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Campanha reforça que o câncer de pele é o tipo de tumor mais comum no Brasil e pode ser evitado com cuidados diários simples

Com a chegada do verão e o aumento natural da exposição ao sol, o mês de dezembro marca também a campanha Dezembro Laranja, iniciativa dedicada à conscientização sobre o câncer de pele, o tipo de tumor mais frequente no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), 33% de todos os diagnósticos oncológicos do país são de câncer de pele, com cerca de 185 mil novos casos por ano.

O termo “câncer de pele” engloba diferentes tumores originados nos tecidos cutâneos. Os mais prevalentes são os não-melanoma, especialmente o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. Já o melanoma, embora menos comum, é o tipo mais agressivo, com estimativa de 8.980 novos casos por ano no triênio 2023–2025. O câncer de pele não-melanoma sozinho corresponde a 31,3% de todos os tumores malignos registrados no Brasil.

Prevenção e Cuidados

Prevenir continua sendo a estratégia mais eficaz. A dermatologista Dra. Vivian Amaral reforça algumas medidas essenciais:

* Uso diário e correto de protetor solar de amplo espectro, inclusive em dias nublados, reaplicando a cada 2 horas quando houver exposição prolongada.

* Roupas com proteção UV, chapéus, óculos escuros e preferência por sombra nos horários de maior radiação.

* Evitar exposição prolongada e desprotegida, especialmente no pico do sol.

* Autoexame regular da pele: observar pintas e lesões que mudam de cor, tamanho ou formato; que sangram, coçam ou não cicatrizam.

* Procurar um dermatologista ao menor sinal de alerta, pois quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura.

Tratamento e Prognóstico

O câncer de pele não-melanoma é altamente tratável quando diagnosticado precocemente. Apesar de ser o tipo mais comum, raramente leva à morte, mas pode causar mutilações, perda funcional ou cicatrizes importantes se negligenciado.

O melanoma, mais agressivo, também pode ter excelente prognóstico quando identificado nas fases iniciais. “A pele é o maior órgão do corpo e também o mais exposto. Muitos casos poderiam ser evitados ou tratados com sucesso se houvesse atenção constante aos sinais e uma rotina simples de proteção solar”, destaca a dermatologista Dra. Vivian Amaral.

Dra. Vivian Amaral — @draviviamaral

Dermatologista

Especialista em Dermatologia e Rejuvenescimento Íntimo Feminino

Médica dermatologista, sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Fundadora do Instituto Vivian Amaral

Autora do primeiro livro brasileiro sobre Rejuvenescimento Íntimo Feminino e do maior número de artigos científicos publicados no país sobre o tema

Criadora da técnica VA Vectors Technique, premiada no Aesthetic Medicine Awards 2023 (Mônaco) — categoria Best Genital Rejuvenation

Idealizadora da Kiss Lip Filler Technique, técnica exclusiva de preenchimento labial

Professora, mentora e palestrante nacional e internacional em medicina estética, marketing médico e posicionamento ético


Novos números apontam para uma piora recorrente na reputação petista

O presidente Lula da Silva: desaprovação crescente | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Lula da Silva: desaprovação crescente | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A nova pesquisa Ipsos-Ipec, em circulação na noite desta terça-feira, 9, mostra que o trabalho do presidente Lula da Silva à frente do governo federal tem a desaprovação de 52% dos brasileiros. A aprovação soma 42%, enquanto 6% não souberam ou não responderam. 

Em relação ao levantamento anterior, que ocorreu em setembro, houve oscilação de 1 ponto porcentual para cima na desaprovação e queda de 2 pontos na aprovação. O cenário, portanto, demonstra uma piora generalizada na reputação da liderança petista perante o eleitorado.

Brasileiros desconfiam do governo petista

O estudo mediu do mesmo modo o nível de confiança da população na administração federal. De acordo com o instituto, 40% afirmam confiar na gestão. Contudo, 56% dizem não confiar nela. Outros 4% não souberam responder. 

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em 131 municípios, entre os dias 4 e 8 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Levantamentos recentes de outros institutos têm apontado a mesma tendência de erosão da confiança pública. Pesquisas nacionais de opinião realizadas ao longo do segundo semestre já identificavam avanço da avaliação negativa, principalmente entre eleitores de renda média.

