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Foto: Divulgação

O presidente do PL na Bahia, João Roma, apontou, nesta quarta-feira (3), que a ação da Polícia Federal em endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, reflete o revanchismo e a adoção de dois pesos e duas medidas que caracterizam as decisões judiciais contra o ex-mandatário.

“Desde o período eleitoral que a Justiça se utiliza de dois pesos e duas medidas e fecha os olhos para os absurdos que o PT e seus aliados vêm praticando. O que se verifica é uma sanha de encontrar agulha no palheiro para incriminar Bolsonaro por mero revanchismo. Vivemos a antítese do ideal de justiça que almejamos”, declarou Roma.

O dirigente do PL ainda reforçou: “O presidente Bolsonaro é um homem correto e íntegro, que foi uma barreira para uma série de interesses escusos que dominavam Brasília. Com Bolsonaro, tínhamos no Brasil um governo que seguia a lei. Mas nós ainda confiamos na Justiça e será provado que não houve cometimento de nenhuma ilegalidade”.


Foto: Divulgação

O presidente do PL na Bahia, João Roma, disse nesta quarta-feira (3) que a sigla terá candidato à Prefeitura de Itabuna em 2024 e apontou ainda que seja improvável qualquer tipo de composição com o atual prefeito Augusto Castro, dada a relação política do atual gestor da cidade com o PT. “Apoiar Augusto Castro não é o caminho do PL, pois onde houver um caminho de alinhamento ao PT, estaremos em sentido contrário. O que me parece é que o prefeito continuará aliado ao PT”, declarou Roma, em entrevista à Rádio Interativa, de Itabuna.

O dirigente partidário reforçou: “converso com todos os líderes políticos, mas nosso posicionamento é antagônico ao do PT”. Roma continuou: “Queremos disputar a prefeitura de Itabuna. Temos o Doutor Isaac, atualmente no Republicanos, e vários outros líderes. Ele poderia migrar para o PL ou podemos fazer uma composição”, explicou Roma, ao dizer que o comando do PL em Itabuna é realizado por Doutor Mangabeira.

Ainda sobre a atual gestão em Itabuna, o presidente do PL ressaltou que sempre teve conversas institucionais, principalmente quando era ministro da Cidadania e intermediou as conversações entre prefeitura e o governo federal para o envio de recursos para a reconstrução de casas destruídas pelas chuvas. “Esses R$ 80 milhões para a reconstrução das casas é notícia requentada; aliás enganar é a especialidade do PT. Tenho vídeo com o prefeito Augusto Castro e com o então ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, fazendo o anúncio desses recursos”, rememorou Roma.

O ex-ministro da Cidadania foi questionado sobre sua pré-candidatura à Prefeitura de Salvador e confirmou a intenção. Também foi perguntado ao presidente estadual do PL se a nomeação do Coronel Humberto Sturaro para chefiar a Prefeitura-Bairro do Centro Histórico foi parte de algum acordo entre ele e o prefeito da capital, Bruno Reis (União Brasil), que deve disputar a reeleição. “A nomeação de Sturaro não foi fruto de articulação política, mas foi uma decisão acertada do prefeito”, comentou Roma. Ele disse que o militar, que é filiado ao PL, o consultou sobre a indicação: “disse para ele aceitar a missão, que tem o perfil dele”.


Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal faz buscas na manhã desta quarta-feira (3) em um endereço do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Os policiais também prenderam o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa. 

Jair Bolsonaro não foi alvo de mandado de prisão, mas deve prestar depoimento ainda nesta quarta. A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. 

Até as 7h20, policiais seguiam no condomínio onde o ex-presidente mora desde que voltou ao Brasil, em março. 

A corporação investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde. 

Até as 7h, todas as prisões já tinham sido cumpridas. A lista de alvos inclui ainda o policial militar Max Guilherme e o militar do Exército Sérgio Cordeiro – ambos, seguranças próximos de Bolsonaro e que atuaram na proteção dele durante o mandato presidencial. 

Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro. 

A inclusão dos dados falsos aconteceu entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado. As pessoas beneficiadas conseguiram emitir certificados de vacinação e usar para burlar restrições sanitárias impostas pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, segundo os investigadores. 

A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”. 

Os fatos são investigados dentro de um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Informações G1


Julgamento foi concluído no plenário virtual nesta terça-feira (2). Até agora, 300 investigados vão responder por ações antidemocráticas.

Atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução 

O Supremo Tribunal Federal (STF) transformou em réus 200 acusados de participação nos atos golpistas de 8 de janeiro, quando foram depredadas as sedes da Corte, do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. 

