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As lideranças do FNL são acusadas de extorsão contra produtores de terras invadidas no oeste paulista

José Rainha Júnior é um dos líderes da Frente Nacional de Luta (FNL)

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo revelou como lideranças da Frente Nacional de Lutas (FNL), dentre elas José Rainha, praticaram extorsão contra produtores de terras invadidas no oeste paulista. O documento foi divulgado pela CNN.

Segundo a polícia, a maior parte de vítimas é formada por arrendatários que realizaram pagamentos para lideranças da FNL após coação. Além de Rainha, as investigações também revelam que Luciano de Lima e Claudio Ribeiro Passos, conhecido como Cal, praticaram extorsão.

“Provas apontam com segurança para o fato de que José Rainha deu início às tratativas com as vítimas, a fim de receber, mediante indevida e ilícita exigência, vantagem econômica, sob pena de não possibilitar a eles a colheita de sua lavoura”, destacou o relatório policial.

Investigações

As investigações da Polícia Civil começaram em 2021. O relatório foi elaborado com depoimentos, interceptações telefônicas e áudios, que, segundo a polícia, “resultaram na demonstração de que as alegações eram verídicas”.

Uma das conversas gravadas aponta uma militante do FNL relatando a outro integrante que José Rainha pedia recursos para não invadir propriedades e, uma vez invadida, para desocupar a terra.

“As exigências são sempre seguidas de graves ameaças voltadas aos patrimônios dos noticiantes”, informou o relatório da investigação. “Ora se exige dinheiro em troca de autorização para ingresso e colheita, ora para o ingresso e alimentação de animais, ora para a desocupação.”

Em outro ponto do documento, a polícia argumentou que “há indícios, inclusive, que mostram José Rainha negociando a venda de parte das terras que hoje ocupa”.

Segundo os policiais, os acusados teriam exigido dos proprietários “valores em espécie para permitir que eles tivessem o derradeiro acesso a animais, plantações e benfeitorias existentes nas propriedades”.

Depoimento das vítimas

À polícia, uma das vítimas relatou detalhes sobre os valores pagos a ativistas da FNL, efetuando o pagamento de R$ 25 mil, fruto de extorsão, em abril do ano passado.

Outro produtor, que atua no ramo da agropecuária, também efetuou pagamentos. Ele apresentou aos investigadores os comprovantes dos depósitos nas contas dos líderes do movimento.

Outra vítima afirmou em depoimento ter recebido ligação de uma liderança da FNL. No telefone, essa pessoa pediu a transferência de 10 a 15 alqueires de terra para José Rainha e disse que, após isso, desocupariam a propriedade.

No registro policial também consta o depoimento de um agricultor que foi coagido a pagar R$ 50 mil para fazer um acordo com Rainha, que desocuparia a fazenda “antes que chegasse mais gente ali e a situação piorasse”.

Os três citados no relatório policial foram presos no sábado 4 por extorsão e associação criminosa.

O que diz a defesa

O advogado de Rainha e Luciano afirmou desconhecer “os motivos legais da decretação da prisão preventiva”. De acordo com ele, “a prisão preventiva não se justifica, tendo em vista que os acusados jamais se negaram a prestar quaisquer esclarecimentos. Os acusados alegam inocência”. A defesa de Claudio Passos não foi localizada.

Informações Revista Oeste


Ao ser intimado pela Justiça em 2022 para realizar o exame de DNA, Pelé não teria feito teste por questões de saúde, mas deixou em testamento a necessidade de comprovar a paternidade.

Viúva de Pelé, Márcia Aoki, deverá manifestar se tem interesse em ser nomeada inventariante — Foto: Patrinha Sobrinho/Hospital Israelita Albert Einstein

Viúva de Pelé, Márcia Aoki, deverá manifestar se tem interesse em ser nomeada inventariante — Foto: Patrinha Sobrinho/Hospital Israelita Albert Einstein 

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, indicou em testamento o desejo de que a viúva Márcia Aoki fique com 30% dos bens dele, incluindo a casa de Guarujá, no litoral de São Paulo. O Rei do futebol, que morreu aos 82 anos, em 29 de dezembro de 2022, também registrou em documento a possibilidade de ter mais uma filha, que pode vir a se tornar herdeira caso o exame de DNA dê positivo. 

g1 conversou com Luiz Kignel, o advogado de Márcia, e ele afirmou que, além da viúva, os herdeiros também tiveram acesso ao testamento, que foi apresentado ao juiz. Ainda de acordo com ele, os herdeiros aguardam o levantamento dos bens para confirmar o valor do patrimônio deixado pelo Rei – todos os beneficiados devem se manifestar sobre o documento. 

