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Resultado será no dia 5 de março e matrícula, de 8 a 12

UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciais

Agência Brasil|Termina hoje (2) o prazo para inscrição na lista de espera por bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (Prouni). As inscrições devem ser feitas com número e senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na página de inscrição do programa.

O resultado da lista de espera está previsto para o dia 5 de março, e as matrículas deverão ser feitas no período de 8 a 12 de março.

O Ministério da Educação alerta que, ao contrário do que ocorre na segunda chamada, a inscrição na lista de espera não é automática. É, portanto, necessário que a inscrição seja feita pelos candidatos que participaram do processo seletivo Prouni 2021. Essas vagas não serão abertas a novos inscritos.

O Prouni oferece, nessa edição, 162 mil bolsas para 13.117 cursos em 1.031 instituições de ensino, localizadas em todas as unidades federativas. Segundo o Ministério da Educação, desse total, 52.839 bolsas são para cursos na modalidade de educação a distância.

Os cursos disponíveis na lista de espera variam em cada edição. Como os resultados da espera vão sendo divulgados aos poucos, conforme a disponibilidade de vagas, o interessado deve acessar o sistema todos os dias, até o encerramento do período, para ver se foi contemplado.

O Ministério da Educação não envia mensagens informando sobre a aprovação. Caso seja pré-aprovado, o candidato também deve ficar atento ao prazo para a apresentar documentação exigida como comprovantes de renda, identificação pessoal, endereço e escolaridade.

O Prouni é o programa do governo federal que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

É necessário também que o estudante tenha cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou da rede privada, desde que na condição de bolsista integral. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.

É preciso que o candidato tenha feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio, tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação. Excepcionalmente neste ano os estudantes serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019, uma vez que as provas do Enem 2020 foram adiadas em razão da pandemia de covid-19.


Medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial

Presidente Jair Bolsonaro discursa após cerimônia de posse do Ministro de Estado da Cidadania, Joao Roma, e do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onix Lorenzoni e sanção da Lei da Autonomia do Banco Central

Agência Brasil|O presidente da República editou na noite desta segunda-feira (1º) um decreto e uma medida provisória que zera as alíquotas da contribuição do Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre a comercialização e a importação do óleo diesel e do gás liquefeito de petróleo (GLP) de uso residencial. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Em relação ao diesel, a diminuição terá validade durante os meses de março e abril. Quanto ao GLP, ou gás de cozinha, a medida é permanente. A redução do gás somente se aplica ao GLP destinado ao uso doméstico e embalado em recipientes de até 13 quilos. “As duas medidas buscam amenizar os efeitos da volatilidade de preços e oscilações da taxa de câmbio e das cotações do petróleo no mercado internacional”, informou a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, como forma de compensação tributária, também foi editada uma medida provisória aumentando a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras, alterando as regras de Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos por pessoas com deficiência e encerrando o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). 

“Para que o final do Reiq não impacte as medidas de combate à Covid-19, foi previsto um crédito presumido para as empresas fabricantes de produtos destinados ao uso em hospitais, clínicas, consultórios médicos e campanhas de vacinação que utilizem na fabricação desses produtos insumos derivados da indústria petroquímica, o que deve neutralizar o efeito do fim do regime para essas indústrias, que vigorará até o final de 2025”, informou a Secretaria-Geral.

As novas regras do IPI entram em vigor imediatamente. O aumento da CSLL e o final do Reiq entrarão em vigor em 1º de julho.

As medidas de redução do PIS e da COFINS no diesel e no GLP resultarão em uma redução da carga tributária de R$ 3,67 bilhões em 2021 neste setor. Para 2022 e 2023, a diminuição da tributação no gás de cozinha implicará em uma queda de arrecadação de R$ 922,06 milhões e R$ 945,11 milhões, respectivamente.   


Vista da Zelândia do mar
O oitavo continente do mundo, cuja descoberta foi anunciada em 2017, sempre esteve escondido à vista de todos

BBC News| O ano era 1642, e Abel Tasman estava em uma missão. O experiente marinheiro holandês, que ostentava um bigode extravagante, cavanhaque espesso e uma inclinação a fazer justiça com as próprias mãos — mais tarde, ele tentaria enforcar alguns de seus tripulantes em um desvario de embriaguez — estava confiante da existência de um vasto continente no hemisfério sul e determinado a encontrá-lo.

