No dia 18 de fevereiro, os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) poderão visitar o ex-presidente.

Foto: © STF/Reprodução
As visitas dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS) foram autorizadas no dia 21 de fevereiro.
No dia 15 de janeiro, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.
O ministro também autorizou que o ex-presidente receba atendimento médico particular e permitiu o deslocamento a hospitais em caso de emergência. Bolsonaro também está autorizado a receber refeições especiais na prisão.
Com informações da Agência Brasil.
Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, foi espancado e morreu no Paraná

Foto: © Deivison Andrade de Lima/Facebook
O jovem Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, morreu na última segunda (26), em Ponta Grossa, no Paraná, uma semana depois de ter sido alvo de um linchamento.

Ele foi acusado injustamente do assassinato de Kelly Cristine Ferreira de Quadros, de 42 anos. Kelly foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com sinais de agressão, e o responsável pelo crime foi preso e confessou o assassinato um dia após a agressão ao rapaz.
Deivison chegou a ser socorrido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ponta Grossa, mas não resistiu aos ferimentos causados pelo espancamento.
Em entrevista à TVCI, emissora de televisão local, a mãe do jovem, Viviane Andrade, disse que ouviu do próprio filho que ele havia sido confundido com outra pessoa. Ela conta que, na noite do dia 18 de janeiro, recebeu uma ligação da UPA porque seu filho estava lá.
“Quando eu cheguei, o meu filho ainda estava consciente e falou que três homens colocaram ele dentro de um carro e estavam levando ele para o matagal. E, na caminhada, eles falavam que ‘iam fazer com ele exatamente o que ele teria feito com essa moça’”
Um dia depois do linchamento, um homem de 43 anos foi preso em flagrante pelo assassinato e confessou que teria matado a mulher com uma pedrada em função de um desentendimento. Os dois teriam feito uso de drogas.
Segundo o delegado que investiga o caso, Luis Timossi, o jovem não teve qualquer envolvimento com o homicídio:
“Deivison não teve envolvimento com a morte da mulher. Inclusive, no caso da Kelly, um outro suspeito foi preso pela prática deste homicídio e acabou por confessar o crime”, explicou Timossi.
A polícia abriu um inquérito para investigar a morte de Deivison, mas não confirma se já identificou os supeitos de envolvimento no linchamento, nem quantas pessoas participaram das agressões.
“Eu espero que a justiça encontre os culpados e que eles paguem na justiça o que eles fizeram para o meu filho. Que isso não fique impune”, pede Viviane.
Com informações da Agência Brasil.
As apresentações destacam o trabalho operacional dos cães policiais

Imagens: Rafael Rodrigues e Ascom PCBA
O Canil da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil da Bahia, está participando da Expo Segurança 2026, realizada no Shopping da Bahia, entre os dias 29 e 31 de janeiro. A exposição tem como objetivo aproximar e informar a sociedade sobre a rotina e o trabalho do Canil em ações policiais.
Os K9s, de nomes Laika e Abutre, das raças labrador e pastor alemão, respectivamente, estiveram no evento e interagiram com as pessoas que prestigiaram a Expo Segurança. Durante o evento, os animais passam por avaliação do treinador responsável, que verifica as condições físicas, o nível de estímulo e a adequação ao ambiente.
O público também recebe orientações sobre o papel do Canil em ações especializadas e sobre a importância do manejo responsável. A aproximação com os visitantes ocorre de forma supervisionada, com protocolos de segurança.

Guilherme Santos / Ascom PCBA
Declaração foi dada no âmbito de inquérito do STF

Foto: © Lula Marques/ Agência Brasil
O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, disse à Polícia Federal (PF) que o Banco Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação decretada em novembro do ano passado pela autarquia. 

