
A primeira edição da pesquisa da Modalmais/AP Exata sobre a popularidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revela que o presidente tem a reprovação levemente maior do que aprovação na primeira semana nas redes sociais. Com isso, não houve a tradicional lua de mel que costuma ocorrer nos primeiros meses dos governos eleitos democraticamente no Brasil, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (6/1).
O percentual de pessoas que avaliam a gestão como ruim e péssima é de 38,8%. Enquanto isso, o índice bom e ótimo alcança 37,4% das respostas. Outros 23,8% dos entrevistados consideram o governo regular. Em termos de comparação, com a última semana do governo Jair Bolsonaro (PL), a avaliação negativa era de 41,3%, enquanto a positiva de 38,9%, e a regular, de 19,8%.
“Portanto, o cenário mostra que a polarização segue muito ativa e afeta a imagem do novo governo, deixando claro que o ambiente de otimismo em torno da gestão que se inicia não conseguiu avançar para além das bolhas que apoiaram Lula no período eleitoral. Há uma forte vigilância em torno dos atos do novo presidente e o quadro só deverá se alterar mediante os resultados que serão apresentados ao longo do mandato”, conforme os dados da pesquisa da AP Exata encomendada para o banco digital Modalmais. Os cálculos são feitos com base em Inteligência Artificial, tendo como referências dados de pesquisas offline e sentimentos expressados pelos internautas nas redes sociais.
Créditos: Correio Braziliense.

Foto: KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP.
Após ganhar o título da Copa do Mundo, o perfil de Messi no Instagram teve crescimento impressionante e o craque argentino se tornou o segundo a bater a marca de 400 milhões de seguidores na rede social. O responsável por atingir esse número anteriormente foi Cristiano Ronaldo, mostrando a força do mundo do futebol na internet.
Um dia antes de bola rolar pela final da Copa, Messi tinha 390 milhões seguidores no Instagram, ou seja, em um intervalo de dois dias, mais 10 milhões de usuários passaram a acompanhar o jogador na rede social.
O crescimento de Messi nas redes sociais vem acompanhado de mais um recorde. A foto publicada pelo argentino celebrando a conquista da Copa virou a mais curtida de uma personalidade, alcançando 49 milhões de likes 22 horas após a publicação.
Postando para seus 414 milhões de seguidores, ele promoveu os jogos de videogame Call of Duty e Konami eFootball.
Além disso, promoveu marcas como Gatorade, Budweiser, além da exchange de criptomoedas Bitget e a marca de visão artificial Orcam. Messi ganha cerca de US$ 30 milhões vindos de patrocinadores como Adidas, Gatorade e Pepsi.
Mas o jornalista inglês Daily Mail diz que Messi está arrecadando cerca de US$ 1,8 milhão por postagem de marca no Instagram.
Vale lembrar que ele ainda recebe cerca de 35 milhões de euros por ano em salário do Paris Saint Germain.
Créditos: YAHOO

O governo do presidente Jair Bolsonaro terminou há uma semana, mas a fixação da esquerda, especialmente as franjas mais radicais, como o Psol e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ainda vai durar muito tempo. A nova ofensiva jurídica foi apresentar um pedido de prisão preventiva de Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O partido alega que Bolsonaro atentou contra a democracia, disseminou fake news, contestou o resultado eleitoral e incentivou protestos e bloqueios de rodovias. Oeste conversou com o desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, sobre o assunto.
Leia os principais trechos da entrevista.
— Parlamentares do Psol protocolaram um pedido de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O senhor avalia que há chances de prosperar?
O pedido de prisão não tem o mínimo fundamento. Primeiramente porque Bolsonaro não cometeu nenhum crime, ele simplesmente agiu como um governante e praticou os atos administrativos e políticos que devia praticar como governante. Então a prisão é inconstitucional e também não existe nenhuma pressa, nenhum perigo, perigo na demora ou qualquer periculum libertatis. Não tem nenhum sentido.
— Ao analisar o governo Bolsonaro, algum ato do então chefe do Executivo poderia ser motivo para levá-lo à prisão?
Reitero que não há nenhum motivo para levar Bolsonaro à cadeia, ele não praticou nenhum crime, ele agiu na condição de presidente, de dirigente da Nação. As rédeas relativas à gestão da pandemia não ficaram nas mãos do Bolsonaro. O Supremo retirou isso do governo federal, foi fracionado entre governo federal, Estados e municípios.