O advogado informou que a intenção de Márcia é trabalhar a questão do inventário junto com os filhos de Pelé. Conforme explicado por ele, todos devem se reunir entre esta semana e a próxima para definir quem será o inventariante. Kignel ressaltou que o objetivo de Márcia é tentar um acordo que seja bom para todos, e que “todos estão se esforçando para isso”. 

De soldado a ator: 5 histórias de Pelé fora dos campos 

Possível herdeira e exame de DNA

Kignel afirmou à reportagem que Pelé deixou registrado em testamento a possibilidade de ter outra filha e, se comprovada a paternidade, ela também deve entrar na partilha de bens. “Existe a possibilidade de uma investigação de paternidade […]. Tem que esperar ser feito o DNA com os irmãos. Temos que esperar os próximos passos”, disse o advogado. 

Em agosto de 2022, o juiz Renato Zanela Pandin e Cruz Gandini determinou a expedição de um ofício ao Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC) para agendar a coleta do material genético na casa onde Pelé morava, em Guarujá. A ação de investigação de paternidade foi registrada por Maria do Socorro Azevedo na Defensoria Pública do Estado de São Paulo. 

À época, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) despachou uma carta precatória [comunicação entre juízes que estão em estados diferentes] intimando Pelé ao teste de paternidade. Porém, segundo Kignel, “Edson não fez o exame por motivos de saúde”. 

g1 entrou em contato com a Defensoria Pública para ter mais informações sobre a ação, porém o órgão informou, em nota, que o processo tramita em segredo de Justiça e, por essa razão, não pode fornecer informações. 

Edinho solicita ser inventariante de Pelé, mas tem pedido negado

Edinho pediu para ser o inventariante da herança de Pelé, alegando que está na posse e administração dos bens do pai — Foto: Divulgação/Santos Futebol Clube

Edinho pediu para ser o inventariante da herança de Pelé, alegando que está na posse e administração dos bens do pai — Foto: Divulgação/Santos Futebol Clube 

O filho do Pelé, Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, teve o pedido negado para ser o inventariante do testamento do pai. A função consiste em listar a herança e os nomes de todos os herdeiros. 

Edinho havia solicitado, ainda, que o processo do inventário fosse feito em segredo de Justiça, o que também foi negado. A juíza que recusou os pedidos é a mesma que, em 2004, o condenou a 33 anos de prisão por lavagem de dinheiro. 

Conforme assinado pela juíza da 2ª Vara de Família e Sucessões de Santos Suzana Pereira da Silva, Pelé era casado, sendo assim, a viúva é a primeira na ordem de nomeação legal. “Não há que se falar em nomeação do filho como inventariante”, pontuou. 

A magistrada acrescentou que, conforme o Código de Processo Civil, o filho pode ser nomeado, caso o cônjuge sobrevivente não tenha interesse ou condições de assumir este cargo. A juíza deu o prazo de 15 dias para que a viúva de Pelé manifeste o interesse em ser nomeada inventariante. 

Edinho solicitou ao TJ-SP que o processo do inventário de Pelé transitasse em segredo de Justiça, alegando que o pai tem notoriedade mundial e os seus herdeiros são pessoas comuns. 

Edinho pediu que o inventário fosse feito em segredo de Justiça alegando que Pelé tem notoriedade mundial e os herdeiros são pessoas comuns — Foto: Samantha Silva / G1

Edinho pediu que o inventário fosse feito em segredo de Justiça alegando que Pelé tem notoriedade mundial e os herdeiros são pessoas comuns — Foto: Samantha Silva / G1 

A juíza, porém, negou o pedido, e esclareceu que “todos os atos processuais devem ser públicos”. Segundo ela, os processos que devem correr em segredo de Justiça estão elencados, de forma específica, no Código de Processo Civil. 