Aquino foi ouvido pela PF e representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 30 de dezembro de 2025 no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga as fraudes no banco.
O diretor do BC disse que o Master era considerado um banco de médio porte e tinha cerca de R$ 80 bilhões em títulos de crédito. Segundo Aquino, um banco desse porte tem entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões em títulos livres para negociação, montante que demonstra a liquidez de uma instituição financeira. Contudo, o Master tinha somente R$ 4 milhões.
“Para pontuar isso claramente, um banco de R$ 80 bilhões [em ativos] tem liquidez de R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões em títulos livres. O Master, antes da liquidação, tinha R$ 4 milhões em caixa”, afirmou.
O diretor de Fiscalização do BC também citou problemas de liquidez com o Will Bank, outra instituição ligada ao Master e que também foi liquidada.
“Estava com muita dificuldade o pagamento. O acompanhamento era por causa de crise de liquidez, se fechava ou não fechava o caixa”, disse.
As investigações sobre as fraudes no Banco Master tramitam no STF e estão sob a relatoria do ministro Dias Toffoli.
Em dezembro do ano passado, o ministro decidiu que a investigação deveria ter andamento na Corte, e não na Justiça Federal em Brasília. A medida foi tomada diante da citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares têm foro privilegiado no STF.
Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
Com informações da Agência Brasil.

Considerado uma ameaça relevante à saúde pública internacional, o vírus Nipah permanece sob vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao seu alto potencial de letalidade e à ausência de tratamentos específicos. Em casos confirmados, a taxa de mortalidade pode chegar até 75%, colocando o patógeno entre os mais perigosos da atualidade.
Os registros de infecção humana se concentram no sul e no sudeste da Ásia, especialmente em Bangladesh e na Índia, onde surtos continuam sendo relatados de forma recorrente. Apesar de o vírus já ter sido detectado em morcegos em outras regiões da Ásia e também na África, não há confirmação de transmissão humana fora do eixo asiático até o momento.
A preocupação das autoridades sanitárias se intensifica porque o Nipah não possui vacina nem antiviral específico. O atendimento médico limita-se ao suporte intensivo, voltado ao controle de complicações respiratórias e neurológicas, o que aumenta o risco de desfechos graves.
O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, após um surto envolvendo criadores de suínos na Malásia. Desde então, pesquisas apontaram os morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas), principalmente do gênero Pteropus, como hospedeiros naturais do vírus, capazes de transmiti-lo direta ou indiretamente aos seres humanos.
A infecção pode ocorrer por diferentes caminhos. O contato com animais infectados ou com suas secreções é uma das principais formas de transmissão. Também há risco no consumo de alimentos contaminados. Além disso, o vírus pode ser transmitido entre pessoas por meio do contato com fluidos corporais.
Um dos fatores que dificultam o controle da doença é o longo e variável período de incubação, que geralmente vai de quatro a 21 dias, mas pode se estender por até 45 dias em situações raras.
Nos estágios iniciais, os sintomas costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de uma virose comum, com febre, dores no corpo e vômitos. Em parte dos pacientes, porém, o quadro evolui de forma agressiva, levando a insuficiência respiratória e encefalite aguda.
Quando há comprometimento neurológico, surgem sinais como sonolência, tontura, confusão mental e convulsões, podendo ocorrer coma em menos de dois dias. Entre os sobreviventes, cerca de 20% ainda enfrentam sequelas neurológicas permanentes ou recaídas tardias meses após a infecção inicial.
Sem medicamentos específicos disponíveis, a prevenção segue como a estratégia mais eficaz contra o vírus. As recomendações incluem evitar o consumo de suco de tâmara cru, lavar e descascar frutas antes do consumo e descartar alimentos que apresentem marcas de mordidas de animais.
Informações Pleno News
Destaque do dado divulgado pelo Banco Central, nesta sexta-feira, 30, é o aumento das despesas do governo federal sobre as receitas

O Banco Central divulgou, nesta sexta-feira, 30, a evolução do déficit fiscal do Brasil em 2025, que ganhou destaque por causa do aumento das despesas do governo federal sobre as receitas.
O setor público consolidado, que abrange União, Estados, municípios e empresas estatais, apresentou déficit primário de mais de R$ 55 bilhões no ano. Este número representa 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O resultado negativo de 2025 ficou acima do registrado em 2024, quando o déficit primário foi de R$ 47,5 bilhões, equivalente a 0,4% do PIB. Apesar disso, em dezembro de 2025, o setor público teve superávit de R$ 6,25 bilhões, conforme as Estatísticas Fiscais do Banco Central.

