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Presidente argentino faz visita ao Brasil em meio a uma forte crise econômica de seu país.

Lula recebe o presidente da Argentina, Alberto Fernández, no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (2) — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula recebe o presidente da Argentina, Alberto Fernández, no Palácio da Alvorada nesta terça-feira (2) — Foto: Ricardo Stuckert/PR 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na tarde desta terça-feira (2), na residência oficial do Palácio da Alvorada, o presidente da Argentina, Alberto Fernández. 

Entre os temas previstas do encontro está a situação econômica da Argentina, com a possibilidade de o Brasil acertar linhas de créditos para exportações brasileiras ao país vizinho. 

Participam do encontro: 

  • Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
  • Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
  • Fernando Haddad, ministro da Fazenda
  • Gabriel Galípolo, secretário-executivo do Ministério da Fazenda
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES
  • Celso Amorim, assessor-chefe da assessoria especial da Presidência

A Argentina é um dos principais parceiros econômicos do Brasil. Em 2021, ficou atrás somente de China e Estados Unidos. 

O país governado por Fernández enfrenta uma forte crise na economia. A cotação do dólar tem batido recordes em comparação ao peso, e a inflação bateu 104% ao ano, maior percentual em 30 anos. 

Antes do encontro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que as linhas de crédito em discussão seriam destinadas a empresas argentinas que compram produtos exportados por companhias brasileiras. 

Segundo Haddad, essas linhas de crédito teriam garantias, que poderiam ser executadas no caso de não pagamento pelos compradores de produtos brasileiros. 

O auxílio brasileiro é uma das ações que o governo argentino tenta para enfrentar a crise econômica que reflete na força política de Fernández. Recentemente, o presidente argentino anunciou que não irá se candidatar à reeleição. 

Lula e Fernández são aliados políticos. Fernández esteve na posse de Lula em 1º de janeiro e visitou o aliado quando o petista estava preso em Curitiba (PR), em razão de uma condenação na Operação Lava Jato. 

Em janeiro deste ano, Lula foi a Buenos Aires, em sua primeira viagem internacional como novo presidente do Brasil.

Informações G1


As forças armadas de Israel atacaram a região de Gaza depois de foguetes terem sido disparados de lá.

Explosão em Gaza, em 2 de maio de 2023 — Foto: Mohammed Salem/Reuters

Explosão em Gaza, em 2 de maio de 2023 — Foto: Mohammed Salem/Reuters 

As forças armadas de Israel afirmaram nesta terça-feira (2) que atacaram a região de Gaza, na Palestina. De fato, a agência de notícias Reuters conversou com testemunhas que ouviram explosões na área. 

Veículos de comunicação ligados ao Hamas, o grupo que controla Gaza, afirmam que aviões israelenses jogaram foguetes em dois pontos da cidade de Gaza. 

Entenda a última escalada de violência

Um prisioneiro palestino morreu em uma prisão israelense nesta terça-feira depois de uma greve de fome de 87 dias. 

Explosão em Gaza, em 2 de maio de 2023 — Foto: Mohammed Salem/Reuters

Explosão em Gaza, em 2 de maio de 2023 — Foto: Mohammed Salem/Reuters 

Khader Adnan, o prisioneiro em questão, aguardava julgamento, mas foi encontrado inconsciente em sua cela e levado a um hospital, onde foi declarado morto após tentativas de reanimá-lo, informou o Serviço Prisional de Israel. 

Quando a notícia da morte chegou a Gaza, centenas de pessoas foram às ruas para protestar. Também houve protestos em outro território palestino, a Cisjordânia. 

Depois disso, foguetes foram lançados a partir de Gaza em direção ao território israelense. Dois caíram na cidade de Sderot, no sul de Israel, ferindo três pessoas, incluindo um estrangeiro de 25 anos que, segundo o serviço de ambulâncias de Israel, sofreu graves ferimentos por estilhaços. 

Em Gaza, grupos armados, incluindo o Hamas e a Jihad Islâmica, reivindicou a responsabilidade pelos disparos de foguetes contra Israel.

Informações G1


ÚLTIMO MINUTO: Lira adia votação do PL das Fake News na Câmara,  após pedido do governo

foto: Adriano Machado 

Análise da proposta estava prevista para esta terça (2).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiou nesta terça-feira (2) a votação do projeto que estabelece regras de combate às fake news. 