Na época, esta parte do globo ainda era um tanto desconhecida para os europeus, mas eles tinham uma crença inabalável de que deveria haver uma enorme massa de terra ali — preventivamente chamada de Terra Australis — para contrabalançar seu próprio continente ao norte. A hipótese datava dos tempos da Roma Antiga, mas só agora seria testada.

E assim, em 14 de agosto, Tasman zarpou da base de sua companhia em Jacarta, na Indonésia, com duas embarcações pequenas e rumou para o oeste, depois para o sul, em seguida para o leste, terminando na Ilha Sul da Nova Zelândia.

Mas seu primeiro encontro com o povo maori local não foi nada bom: no segundo dia, vários remaram em uma canoa e colidiram com um pequeno barco que transmitia mensagens entre as embarcações holandesas. Quatro europeus morreram.

Na sequência, os europeus dispararam um canhão contra 11 canoas — não se sabe o que aconteceu com seus alvos.

E esse foi o fim de sua missão — Tasman chamou o local fatídico de Moordenaers Bay (“Baía dos Assassinos”), com pouco senso de ironia, e voltou para casa várias semanas depois, sem sequer ter posto os pés na nova terra.

Embora acreditasse ter realmente descoberto o grande continente do sul, evidentemente, estava longe de ser a utopia comercial que ele havia vislumbrado. E ele não voltou mais.

(Naquela época, a Austrália já era conhecida, mas os europeus achavam que não era o lendário continente que procuravam. Mais tarde, quando mudaram de ideia, recebeu o nome de Terra Australis).

Selo com imagem de Abel Tasman
Abel Tasman possivelmente encontrou o grande continente do sul, embora não tenha percebido que 94% dele estava debaixo d’água

Mal sabia Tasman que ele estava certo o tempo todo. Estava faltando um continente.

Em 2017, um grupo de geólogos ganhou as manchetes dos jornais ao anunciar a descoberta da Zelândia — Te Riu-a-Māui, na língua maori. Um vasto continente de 4,9 milhões de quilômetros quadrados, cerca de seis vezes o tamanho de Madagascar.

Embora as enciclopédias, mapas e mecanismos de busca do mundo estivessem convencidos quanto à existência de apenas sete continentes, a equipe informou com segurança ao mundo que isso estava errado.

No fim das contas, são oito continentes — e o último a ser incluído na lista quebra todos os recordes, como o menor, o mais fino e o mais jovem do mundo.

A questão é que 94% dele está submerso, com apenas um punhado de ilhas, como a Nova Zelândia, emergindo de suas profundezas oceânicas. Ele ficou escondido à vista de todos o tempo todo.

“Este é um exemplo de como algo muito óbvio pode demorar um pouco para ser descoberto”, diz Andy Tulloch, geólogo do instituto de pesquisa da coroa neozelandesa GNS Science, que fez parte da equipe que descobriu a Zelândia.

Mas isso é apenas o começo. Quatro anos depois, o continente segue cercado de mistério, seus segredos estão cuidadosamente guardados a 2 km embaixo d’água. Como foi formado? Quem costumava morar lá? E há quanto tempo está submerso?

Uma descoberta trabalhosa

Na verdade, a Zelândia sempre foi difícil de estudar.

Mais de um século depois que Tasman descobriu a Nova Zelândia em 1642, o cartógrafo britânico James Cook foi enviado em uma viagem científica ao hemisfério sul.

Ilustração das embarcações de Abel Tasman deixando a Nova Zelândia
As embarcações de Tasman deixaram a Nova Zelândia após um encontro sangrento com o povo maori — mas ele acreditava ter encontrado o lendário continente do sul

Suas instruções oficiais eram observar a passagem de Vênus entre a Terra e o Sol, a fim de calcular a que distância o Sol está.

Mas ele também carregava consigo um envelope lacrado, que foi instruído a abrir quando tivesse concluído a primeira tarefa. Dentro do envelope, havia uma missão ultrassecreta para descobrir o continente do sul — pelo qual ele provavelmente passou direto, antes de chegar à Nova Zelândia.

As primeiras pistas reais da existência da Zelândia foram reunidas pelo naturalista escocês Sir James Hector, que participou de uma viagem para pesquisar uma série de ilhas na costa sul da Nova Zelândia em 1895.

Depois de estudar sua geologia, ele concluiu que a Nova Zelândia é “o resquício de uma cadeia de montanhas que formava a crista de uma grande área continental que se estendia ao sul e a leste, e que agora está submersa …”.

Apesar dessa descoberta inicial, o reconhecimento de uma possível Zelândia permaneceu obscuro, e muito pouco aconteceu até a década de 1960. 

“As coisas acontecem muito lentamente neste campo”, diz Nick Mortimer, geólogo do GNS Science que liderou o estudo de 2017.

Então, na década de 1960, os geólogos finalmente chegaram a um consenso sobre a definição do que é um continente — de modo geral, uma área geológica com uma grande elevação, grande variedade de rochas e uma crosta espessa. Também tem que ser grande.

“Não pode ser simplesmente um pedacinho”, diz Mortimer. 

Isso deu aos geólogos algo com que trabalhar — se eles pudessem coletar evidências, poderiam provar que o oitavo continente era real.

Ainda assim, a missão não andou — descobrir um continente é complicado e caro, e Mortimer aponta que não havia urgência.

Então, em 1995, o geofísico americano Bruce Luyendyk descreveu novamente a região como um continente e sugeriu chamá-lo de Zelândia. A partir daí, Tulloch descreve sua descoberta como uma curva exponencial.

Por volta da mesma época, a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar entrou em vigor e, finalmente, forneceu uma motivação séria.

O tratado afirma que os países podem estender seus territórios legais além de sua Zona Econômica Exclusiva, até 370 km de seus litorais, para reivindicar sua “plataforma continental estendida” — com todas as riquezas minerais e petróleo que ela abrange.

Se a Nova Zelândia pudesse provar que fazia parte de um continente maior, poderia aumentar seu território em seis vezes. De repente, surgiu uma abundância de fundos para viagens de levantamento da área, e as evidências se acumularam gradualmente.

A cada amostra de rocha coletada, o caso da Zelândia se fortalecia. 

A evidência final veio de dados de satélite, que podem ser usados para rastrear pequenas variações na gravidade da Terra em diferentes partes da crosta para mapear o fundo do mar. Com esta tecnologia, a Zelândia é claramente visível como uma massa disforme quase tão grande quanto a Austrália.

Quando o continente foi finalmente revelado ao mundo, foi desvendado um dos territórios marítimos mais significativos do planeta. 

“É bem legal”, diz Mortimer. “Se você pensar sobre isso, cada continente do planeta tem diferentes países, [mas] existem apenas três territórios na Zelândia.”

Além da Nova Zelândia, o continente abrange a ilha da Nova Caledônia — território francês famoso por suas lagoas deslumbrantes — e os minúsculos territórios australianos da Ilha de Lord Howe e da Pirâmide de Ball.

Esta última foi descrita por um explorador do século 18 como aparentando ser “não maior do que um barco”.

As imagens de satélite podem ser usadas ​​para visualizar o continente da Zelândia, que aparece como um triângulo azul claro de cabeça para baixo a leste da Austrália

Uma extensão misteriosa

A Zelândia era originalmente parte do antigo supercontinente de Gondwana, que foi formado há cerca de 550 milhões de anos e basicamente agrupava todas as terras do hemisfério sul.

Ele ficava num canto na parte leste, onde fazia fronteira com vários outros, incluindo metade da Antártida Ocidental e todo o leste da Austrália.

Então, há cerca de 105 milhões de anos, “devido a um processo que ainda não entendemos completamente, a Zelândia começou a se afastar”, diz Tulloch.

A crosta continental tem geralmente cerca de 40 km de profundidade —significativamente mais espessa que a crosta oceânica, que tende a ter aproximadamente 10 km.

À medida que foi tensionada, a Zelândia acabou sendo tão esticada que sua crosta agora se estende apenas 20 km para baixo. Por fim, o continente fino como uma lâmina afundou — embora não exatamente ao nível da crosta oceânica normal — e desapareceu embaixo d’água.

Apesar de ser fino e submerso, os geólogos sabem que a Zelândia é um continente por causa dos tipos de rochas encontradas lá.

