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Carro bateu na traseira da moto e motorista fugiu sem prestar socorro, segundo a PRF

Motociclista morre após colisão na BR-116 na Bahia

Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal 

Um motociclista morreu por volta das 3h40 desta quarta-feira (31) após um acidente na BR-116, no km 469, em trecho do município de Santo Estêvão, no centro-norte da Bahia.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão traseira, quando um automóvel atingiu a motocicleta. Após o impacto, o motorista do carro fugiu do local sem prestar socorro à vítima.

Com a violência da batida, o condutor da moto não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Uma equipe da Delegacia da PRF de Feira de Santana atendeu a ocorrência.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a perícia e a remoção do corpo. As investigações seguem para apurar as circunstâncias do acidente e identificar o veículo envolvido.

Informações Metro1


Luiz Marinho avaliou cenário político para legislação trabalhista

Foto: © Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (30) que o ano de 2026 pode ser propício para a aprovação, pelo Congresso Nacional, da redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala de trabalho 6×1, aquela em que o empregado trabalha seis dias consecutivos para um de descanso. Durante coletiva de imprensa para anunciar dados de empregos formais gerados em novembro, o ministro apontou que a mobilização social pode impulsionar o avanço do tema justamente em um ano eleitoral.  

“A jornada de trabalho, até por ser um ano eleitoral, talvez até facilite [a aprovação], em vez de ser difícil. Vai depender muito de como as categorias, de como a classe [trabalhadora] se mobiliza”, analisou.

O ministro comparou o tema da redução da jornada com a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, que passou por unanimidade nas duas Casas, no segundo semestre deste ano.

“Ali [no Congresso] era hostil o debate de aprovar o Imposto de Renda do jeito que foi aprovado, com a parte de cima tendo que pagar a diferença. Passou pelo calor das ruas. Aquela unanimidade congressual, na Câmara e no Senado, foi uma unanimidade forçada”, observou.

Para Luiz Marinho, a economia brasileira “está madura há muito tempo” para suportar uma redução da jornada semanal máxima de trabalho.

“É plenamente possível fazer a redução da jornada máxima para 40 horas semanais e buscar um espaço de eliminar a [escala] 6×1 , que é  a grande bandeira, em especial da nossa juventude”, insistiu.

O ministro destacou o fato de que as negociações coletivas entre sindicatos e empresas podem viabilizar um mecanismo para que nenhuma atividade econômica que tenha que funcionar sete dias por semana, por exemplo, seja prejudicada pelo fim da escala com apenas um dia de descanso.

“Não tem nenhuma lei que vai fazer enquadramento de grade de jornada propiciando que uma entidade, uma fábrica, uma atividade de saúde, qualquer atividade, trabalhe 24 horas por dia. As duas partes da mesa, trabalhadores e empregadores, sentam e seguramente vão compor da maneira mais serena possível. Portanto, ano eleitoral não vejo como impedimento que se avance nesse debate”, ponderou Marinho. Para ele, no entanto, é fundamental que não haja “fla-flu” eleitoral sobre o assunto e que se leve em consideração o quanto essas medidas poderiam ser benéficas para empresas, trabalhadores, economia e o ambiente de trabalho.

Discussões no Congresso

No momento, diferentes projetos de lei tramitam simultaneamente, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, sobre redução de jornada e fim da escala 6×1. No início deste mês, na Câmara,a subcomissão especial que analisa uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovou a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mas rejeitou o fim da escala 6×1.

Já no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi mais adiante e aprovou, também no início de dezembro, o fim da escala de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6×1) e a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas semanais. Ambas as mudanças são sem redução salarial. O tema seguirá para o plenário do Senado no ano que vem.

Com informações da Agência Brasil.


O ano de 2025 foi marcado por importantes avanços na mobilidade urbana de Feira de Santana. A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) divulgou o Relatório Anual de Atividades, destacando ações de modernização, reorganização do sistema viário, ampliação da segurança no trânsito e fortalecimento do atendimento à população.

Ao longo do ano, a SMT atuou de forma integrada, com foco na fluidez do tráfego, acessibilidade, educação para o trânsito e uso de tecnologia, promovendo melhorias diretas na circulação de veículos e pedestres em diversas regiões da cidade.

Entre os destaques, está o acompanhamento de 690 atividades e eventos coletivos, garantindo suporte operacional, ordenamento do tráfego e segurança viária para participantes e transeuntes. A autarquia também reforçou ações voltadas à inclusão, com a emissão de 1.620 credenciais de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência, assegurando autonomia e respeito aos direitos desses públicos.

Na área de engenharia de tráfego, foram executadas 444 obras e serviços, incluindo requalificação de vias, ajustes de sinalização e intervenções estruturais. Paralelamente, a SMT realizou 1.008 atividades de manutenção e implantação de semáforos e equipamentos de controle, promovendo maior eficiência e organização do trânsito.

O compromisso com a participação cidadã também se refletiu no atendimento ao público. Ao todo, 11.706 pessoas foram atendidas por meio de canais como e-mail, telefone e atendimento presencial, com demandas relacionadas a solicitações, orientações, sugestões e denúncias.

A segurança dos pedestres recebeu atenção especial, com a demarcação e manutenção de 121 faixas de pedestres e a reativação de temporizadores com contagem regressiva em 12 pontos da cidade, ampliando a segurança nas travessias. Outra medida relevante foi a implantação do sistema “Direita Livre” em cruzamentos estratégicos, contribuindo para a fluidez do tráfego e redução de congestionamentos.

O relatório também destaca a organização do transporte por aplicativo, com criação de pontos exclusivos, além da sincronização semafórica e readequação do fluxo no Centro da cidade, reduzindo conflitos e melhorando a circulação. A SMT ainda instalou novos equipamentos de fiscalização eletrônica, especialmente em áreas próximas a escolas, com o objetivo de coibir comportamentos de risco.

Para fortalecer a capacidade operacional, a frota da SMT foi ampliada com a incorporação de 11 novas viaturas, garantindo maior eficiência no monitoramento diário das vias e no atendimento às ocorrências. O trabalho de reordenamento urbano e sinalização seguiu de forma contínua, com correções, substituição de placas e atendimento a demandas da comunidade.

No campo educativo, a SMT promoveu ações durante a Semana Nacional do Trânsito, com campanhas voltadas a motociclistas, motoristas de aplicativo, pedestres e estudantes, reforçando a importância de comportamentos seguros no trânsito.

O superintendente de Trânsito, Ricardo Cunha, informa que atualmente a SMT conta com mais de 20 projetos estruturais em execução ou fase final, voltados à modernização do sistema viário e à preparação da cidade para novas demandas de mobilidade.

“O balanço de 2025 consolida um ciclo de avanços significativos na mobilidade urbana de Feira de Santana. As ações desenvolvidas refletem o compromisso da gestão municipal com a segurança viária, a eficiência dos serviços públicos e a melhoria contínua da qualidade de vida da população”, destaca Ricardo.

*Secom


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não autorizou que o sogro de Jair Bolsonaro (PL) visite o ex-presidente no hospital em que está internado em Brasília. O líder conservador passou por uma cirurgia para tratar hérnias bilaterais no último dia 25, além de outros procedimentos para tratar soluços ininterruptos.

Ao declinar o pedido da defesa de Bolsonaro, Moraes justificou regime excepcional de custódia no hospital. O ex-presidente cumpre, em regime fechado, pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou a Superintendência da Polícia Federal para cuidar da saúde.

– [Está] submetido às normas próprias do ambiente hospitalar e às orientações médicas. Dessa forma, diante das circunstâncias excepcionais da internação hospitalar, da necessidade de garantir a segurança e a disciplina, indefiro o pedido formulado – disse o magistrado na decisão.

*Pleno.News
Foto: EFE/ Andre Borges


O jornal britânico The Economist publicou um editorial, nesta terça-feira (30), afirmando que o presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva (PT) não deveria tentar a reeleição no pleito de 2026. Para o veículo, uma questão é a idade do petista, que tem 80 anos de idade.

– Lula tem 80 anos. Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso servindo mais quatro anos no cargo máximo. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo – diz um trecho.

O periódico faz uma comparação do líder do Executivo brasileiro com o ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que aos 81 anos desistiu de concorrer ao segundo mandato como presidente do país norte-americano após sua idade e sua capacidade cognitiva passarem a ser questionadas.

– Lula tem apenas um ano a menos do que Joe Biden tinha no ponto equivalente do ciclo eleitoral de 2024 nos Estados Unidos — que terminou de forma desastrosa. Ele parece estar em condição muito melhor do que Biden estava, mas já teve problemas de saúde – continua o editorial.

Para o jornal, se Lula saísse da corrida pelo Palácio do Planalto a eleição seria uma “disputa adequada em busca de um novo campeão da centro-esquerda”. O veículo aproveitou para criticar as políticas econômicas do atual governo, chamando elas de medíocre.

*Pleno.News
Foto: PR/Ricardo Stuckert


Presidente está em hospital particular e realizou três procedimentos cirúrgicos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber visitas do sogro no hospital em que está internado em Brasília.

Bolsonaro está em um hospital particular da capital, onde se recupera de uma cirurgia para correção de hérnias e de procedimentos para tratar um quadro de soluços. O ex-presidente está preso desde o dia 22 de novembro, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Após exames realizados pela Polícia Federal, Moraes autorizou que o político deixasse a unidade para realizar os procedimentos cirúrgicos.

Com informações da BandNews.


A Prefeitura de Salvador firmou, nesta segunda-feira (30), um contrato no valor de R$ 264 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de 300 ônibus Proconve-P8 (Euro VI). A iniciativa representa a maior aquisição simultânea de ônibus da história da capital baiana e integra o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na área de Mobilidade Urbana, dentro do subeixo Renovação de Frota para o Setor Público.

Os ônibus adquiridos seguem o mesmo padrão dos veículos atualmente em operação, com melhorias importantes para o conforto dos passageiros, como ar-condicionado mais potente e o retorno do letreiro traseiro, ampliando a informação e a visibilidade das linhas.

Além da quantidade histórica de veículos, o processo conduzido pela gestão municipal resultou no menor valor de compra de ônibus desse modelo em todo o país. Os recursos garantidos por meio do financiamento do BNDES serão pagos integralmente pelo Município de Salvador.

A operação de crédito foi negociada de forma conjunta pela Casa Civil da Prefeitura, pela Secretaria de Mobilidade (Semob), que será responsável pela gestão do contrato, e pelo BNDES. A previsão é de que os novos veículos sejam adquiridos e incorporados ao sistema de transporte público da capital baiana ao longo do ano de 2026.

De acordo com o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, o contrato marca a renovação do transporte público da cidade. “São equipamentos novos, zero quilômetro, que vão atender a diversos bairros da cidade como Fazenda Coutos, Cosme de Farias, Engenho Velho, entre outros”, destacou.

O secretário também ressaltou o resultado obtido no processo licitatório. “São veículos modernos e menos poluentes, conseguimos o menor valor de compra de ônibus Euro VI do país, fruto de um trabalho sério e do compromisso com os recursos públicos”, afirmou Pablo Souza.

Fotos: Lucas Moura / Secom PMS
Texto: Ascom Semob


Participação de mulheres cresceu e bateu recorde este ano

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 mil pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De acordo com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.

Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.

Com informações da Agência Brasil.


Ruídos prolongados também afetam crianças pequenas e idosos

Foto: © Alexandre Macieira/SECOM

Tradição na virada do ano, a queima de fogos de artifício traz prejuízos a parte da população mais sensível aos ruídos causados pelo estouro dos artefatos. Entre elas, idosos, crianças e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O neuropediatra e professor da Escola de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Anderson Nitsche, explica que os efeitos dos fogos nos autistas podem ir além da hora da virada.  

“As crianças e pessoas autistas têm uma sensibilidade maior ao som e isso causa uma perturbação momentânea, mas que pode até durar por mais tempo, gerando sofrimento de insônia durante alguns dias”, afirma o professor. 

Diante do barulho intenso, pessoas no espectro autista podem entrar no que é chamado de crise sensorial, em que o estímulo gera alterações de comportamento que vão desde ansiedade e vontade de fugir daquele meio, até agressividade contra si ou demais pessoas que estão ao redor.  

A neurologista e diretora clínica do Hospital INC (Instituto de Neurologia de Curitiba), Vanessa Rizelio, explica que as pessoas que têm TEA não conseguem processar que aquele ruído alto, por um período prolongado, é um momento de celebração – uma vez que, para eles, promove uma sensação desagradável que não é bem processada pelo cérebro.  

“O cérebro deles entende como uma coisa negativa, algo que está gerando um desconforto e a reação vai ser sair daquela situação. Muitas vezes, isso se vai manifestar como ansiedade, irritabilidade, fora o prejuízo depois no sono que pode impactar até o dia seguinte”, destaca Vanessa. 

Fundadora da Associação de Neurologia do Estado do Rio de Janeiro (ANERJ), a neuropediatra Solange Vianna Dultra, aponta outros efeitos que a queima de fogos pode desencadear no organismo dessas pessoas.

“O coração dá uma descarga de adrenalina, acelera, a pressão sobe. Eles não conseguem entender que é uma festa. É como se estivessem no meio de um tiroteio. Algumas pessoas se desregulam até na hora de recreio na escola por causa do barulho”, explicou a especialista. 

Alternativas 

Algumas cidades brasileiras já começaram a rever a prática da queima de fogos na virada do ano em celebrações públicas e há legislações específicas proibindo artefatos com barulho. A adoção de fogos sem estampido, espetáculos de luzes e apresentações com drones são alternativas para preservar o simbolismo das celebrações, sem impor um custo sensorial a parte da população.  

A psicóloga com especializações em neuropsicologia e em saúde mental, Ana Maria Nascimento, acredita que essas alternativas mantêm o caráter coletivo da festa e ampliam o direito à participação. Em um contexto em que já existem soluções ao barulho, ela defende que insistir no uso de fogos ruidosos “parece um gesto de indiferença”.  

“Celebrar pressupõe convivência. Quando a alegria de uns depende do sofrimento de outros, é legítimo questionar se essa tradição ainda faz sentido”.  

A neuropediatra Solange Vianna destaca que o sofrimento causado pelo ruído dos fogos não é só para a criança autista, mas para toda a família. Ela ressalta que, no caso de fogos silenciosos, a luminosidade não é um problema, porque basta a família manter a criança com TEA longe de janelas.  

O professor da PUC-PR também ressalta a necessidade de a sociedade olhar para a questão com mais empatia, adaptando tradições para promover a inclusão dessas pessoas nas festividades. 

“Acolher, entender e perceber que há pessoas que sofrem com determinadas tradições é tão importante quanto as próprias vivências”, aponta Anderson Nitsche.  

De acordo com Nitsche, o autismo tem uma prevalência mundial em torno de 3% da população. Nem todos os autistas têm alterações sensoriais, auditivas. Para o especialista, empatia é a palavra-chave para a questão. “O processo de inclusão passa pela ideia de entender que há pessoas que são diferentes da gente e que, muitas vezes, a minha liberdade fere a liberdade do outro e gera nelas um sofrimento desnecessário”. 

Idosos e crianças 

Os idosos são outro grupo que sofre o impacto dos ruídos intensos, especialmente aqueles com demência, uma vez que têm dificuldade no processamento das informações. De acordo com Vanessa, o idoso com demência pode entrar em surto de delírios e alucinações diante da queima de fogos, prejudicando também o sono, a memória e o raciocínio para o dia seguinte. 

Os bebês também são afetados de maneira negativa, uma vez que têm uma necessidade de dormir por períodos mais longos do que crianças mais velhas e adultos.  

“Se o bebê passa a ser despertado por esse ruído ou não consegue adormecer,  isso traz prejuízos. Porque os fogos começam a ser soltados muitas horas antes e o ruído vai gradualmente aumentando até chegar ao ápice, à meia-noite”, lembra Vanessa.

Nesses casos, o uso no ambiente de outros sons, como ruído branco, ou de abafadores, para crianças maiores, pode minimizar esse impacto.  

Vanessa Rizelio critica que, embora em muitas cidades brasileiras esteja proibida a venda de fogos de artifício, não há uma fiscalização de fato. 

“Em Curitiba, por exemplo, essa lei já está em vigência há mais de cinco anos e nós continuamos ouvindo muitos fogos de artifício com barulhos intensos sendo soltos em comemorações, principalmente no ano novo”. Ela defende mais rigor para  “minimizar o impacto de um comportamento humano que já deveria ter sido mudado há muito tempo”, afirma.  

Com informações da Agência Brasil


Distribuidora também chama a atenção dos baianos para a necessidade de revisão das instalações elétricas em casas de veraneio

Foto: divulgação

A contagem regressiva para o início de 2026 já começou e os cuidados com a segurança devem acompanhar esse momento. No Réveillon, é comum as pessoas soltarem fogos de artifício, por isso, a Neoenergia Coelba alerta para os perigos quando a brincadeira acontece próxima à rede elétrica.

O primeiro ponto de atenção é no uso de bombas, fogos e rojões. Eles jamais devem ser soltos em direção ou próximos à rede elétrica. O ideal é lançá-los o mais distante possível da fiação, de preferência em um local descampado e sem a proximidade de pessoas. É importante lembrar que todos os itens só podem ser manuseados por adultos, seguindo as orientações de segurança do fabricante estampadas na embalagem, sempre optando por comprar produtos com certificado de garantia e qualidade.

Os riscos associados ao uso de fogos de artificio próximos à rede de energia incluem acidentes que podem prejudicar o fornecimento da eletricidade e até situações fatais. No caso de interrupção da energia, a primeira providência é isolar a área e acionar a distribuidora para identificação da situação e devidas intervenções. Jamais se aproxime ou toque na fiação que venha a cair ou tente retirar um objeto da rede. Somente a equipe da distribuidora está habilitada para tais procedimentos.

Outras recomendações de segurança no uso de fogos são evitar soltá-los próximos a fachadas de prédios e vegetação densa, além de comprar artefatos que venham com uma base, pois não é recomendável segurá-los diretamente com as mãos.

Operação reforçada para o Réveillon
A Neoenergia Coelba montou uma operação especial para garantir o fornecimento de energia durante as celebrações do Réveillon 2026 na Bahia. A distribuidora está com a quantidade de profissionais em campo e no Centro de Operações Integradas reforçada para monitorar o sistema elétrico em tempo real e atuar com agilidade em caso de necessidade.

A empresa também mapeou os locais onde há maior fluxo de pessoas e posicionou os eletricistas de maneira estratégica, diminuindo os deslocamentos e o tempo de atuação.

Em caso de necessidade, nos acione por meio dos nossos canais oficiais de atendimento.

Canais de atendimento Neoenergia Coelba
Teleatendimento – 116
Whatsapp (71) 3370-6350
Aplicativo Neoenergia SA (disponível nas lojas de aplicativo IOS e Android)
Site oficial: www.neoenergia.com/