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A vice-presidente da OAB Subseção Feira de Santana, Lorena Peixoto, participou nesta terça-feira (19) do “Encontro com o Corregedor”, organizado pela Corregedoria Geral de Justiça. O evento aconteceu em Feira de Santana, no auditório da sede nova dos Juizados Especiais, com a presença de toda a equipe da Corregedoria, inclusive com o desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano. Na ocasião foi apresentado o plano de gestão para o biênio 2022-2024, bem como quais as prioridades e metas para os servidores e magistrados.

Contudo, foi dada a oportunidade para a advocacia participar. A convite da Corregedoria e representando a classe, Lorena Peixoto pontuou algumas dificuldades enfrentadas pela advocacia, no que concerne ao atendimento com magistrados e assessores, mesmo depois das atividades presenciais.

“Nos foi dada a palavra, e agradecemos, de logo, esse diálogo do poder judiciário com a advocacia. Entendemos ser de grande importância que caminhemos juntos e juntas. Questionei como ficariam os atendimentos, porque entendemos que eles devem ser normalizados, oportunidade em que foi sugerido pelo desembargador corregedor que os juízes vão se reunir para deliberar a respeito dessa situação. Decerto que entraremos em contato o mais breve possível para saber”, disse.

Também foi ventilado a respeito das dificuldades enfrentadas nos cartórios, não só pela advocacia, mas também pelos próprios servidores, em especial a situação do Cartório Integrado. “Pedimos a atenção da Corregedoria para que não meça esforços junto com a advocacia, magistratura e servidores com o presidente do Tribunal de Justiça para a implantação da 4ª Vara das Famílias de Feira de Santana”, salientou.

Ainda, na ocasião, a vice-presidente ratificou os pleitos sobre a instalação da 4ª Vara de Família e da 5ª Vara dos Juizados Especiais em Feira de Santana, uma vez que, segundo ela, isso repercutirá significativamente na produtividade e na efetividade da prestação jurisdicional.


Governador defendeu o direito de propriedade e lembrou da militância contra a esquerda. Apoiadores do presidente reverenciaram Vitor Hugo

Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), discursou sob intensas vaias de uma plateia formada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) durante evento em Rio Verde (GO), nesta quarta-feira (20/4). A cerimônia é destinada à entrega de títulos de propriedade rural.

Caiado, que deve disputar a reeleição, demorou alguns minutos para conseguir começar sua fala, enquanto o mestre de cerimônia pedia silêncio à plateia, que gritava “Fora, Caiado” e demonstrava apoio a outro pré-candidato ao governo estadual, o deputado federal Vitor Hugo (PL).

Quando iniciou seu discurso, Caiado disse militar há anos “contra as esquerdas” no Brasil. “Nós levantamos esse Brasil e na Constituinte nós cravamos que o direito à terra, o direito à propriedade está consolidado naquela Carta”, disse ele sobre o período da redemocratização.

“Nós enfretamos as esquerdas como ninguém. Nós tivemos a coragem de levantar a bandeira de quem produz e trabalha”, prosseguiu.

Caiado ainda fez apelo ao presidente da República, que, segundo ele, poderia atestar que Caiado foi o único candidato defensor do agricultor nas eleições de 1989, quando o goiano disputou o Palácio do Planalto.

“Vossa Excelência podia fazer um favor a mim: aqui avisar, exatamente informar aos desinformados que em 1989 ninguém tinha coragem de ser candidato a presidente para defender produtor rural. Na primeira eleição, foi o Ronaldo Caiado que saiu candidato a presidente da República, foi o Ronaldo Caiado que foi para a frente da luta enfrentar as esquerdas do Brasil, levar e levantar o nome de quem trabalha e de quem produz”, disse o governador sobre si mesmo.

Em seguida, ele defendeu os programas de sua gestão, a qual disse não ter “mácula de corrupção”,e recordou que seu governo recebeu apoio de Bolsonaro. Por fim, o governador afirmou que vai continuar “devolvendo Goiás aos goianos e o Brasil aos brasileiros”.