O conceito de déficit primário refere-se ao saldo negativo entre despesas e receitas do setor público, sem considerar o pagamento dos juros da dívida. O Governo Central teve déficit de R$ 58,7 bilhões em 2025, maior que os R$ 45,3 bilhões do ano anterior. Já o Tesouro Nacional apresentou um déficit de R$ 61,7 bilhões, diferença explicada por metodologias distintas.
O Tesouro atribuiu o aumento do déficit à elevação das despesas obrigatórias, como Previdência Social e BPC. Ainda assim, a arrecadação recorde em 2025 evitou um resultado mais negativo. Houve aumento real de 2,8% na receita líquida, ou R$ 64,3 bilhões, enquanto os gastos cresceram 3,4%, o que equivale a R$ 79,1 bilhões.
Governos estaduais e municipais ajudaram a conter o déficit com superávit de R$ 9,5 bilhões em 2025, acima dos R$ 5,9 bilhões registrados em 2024. Já as empresas estatais, excluindo Petrobras e Eletrobras, tiveram déficit de R$ 5,9 milhões em agosto, mas o valor foi menor que os R$ 8,0 bilhões do ano anterior.
Os gastos com juros atingiram R$ 1 trilhão em 2025, o maior valor já registrado. Em 2024, o montante foi de R$ 950,4 bilhões. O porcentual desses gastos em relação ao PIB caiu para 7,91% em 2025, ante 8,07% no ano anterior, em razão do crescimento mais acelerado do PIB nominal.
As variações nas despesas com juros costumam ser pequenas, pois são apropriadas mensalmente. O aumento da Selic, atualmente em 15% ao ano, também impactou esses custos. Segundo o BC, operações de swap cambial em 2025 geraram ganhos de R$ 105,9 bilhões, reduzindo a conta de juros, enquanto em 2024 houve perdas de R$ 115,9 bilhões.
Combinando resultado primário e despesas com juros, o déficit nominal das contas públicas subiu para R$ 1,062 trilhão em 2025, frente aos R$ 997,976 bilhões de 2024. Esse dado serve como referência para agências de risco e investidores ao avaliar o endividamento do país.
*Com informações da Agência Brasil

Nesta sexta-feira, 30, a defesa de Jair Bolsonaro pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o ex-presidente receber os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS), assim como os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Bruno Bierrenbach Bonetti (PL-RJ).
Bolsonaro cumpre pena de quase 30 anos de prisão na Papudinha, em Brasília. Anteriormente, ele estava na Superintendência da Polícia Federal.
No ano passado, a 1ª Turma da Corte condenou Bolsonaro, em virtude de suposta tentativa de golpe de Estado.
Depois de uma reunião entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ministros do STF, espera-se que o regime seja convertido para domiciliar.
Ontem, Moraes negou a solicitação de visita do presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-RS).
Moraes justificou o ato ao mencionar que Costa Neto está sendo investigado em procedimentos correlatos a Bolsonaro.
Já em relação a Malta, seria em razão de suposta desobediência a ordens do próprio STF.

