
Agência Brasil – Em um jogo eletrizante no segundo tempo, Bahia e Ferroviário ficaram no 2 a 2 na noite deste sábado (4) na Fonte Nova. Todos os gols saíram na etapa complementar. Com o resultado, o Esquadrão de Aço conquistou seu primeiro ponto na Copa do Nordeste e está na sexta colocação do Grupo B, enquanto o Ferrão chegou a 4 pontos e ocupa a segunda posição do Grupo A.
A primeira boa chegada foi do Bahia. No primeiro minuto de jogo, Ricardo Goulart completou, de cabeça, a cobrança de escanteio. Douglas Dias fez boa defesa. O primeiro gol do time da casa só não saiu aos 24 minutos por um milagre do goleiro. Biel encontrou Kayky dentro da grande área, ele chutou cruzado de perna direita e a bola explodiu na trave. No rebote, Everaldo soltou a bomba e obrigou Douglas Dias a fazer grande defesa.
Dez minutos depois o Esquadrão de Aço perdeu nova oportunidade. Contra-ataque puxado por Ricardo Goulart que passou para Kayky. O camisa 37 entrou sozinho, mas finalizou no travessão, desperdiçando a última grande chance da primeira etapa.O Ferroviário voltou melhor no segundo tempo. Organizado, pressionou o Bahia nos minutos iniciais e deu trabalho à defesa do time da casa. Quando o Tricolor tentou partir para cima, sofreu um contra-ataque de almanaque. Éder Lima avançou pelo meio, driblou dois marcadores e deu lindo passe para Deysinho na direita. O camisa 7 encontrou Erick Pulga sozinho na pequena área, que só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes do Bahia. Um golaço do Ferrão na Fonte Nova, aos nove minutos.
Atrás no placar, o técnico Renato Paiva fez duas substituições: tirou Kayky e Diego Rosa para as entradas de Daniel e Lucas Mugni. O empate veio logo depois. Falta pela direita de ataque que Mugni, em sua primeira participação, cobrou com maestria, de perna esquerda. A bola ainda tocou no pé da trave esquerda do goleiro Douglas Dias antes de entrar. Tudo igual na Fonte Nova.O Bahia teve a chance da virada aos 20 minutos. Daniel aproveitou rebote dentro da área e cruzou para Everaldo, que subiu sozinho entre os zagueiros do Ferroviário, mas cabeceou para fora. A pressão aumentou. Três minutos depois, Daniel apareceu pela direita e cruzou na medida para Ricardo Goulart, que desviou e obrigou Douglas Dias a fazer grande defesa.
Aos 31 minutos, Douglas Dias apareceu novamente para salvar o time visitante. Em novo chute de fora da área de Lucas Mugni, o goleiro espalmou para o meio da área. No rebote, Daniel arrematou de primeira, e Douglas Dias se esticou todo para salvar mais uma vez o Ferroviário.
Aos 38 minutos não deu mais para segurar. Biel invadiu a área do Ferroviário, cortou para tentar o drible em cima de Éder Lima e caiu após o choque. O árbitro assinalou pênalti, muito contestado pelo Ferroviário. Everaldo foi para a cobrança e não desperdiçou: 2 a 1 para o Bahia na Fonte Nova.Após a virada, o Bahia ainda teve duas chances claras de ampliar, uma com Biel cara a cara com Douglas Dias e outra com Ricardo Goulart já sem goleiro. O castigo veio aos 46 do segundo tempo. Erick Pulga recebeu passe após tabela e finalizou com categoria no canto esquerdo de Marcos Felipe para deixar tudo igual.Na próxima rodada, o Ferroviário enfrenta o CSA, na terça-feira (14), às 19h30, no Rei Pelé. Já o Bahia recebe o Fortaleza, no mesmo dia, às 21h30, na Fonte Nova.

Por mais isolada que uma terra seja de todas as outras, literal ou metaforicamente, delimitada por um território quase inalcançável e orgulhosa de sua mentalidade progressista, arrojada, encarnação de um pensamento democrático que defende, sem o cinismo da periferia do mundo, que os indivíduos podem mesmo ser o que desejarem, sempre resta um pequeno detalhe fora da ordem, uma inadequação qualquer que fomenta um sem fim de distúrbios. Em “O Lobo Viking”, o norueguês Stig Svendsen repisa uma ideia algo batida do repertório do terror a fim de saltar para o caráter eminentemente prosaico de seu filme, sem deixar que o vínculo entre esses dois extremos de seu trabalho se esgarce. Svendsen mantém o espectador sempre no fio da navalha, equilibrando-se de um lado para o outro, sem saber direito o que esperar da história, que também flerta com um thriller formulaico, protocolar, resolvido um tanto depressa. A ambivalência do roteiro, do diretor e Espen Aukan, desorienta à primeira vista, mas conforme a história avança, fica mesmo claro que este é um filme sobre o homem e suas inconsistências e debilidades.
Após a explicação sobre a origem do mal na Noruega — lírica e aterradora, como convém a quase tudo quanto respeita à cultura escandinava —, Svendsen joga luz sobre o cotidiano de uma família comum. Thale Berg, a garota-problema vivida por Elli Rhiannon Müller Osbourne, vai morar com a mãe em Nybø depois que o pai morre subitamente. Liv, a heroína interpretada por Liv Mjönes, tenta se adaptar à convivência com a filha, pouco mais que uma hóspede indesejada e também cheia de outras prioridades, feito qualquer adolescente, e entre o trabalho como policial na naquela cidadezinha meio esquecida dos rincões do norte do mundo, na vastidão de bosques profundos e noites intermináveis, e o novo posto que é forçada a assumir, tenta ter uma vida marital minimamente satisfatória com Arthur, de Vidar Magnussen, que não sabe muito bem que papel desempenha na relação das duas.
“O Lobo Viking” desembarca da crônica de costumes muito calculadamente, jamais abandonando-a de todo. Thale comunica ao padrasto que vai sair, cruza com a mãe no quintal e segue para uma festa nas imediações da praia, próximo à floresta. Trond Tønder realça o sublime e o tétrico das paisagens nórdicas, valendo-se da luminosidade ora evanescente, ora quase baça de Nybø na intenção de contribuir com a atmosfera de mistério cada vez mais decisiva para que se vislumbre o que espera a antimocinha de Osbourne e os outros jovens com quem passa a sair, entre eles, Jonas, papel de Sjur Vatne Brean, por quem vai se apaixonando para sua própria surpresa. Essa sua primeira interação com a turma da nova cidade presta-se a um legítimo batismo de sangue devido à aparição de uma criatura bestial, que encerra o grande mistério que esclarece boa parte das circunstâncias nem tão enigmáticas assim dispostas ao longo de pouco mais de hora e meia de um suspense psicológico que se mistura ao terror sem prejuízo da sutileza.
Invocando elementos das mitologias escandinava e celta, expostos com refrescante originalidade no excelente “Os Banshees de Inisherin” (2022), de Martin McDonagh, Svendsen furta-se ao banal e lembra que mesmo um país rico e espantosamente civilizado precisa ter medo de alguma coisa. “O Lobo Viking” avisa, com muita cautela, que uma vez que o demônio se instala, há que se aprender a dominá-lo. Por bem ou por o mal.
Filme: O Lobo Viking
Direção: Stig Svendsen
Ano: 2022
Gêneros: Suspense/Terror
Nota: 8/10

O Ministério da Cultura pretende publicar um decreto no dia 15 de fevereiro com o intuito de fazer algumas alterações nas decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no âmbito da cultura. Ele havia reduzido a verba destinada para a Lei Rouanet, criada com a finalidade de incentivar a disseminação de cultura no país, mas que no entendimento do ex-mandatário, teve sua finalidade desviada.
Em Brasília, ventilam informações que Lula (PT) estaria pensando em fazer uma cerimônia para apresentar o novo decreto e as ações do Ministério da Cultura.
A expectativa é que seja anunciado um aumento no cachê dos artistas, que foi reajustado por Bolsonaro de R$ 45 mil para R$ 3 mil. O presidente petista também fala em aumentar o teto de captação dos projetos, invertendo a política fiscal de austeridade da gestão anterior para um perfil pródigo, defendido por Lula.
Informações Pleno News

A consulta para saber quem tem direito, qual o valor e as datas de pagamento do abono salarial PIS/Pasep, ano-base 2021, pode ser feita a partir deste domingo (5). Para isso, é preciso acessar o portal gov.br e ou a Carteira de Trabalho Digital. O pagamento do benefício começa no dia 15 de fevereiro.