— Mas a esquerda insiste em dizer que ele cometeu um “genocídio”, nas palavras do próprio presidente Lula.
Bolsonaro não cometeu nenhum crime. O que ele fez foi gerir essa questão da pandemia como presidente, como diretor-geral da Nação política e administrativamente. A questão era complicada, era uma questão nova que realmente não se sabia qual caminho tomar. Havia uma tendência mundial, mas isso não significa que era a tendência certa — mesmo porque a vacina era nova, experimental. Ele determinou aplicação das vacinas, a compra das vacinas antes mesmo do Congresso se manifestar.
— Há uma série de denúncias contra Bolsonaro na Justiça. Qual será o destino desses processos agora, depois de ter deixado o Planalto?
Esses processos não devem dar em nada, a denúncia nem mesmo deve ser recebida. Não existe nenhuma tipificação de crime ali. Não vejo nenhuma possibilidade desses processos ter finalização ou qualquer destino que possa prejudicar Bolsonaro. Mas, aqui no Brasil, estamos vivendo um momento difícil de recessão em que o Supremo decide ao arrepio da Constituição. Então pode haver uma decisão política que pode prejudicar Bolsonaro, mas tecnicamente, juridicamente não existe.
— Então é só perseguição política.
Reitero que ele deixou a direção da nação e esses processos não devem ter nenhuma consequência jurídica. Não devem sequer ter desfecho ou prosseguimento, salvo por decisão política, perseguição política.
Créditos: Revista Oeste.


O ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou neste sábado, 7, o uso da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios contra manifestantes anti-Lula. Caravanas chegaram neste sábado a Brasília para um ato que se opõe ao petista.
A medida foi anunciada por Dino no Twitter e estabelece que os agentes têm de agir em prol “da ordem pública e do patrimônio público e privado entre a Rodoviária de Brasília e a Praça dos Três Poderes, assim como na proteção de outros bens da União situados em Brasília, em caráter episódico e planejado, nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2023”.
Em publicação no Twitter, Dino lembrou que também vai contar com o uso das “forças federais disponíveis em Brasília”. Para o ministro da Justiça, a convocação da Força Nacional justifica-se em face de “ameaças veiculadas contra a democracia”. “Sobre uma ‘guerra’ que impatriotas dizem querer fazer em Brasília, já transmiti as orientações cabíveis à PF e à PRF”, disse Dino. “E conversei com o governador Ibaneis e o ministro Múcio.”
O Quartel General do Exército (QG) em Brasília recebeu novas caravanas hoje. O acampamento no local praticamente esvaziou-se, depois da posse do presidente Lula. Agora, contudo, voltou a registrar a presença de mais pessoas. A ideia é realizar um protesto contra o petista, na próxima segunda-feira. Nas redes sociais, os manifestantes publicaram o desembarque de passageiros no QG do Exército. A previsão é a de que ao menos 11 ônibus cheguem à capital.
Informações Revista Oeste

Agência Brasil – Um dos principais destinos turísticos brasileiros, a cidade de Florianópolis enfrenta, nesta temporada de verão, um surto de diarreia de origem ainda desconhecida. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, nos últimos dias, 738 pessoas foram atendidas na rede pública com o desarranjo intestinal.
Na maioria dos casos, os pacientes apresentaram sintomas leves, sem maior gravidade, como vômitos, dores abdominais e diarreia – caracterizada pelo aumento do número de evacuações e pela eliminação de fezes amolecidas ou líquidas.
A região Norte da capital catarinense concentra o maior número (558) de casos, mas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sul da ilha, localizada no Campeche, também atendeu a 180 pessoas com as mesmas queixas.
De acordo com a secretaria municipal, o agente causador do surto repentino ainda é desconhecido e os casos registrados estão sendo analisados em busca de um possível elo que aponte a origem do mal-estar.
Segundo o Ministério da Saúde, episódios de desarranjo intestinal costumam ser causados por micro-organismos prejudiciais à saúde (bactérias, vírus, fungos e protozoários) presentes na água ou em alimentos contaminados ingeridos pelas pessoas.
Ainda que, na maioria das vezes, não represente uma grande ameaça, a diarreia pode causar desidratação, levando à morte em casos mais severos. Daí a importância de quem apresente os sintomas ingerir líquidos (água, soro, sopas e sucos) a fim de se manter hidratado e procurar se alimentar adequadamente.
A Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis também orienta os moradores e visitantes da ilha a tomarem muito cuidado com a alimentação, sempre verificando a procedência dos alimentos e bebidas que ingerir, bem como as condições de armazenamento/acondicionamento dos mesmos e evitar a exposição excessiva ao sol e calor e a águas poluídas.

Bruno Monteiro, novo secretário da Cultura da Bahia, assumiu a pasta na tarde da última sexta-feira (6), em Salvador, durante uma cerimônia com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da secretária anterior, Arany Santana.
Ao som do agogô e do xequerê, eles foram recebidos pelo Afoxé Filhos de Gandhi, no foyer do Teatro Castro Alves, onde foi feita a transmissão de cargo de titular da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).
Entre os outros convidados, várias gerações de artistas, como Caetano Veloso, Gerônimo Santana e o músico Russo Passapusso, da banda Baiana System.
O secretário Bruno Monteiro reverenciou a diversidade cultural. “A cultura baiana define a identidade não só do povo baiano, mas do povo brasileiro como um todo. E a gente vai tratar a cultura com toda a sua diversidade, compreendendo todas as sete linguagens”, contou.
Para o governador, a Bahia, por seu berço cultural, irá contribuir com a cultura do Brasil. “Quero pedir que a gente faça um grande mutirão, um mutirão representado por um tema tão forte para o governo Lula e para o meu, que é o combate a fome. Enquanto tiver uma criança, um adulto, um jovem, um idoso com a barriga roncando, não podemos dizer que estamos felizes. A fome de cultura também me chama, nós vamos alimentando e abastecendo cada barriga, cada ouvido, cada coração”, afirmou.
Fonte: Metro 1

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) emitiu nota, na última sexta (6), afirmando que vai entrar com recurso contra a decisão judicial que a responsabilizou pelos alagamentos ocorridos no final de dezembro em cidades do sudoeste da Bahia. A decisão judicial determinou que a empresa faça plano de recuperação das áreas afetadas e que preste auxílio emergencial a constituição de um fundo não inferior a R$ 100 milhões, como forma de garantir a responsabilidade integral da Chesf pelos danos socioambientais e às pessoas afetadas pelo desastre. Em nota, a Chesf reafirmou que a operação obedeceu aos procedimentos de segurança e que a vazão da barragem foi viável para reduzir as consequências das fortes chuvas. O aumento da vazão da Barragem da Pedra virou caso de Justiça quando a Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) atribuiu à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) a responsabilidade pelos alagamentos.
Histórico de alagamentos – Em 26 de dezembro de 2022, o Rio de Contas registrou uma das maiores cheias da história. De acordo com a Chesf, o reservatório da Usina Hidroelétrica da Pedra, localizada em Jequié, teve afluência média de 3.100 metros cúbicos por segundo (m³/s) no dia 25 de dezembro. Em três dias, o volume útil saltou de 65% para 93%. Por conta disso, as comportas precisaram ser abertas para evitar o transbordo total do rio. O procedimento, no entanto, causou alagamentos. As cidades de Jequié e Ipiaú foram as mais afetadas.
O que diz a Chesf – Segundo os dados da Chesf, a defluência, ou seja, volume de água liberado pela hidrelétrica, saltou de 95 m³/s no dia 22 de dezembro para 190 m³/s no dia 23. Já no sábado (24), a defluência média foi de 700 m³/s e no domingo chegou a 1.850 m³/s, com liberação superior a 2.000 m³/s em alguns momentos.
Ainda segundo a Chesf, a operação feita no reservatório, “a vazão nas comunidades a jusante da barragem teria chegado a 4.500 metros cúbicos por segundo, muito superior aos valores observados, com impactos ainda maiores para a população”. Por fim, a Chesf assegura que o procedimento foi importante para evitar que a barragem entrasse em estado de emergência.

Júlio César da Silva Rocha, Everson Avelino de Jesus e Antônio Marcos Vitória Nunes, foram executados ontem (7), no Conjunto Penal de Feira de Santana.
