Apelidado de “hormônio do estresse”, cortisol prepara o organismo para situações do cotidiano e regula o sistema imunológico. Especialistas alertam para uma grande busca por exames que detectam os níveis de cortisol no sangue e para diagnósticos errados em cima dos resultados.
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Nas redes sociais, culpar o cortisol por exaustão ou estresse é tema recorrente — Foto: Reprodução/Twitter
O cortisol é um hormônio que entra em cena para preparar o organismo para o que provavelmente está por vir. Ele estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos, acelera os batimentos cardíacos e aumenta a produção de glicose para alertar o corpo em caso de uma emergência.
Por causa da sua ação de defesa frente a situações consideradas estressantes, como um acidente, uma cirurgia ou um assalto, o cortisol é mais conhecido por outro nome: “hormônio do estresse“. Apesar de popular, a nomenclatura tem gerado uma falsa interpretação do cortisol.
Nas redes sociais, o que mais se vê são relatos do tipo “acabei com meu estoque de cortisol hoje” – para justificar uma exaustão no fim do dia – ou “não é nem meio-dia e meu cortisol está nas alturas” – para explicar uma situação ruim vivida no começo da manhã. Tem até quem deseja eliminar o cortisol do corpo na tentativa de eliminar o estresse da mente.
Tudo isso está errado. Médicos endocrinologistas ouvidos pelo g1 afirmam que o cortisol não é a causa, mas a consequência. O aumento do cortisol não deixa você mais estressado e a diminuição dele não te deixa mais cansado. Porque:
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Localizadas acima dos rins, as glândulas suprarrenais são responsáveis pela produção do cortisol — Foto: Endocrine Society/Reprodução
“Não há como saber a partir de que intensidade de estresse psicológico e emocional ocorre uma maior ou menor liberação de cortisol. A liberação pode ser uma consequência do estresse, que é desencadeado por outro motivo e que estimula a produção do cortisol”, disse Madson Queiroz de Almeida, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
Especialistas alertam para uma grande busca por exames que detectam os níveis de cortisol no sangue e diagnósticos errados em cima dos resultados. O mais comum é a fadiga adrenal, usada para explicar um conjunto de sintomas que ocorrem em pessoas sob estresse mental, físico ou emocional a longo prazo. Não há provas científicas de que a fadiga adrenal seja uma doença.
“Quando o organismo está funcionando direito, o esperado é que, diante de uma situação de estresse, a gente realmente consiga produzir cortisol em quantidades suficientes para enfrentar aquela ocasião. É a reação natural do organismo”, afirmou Roberto Zagury, endocrinologista do Laboratório de Performance Humana (LPH).
Abaixo, nesta reportagem, entenda os seguintes pontos:
O cortisol é liberado no organismo a partir de um trabalho conjunto que envolve o hipotálamo e a hipófise, localizados no cérebro, e as glândulas suprarrenais (ou adrenais), onde é produzido.
“É um hormônio do tipo luta ou fuga”, explicou o endocrinologista Roberto Zagury. “A sua suprarrenal percebe isso e produz bastante cortisol e vários outros hormônios. Todos eles vão preparar o nosso corpo para sair correndo ou para entrar em embate”, disse.
“É justamente o que o organismo precisa naquele momento. A quantidade de cortisol liberada é condizente com as circunstâncias”, afirmou Zagury.
Ou seja: não significa que, em um momento de estresse, o corpo irá receber uma grande quantidade de hormônio. No caso do cortisol, os níveis variam ao longo do dia. Geralmente, são mais elevados nas primeiras horas do dia e mais baixos à noite.
O fluxo regular e harmonioso do cortisol traz uma série de benefícios para o funcionamento do corpo, além de ser vital para a defesa do organismo turbinando o sistema imunológico. O hormônio ainda ajuda a regular o metabolismo e na manutenção da pressão arterial.
