
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve anunciar mais ministros do seu governo na terça-feira (27). Com 21 nomes já confirmados, ainda falta oficializar mais 16 líderes para as pastas.
Conforme o UOL, seis desses 16 já estão com as vagas definidas, mas ainda não oficializadas. São eles: a ex-senadora Marina Silva (Rede), no Meio Ambiente; o senador Carlos Fávaro (PSD) na Agricultura, Pecuária e Abastecimento; o deputado federal Paulo Teixeira (PT) para as Comunicações; o deputado federal Paulo Pimenta (PT), na Secom (Secretaria de Comunicação Social); a ex-jogadora de vôlei Ana Moser para o Esporte; e o senador eleito Renan Filho (MDB) para a pasta de Transporte.
O presidente da Petrobras também falta ser oficializado, mas a vaga foi oferecida ao senador Jean Paul Prates, do PT.
Já os cargos ainda em aberto são os do chefe do Banco do Brasil, da Caixa e dos Correios, além dos Ministérios do Planejamento e Orçamento; Cidades; Previdência Social; Integração e Desenvolvimento Regional; Minas e Energia; Povos Indígenas; Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Turismo; Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Pesca e Aquicultura.
Informações Bahia.ba

Foto: Reprodução/RecordTV
Sem audiência e patrocinadores, o reality Power Couple vai ficar de fora da grade de programação da RecordTV em 2023. De acordo com o portal Notícias da TV, a emissora chegou a colocar um plano comercial no mercado publicitário para uma nova temporada no ano que vem, no entanto, a falta de ofertas fez com que a atração fosse cancelada.
Com isso, após as festas de fim de ano, a emissora pretende iniciar os planos para um novo formado de reality, que substituirá, temporariamente, o Power Couple.
O Power Couple estava no ar na Record desde 2016. O formato original traz casais de celebridades e seus respectivos pares para conviver juntos em uma mansão em busca de um prêmio final que pode chegar a R$ 1 milhão. Durante o programa, são realizadas dinâmicas com diversos prêmios.
Informações Bahia Notícias

O Esporte Clube Bahia tem acerto com vários jogadores, inclusive, alguns deles já estão até treinando no CT Evaristo de Macedo e participaram do jogo-treino contra a equipe sub-20 na última sexta-feira. Porém, até aqui, o clube só anunciou três contratações: os zagueiros Marcos Victor (Ceará) e Kanu (Botafogo) e o volante Nicolás Acevedo, do New York City, dos Estados Unidos. Diante da demora para oficializar alguns nomes que já são dados como certo, os torcedores acabam ficando ansiosos. No entanto, na última semana do ano, o Tricolor deve anunciar muitas novidades.
O Esquadrão segue aguardando os trâmites jurídicos e burocráticos para poder anunciar mais sete reforços. Muitas documentações vindo de fora, nesse período, têm demorado mais do que o habitual, como destacou o jornalista Matheus Barbaço, do canal “Sou Mais Bahia”.
O Bahia tem sete anúncios engatilhados. São eles: o goleiro Marcos Felipe (Fluminense), o zagueiro David Duarte (Fluminense), os meio-campistas Christian(Athletico-PR) e Diego Rosa (Manchester City), e os atacantes Kayky (Manchester City), Biel (Fluminense) e Everaldo (Kashima Antlers-JAP). O centroavante Everaldo está apalavrado e é aguardado em Salvador para assinar contrato de três anos. O clube japonês aceitou rescindir com o jogador.
Além das contratações acertadas, o Bahia segue ativo no mercado. Outro atacante que interessa é o jovem argentino Alejo Veliz, de 19 anos, que pertence ao Rosario Central. O Esquadrão fez uma proposta de 3 milhões de dólares (cerca de R$ 16 milhões) por 85% dos direitos econômicos do jogador. A informação foi confirmada pelo renomado jornal argentino Diário Olé. O jogador surgiu no Rosario Central em 2021, quando foi promovido ao elenco principal aos 17 anos. Em 2022, se firmou no time titular e atuou em 34 partidas (28 como titular), marcando oito gols.
Para a zaga, com a saída de Ignácio, o Bahia ainda busca mais uma contratação. Um dos nomes cotados é do zagueiro César Martins, que já passou por Flamengo e Benfica (Portugal), e atualmente defende o Bolívar, clube boliviano parceiro do City Footbal Group. Outro alvo é o jovem Luan Patrick, de 20 anos, que pertence ao Athletico-PR. Além do Tricolor, outro interessado no defensor é o Vasco da Gama. Para o gol, o experiente Helton Leite, de 32 anos, que está no Benfica, interessa. Já para a lateral-direita, Cicinho, de 33 anos, do Ludogorets Razgrad, da Bulgária, está negociando.
Informações Futebol Bahiano

Em vídeo que circula nas redes sociais, índios ocupam as dependências do STF na tarde desta domingo (25). No vídeo é informado que os mesmos são de “3 etnias do Xingú”.