Minutos depois, Bolsonaro recordou o episódio de 1989 e pontuou: “O inimigo da nação não veste verde e amarelo, veste vermelho. E tem na sua bandeira uma foice e um martelo”.

Desentendimentos com Bolsonaro

Desde o início da pandemia, Caiado e Bolsonaro trocaram algumas farpas. Em 2020, os desentendimentos eram em razão de divergências em assuntos sanitários.

Médico, Caiado chegou a dizer que as decisões do presidente da República na área de saúde não alcançariam o estado de Goiás e defendeu orientações técnicas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

Em 2021, os dois voltaram a se desenteder em razão dos preços dos combustíveis. Em dezembro, Bolsonaro chamou o governador de “mentiroso” ao criticar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado pelos estados sobre os combustíveis.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)Isac Nóbrega/PR

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o presidente Jair Bolsonaro

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o presidente Jair Bolsonaro, em 2019Rafaela Felicciano/Metrópoles

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Covid-19: Caiado e Bolsonaro em visita ao hospital de campanha em Águas Lindas

Covid-19: Caiado e Bolsonaro em visita ao hospital de campanha em Águas Lindas em abril de 2020Foto: Júnior Guimarães/ Assessoria Caiado

Bolsonaro-e-Caiado-visitam-hospital-de-campanha-em-Águas-Lindas-Covid-19-11

Governo brasileiro é acusado de esconder números do coronavírus| Fotos Hugo Barreto/Metropoles

Bolsonaro-e-Caiado-visitam-hospital-de-campanha-em-Águas-Lindas-Covid-19-11

Visita técnica do pres. Bolsonaro e Ronaldo Caiado ao Hospital de Campanha de Aguas Lindas | Fotos Hugo Barreto/MetropolesFotos Hugo Barreto/Metropoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)Isac Nóbrega/PR1

Informações Metrópoles


O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) defende uma mudança na lógica da regulação, com mais eficiência e gestão, para melhorar os serviços de saúde e reduzir a espera na fila, que hoje chega a meses e às vezes até passa de ano. Em entrevista recente, o ex-prefeito de Salvador disse que pretende tirar da regulação serviços médicos que não podem esperar para evitar que as pessoas morram sofram sequelas graves aguardando um leito hospitalar.

“Hoje na Bahia é mais ou menos assim: o sujeito teve um acidente e, a menos que ele esteja com a fratura exposta, que aí ele pode ser atendido em algum hospital, ele vai ter que esperar na regulação. O resultado disso é que tem muita gente que ficando aleijada, principalmente jovens. Porque a gente sabe que hoje em dia aumentou muito a quantidade de motos. Então tem muito acidente com moto, sobretudo para os mais jovens”, disse.

“Eles têm que esperar meses, aí quando vai fazer alguma coisa já não dá mais pra resolver. Então existem traumatismos que precisam ser resolvidos sem regulação, problemas cardíacos, vasculares, enfim. É preciso definir quais são aqueles serviços médicos que não podem esperar. E os que não podem esperar vai ser zero fila, ou fila zero, o nome que quiser dar. Não vai esperar na regulação”, acrescentou.

O pré-candidato a governador afirmou ainda que pretende ampliar a rede assistencial no interior do estado, construindo mais hospitais regionais e fazendo parcerias com prefeitos que já contam com unidades de saúde para ampliar os serviços de atendimento. Neste caso de parceria com as prefeituras, Neto ressalta que o Estado precisa ajudar no custeio, já que os prefeitos não têm recursos para pagar esta conta.

“Temos que ampliar a quantidade de hospitais regionais, seja pela construção de novos equipamentos do próprio estado, seja pela possibilidade de aproveitar hospitais municipais que já funcionam, que tem estrutura razoável para ampliar a estrutura desses hospitais e disponibilizar uma quantidade ainda maior de serviços. É claro que a conta não pode ficar com prefeito, que não tem dinheiro para pagar a conta. Quem tem que pagar a conta é o estado, é o governo. Mas este é um caminho que pode trazer muito resultado”, salientou.