Cortisol: como o corpo reage ao estresse — Foto: Wagner Magalhães/Arte g1
O aumento ou a diminuição da produção de cortisol podem estar associados a duas doenças, que atingem as partes do corpo envolvidas na produção e liberação do hormônio.
⬆️ A Síndrome de Cushing é provocada pela exposição prolongada a níveis elevados de corticoides. Isso pode acontecer a partir de um tumor na hipófise, que estimula a produção de cortisol além do planejado, ou por uso excessivo de medicamentos corticoides. A doença causa acúmulo de gordura no abdômen e no rosto, já braços e pernas ficam finos e há fraqueza muscular.
⬇️ A insuficiência adrenal é uma doença rara, autoimune, e que causa danos às glândulas suprarrenais. A inflamação atrapalha a produção de cortisol e causa diminuição no hormônio. A pessoa tem cansaço fácil, perda de peso não intencional, redução da libido sexual, desejo por alimentos salgados e alterações na cor da pele.
Diante desses sintomas, é importante buscar ajuda médica para buscar o diagnóstico correto.
💥 A liberação do cortisol aumenta em situações de estresse no trabalho, no trânsito ou em casa? Sim. É um fluxo normal, de defesa do corpo. O que não é normal é ficar sob estresse o tempo todo – isso pode causar problemas de saúde.
“Existem hipóteses de que depressão e estresse crônico a longo prazo gerem um estímulo constante para aumentar a secreção de cortisol. Mas o ponto é que esse aumento não se traduz em uma doença. Provavelmente, a longo prazo, não faça bem para a saúde mental, haja aumento no risco cardíaco, mas são hipóteses”, explicou o endocrinologista Madson Queiroz de Almeida.
Existem exames que medem o nível de cortisol no corpo. O mais comum é o de sangue, feito em laboratórios de análises clínicas. Em geral, o exame sozinho não deve ser usado para diagnósticos. É necessário fazer outros exames e testes de estímulo para chegar a uma definição precisa.
Segundo o endocrinologista Madson Queiroz de Almeida, o nível de cortisol em indivíduos saudáveis varia de 6 até 20 mcg/dL (a medida usada é micrograma por decilitro de soro ou plasma).
“O cortisol pode vir 7 no exame e, apesar de ser um número baixo, pode não representar nada”, disse o médico.
Medir o cortisol em laboratório também não serve para medir o nível de estresse que você se encontra naquele momento.
“O exame de sangue para cortisol temindicações específicas. Mas ele não mede o nível de estresse que você está submetido. Isso pode ser medido com uma boa conversa com seu médico. Atualmente, as pessoas não avaliam adequadamente os seus pacientes e substituem isso por toneladas de exames”, afirmou o endocrinologista Roberto Zagury.
Fadiga adrenal é uma condição que não existe, segundo a ciência. Mas a “doença” tem aparecido cada vez mais como a causa de cansaço extremo e estresse elevado – e a culpa seria do cortisol.
Segundo a teoria, não comprovada cientificamente, as glândulas suprarrenais, que produzem esse e outros hormônios, não conseguiriam atender às necessidades do corpo de pessoas que enfrentam estresse a longo prazo.
Não há nenhum teste que detecte a fadiga adrenal, segundo Endocrine Society, uma das organizações médicas mais respeitadas do mundo. A pessoa é diagnosticada com a falsa doença com base apenas nos sintomas. Segundo especialistas, isso pode ocultar a verdadeira doença da pessoa e levar ao tratamento errado, causando outros problemas de saúde.
Entre eles, está o uso sem indicação de medicamentos corticoides para aumentar o nível de cortisol. “Se você indica isso para quem não precisa, a pessoa pode ficar exposta aos riscos que os corticoides trazem, como aumento de peso, retenção de líquido e aumento da glicose”, afirma Almeida. Nesses casos, não se deve parar de tomar os remédios de forma abrupta e buscar ajuda médica.