A desaprovação prevalece sobretudo entre os habitantes das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Em comum, os estudos registram desconfiança majoritária quanto à capacidade do governo de entregar resultados econômicos consistentes e melhorar serviços públicos.

Informações Revista Oeste


Equipe jurídica argumenta que ex-presidente precisa passar por cirurgias e requer autorização para deslocamentos exclusivos para tratamento médico

Advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro fazem novos pedidos ao STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro fazem novos pedidos ao STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição em que solicita principalmente autorização para que ele seja transferido ao Hospital DF Star, em Brasília. O motivo seria a necessidade sobretudo de intervenções cirúrgicas que a equipe médica recomendou. O documento encaminhado ao STF tem a assinatura dos advogados Celso Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Tesser.

Segundo a petição, Bolsonaro apresenta um quadro persistente de soluços — apontado como sequelas de cirurgias anteriores registradas no processo — e uma piora de uma hérnia inguinal unilateral. Ambos os problemas exigiriam tratamento cirúrgico. A defesa pede que o ex-presidente permaneça internado pelo tempo necessário ao restabelecimento.

Pena deve ser em casa, dizem advogados de Bolsonaro

No mesmo documento, os advogados retomam a tese de prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de que Bolsonaro deveria cumprir a pena em casa, com monitoramento eletrônico e outras condições que o ministro Alexandre de Moraes considerar adequadas. A defesa lembra que, antes da decretação da prisão preventiva — relacionada a outro processo —, o ex-presidente já cumpria pena em regime domiciliar.

O terceiro pedido apresentado ao STF consiste na autorização para que Bolsonaro possa realizar deslocamentos exclusivos para tratamento médico, mediante comunicação prévia ao relator. A defesa fundamenta o pleito na própria decisão que determinou a prisão do ex-presidente. Nela,  Moraes garantiu a disponibilidade contínua de uma ambulância para atendê-lo, reconhecendo suas limitações de saúde.

Informações Revista Oeste


Cerimônia ocorre em Oslo, com presença de líderes da América Latina e da realeza

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, em um protesto antes da posse do ditador Nicolás Maduro - 9/1/2025 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz será realizada nesta quarta-feira, 10, em Oslo, mas sem a presença da homenageada. A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, de 58 anos, não comparecerá à solenidade. A informação foi confirmada por Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto Nobel Norueguês.

O evento ocorre na Prefeitura de Oslo, com a presença do rei Harald, da rainha Sonja e de autoridades da América Latina. Estão confirmados os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador.

María Corina foi laureada “por seu trabalho incansável em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia”, segundo a fundação.

Impossibilitada de viajar por conta de uma proibição imposta há dez anos pelo regime chavista, ela também está fora de circulação pública desde agosto. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.

“Ela infelizmente não está na Noruega e não estará no palco da Prefeitura de Oslo às 13h, quando a cerimônia começar”, afirmou Harpviken à emissora NRK. Interpelado sobre onde ela estaria, respondeu: “Eu não sei”.

A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio e proferir o discurso no lugar da mãe.

María Corina venceu com folga as primárias da oposição para a eleição presidencial de 2024, mas a ditadura a impediu de concorrer. Em agosto, depois de novas prisões de dissidentes, ela decidiu entrar na clandestinidade.

A líder opositora é próxima de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações anteriores, ela chegou a afirmar que o republicano também merecia o Nobel da Paz.

Nobel da Paz ocorre em meio a operação militar dos EUA

A premiação coincide com uma série de mobilizações militares dos EUA contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

Mais de 80 criminosos morreram nas ofensivas, iniciadas em agosto. O ditador Nicolás Maduro acusa os EUA de planejarem sua queda e de tentar controlar os recursos naturais da Venezuela.

Informações Revista Oeste


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10/12), o PL da Dosimetria, que recalcula e reduz as penas dos condenados por crimes da trama golpista e dos atos de 8 de janeiro de 2023.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também será beneficiado e pode ter a pena em regime fechado reduzida para até 2 anos e 4 meses, de acordo com o relator do projeto, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

A votação foi aberta à 1h38 da madrugada. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou o resultado da votação às 2h25: 291 votos a favor e 148 contrários.

Agora, o projeto será analisado pelo Senado Federal. O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (UniãoBrasil-AP), afirmou em plenário, nessa terça-feira, que pretende analisar o PL da Dosimetria ainda em 2025.