No começo desta semana, Michelle chamou Ferreira de “filho 06” de Bolsonaro.
O post da ex-primeira-dama foi publicado depois da Caminhada pela Liberdade, liderada por Ferreira.
“O Brasil acordou, 06 — lembra que o Jair te adotou em Minas Gerais?”, escreveu Michelle no Instagram.
Informações Revista Oeste

O bairro Conceição está ganhando a pavimentação asfáltica em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) das ruas Gameleira e Colina de Goiás, que ligam a rua Calamar à avenida Iguatemi. O início das obras, com recursos próprios da Prefeitura, da ordem de R$ 920 mil, foi autorizado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho na manhã desta sexta-feira (30), durante visita ao local.
Segunda mais extensa rua do bairro Mangabeira e um dos principais corredores do transporte coletivo, a rua Gameleira faz junção com a rua Colina de Goiás, ligando dois importantes bairros da cidade e garantindo também o acesso ao centro da cidade.
Ao acompanhar o início das obras, com o vai-e-vem de máquinas pesadas despejando o asfalto na via pública, diante do olhar de satisfação da comunidade, o prefeito José Ronaldo observou a importância das intervenções. Destacou que as ruas Gameleira e Colina de Goiás ligam outras duas importantes vias, a rua Calamar, principal do bairro Conceição, à avenida Iguatemi, no bairro Mangabeira.
O diretor de Obras da Superintendência de Operações e Manutenção (SOMA) da Prefeitura, Ianco Pinho, observou que a rua Gameleira possui 1.400 metros de extensão e largura de 8m. Ao todo estão sendo urbanizados 11.200 metros quadrados desta via pública. Já a rua Colina de Goiás possui 320 metros de extensão e 7,5 metros de largura.
A execução das obras está sendo acompanhada atenta pela comunidade. A adolescente Maria Clara Peixoto foi ao local comemorar a conquista e não conteve a emoção ao ouvir do prefeito José Ronaldo o compromisso de que a rua será totalmente pavimentada.
Durante o início das obras também estiveram presentes o secretário de Comunicação, Joilton Freitas, e os vereadores Lulinha da Conceição, José Carneiro e Jorge Oliveira.
*Secom

Nesta sexta-feira, 30 de janeiro, o Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher — celebra 34 anos de serviços prestados à saúde da população de Feira de Santana e região, consolidando-se como uma das principais referências do atendimento materno-infantil e especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia.
Para marcar a data, a Fundação Hospitalar de Feira de Santana, autarquia municipal que administra a unidade, promove um almoço comemorativo em homenagem aos funcionários e colaboradores, em um momento de celebração e reconhecimento. A cerimônia contará ainda com a presença de profissionais hoje aposentados, que ao longo dessas mais de três décadas dedicaram sua trajetória ao fortalecimento do Hospital da Mulher.
De acordo com a diretora-presidente da Fundação Hospitalar, Gilberte Lucas, o aniversário de 34 anos representa um marco importante dos avanços conquistados na saúde pública do município.
“O Hospital da Mulher é um equipamento que vem contribuindo de forma decisiva para a promoção da saúde e do bem-estar da família. Somente em 2025, de janeiro a dezembro, foram realizados 50.660 atendimentos de urgência. Além disso, investimos na reestruturação da emergência e na ampliação do centro obstétrico, alcançando um marco histórico com mais de 7 mil partos realizados, consolidando o Hospital da Mulher como um importante equipamento de saúde da Bahia, com atendimento aos usuários do SUS”, destacou Gilberte Lucas.
A gestora também ressaltou a descentralização da assistência à saúde da mulher, estratégia que tem contribuído para reduzir o fluxo de atendimentos na unidade e fortalecer o protagonismo feminino no momento do nascimento, por meio de serviços como a Casa de Parto Natural.
Números que reforçam a importância do Hospital da Mulher
Entre os principais destaques de 2025 está a Casa de Parto Natural, que realizou 1.124 atendimentos e 198 partos naturais, fortalecendo o modelo de atenção humanizada ao parto.
O Ambulatório de Pediatria também apresentou resultados expressivos, com 63.389 atendimentos pediátricos, sendo 15.042 consultas pediátricas gerais e 3.421 sessões de fisioterapia, voltadas à reabilitação e ao desenvolvimento motor das crianças.
No Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), foram realizados 684.987 exames, reforçando o papel fundamental do diagnóstico rápido e preciso no cuidado com a saúde da população.
Os Centros Municipais de Diagnóstico e Prevenção ao Câncer também registraram avanços significativos, comprovando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce:
CMDI I, na Avenida Maria Quitéria: 56.156 atendimentos
CMDI II, no bairro Baraúnas: 86.336 atendimentos
CMPC – Centro Municipal de Prevenção ao Câncer: 65.332 procedimentos, entre consultas e exames
Os atendimentos especializados — como cardiologia, urologia, mastologia, infectologia, ginecologia, pediatria, entre outras especialidades — beneficiaram cerca de 200 mil pessoas, ampliando o acesso a serviços essenciais de média complexidade.
Pioneirismo e serviços gratuitos
Além do atendimento materno-infantil, o Hospital da Mulher é pioneiro no Programa de Planejamento Familiar e no acompanhamento de gestantes de alto risco, oferecendo de forma gratuita serviços laboratoriais e atendimentos especializados à população, reafirmando seu compromisso com a saúde pública e a equidade no acesso aos cuidados.
O Hospital Inácia Pinto dos Santos — Hospital da Mulher — está localizado na Rua da Barra, nº 705, bairro Jardim Cruzeiro.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (75) 3602-7100 ou (75) 3602-7124.
*Secom

