é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

“Gostaria primeiramente de parabenizar a todos e cada um de vocês, por trabalharem tão duro para fazer esse lançamento bem-sucedido. Como podem imaginar, pelo lado brasileiro, nós trabalhamos neste satélite por anos. Todos esses esforços feitos por muitas pessoas, não apenas no nosso país. Todos representam um grande time de muitos anos de trabalho, esse satélite é uma missão muito importante para o Brasil”, declarou o ministro.

Na transmissão ao vivo no canal de YouTube do Inpe, Pontes voltou a exaltar a parceria com a Índia e destacou a importância de parceiras no campo espacial.

“A parceria com a Índia é extremamente promissora. Fiquei extremamente animado e muito emocionado”, disse o ministro.

Durante o agradecimento aos parceiros do país asiático, ele contou ter participado de uma reunião com o presidente do conselho da Agência Espacial da Índia, destacando as metas do programa espacial indiano.

“[A Índia tem] planos futuros ambiciosos e interessantes, que incluem voos tripulados. Um salto gigantesco em termos de tecnologia”, relatou Pontes.

Lançamento bem-sucedido

O Amazonia-1 foi colocado em órbita na madrugada deste domingo (28). Dentro do horário programado – à 1h54 (de Brasília) -, o satélite foi lançado a bordo do foguete indiano PSLV-C51, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na Índia.

Nos cerca de 17 minutos seguintes, satélites foram desacoplados do foguete em quatro estágios, que indicaram o sucesso da missão. Às 2h11 (de Brasília), a transmissão oficial mostrou o Amazonia-1 sendo separado do foguete e lançado ao espaço. 

Além do Amazonia-1, outros satélites foram levados à órbita terrestre a bordo do mesmo foguete. O equipamento brasileiro foi colocado numa altitude média de mais de 750 km acima da superfície da Terra. O equipamento terá sua órbita em sincronia com a do sol e viajará a uma velocidade de quase 27.000 km/h, o que lhe permitirá levar apenas 100 minutos para dar uma volta na Terra, com a capacidade de gerar imagens de qualquer ponto do planeta a cada 5 dias.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as informações providas pelo Amazonia-1 consistem em imagens ópticas com resolução de 64m e largura da faixa imageada de 866km.

Operando conjuntamente com os satélites CBERS-4 e CBERS-4A, lançados, respectivamente em dezembro de 2014 e dezembro de 2019, serão providas imagens recorrentes do território brasileiro a cada dois ou três dias, melhorando significativamente a oferta de informações aos seus diferentes usuários.

Essas informações serão úteis para diversas aplicações, como o monitoramento da região amazônica, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, de reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas e desastres ambientais.

Além do domínio do ciclo completo de desenvolvimento de um satélite do porte e complexidade do Amazonia 1 e dos benefícios resultantes das aplicações das imagens obtidas a partir do espaço, a missão permitirá outro ganho tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para ser utilizada em diferentes tipos de satélites na faixa de 700kg, com redução significativa de prazos e custos.

Informações CNN Brasil


mendoza
Legenda: Mendonza ao lado do presidente Robinson de Castro, na assinatura de contrato com o Ceará, que ocorreu neste sábado (27)Foto: Felipe Santos/Cearasc

Ceará anunciou oficialmente, na tarde deste sábado (27), uma das principais contratações para a temporada. O colombiano Stiven Mendoza chega ao Alvinegro para ser titular e é mais uma prova da boa atuação que o clube tem tido no mercado. A negociação, que caminhou sob sigilo por cerca de um mês, só foi possível por articulação ágil do departamento de futebol do clube nos bastidores.

Engenharia financeira

Stiven Mendoza possuia contrato com o Amiens, da França, até a metade de 2021. Já poderia assinar pré-contrato com outras equipes. Ciente disto, o Ceará agiu rápido no mercado e preparou uma engenharia financeira para se antecipar, criando uma condição mais favorável de ganhar a disputa, que contava com a concorrência de clubes da França, Colômbia e até mesmo do Brasil.

O Alvinegro adquiriu 60% dos direitos econômicos do jogador pela quantia de 600 mil euros (pouco mais de R$ 4 milhões de reais na cotação atual). Deste total, 425 mil euros (em torno de R$ 2,8 milhões) pagos à vista. O restante foi parcelado em três anos (36 meses), em suaves parcelas.

O valor foi positivo para o Amiens e determinante na negociação, já que o clube francês perderia o atleta de graça em seis meses. Agora, não há mais nenhuma ligação do atleta com clube francês. Os direitos federativos são todos do Ceará.

Além disso, houve uma composição financeira para que o negócio fosse vantajoso, também, para o próprio jogador, que ficou com os 40% restantes. Há, aqui, um detalhe importante: o Ceará ainda pode comprar mais 30%.

Metas por produtividade

No contrato de Mendoza, há metas por produtividade. Uma delas é de quantidade de jogos. Caso o colombiano alcance o estabelecido em 2021, ao final do ano, o Ceará tem a obrigação de comprar mais 10%.

Para 2022, também há objetivos definidos. Porém, ao final do ano que vem, com as metas atingidas, o clube comprará mais 20%.

Todos os valores já estão fixados em contrato.

Atuação no mercado

Legenda: Mendoza é conhecido como “Speed” por sua velocidade em campoFoto: Marcelo Malaquias / E.C. Bahia

Speed Mendoza já era observado e monitorado pelo Ceará há um bom tempo. A contratação do atacante agora dá dimensão de como o clube ampliou o leque de possibilidades com uma boa capacidade de investimento, e tem sido agressivo para contratar os jogadores que quer.

  • Importante¹: Mendoza, assim como todos os outros reforços, foram contratados porque se encaixam no modelo de jogo do técnico Guto Ferreira. O Ceará está buscando peças que encaixem dentro do sistema do treinador e potencializem os conceitos do técnico. Há coerência na distribuição das posições.
  • Importante²: Ir ao Benfica, de Portugal, buscar Yony González, e ir ao Amiens, da França, buscar Stiven Mendoza, mostra como o Ceará mudou o seu status de atuação no mercado da bola. O clube está, de fato, em consolidação no cenário nacional.

O clube segue em busca de um zagueiro e um lateral-direito. Para o setor ofensivo, as contratações estão fechadas, havendo ainda a possibilidade de permanência do meia Lima, algo que interessa ao clube.

Informações Diário do Nordeste


MP junto ao TCU pede suspensão de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde - Getty Images
MP junto ao TCU pede suspensão de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde Imagem: Getty Images 

A Procuradoria do TCU (Tribunal de Contas da União) pediu ao órgão nesta sexta-feira a “imediata suspensão” do contrato assinado na véspera pelo Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos, fabricante do imunizante indiano Covaxin no Brasil, que prevê a compra de 20 milhões de doses da vacina contra covid-19 entre março e maio.

A solicitação foi enviada ao próprio TCU, já que há uma carreira específica que une MP e TCU dentro da própria corte. Na representação, o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado contestou o fato de que, mesmo sem autorização da Anvisa para realizar estudos clínicos de fase 3 no Brasil, o governo firmou um contrato de R$ 1,61 bilhão para a compra de uma vacina que não têm eficácia comprovada para aplicação no país.

Furtado disse que tem alertado em oportunidades anteriores que o governo federal e o ministério têm “dado as costas para as recomendações técnicas da comunidade científica e de respeitadas instituições internacionais baseadas em criteriosos estudos”.

“A aquisição de vacinas ainda não testadas atrasa ainda mais a vacinação dos brasileiros e coloca em risco da vida de milhões, no momento em que enfrentamos a pior fase da doença, com o recorde de mortes diárias atingido recentemente. Cabe notar que, no momento, temos opções de vacinas!”, disse.

“Em detrimento da aquisição de imunizantes que não possuem comprovações cientificas, o certo é aplicar os recursos públicos de forma eficiente e buscando a efetividade na proteção dos brasileiros”, emendou.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que “a aquisição da Covaxin permitirá assegurar e ampliar ainda mais a estratégia de vacinação dos brasileiros contra a covid-19. A aplicação das vacinas, como a de qualquer imunizante incorporado ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), está condicionada à prévia obtenção de registro ou de autorização para uso emergencial pela Anvisa”.

A pasta do governo federal também pontua que “o pagamento pelo Ministério da Saúde a cada fornecedor de vacina também está condicionado à obtenção de autorização da Anvisa para uso do imunizante”.

Desconfiança na Índia

A própria Índia tem enfrentado dificuldades para convencer seus profissionais de saúde e de linha de frente a tomar a Covaxin, cuja aprovação sem dados de eficácia de estágio final foi controversa.

O país tem o segundo maior número de infecções por covid-19 do mundo, depois dos Estados Unidos, com casos surgindo recentemente à medida que o uso de máscaras diminui e os estados diminuíram as medidas de distanciamento social. A falta de confiança na vacina do país pode impedir a Índia de cumprir sua meta de vacinar 300 milhões do total de 1,35 bilhão de habitantes até agosto.

A Índia já vacinou mais de 10,5 milhões de profissionais de saúde e de primeira linha desde o início de sua campanha de imunização em 16 de janeiro. Mas apenas 1,2 milhão, ou cerca de 11%, deles tomaram a Covaxin, a vacina desenvolvida localmente pela Bharat Biotech, enquanto os 9,4 milhões restantes usaram a vacina da AstraZeneca, de acordo com a plataforma online Co-Win do governo usada para acompanhar a campanha de vacinação.

Inspeção

Em outra frente, a Anvisa informou nesta sexta que vai inspecionar a partir da próxima semana instalações da empresa Bharat Biotech, na Índia. Os cinco servidores designados para a missão já se encontram em deslocamento para a Índia, onde devem chegar na noite de desta sexta, pelo horário de Brasília.

O pedido de inspeção havia sido apresentado no último dia 13 de fevereiro e a Anvisa e o laboratório acertaram na época a realização da inspeção para os primeiros dias de março.

A inspeção tem por objetivo avaliar e emitir o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), que é documento obrigatório para o processo de registro de vacinas e as missões para verificação da linha de produção dos produtos são realizadas a pedido das empresas interessadas na regularização.

“Até o momento não foi apresentado à Anvisa pedido para realização de estudos clínicos nem para autorização de uso emergencial da vacina Covaxin, produzida pela empresa Bharat Biotech”, disse a agência.

Na prática, segundo uma fonte envolvida nas tratativas, o ministério poderia até comprar essas vacinas, mas não poderá administrá-las no momento na população sem o aval da Anvisa.

No Congresso tramitam propostas legislativas que flexibilizam as exigências para imunizantes aprovados fora do Brasil.

O governo tem dito que vai ampliar a oferta de vacinas contra covid para a população, embora, até o momento, somente a CoronaVac e o imunizantes da AstraZeneca-Oxford estejam autorizados para uso emergencial em grupos prioritários.

A Anvisa concedeu nesta semana o registro para uso amplo da vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer com a alemã BioNTech, mas o governo ainda não conseguiu concluir as negociações para a aquisição desse imunizante.

Informações UOL Notícias