O julgamento do segundo bloco de denúncias contra denunciados pelos atos antidemocráticos terminou nesta terça-feira (2), no plenário virtual do STF. Os ministros analisaram caso a caso e, por maioria, decidiram abrir as ações penais contra o grupo. 

Cabe recurso. Na sequência, serão abertas ações penais, com nova coleta de provas, tomada de depoimentos de testemunhas, além de interrogatórios dos réus. Não há prazo para a conclusão dos julgamentos. 

Sete ministros acompanharam o voto do relator dos processos, o ministro Alexandre de Moraes, para receber as denúncias: Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e a presidente Rosa Weber. 

O julgamento foi concluído nesta terça com os votos dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que divergiram em parte do relator. 

Mendonça votou para rejeitar denúncias contra 100 pessoas que estavam no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército no dia 9 de janeiro, um dia após os atos antidemocráticos. 

Para o ministro, “não há indícios mínimos e suficientes da prática dos delitos narrados nas iniciais acusatórias”. No voto, apresentado nesta terça-feira, Mendonça chegou a defender que a competência para a análise destes casos é da Justiça Federal do Distrito Federal. 

Mendonça também votou para tornar réus outros 100 denunciados — estes foram detidos na Praça dos Três Poderes, no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro. O ministro Nunes Marques acompanhou o voto de Mendonça. 

Já a presidente do STF, Rosa Weber, afirmou que é “importante não desconhecer nem minimizar o incalculável poder antissocial e desagregador emergente de multidões inflamadas pelo ódio e pela cólera”. 

“Tais agregações humanas, quando imbuídas de propósitos tirânicos, podem conduzir, como nos revelam as lições da História, ao aniquilamento do Estado de Direito, degradado, em tais episódios, à indigna condição de pavimentado do ambiente institucional que deu passagem a regimes autocráticos e ditatoriais”, continuou Rosa. 

A ministra ressaltou que é preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre a reação do Estado e a devida punição. 

“Ora, se é certo, de um lado, que o Direito Penal não pode ter um caráter meramente utilitarista, sob pena de aniquilação do indivíduo frente ao poder punitivo estatal, com sacrifício intolerável dos direitos e garantias individuais, não é menos exato, de outro, que o Estado não pode cerrar os olhos aos delitos perpetrados por multidões, máxime quando voltados à ruptura do Estado de Direito e do regime democrático, como aparentemente se verifica, na espécie. Um ponto de equilíbrio, pois, há de ser encontrado”, afirmou. 

Nesta quarta-feira (3), a Corte vai analisar mais 250 denúncias. 

O primeiro bloco de denúncias — contra 100 pessoas acusadas de participar dos atos golpistas — foi julgado pelo Supremo no fim de abril. Na ocasião, a Corte, por maioria, também decidiu abrir as ações penais contra o grupo. 

Desde o ataque, a PGR já denunciou 1.390 pessoas por atos antidemocráticos, sendo 239 no núcleo dos executores, 1.150 no núcleo dos incitadores e uma pessoa no núcleo que investiga suposta omissão de agentes públicos. 

Os réus vão responder por crimes como: 

  • associação criminosa armada;
  • abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e grave ameaça com emprego de substância inflamável contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima;
  • deterioração de patrimônio tombado.

Durante a invasão, foram depredadas as sedes dos Três Poderes, num ataque à democracia sem precedentes na história do Brasil. 

Naquele dia, terroristas quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas. O prejuízo é calculado em R$ 26,2 milhões. 

Informações G1


Pesquisa comparou ritmo de aprendizagem pré, pós e durante pandemia

Crianças da educação infantil em sala de aula

Foto: Arquivo Agência Brasil


Crianças que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2020, com nove meses de atividades remotas devido à pandemia de covid-19, tiveram perda de 6 a 7 meses de aprendizagem em linguagem e matemática se comparadas àquelas que vivenciaram o mesmo período da pré-escola em 2019, com ensino presencial.

O dado sobre o ritmo de aprendizagem das crianças antes, durante e depois da pandemia mostra ainda que aquelas que frequentaram o segundo ano da pré-escola em 2022, com a volta das atividades presenciais, tiveram ganho de 1 a 2 meses, na comparação com os alunos do mesmo período letivo em 2019.

As informações são do estudo Recomposição das aprendizagens e desigualdades educacionais após a pandemia covid-19: um estudo em Sobral/CE, produzido por pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE).

Embora os dois grupos de crianças (2020 e 2022) tenham vivido ao menos parte da pré-escola com ensino remoto, os resultados sugerem que as ações realizadas pela rede de ensino para mitigar os impactos da pandemia surtiram efeito nas crianças que concluíram a etapa em 2022.

Apoiada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, a pesquisa estimou os efeitos da pandemia no curto e médio prazo e traz evidências inéditas sobre a recuperação do aprendizado, com destaque para a qualidade da educação ofertada.

Para chegar aos resultados, o estudo acompanhou o desenvolvimento de 1.364 crianças matriculadas na rede pública municipal de Sobral (CE), que frequentaram o segundo ano da pré-escola entre 2019 e 2022.

A pesquisa observou que o grupo de crianças que vivenciou o segundo ano da pré-escola em 2020 – com maior período remotamente – aprendeu o equivalente a 39% em linguagem e 48% em matemática, se comparado àquele que frequentou esta etapa em 2019, de modo presencial. Já o grupo que terminou a pré-escola em 2022 aprendeu o equivalente a 111% em linguagem e 115% em matemática, na comparação com o grupo que frequentou o segundo ano da etapa em 2019.

De acordo com os pesquisadores, os resultados mostram os efeitos da reabertura das escolas sobre os ritmos de aprendizagem. As crianças do grupo de 2020, por exemplo, que vivenciaram o primeiro ano da pré-escola presencialmente, sofreram com a interrupção das atividades presenciais e a oferta remota na conclusão da etapa educacional.

Segundo Mariane Koslinski, pesquisadora do LaPOpE e uma das responsáveis pelo estudo, as incertezas da pandemia, as interrupções nas atividades, presenciais ou não, e todo o período de adaptação ao modelo remoto impactaram diretamente no ritmo de aprendizagem dessas crianças, que tiveram aprendizagem aquém daquelas que concluíram a etapa em 2019.

A pesquisadora destacou, no entanto, que a recuperação do ritmo de aprendizagem das crianças que concluíram a educação infantil em 2022 chama ainda mais atenção. “É curioso porque, como as crianças do grupo de 2020, as do ano passado também viveram parte da etapa no regime remoto”, disse Mariane, em nota.

“O que os resultados indicam é que, provavelmente, as ações da rede de educação de Sobral foram importantes para mitigar os efeitos da pandemia e acelerar o ritmo de desenvolvimento dessas crianças”, completou.

Entre as ações, a pesquisadora destacou programas de busca ativa, ampliação da oferta de tempo integral e a implementação de novo currículo para a Educação Infantil alinhado àBase Nacional Comum Curricular (BNCC).

Os pesquisadores reforçam ainda que os resultados do estudo não devem ser interpretados como um retrato do que aconteceu no resto do país. “A ausência de coordenação nacional nos anos de pandemia gerou um cenário extremamente desafiador para os gestores municipais e as respostas para os desafios da pandemia foram muito desiguais e inconsistentes quando comparamos estados e municípios pelo país”.

Para a gerente de Conhecimento Aplicado e especialista em educação infantil da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Beatriz Abuchaim, o desafio neste momento ultrapassa as esferas educacionais. “Diversas evidências mostram que a pandemia afetou desigualmente as famílias em questão de renda, acesso a serviços e a redes de apoio. Tudo isso trouxe impactos para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças”, afirmou Beatriz, em nota.

“Nesse sentido, as ações devem ser integradas e contemplar diversas esferas e níveis de governo. A responsabilidade por montar essa estratégia não pode ser só da área de educação”, acrescentou.

Recomendações

Os pesquisadores apresentam uma série de recomendações para os gestores de diferentes níveis a fim de mitigar os problemas apontados. Para o Ministério da Educação é recomendado que haja um protagonismo na elaboração de um plano nacional de recuperação de aprendizagem com aporte de recursos e apoio técnico para guiar as ações das secretarias estaduais e municipais de educação.

Já as secretarias estaduais de educação devem, entre outros pontos, oferecer apoio técnico e financeiro para que os municípios elaborem e implementem suas estratégias. As secretarias municipais de educação, por sua vez, devem implementar programas de busca ativa de crianças com foco na educação infantil e elaborar diagnósticos sobre os efeitos da pandemia no desenvolvimento das crianças e nas taxas de abandono e evasão escolar.

Os diretores e professores podem promover maior integração entre famílias e escolas incorporando estratégias bem-sucedidas de comunicação com famílias utilizadas durante a pandemia.

Informações Agência Brasil


Decreto foi publicado nesta quarta-feira (3), e medida passará a valer a partir do dia 1º de outubro. Exigência de visto para os países havia sido retirada em 2019.

Brasil vai voltar a exigir vistos para EUA, Canadá, Austrália e Japão — Foto: Getty Images via BBC

Brasil vai voltar a exigir vistos para EUA, Canadá, Austrália e Japão — Foto: Getty Images via BBC 

O governo publicou um decreto oficializando o retorno da exigência de visto para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, nesta quarta-feira (3). A medida passará a valer a partir do dia 1º de outubro deste ano. 

Em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou um decreto dispensando a apresentação de visto para turistas residentes nesses países. 

Pela norma que foi revogada, os turistas poderiam permanecer no Brasil por até 180 dias, sem a necessidade de visto, para turismo, negócios, trânsito, atividades artísticas e esportivas ou em situações excepcionais por interesse nacional. 

Em março deste ano, o presidente Lula determinou que o Itamaraty voltasse a exigir o documento. A avaliação se deu com base no princípio da reciprocidade, já que turistas brasileiros precisam de visto para visitar esses países. 

blog da Julia Duailibi revelou, em março, que o governo fez um levantamento que identificou que não houve aumento no fluxo de turistas de modo considerável desde que o Brasil parou de exigir vistos para EUA, Canadá, Austrália e Japão.

Informações G1


Vitória da mulher transgênero sobre as mulheres biológicas gerou críticas nas redes sociais

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Mulher trans Austin Killips vence mulheres biológicas no Tour of the Gila | Foto: Reprodução/Instagram/austin_trace

A mulher trans Austin Killips, 27 anos, ganhou uma competição de ciclismo feminino no Novo México, nos Estados Unidos. O jornal The Telegraph publicou a informação nesta terça-feira, 2.

Austin é a primeira mulher trans a vencer o Tour of the Gila, corrida que tem a chancela do órgão regulador mundial do ciclismo, o Union Cycliste Internationale (UCI).

“Foi o resultado mais significativo até agora para Killips, um homem biológico de Chicago, que também ganhou uma medalha no ciclocrossfeminino no Campeonato Nacional dos Estados Unidos e que agora está cotado para disputar uma vaga no Tour de France Femmes e nas Olimpíadas de Paris no próximo verão”, detalhou o The Telegraph.

A vitória de Austin sobre as mulheres gerou críticas nas redes sociais. “Se os homens forem excluídos da classificação feminina, Marcela Prieto é a vencedora feminina”, disse um usuário do Twitter, referindo-se à mulher que ficou em segundo lugar na competição.

https://twitter.com/i_heart__bikes/status/1652801769569755137?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1652801769569755137%7Ctwgr%5E04e126ebd37ed96bdd34f80d5676aa201644e48d%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fmundo%2Ftrans-vence-competicao-de-ciclismo-feminino-de-elite-nos-eua%2F

Campeã do ciclismo desiste do esporte por ter de competir com transgêneros

trans
Ciclista Hannah Arensman desiste do esporte por causa de transgêneros | Foto: Reprodução/YouTube/USA Cycling

O surgimento da trans Austin Killips nas competições foi a razão para Hannah Arensman, 35 vezes campeã no circuito nacional de ciclocross, ter se aposentado completamente do esporte, segundo a Fox News.

“Nasci em uma família de atletas”, contou Hannah. “Incentivada por meus pais e irmãos, competi no esporte desde muito jovem e segui os passos de minha irmã, subindo na classificação para me tornar uma ciclista de ciclocross de elite.”

E continuou. “Nos últimos anos, tive de competir diretamente com ciclistas masculinos em eventos femininos. À medida que isso se tornou mais uma realidade, ficou cada vez mais desanimador treinar tanto quanto eu apenas para perder para um homem com a vantagem injusta de um corpo androgenizado que intrinsecamente dá a ele uma vantagem óbvia sobre mim, não importa quanto eu treine.”

Informações Revista Oeste


Motoristas e entregadores não se sentem representados pelos sindicatos no Grupo de Trabalho para a regulamentação da profissão - Lincon Zarbietti
Motoristas e entregadores não se sentem representados pelos sindicatos no Grupo de Trabalho para a regulamentação da profissão Imagem: Lincon Zarbietti

A regulamentação das relações de trabalho entre motoristas, entregadores e aplicativos está mais perto de se tornar realidade. No dia 1º de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto criando um grupo de trabalho com representantes do governo federal, das plataformas e dos trabalhadores para elaborar uma proposta de Lei. O problema é que uma das partes mais interessadas, os prestadores de serviço, não se sentiu representada pelos sindicatos escolhidos para defender seus interesses.

O grupo de trabalho é formado por 45 pessoas. São 15 representantes do Governo; 15 representantes dos empregadores, como associações de mobilidade, tecnologia e economia, e 15 representantes de centrais sindicais, como CUT, CSB, Força Sindical, entre outras. Em conversa com motoristas e entregadores, a reclamação é sobre a ausência de associações e alianças que, de fato, sejam compostas por trabalhadores de aplicativo.