Veja abaixo:

O ministro Paulo Guedes (Economia) deixa o governo depois de ser o superministro mais forte desde a redemocratização da República. O “Posto Ipiranga”, como foi apelidado pelo presidente Jair Bolsonaro, deixa o cargo com avanços rumo ao liberalismo econômico, mas uma agenda de reformas incompleta.
Guedes iniciou as conversas com Bolsonaro em 2017 para criar o plano econômico da campanha presidencial de 2018.
A primeira vez que Bolsonaro mencionou o nome dele publicamente como possível ministro da Fazenda (hoje Economia) foi em um seminário da revista Veja, em 27 de novembro de 2017. Ao ser citado, Guedes era reconhecido como um ultraliberal. Ele ajudou a fundar o grupo BR Investimentos e o que se tornou o Banco BTG Pactual.
Indagado se o economista seria o futuro chefe da equipe econômica, Bolsonaro respondeu na época: “É uma pessoa que a gente espera continuar namorando, quem sabe ficar noivo né?”
O noivado deu certo. Guedes passou a ser fiador do ex-capitão do Exército e deputado na mesa de comensais da Faria Lima (região da capital paulista sede de grandes bancos e corretoras do mercado financeiro).
Bolsonaro foi eleito em 2018. Teve o apoio da maioria dos investidores pregando a defesa de uma agenda liberal para o Brasil –diferentemente da visão estatizante e nacionalista que ele havia defendido quando era deputado.
O noivado chegou ao fim. Depois de 4 anos, Guedes deixa o governo que ajudou a eleger. Bolsonaro perdeu a eleição para o opositor Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Acabou o combustível do “Posto Ipiranga” na gestão federal.
Bolsonaro deu carta branca para o Guedes escolher sua equipe. O economista tinha metas ousadas, como zerar o deficit primário das contas do governo e privatizar a maioria (ou todas) estatais do país.
Montou um time conhecido como “Chicago oldies” –uma alusão aos Chicago boys, time de jovens liberais egressos da Universidade de Chicago que reformou a economia chilena durante a ditadura de Augusto Pinochet (1974-1990).
As decisões econômicas foram concentradas em Guedes, que agrupou 4 ministérios e se tornou o superministro mais forte do governo (Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato, também tinha concentrado poder Esplanada).
O Ministério da Economia juntou as seguintes pastas:
Ao longo do governo, Guedes criou 8 secretarias especiais para cuidar dos mais variados temas. São elas:
Até hoje, há a discussão sobre os benefícios e malefícios desta medida. De um lado, a concentração dos poderes em uma única pessoa cria problemas de priorização da agenda econômica, segundo parte dos analistas. Do outro, a gestão da área foi unificada e ganhou eficiência na tomada de decisões.
O fato é que Guedes concentrou forças e teve papel importante no governo Bolsonaro. Além do ministério, teve seu dedo na escolha de ministros e presidentes de diversas estatais, como Petrobras e Banco do Brasil.
Do economista com mais poderes da história, Guedes teve sua equipe enfraquecida ao longo do tempo. Colecionou desistências depois de barreiras políticas e de articulação na pauta liberal.
Em 2020, Rubem Novaes e André Brandão deixaram o comando do Banco do Brasil. O último ganhou antipatia de Bolsonaro por cortar gastos em agências e promover a demissão de 5.000 funcionários. Em seu lugar, o presidente colocou um bolsonarista que fez carreira na instituição. Mas manteve o legado liberal no banco.
Durante o governo, o maior baque foi na Petrobras, a maior estatal e petrolífera do país. Em fevereiro de 2021, Bolsonaro mandou trocar Roberto Castello Branco –indicado por Guedes– por um general. O motivo: descontentamento com a política de reajustes semanais da companhia. Assumiu a função Joaquim Silva e Luna, diretor-geral da Itaipu Binacional e ex-ministro da Defesa no governo Temer.
A empresa não tinha um militar no comando desde 1988. Sob nova gestão, a companhia passou a investir mais em uma campanha para explicar a composição dos preços dos combustíveis. A política de preços da petrolífera (paridade com o dólar e o barril cotado nos mercados internacionais) não foi alterada.
Outro aliado de Guedes que deixou o governo foi a presidente do IBGE. Susana Guerra pediu demissão em 26 de março de 2021 –um dia após o Congresso meter a faca e quase zerar a verba do Censo (coleta dados detalhados sobre a população) para financiar emendas parlamentares. A pesquisa ficou para 2022.
Guedes perdeu uma de suas secretarias para a criação do Ministério do Trabalho e Previdência, que passou a ser comandado por Onyx Lorenzoni. Guedes avaliava que isso não foi uma redução de poder porque a principal missão da Secretaria de Previdência e Trabalho era fazer a reforma do regime de aposentadorias, implantada em 2019.