A liberação do dinheiro é feita de acordo com o mês de nascimento dos trabalhadores. Os primeiros a receber serão os trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro (veja calendário abaixo). Os valores variam de R$ 108,50 a R$ 1.302, dependendo da quantidade de meses trabalhados em 2021.
Terão direito 22,9 milhões de pessoas que trabalharam com carteira assinada em 2021. Desse total, 20,4 milhões da iniciativa privada receberão o PIS (Programa de Integração Social), pago pela Caixa. Outros 2,5 milhões de servidores públicos, empregados de estatais e militares têm direito ao Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), que recebem pelo Banco do Brasil.
A consulta pode ser feita ainda pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou plataforma de serviços no portal gov.br. Para ter acesso às informações do abono salarial na Carteira de Trabalho Digital, será necessário que o trabalhador atualize o aplicativo e posteriormente acesse a aba “Benefícios” e “Abono salarial”, para verificar valor, dia e banco de recebimento.
Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158 ou pelo email: trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo os dígitos uf pela sigla do estado de domicílio do trabalhador).
O valor do abono é proporcional ao período em que o empregado trabalhou com carteira assinada em 2021. Cada mês trabalhado equivale a um benefício de R$ 108,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês cheio. Quem trabalhou 12 meses com carteira assinada receberá o salário mínimo cheio, de R$ 1.302.
Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado para a apuração, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais).
PIS
Nascidos em janeiro – 15 de fevereiro
Nascidos em fevereiro – 15 de fevereiro
Nascidos em março – 15 de março
Nascidos em abril – 15 de março
Nascidos em maio – 17 de abril
Nascidos em junho – 17 de abril
Nascidos em julho – 15 de maio
Nascidos em agosto – 15 de maio
Nascidos em setembro – 15 de junho
Nascidos em outubro – 15 de junho
Nascidos em novembro – 17 de julho
Nascidos em dezembro – 17 de julho
Pasep
Final de inscrição 0 – 15 de fevereiro
Final de inscrição 1 – 15 de março
Finais de inscrição 2 e 3 – 17 de abril
Finais de inscrição 4 e 5 – 15 de maio
Finais de inscrição 6 e 7 – 15 de junho
Finais de inscrição 8 e 9 – 17 de julho
Trabalhadores da iniciativa privada com conta-corrente ou poupança na Caixa receberão o crédito automaticamente pelo banco, de acordo com o mês de seu nascimento.
Os demais beneficiários receberão os valores por meio da poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não seja possível a abertura da conta digital, o saque poderá ser realizado com o Cartão do Cidadão e a senha, em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, também de acordo com o calendário de pagamento escalonado por mês de nascimento.
O pagamento do abono do Pasep ocorre via crédito em conta para quem é correntista ou tem poupança no Banco do Brasil. O trabalhador que não é correntista do BB pode efetuar a transferência via TED para conta de sua titularidade via terminais de autoatendimento, no portal www.bb.com.br/pasep ou no guichê de caixa das agências, mediante a apresentação de um documento oficial de identidade.
É um benefício anual no valor máximo de um salário mínimo. Neste ano, o valor varia de R$ 108,50 a R$ 1.302, conforme a quantidade de meses trabalhados. Poderá sacar a quantia máxima quem trabalhou os 12 meses de 2020.
Quem tem direito ao abono?
• É preciso estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos;
• Ter trabalhado formalmente (com carteira assinada) no mínimo 30 dias em 2021;
• Ter recebido até dois salários mínimos;
• Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) ou no esocial, conforme a categoria da empresa.
• Empregado doméstico;
• Trabalhadores rurais empregados por pessoa física;
• Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;
• Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada à jurídica.
Créditos: R7.

Lula avalia editar uma Medida Provisória para elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos ainda neste ano.
Segundo o Valor, a medida poderia ser adotada em conjunto com o aumento do salário mínimo para R$ 1.320.
Dessa forma, a faixa de isenção passaria de R$ 1.903 para R$ 2.640.
A elevação da taxa de isenção de IR foi discutida na quinta-feira (2), durante reunião do presidente com os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Luiz Marinho, do Trabalho.
Na campanha, Lula prometeu isentar os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil.
Créditos: O Antagonista.

O deputado federal José Mendonça Filho (União Brasil-PE) apresentou um projeto para suspender o Decreto Presidencial que criou a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia. Estabelecido por meio de uma das primeiras canetadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o órgão responde à Advocacia Geral da União (AGU).
“A Procuradoria de ‘Defesa da Democracia’ é, na verdade, uma ‘polícia de opinião’”, disse Mendonça Filho em uma postagem no Twitter. “Para impedir esse absurdo, apresentei o projeto de Decreto Legislativo para sustar o Decreto Presidencial que criou a estrutura na AGU para regular opiniões e a liberdade de expressão.”
Mendonça filho disse ainda que Lula extrapolou seu poder ao dispor sobre um tema de competência do Ministério Público e do Judiciário. “Não é papel da AGU dizer o que é verdade ou não na manifestação de qualquer cidadão”, explicou.
Lula anunciou o novo órgão na primeira semana de mandato. A estrutura aparece em um Decreto Presidencial publicado no começo de janeiro. O jornalista J.R. Guzzo definiu com maestria a criação do petista.
“O governo Lula criou, já nestes seus primeiros dias de atuação, um serviço oficial de repressão à discordância política — algo que o Brasil nunca teve antes em toda a sua história, mesmo nas ditaduras mais evidentes”, escreveu. “É isso, e apenas isso, embora digam que é outra coisa.”
Informações Revista Oeste

Foto: REUTERS/Agustin Marcarian.
“Aqui tem muitos russos”, conta, em inglês, Sviatoslav um russo de 28 anos que mora na Argentina e prefere não revelar o sobrenome. Ele chegou com sua família em novembro para ter o segundo filho no país e eles ainda não falam espanhol.
Eles fazem parte dos casais russos que decidem viver e e ter filhos na Argentina, fenômeno que vem crescendo desde o início de 2022. E têm muitos motivos para escolher a Argentina como local para se distanciar de seu país, onde a invasão da Ucrânia e a guerra em curso desde fevereiro do ano passado criaram um estado de incerteza e isolamento internacional.
O país sul-americano é um dos que não exigem visto para viajantes russos, e onde, além da qualidade da medicina, eles também podem residir legalmente apenas tendo um filho nascido lá, e dois anos depois se tornarem cidadãos.
“Começamos a perceber o aumento gradual desde o início de 2022, muito gradual no início com uma projeção, um crescimento quase exponencial no final do ano”, diz o Dr. Guido Manrique, chefe de Obstetrícia do Hospital Finochietto, uma das clínicas privadas mais escolhidas por mães russas para ter seus filhos.
Embora não existam estatísticas oficiais disponíveis, apenas na clínica Finochietto os números são expressivos: no início de 2022, eles tiveram apenas um ou dois nascimentos por mês. Mas em dezembro, de um total de 180 partos, 50 foram para mães russas.
A maioria das mulheres russas que vêm para dar à luz não fala espanhol e muitas vão a consultas médicas e partos com tradutores que integram a equipe médica, aponta o hospital.
“Em alguns casos, quando o paciente não traz tradutor, às vezes com o inglês é possível porque é o idioma mais universal. Muitos têm um bom conhecimento, mas há alguns pacientes que têm um conhecimento mais limitado e nesses casos recorremos a aplicativos de celular, com os quais se consegue uma comunicação aceitável, digamos assim”, explica o Dr. Manrique.
“É porque é um país onde o visto não é exigido. É um país muito livre”, diz Hanna Shaforostova, uma refugiada ucraniana de 28 anos que chegou ao país há oito anos e que, há alguns meses, ajuda mães russas que querem se estabelecer no país.
“Nunca pensei que moraria na América Latina. É muito, muito longe da Rússia“, diz Sviatoslav, que trabalha remotamente para uma empresa francesa e é casado com Vera.
Eles moravam em Moscou, têm dois filhos e estavam construindo sua casa lá. Mas pouco antes da chegada do último filho, Daniel, decidiram vir para a Argentina para que ele nascesse neste país latino-americano.
“Eu acho que é como outra vida. Eu não sabia o que iria acontecer na Rússia no próximo ano ou nos próximos cinco anos. Coisas realmente terríveis estão acontecendo na Ucrânia e outras na Rússia. Então, não tenho certeza se será um bom país para se viver nos próximos dez anos ou algo assim”, explica enquanto caminha com os filhos por um parque no bairro de Palermo.
“As pessoas são muito mais abertas aqui”, diz ele, acrescentando: “Era raro ver pessoas praticando esportes ou ioga nos parques. Não temos isso em Moscou”.

Existem várias razões pelas quais os russos acham a Argentina atrativa: é um dos poucos países onde atualmente podem entrar sem visto e solicitar residência legal, o que lhes permitirá tornar-se cidadãos argentinos após dois anos de residência.
O passaporte argentino também permite a entrada em mais de 170 países sem visto, muitos dos quais atualmente fechados para russos devido a sanções relacionadas à guerra na Ucrânia.
Além disso, para quem quer ser pai ou mãe, há outros motivos: seus filhos são automaticamente argentinos só porque nasceram no país e destacam a alta qualidade do atendimento médico para gestantes, que é muito mais barato do que em outros países, ou mesmo gratuita nos hospitais públicos.
“Lembremo-nos de que não é o mais comum uma mãe no terceiro trimestre de gravidez deixar o seu lugar, a sua família, o seu negócio, os seus pertences, a sua zona de conforto para ir para outro país dar à luz. Então, para nós, da obstetrícia é um boom, é uma coisa nova”, sustenta Manrique.
“Uma mulher que deu à luz na Rússia nunca mais vai querer ter um filho na Rússia, por quê? Porque eles os tratam muito mal, eles dizem para você não gritar, deitar, não andar, eles não dão condições para um bom parto e aqui elas têm tudo para ter um bom parto”, diz Shaforostova, que diz que na Ucrânia não é um tratamento muito diferente.
Ela, que se casou na Argentina e tem dois filhos, recebe a cada dia mais perguntas de russas que querem ter filhos na Argentina e se estabelecer no país: entre 40 ou 50 por dia. “Recebo ligações e mensagens o dia todo. Recebo muitas perguntas”, diz.
A economia também pesa: a vida em geral na Argentina é mais barata que na Rússia, principalmente para quem ganha em rublos ou dólares, e as agências que ajudam as mulheres russas a se estabelecerem no país afirmam que um parto em uma clínica privada Argentina é muito mais barato do que em outros países da região.
“O hospital era muito bom. Muito melhor e muito mais barato que na Rússia”, diz Sviatoslav. A mulher, Vera, deu à luz um filho em Moscou e outro em Buenos Aires e mostra as fotos da comida que lhe foi entregue nos dois lugares: a da clínica de Buenos Aires é bem mais farta e parece um prato de restaurante.

A não discriminação é outro dos pontos que os russos destacam na Argentina: “É um país muito amigo dos imigrantes”, diz Sviatoslav.
“Nunca sofremos discriminação. É um negócio espetacular. Os russos que chegam ficam surpresos com a forma como são tratados aqui”, acrescenta Shaforostova.
A liberdade é outro ponto que, dizem, pesa. E muito.
“Muita gente disse: ‘E por que os russos não saem às ruas para dizer que são contra a guerra?’ Não podem. Conheço casos em que a polícia estava entrando nos apartamentos. Não se pode falar mal de Putin”, afirma Shaforostova categoricamente.
Víctor Feshchenko, que chegou a Buenos Aires no final de dezembro, confirma isso. “Não sou ativista, mas participei de algumas passeatas. Mas em dois grandes protestos, a polícia foi à casa dos meus pais e me alertou para não ir a essas manifestações”.
Por isso nem todo mundo vem para ter filhos ou porque é fácil obter um passaporte argentino.
“Não estávamos pensando em ter um filho para nos legalizar na Argentina ou receber a nacionalidade argentina. Não, só queremos um filho e o queremos onde estamos. Como é a Argentina, possivelmente vamos ter um filho aqui”, afirma ela com um espanhol bastante claro, aprendido nos anos de universidade em Moscou.
Feshchenko e Lisa originalmente moravam em Moscou. Mas quando a guerra começou, eles decidiram deixar a Rússia e finalmente chegaram a Buenos Aires em dezembro.
“Quando a guerra começou, dissemos a nós mesmos que não poderíamos estar no país que começou o conflito e que mata nossos vizinhos. Morrem as pessoas do país de quem gostamos muito e onde passamos dias de nossas vidas e decidimos que não queríamos ajudar a economia da Rússia com nossos impostos”, diz.
Por isso, primeiro foram para a Geórgia, país vizinho para o qual não precisavam de visto. Mas vendo que a guerra continuava, começaram a procurar outras opções: não queriam estar num país próximo da Rússia porque os consideram instáveis e a Europa, devido às sanções impostas, está fechada aos russos.
“E é por isso que decidimos procurar algo na América Latina e nossos amigos vieram para a Argentina em julho para trabalhar. Eles trabalham remotamente para a Rússia. E eles nos disseram que a Argentina é um bom país e está tudo bem aqui, exceto na economia”, explica Feshchenko.

Embora trabalhem remotamente para a Rússia, o que lhes garante um bom salário para os padrões argentinos, é difícil juntar dinheiro.
“Os problemas da economia argentina, combinados com problemas de sanções contra a Rússia, são um coquetel muito sério”, diz ele rindo.
Devido às restrições cambiais argentinas, o uso de cartão de crédito é desvantajoso para estrangeiros. É conveniente para eles trocar seus dólares no mercado informal ou receber cheques, que são liquidados a uma taxa semelhante.
“Enviamos o dinheiro da Rússia para a Geórgia, onde temos nossos cartões. Da Geórgia mandamos para outros países europeus ou para os Estados Unidos a nossos amigos ou parentes e eles nos mandam de seus países para a Argentina”, explica.
Sviatoslav também usa criptomoedas. “Para trazer o dinheiro para cá há duas maneiras: se você tiver uma carteira de criptomoedas ou se tiver algum amigo que mora em outro país e pode trazer o dinheiro ou usar a Western Union”.
Apesar das complicações, a mudança os ajuda. “Os preços são baixos se compararmos com Moscou e é por isso que podemos viver bem aqui com nossos salários. Não como os milionários, mas podemos viver bem”, diz Feshchenko.
Aos poucos, os russos recém-chegados vão se adaptando à vida na Argentina e, principalmente, aprendendo o idioma, um de seus principais desafios. Mas também estão formando sua comunidade: só em um grupo do Telegram são mais de 3.700 pessoas que compartilham suas dúvidas e experiências no país.
“Cresceu muito”, diz Shaforostova, e antecipa: “Em fevereiro vai explodir porque vai vir muito mais gente. Já estão me ligando para vir em fevereiro. É muita gente”.
Créditos: CNN Brasil.

Foto: Reprodução.
Um par de tênis brancos, captado pelas câmeras do circuito interno da discoteca Sutton, de Barcelona, tornou-se fundamental no caso Daniel Alves. O lateral-direito é acusado de agressão sexual por uma mulher de 23 anos. Ele está preso provisoriamente desde 20 de janeiro.
O par de tênis é importante porque seria a prova de que o brasileiro estava na porta do banheiro da área VIP em que a denunciante afirma que foi estuprada e agredida por ele.
A mulher que acusa Daniel Alves disse em depoimento à Justiça que foi chamada por ele para o local, sem saber que se tratava de um lavabo.
A defesa do jogador alega, em recurso apresentado na segunda-feira, que ele entrou no banheiro 1min36s antes da mulher, e que ela foi até o local por vontade própria. O UOL teve acesso ao documento em que o advogado Cristóbal Martell também diz que foi a denunciante que abriu e fechou a porta do banheiro. “As imagens falam por si só. Foi assim”, escreve Martell.
A imagem seria suficiente, segundo uma fonte ouvida pelo UOL, para desmentir o depoimento de Daniel Alves e as alegações do recurso. No documento, a defesa afirma que “a denunciante vai até a porta e entra sem que Daniel Alves indique o caminho ou abra a porta”. No vídeo, segundo a mesma fonte, é possível ver o par de tênis ao lado da entrada do banheiro.
Segundo o jornal espanhol La Vanguardia, a defesa do brasileiro alega que o par de tênis pertence a outro cliente e está refletido por um espelho. Na semana que vem, será feita uma perícia do vídeo, na tentativa de identificar se eles seriam de Daniel Alves ou fruto de uma ilusão de ótica pelo reflexo.
De acordo com as imagens, Daniel Alves e a denunciante ficaram 16 minutos no banheiro da discoteca. Por questões de privacidade, não há câmeras no interior do local.
A mulher de 23 de anos disse em seus depoimentos -à polícia e à juíza- que não sabia que o local onde entrou com o jogador era um banheiro. Ela afirmou que, ao perceber que se tratava de um banheiro, tentou sair, mas foi impedida por ele.
Em seus depoimentos à Justiça na sexta-feira (3), uma amiga e uma prima da denunciante, que estavam com ela no dia 31 de dezembro na discoteca, também disseram que não sabiam que a área VIP tinha um banheiro privado.