O pastor Silas Malafaia apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua defesa prévia no processo em que é acusado pelos crimes de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva. A manifestação foi protocolada após notificação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.
No documento, a defesa pede a rejeição da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou, alternativamente, o reconhecimento da incompetência do STF para julgar o processo, com o envio do caso à primeira instância.
A denúncia teve origem em discurso feito por Malafaia durante uma manifestação realizada em 6 de abril de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, o pastor criticou integrantes do Alto Comando do Exército após a prisão do general Walter Braga Netto, utilizando expressões como “frouxos”, “covardes” e “omissos”.
– Cadê esses generais de quatro estrelas do alto comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, é para marcar posição – afirmou Malafaia no ato.
Na defesa apresentada ao Supremo, o pastor sustenta que não citou nominalmente o general Tomás Paiva nem qualquer outro oficial específico, o que afastaria, segundo os advogados, a configuração dos crimes contra a honra. O documento afirma que as declarações foram genéricas e proferidas no exercício do direito de crítica e da liberdade de expressão.
Os advogados também argumentam que o comandante do Exército não possui foro por prerrogativa de função no STF e que não há previsão constitucional para que uma pessoa sem cargo público seja processada originariamente na Corte apenas por ter como suposta vítima uma autoridade militar.
Outro ponto da manifestação é a contestação da tese da PGR de que haveria conexão entre o caso e os inquéritos das fake news e das milícias digitais, ambos relatados por Moraes. Segundo a defesa, não é possível atrair a competência do Supremo com base apenas na existência de inquéritos, sem vínculo direto entre os fatos investigados.
Malafaia também afirma que não houve imputação de crime militar ao comandante do Exército, rebatendo a acusação de calúnia. De acordo com a defesa, as falas não atribuíram condutas típicas como prevaricação ou cobardia (infração especificamente militar), previstas no Código Penal Militar, mas expressaram opinião pessoal sobre a postura de oficiais os quais ele não citou nominalmente.
No Código Penal Militar, o crime de prevaricação ocorre quando o agente deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício ou o realiza contra a lei para satisfazer interesse pessoal. Já o crime de cobardia é caracterizado quando o militar, por temor, se omite no cumprimento do dever diante de situação que exige atuação funcional.
Para a PGR, ao classificar integrantes do Alto Comando como “covardes” e “omissos” em razão da prisão de um general, Malafaia teria atribuído, ainda que de forma indireta, condutas que poderiam ser interpretadas como crimes previstos na legislação castrense.
No documento, o pastor apresenta ainda retratação formal, afirmando que não teve intenção de ofender a honra do general Tomás Paiva nem de imputar a ele qualquer prática criminosa, o que, segundo a legislação, pode afastar eventual punição antes da sentença.
*Pleno.News
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE; Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia Oficial