Do “time A” de Guedes, deixaram o governo:
Os 2 últimos saíram por descontentamentos com a agenda liberal. Na época da demissão, em agosto de 2020, Guedes fez os seguintes comentários:
O 1º secretário de Receita de Guedes, Marcos Cintra, foi demitido em setembro de 2019 por causa de especulações sobre a volta da CPMF, tributo que tinha incidência sobre as movimentações bancárias. Guedes o batizou de microimposto digital. Negou diversas vezes ser um tipo de CMPF. Disse que o objetivo era financiar a desoneração de tributos que incidem sobre a folha de pagamentos. Até agora, a proposta não foi apresentada por causa de resistências políticas, inclusive de Bolsonaro.
Na reta final do governo, auxiliares do ministro ganham posição de destaque no 1º escalão do governo.
O ex-secretário de Trabalho e Previdência Bruno Bianco tornou-se advogado-geral da União. Adolfo Sachsida foi nomeado ministro de Minas e Energia. O então secretário especial Caio Paes de Andrade foi para a presidência da Petrobras.
Zerar o déficit público em um ano e arrecadar R$ 2 trilhões com privatizações e venda de imóveis da União. Essas foram umas das promessas feitas por Guedes na campanha presidencial.
Guedes não zerou o deficit no 1º ano do governo, mas fez com que a dívida pública caísse em 2019. O endividamento bruto recuou a 75,8% do PIB naquele ano. Foi um grande feito. A dívida bruta não caia desde 2013. O dado mostrou que a economia estava no trilho.
Mais tarde, a pandemia frustrou os planos econômicos do governo. Só em 2020, a União desembolsou R$ 771,5 bilhões (10% do PIB) para conter a crise econômica. A dívida bruta saltou para R$ 6,6 trilhões. O equivalente a 89,3% do PIB, o maior percentual da história.
Em 2020, a retração causada pelo confinamento social e a redução da atividade econômica foi atenuada pelo pagamento de vouchers do auxílio emergencial (que variaram de R$ 1.200 a R$ 300). Quase 70 milhões de pobres e miseráveis foram beneficiados a um custo recorde de R$ 294 bilhões, o equivalente a 10 anos do orçamento do Bolsa Família.
O PIB, que teve desempenho modesto em 2019 (1,2%), registrou forte queda em 2020 (-3,3%). Subiu fortemente em 2021 (5%) e deve fechar o ano de 2022 com alta de 3,05% (segundo estimativa de analistas do mercado).
Com alta do PIB e controle das contas públicas, a dívida voltou a cair para um patamar próximo ao do início do governo Bolsonaro. O endividamento recuou por causa da venda de reservas, da antecipação de pagamentos pelo BNDES ao Tesouro e de um melhor resultado das contas públicas.
O Tesouro Nacional espera ter superavit primário (saldo positivo no Orçamento) de R$ 34,14 bilhões em 2022, o primeiro desde 2013.
O IPCA, índice que mede a inflação, deve encerrar o ano na faixa de 5,8%. Há perspectiva de queda. É possível que o Banco Central atinja a meta de inflação em 2024.
O desemprego caiu para 8,3% em novembro, o menor patamar desde 2015. Os salários crescem acima da inflação desde julho e encontravam-se, em outubro, 5% acima do valor do mesmo mês de 2021.
O governo Bolsonaro conseguiu arrecadar R$ 304,2 bilhões com privatizações e desinvestimentos de estatais até julho de 2022. A maior parte do montante (R$ 237 bilhões) foi levantado com a venda de subsidiárias de estatais e de ações detidas pela União e suas empresas.
Foram arrecadados R$ 110,1 bilhões em 2019, no 1º ano de gestão. Mais R$ 59,7 bilhões em 2020. Depois, outros R$ 57,8 bilhões em 2022. E mais R$ 76,6 bilhões em 2022. O dinheiro foi utilizado para reduzir a dívida pública.
A agenda privatizante ainda influenciou diversos Estados. De 2019 a 2021, 4 unidades da Federação levantaram R$ 27,5 bilhões com a privatização de empresas:
A cifra mostra que a equipe do ministro da Economia conseguiu cumprir parte do prometido na eleição de 2018, que era arrecadar R$ 1 trilhão em privatizações. Além do R$ 304,2 bilhões arrecadados pelo governo, os novos donos das companhias se comprometem a investir nessas empresas.
O Ministério da Economia diz que o governo Bolsonaro conseguiu R$ 925 bilhões em compromissos de investimentos para a próxima década por meio dessas privatizações e concessões. A equipe econômica avalia que essa estratégia dará suporte para o crescimento da economia nos próximos anos. O governo espera alta de 2,1% para o PIB em 2023.
Paulo Guedes teve uma relação conflituosa com o Legislativo, mas obteve algumas vitórias.
Com ajuda do Congresso, pelo seu posterior desafeto, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), conseguiu aprovar uma reforma da Previdência. O texto inicial foi desidratado. Mas deve resultar em uma economia de R$ 855 bilhões em 10 anos.
Em 2021, o economista disse que realizou um sonho que foi ver o Banco Central ser independente. Sob gestão de Arthur Lira (PP-AL), a Câmara deu aval para a autonomia da autoridade monetária, algo que os liberais defendiam há décadas.