A decisão foi tomada após pedido do relator do PL, Orlando Silva (PCdoB-SP), e a manifestação de líderes da Casa. 

Silva argumentou, em fala no plenário da Casa, que precisa de mais tempo para analisar a proposta e promover modificações no texto sugeridas por deputados ao longo desta terça. 

O objetivo, segundo ele, é garantir uma “posição que unifique o plenário da Câmara dos Deputados num movimento de combater a desinformação”. 

O relator disse também que uma das sugestões ainda pendentes de análise trata da possível autoridade que fiscalizará as regras da proposta – um dos temas mais polêmicos da proposta e que foi retirado na última versão apresentada pelo relator. 

“Especulamos hoje durante todo o dia alguns caminhos alternativos para que a lei tenha algum mecanismo de fiscalização que possa se cumprir a lei, aplicando inclusive sanções. Mas ocorre que mesmo após todos esses encontros e ouvindo todas as bancadas, nós não tivemos, e eu assumo como minha responsabilidade de relator, tempo útil para examinar todas as sugestões”, afirmou Silva. 

A votação do texto no plenário principal da Casa estava prevista para esta terça após um compromisso firmado por Arthur Lira no último dia 25. 

O chamado PL das Fake News tem sofrido com críticas e mobilizações da oposição. Mais cedo, o presidente da Câmara pediu às lideranças partidárias que avaliassem o número de apoios dentro das bancadas. Ele afirmou que levaria o projeto à votação somente com o número necessário para aprovação.

Informações G1


Foto: Reprodução

O Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC) convida o público a prestigiar a nova exposição artística ‘Brincantes’, que estará em exibição de 4 de maio a 7 de junho. O trabalho é de autoria dos artistas baianos Simone Rasslan e Gabriel Ferreira, que trazem o imaginário, o lúdico e o vivido através da pintura.

A partir de ilustrações de brincadeiras permeadas de musicalidade e saudosismo, as obras fazem uma interlocução com o público de todas as idades e culturas.

“Essa mostra não se trata apenas de algo voltado ao público infantil, mas também se relaciona com a memória e identidade dentro da cultura do ‘brincar’. Nosso objetivo é chegar com esse universo de elementos que trazem significação para nossa cultura, principalmente aqui no Nordeste, que tem no brinquedo uma forma de construir identidades”, explica o artista visual Gabriel Ferreira, que se inspirou nos escritos de Lydia Hortélio para realização do trabalho.

A exposição ‘Brincantes’ estará aberta para visitação gratuita no período de 4 de maio a 7 de junho. Durante a segunda e quinta-feira, o MAC funciona das 8h às 12h e das 13h às 17h. Já às terças, quartas e sextas-feiras, o funcionamento é de 8h às 12h e das 13h às 16h.

SECOM


Foto: Reprodução

A variação de temperatura no Outono contribui para o surgimento de infecções respiratórias, como a gripe. Em Feira de Santana, a vacina contra essa doença está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira.

Até o momento, só podem receber a vacina as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários. São eles: idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, crianças a partir de seis meses até os cinco anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores e pessoas com comorbidades.

Também devem ser vacinados os trabalhadores do transporte coletivo, portuários, os que atuam nas forças de segurança e salvamento, forças armadas, agentes penitenciários, população privada de liberdade e adolescentes ou jovens em medidas socioeducativas.

Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.

Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade para ir no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas seis USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30.

Confira o endereço das USFs- Saúde na Hora:

USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.

USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.

USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.

USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.

USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.

USF Rua Nova II, III e Barroquinha: Rua Juvêncio Erudilho, 35, bairro Rua Nova.

SECOM


Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Na segunda-feira (1º), o gás de cozinha na Bahia aumentou pela terceira vez neste ano. O preço do botijão fica em média R$ 5,00 mais caro e conforme o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia, em Salvador e região metropolitana, o preço médio do gás praticado até domingo (29), era de R$ 115. No momento atual, passa a ter um valor de aproximadamente R$ 125.

Além disso, os consumidores de Feira de Santana também já começaram a perceber o aumento no preço do gás. Em entrevista ao portal Acorda Cidade, o proprietário de uma distribuidora de gás, Silvio Lima, disse que o aumento é em torno de R$ 4,00.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

“Acelen aumentou o gás ontem, todo dia primeiro, como é de praxe, e na verdade, ela não aumentou, Acelen teve uma redução, porém, o aumento chegou até o gás por conta da pauta fiscal do Governo Federal, em que o governo teve aumento no imposto de R$ 4,80, menos R$ 1,14 da Acelen, vai dar em torno de R$ 4,00 de aumento. Esse tributo vai influenciar no preço do gás e o aumento está sendo repassado para a categoria”, abordou.

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.


O relatório O Futuro do Trabalho 2023 mostra quais profissões estão em alta e quais devem acabar - Freepik
O relatório O Futuro do Trabalho 2023 mostra quais profissões estão em alta e quais devem acabar Imagem: Freepik

O relatório O Futuro do Trabalho 2023 mostra quais profissões estão em alta e quais devem acabar.

Entenda a pesquisa

O relatório foi elaborado pelo Fórum Econômico Mundial com o apoio da Fundação Dom Cabral nas pesquisas de opinião executiva.

Existe a expectativa da criação de 69 milhões de empregos nos próximos cinco anos.Entretanto, 83 milhões de postos poderão ser eliminados nesse mesmo período, principalmente por causa da digitalização e automação. 

As áreas de tecnologia e economia verde são as que mais de destacam na geração de empregos. As oportunidades que mais crescem são: especialistas em IA e aprendizado de máquina, especialistas em sustentabilidade, analistas de inteligência de negócios e especialistas em segurança da informação.

Qual é a metodologia da pesquisa? As informações foram extraídas de dados estatísticos fornecidos pela rede social LinkedIn e pela plataforma de tecnologia educacional Coursera, bem como a partir de pesquisas com 803 empresas de todo o mundo.

Principais postos de trabalho com mais criação de vagas

  1. Especialistas em IA e aprendizagem de máquina
  2. Especialista em sustentabilidade
  3. Analista em inteligência de negócios
  4. Analista de segurança da informação
  5. Engenharia de fintechs
  6. Cientistas e analistas de dados
  7. Engenharia de robótica
  8. Especialista em big data
  9. Operadores de equipamentos agrícolas
  10. Especialistas em transformação digital

Principais postos de trabalho que devem desaparecer

  1. Caixas de banco e funcionários relacionados
  2. Funcionários dos Correios
  3. Caixas e cobradores
  4. Escriturários de entrada de dados
  5. Secretários administrativos e executivos
  6. Assistentes de registro de produtos e estoque
  7. Escriturários de contabilidade
  8. Legisladores e oficiais judiciários
  9. Atendentes estatísticos, financeiros e de seguros
  10. Vendedores de porta em porta, ambulantes e trabalhadores relacionados

Informações UOL


Veja a matéria que o Google postou sobre como o PL da Censura vai “piorar a vida dos brasileiros”

Foto: Internet

O Google tem usado dos seus artifícios para evitar o andamento do PL 2630, conhecido como PL da Censura. A BigTech publicou um texto e enumerou os motivos para ser contra. Confira:

O Google trabalha todos os dias para oferecer aos brasileiros informações e produtos confiáveis, combater a disseminação de desinformação, remover conteúdo ilegal quando tomamos conhecimento sobre ele e continuar o diálogo com os diversos setores da sociedade interessados nessas questões. É por isso que apoiamos fortemente os objetivos do Projeto de Lei 2630/2020, mais conhecido por PL das Fake News. Entretanto, estamos muito preocupados com as consequências indesejadas para o país caso o texto atual seja aprovado sem uma discussão aprofundada.

Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de urgência do projeto de lei e, por isso, é fundamental que todos entendam o impacto que essa proposta terá no seu dia-a-dia. Além de estar em desacordo com a forma como outros países estão lidando com essas questões, temos sérias preocupações de que o PL 2630 mude a internet que você conhece para pior e limite a inovação, a liberdade de expressão e a geração de oportunidades econômicas para todos os brasileiros.

Convidamos você a buscar mais informações sobre o tema e nos ajudar a chamar a atenção dos parlamentares no Congresso por meio da hashtag #MaisDebatePL2630. A seguir, detalhamos alguns pontos preocupantes que podem impactar como você usa a sua internet hoje.

O atual texto do projeto de lei 2630…

1) Acaba protegendo quem produz desinformação

O PL 2630 vai acabar favorecendo quem produz desinformação ao limitar a aplicação pelas plataformas de suas políticas e termos de uso, inclusive para determinadas contas de interesse público, e ao “blindar” a remoção de conteúdo produzido por “qualquer empresa constituída no Brasil para fins jornalísticos”. Na prática, já que o texto não faz distinção entre os diferentes produtores de notícias, seríamos obrigados a manter em nossos produtos conteúdos problemáticos criados por empresas que se apresentam como jornalísticas, mas são especializadas na produção de informações enganosas.

Outros dispositivos do projeto de lei vão ainda mais longe ao exigir que as plataformas paguem por esse mesmo conteúdo. Estamos falando de veículos ou produtores de conteúdo controverso que distorceram fatos em relação à validade das vacinas durante a pandemia da COVID-19 ou que contestaram a integridade das eleições brasileiras de 2022.

O jornalismo é, sem dúvidas, essencial para ajudar a fornecer informações de qualidade às pessoas. Ao lado das empresas, associações e profissionais do ecossistema jornalístico que trabalham em parceria com o Google, poderíamos contribuir ainda mais com a oferta de notícias de alta qualidade no Brasil. O PL 2630 deveria apoiar e encorajar esses esforços, mas a sua proposta atual pode trazer o efeito oposto. Pode até limitar a disponibilidade de informações de qualidade para usuários brasileiros, pois exigiria mudanças significativas em produtos como o Google Notícias e a própria Busca.

2) Coloca em risco o acesso e a distribuição gratuita de conteúdo na Internet

Uma característica essencial do mundo digital é a possibilidade de qualquer pessoa usar a internet para armazenar e compartilhar conteúdos produzidos por elas, como fotos, vídeos e textos. Para que estes conteúdos possam ser exibidos ou distribuídos por plataformas online são necessárias licenças de direitos autorais dos seus criadores. Por exemplo, ao enviar um vídeo para o YouTube, você concede ao Google uma licença de direitos autorais para hospedar seu vídeo e permitir que outras pessoas o assistam.

O PL 2630 proíbe esses tipos de licenças de duas maneiras. Uma é exigindo que todas as licenças de direitos autorais para as plataformas sejam concedidas por entidades de gestão coletiva desses direitos, o que significa que criadores e titulares de direitos não podem mais decidir por si mesmos como desejam licenciar ou distribuir os seus trabalhos.

A outra forma é obrigando que todas as licenças de direitos autorais sejam pagas. Nesse sentido, as plataformas não poderiam mais oferecer serviços gratuitos de hospedagem ou compartilhamento de conteúdo sem pagar aos criadores que desejam usar seus produtos. Isso significa que poderá deixar de ser viável financeiramente para as plataformas oferecer serviços gratuitos.

3) Dá amplos poderes a um órgão governamental para decidir o que os brasileiros podem ver na internet

O PL 2630 coloca em risco o livre fluxo de informações na web ao prever a criação de uma “entidade reguladora autônoma” pelo Poder Executivo com funções de monitoramento e regulação da internet. Pela proposta, o órgão terá amplos poderes para limitar o conteúdo disponível aos brasileiros, e contará com baixo nível de supervisão, tornando-se sujeito a abusos.

Além disso, de acordo com o texto, esse órgão pode instituir um “protocolo de segurança”, obrigando as plataformas a ceder à entidade de supervisão o controle de suas regras, termos de uso, processos e características dos seus produtos, sem nenhuma checagem ou controle efetivos. Neste período, os pedidos das autoridades poderiam ainda incluir dados sensíveis de usuários, violando a privacidade de pessoas e empresas brasileiras que usam nossos produtos. É um tipo de controle que poderia comprometer seriamente o fluxo livre de informações que existe hoje e que faz da internet um espaço no qual diferentes vozes podem se manifestar.

Ainda, ao estabelecer “protocolos de segurança”, essa entidade passa a tornar as empresas de tecnologia responsáveis por danos causados ​​por conteúdo de terceiros, o que significa a suspensão temporária do Marco Civil da Internet. Na prática, o modelo cria um incentivo para que plataformas, como o YouTube, que hospedam conteúdos de usuários, adotem uma moderação excessiva, levando a um maior número de remoções e comprometendo a liberdade de expressão de milhares de criadores que desejam manifestar suas opiniões de forma legítima.

4) Traz sérias ameaças à liberdade de expressão

A proposta atual traz várias disposições que determinam um “dever de cuidado” a ser executado preventivamente pelas plataformas, principalmente, no que se refere aos conteúdos considerados ilegais pela proposta. Se o texto avançar assim, empresas de tecnologia terão que filtrar e moderar conteúdos considerando uma análise legal e assumindo uma função exercida tradicionalmente pelo Poder Judiciário.

Sem os parâmetros de proteção do Marco Civil da Internet e com as novas ameaças de multas, as empresas seriam estimuladas a remover discursos legítimos, resultando em um bloqueio excessivo e uma nova forma de censura.

Quando pensamos no YouTube ou na Busca do Google, que já têm mecanismos de denúncia disponíveis para usuários, a redação atual do PL 2630 cria um sistema que pode incentivar abusos, permitindo que pessoas e grupos mal-intencionados inundem nossos sistemas com requerimentos para remover conteúdos sem nenhuma proteção legal.

A incerteza do que pode ou não ser disponibilizado na internet levaria as empresas a restringir a quantidade de informações disponíveis, reduzindo a representatividade de vozes que existem nas plataformas. Isso violaria diretamente o princípio do acesso livre à informação, o que seria uma grande retrocesso na guerra contra conteúdos enganosos.

5) Prejudica empresas e anunciantes brasileiros

Somente no ano passado, o Google ajudou a gerar mais de 396 milhões de conexões diretas entre consumidores e empresas, por mês, incluindo ligações, orientações, mensagens, agendamentos e avaliações, beneficiando mais de 11 milhões de empresas brasileiras.

Desde o surgimento da internet, a publicidade online tem sido um pilar fundamental da web aberta. Ela permite que bilhões de pessoas em todo o mundo tenham acesso gratuito a produtos e serviços, incluindo conteúdos locais e relevantes para os brasileiros em português.

Os anúncios digitais também são um multiplicador da atividade econômica. De acordo com nosso Relatório de Impacto Econômico mais recente, a Busca do Google, o Google Play, o YouTube e as plataformas de anúncios do Google tiveram um impacto econômico de R$ 104,5 bilhões no Brasil em 2021. Parte desse impacto vêm das conexões diretas que nossos produtos ajudam a gerar entre empresas e consumidores.

O PL 2630 pode afetar esse impacto positivo dos anúncios digitais. Caso o texto atual seja aprovado, as empresas brasileiras vão precisar lidar com uma série de novas exigências para utilizar a publicidade digital como parte de sua estratégia de negócios. Por exemplo, foram incluídas apressadamente no texto do projeto normas para regular toda a cadeia de tecnologia de anúncios digitais. Isso pode trazer confusão sobre qual é a responsabilidade de cada ator desse ecossistema e incentivar um aumento desnecessário no custo da publicidade online.

Entre outras exigências, o novo texto prevê ainda que empresas compartilhem muitas informações sobre sua estratégia de marketing, o que criaria mais desafios para as pequenas e médias empresas que usam o digital para competir com empresas maiores.

Nós queremos que as pessoas tenham o poder de tomar decisões bem informadas sobre os anúncios que veem na internet. Isso significa fornecer maior transparência sobre quem são nossos anunciantes, onde estão localizados os anúncios e quais peças de campanha foram exibidas por meio do Google. Nos últimos anos, lançamos várias iniciativas nesse sentido, como atualizações importantes da Minha Central de Anúncios, do Relatório de Transparência de Anúncios Políticos e da Central de Transparência de Anúncios.

O PL 2630 também diz que apenas empresas com representação local podem anunciar em plataformas digitais no Brasil, impedindo que muitas companhias estrangeiras promovam seus produtos e serviços para brasileiros. Você consegue imaginar não poder ver um anúncio de passagem em um site de viagens estrangeiro ou um produto legal em site de varejo internacional por causa dessa restrição? Ou fazer uma pesquisa por um produto no Google e não ter acesso a um anúncio de que o item está em promoção em um e-commerce fora do país? Em tempos de comércio globalizado, acreditamos que esse tipo de regra vai contra os princípios da livre concorrência, isola o Brasil no mercado internacional e limita as escolhas do consumidor brasileiro.

6) Dificulta o acesso dos brasileiros à Busca do Google ao tratar buscadores como redes sociais

A Busca do Google procura oferecer os resultados mais relevantes e confiáveis possíveis para as pessoas. Usamos sistemas de classificação para atender às expectativas dos usuários de encontrar fontes de informação relevantes e de alta qualidade, além de reduzir a exibição de conteúdo prejudicial ou de baixa qualidade nos resultados de pesquisa. O design desses sistemas, no qual investimos desde a nossa fundação, é nossa maior defesa contra informações de baixa qualidade – incluindo conteúdo ilegal e nocivo.

Na versão atual do PL 2630, os mecanismos de pesquisa são tratados da mesma forma que as redes sociais e os serviços de mensagens instantâneas. Isso acaba causando uma distorção que prejudica a Busca, já que ela tem ferramentas limitadas para remover conteúdos ilegais. Quando identificamos um comentário de ódio, por exemplo, a única ação que podemos tomar é remover a URL dos resultados, enquanto a página continua no ar e somente o proprietário do website poderia fazer a remoção.

Igualar buscadores a redes sociais também impõe aos buscadores um dever inviável de monitorar proativamente toda a internet em busca de determinados tipos de conteúdo considerados ilegais pela regulação. Isso, inevitavelmente, levaria a um bloqueio massivo de páginas potencialmente legítimas, já que em se tratando de temas controversos, como imagens fortes, mas que na verdade fazem parte de reportagens jornalísticas, seriam bloqueados para evitar possíveis sanções.

Por fim, o texto estabelece obrigações de remuneração de direitos autorais pelo uso de quaisquer obras literárias, artísticas ou científicas por plataformas e provedores. Se for aplicada aos sistemas de busca, esta obrigação pode ter efeitos significativos na disponibilidade desses conteúdos. A medida desconsidera o papel fundamental e gratuito que ferramentas como a Busca desempenham ao ajudar a divulgar o conteúdo produzido por milhões de criadores diariamente, incluindo os produtores de notícias.


Entendemos a urgência de lidar com questões tão importantes, como o problema da desinformação, e continuamos empenhados em contribuir com o debate público, inclusive com a criação de novas leis. O texto atual, porém, acabou se desviando de seu objetivo original de combater a desinformação, trazendo de forma apressada novos dispositivos sem discussão ampla com a sociedade, inclusive sem passar pelas comissões da Câmara dos Deputados.

Criar uma legislação que tem o potencial de mudar profundamente a forma como milhões de brasileiros, empresas e empreendedores usam a internet é uma responsabilidade compartilhada que precisa ser feita de forma colaborativa e construtiva para atingirmos o equilíbrio certo. Fale com o seu deputado ou deputada e nos ajude a chamar a atenção para os potenciais impactos do PL 2630 com a hashtag #MaisDebatePL2630.

Informações TBN


Integrantes do governo dizem ainda haver dúvidas no governo sobre qual nome deve ser indicado

Foto: Reprodução, Youtube/BandNews FM

Sem chefe desde janeiro, defensores públicos da União apontam descaso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a carreira e reclamam de paralisação no planejamento de longo prazo do órgão. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

No final do ano passado, o governo conseguiu barrar a sabatina do antigo defensor público-geral federal, Daniel Macedo, reconduzido ao cargo por mais dois anos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A indicação foi oficialmente retirada no dia 31 de janeiro e, desde então, a DPU (Defensoria Pública da União) vive em compasso de espera, enquanto o governo tenta se blindar de possíveis bolsonaristas.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, integrantes do governo Lula dizem ainda haver dúvidas no governo sobre qual nome deve ser indicado.

Reservadamente, ainda segundo o jornal, auxiliares tentam minimizar as críticas pelo atraso, afirmando que o próprio presidente quer falar com os candidatos antes de se decidir.

Informações Bahia.ba


Tudo pela censura: Randolfe Rodrigues quer bloquear contas do Google e declarou guerra à Bigtech: “vão se lascar”

Foto: Jovem Pan

“Vão se lascar”: assim pensam parlamentares de esquerda nessa guerra que já foi iniciada. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), anunciou nesta segunda-feira (1º) ter solicitado abertura de inquérito administrativo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possível infração contra ordem econômica, por abuso de posição dominante, praticada pelo Google.

“Além das providências já anunciadas pelo Ministro @FlavioDino Justiça estou representando junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para abertura de inquérito administrativo por possível infração contra a ordem econômica (Lei 12.529/12) por abuso de posição dominante”, escreveu Randolfe nas redes sociais.

CNN