A magistrada ressaltou também que o inventário é de interesse não somente de quem fez o pedido, mas também de eventuais credores e herdeiros.

Informações G1


Desde o fim da suspensão de pagamentos das parcelas por causa da pandemia, porcentagem de contratos que estão com atraso de mais de três meses subiu pelo quinto semestre consecutivo e atingiu 53,7%.

Inscrições para o Fies começam nesta terça-feira (7); levantamento alerta para endividamento recorde dos estudantes 

O governo federal tem R$ 11,3 bilhões em parcelas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que já deveriam ter sido pagas, mas estão em atraso. Dos quase 1,9 milhão de ex-estudantes que já estão na fase de pagamento das parcelas, a chamada amortização, 53,7% estão com a dívida atrasada há mais de três meses. Os dados, atualizados semestralmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) foram obtidos pela produção da TV Globo via Lei de Acesso à Informação (LAI). 

Na noite desta segunda (6), o ministro da Educação, Camilo Santana, admitiu, em um vídeo publicado nas redes sociais, que “a inadimplência do Fies está altíssima”, e anunciou a criação de um grupo de trabalho interministerial para discutir o problema, além de possíveis mudanças do programa, como aumento do teto de financiamento e a desburocratização do fundo. 

“Não dá tempo para mudar as regras já para essa inscrição agora. Essas regras poderão mudar a partir do resultado do trabalho, que vai ser formado por esse comitê gestor”, afirmou ele. 

O Ministério da Educação abriu nesta terça-feira (7) as inscrições para mais de 67 mil novos contratos de financiamento estudantil no primeiro semestre. 

Quem fez o Enem em alguma edição desde 2010 e preenche os requisitos mínimos de nota no exame e renda familiar per capita pode disputar uma das vagas até a próxima sexta-feira (10) no site https://acessounico.mec.gov.br/fies

Veja o histórico da porcentagem de contratos do Fies que já estão na fase de amortização (pagamento das parcelas), mas têm atraso de pelo menos 90 dias — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo 

Dívida atrasada quase dobrou desde 2021

O valor das parcelas que o governo já deveria ter recebido, mas não foram pagas, tem aumentado em ritmo acelerado: em abril de 2019, eram R$ 2,5 bilhões em valores devidos. Em junho de 2021, novo balanço do FNDE mostrou que o saldo havia subido para R$ 6,6 bilhões. Agora, ele já passa de R$ 11 bilhões. 

Em 2022, o FNDE diz ter arrecadado R$ 4,7 bilhões em pagamentos das parcelas (atrasadas ou em dia) do Fies, um recorde desde 2015. No total, considerando as parcelas que ainda não venceram, os quase 1,9 milhões de contratos somavam R$ 111,6 bilhões em dezembro de 2022. 

Renegociação atraiu 6,7% dos contratos aptos

O programa de renegociação do Fies do segundo semestre de 2022, que ficou aberto entre setembro e dezembro, atraiu um total de 124.903 contratos de financiamento, de acordo com dados obtidos pela TV Globo junto ao FNDE. 

O valor corresponde a 6,7% do total de 1.873.989 contratos que, segundo o órgão, poderiam ter aderido para receber pelo menos o desconto das taxas e encargos. 

A adesão, porém, foi mais alta entre os contratos que preenchiam os critérios para os descontos de pelo menos 77%: 

  • De 444.920 contratos com dívidas com atraso de pelo menos 360 dias que poderiam ter 77% de desconto, 53.836 (12,1%) fizeram a renegociação;
  • Outros 276.024 contratos com o mesmo tempo de atraso, mas de ex-estudantes inscritos no CadÚnico ou beneficiários do Auxílio Emergencial, poderiam ter 92% de desconto. No total, 48.097 aderiram ao programa (17,4% do total);
  • Uma pequena parcela de 8.957 contratos, além de preencherem os critérios acima, tinham dívida atrasada há mais de cinco anos, e puderam pleitear 99% de desconto. Nesse caso, 3.095 (34%) concretizaram a renegociação;
  • Mais de 1 milhão de contratos que estavam adimplentes ou tinham dívidas com atraso há menos tempo poderiam ter 12% de desconto, em caso de pagamento à vista do saldo devedor, ou abater todos os encargos e juros e redividir as parcelas em até 150 vezes. Desses, 18.827 aceitaram os novos termos.

Oito em cada dez contratos renegociados entre setembro e dezembro de 2022 tinham pelo menos 360 dias de atraso nas parcelas e tiveram descontos de entre 77% e 92% do saldo devedor — Foto: Ana Carolina Moreno/TV Globo 

Duas décadas com o nome sujo

Depois de duas décadas com o nome sujo por causa da dívida do Fies, a jornalista Ghretta Pasuld, de 40 anos, finalmente conseguiu entrar no grupo de contratos renegociados. 

A moradora de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, conseguiu financiamento do Fies no início dos anos 2000, antes da expansão feita pelo governo federal. Mas, ao se formar, viu que as primeiras parcelas já começaram a chegar muito altas para o rendimento que ela tinha na época. 

“Acho que a segunda ou terceira parcela veio em torno de R$ 500. Eu ganhava R$ 500 na época. Então já não dava pra suprir”, lembra ela. “Aí eu comecei a acumular parcelas, e nisso se foram 20 anos.” (Ghretta Pasuld, jornalista)

Anos esperando a renegociação

Ao longo desse tempo, além de não poder contar com crédito para realizar sonhos como comprar um carro com medo de o governo penhorar qualquer bem em seu nome, Ghretta também não conseguia renegociar sua dívida. 

“Sempre quando conversava com a Caixa Econômica Federal, a opção era à vista. Não tinha conversa sobre tirar juros, enfim, baixar, né? Voltar para um valor real e condizente com a minha condição de pagar.” 

Em 2019, uma primeira tentativa do governo federal de renegociar a dívida de 567 mil inadimplentes só conseguiu atrair 2% do público-alvo. Um dos motivos era a exigência do pagamento de uma entrada dentro de um prazo curto, o que acabou afastando a maioria dos ex-estudantes, sem condições de cumprir os requisitos. 

O Fies e a taxa de juros alta

No ano passado, o programa ofereceu descontos melhores e condições mais flexíveis, segundo o economista Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa mantenedoras de ensino superior no Brasil. “Ele [o Fies] deu um desconto alto, para o aluno poder pagar sua dívida mais rapidamente”, explicou o especialista. 

“Mas esse pagamento, mesmo que parcelado, está atrelado à taxa de juros Selic, que é uma taxa bem elevada. Estamos com uma taxa de 13 pontos, 75% ao ano. Muito provavelmente, se tiver uma renda muito baixa, ele [devedor] não vai arcar nem com a renegociação.” (Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp)

Ghretta afirma que, inicialmente, conseguiu reduzir sua dívida de quase R$ 100 mil para R$ 17 mil, a serem pagos em cerca de um ano e meio. Mas, quando o segundo boleto chegou com valor R$ 200 mais alto por causa da taxa de juros, ela tomou um susto. “Fiz as contas e vi que ia chegar a R$ 3 mil a parcela.” 

Ela então disse que conseguiu um dinheiro com a mãe e foi até o banco quitar a dívida de uma vez. “Acredito que agora a vida começa a andar”, afirmou ela. 

Medo de voltar à inadimplência

A arquiteta Fabiana Goulart, de Curitiba, também conseguiu renegociar seu contrato no ano passado. “A gente achou que era uma luz no fim do túnel”, conta ela sobre o programa. “No meu caso, especificamente, a parcela ficou em R$ 2.500. Então é uma parcela relativamente alta, e a forma de pagamento não é muito flexível. Pra eu conseguir esse desconto eu tenho que pagar esse valor mensalmente em 15 vezes.” 

Além da parcela, porém, ela agora está às voltas com a taxa Selic. 

“Eu nunca sei qual é o valor da parcela da renegociação. A minha primeira parcela foi R$ 2.480. A minha segunda parcela foi R$ 2.850, então teve aí um acréscimo de mais ou menos uns R$ 350 de um mês para o outro. Agora eu gerei o boleto para março, também foi para R$ 2.900. Então, inicialmente, é um alívio. Mas agora é um valor muito alto.” (Fabiana Goulart, arquiteta)

Para evitar o risco de voltar à inadimplência, ela decidiu cortar gastos. “Quando saiu a renegociação, eu morava sozinha, pagava aluguel. Não tinha outra forma de conseguir pagar se não voltasse para a casa dos meus pais”, contou ela. “Estou tendo que completar com outras formas de renda, buscando vender coisas e fazendo projeto por fora para conseguir pagar o Fies. Então, vai ser um ano muito longo pra mim.” 