A aprovação do Projeto de Lei nº 2.162/23, o chamado PL da Dosimetria, é uma meia vitória para a oposição bolsonarista, que orientou voto a favor da proposta, mas que até então tentava articular anistia “ampla e irrestrita” para Bolsonaro e os demais condenados.

Com a falta de apoio ao tema, a oposição recuou e passou a aceitar debater um projeto que apenas reduz as penalidades aplicadas contra os condenados. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciado como candidato do pai à disputa das eleições presidenciais de 2026, chegou a colocar a própria candidatura como moeda de troca para o texto ser aprovado.

Em setembro deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, por liderar a trama golpista. O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde 22 de novembro. Com a aprovação do projeto de lei, a expectativa é que o ex-presidente fique detido por menos tempo.

Os parlamentares governistas tentaram retirar da pauta a votação do projeto, no entanto, o requerimento foi rejeitado por 294 votos contra 146. Depois, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, apresentou requerimento para adiar a votação, que também foi rejeitado.

Entenda o texto
O PL da Dosimetria altera as regras de progressão de regime, mecanismo que permite ao condenado com bom comportamento passar para os regimes semiaberto ou aberto.

A nova legislação prevê que a progressão ocorra após o cumprimento de um sexto da pena, e não mais de um quarto. A mudança não se aplica a casos como crimes hediondos ou réus reincidentes.

O substitutivo propõe ainda acabar com a soma de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, como a tentativa de golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o que beneficiaria Bolsonaro diretamente.

O relator Paulinho da Força determinou também que, quando esses crimes forem cometidos em “contexto de multidão”, ou seja, durante um ato coletivo, como os ataques do 8 de Janeiro, a pena pode ser reduzida de um terço a dois terços. Essa redução só vale se a pessoa não tiver financiado o ato nem exercido papel de liderança — e não alcançaria Bolsonaro, apontado pelo STF como líder da tentativa de golpe de Estado.

Como Bolsonaro pode ser beneficiado?
Segundo o relator, além de reduzir o tempo necessário para a progressão de regime, o projeto pode diminuir a pena do ex-presidente.

A Vara de Execução Penal estimou neste mês que a progressão de Bolsonaro para o semiaberto ocorreria em 23 de abril de 2033, após cerca de 8 anos de detenção. Paulinho calcula que esse prazo poderia cair para pouco mais de 3 anos.

*Metrópoles
Foto: Kebec Nogueira


Presidente Manuel Palacios afirma que análise técnica não encontrou problemas nas questões apontadas nas redes sociais como antecipadas do Enem Pará

Inep descarta mudanças no Enem após polêmica: "Não há questões idênticas"

O presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Manuel Palacios, descartou qualquer mudança na metodologia do banco de questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mesmo diante das polêmicas envolvendo supostos vazamentos que marcaram a edição 2025.

“Não houve nenhum vazamento da prova do Enem, ninguém viu as questões que caíram na prova. O que há são itens semelhantes”, afirmou. A informação é da CNN. 

A posição do instituto se mantém firme apesar de novas suspeitas terem voltado à tona, desta vez sobre questões que supostamente foram antecipadas na prova aplicada nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro em Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará. Nesse locais os candidatos fizeram o exame em dias diferentes por causa da COP30. 

Cinco questões do Enem Pará, apontadas pela Folha de S.Paulo como tendo sido antecipadas antes do exame pelo estudante de medicina Edcley Teixeira em lives e mentorias nas redes sociais, passaram por avaliação da equipe técnica do Inep.

Informações Metro1


O presidente norte-americano também criticou Joe Biden por não ter impedido o avanço de facções venezuelanas nos EUA

Trump discursa durante a Cúpula Asean-EUA em Kuala Lumpur, Malásia - 26/10/2025 | Foto: Vincent Thian/Reuters
Segundo Trump, Washington pode adotar medidas mais rígidas contra o narcotráfico na Venezuela | Foto: Vincent Thian/Reuters 

Declarações recentes de Donald Trump voltaram a colocar Nicolás Maduro no centro das atenções internacionais, com o presidente dos Estados Unidos afirmando que o ditador venezuelano enfrenta um cenário de isolamento crescente. 