Uma delas afirmou em seu depoimento que pensou tratar-se de um fumódromo. A outra disse que, quando precisou ir ao banheiro, saiu da área VIP e foi ao lavabo de uma das pistas da discoteca.
Créditos: UOL.

O governo de Hong Kong anunciou planos para distribuir 500 mil passagens aéreas gratuitas como parte dos esforços para reviver sua indústria do turismo e atrair visitantes de volta à cidade.
A iniciativa “Hello Hong Kong” foi lançada na quinta-feira (2), mas está em andamento há mais de dois anos.
As passagens serão distribuídas entre as três companhias aéreas da cidade – Cathay Pacific, HK Express e Hongkong Airlines. Os 500 mil tickets custaram à cidade cerca de US$ 254,8 milhões no total.
Os turistas que desejam viajar para Hong Kong podem visitar a página inicial do World of Winners a partir de 1º de março para inserir seus nomes na loteria de passagens aéreas.
Os ingressos serão distribuídos em três etapas: a partir de 1º de março para pessoas do Sudeste Asiático, de 1º de abril para pessoas que vivem na China continental e de 1º de maio para residentes no resto do mundo.
A população local também podem entrar em ação. A partir de 1º de julho, algumas passagens aéreas serão distribuídas aos habitantes de Hong Kong ansiosos por uma chance de compensar o tempo de viagem perdido.
Quem já esteve em Hong Kong antes encontrará uma cidade diferente daquela de que se lembra.
Algumas atrações locais amadas, como o restaurante flutuante Jumbo Kingdom, fecharam permanentemente. Outros, como o famoso Peak Tram, passaram por uma reformulação durante a pandemia.
Hong Kong foi lenta e cautelosa em sua abordagem à pandemia de Covid-19.
A cidade começou a cancelar eventos presenciais em janeiro de 2020, quando os primeiros casos de pacientes com sintomas de uma nova doença semelhante à gripe foram relatados em Wuhan, na China.
Viajar para dentro e fora de Hong Kong foi desafiador e caro durante a pandemia. Quarentenas rígidas, que chegaram a 21 dias de isolamento, e requisitos para vários testes de diagnóstico molecular (PCR) mantiveram a maioria dos viajantes distantes.
Essas quarentenas eram oferecidas em hotéis e pagas pelos viajantes. Aqueles que testaram positivo para o vírus na chegada foram enviados para instalações do governo. A entrada na cidade era restrita aos residentes de Hong Kong.
Um grupo do Facebook com mais de 30 mil membros ajudou os habitantes de Hong Kong a apoiar uns aos outros durante o período desafiador, com alguns membros compartilhando entregas de comida, dando conselhos sobre como lidar com a solidão e trocando dicas de exercícios.
Antes da pandemia, Hong Kong recebia 56 milhões de visitantes em um ano típico. Em 2022, esse número caiu para cerca de 100 mil.
E não eram apenas os turistas estrangeiros que se afastavam. O centro financeiro experimentou sua maior queda populacional desde 1961, caindo 1,6%.
Quando o executivo-chefe da cidade, John Lee, anunciou em setembro de 2022 que as quarentenas terminariam, alguns temeram que pudesse ser tarde demais.
Créditos: CNN Brasil.

Foto: Reprodução.
O preço médio da gasolina subiu 3% nos postos do país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicados na sexta-feira 3. Na média nacional, o litro do combustível é vendido a R$ 5,12.
Na última semana, a gasolina passou a ser vendida por R$ 3,31 por litro, da refinaria às distribuidoras, depois do anúncio da Petrobras em aumentar R$ 0,23 no preço de origem.
Ainda segundo relatório da ANP, o estado com valor mais alto é o Ceará, onde o combustível é vendido a R$ 5,61. Por outro lado, o combustível no Amapá é o mais barato: R$ 4,79 por litro.
Segundo a esteira do aumento, o Etanol Hidratado subiu 1% nas bombas, ficando em R$ 3,89 o litro. Com variação entre R$ 3,55 e R$ 5,24, o combustível compete com a gasolina na categoria flex.
O diesel S10, mais comum no país devido ao menor teor de enxofre, permaneceu estável com variação passando de R$ 6,38 para R$ 6,39.
O gás liquefeito de petróleo (GNV), ou gás de cozinha, também teve aumento tímido de 0,2%. fechando a semana em R$ 108,20 no levantamento nacional.
Créditos: Revista Oeste.