Dicas para se inscrever no Fies

Capelato, do Semesp, afirma que, considerando todos os riscos do Fies, é preciso que os estudantes interessados em disputar uma vaga em 2023 avaliem com cuidado antes de optar pelo financiamento governamental. 

Segundo ele, as três principais perguntas a serem respondidas são: 

  1. O estudante tem vocação para o curso que está buscando? Ele vai conseguir concluir o curso? “Se ele desistir ele vai ficar com a dívida. Então, esse é o primeiro risco.”
  2. O curso escolhido vai ter bastante empregabilidade quando ele se formar? “Por exemplo, cursos na área de tecnologia hoje em dia têm uma empregabilidade enorme e com boa renda”, explica Capelato. Vale lembrar, porém, que os cenários podem mudar em alguns anos, caso da engenharia civil, que teve um boom a partir de 2010, por causa da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil, mas depois entrou em crise. 
  3. A instituição de ensino superior onde ele vai estudar tem boa qualidade e reputação? “O mercado vai aceitar seu currículo, vai aceitar empregar essas pessoas. E daí a chance de empregabilidade e renda maior geram possibilidade de pagar o financiamento.”

Capelato lembra, ainda, que não há garantias de que o governo federal vai abrir novas rodadas de renegociação do Fies. Procurado pela TV Globo na segunda (6), o FNDE e o MEC não responderam, até a publicação desta reportagem, se estudam um novo programa para renegociar dívidas.

Informações G1


Corporação deve ouvir diversas pessoas relacionadas ao caso de itens trazidos da Arábia Saudita

Michelle ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

A Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Polícia Federal (PF) pretende ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na investigação sobre o conjunto de joias trazido da Arábia Saudita que ficou retido no Aeroporto de Guarulhos. A informação foi divulgada pelo colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles.

De acordo com o jornalista, a corporação também pretende ouvir, no inquérito instaurado nesta segunda-feira (6) para apurar o ocorrido, o ex-ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) e uma série de assessores dele e do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.

Outro nome que deve ser chamado a depor será o ex-chefe de Ajudância de Ordens de Bolsonaro, Mauro Cesar Barbosa Cid, que enviou em 28 de dezembro de 2022, a três dias de acabar o governo, um ofício à Receita Federal pedindo a liberação das joias apreendidas. A PF pretende expedir nos próximos dias os pedidos de oitiva para todos eles.

SOBRE O CASO
Na última sexta-feira (3), o jornal O Estado de São Paulo divulgou que o governo Bolsonaro teria tentado entrar no Brasil, sem pagar imposto, com joias avaliadas em R$ 16,5 milhões. Os itens, de acordo com o veículo, seriam um presente do governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro.

O conjunto de joias, composto por colar, anel, relógio e brincos de diamante com um certificado de autenticidade da marca Chopard, foi apreendido no Aeroporto de Guarulhos ao ser encontrado com um assessor do então ministro Bento Albuquerque.

MICHELLE IRONIZA NOTÍCIA
Em seu perfil no Instagram, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ironizou a reportagem e publicou nos stories a seguinte mensagem: “Quer dizer que, ‘eu tenho tudo isso’ e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo, hein?! Estou rindo da falta de cabimento dessa imprensa vexatória”.

WAJNGARTEN DIZ QUE HISTÓRIA É “NARRATIVA”
O ex-secretário de Comunicação Social do governo federal, Fabio Wajngarten, esclareceu, na última sexta (3) e sábado (4), a notícia publicada por vários veículos de imprensa de que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria tentado trazer joias da Arábia Saudita ao Brasil sem pagar impostos. De acordo com Wajngarten, a história é uma “narrativa fantasiosa”.

Pelo Twitter, o ex-secretário publicou a foto de um ofício de Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete Adjunto de Documentação Histórica (GADH), endereçado ao Ministério de Minas e Energia. No documento, Vieira diz que os presentes recebidos na Arábia deveriam ser encaminhados ao GADH para análise sobre a incorporação ao acervo público da Presidência ou privado do presidente da República.

Ofício sobre a destinação das joias para acervo Foto: Reprodução/Twitter Fabio Wajngarten

As joias chegaram ao país no dia 26 de outubro de 2021, dentro de uma mochila de Marcos André dos Santos Soeiro, que acompanhava o então ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia, na viagem de retorno ao Brasil. O material, porém, ficou apreendido pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

O ex-chefe da Secom também compartilhou um ofício emitido pelo gabinete do ministro Bento Albuquerque, no dia 3 de novembro de 2021, e endereçado ao gabinete do secretário Especial da Receita Federal. O assunto era justamente a liberação dos itens para que eles fossem encaminhados ao “destino legal adequado”.

Ofício do Ministério de Minas e Energia à Receita Federal Foto: Reprodução/Twitter Fabio Wajngarten

Em outra imagem publicada por Wajngarten, em seu Twitter, está a cópia de uma mensagem enviada à Arábia Saudita pelo ministro Bento Albuquerque, datada de 22 de novembro de 2021, em que o Brasil agradece pelo presente e comunica que as peças seriam incorporadas à coleção oficial do Brasil, conforme a legislação.

Além das postagens, o ex-secretário de Comunicação Social escreveu: “Novamente outra ‘narrativa fantasiosa de milhões’ será amplamente desmascarada. A era dos cliques, a tentativa de destruição da honra e bons costumes das pessoas não pode prosperar da forma como está. Dessa vez não veio de blogs ou pessoas físicas”.

Informações Pleno News


Nísia propôs amplo debate, mas disse que vai atuar para garantir que atual legislação seja cumprida

Lula e Nísia Fotos: Julia Prado/MS

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que “a delicadeza do tema” do aborto exige a participação de toda a sociedade em uma discussão sobre mudar a lei. Mas disse que o governo vai atuar para garantir que a atual legislação seja cumprida.

– Nos casos em que existe a permissão ao aborto no Brasil [risco à vida da gestante, violência sexual e anencefalia fetal], faremos com que o SUS [Sistema Único de Saúde] garanta a lei e o acolhimento – disse a ministra de Lula em entrevista ao jornal O Globo.

– Nosso objetivo é discutir o tema com dados e garantir o que a lei já estabelece – frisou.

Nísia teceu elogios ao presidente pela sua demonstração de sensibilidade ao buscar “um número maior de mulheres nos ministérios”. O governo petista tem 37 ministros, 26 homens e 11 mulheres.

A ministra é a primeira mulher a assumir a Saúde e confessa preocupação com seu pioneirismo.

– Mostra a dificuldade de nós, mulheres, atingirmos cargos de direção. Precisamos ter formas eficazes de furar esse teto. A visão do governo atual significa uma guinada – destacou.

Nísia argumentou que as mulheres atravessaram grandes adversidades desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e por esta razão, quando são convidadas a assumir cargos de liderança, devem aceitar.

– Nós, que passamos por reveses tão grandes desde o impeachment da presidenta Dilma, uma vez chamados, devemos dar a nossa contribuição. (…) Foi por meio de políticas sociais que me formei, é uma retribuição. E claro que me sinto em condições para isso – disse.

Informações Pleno News


“Verdadeiras agressões a uma mulher”, apontou Aline Peixoto

Aline Peixoto, mulher de Rui Costa Foto: Reprodução/ TV ALBA

Aline Peixoto, esposa de Rui Costa, ministro da Casa Civil do governo Lula, concorre a um cargo de conselheira do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia. Nesta segunda-feira (6), durante sabatina para o cargo, ela chorou e disse que foi criticada em função da disputa. As informações são do site O Antagonista.

Peixoto discursou para deputados estaduais na Assembleia Legislativa da Bahia.

— Já faz algumas semanas que, quando o meu nome foi colocado para apreciação da Assembleia Legislativa como postulante ao cargo de conselheira do Tribunal de Contas, passei a ser alvo sistemático de uma série de ataques. Críticas são normais na democracia e eu as aceito naturalmente, ainda que discorde delas. O problema maior é que muitas dessas críticas foram de cunho pessoal, verdadeiras agressões a uma mulher, tentando me desqualificar apenas por eu ser casada com o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa — falou Aline Peixoto.

Ainda segundo ela, alguns se valeram de sua indicação para fazer “disputa política”.

– E usaram os veículos de comunicação para tal – disse.

Aline, que é formada em Enfermagem e já foi diretora de um hospital no estado, apontou ainda machismo estrutural.

– É como se apontassem um dedo para mim e falassem que uma mulher não pode ocupar um cargo de conselheira no Tribunal de Contas – pontuou.

https://www.youtube.com/watch?v=s9cGDCYsWlw

Informações Bahia.ba


O ex-prefeito José Ronaldo prestou solidariedade à família e amigos de José Carlos Pitangueira, que faleceu nesta segunda (6), após mais de um mês internado em um hospital de Salvador. Ronaldo revelou, em nota, que tinha uma relação de muito respeito com o ex-diretor do Hospital Clériston Andrade que, inclusive, o homenageou quando foi vereador na capital baiana. Abaixo, a nota na íntegra: 

“Lamento, profundamente, a morte de José Carlos Pitangueira, nesta segunda-feira (6). Com ele, sempre mantive uma relação de absoluto respeito. Quando foi vereador da capital baiana, Pitangueira me concedeu o título de cidadão de Salvador.
Presto minha plena solidariedade aos familiares e amigos do ex-diretor geral do Hospital Clériston Andrade. Um homem sério, competente em suas atividades e que lutou bravamente pela vida”.

Informações O Protagonista


Decisão ajuda na retomada das exportações de carne bovina para a China 

Vaca louca no Brasil foi um caso atípico da doença

A Organização Mundial da Saúde Animal alterou o status do caso de vaca louca recentemente descoberto no Brasil. A partir desta segunda-feira, 6, o órgão passou a considerá-lo “resolvido”. A mudança é mais um passo para a retomada das exportações de carne bovina brasileira para a China.

De acordo com Bruno de Jesus Andrade, diretor técnico do Instituto Mato-Grossense da Carne, a alteração atesta a ausência de risco de transmissão na pecuária nacional. “Agora, é uma questão de articulação política do Itamaraty para negociar com os chineses”, explicou.

No fim de fevereiro, a suspeita de um caso de vaca louca no Pará obrigou o Brasil a suspender as exportações de carne bovina para a China. A medida ocorreu em razão de um acordo entre os dois países.

A grande preocupação dos chineses se dá em razão da forma clássica da doença, que é altamente transmissível e fatal. Contudo, exames realizados em Alberta, no Canadá, provaram que o caso paraense se refere a uma versão atípica — sem transmissibilidade e risco de morte.

O desfecho para o problema é acompanhado de perto pelos produtores, porque o mercado chinês é o principal importador de carne bovina do Brasil. Dos US$ 13 bilhões que os exportadores brasileiros faturaram com vendas desse tipo de proteína em 2022, US$ 8 bilhões vieram da China, ou seja, quase 60% de toda a receita dos embarques do setor.

Informações Revista Oeste


Comunicações – Juscelino Filho

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde desta segunda-feira (6), para se explicar sobre acusações de uso de recursos públicos para agendas de interesses particulares. Após a reunião, que ele classificou como “muito positiva”, o ministro postou no Twitter que segue no cargo e chegou a anunciar uma agenda com a participação do presidente ainda este mês, na Região Norte.

“Saí há pouco do Palácio do Planalto, onde tive uma reunião muito positiva com o presidente Lula. Na ocasião, esclareci as acusações infundadas feitas contra mim e detalhei alguns dos vários projetos e ações do Ministério das Comunicações. Temos muito trabalho pela frente!”, escreveu.

“Falamos de expansão do 5G, de conectividade em escolas e ações do Norte e do Nordeste Conectado. Boa notícia: ainda neste mês, o presidente Lula e eu vamos inaugurar a Infovia 01, entre as cidades de Manaus e Santarém, ampliando o acesso à internet na Região Amazônica”, acrescentou. O Palácio do Planalto não se manifestou sobre o encontro.

Acusações

O ministro, que é deputado federal pelo Maranhão e está licenciado do mandato, está sendo acusado de usar recursos de emendas parlamentares para a construção de estradas que dão acesso a fazendas de sua família na cidade de Vitorino Freire (MA). As emendas de mais de R$ 5 milhões foram repassadas à Prefeitura da cidade, que tem sua irmã como prefeita.