Em sua 1ª entrevista depois do resultado da eleição, Guedes reafirmou que iria perseguir o caminho das reformas: “Precisamos de uma reforma da Previdência. O 2º grande item do controle de gastos públicos: as despesas de juros […] O 3º é uma reforma do Estado, são os gastos com a máquina pública. Vamos ter que reduzir privilégios e desperdícios”.
Guedes dizia estar otimista com o Congresso eleito em 2018. Disse que os deputados e senadores desta legislatura eram reformistas. “O Brasil vai surpreender o mundo”, repetiu diversas vezes em fóruns para empresários e investidores.
Várias reformas microeconômicos avançaram, como, por exemplo:
Mas houve embates com o Legislativo. Além das resistências dentro do governo, a relação com Rodrigo Maia azedou ao longo do tempo. Maia foi presidente da Câmara na 1ª metade do governo Bolsonaro e tinha o poder de pautar a agenda da Casa. Guedes acusou o então presidente da Câmara de ter feito um acordo com a esquerda para não avançar com as privatizações.
Já Maia disse que o governo fazia corpo-mole com as reformas e queria jogar a culpa no Legislativo. Acusou Guedes de interditar a reforma tributária:“Eu acho muito interessante porque 6 meses atrás eu fiquei até empolgado. O ministro da Economia disse que faria em 90 dias 4 privatizações”, disparou o presidente da Câmara na reta final de seu mandato, em dezembro de 2020. “Eu estou procurando as privatizações até hoje. Procurando por um lado, procurando por outro, e não vi nenhuma até agora”.
Em entrevista à revista “Veja“, em dezembro de 2020, Guedes disse que houve um plano de impeachment contra Bolsonaro no auge da pandemia arquitetado por governadores, Maia e outros: “Houve, sim, um movimento para desestabilizar o governo. Não é mais ou menos, não. Tinha cronograma. Em 60 dias iriam fazer o impeachment. Tinha gente da Justiça, tinha o Rodrigo Maia, tinha governadores envolvidos”.
Guedes contou na sequência que ligou para os ministros do Supremo Tribunal Federal para entender o que estava acontecendo. “Conseguimos desmontar o conflito ouvindo cada um deles”, afirmou à revista.
Na época, Maia riu das declarações: “Estou esperando o Paulo Guedes cumprir 10% das promessas feitas pra eu voltar a respeitá-lo”.
Em audiências com senadores, o ministro também vivenciou climas de inimizade. Em abril de 2018, o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) referiu-se ao economista como “tigrão” e “tchutchuca”. Zeca Dirceu discordava dos cortes sugeridos pelo governo na reforma da Previdência.
“O senhor é tigrão quando é com os agricultores, os professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país”, disse o deputado.
Guedes retrucou: “Eu não vim aqui para ser desrespeitado, não. Tchutchuca é a mãe, é a avó, respeita as pessoas. Isso é ofensa”.
Outro entrave que Guedes enfrentou em sua gestão foi a criação de um novo programa social para substituir o Bolsa Família, o chamado Renda Brasil/Auxílio Brasil.
A equipe do ministro sugeriu o congelamento das aposentadorias para obter recursos para a iniciativa. A notícia repercutiu negativamente. Bolsonaro foi às redes sociais e deu um cartão vermelho ao então secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, que ventilou a ideia.
Desde o início da campanha eleitoral, Guedes propôs os “3 Ds” para mudar a gestão dos recursos públicos. A sigla significa: desvincular (retirar carimbos de verbas públicas), desindexar (acabar reajustes automáticos, com as das aposentadorias) e desobrigar gastos no Orçamento.
O ministro queria incentivar a contratação formal de jovens de 18 a 29 anos, que nunca haviam tido carteira assinada. Criou o programa Verde e Amarelo. Em troca da adesão, as empresas pagariam menos tributos e encargos trabalhistas. A Medida Provisória que editou o projeto foi rechaçada pelos congressistas. Considerado complexa, recebeu mais de duas mil emendas. Por causa do impasse, Bolsonaro revogou o texto e mandou de volta para a prateleira de projetos da equipe econômica.
Outra ideia que Guedes enviou ao Legislativo foi a PEC do pacto federativo, que leva mais recursos a Estados e municípios.
Tem ainda a reforma tributária. No fim de 2019, Guedes, os presidentes Davi Alcolumbre (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara) selaram acordo para criar comissão mista no Legislativo que discutiria novas regras para o sistema de impostos.
Guedes enviou uma parte do que ele planejava para a reforma tributária. A fusão do PIS/Cofins num novo tributo, a CBS (Contribuição Sobre Bens e Serviços). Até o momento, não houve acordo. As presidências das casas legislativas foram trocadas. Um relatório final sequer foi votado.
Fora isso, Bolsonaro havia prometido na campanha a ampliação do contingente de isentos do Imposto de Renda Pessoa Física. Guedes queria tributar dividendos (parte dos lucros das empresas distribuído aos acionistas) para diminuir os impostos sobre as empresas. O texto foi aprovado na Câmara e está parado no Senado.