Aqui, a ciência assina embaixo: fazer mudanças no estilo de vida podem ajudar a controlar o impacto que o estresse provoca no organismo, de acordo com os médicos. Entre elas, estão:
“Às vezes, seu problema de saúde é seu próprio estilo de vida”, disse o endocrinologista Roberto Zagury. “Não há nada que você possa fazer, do ponto de vista de estilo de vida, que vai fazer a sua suprarrenal parar de funcionar. E que bom, né?”, afirmou.
Informações G1
Trabalho de conservação foi realizado pelo Projeto Extramuros. Obra será devolvida à comunidade de Cipotânea, na Zona da Mata, no dia 19 de abril.
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Escultura de São Francisco de Assis restaurada — Foto: Cláudio Nadalin/ Cecor
A escultura de São Francisco de Assis, da Capela de Bom Jesus da Paciência, distrito de Cipotânea, na Zona da Mata mineira, foi restaurada e será devolvida à comunidade na próxima quarta-feira (19).
O trabalho de restauração foi realizado pelo Projeto Extramuros, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além dos reparos, foram desenvolvidas pesquisas que concluíram que a cabeça da escultura foi criada por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
A obra estava guardada em uma sala no subsolo da casa paroquial, em Cipotânea, e foi levada para o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais (Cecor), da Escola de Belas Artes da UFMG, em 2016. Ela foi escolhida para a restauração justamente por causa da possibilidade de atribuição a Aleijadinho – não há nenhuma documentação sobre origem e autoria.
A imagem chegou ao Cecor vestida com uma túnica preta, um cordão de fibra natural amarrado à cintura, um terço preto pendurado no pescoço, um resplendor na cabeça e uma caveira na mão. Apoiada em uma base, a peça tem altura total de 127 cm e pesa 16,10 kg.
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Imagem de São Francisco de Assis antes e depois da restauração no Cecor/ UFMG — Foto: Cláudio Nadalin/ Cecor
No trabalho de restauração, foram removidas duas camadas de repintura que descaracterizavam a obra. Também foi necessário desmontar a escultura para restaurar as articulações, que estavam emperradas e com pinos quebrados. O resultado final valorizou os traços de Aleijadinho na cabeça, e toda a obra ficou em um mesmo momento histórico.
“Essa peça estava totalmente esquecida, e nós conseguimos com esse processo de restauração recuperar todos os atributos de uma peça que, além de ter uma importância histórica muito grande, por ser de autoria do Aleijadinho, tem importância artística por sua beleza e um aspecto devocional muito importante”, afirmou o promotor de Justiça da Coordenadoria de Patrimônio Cultural do MPMG Marcelo Maffra.
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Imagem de São Francisco de Assis antes e depois da restauração — Foto: Cláudio Nadalin/ Cecor
Para a investigação de autoria, os pesquisadores compararam as características da imagem de São Francisco de Assis com obras documentadas de Aleijadinho.
Eles também consideraram documentos que comprovam que o artista esteve em Rio Espera de 1790 a, possivelmente, 1792, trabalhando no retábulo da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto – a cidade de Rio Espera já foi responsável administrativamente por Cipotânea.
“Pode-se concluir, pelo exposto neste documento, que a cabeça da escultura São Francisco Penitente, de Cipotânea, possui todos os estilemas do mestre, portanto é atribuída a Antonio Francisco Lisboa – O Aleijadinho”, diz um trecho do relatório do Cecor.
A escultura restaurada de São Francisco de Assis será entregue à Igreja Matriz de Cipotânea, onde poderá ser visitada por fiéis.
Informações G1
Ação contra as companhias responsáveis pelo navio quer ressarcimento por danos ambientais, operacionais e morais. Embarcação foi rebocada durante meses no litoral, até ser afundada.
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Porta-aviões aposentado São Paulo — Foto: Reuters
A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal contra quatro empresas pelo abandono do porta-aviões desativado São Paulo no litoral de Pernambuco. A instituição pede que elas sejam obrigadas a pagar R$ 322 milhões por “danos ambientais, operacionais e morais”.