De acordo com a direção da unidade prisional, o banho de sol foi suspenso durante todo o dia, em decorrência do grande número de homicídios que aconteceu em Feira de Santana entre a sexta-feira (6) e o sábado (7).
“Diante dos homicídios ocorridos nas últimas 48 horas no exterior da unidade, a direção suspendeu o banho de sol de parte dos apenados, pois recebemos informações da inteligência de nossa SEAP, da possibilidade de mortes durante o dia. Ao fazermos rondas e vistorias rotineiras, foi encontrado um detento morto na cela 24 do pavilhão 8. Após encontrar este corpo, as rondas continuaram e encontramos mais dois óbitos, totalizando três mortes no interior do pavilhão 8, e ao fazermos as investigações preliminares, descobrimos que os óbitos estavam relacionados com os homicídios que ocorreram fora da unidade nas últimas 48 horas, visto que, todos são da mesma organização criminosa, porém estão ‘rachados’”, informou a nota divulgada pela direção do Conjunto Penal.
Segundo o diretor do presídio, José Freitas, os outros detentos do pavilhão 8 pediram para sair por não se sentirem seguros.
“Por orientação do Superintendente Luciano Viana, foi feito uma revista nos pavilhões que tinham presos remanescentes desta organização criminosa, dando o direito de saírem do pavilhão aqueles que não se sentiam seguros. Vários pediram para sair, confirmando assim, as nossas informações. Todos os presos envolvidos nas três celas foram ouvidos pela equipe da Polícia Civil na própria unidade e serão responsabilizados pelo crime cometido, além de responderem administrativamente por falta disciplinar. A equipe do DPT realizou a perícia nas celas onde ocorreram os óbitos e foram feitos os levantamentos cadavéricos pela delegada Clécia Vasconcelos”, informou o diretor.
Ainda de acordo com a direção do Conjunto Penal, Júlio César deu entrada na unidade no dia 21 de janeiro de 2021. Everson Avelino deu entrada no dia 12 de agosto de 2019 e Antônio Marcos deu entrada no dia 16 de junho de 2021. Todos os detentos eram naturais de Feira de Santana.Segundo a Polícia Civil, Júlio César da Silva Rocha foi morto no interior da cela 04 e teve a cabeça decapitada.Antônio Marcos também teve a cabeça decapitada e foi encontrado na cela 30, já Everson Avelino foi morto no interior da cela 24.
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

A loteria norte-americana Mega Millions acumulou e vai pagar um prêmio de pouco mais de US$ 1 bilhão de dólares (quase R$ 6 bilhões, na cotação atual). As regras não exigem que o jogador seja residente nos Estados Unidos. Por isso, brasileiros interessados podem fazer apostas, comprando bilhetes online.
Com 24 sorteios seguidos sem um ganhador, o prêmio já é o terceiro maior da história do país. O próximo sorteio será em 10 de janeiro. Para vencer, é preciso acertar os cinco números principais, mais um número adicional.
Para apostar, o jogador precisa ser maior de idade e ter uma conta em um site licenciado, como o “The Lotter”. Você pode acessar o site e comprar o seu bilhete para apostar clicando aqui.
A plataforma, que já teve alguns vencedores, compra bilhetes oficiais em nome do jogador e envia uma cópia digitalizada para a conta do apostador.
Cada bilhete custa em média US$ 5 (pouco mais de R$ 25), valor que já inclui taxas e a comissão da plataforma. O The Lotter não cobra taxas extras ou comissão, caso o apostador acerte os números. Mas, vale lembrar, que as cobranças de impostos do governo federal e imposto de renda são feitas normalmente, caso você leve o prêmio.
Se vencer, o ganhador será notificado e poderá buscar o prêmio pessoalmente ou receber em uma conta bancária.
Informações Revista Oeste
A nova lei cambial, aprovada e sancionada no fim de 2021, entrou em vigor no dia 31 de dezembro de 2022 — depois de regulamentada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Antes era proibido. Agora pode haver compra e venda de moeda estrangeira entre pessoas físicas, mas com limite de até US$ 500.
O objetivo é atender necessidades muito eventuais. Por exemplo: possibilitar a venda de sobras de moedas estrangeiras entre pessoas conhecidas após o fim de uma viagem internacional.