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Apesar do conflito na Ucrânia, os embarques aumentaram

Pelo menos 24 navios transportando fertilizantes da Rússia para o Brasil devem chegar aos portos do país nas próximas semanas. A soma das cargas se aproxima de 680 mil toneladas.

De acordo com a Reuters, 11 dos 24 navios já deixaram os portos, incluindo São Petersburgo e Murmansk. A agência teve acesso a dados compilados pela Agrinvest Commodities. A maior parte carrega cloreto de potássio, fundamental nos campos de soja e milho.

Os agricultores brasileiros ocupam o primeiro lugar na produção mundial de soja e a terceira colocação na colheita de milho. Respectivamente, essas safras devem atingir 125 milhões de toneladas e 114 milhões de toneladas, conforme as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Fertilizantes russos para o Brasil

Conforme a Revista Oeste revelou, a importação de fertilizantes da Rússia para o Brasil voltou a crescer em março de 2022. O resultado ocorreu apesar dos temores de que o suprimento pudesse ser interrompido por sanções causadas pela invasão à Ucrânia.

No mês passado, os russos desembarcaram 700 mil toneladas do insumo no Brasil. A quantidade supera em 10% as remessas no mesmo período de 2021, segundo os números do Ministério da Economia. Desse modo, o número ainda superou em um terço a importação de fevereiro, quando houve a redução de 40% sobre o mesmo período de 2021.

Ainda assim, a quantidade acumulada no primeiro trimestre de 2022 é cerca de 20% menor, em comparação a igual período do ano anterior.

Informações Terra Brasil Notícias


Quando o cinema se supera e produz filmes pelos quais ninguém estava esperando, ganhamos todos. Ganhamos os críticos, que ao menos por algum tempo não somos forçados a tornar às mesmas queixas nunca atendidas; ganha o mercado, que se renova e atinge novos públicos; e ganha ele, o distinto público, que se abre para novas perspectivas. Em ganhando tanta gente, sendo bastante otimista, acaba se favorecendo a sociedade como um todo, uma vez que demandas inéditas vêm a lume, mundos nunca antes imaginados passam a ser conhecidos e pessoas que, tenha a certeza, existem na esfera do real, mas jamais tiveram a oportunidade de se manifestar, se fazem ouvir. Sobretudo no Brasil, pródigo em reproduzir modinhas pseudoartísticas ou repisar temas sem dúvida importantes, como os que se espraiam sobre diversos aspectos da ignominiosa ditadura militar que sequestrou os sonhos de toda uma nação por mais de duas décadas, mas que têm de ceder espaço justamente ao sonho, à fantasia, à loucura, por que não? A arte se presta exatamente a esse papel, resgatar no homem seu lado obscuro, iluminando-o e o fazendo tão necessário a si e aos outros que renuncia a sua natureza meramente lúdica e torna-se cura.

Eduardo Nunes chegou em boa hora ao embolorado panorama cinematográfico nacional. 2017 foi um ano especialmente profícuo para a história do cinema brasileiro. Produções como o drama “Gabriel e a Montanha”, dirigido por Fellipe Gamarano Barbosa, sobre um estudante determinado a viver uma aventura perigosa, e o suspense “O Crime da Gávea”, de André Warwar, que tenta esclarecer um assassinato tão macabro quanto nebuloso, tiveram relativo destaque — o destaque que geralmente têm filmes brasileiros num mercado que luta para se desamarrar de cruéis padrões estrangeiros, mas se vê presa constante dos onipresentes conglomerados de estúdios norte-americanos, detentores do interesse dos donos de salas de projeção. Afora todo o cenário desfavorável, esses longas (e ressalve-se que são lançados mais de oitocentos curtas por ano no Brasil) põem o nariz fora d’água, ainda que por um período reduzido, como se não fossem mesmo para o bico de qualquer um. Sorte de quem os consegue assistir.