No dia 3 de fevereiro, o casco do navio foi afundado pela Marinha a 350 quilômetros da costa de Pernambuco, após passar meses vagando no mar.
O naufrágio da embarcação, que continha substâncias tóxicas como o amianto, pode gerar sérios impactos ao meio ambiente, segundo especialistas.
A ação, protocolada na sexta (14) na Justiça Federal de Pernambuco, tem como alvo as seguintes empresas:
⏯️ Sök, companhia turca que adquiriu o navio do governo brasileiro;
⏯️ MSK, que fazia o transporte da embarcação para a Turquia;
⏯️ Oceans Prime Offshore Agenciamento Marítimo, a exportadora nacional do porta-aviões;
⏯️ Thomas Miller Specialty, empresa britânica responsável pelo seguro P&I (Proteção e Indenização, em inglês), que cobria os riscos do transporte.
Procuradas, a Sök e a MSK disseram que, “por enquanto”, não vão se pronunciar.
O g1 também entrou em contato com a Oceans Prime e a Thomas Miller, mas, até a publicação da reportagem, não obteve retorno.
Segundo a AGU, o valor de R$ 322 milhões que as empresas devem arcar incluem:
🔃 compensação pelos danos ambientais causados a partir da exposição, na natureza, dos materiais tóxicos presentes no navio, calculada em R$ 177,8 milhões;
🔃 os gastos da Marinha com a operação de manutenção e afundamento do navio, calculados em R$ 37,2 milhões;
🔃 dano moral coletivo, estimado em R$ 107,5 milhões – valor que corresponde à metade da quantia cobrada pelos danos ambientais e operacionais (R$ 215 milhões).
Ainda de acordo com a AGU, que representa o governo federal, caso o pedido seja acatado pela Justiça, o montante deve ser destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos para custear medidas de proteção ao ambiente marinho.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o navio não transportava carga tóxica, mas os materiais perigosos faziam parte “indissociável” de sua estrutura.
Um desses materiais é o amianto, uma fibra mineral considerada tóxica, proibida em mais de 60 países.
A AGU afirma na ação que o afundamento do porta-aviões “foi provocado” pelas ações e omissões das companhias citadas.
Segundo a instituição, quando adquiriu o navio, a Sök assumiu o compromisso de dar a destinação correta ao casco da embarcação, mas não conseguiu autorização do governo da Turquia para entrar no país asiático com o material náutico.
Ainda de acordo com a instituição, na tentativa de trazer o porta-aviões de volta ao Brasil para fazer os reparos na embarcação de forma segura, a empresa falhou em atender às exigências da Marinha para atracar o navio no país.
O documento cita “inconsistências” identificadas na documentação apresentada pelas empresas, como “a necessidade de uma inspeção subaquática detalhada que permita aferir real extensão de avarias e as providências a serem adotadas para garantir que o casco não oferecesse risco à navegação”.
Outra inconsistência mencionada no texto foi a falta do seguro P&I (Protection and Indemnity Insurance, ou “seguro de proteção e indenização”, em inglês), que, de acordo com a AGU, não foi renovado pela seguradora Thomas Miller Specialty.
No dia 25 de fevereiro, a organização não-governamental Instituto BiomaBrasil também ingressou com uma ação civil pública pelo naufrágio do antigo porta-aviões São Paulo.
A entidade notificou não apenas as empresas Sök e MSK, como também a Marinha e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pelo afundamento do navio que continha materiais tóxicos.
Na ação, a organização pede que sejam tomadas medidas de mitigação para conter os danos ambientais provocados pelo naufrágio do navio.
Ao g1, a Justiça Federal de Pernambuco informou que o processo segue tramitando no Judiciário e, até o momento, não foi publicada qualquer decisão sobre o caso.
O g1 questionou a AGU sobre a responsabilização da Marinha e do Ibama nos episódios que culminaram no naufrágio da embarcação.
Por meio de nota, a instituição respondeu que os órgãos federais não são partes legítimas “para figurar no polo passivo” da ação, porque “atuaram no episódio rigorosamente conforme as normas que disciplinam o assunto”.
➡️ O São Paulo era o único porta-aviões da Marinha brasileira, até ser desativado;
➡️ Ele foi vendido num leilão, em 2021, para a empresa turca Sök, por R$ 10 milhões;
➡️ O navio desativado começou a ser rebocado em agosto de 2022, saindo do Rio de Janeiro em direção a Turquia, onde seria desmanchado de forma ecologicamente correta;
➡️ Quando a embarcação se aproximava do Mar Mediterrâneo, a Turquia revogou a concessão de atracação e o antigo porta-aviões foi trazido de volta para o Brasil;
➡️ Os proprietários queriam que o navio desativado atracasse no Porto de Suape, no Grande Recife, mas o governo de Pernambuco negou o acesso, alegando riscos ambientais e à segurança portuária;
➡️ Em novembro de 2022, a Justiça Federal proibiu a atracação em portos brasileiros e o navio ficou vagando próximo ao litoral de Pernambuco até o dia 20 de janeiro de 2023;
➡️ A Marinha assumiu o controle da operação, depois que a MSK – que transportava o navio desativado – ameaçou abandoná-lo no oceano;
➡️ A Marinha do Brasil rebocou o navio desativado para longe do litoral e afundou a embarcação no início de fevereiro.
Informações G1
Presidente brasileiro também afirmou que o país invadido tem interesse na guerra

Na noite da sexta-feira 14, na saída de um hotel em Pequim, na China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a seguinte afirmação em uma entrevista coletiva: “É preciso que os Estados Unidos parem de incentivar a guerra [Rússia contra Ucrânia] e comecem a falar em paz”.
O presidente brasileiro, que se dirigia ao aeroporto rumo aos Emirados Árabes, também disse que a China tem um papel muito importante para o fim do conflito. E responsabilizou a União Europeia (UE) pela continuação do confronto.
Segundo Lula, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem interesse na guerra. “É preciso que a União Europeia comece a falar em paz, para que a gente possa convencer o Putin e o Zelensky de que a paz interessa a todo mundo”, disse. “A guerra só tá interessando, por enquanto, aos dois.”
Não é a primeira vez que Lula se manifesta sobre o conflito no Leste Europeu. No começo do mês, o petista sugeriu que a Ucrânia deixasse a Rússia ficar com a Península da Crimeia, anexada pelos russos em 2014, para acabar com a guerra. A Ucrânia negou a sugestão do presidente brasileiro.
Informações Revista Oeste
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Sampaoli comandou o Sevilla até março deste ano — Foto: Reuters
O Flamengo tem novo técnico. O clube anunciou na noite desta sexta-feira, em suas redes sociais, o acordo com o argentino Jorge Sampaoli, até o fim de 2024. O treinador está na Espanha, onde resolvia sua saída do Sevilla, e deve chegar ao Rio ainda neste fim de semana.
André Rizek prevê 2023 difícil para o Fla: “Larga quatro meses atrás da concorrência”
No início da noite desta sexta-feira, o ge antecipou que o Flamengo havia encaminhado um acordo com o o treinador. O nome virou consenso entre os dirigentes rubro-negros após os resultados recentes e a incerteza pelo futuro de Jorge Jesus.
O movimento é uma mudança na postura de espera por Jorge Jesus. Mesmo sem unanimidade interna, o Fla deu uma semana para definir o futuro com o Mister, prazo que dependia de uma avaliação de risco. Após a derrota para o Maringá, na última quinta-feira, pela Copa do Brasil, a diretoria decidiu seguir em frente.
Jorge Sampaoli é argentino, mas começou o sucesso no futebol no Chile, a partir de 2011, quando conquistou a Copa Sul-Americana com a Universidad do Chile – na campanha, eliminou o Flamengo nas oitavas de final com direito a uma goleada por 4 a 0 no Rio de Janeiro.
Maringá 2 x 0 Flamengo – Melhores momentos – Terceira fase da Copa do Brasil 2023
Em 2012, assumiu o comando da seleção chilena e conquistou em 2015 a primeira Copa América da história do país. Em 2016, teve a primeira chance na Europa, no comando do Sevilla. A passagem foi rápida, e o destino seguinte foi a seleção da Argentina.
Na Gávea, o treinador é credenciado pelo estilo de jogo, a experiência no futebol brasileiro e o entusiasmo do presidente Rodolfo Landim. Em 2019, no comando do Santos, ele foi o maior desafiante do Flamengo de Jorge Jesus e terminou o Brasileirão na vice-liderança. No ano seguinte, levou o Galo ao terceiro lugar.
Flamengo desembarca com protestos após derrota para o Maringá pela Copa do Brasil
Os resultados positivos no Brasil o levaram de volta à Europa. Primeiro ao Olympique de Marselha, da França, onde ficou por pouco mais de uma temporada, teve bons números e pediu demissão após desentendimento com a diretoria. O último trabalho foi uma volta ao Sevilla, mas a passagem durou apenas cinco meses. Ameaçado de rebaixamento, o clube demitiu Sampaoli no dia 21 de março.
Desde a demissão de Vítor Pereira, o Flamengo definiu dois focos: o sonho por Jorge Jesus e a chance factível de contratar Sampaoli. Pela idolatria, o português levou preferência inicialmente, mas o clube estava ciente da postura do treinador e da dificuldade em conciliar prazos.
O Mister tem contrato com o Fenerbahçe até o fim de maio. Nas primeiras conversas, o português não se mostrou solícito para abandonar o clube turco na reta final da temporada por lá. A equipe está na briga pela copa e pelo campeonato nacionais. Pelo lado rubro-negro, a espera até junho sempre foi avaliada como improvável.
Veja o áudio vazado de Jorge Jesus
Por isso, o Fla fez a primeira proposta ao Mister, mas manteve o alternativa argentina no radar, com contatos iniciais. Na quinta-feira, vazou áudio em que Jesus admitia o contato com a diretoria rubro-negra e dizia que pediu para o clube esperar o fim de seu contrato na Turquia.
Na Gávea, parte da ala política defendia desde o início da semana o avanço por Sampaoli como prioridade, até pelas condições. O que acabou se concretizando.
Informações GE

foto: Pixabay
Com o avanço da tecnologia, as formas de infidelidade também se atualizaram. Hoje existe até a traição pelo WhatsApp. Confira alguns sinais de que seu parceiro possa estar escondendo um caso virtual pelo aplicativo de mensagens.
O primeiro sinal da traição pelo WhatsApp é o mais óbvio de todos. Mensagens estranhas com palavras de afeto de pessoas desconhecidas pode ser um mau presságio. Conversas cheias de códigos ou em contextos fora do comum também devem ser suspeitas.
Outro sinal de traição pelo WhatsApp está na importância que o aplicativo ganhou no dia a dia. Se o seu parceiro não sai do app e toda hora chega uma nova notificação, abra o olho.
Antes era comum que ele deixasse você olhar as mensagens ou que as lesse próximo a você no sofá, por exemplo, mas agora isso mudou? Repare se ele faz questão de esconder as conversas e nunca mais abre o app na sua frente ou se ele fica estranho quando precisa mexer nas conversas.
Um aspecto a ser levado em consideração é a rotina de sono. Quando a pessoa resolve ficar acordada até mais tarde, sem nunca ter feito isso antes, é porque algo mudou. O problema é que essa mudança pode ser a de uma traição pelo WhatsApp.
Por fim, uma traição pelo WhatsApp ou fora dele sempre envolve segredos. Caso a pessoa não deixa você ler as mensagens, coloque senha e várias etapas de segurança, tome cuidado. Principalmente quando nada disso existia anteriormente.
Embora os sinais acima possam ser indícios de uma traição pelo WhatsApp, não é possível ter certeza do fato. Sempre aposte no diálogo e respeite a privacidade da outra pessoa.
Caso o relacionamento fique muito abalado ou você não se sinta mais feliz e confortável depois das conversas e das tentativas de apaziguamento, trabalhe sua autoestima e procure o que lhe faz bem.

Foto: Reprodução
O Flamengo desistiu de Jorge Jesus e encaminhou acerto com o técnico Jorge Sampaoli.
O Flamengo encaminhou o acerto com o técnico Jorge Sampaoli hoje (14), horas depois da decepcionante derrota para o Maringá, por 2 a 0, pela Copa do Brasil. A informação inicial foi dada pelo “ge”.
O Rubro-Negro desistiu de esperar cerca de um mês e meio por Jorge Jesus.
A incerteza sobre Jesus, o tempo de espera e a atuação muito ruim contra o Maringá aceleraram a busca por Sampaoli.
Sampaoli deixa a cidade espanhola de Sevilla amanhã (15) e é aguardado no Rio de Janeiro entre este sábado e domingo (16).
O Flamengo chegou a conversar por telefone com Jorge Jesus.
Um áudio de Jorge Jesus foi vazado onde português manifesta o interesse em retornar para o Flamengo.
Jesus também manifesta, na gravação, o desejo de que o Flamengo o espere após o término do Campeonato Turco e da Copa da Turquia.
Informações TBN

Foto: Divulgação/Grupo Petrópolis
Empresa informou que está em crise há 18 meses
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou, na quinta-feira 13, o pedido de recuperação judicial do Grupo Petrópolis. A decisão é da juíza Elisabete Longobard, da 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
A companhia afirma ter dívidas que chegam a R$ 4,2 bilhões. Desse total, R$ 2 bilhões fazem parte do déficit observado em operações financeiras e R$ 2,2 bilhões dizem respeito a dívidas com fornecedores e terceiros, de acordo com o pedido encaminhado à Justiça.
O Grupo Petrópolis afirma estar em crise há mais de um ano — 18 meses no total —, em decorrência da queda do volume de vendas que ocorre desde 2021. A produção da cervejaria também teve forte redução, passando de pouco mais de 31 milhões de hectolitros de bebida vendidos em 2020 para 24 milhões em 2022.
Outro ponto destacado pelo Grupo Petrópolis está no aumento da taxa Selic, hoje em 13,75%, que gera um impacto de aproximadamente R$ 395 milhões por ano no fluxo de caixa da empresa.
A Cervejaria Petrópolis, dona de marcas como Itaipava e Crystal, afirmou que conseguiu a penhora de R$ 70 milhões contra o Banco Santander. A medida ocorreu no âmbito da recuperação judicial da fabricante de bebidas.
Em um comunicado à imprensa, a Cervejaria Petrópolis afirmou que o Santander “reteve indevidamente cerca de R$ 65 milhões, impedindo que os empregados da empresa recebessem seus salários nesta quinta-feira”. De acordo com a empresa, o bloqueio impediu o pagamento de 24 mil colaboradores, cujo processamento é feito pelo próprio banco.
A penhora, segundo a fabricante de bebidas, determina que o Santander realize os pagamentos devidos aos trabalhadores. A Justiça ainda determinou que estão “vedadas novas apropriações sobre os valores destinados pelas recuperadas para essa finalidade”.
Revista Oeste

José Carlos Teixeira para o site Olá Bahia
“Quem não cuida de si, que é terra, erra
Que o alto Rei, por afamado amado
É quem lhe assiste ao desvelado lado”
(Mortal Loucura, de José Miguel
Wisnik e Gregório de Mattos)
Não é boa a situação do Teatro Castro Alves, principal equipamento cultural de Salvador e um dos mais importantes do Brasil. O prédio de linhas modernistas, marco da arquitetura brasileira moderna e tombado desde 2013 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), enfrenta sérios problemas resultantes da falta de manutenção que, se não forem corrigidos de imediato, poderão acabar até mesmo comprometendo a estrutura do edifício.
Quase todos os camarins estão sem funcionar adequadamente devido a problemas nas redes de água e de energia elétrica. A maior parte dos banheiros não funciona, com infiltrações e entupimentos. Até janeiro passado, quando o equipamento foi interditado, artistas dos espetáculos em pauta tinham que formar filas para poder usar os poucos banheiros ainda em condições de funcionamento. Um avexamento!
O teatro permanece interditado desde o dia 25 de janeiro, em razão de um princípio de incêndio que atingiu a parte externa do telhado, sobre a Sala do Coro, provocando a evacuação de todos os funcionários. O fogo foi controlado pelos bombeiros e não chegou a alcançar a área interna do prédio devido ao acionamento do sistema anti-incêndio. O alastramento das chamas pelo telhado foi atribuído ao acúmulo de material inflamável, como fibras e resinas, por conta da execução de serviço no local.
A Polícia Técnica concluiu que o incêndio não teve origem criminosa. Mas o princípio de incêndio acendeu uma luz vermelha nas salas dos iluminados do Governo do Estado, ressabiados já com a perda do Centro de Convenções da Bahia, outro icônico exemplar da arquitetura moderna da cidade.
O primeiro sinal de que algo não cheirava bem na gestão do Centro de Convenções foi a interrupção de um congresso internacional de medicina que ali se realizava, devido a problemas na rede de esgotamento sanitário do prédio, o que resultou no transbordamento dos banheiros do piso superior. Um vexame internacional!
Dois anos depois, em 2015, a Prefeitura de Salvador interditou o equipamento, por falta de manutenção predial e de um projeto de combate a incêndio e pânico. No ano seguinte, na noite do dia 23 de setembro de 2016, parte do prédio desabou. Um laudo do Departamento de Polícia Técnica, concluído em 2017, apontou que o desabamento foi causado por falta de manutenção, por abandono. Uma vistoria posterior concluiu pela condenação de todo o edifício, cujo esqueleto ainda permanece lá, monstruosa ruína a atestar a incúria dos responsáveis pela gestão do equipamento.
O princípio de incêndio no Teatro Castro Alves é um claro indicativo de que as coisas não vão boas por lá. E um precioso aviso aos responsáveis pela manutenção do equipamento: há que cuidar desse importante patrimônio do povo baiano.
*José Carlos Teixeira é jornalista, graduado em comunicação social pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em marketing político, mídia, comportamento eleitoral e opinião pública pela Universidade Católica do Salvador.
Informações Olá Bahia
Presidente do BNDES deu a declaração em Pequim, onde acompanha o presidente Lula em visita oficial. Recursos deverão ser investidos em projetos de infraestrutura, energia e industrialização.
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Aloizio Mercadante, futuro presidente do BNDES, durante reunião de encerramento dos grupos de trabalho do governo de transição, realizada na tarde desta terça-feira (13), no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta sexta-feira (14) que o banco de desenvolvimento da China vai emprestar R$ 6,5 bilhões ao Brasil.
Mercadante fez o anúncio durante declaração à imprensa em Pequim, onde acompanha a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) ao país asiático.
Segundo Mercadante, os recursos serão repassados em duas operações. A primeira será um empréstimo de R$ 4 bilhões no prazo de 10 anos, para financiar, no Brasil, projetos de:
A segunda operação, de acordo com o presidente do BNDES, será de R$ 2,5 bilhões e terá um prazo mais curto, de três anos, também para investimentos em infraestrutura, transição energética e industrialização.
As operações, entre os bancos de desenvolvimento do Brasil e da China, serão analisadas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Cabe à Casa Legislativa dar a aval a empréstimos desse tipo.
“Uma parceria muito importante, que melhora as nossas condições de financiamento para esses setores”, afirmou Mercadante à imprensa em Pequim.
O presidente do BNDES, no entanto, não deu mais detalhes sobre as operações, como condições e taxas de juros.
Informações G1