O ministro também está sendo questionado sobre uma viagem feita em aeronave oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), de Brasília para São Paulo, no fim de janeiro, que incluiu reuniões de trabalho e participação em leilões de cavalos. Juscelino Filho é criador de cavalos de raça no Maranhão. Ele chegou a receber diárias durante todos os dias em que esteve na capital paulista, mas afirma já ter devolvido os recursos. As reportagens foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Explicações

Horas antes da reunião com o presidente, Juscelino publicou um vídeo em suas redes sociais para se defender das acusações de uso indevido de verba pública. Sobre o recebimento das diárias, Juscelino apontou “erro no sistema de diárias”, que acabou incluindo valores relativos aos finais de semana, quando ele não teve agenda de trabalho. Ele cita a viagem a São Paulo, nos dias 27 e 28 de janeiro, e uma viagem anterior ao Maranhão.

“O que aconteceu foi que o sistema gerou automaticamente as diárias para todo o período, um erro de sistema, sem diferenciar o final de semana”, afirmou. Em outra postagem no Twitter, o ministro exibe cópia de dois comprovantes de depósito na conta única do Tesouro Nacional. Um no valor de R$ 2.004,45, realizado no dia 28 de fevereiro e outro no valor de R$ 2.786, feito no dia 19 de janeiro. 

Sobre seus investimentos no ramo de equinos de raça, que o levou a participar de um leilão na capital paulista, Juscelino Filho diz que tudo é declarado ao fisco. “Desde sempre declaro todos os meus bens na minha declaração de Imposto de Renda [IR], inclusive os meus cavalos. E faço questão de deixar claro: a Receita Federal sempre aprovou todas as minhas declarações de IR. E mais, a Justiça Eleitoral também aprovou as minhas contas”, afirmou. “Sou ficha limpa e não respondo a nenhum processo e é importante deixar isso bem claro”, defendeu-se.

Ainda no vídeo, o ministro se refere às acusações como “ataques distorcidos” e nega que tenha usado recursos de emendas parlamentares para obras que pavimentação de estradas que levam a propriedades de sua família. “Não houve obras nas proximidades da minha fazenda nem na via de acesso. E o projeto tem o objetivo de atender inúmeras comunidades que convivem com lama e com a poeira”, argumentou.

Informações Agência Brasil


Grão-tucano, ex-senador manifestou decepção com a ‘linha radical’ adotada pelo presidente e chamou ideias de ‘ultrapassadas’ 

Grão-tucano aumentou a lista de decepcionados com Lula

O ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que “fez o L” no segundo turno da eleição, está arrependido e assustado com o presidente Lula. “Estou muito surpreso”, disse Jereissati, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 6. “Eu não esperava que o Lula e sua equipe viessem nessa linha radical de política econômica. Não é radical só pelo fato de ser de esquerda, que tem propostas boas, mas pelas ideias ultrapassadas.”

Tasso Jereissati classificou o embate de Lula com o Banco Central como “desnecessário”. O grão-tucano observou que os ataques são prejudiciais à economia.

“Por outro lado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, traz alguma moderação”, ponderou Jereissati. “Mas o conjunto traz uma linha agressiva, que volta atrás em conquistas de outros governos, do Michel Temer e até do Lula.”

Segundo o grão-tucano, ele esperava que o governo Lula governasse com a “frente ampla” que ajudou a eleger o petista. Hoje, contudo, Tasso Jereissati vê que isso não será possível.

Interpelado sobre o papel do PSDB, Jereissati defende a ideia segundo a qual o partido tem de estar na “oposição”. “Nossa expectativa não é ocupar o campo do Bolsonaro, mas do centro”, disse. “Não temos afinidade com o bolsonarismo radical (…) Esse espaço do centro estava muito enxertado pelo antipetismo. Nossa expectativa é ocupar a centro-direita e a centro-esquerda.”

Jereissati ampliou a lista de pessoas que fizeram o L e se arrependeram depois. É o caso do jurista Miguel Reale Júnior, dos economistas Armínio Fraga e Elena Landau.

Informações Revista Oeste