A crosta continental costuma ser composta de rochas ígneas, metamórficas e sedimentares — como granito, xisto e calcário, enquanto o fundo do oceano é geralmente feito apenas de rochas ígneas, como o basalto.

Mas ainda existem muitas incógnitas. As origens incomuns do oitavo continente o tornam particularmente intrigante para os geólogos.

Por exemplo, ainda não está claro como a Zelândia conseguiu ficar junta sendo tão fina e não se desintegrou em minúsculos microcontinentes.

Outro mistério é exatamente quando a Zelândia acabou submersa — e se alguma vez, de fato, consistiu de terra firme.

Quando o supercontinente de Gondwana se separou, fragmentos se espalharam por todo o globo — muitas de suas plantas antigas ainda vivem na floresta australiana de Dorrigo

As partes que estão atualmente acima do nível do mar são cristas que se formaram quando as placas tectônicas do Pacífico e da Austrália se encontraram.

Tulloch diz que não há consenso em relação a se o continente esteve sempre submerso, exceto por algumas pequenas ilhas, ou se alguma vez foi composto apenas por terra firme.

Isso também levanta a questão sobre quem vivia lá.

Com seu clima ameno e 101 milhões de quilômetros quadrados, Gondwana era o lar de uma vasta variedade de flora e fauna, incluindo os primeiros animais quadrúpedes terrestres e, mais tarde, dos maiores que já existiram — os titanossauros.

Será então que as rochas da Zelândia podem estar cravejadas com seus restos mortais preservados?

Debate sobre dinossauros

Animais terrestres fossilizados são raros no hemisfério sul, mas os restos mortais de vários foram encontrados na Nova Zelândia na década de 1990, incluindo a costela de um dinossauro gigante de cauda e pescoço longos (saurópode), de um dinossauro herbívoro bicudo (hipsilofodonte) e de um dinossauro “blindado” (anquilossauro).

O pássaro-elefante tinha 3m de altura — e fragmentos da casca dos seus ovos estão espalhados pelas praias até hoje

Em 2006, o osso da pata de um carnívoro gigante, possivelmente uma espécie de alossauro, foi descoberto nas Ilhas Chatham, a cerca de 800 km a leste da Ilha Sul. Essencialmente, todos os fósseis datam de depois que o continente da Zelândia se separou de Gondwana.

No entanto, isso não significa necessariamente que havia dinossauros perambulando pela maior parte da Zelândia — essas ilhas podem ter sido santuários, enquanto o resto estava submerso, como agora.

“Há um longo debate sobre isso, se é possível ter animais terrestres sem terra contínua — e se, sem isso, eles teriam sido extintos”, diz Sutherland.

A trama se complica ainda mais com um dos mais estranhos e amados habitantes da Nova Zelândia, o kiwi — um pássaro atarracado e incapaz de voar com uma espécie de bigode e penas semelhantes a cabelos.

Curiosamente, acredita-se que seu parente mais próximo não seja o moa, que faz parte do mesmo grupo de aves — as ratites — e viveu na mesma ilha até sua extinção há 500 anos, mas sim o ainda mais colossal pássaro-elefante, que espreitava as florestas de Madagascar até 800 anos atrás.

A descoberta levou os cientistas a acreditar que ambas as aves evoluíram de um ancestral comum que vivia em Gondwana.

Demorou 130 milhões de anos para ele se separar totalmente, mas quando isso aconteceu, deixou para trás fragmentos que já foram espalhados por todo o globo, formando a América do Sul, África, Madagascar, Antártida, Austrália, Península Arábica, o Subcontinente Indiano e Zelândia.

Isso sugere, por sua vez, que pelo menos parte da agora submersa Zelândia permaneceu acima do nível do mar o tempo todo.

Exceto por volta de 25 milhões de anos atrás, acredita-se que todo o continente — possivelmente até mesmo toda a Nova Zelândia — estivesse debaixo d’água.

“Pensava-se que todas as plantas e animais haviam colonizado depois”, diz Sutherland. 

Mas então o que aconteceu?

O parente mais próximo do enigmático pássaro kiwi vem de Madagascar

Embora não seja possível coletar fósseis diretamente do fundo do mar da Zelândia, os cientistas estão prospectando suas profundezas com perfurações.

“Na verdade, os fósseis mais úteis e distintivos são aqueles que se formam em mares muito rasos”, diz Sutherland.

“Porque eles deixam um registro — existem zilhões e zilhões de fósseis minúsculos, bem minúsculos, que são bastante distintivos.”

Em 2017, uma equipe realizou os levantamentos mais extensos da região feitos até agora e perfurou mais de 1.250 m no fundo do mar em seis locais diferentes

Os núcleos que coletaram continham pólen de plantas terrestres, assim como esporos e conchas de organismos que viviam em mares rasos e quentes.

“Se você tem água, 10 metros de profundidade ou algo assim, então há uma boa chance de que houvesse terra ao redor também”, diz Sutherland, explicando que o pólen e os esporos também indicam a possibilidade de que Zelândia não estivesse tão submersa quanto se pensava.

Uma torção (literal)

Outro mistério remanescente diz respeito à forma da Zelândia.

“Se você olhar um mapa geológico da Nova Zelândia, há duas coisas que realmente se destacam”, diz Sutherland. Uma delas é a Falha Alpina, no limite da placa que percorre a Ilha Sul — e é tão significativa que pode ser vista do espaço.

A segunda é que a geologia da Nova Zelândia — assim como a do continente mais amplo — é estranhamente curvada. Ambos são divididos em dois por uma linha horizontal, que é onde as placas tectônicas do Pacífico e da Austrália se encontram.

A faixa vermelha de rochas — o Batólito Mediano — deveria percorrer a Zelândia em uma linha diagonal, mas em vez disso foi distorcida

Neste ponto exato, parece que alguém pegou a metade inferior e retorceu, de modo que não apenas as faixas de rocha anteriormente contínuas não estão mais alinhadas, mas estão praticamente em ângulos retos.

Uma explicação fácil para isso é que as placas tectônicas se moveram e de alguma maneira deformaram seu formato. Mas exatamente como ou quando isso aconteceu ainda está totalmente em aberto.

“Há várias interpretações, mas isso é uma grande incógnita”, diz Tulloch.

Sutherland explica que é improvável que o continente revele todos os seus segredos num futuro próximo.

“É muito difícil fazer descobertas quando tudo está a 2 km debaixo d’água, e as camadas que você precisa analisar também estão a 500m abaixo do leito oceânico”, diz ele. 

“É realmente desafiador sair e explorar um continente como esse. Então, é preciso muito tempo, dinheiro e esforço para embarcar e pesquisar as regiões.”

No mínimo, o oitavo continente do mundo certamente nos mostra que — quase 400 anos após a busca de Tasman — ainda há muito a ser descoberto.


Como se já não bastasse quase um ano sem aulas, os estudantes baianos da rede estadual de ensino ainda ficaram sem a alimentação garantida pela Lei 13.981/2020, através dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A Lei, sancionada pelo Planalto em abril do ano passado, assegura que a verba do PNAE continue sendo repassada às unidades escolares para a compra de merenda escolar, mesmo durante o período de suspensão das aulas presenciais.

Ao Política ao Vivo, no entanto, a Secretaria de Educação da Bahia afirmou que verba da merenda escolar enviada pelo Governo Federal só será repassada e utilizada quando as aulas presenciais retornarem, uma vez que “por força da Lei Federal 13.987/2020 não podem ser repassados aos estudantes”.

Acontece que a própria lei determina que os recursos sejam repassados para as escolas e elas devem ser responsáveis por adquirir e distribuir “imediatamente” os gêneros alimentícios às famílias dos estudantes.

Ainda segundo a Secretaria de Educação da Bahia, para garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes, o Governo do Estado distribuiu, com recursos próprios, quatro parcelas de R$55 durante toda a pandemia. A última parcela foi disponibilizada há quatro meses, em outubro do ano passado.

Política ao Vivo realizou umlevantamento sobre as medidas no âmbito da educação implementadas pelo Distrito Federal e 14 estados do país e constatou que todos eles estão cumprindo o determinado pela lei, repassando os recursos do PNAE para as unidades escolares, que, por sua vez, distribuem kits alimentares para os estudantes matriculados.

Distrito Federal e estados como Ceará, Paraná, Minas Gerais, Pará, Goiás e São Paulo distribuíram os kits mesmo com o benefício dos vales-alimentação. Em São Paulo, em especial, as escolas chegaram a abrir mesmo em período de suspensão das aulas presenciais apenas para que os estudantes fossem merendar na unidade e, agora na implantação das atividades em formato híbrido, os estudantes que optarem por aulas em modalidade remoto poderão ir às escolas apenas para se alimentar.

Informações Política Ao Vivo


Biden defendeu que impedir a chegada dessas pessoas não faz avançar os interesses do país

Joe Biden, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/KEVIN DIETSCH / POOL

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, revogou medida que vetava a entrada de alguns imigrantes no país por suposto “risco para o mercado de trabalho”.

Com a decisão, Biden inverteu com efeito imediato a decisão de Donald Trump, anunciada em 22 de abril de 2020, nos primeiros meses da pandemia de Covid-19.

A decisão de Trump, prorrogada em junho de 2020 e depois em 31 de dezembro de 2020, determinava a suspensão da entrada de imigrantes e não imigrantes que representassem risco durante a recuperação econômica, após a pandemia.

Biden defendeu que impedir a chegada dessas pessoas não faz avançar os interesses da América. “Pelo contrário”, acrescentou, “prejudica os Estados Unidos, inclusive ao impedir membros de famílias de cidadãos americanos e residentes permanentes legítimos de se reunirem com familiares”.

De acordo com o decreto, a decisão do antecessor também prejudica as indústrias americanas que utilizam talentos de todo o mundo. Além disso, “prejudica os indivíduos que foram selecionados para receber a oportunidade de se candidatarem, e aqueles que receberam vistos de imigrantes por meio da Lotaria da Diversidade de Vistos”.

Além de reverter a decisão da administração anterior, Biden instruiu os secretários de Estado, Trabalho e Segurança Interna a reverem “quaisquer regulamentos, ordens, documentos de orientação, políticas e quaisquer outras ações similares” desenvolvidos sob o decreto anterior e, se necessário, emitir novas disposições, de acordo com a atual política.

Informações da Agência Brasil


Foto: Washington Nery

Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 54 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 24.488 pacientes recuperados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 95% dos casos confirmados. Enquanto isso, 42 exames foram negativos e 161 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 99 pacientes internados no município e 739 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais cinco mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta segunda-feira (01).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA SEGUNDA-FEIRA
01 de março de 2021

Casos confirmados no dia: 161
Pacientes recuperados no dia: 54
Resultados negativos no dia: 42
Total de pacientes hospitalizados no município: 99
Óbitos comunicados no dia: 5
Datas dos óbitos: 29/12, 19/02, 23/02, 25/02 e 01/03

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 739
Total de casos confirmados no município: 25.773 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de março de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 720
Total de recuperados no município: 24.488
Total de exames negativos: 37.102 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de março de 2021)
Aguardando resultado do exame: 668
Total de óbitos: 466

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.686 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de março de 2021)
Resultado positivo: 3.888 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de março de 2021)
Em isolamento domiciliar: 15
Resultado negativo: 17. 798 (Período de 06 de março de 2020 a 01 de março de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Vereador foi infectado pelo novo coronavírus na última semana e está internado desde então 

Foto: Matheus Morais/ bahia.ba
Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

Internado devido à contaminação pela Covid-19, o vereador de Salvador, Irmão Lázaro, permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um Hospital de Feira de Santana. Segundo informou sua assessoria nesta segunda-feira (1º), o parlamentar segue intubado, apresenta evolução considerável, mas ainda inspira muitos cuidados.

Ainda conforme a assessoria do vereador, “o paciente está respondendo positivamente as manobras e medicações aplicadas pelos profissionais de saúde”.

Informações Bahia.ba


“Eles fizeram uma novela, essa é a grande verdade”, disse o comediante nas redes sociais

nego di humorista
Nego Di detém o segundo maior índice de rejeição do reality Foto: Reprodução

Eliminado com 98,76%, Nego Di fez um desabafo nas redes sociais, acusando a Rede Globo de manipular o BBB21. De acordo com o humorista, a emissora não lhe prestou o atendimento médico adequado, cortou cenas importantes das filmagens, não disse a verdade sobre saída de Lucas Penteado e forneceu informações privilegiadas a outros participantes do jogo no confessionário.

– A real é que eu ‘tô cansado de evitar falar da Globo, de passar pano. Tá demais. F***-se que tem contrato. Azar. Eu não era chamado no confessionário. Precisei de remédio, ‘tava com a unha encravada, fiquei três dias batendo na porta do confessionário. Quando eu pedi ajuda no raio-x, fui xingado. “Ah, tem que pedir depois do raio-x”. “Mas ‘tô três dias pedindo, ‘tô com unha encravada, tô f*****”. As pessoas trocavam microfone quatro vezes no dia, eram chamadas no confessionário e voltavam. Pareciam que tinham sido benzidas. Voltavam uma pessoa mais equilibrada, de luz, sensitiva – disse nos stories do Instagram.

Nego Di reclamou por alguns de seus momentos positivos na casa não terem sido expostos e apontou que os recursos de edição reforçam a ideia de heróis e vilões, como em uma narrativa de telenovela.

– Eu quero entender. As piadas que eu contei não apareceram; os conselhos que eu dei antes de virar as costas pro Lucas não apareceram. Aí, eu vi gente que falou: “Não, mas eu ‘tava no Pay-Per-View 24h”. Mano, quem vê o Pay-Per-View sabe: do nada tá (sic) filmando, troca de câmera, corta, em tempo real. Fora as edições que vão pra Globo. Ninguém é 100% ruim nem 100% bom. Só que, em determinado momento, parece que não vale a pena pra eles mostrar o lado bom porque estraga o personagem que eles criaram do vilão. Quando aparece o Projota, quando aparece a Lumena, quando eu aparecia, rolava até trilha sonora. Eles fizeram uma novela. Essa é a grande verdade – acusou Nego Di.

Ele ainda alegou que o participante Lucas Penteado não desistiu do jogo, mas foi expulso.

– Aí, eu entro no confessionário logo depois que um cara [Lucas] é expulso da casa, porque eles vendem que ele pediu pra sair, mas ele foi expulso.

No último domingo, o humorista desabafou com o jornalista Leo Dias, dizendo que a emissora está fazendo uma edição “em cima da dor dos outros”.

– Estão fazendo uma edição em cima da dor dos outros. Eles foram muito baixos e só pensaram na audiência e na grana – afirmou.

IH RAPAZ OLHA O NEGO DI METENDO O LOUCO NA GLOBO

pic.twitter.com/S1CdXZ7AV8

— LEGADÃO™ (@legadaodamassa) February 28, 2021

Informações Pleno News


Foto Reprodução
Foto: Reprodução

A Associação Comercial de Feira de Santana é contrária ao lockdown, decretado pelo governador Rui Costa até às 5 da manhã de quarta (3) e seguido pelo prefeito Colbert Martins. O presidente da entidade, Marcelo Alexandrino, acredita que esta não é a melhor solução.

“Nosso posicionamento é realmente contra o lockdown, a gente acredita que isso não é a solução. Estamos com uma pesquisa para apresentar para a imprensa que mostra que quando há lockdown os números crescem e quando flexibilizam a economia os números caem. Então, por isso defendemos a abertura do comércio e claro que isso tem uma correlação, mas não tem muito a ver com a ocupação dos leitos, eles precisam ser melhor preparados e abertos e identificar onde está a contaminação”, afirmou.

Alexandrino continuou: “Claro que somos contra festas. O transporte público esse sim é motivador de contaminação, e achar que porque fechou o comércio não vai ter transporte público é uma bobagem, porque vai ter muita gente no transporte público. Se fosse flexibilizar a economia vai ter mais gente em seus postos de trabalho, e até mais seguros que estar em casa, porque a maioria das casas da periferia são casas pequenas e promovem aglomeração e não só dentro de casa, mas nas localidades, nos bairros”, disse.

O presidente da ACEFS concluiu ressaltando a necessidade de incentivar a economia. “O posicionamento nosso é que o comércio deve ser reaberto para que a economia possa oxigenar e gerar impostos para que possa bancar o combate ao coronavírus”, ressaltou. (Daniela Oliveira/ Foto Reprodução)  

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Imunizante terá potencialmente um alcance ainda maior na luta global contra o coronavírus

BBC A maioria das vacinas precisa ser administrada em dose dupla (Foto: Getty Images via BBC)
A maioria das vacinas precisa ser administrada em dose dupla (Foto: Getty Images via BBC)

Os reguladores dos Estados Unidos aprovaram formalmente neste domingo (28/2) a vacina de injeção única da Johnson & Johnson contra o coronavírus, a terceira a ser autorizada no país.

Essa vacina terá potencialmente um alcance ainda maior na luta global contra o coronavírus pois por funcionar com dose única. Mais de 800 milhões de doses foram encomendadas pelo mundo.saiba mais

A vacina foi criada para ser uma alternativa econômica às vacinas Pfizer e Moderna e pode ser armazenada em uma geladeira em vez de um freezer.

Os testes descobriram que ele evitou doenças graves, mas foi 66% eficaz no geral quando casos moderados foram incluídos.

A vacina é fabricada pela empresa belga Janssen, controlada pela Johnson & Johnson. A empresa concordou em fornecer aos EUA 100 milhões de doses até o final de junho. As primeiras doses podem estar disponíveis para o público dos EUA já na próxima semana.

O Reino Unido, a União Europeia e o Canadá também solicitaram o imunizante, e 500 milhões de doses também foram encomendadas por meio do esquema Covax para abastecer as nações mais pobres.

O Brasil não possui acordos para compra da vacina da Johnson & Johnson.

O presidente Joe Biden saudou a aprovação como “uma notícia empolgante para todos os americanos e um desenvolvimento encorajador”, mas advertiu que “a luta está longe do fim”.

“Apesar de celebrarmos as notícias de hoje, peço a todos os americanos – continuem lavando as mãos, permaneçam socialmente distantes e continuem usando máscaras”, disse ele em um comunicado.

“Como já disse muitas vezes, as coisas ainda devem piorar novamente à medida que novas variantes se espalham e a melhoria atual pode ser revertida.”

A autorização da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA veio depois que um comitê externo de especialistas apoiou por unanimidade a vacina na sexta-feira.saiba mais

Os resultados de testes conduzidos nos EUA, África do Sul e Brasil mostraram que ela é mais de 85% eficaz na prevenção de doenças graves e 66% eficaz em geral quando casos moderados foram incluídos.

Notavelmente, não houve mortes entre os participantes que receberam a vacina e nenhuma internação hospitalar após 28 dias após a vacina.

A proteção geral foi menor na África do Sul e no Brasil, onde as variantes do vírus se tornaram dominantes, mas a defesa contra doenças graves ou críticas era “similarmente alta”.

Foram encomendadas:

– União Europeia – 200 milhões de doses
– EUA – 100 milhões de doses
– Canadá – 38 milhões de doses
– Reino Unido – 30 milhões de doses
– Nações Covax – 500 milhões de doses

No Brasil, o Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19, elaborado em dezembro pelo governo federal, citava a expectativa de obter 38 milhões de doses dessa vacina a partir do segundo trimestre, mas por enquanto isso está estipulado apenas por um memorando de entendimento – nenhuma compra foi de fato efetivada.saiba mais

Dose única
O fato de funcionar em dose única e poder ser guardada em uma geladeira comum, enquanto outras precisam de armazenamento superfrio, significa que a vacina da empresa pode ter um papel significativo em todo o mundo.

“Uma vacina em dose única é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a melhor opção em cenários de pandemia”, disse Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson.

Ele acrescentou que a vacina pode “proteger potencialmente centenas de milhões de pessoas dos resultados graves e fatais da covid-19”.

A meta da empresa é fabricar 1 bilhão de doses neste ano.saiba mais

Produção
A vacina da Johnson & Johnson usa um vírus do resfriado comum que foi desenvolvido para ser inofensivo.

Em seguida, ela carrega parte do código genético do coronavírus para o corpo, mas de maneira segura. Isso é suficiente para o corpo reconhecer a ameaça e, então, aprender a combater o coronavírus.

O mecanismo treina o sistema imunológico do corpo para lutar contra o coronavírus quando encontra o vírus de verdade.

O processo é semelhante à abordagem usada na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa AstraZeneca.

“Um regime de dose única com início rápido de proteção e facilidade de entrega e armazenamento oferece uma solução potencial para alcançar o maior número de pessoas possível. A capacidade de evitar hospitalizações e mortes mudaria o jogo no combate à pandemia”, afirmou Mathai Mammen, da empresa belga Janssen.

Os resultados são baseados em quase 44 mil pessoas que participaram dos testes, inclusive no Brasil.

Informações Época Negócios/BBC News