Em entrevista ao canal Politico, divulgada nesta terça-feira, 9, Trump destacou que os dias de Maduro no poder estão no fim, em meio à intensificação das pressões norte-americanas.

Trump mencionou que, depois de operações navais no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, que resultaram na eliminação de mais de 80 criminosos, Washington pode adotar medidas mais rígidas contra o narcotráfico na Venezuela. No entanto, evitou detalhar possíveis ações militares terrestres. 

“Não quero confirmar nem descartar”, disse o chefe da Casa Branca. “Não falo sobre isso. Por que eu falaria com vocês? Uma publicação extremamente hostil que recebeu US$ 8 milhões do [ex-presidente Barack] Obama para continuar operando? Por que eu faria isso?”

Trump acusa Maduro de enviar criminosos para os EUA

Durante a entrevista, Trump acusou Maduro de enviar milhões de pessoas para os EUA, incluindo criminosos e internos de instituições psiquiátricas. 

“Posso dizer o seguinte: ele nos enviou milhões de pessoas, muitas vindas de prisões, muitos traficantes, chefões do tráfico, pessoas de instituições psiquiátricas”, afirmou Trump. “Ele as enviou para o nosso país, onde tínhamos um presidente muito estúpido. Você sabe disso.”

O republicano também voltou a criticar o ex-presidente Joe Biden e mencionou o Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana presente em cidades norte-americanas. 

“Biden é uma pessoa com baixo QI, especialmente hoje em dia”, disse o republicano. “Quer dizer, ele já tinha baixo QI há 30 anos, mas agora está ainda pior. E o que ele fez com o nosso país não foi bom. O Tren de Aragua, uma das gangues mais perigosas do mundo.”

Em seguida, indagado sobre o futuro do ditador Nicolás Maduro, Trump enfatizou: “Os dias dele estão contados”.

Trump critica lideranças europeias

Trump também se manifestou sobre a relação dos EUA com a Europa. Segundo ele, a continuidade da parceria depende de mudanças ideológicas no continente, citando preocupações com imigração e censura. 

“Eles vão ter que mudar de ideologia, obviamente, porque as pessoas que estão entrando têm uma ideologia totalmente diferente”, afirmou. “Isso vai enfraquecê-los muito. Eles serão muito mais fracos e muito diferentes.”

O presidente norte-americano ainda afirmou conhecer a liderança europeia e avaliou negativamente o desempenho de alguns chefes de Estado. 

“Eu conheço os bons líderes”, disse. “Conheço os maus líderes. Conheço os inteligentes e os estúpidos. Há alguns realmente estúpidos também. Mas, bem, eles não estão fazendo um bom trabalho. A Europa não está fazendo um bom trabalho em muitos aspectos.”

Críticas a Zelensky e eleições na Ucrânia

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, também foi alvo de críticas de Trump, que mencionou a proposta de paz dos EUA para o conflito com a Rússia. Segundo ele, Zelensky ainda não leu o documento. 

“Bem, ele precisa ler a proposta”, frisou o norte-americano. “Na verdade, ele ainda não leu. Seria bom se ele lesse. Sabe, muita gente está morrendo. Então seria muito bom se ele lesse. A equipe dele adorou a proposta. Eles gostaram muito. Os assessores dele, os principais funcionários, gostaram, mas disseram que ele ainda não leu. Acho que ele deveria arranjar um tempo para ler.”

Trump reiterou que a Ucrânia deve realizar eleições presidenciais, suspensas por conta da Lei Marcial imposta devido à guerra. 

“Sim, acho que está na hora”, afirmou. “Acho que é um momento importante para realizar uma eleição. Eles estão usando a guerra [como desculpa] para não realizar eleições, mas, bem, eu acho que o povo ucraniano deveria ter essa escolha. E talvez Zelensky ganhasse.”

“Não sei quem ganharia”, completou. “Mas eles não têm eleições há muito tempo. Eles falam de democracia, mas chega a um ponto em que deixa de ser democracia.”

Informações Revista Oeste

Moraes volta a usar avião da FAB
10 de Dezembro de 2025

Deslocamento para evento do Judiciário em Florianópolis expõe diferenças de procedimento entre ministros do STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes; FAB à disposição | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
O ministro do STF Alexandre de Moraes; FAB à disposição | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes voltou a usar aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB). No início de novembro, o magistrado viajou até Florianópolis. Ele partiu de São Paulo em avião oficial para dessa forma participar do 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário.