O ministro também apostava em desonerar a folha de pagamento para reduzir o custo de contratações. Nada andou.
Guedes disse que sempre foi uma das metas do governo impulsionar a abertura econômica. Mas, por causa da pandemia, o Brasil teve que manter parte de seu protecionismo para evitar uma quebradeira das companhias nacionais. Afirmou que antes da flexibilização do comércio internacional seria necessário fazer reformas estruturais.
Justificou diversas vezes que o empresário brasileiro anda com “duas bolas de ferro” nas pernas e teria que “correr dos chineses” (que conseguem produzir com alta eficiência) em caso de uma abertura vertiginosa.
“Você amarra uma bola de ferro na perna direita dos empresários (os juros altos), uma bola de ferro na perna esquerda dos empresários (os impostos elevados), 1 piano das costas (os encargos trabalhistas). Eu abro e falo para o brasileiro: corre que o chinês vai te pegar”.
Por meio de acordo com o Mercosul, foi feita uma redução horizontal de 10% da TEC (tarifa externa comum) até dezembro de 2023. Internamente, o governo reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em até 35% para a maioria dos produtos fabricados no país e ainda preservou a competitividade dos produtos produzidos na Zona Franca de Manaus.
Para melhorar a competitividade, a equipe econômica digitalizou 4.000 serviço no gov.br.
Umas das grandes metas do governo é incluir o Brasil na OCDE, grupo de países mais ricos do mundo. Para a adesão, são necessárias diversas modernizações no país para torná-lo mais atraente aos investidores estrangeiros. O Brasil já adotou uma série de regras. Mas sua classificação no grupo deve ficar para o próximo governo.
Desde quando assumiu o posto, o czar da economia recheou seus discursos com frases metafóricas repetidas exaustivamente.
Em 15 de dezembro de 2022, durante evento na sede do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Paulo Guedes disse que “tem sempre alguém fora das 4 linhas [da Constituição]“, em referência aos Três Poderes.
Foi seu último discurso público antes de deixar o governo. Ele afirmou que, quando isso se dá, “a democracia vai lá, tem que pescar o cara e botar para dentro de novo para dentro da caixinha”.
A expressão “fora das 4 linhas da Constituição” foi dita diversas vezes por Bolsonaro durante seu mandato presidencial.
Na ocasião, o então ministro da Economia também comparou o socialismo com o nazismo. Declarou que “eram todos socialistas” e as duas ideologias “gostam de dirigismo”.
“Na política, o socialismo foi avassalador. Ele varreu corações no mundo inteiro, provocou guerra, dividiu povos. Se você pegar, até o nazismo é o nacional-socialismo. Era uma reação conservadora aos socialistas.”
Em 30 de setembro, Paulo Guedes equiparou a democracia brasileira a um saci pererê, personagem do folclore que tem só uma perna. Segundo ele, havia um domínio da esquerda antes de Bolsonaro assumir.
“A democracia brasileira era um saci pererê. Só pulava na perna esquerda. É preciso ter tolerância com os religiosos, com os patriotas”, declarou.
O economista já afirmou que juros e impostos muito altos são “bolas de ferro” nas pernas dos empresários brasileiros. Ele defendeu “acabar com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)” para melhorar o ambiente de negócios e não quebrar a indústria nacional.
Disse, ainda, não querer a “chinesada” entrando no país, em referência aos produtos chineses, atribuindo uma competitividade.
“O empresariado brasileiro tem uma bola de ferro na perna direita, que são juros muito altos, uma bola de ferro na perna esquerda, que são impostos muito altos, você bota um piano nas costas dele, que são os encargos trabalhistas, e fala: ‘corre que o chinês vai te pegar’”, declarou em 26 de agosto.
Paulo Guedes também fez uma analogia com as mulheres: “Não existe mulher feia. Existe mulher observada do ângulo errado”.
A declaração foi dada no seminário “A Nova Economia do Brasil – o impacto para a região Nordeste”, realizado pelo Poder360 em parceria com o Sistema Jangadeiro, em 5 de setembro de 2019. O então ministro se referiu a um comentário considerado sexista de Bolsonaro no Facebook sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron.
Na ocasião, Guedes também afirmou que a mulher do presidente Emmanuel Macron “é feia mesmo”. Depois, pediu desculpas.
Em junho de 2019, durante uma audiência pública na Câmara, se referiu a uma baleia que agoniza no mar para descrever o desempenho econômico do Brasil.
“O Brasil é uma baleia ferida que foi arpoada várias vezes, foi sangrando e parou de se mover. Precisamos retirar os arpões”.
Classificou de “anomalia” a existência de estatais listadas na Bolsa de Valores (que têm capital público e privado), como a Petrobras e Banco do Brasil.
“Não é tatu nem cobra. Não é a Caixa Econômica Federal, que é 100% do governo, não tem acionistas minoritários. E ao mesmo tempo não é cobra. Ela não agrada nem ao mercado nem ao governo”, declarou o ministro.
Guedes já disse que o dólar mais alto é “bom para todo mundo”. Afirmou que, com o câmbio mais baixo, “todo mundo” estava indo para a Disney, nos Estados Unidos, inclusive “empregada doméstica”. E recomendou que a população viaje mais pelo Brasil.
“O câmbio não está nervoso, mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí”, declarou.
Ao assumir o cargo, falou que a máquina do governo virou gigantesca engrenagem perversa de transferência de renda. Chamou de “piratas privados” as empresas que foram beneficiadas por recursos de bancos públicos sem que gerassem o retorno esperado.
“Os bancos públicos se perderam em grandes problemas com piratas privados e burocratas políticos. Burocratas corruptos e criaturas do pântano político se associaram contra o povo brasileiro”.
Para justificar que o Brasil gasta mal o dinheiro da população, declarou que o governo “joga” a dívida para frente, e que o país “reconstrói” uma Europa por ano com os juros da dívida pública. “A principal despesa do governo hoje são os gastos com a Previdência. O 2º são gastos com juros da dívida interna. O Brasil reconstrói uma Europa por ano, que é um Plano Marshall por ano”.
Guedes ainda ilustrou o esgotamento do sistema de aposentadorias como um passageiro de um avião sem combustível.
“Seu filho entra no mesmo voo condenado, indo para alto-mar sem combustível. O seu paraquedas você segura, e ele vai para o inferno. É isso o que essa geração quer fazer?”, dizia. “Nossos filhos e netos, por falta de coragem nossa, estão condenados a continuar nesse mesmo avião, que vai cair por falta de combustível.”
Em defesa do ajuste fiscal, o ministro comparou servidores públicos a parasitas, que estão matando o hospedeiro (o governo) ao receberem reajustes automáticos enquanto os Estados estão quebrados.
“O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de ter estabilidade na carreira e aposentadoria generosa. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita.”
Durante a pandemia, o economista disse que o emprego era uma asa quebrada que precisa ser consertada para voar. “O capítulo mais importante vem agora, que é a vacinação em massa”, afirmou. “Aí o Brasil vai bater as duas asas e vai voar”.
Paulo Roberto Nunes Guedes, 73 anos, nasceu no Rio de Janeiro em 24 de agosto de 1949. É graduado em economia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
Guedes é filho de uma servidora pública e de 1 vendedor de materiais escolares. É mestre pela Universidade de Chicago, onde recebeu seu Ph.D.
O economista é o grande responsável pelo apoio que o governo Jair Bolsonaro recebeu do mercado financeiro. As expectativas dos investidores eram de que Guedes prosseguisse com as reformas necessárias para recuperação da economia. Guedes é sócio majoritário do grupo BR Investimentos, parte da Bozano Investimentos. Participou dos conselhos de administração de empresas como a Localiza, a PDG Realty, e a HSM e Gaec.
Fundou o Instituto Millenium, disseminador do pensamento econômico liberal, e foi professor de macroeconomia na PUC-RJ, na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e no IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada). Fundou o primeiro curso de MBA em finanças do país quando foi sócio majoritário do Ibmec.
Participou também da elaboração da proposta do plano de governo de Guilherme Afif, em 1989, quando este se candidatou a presidente. Afif foi assessor especial de Guedes no Ministério.
Créditos: Poder 360.

A família de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, está reunida no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Os filhos do Atleta do Século decidiram passar o Natal ao lado do pai. O ex-goleiro Edinho, um dos filhos do Rei, chegou ao hospital na tarde de sábado 24. Ele e Kely Nascimento, uma das irmãs, publicaram uma foto juntos.
Segundo o mais recente boletim médico divulgado pelo hospital, na quarta-feira 21, o Atleta do Século apresentou piora no estado de saúde. Pelé precisa de cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca.

No sábado, o hospital informou que não há previsão de um novo boletim médico sobre Pelé. Também não existe previsão de alta.
Internado desde 29 de novembro, Pelé manteve os tratamentos com antibióticos. O ex-jogador foi ao hospital para fazer uma reavaliação da terapia quimioterápica do tumor de cólon, identificado em setembro de 2021. Mas os médicos identificaram uma infecção respiratória e resolveram interná-lo.
Em 2 de dezembro, o jornal Folha de S.Paulo noticiou que o Rei não responde mais ao tratamento quimioterápico que vinha fazendo desde setembro do ano passado, quando teve de ser submetido a uma operação para a retirada de um câncer de intestino. Ele está em cuidados paliativos exclusivos.
Isso quer dizer que a quimioterapia foi suspensa, e o ex-jogador receberá apenas medidas de conforto. O objetivo é aliviar a dor e a falta de ar. No início deste ano, os médicos identificaram metástases no intestino, no pulmão e no fígado do craque.
Os médicos aplicam cuidados paliativos aos pacientes com doenças ou condições progressivas. As medidas dependem essencialmente dos sintomas, da funcionalidade e do prognóstico.
Informações Revista Oeste

Os aeronautas aceitaram a terceira proposta apresentada pelas empresas aeroviárias e decidiram encerrar a greve que tinha sido suspensa neste fim de semana. A categoria votou, de forma virtual, entre as 6h de ontem (24) e o meio-dia de hoje, em pleito aberto no site do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Dos 5.834 votos, 70,11 % foram a favor da proposta, 28,8% rejeitaram e as abstenções atingiram 1,09%.
Para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da aviação regular, as empresas propuseram 6,97% de reajuste pelo INPC nos salários fixos e variáveis. O percentual inclui 1% de ganho real e vai incidir também nas diárias nacionais (R$ 94,96), além de vale-alimentação no valor de R$ 495,50, piso salarial, seguro e multa por descumprimento da convenção. Os reajustes propostos não incidem nas diárias internacionais.
Em relação à reivindicação da categoria relacionada ao respeito às escalas de trabalho, a proposta define o horário de início das folgas e indenização por descumprimento por parte das empresas, como também a possibilidade de início de férias em sábados, domingos e feriados. Os aeronautas concordaram com uma multa de R$ 500 por mudança de escala que invada o dia de folga do tripulante.
Quando a greve começou na segunda-feira passada (19), a categoria queria recomposição salarial pelo INPC com aumento real de 5% acima desse indicador. As empresas admitiam apenas 0,5% de ganho real e ainda propuseram a venda de folgas, o que causou indignação pela exaustão que os aeronautas reclamavam diante do cumprimento de horários nem sempre conforme o planejado.
Neste domingo (25), em live de apresentação do resultado da votação, o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), disse que o número de votos acompanhou o total da última votação. Para ele, agora é hora de a categoria conferir e verificar se todos os itens colocados na CCT estão sendo aplicados e vão continuar. “Esse é o começo de uma nova era, em que vamos ter que evoluir muita coisa ainda na parte social e continuar evoluindo na parte financeira”, observou.
De acordo com o presidente, há vários itens que os aeronautas não conseguiram “endereçar este ano”. Sem relacionar os ítens, afirmou que a intenção é continuar lutando para que sejam atendidos. “Temos que reduzir essa quantidade de reclamações e de denúncias que o sindicato tem por meio de ouvidorias. Vamos, sim, melhorar a nossa convenção coletiva e ter contratos de trabalho muito bons”, acrescentou.
A diretora de Administração e Finanças do SNA, Lilia Cavalcanti, agradeceu aos profissionais que participaram desde o início da greve e foram aos aeroportos para suspender as operações entre as 6h e as 8h. De acordo com Lilia, a proposta não “é a melhor dos mundos”, isso só ocorreria se houvesse respeito da outra parte na mesa de negociação, mas representa evolução e traz um ganho. “Houve ganho por todas as pessoas que fizeram a greve acontecer. As pessoas que foram para o aeroporto, as pessoas que pararam os voos e as que se mobilizaram. Então, é um agradecimento por todos que fizeram valer o seu voto e a democracia do voto. A luta continua, a gente continua aqui batalhando por melhorias, porque há muitas a serem feitas, mas o momento agora é de agradecimento”, afirmou.
O secretário-geral do SNS, Clauver Castilho, também agradeceu a mobilização dos colegas, que segundo ele foi a mais longa greve da categoria. “Foram cinco dias de greve. Nós sabemos que é complicado entrar em um conflito com a empresa que você trabalha aderindo a uma greve, mas foi muito bonito os colegas matando no peito e falando ‘essa greve é minha, essa greve é da minha categoria’. Então é esse o agradecimento. Vocês fizeram essa greve ter essa duração e essa eficácia. A vontade da maioria foi aprovada e com essa proposta se encerra a greve. A maioria decide”, completou.
O diretor de Comunicação do SNA, Rafael Sampaio Bessa, destacou a dificuldade que alguns profissionais tinham por questões pessoais e, no entanto, estiveram presentes nas paralisações de duas horas diárias. “Acompanhei aqui em Fortaleza histórias diversas, pessoas com situações em casa até sensíveis de crianças recém-nascidas, mas que estavam lá se manifestando, apoiando seus colegas e parando os voos. Fica aqui o meu agradecimento pessoal. Acredito que há muito trabalho a fazer, amanhã, segunda-feira, a gente vai continuar trabalhando”, disse.
A suspensão da paralisação dos aeronautas, neste fim de semana, durou das 6h de ontem (24) até o meio-dia de hoje. Durante a greve, os voos foram parados nos aeroportos de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Campinas, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza. A greve começou na segunda-feira passada (19).
Informações Agência Brasil
No sábado 24, houve uma ameaça de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília

O futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB-MA), disse neste domingo, 25, que todos os procedimentos relacionados à posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), serão reavaliados. No sábado 24, houve uma ameaça de atentado a bomba no Aeroporto de Brasília.
“Tudo vai ser revisto, repassado, passo a passo, para fortalecer a segurança do presidente e da posse”, afirmou Dino, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “Estamos diante de um fato novo muito grave, envolvendo um homem com fuzis e bombas, que afirma não ter agido sozinho.”