A atividade dos chamados “doleiros”, que fazem isso de forma recorrente, continua proibida.
Antes, se o viajante entrasse ou saísse do Brasil com mais de R$ 10 mil em espécie, tinha que apresentar uma declaração. Agora, o valor passou para US$ 10 mil.
O novo limite, em dólares, está em linha com o que acontece em outras economias, segundo o BC.
Serão autorizadas transferências em reais para fora do Brasil por meio de contas em reais no exterior.
O objetivo do BC é permitir o uso internacional do real em condições similares a outras moedas.
Exportadores poderão realizar pagamentos no Brasil em moeda estrangeira em algumas situações.
A nova lei passou a permitir que isso aconteça nos contratos de exportadores em que a outra parte seja do setor de infraestrutura.
No futuro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) poderá estabelecer outras situações para o uso da moeda estrangeira, desde que para reduzir o risco cambial (repentina oscilação no valor da moeda) ou ampliar a eficiência do negócio.
Bancos brasileiros poderão financiar no exterior a compra de exportações brasileiras.
A mudança deverá contribuir para maior inserção e competitividade de produtos e serviços brasileiros no exterior, diz o BC.
Remessas para pagamento de importações financiadas poderão ser realizadas mesmo sem o ingresso dos bens no Brasil.
A lei traz dispositivos para reduzir a burocracia para investidores estrangeiros aplicarem em ações ou renda fixa no Brasil.
O ponto mais polêmico da proposta é o que transfere do Conselho Monetário Nacional (CMN) para o Banco Central a competência para autorizar novos setores da economia a manterem contas em moeda estrangeira no país.
Atualmente, as contas em dólares estão disponíveis somente para segmentos específicos, como agentes autorizados a operar em câmbio, emissores de cartões de crédito de uso internacional, sociedades seguradoras e prestadores de serviços turísticos.
Em 2021, quando o projeto foi divulgado, o diretor de Regulação da instituição, Otavio Damaso, afirmou que o projeto autoriza essa ampliação para outros segmentos “dentro de um processo de médio e longo prazos, natural dentro da conversibilidade do real, um dos objetivos do projeto”.
Novos setores ainda não foram autorizados.
A nova lei cambial também abre caminho para a implementação, no futuro, do chamado PIX internacional, ou seja, a possibilidade de transferência de recursos ao exterior em tempo real por meio da ferramenta desenvolvida pela instituição. A nova funcionalidade está em estudo pelo Banco Central.
Segundo a instituição, a nova legislação sobre o câmbio, com maior liberalidade, também favorece a implantação do real digital. A expectativa do BC é de que a moeda virtual esteja disponível em até três anos.
O real digital terá foco em novas tecnologias, como a chamada “internet das coisas” – evolução tecnológica que conectará mais objetos à internet – e os contratos inteligentes (que garantem a segurança da execução do acordo, usando, para isso, a tecnologia blockchain).
Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as novas regras aproximam as práticas do Brasil às do exterior e devem aumentar os investimentos no país.
“Ao mesmo tempo, a nova lei vai facilitar a ampliação da presença de instituições brasileiras e do real no exterior, uma vez que ela foi construída com princípios que dão base para o projeto de conversibilidade do real. Assim, o real poderá passar a integrar efetivamente os ativos das instituições financeiras”, afirmou a instituição em nota.
Para as pessoas físicas, uma das principais expectativas é se a lei pode reduzir a cotação de moedas estrangeiras frente ao real
Questionado sobre o tema, Kelly Massaro, presidente executiva da Associação Brasileira de Câmbio, afirmou que a lei amplia ofertas nesse setor, o que pode ser interessante para consumidores.
“Quanto a qualquer impacto na taxa de câmbio, uma série de fatores compõem a taxa, que não depende dos players do mercado. No entanto, a lei estimula o aumento do número de players, o que significa maior concorrência e gera ofertas interessantes para pessoas físicas e jurídicas no mercado de câmbio”, afirmou.
Ricardo Franco Moura, chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do BC, afirmou que “a lei de câmbio e capitais consolida regras e reflete mudanças econômicas e tecnológicas que vivemos nos últimos 50 anos. A nova lei trouxe regras que vão facilitar o comércio exterior, o investimento estrangeiro e a vida dos cidadãos”.
Informações G1