O evento teve a promoção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ. O presidente do STF, Edson Fachin, também esteve presente à cerimônia. A diferença, contudo, é que Fachin se deslocou até a capital catarinense em em voo comercial, embora, como líder da Corte, pudesse requerer apoio da FAB.

Moraes: suposto abuso

O uso das aeronaves e da estrutura militar reacendeu a polêmica principalmente sobre o abuso das autoridades do Judiciário. Elas são acusadas de usufruir deliberadamente do transporte oficial. O suposto abuso se dá exatamente em um momento em que a Aeronáutica passa sobretudo por profundas medidas de restrição orçamentária, tendo dificuldades, inclusive, para abastecer os tanques de seus aviões.  

O encontro ocorreu nos dias 1º e 2 de novembro e reuniu autoridades de diversos tribunais para definir metas do Poder Judiciário para 2026. A aeronave que levava Moraes decolou de Congonhas às 13h55 do dia 1º. O avião pousou na capital catarinense às 14h50. Segundo a Aeronáutica, o voo transportava apenas três passageiros, incluindo o ministro.

Mesmo presidindo o CNJ e tendo atribuições diretas no encontro, o presidente do STF, Edson Fachin, preferiu usar a linha aérea regular. Já Moraes, por sua vez, que reside em São Paulo, mobilizou o Ministério da Defesa para assim obter autorização de transporte oficial.

Moraes participou do evento somente na manhã do dia 2. Ele presidiu um painel sobre percepções e perspectivas do CNJ, na companhia de desembargadores, juízes e ministros que atuam como conselheiros do órgão. Ele deixou Florianópolis no início da noite. O retorno também ocorreu em aeronave da FAB.

Informações Revista Oeste


O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força pela Polícia Legislativa da cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos0-PB), durante a sessão desta terça-feira (9), em Brasília. A ação ocorreu enquanto o parlamentar protestava contra o processo que pode cassar seu mandato.

Glauber é acusado de quebra de decoro por, segundo a denúncia, empurrar e chutar um integrante do MBL em um protesto no Congresso no ano passado. A votação do caso está prevista para a próxima semana.

Ao ocupar a Mesa, Glauber estava acompanhado da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), sua esposa, que tentou impedir a retirada dele. Outros deputados da esquerda também cercaram a Mesa Diretora e discutiram com os agentes.

Antes da confusão, a TV Câmara teve sua transmissão cortada e por volta das 17h30, o acesso ao plenário foi restringido; assessores e imprensa foram retirados do local.

*Pleno.News
Foto: Reprodução Instagram


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou, nesta terça-feira (9), que o projeto sobre a dosimetria das penas dos condenados pelo 8 de janeiro será votado ainda hoje no plenário. Em coletiva de imprensa, ele afirmou que o tema está “maduro” para decisão dos parlamentares e reforçou que o texto não prevê anistia.

Segundo Motta, a anistia não está mais em discussão.

– Nós sabemos que essa questão da anistia está superada – declarou.

E continuou:

– Nós votamos a urgência dessa matéria, respeitamos o devido processo legal do Supremo Tribunal Federal (STF) concluir o julgamento dessas pessoas.

O presidente da Câmara disse que somente após o encerramento dos julgamentos no STF seria possível tratar de uma eventual mudança nas penas; então, agora que os ministros da Suprema Corte finalizaram os julgamentos, o relator poderá apresentar seu texto final sobre o assunto.

Motta reforçou que o projeto discutido nesta terça não concede perdão aos condenados.

– Esse projeto não tratará de anistia, mas de uma possibilidade de redução de penas para essas pessoas que foram condenadas pelo ato de 8 de janeiro.

Ele também destacou que a decisão de pautar o tema partiu exclusivamente da Presidência da Câmara.

– Quero deixar claro que a nossa decisão foi tomada única e exclusivamente por vontade do presidente, que tem o poder de pauta. Ela não foi tomada para atender a pedido de ninguém – disse.

O deputado afirmou que o relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), deve tornar público o texto final ainda hoje e, por fim, declarou que é hora de o Parlamento se posicionar.

– Queremos enfrentar essa matéria para que o plenário da Câmara dos Deputados possa se posicionar acerca deste tema – concluiu Motta.

*Pleno.News
Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados