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Sorteio colocou Egito e Irã na “Partida do Orgulho” em Seattle e abriu impasse na Fifa

Foto: Reprodução / Instagram @gianni_infantino

Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas já carrega sua primeira grande controvérsia. Uma decisão tomada meses antes do sorteio dos grupos colocou a Fifa no centro de um impasse que envolve Egito, Irã, a cidade de Seattle e ações de visibilidade LGBTQIA+.

Como surgiu o problema?

Muito antes de saber quais seleções jogariam em Seattle, o comitê local definiu que uma das partidas sediadas na cidade seria a chamada “Pride Match”, um jogo dedicado a celebrar o orgulho LGBTQIA+.

A iniciativa previa elementos simbólicos no estádio e ações de apoio à comunidade. O que ninguém dentro da Fifa imaginava é que o sorteio colocaria Egito e Irã, dois países onde a homossexualidade é ilegal, justamente nessa partida.

A probabilidade de esse confronto cair especificamente no jogo temático era baixíssima: 0,7%, equivalente a 1 chance em 144.

Reação imediata das federações

Após o anúncio das seleções envolvidas, as federações de Egito e Irã se manifestaram rapidamente, rejeitando qualquer associação a atos de celebração LGBTQIA+ durante a partida.

Ambas indicaram desconforto e demonstraram resistência a participar do jogo caso o tema fosse mantido.

A postura abriu um dilema diplomático para a Fifa, que agora precisa decidir como conciliar: a autonomia da cidade-sede em promover ações de diversidade, as culturas e leis dos países participantes e o próprio regulamento da Copa, que nunca previu um cenário semelhante.

O que a Fifa pode fazer

Três caminhos estão sobre a mesa:

Manter a Pride Match, apoiando a decisão de Seattle — o que pode gerar boicote ou retaliação dos países envolvidos.

Cancelar o evento comemorativo, o que seria visto como um recuo político e poderia provocar críticas de grupos de direitos humanos.

Refazer o emparelhamento da partida, algo inédito na história das Copas e que abriria precedente para futuras pressões políticas.

Até agora, nenhum posicionamento oficial foi anunciado pela entidade máxima do futebol mundial.

Um dos jogos mais aguardados da Copa

Marcado para 27 de junho, um sábado, o confronto ganhou holofotes antes mesmo de a bola rolar.

A reunião entre uma celebração do orgulho LGBTQIA+ e dois países que criminalizam relações homoafetivas transformou o duelo em símbolo de debate global sobre direitos humanos, representatividade e choque cultural.

Seattle mantém seu plano de realizar ações de visibilidade, e o jogo promete ser um dos mais comentados da Copa de 2026, não apenas pelo futebol, mas pelo peso social e político que carrega.

Informações Bahia.ba


Mudança entra em vigor em 2026 e fortalece peso do torneio nacional no calendário

Foto: Reprodução / CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou uma das mudanças mais significativas dos últimos anos no sistema de classificação para a Conmebol Libertadores. A partir de 2026, a Copa do Brasil terá duas vagas garantidas na competição continental: além do campeão, o vice-campeão também assegurará participação, algo inédito desde a criação do torneio.

Para acomodar a alteração, uma vaga anteriormente destinada ao Campeonato Brasileiro será removida, reduzindo o número de classificados pelo desempenho na Série A.

A medida integra o pacote de reformulações da CBF, que busca elevar o status e o impacto esportivo e financeiro da Copa do Brasil.

Vice-campeão também irá à Libertadores

Com a mudança, a entidade ainda avalia em qual etapa o vice entrará, se diretamente na fase de grupos ou na fase preliminar.

Outro ponto em discussão é o procedimento em cenários de acúmulo de vagas, caso campeão e vice já estejam garantidos na Libertadores via Brasileirão.

A decisão vinha sendo debatida internamente há meses e agora se torna peça central da nova estratégia da CBF para o calendário nacional.

Calendário da Copa do Brasil será mais robusto

A partir do próximo ano, o torneio passa por uma reformulação profunda:

1– As cinco primeiras fases serão disputadas em jogo único
2– Clubes da Série A só estreiam na quinta fase
3– Oitavas, quartas e semifinais permanecem em ida e volta
4– Final em jogo único, marcada para 6 de dezembro de 2026
5– A competição passa a ter 126 clubes em 2026 e 128 a partir de 2027
6– O novo formato prevê 14 datas e 155 partidas por edição, aproximando o modelo ao da FA Cup, na Inglaterra

A CBF justifica que o torneio ganhará mais alcance nacional e valor técnico, reforçando seu peso esportivo e comercial.

Com a nova configuração, o Brasileirão deixa de ser o único grande filtro para a elite continental. Mesmo assim, a Série A continuará responsável pela maior parte das vagas brasileiras, ainda que com número reduzido.

Semifinais da Copa do Brasil seguem em disputa

Enquanto o novo formato é preparado para o próximo ciclo, a edição atual entra em sua reta decisiva. Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e Vasco brigam por um lugar na final.

O Corinthians abriu vantagem ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em Belo Horizonte nesta quarta-feira (10).

A outra semifinal, entre Fluminense e Vasco, ocorre nesta quinta-feira (11), no Maracanã, em duelo que fecha o primeiro capítulo da disputa.

Como a mudança impacta diretamente o Bahia

Para o Esquadrão de Aço, a alteração da CBF modifica de forma relevante o planejamento esportivo dos próximos anos.

A vaga retirada do Brasileirão aumenta a pressão por campanhas consistentes e reduz o espaço de erro em competições de pontos corridos.

Por outro lado, o crescimento da Copa do Brasil como via de acesso reforça a necessidade de tratar o torneio como prioridade estratégica.

O retrospecto recente ajuda a entender o cenário. Em 2025, o Bahia terminou o Brasileirão em 7º lugar, posição que, dentro do modelo atual, já o levaria à fase preliminar da Libertadores.

Em 2024, no entanto, o Tricolor encerrou a competição em 8º lugar, campanha que não daria vaga ao torneio continental.

Com menos vagas no Brasileirão e mais na Copa do Brasil, o Esquadrão precisará equilibrar forças nas duas frentes para manter presença contínua no cenário internacional.

Informações Bahia.ba


Ex-presidente da República estaria precisando de intervenção médica

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, observa de sua casa enquanto o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (não aparece na foto), deixa Brasília após uma visita (29/9/2025) | Foto: Reuters/Diego Herculano/Foto de Arquivo
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, observa de sua casa enquanto o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (não aparece na foto), deixa Brasília após uma visita (29/9/2025) | Foto: Reuters/Diego Herculano/Foto de Arquivo

Nesta quinta-feira, 11, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 15 dias à Polícia Federal (PF) para submeter o ex-presidente Jair Bolsonaro a uma perícia médica.

A decisão ocorreu em virtude de um pedido da defesa de Bolsonaro para ele realizar uma cirurgia.

Na decisão, Moraes observou que o ex-presidente já possui “atendimento médico em tempo integral” na Superintendência da PF de Brasília e que, até o momento, não houve relatos de situações de emergência.

“Desde aquele momento, não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com Bolsonaro”, argumentou Moraes. “Ressalte-se, ainda, que os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há três meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica.”

Pedido da defesa de Bolsonaro

jair bolsonaro
Os então presidentes Jair Bolsonaro (República) e Alexandre de Moraes (TSE), durante a cerimônia de posse de Moraes no comando da Corte — 16/8/2022 | Foto: Antonio Augusto/STF

Além da cirurgia, os advogados do ex-presidente requereram prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. Segundo a defesa, os médicos estimam que as cirurgias demandam “imediata internação hospitalar, de cinco a sete dias”.

“Diante de todo o exposto, das provas médicas acostadas e da excepcional gravidade do quadro clínico apresentado, requer a vossa excelência: autorização e remoção do peticionário ao Hospital DF Star, a fim de que possa ser submetido às intervenções cirúrgicas indicadas pelos médicos responsáveis pelo seu tratamento, bem como sua permanência no hospital pelo tempo necessário”, escreveram os advogados.

Informações Revista Oeste


com Frei Jorge Rocha
tema: “por ora, sim”


A Prefeitura de Feira de Santana informa que a comercialização de bebidas e alimentos na área de shows do circuito principal do Natal Encantado, localizado na Praça Padre Ovídio, será exclusiva para empresas autorizadas pela Ativa Propaganda — empresa licitada pelo Município para conduzir o processo de venda de cotas e organização da presença das marcas parceiras no evento.

A medida integra o plano de trabalho voltado à captação de patrocínios, fundamental para a realização e fortalecimento da programação festiva. A restrição se aplica apenas ao perímetro da arena de shows. Essa iniciativa contribui para ampliar a arrecadação de recursos, profissionalizar a arena e oferecer ao público uma experiência mais estruturada e confortável.

O projeto foi desenhado de forma a equilibrar a participação dos patrocinadores com a manutenção dos espaços tradicionalmente ocupados pelos trabalhadores do comércio informal. Por isso, toda a extremidade da Praça Padre Ovídio está sendo estruturada para que a Prefeitura, por meio da Secretaria de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settdec), realize o ordenamento dos ambulantes, garantindo a inclusão e a continuidade das atividades desses profissionais durante o Natal Encantado.

O trabalho de organização do comércio informal vem sendo conduzido pela Prefeitura com foco na segurança, na fluidez do público e na convivência harmoniosa entre todos os segmentos participantes do evento.

Com essas ações, a Prefeitura reforça seu compromisso em promover um evento bem-estruturado, inclusivo e capaz de gerar benefícios econômicos para toda a cidade, valorizando tanto os parceiros comerciais quanto os trabalhadores informais que fazem parte da tradição e da dinâmica cultural de Feira de Santana.

*Secom


O deputado federal Bibo Nunes (RS), vice-líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, foi destituído de seu posto por contrariar uma orientação do líder da legenda, Sóstenes Cavalcante (RJ). Bibo votou a favor da emenda que previa a troca da cassação do mandato de Glauber Braga (PSOL-RJ) por uma suspensão de seis meses.

A mudança foi votada na noite desta quarta-feira (10), após dois dias de tensão no plenário. Bibo defendia a cassação de Glauber até então, mas mudou de ideia.

A manobra do PSOL para evitar a cassação de Glauber dependia de 257 votos para ser aprovada. Bibo argumentou que apoiou a emenda porque, se ela fosse derrubada, os deputados teriam de voltar ao parecer que recomendava a cassação – proposta que também exigia 257 votos.

Segundo ele, essa alternativa não atingiria o número mínimo e, sem os 257 votos necessários nem para cassar nem para suspender, Glauber acabaria não sendo punido de nenhuma forma. Por isso, afirmou que preferia assegurar ao menos a suspensão.

– Eu aqui defendi a cassação o tempo todo, que ele merece, mas o jogo mudou. Saber perder é uma grande vitória – disse Bibo.

A justificativa não foi aceita por Sóstenes, que formalizou o afastamento.

– Um vice-líder deve lealdade ao seu líder. Vice-líder desta liderança que veio aqui e fez uma orientação diferente da sua liderança. Portanto, como líder, ele, a partir de hoje, não é mais o meu vice-líder – declarou.

*Pleno.News
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


Feira de Santana está oficialmente em clima de Natal. Na noite desta quarta-feira (10), o prefeito José Ronaldo de Carvalho realizou o ato simbólico de acender a iluminação natalina no Paço Municipal Maria Quitéria, marcando o início da programação festiva.

Neste ano, a Prefeitura iluminou aproximadamente 400 árvores, instalou 10 monumentos decorados e espalhou estruturas especiais por avenidas e espaços públicos. O investimento total foi de R$ 850 mil, provenientes exclusivamente de recursos próprios do município.

O prefeito destacou que foi feito um grande esforço para que toda a decoração fosse possível. Segundo ele, são quatrocentas árvores iluminadas, dez monumentos instalados e diversos pontos da cidade com iluminação natalina, reforçando o compromisso da gestão com a população.

A decoração deste ano abrange locais tradicionais como a Avenida Getúlio Vargas, Fraga Maia, Sales Barbosa, Praça da Catedral, Praça Padre Ovídio, Portal do Sertão e o próprio Paço Municipal. Entre os destaques estão um túnel de luzes de 30 metros montado nas proximidades do Monumento a Maria Quitéria e uma árvore gigante de 15 metros.

Na Avenida Nóide Cerqueira, um trem iluminado de 8,5 metros atrai a atenção de quem passa pelo local. Veículos da limpeza pública e ônibus da empresa São João, incluindo um BRT, também receberam iluminação especial. O tradicional Trenzinho do Juquinha está circulando pela cidade com decoração temática.

O secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, ressaltou o empenho das equipes envolvidas no trabalho. Segundo ele, foram dias intensos de preparação, com cerca de quatrocentas árvores iluminadas, dez equipamentos montados e diversos pontos, como o Paço Municipal, a Igreja da Matriz, a Fraga Maia e o Portal do Sertão totalmente decorados. Ele afirmou ainda que a expectativa é ampliar a estrutura no próximo ano.

O prefeito José Ronaldo também observou que a iluminação natalina contribui diretamente para o fortalecimento do comércio local, estimulando o movimento nas ruas e atendendo a uma demanda das entidades de classe.

A abertura oficial do Natal Encantado 2025 acontece nesta quinta-feira (11), com apresentações da Orquestra Sinfônica Neojiba e show do cantor Geraldo Azevedo. O prefeito convidou a população para participar, destacando que o evento é voltado para as famílias e contará com controle de acesso para garantir segurança e organização.

A remoção da decoração natalina está prevista para começar no dia 6 de janeiro, seguindo a tradição, conforme informou o secretário Justiniano França.

Fotos: Rafael Marques


Os trabalhadores da montadora Fiat Chrysler Automobiles constroem um modelo Argo 2020, em meio à disseminação da doença por coronavírus (COVID-19), na fábrica de montagem em Betim
© REUTERS/Washington Alves/Proibida reprodução

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanais. Ambas as mudanças são sem redução salarial.Agora, o tema segue para plenário do Senado.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 148 de 2025 foi incluída na pauta da CCJ como matéria “extra”, sem aviso prévio, e aprovada por votação simbólica. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a PEC foi relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O relator explicou que a PEC reduz, já no primeiro ano após a aprovação do texto, a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Durante os quatro anos seguintes, haveria uma redução de uma hora de trabalho, por ano, até chegar às 36 horas semanais.

“São mais de 150 milhões de brasileiros que se beneficiarão com esta PEC, considerando os trabalhadores, considerando as famílias e considerando quem contrata também, porque vai movimentar a economia, vai mudar a realidade social deste país”, disse Rogério Carvalho. 

Em seu parecer, o relator na CCJ argumentou que a jornada de 6×1 está associada ao aumento dos riscos de acidentes em razão do cansaço, por diminuir a qualidade do trabalho e por causar danos a saúde, prejudicando o bem-estar do trabalhador.

“No Brasil, as redes sociais têm sido tomadas nos últimos meses por manifestações contrárias à jornada 6×1, considerada exaustiva pelos trabalhadores. Nesse sentido, foi criado o Movimento Vida Além do Trabalho, com o objetivo de alterar a legislação para assegurar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal”, escreveu Carvalho em parecer.  

Extra-pauta

A votação da PEC como extra-pauta foi criticada pelo senador da oposição Eduardo Girão (Novo-CE), que disse que queria ter tido a oportunidade de pedir vista para analisar a proposta e fazer contribuições ao texto.

“Se fazer isso, na véspera de um recesso, tirando esse direito do parlamentar de pedir vista. Me sinto violentado por essa atitude. Eu sei que teve audiência pública sobre o assunto, mas precisava ter o direito regimental de pedir vista. A única coisa que eu posso dizer é que vamos tentar, lá no Plenário, ver se é possível fazer uma audiência pública para melhorar o projeto, porque tudo pode ser melhorado”, afirmou o senador cearense.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), respondeu que não é incomum a inclusão de matérias extra-pautas na Comissão, destacando que o tema foi debatido em audiência pública.

“Eu lamento vossa excelência não ter participado de três audiências públicas que nós fizemos e vossa excelência não compareceu em nenhuma delas. Nós tínhamos o compromisso, inclusive com o senador Paulo Paim, de votar [a PEC] ainda este ano”, respondeu.

Câmara

A Câmara dos Deputados também discute o tema na subcomissão especial dedicada a analisar a escala 6×1. Na semana passada, ao apresentar o parecer, o deputado Luiz Gastão (PSD-CE) rejeitou o fim da escala 6×1 e propôs a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. 

O relator na Câmara alegou que seu texto foi a saída “possível” dentro da realidade econômica das empresas brasileiras e da elevada informalidade do mercado de trabalho.

“[A PEC original] poderia acarretar sérias consequências econômicas adversas, tais como queda na produção, redução da produtividade e elevação dos índices de desemprego”, afirmou Luiz Gastão.

O relatório lido na última quarta-feira (3) na subcomissão da Câmara modificou o texto original da PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que previa o fim da escala 6×1 e uma jornada de 36 horas semanais. 

Informações Agência Brasil


Representação sustenta que propagandas estatais estão sendo usadas para pressionar o Congresso e disseminar desinformação

Lula Zucco
Luciano Zucco, líder da oposição na Câmara dos Deputados I Foto: Bruno Spada/Agência Câmara

A oposição do Congresso Nacional protocolou, nesta quarta-feira, 10, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) e uma ação popular na Justiça do Distrito Federal contra a publicidade do governo Lula. 

Os documentos, apresentados pelo líder da oposição na Câmara dos DeputadosLuciano Zucco (PL-RS), afirmam que órgãos oficiais estariam utilizando recursos públicos para impulsionar publicações com o intuito de pressionar parlamentares, mobilizar militantes e difundir informações enganosas.

Esta é uma resposta da oposição às acusações feitas pelo jornal O Estado de S. Paulo, de que perfis do governo impulsionam conteúdos nas redes sociais com o objetivo de defender projetos do Executivo e constranger congressistas. Se comprovada, a prática configura um grave desvio de finalidade, ferindo princípios previstos na Constituição Federal.

A representação sustenta que a publicidade do governo Lula viola entendimento já firmado pelo TCU sobre limites para campanhas oficiais. O documento lista cinco práticas consideradas irregulares:

  1. promoção de propostas legislativas como se fossem políticas públicas em vigor;
  2. constrangimento a parlamentares contrários ao governo;
  3. mobilização organizada de cidadãos para pressionar deputados e senadores;
  4. contestação pública a decisões internas do Congresso; e
  5. divulgação de conteúdos com informações incompletas.

De acordo com Zucco, o material reunido pela oposição inclui dezenas de peças publicadas em perfis oficiais do governo, sobretudo no Instagram.

Oposição alega ataques do governo Lula

Segundo a ação apresentada por Zucco, o governo Lula realizou postagens colocando a população contra o Congresso Nacional. A representação reúne publicações que instruiam os seguidores a “cobrar o seu deputado”, além de campanhas pagas que acusavam parlamentares de “proteger super-ricos” ou “ser contra o povo brasileiro”.

Também foram anexados vídeos em que o governo afirma que, sem a aprovação integral de seus projetos, “faltaria dinheiro para programas sociais”. Para a oposição, trata-se de narrativa baseada em dados distorcidos.

Na ação, a oposição pede investigação imediata da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, comandada por Sidônio Palmeira, além da suspensão das campanhas, auditoria nos gastos e responsabilização dos agentes envolvidos.

Informações Revista Oeste


Entendimentos conflitantes criam insegurança e ameaçam a lógica da reforma em 2026

Segundo especialista, varejo pode ser um dos setores mais afetados por possíveis distorções | Foto: EBC
Segundo especialista, varejo pode ser um dos setores mais afetados por possíveis distorções | Foto: EBC

A divergência entre Estados sobre a inclusão de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) na base do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2026 acendeu um alerta entre tributaristas

A disputa envolve a interpretação do ano-teste e preocupa pela possibilidade de descoordenação logo no início da transição. Para o tributarista Eduardo Natal, sócio do Natal & Manssur Advogados, o impasse aparece antes mesmo da cobrança efetiva dos novos tributos.

Estados: alerta sobre distorções

Segundo ele, a diferença de entendimento entre São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco contrasta com o processo de construção do IBS, que contou com intensa participação das secretarias de Fazenda. Ele afirma que não esperava uma ruptura tão precoce sobre um ponto elementar da transição. 

Para o especialista, o episódio funciona como sinal inicial de descoordenação no momento em que o país precisa de padronização. O tributarista avalia que a posição de Pernambuco abre margem para risco de bitributação. 

https://youtube.com/watch?v=8-qV0aXsK9c%3Ffeature%3Doembed%26enablejsapi%3D1%26origin%3Dhttps%253A%252F%252Frevistaoeste.com

Ele explica que, ao considerar que IBS e CBS integrariam o preço e, portanto, a base do ICMS em 2026, o Estado cria distorção mesmo sem recolhimento efetivo. Esse movimento amplia artificialmente a base, fragiliza o modelo de transição e aumenta a insegurança de setores com forte operação interestadual, como o varejo.

Ele sugere ajustes em sistemas e parametrizações fiscais ao longo do ano-teste. Provisões só fariam sentido em Estados que formalizarem interpretação ampliativa. Caso posições como a de Pernambuco persistam, ações judiciais preventivas podem ser necessárias. O tributarista ressalta que a questão também é institucional. Afirma principalmente que manter a coerência da transição é essencial para que a reforma entregue simplificação e segurança jurídica.

Informações Revista Oeste