A equipe do petista não descarta mudanças nos horários dos eventos, no trajeto de Lula na Esplanada dos Ministérios e na programação da posse. “Estamos em outro patamar de terrorismo”, salientou o futuro ministro.
Dino revelou que os investigadores tentam descobrir se o autor do atentado, George Washington de Oliveira Sousa, recebeu algum tipo de financiamento para adquirir os explosivos. “Ele diz que é gerente de posto e que investiu R$ 160 em armas”, disse o futuro ministro. “Quem pagou essa conta?”
No Twitter, Dino criticou os acampamentos instalados em frente aos quartéis do Exército. “Os graves acontecimentos de ontem [sábado 24] em Brasília comprovam que os tais acampamentos ‘patriotas’ viraram incubadoras de terroristas. Medidas estão sendo tomadas e serão ampliadas, com a velocidade possível”, escreveu o político comunista.
Informações Revista Oeste

Quando chega a época do Natal, muitas pessoas abraçam o espírito natalino e se empolgam para decorar suas casas. Correm para uma loja no shopping, compram presépios, luzes e árvores de plástico fabricados por grandes empresas. Passada a festa, o destino desses objetos acaba sendo, muitas vezes, o esquecimento no fundo do armário ou até mesmo a lata de lixo. Mas há alternativas a esse consumo pouco consciente.
Em Petrolina (PE), a professora e artesã Liliana Menezes, fundadora do empreendimento Menina das Telhas, trabalha com materiais sustentáveis e recicláveis para criar peças de decoração que são sucesso de vendas. Suas obras trazem elementos que passam pela cultura sertaneja, popular e de temática da natureza: animais, músicos e figuras do cangaço, por exemplo.
Entre as obras produzidas destacam-se vasos de barro pintados à mão, telhas de barro decoradas e figuras feitas de cabaça ou de garrafas de vidro.
No Natal de 2022, o carro-chefe de Liliana são os anjinhos e o presépio. O presépio traz a estrutura principal e as figuras da sagrada família feitas de cabaça, além de esponja e serragem. Já os anjinhos são feitos com bucha vegetal, fibra de coqueiro e a parte de plástico do tubo de linha. As cabaças são plantadas e colhidas no terreno de Liliana. Para o Natal, ela também criou árvores feitas de materiais descartados, como palitos de madeira de sorvete e rolhas de vinho.

Liliana, que é formada em letras e estuda artes visuais, criou o Menina das Telhas em 2013, após ter o seu segundo filho. Hoje, trabalham com Liliana sua mãe, suas três irmãs e seus dois filhos.
O empreendimento é a principal fonte de renda da família, que montou seu negócio em casa. Para as peças decorativas, Liliana recicla materiais de diversos tipos, como frasco de desodorante spray, garrafas pet e de vidro, retalhos de tecido, rolos de papelão do papel higiênico e cápsulas de café. “Encontro muitas coisas jogadas na rua que podem ser usadas para o artesanato. Também recolho garrafas e outros materiais recicláveis da minha casa e da casa de meus familiares. E tento utilizar coisas da natureza, como folhas e galhos secos”, conta a empresária e artesã.

Atualmente, a empresa vende os artesanatos em feiras e lojas de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) e faz parte do Centro Público de Economia Solidária Sertão do São Francisco (Cesol-SSF), onde expõe os trabalhos. O centro apoia outros empreendimentos familiares de arte e artesanato, como o Mulheres Guerreiras e o Ateliê da Fulô. O Menina das Telhas também vende os produtos pela internet, no Instagram.
Liliana já bateu a meta de vendas para o Natal de 2022, e superou as vendas de 2021. “Estamos vendo um interesse maior em produtos mais naturais.
A ideia de sustentabilidade está se difundindo, as pessoas estão percebendo que é essencial para nossa vida diminuir o consumo de coisas industrializadas e dar preferência a coisas mais sustentáveis, naturais ou recicláveisnone, Liliana Menezes, empresária e artesã.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu o responsável por colocar uma bomba em uma estrada próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília.
A assessoria da Inframérica, a empresa que administra o aeroporto, comunicou que o local onde estava o objeto era uma via nas proximidades do aeroporto, perto de uma concessionária de veículos. Os voos continuaram normalmente.
Segundo a PCDF, o homem de 54 anos é empresário do Pará. Com ele, foram apreendidas duas espingardas, um fuzil, dois revólveres, três pistolas e munições. Agentes informaram que o suspeito tentou acionar a bomba.
O homem, identificado como Gerson Sousa, foi detido na região central do Distrito Federal e confessou que tinha a intenção de explodir o artefato no aeroporto Juscelino Kubitschek. O empresário foi autuado por posse e porte ilegal de armas, munições e explosivos e “crime contra o Estado de Direito”.
No sábado 24, dia da prisão de Sousa, o chefe da PCDF, Robson Cândido, disse que o empresário que armou a bomba no aeroporto veio a Brasília para participar dos atos contra o presidente eleito, Lula. Em entrevista publicada pelo portal UOL neste domingo, 25, o filho de Sousa confirmou a informação.
Informações Revista Oeste