E “Unicórnio” não é um filme para todos. Evitando o curso fluido da narrativa, mas apresentando outras opções que suprem a necessidade de tornar o enredo inteligível, mas sem maiores facilidades, e flertando desabridamente com o realismo fantástico, o roteiro de Nunes, baseado nos contos “O unicórnio” e “Matamoros”, da escritora paulista Hilda Hilst (1930-2004), elabora um todo que escorre lentamente, explorando possibilidades recusadas pelo dito cinema comercial pelos motivos errados. A vida de Maria não tem nada de especial. A protagonista, vivida por Bárbara Peixoto, segue até um poço, de onde tira água todos os dias, e faz daquele espaço o seu mundo particular, sem limites diante de uma existência quase precária. Maria concede permissão para que um único intruso habite esse seu universo paralelo, o pastor interpretado por Lee Taylor, cuja importância o diretor vai acentuando aos poucos. É como se cada um defendesse a própria história diante do outro e frente ao mundo que os cerca, que passa a ser só deles. Todos os outros habitantes daquele pedaço de paraíso — que a fotografia de Mauro Pinheiro Júnior, cheia do verde cintilante das montanhas de Minas Gerais, salpicado aqui e ali por pedras cinzentas — somem quando apreciada a força da subtrama conduzida por Peixoto e Taylor, mesmo a presença sempre encantadora de Patrícia Pillar no papel da mãe de Maria, lembrando vagamente a estética da personagem de “O Quatrilho” (1995), levado à tela por Fabio Barreto (1957-2019) e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, marco da retomada da produção cinematográfica brasileira em escala industrial após 21 anos de regime militar. Durante a repressão, os filmes engajados do Cinema Novo de Glauber Rocha (1939-1981) disputavam literalmente a tapa um lugar ao sol, isso quando a preguiçosa censura dormia no ponto, o que, em verdade, era mais ou menos corriqueiro — isso para não falar do desmonte da Embrafilme, responsável por garantir alguma salvaguarda à produção audiovisual brasileira, no governo Fernando Collor de Mello (1989-1992).

O unicórnio do título, tal como o pretendia Hilst, deixa de habitar apenas o imaginário de Maria, e ganha o mundo real, em contraponto a seu pai, interpretado pelo sempre ótimo Zécarlos Machado, uma figura nitidamente messiânica, que faz de tudo para trocar o invencível desajuste com o mundo real pela mudança terminante para uma terra exclusivamente onírica. Nunes bate nessa tecla sem cessar, inclusive na sequência em que a personagem de Ines Peixoto, onipresente nos filmes de roça, toca uma sanfona como só uma legítima sertaneja o faria, malgrado os demais atores em cena se embriaguem de aguardente. “Unicórnio” é exatamente isso, a junção da dureza da vida, em especial a do brasileiro, tanto faz se nos rincões ou nas megalópoles, a sua peleja por um naco de poesia.


Filme: Unicórnio
Direção: Eduardo Nunes
Ano: 2017
Gêneros: Drama/Fantasia
Nota: 10

Informações Revista Bula


O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão de julgamento sobre limite para compartilhamento de dados fiscais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou hoje (20) pela condenação do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) a 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado. Moraes também determinou a perda do mandato e suspensão dos direitos políticos após o fim dos recursos. 

Após o voto de Moraes, que é relator do caso, o julgamento continua para a tomada dos votos dos demais ministros. 

A Corte julga nesta quarta-feira a ação penal aberta em abril do ano passado contra o parlamentar, que virou réu e passou a responder ao processo criminal pela acusação de ameaçar e proferir agressões verbais aos ministros do STF, incitar animosidade entre as Forças Armadas e o Supremo. Os fatos ocorreram em 2020 e 2021, por meio das redes sociais. 

No início da sessão, o advogado Paulo César de Faria, representante de Silveira, pediu a absolvição do parlamentar e disse que o deputado fez “críticas ásperas” contra os ministros, conduta que, segundo ele, está coberta pela imunidade parlamentar. 

Faria também disse que não houve ameaças reais contra os ministros, invasão da Corte e qualquer ruptura institucional. 


Ex-presidente ainda está no topo da corrida eleitoral, mas o viés de Bolsonaro é de alta e, neste momento, não há favoritos

Foto: REUTERS/Ian Cheibub 

O líder das pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, está vendo pelo retrovisor a moto de Jair Messias Bolsonaro cada vez mais próxima, buzinando e pedindo passagem. A margem que separa os dois é cada vez menor e já não se pode mais falar em favoritismo. Um empate técnico pode surgir em pouco tempo.

No final do ano passado, Lula parecia caminhar folgadamente para um terceiro mandato como presidente da República, e Bolsonaro parecia destinado a voltar ao condomínio Vivendas da Barra.

Com o início efetivo da corrida eleitoral, o presidente tem mostrado uma força e uma resiliência que não estavam nos planos petistas nem no radar de muitos analistas.

O país continua com sérios problemas sociais, o tripé macroeconômico está manco, mais de 650 mil brasileiros morreram de “gripezinha”, o Ministério da Saúde e o da Educação (MEC), os mais ricos da Esplanada, convivem com suspeitas de corrupção.

O centrão nunca teve tanto poder, assim como figuras grotescas que saíram das redes sociais direto para o centro da política e, mesmo assim, o eleitorado de Jair Bolsonaro não apenas se mantém como dá sinais claros de crescimento e engajamento, como em 2018.

A tão incensada terceira via não disse a que veio e já não assusta mais os dois principais concorrentes ao Planalto.

O que pode explicar o fenômeno Bolsonaro e uma eventual reeleição?

Separei dez pontos para você ficar atento:

  1. Lula voltou a falar como sindicalista radical e retrógrado, afastando muitos eleitores de centro e social-democratas que temem um retrocesso. O tom revanchista também não ajuda a quem quer formar uma “Frente Ampla”. Elogios à ditadura nicaraguense, acenos à censura da imprensa, ataques ao teto de gastos e à tímida reforma trabalhista formam um conjunto nada bom para quem quer vencer uma eleição majoritária. O Brasil de 2022 parece ter vencido a pandemia, a economia começa lentamente a se recuperar, e um certo otimismo de um país sem memória não combina com mau humor e radicalismo ideológico.
  2. Lula não tem mais Duda Mendonça e João Santana, assim como uma assessoria de comunicação profissional que saiba apelar ao eleitor médio, como em 2002. O mais influente dos seus auxiliares na área hoje é Franklin Martins, alguém que dificilmente conseguirá ampliar o discurso para fora da bolha lulista. Lula perdeu estrategistas como Márcio Thomaz Bastos, Antonio Palocci e José Dirceu, que ainda é aliado mas está praticamente fora de combate. Com Gleisi Hoffmann, Franklin Martins e Jilmar Tatto no núcleo duro da estratégia de campanha, Lula terá problemas adicionais.
  3. Bolsonaro é o político que mais sabe usar as redes sociais no Brasil. A lógica das campanhas eleitorais de 20 anos atrás, quando Lula venceu duas eleições presidenciais no segundo turno, é tão distinta que o septuagenário ex-presidente dá sinais de não mais conseguir entender a nova realidade. Seu festejado gênio político em tempos analógicos não está se adaptando bem ao mundo digital.
  4. Bolsonaro não é um tucano, é um opositor de verdade. Lula se acostumou a vencer eleições de social-democratas que não tinham uma diferença ideológica significativa com ele, divergindo apenas sobre meios e métodos. O candidato Bolsonaro é um opositor explícito de tudo que Lula representa e o eleitor já entendeu isso. Bolsonaro coloca a disputa em termos morais, do bem contra o mal, e foca numa pauta de costumes que agrada o eleitor médio e causa asco na elite progressista, que é pouco aparelhada para entender e discutir esses temas fora de abstrações acadêmicas ou sem defender pautas impopulares.
  5. Bolsonaro acabou com o teto de gastos para se reeleger. O governo atual tirou todos os freios para pisar fundo nos gastos públicos, como o calote em precatórios e o orçamento secreto de R$ 16 bilhões, que colocaram na rua a mais poderosa máquina eleitoral já vista na história do país. Todos os pacotes de bondade, de auxílios a reajustes para o funcionalismo público, já começaram a surtir efeito nas pesquisas.
  6. O Centrão está com Bolsonaro. Por mais que o Centrão pense em aderir a Lula numa eventual vitória, no governo Bolsonaro este grupo político formado por representantes do Progressistas, Republicanos, União Brasil, PL, PTB, Podemos, PSC, Avante, entre outros, nunca teve um acesso tão facilitado e privilegiado aos cofres públicos. Ciro Nogueira, Ricardo Barros, Arthur Lira, estão em casa neste governo e cada vez mais seduzidos pelo bolsonarismo.
  7. A Lava Jato maculou a imagem de Lula para sempre. Por mais que o judiciário tenha revertido as decisões principais motivadas pela Operação Lava Jato, o Brasil foi exposto a uma série inédita de escândalos, um conjunto impossível de se apagar da memória. Lula ficou 580 dias preso e sua soltura, no país da impunidade para crimes de colarinho branco, não muda a história. Mesmo quem defende Lula convive mal com Mensalão, Petrolão e outras manchas indeléveis no currículo petista.
  8. Lula, aos 76 anos, está desgastado. A marquetagem do PT e o próprio ex-presidente tentam vender a imagem de um Lula forte, energético e até viril, mas seu aspecto é de alguém que sofreu muito com o passar do tempo, a prisão e os dissabores da vida. Ao falar, ele parece magoado, rabugento e até vingativo, contra um Bolsonaro que tira fotos rindo, cercado de fiéis fanáticos, praticando esportes e ativo.
  9. Lula tem, em Ciro Gomes, um forte opositor dentro da esquerda. Entre os que se identificam com teses de esquerda, Lula nunca teve uma oposição real e que ameaçasse sua posição como principal líder da esquerda brasileira. Ciro Gomes é um opositor raivoso e que contratou João Santana como marqueteiro, um profissional que não apenas sabe tudo de eleição como de lulismo. Como se não bastasse, os identitários representam uma nova esquerda que suporta Lula, mas não o ama. A incompatibilidade do discurso socialista e trabalhista clássicos com o da nova esquerda identitária quebra a coesão interna em pontos fundamentais e pode gerar sérios problemas de comunicação.
  10. Lula não acena para o futuro, mas para um revisionismo do passado. O discurso petista não traz novidades, uma visão renovada de Brasil, apenas um repúdio aos pequenos avanços econômicos e sociais conquistados em outros governos e um sentimento de vingança contra opositores reais ou imaginários. Se essa falta de propostas não é suficiente para tirar o apoio dos jovens a Lula, pode tirar a energia deles para militar, fazer campanha nas ruas e conquistar votos.

Lula ainda está no topo da corrida eleitoral, mas o viés de Bolsonaro é de alta e, neste momento, não há favoritos. O atual presidente conseguiu resistir até a pandemia, que impediu a reeleição de seu ídolo Donald Trump nos EUA, e que devastou a economia e matou mais de meio milhão de brasileiros em dois anos, e dificilmente perderá a fatia atual de eleitores fanáticos que possui.

Se a eleição fosse hoje, Lula venceria, mas ela é só em outubro. Até lá, o petismo terá que trabalhar muito para reverter a atual tendência que mostra seu principal opositor crescendo cada vez mais e com disposição clara para ficar mais quatro anos no Planalto. Alguns dos itens listados podem ser revertidos pelo lulismo, mas nem todos. Com o andamento da campanha e o eleitor se interessando mais por política, sai de cena o recall e entra a decisão baseada numa leitura do momento atual. E esse momento não é bom para Lula.

Informações CNN Brasil


Imagem Reprodução

As fortes chuvas que caíram na cidade de Santo Amaro, alagou casas, ruas e lojas do comércio.

Leitores do Rotativo News enviaram vídeos e fotos de uma das avenidas do município, mostrando o cenário atual.

Veja o vídeo abaixo:


Economia, Moeda, Real,Dinheiro, Calculadora
Foto: Marcello Casal Jr.

O atraso na liberação do sistema e a falta de uma fonte de compensação fizeram o governo adiar o prazo de adesão ao parcelamento especial de negócios inscritos no Simples Nacional. A data, que acabaria no fim de abril, passou para 31 de maio.

A decisão foi anunciada hoje (20) pelo Comitê Gestor do Simples Nacional. Esse é o terceiro adiamento. Originalmente, o prazo para aderir ao Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp) acabaria no fim de janeiro. A data foi transferida para o fim de março e, mais tarde, para 30 de abril.

O Comitê Gestor também adiou, para 31 de maio, o prazo de regularização das dívidas que impedem as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais a entrarem no Simples Nacional. A entrega da Declaração Anual do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), que iria até o fim de maio, foi prorrogada para 30 de junho.

Sistema
Em nota, o Comitê Gestor do Simples informou que o adiamento foi necessário porque o governo ainda não encontrou uma fonte para compensar a perda de arrecadação com o parcelamento especial, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Enquanto o problema não é resolvido, a Receita Federal não pode lançar o sistema que permite a adesão dos devedores.

“O adiamento da adesão ao Relp se tornou necessário para adequação do calendário, até que seja definida a sua fonte de compensação, conforme exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A Receita Federal já está com tudo pronto para dar operacionalidade ao parcelamento”, informou o órgão.

Por meio do Relp, as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais afetados pela pandemia de covid-19 podem renegociar dívidas em até 15 anos. O parcelamento prevê descontos de até 90% nas multas e nos juros de mora e de até 100% dos encargos legais. Também haverá um desconto na parcela de entrada proporcional à perda de faturamento de março a dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Quem foi mais afetado pagará menos.

Vetada pelo presidente Jair Bolsonaro no início do ano, a renegociação especial de débitos com o Simples Nacional foi restabelecida pelo Congresso, que derrubou o veto no início de março. Alguns dias depois, o Diário Oficial da União publicou a lei complementar que estabeleceu o Relp.

*Agência Brasil


Foto: Reprodução/TV Globo

Fernando Rocha desabafou sobre sua demissão da TV Globo, após quase três décadas de casa. Ele apresentava o programa Bem Estar e foi desligado da emissora em 2019. De acordo com o jornalista, o momento foi muito delicado.

– Quando você perde um emprego de uma forma muito abrupta, você perde a sua essência. Eu demorei, confessando aqui, em torno de um ano para entender tudo isso – disse o comunicador em entrevista no canal da jornalista Luciana Liviero, no YouTube.

Fernando Rocha confessou que chegou a se sentir como “um cachorro”.

– Durante o período pré-pandemia, eu me sentia como um cachorro que caiu do caminhão de mudança – desabafou.

O jornalista comandou o Bem Estar ao lado de Mariana Ferrão entre 2011 e 2019 nas manhãs globais. Apesar do período difícil, Fernando contou que teve oportunidade de se superar. Atualmente, ele é contratado pelo canal mineiro Viver Brasil e compartilha palestras motivacionais narrando sua vivência.

– Em 2020, na pandemia, eu entendi que o mundo inteiro estava exatamente nessa mesma situação, como se caísse de um grande caminhão de mudança e precisasse de reinventar. Quando eu descobri que eu tinha uma história pra contar, eu falei: “Eu tenho uma forma de me levantar contando a minha própria história”. Milhares de pessoas também passaram por isso ou vão passar e estão tentando se entender – compartilhou.

*Pleno.News