Eduardo Lima de Souza, presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo (AMASP), diz que a entidade é uma das que não está satisfeita com a escolha. “Deixaram de fora os verdadeiros representantes da categoria. Essas associações sindicais não representam os motoristas de aplicativo. Eles não têm noção do que é o nosso trabalho. Estão nessa representação porque o governo é sindicalista. Levaram a panelinha.”

Uma das principais preocupações da AMASP é que a comissão decida por aplicar as regras da CLT ao modelo de trabalho por aplicativo, alternativa defendida pela maior parte dos sindicatos.

“A CLT tira nossa autonomia, nos obrigando a cumprir horários e a fazer toda e qualquer corrida, mesmo sem nos sentir confortáveis. As plataformas e o Governo não nos oferecem segurança para trabalhar dessa maneira. O que nós queremos é ter direitos previdenciários, mas preservando nossa autonomia”, opina Eduardo.

A Associação de Motoristas de Aplicativo do Rio de Janeiro também não aprovou a decisão do Governo. “Um absurdo. As instituições que estão na lista não representam os motoristas. Só tem central sindical, as associações e a federação dos motoristas ficaram de fora”, comenta o presidente Denis Moura.

Já a Aliança Nacional dos Entregadores de Aplicativo (ANEA) está na expectativa de que o grupo de trabalho ainda os convide para o debate. “Nós, da Aliança, temos garantia do Executivo de que participaremos. Temos também uma composição com as centrais para que sejamos ouvidos. Além disso, nosso trabalho não se restringe ao Executivo: temos conversas com membros do Legislativo, na Câmara e no Senado, por onde o projeto passará”, avalia Marcelo Gomes Sobreira, um dos líderes do movimento.

Edgar Francisco da Silva, conhecido como “Gringo”, presidente da AMABR – Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil, também diz que tem esperança de que o Governo Lula os inclua na conversa. “Se a decisão for por não ter a associação na mesa, a gente vai fazer nosso barulho. Não podem definir algo que impacta nossas vidas sem nós. Mas não acredito que farão essa sacanagem tão grande, estamos cansados disso.”

Outro representante dos entregadores, líder de uma associação, disse que “os trabalhadores não concordam que as centrais devam ser protagonistas desse processo, já que não estiveram envolvidas nas construções da categoria. Os trabalhadores que lutam todos os dias para mobilizar e conscientizar a categoria são os mais aptos a fazer essa discussão. Não é uma questão de um tomar lugar do outro, todos podem discutir, mas com cada um sabendo de onde veio e por quem fala. O Governo acerta ao criar o grupo, e erra na forma como cria”.

Sindicatos vão intermediar a conversa

Questionamos o Ministério do Trabalho e Emprego para entender por que as associações não compõem o Grupo de Trabalho (GT). Em resposta, o ministério afirmou que “as centrais vão interagir com as principais representações, mesmo que não sejam associadas, terão suas reivindicações ouvidas no GT”.

Também procuramos as centrais sindicais que farão parte do debate, mas apenas a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) atendeu às ligações. O Central disse que o Grupo de Trabalho não é apenas para discutir as relações de trabalho com motoristas e entregadores de aplicativo, mas de todos os trabalhadores das plataformas, o que inclui, por exemplo, desenvolvedores de sistemas.

“O Governo incentivou que as associações se aproximassem das Centrais, pois pela Lei os sindicatos têm essa prerrogativa de debate. É difícil mensurar, de fato, quantos motoristas são representados pelas associações, é preciso uma institucionalidade”, afirmou a CSB, que garantiu estar em contato ao menos com a Aliança dos Entregadores.

A proposta defendida pela CSB é que sejam aplicadas as normas da CLT nas relações de trabalho por aplicativo. Na prática, os motoristas e entregadores seriam contratados das plataformas, como iFood e Uber. Para os trabalhadores eventuais, a relação se daria através de MEI.

“Nossa proposta se divide em três pontos: aplicação da Lei Trabalhista (CLT), seguridade social via previdência e exigência de transparência das plataformas – já que hoje eles bloqueiam trabalhadores de forma unilateral e, algumas vezes, injusta”, disse a entidade ao UOL Carros.

Informações UOL Carros


Tarcísio ‘passou o trator’ em âncora da GloboNews; VEJA VÍDEO

foto: Reprodução 

https://twitter.com/brom_elisa/status/1653468234593517573?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1653468234593517573%7Ctwgr%5E0bfbff9a910da82ac4624b678239c26598acb5a3%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fterrabrasilnoticias.com%2F2023%2F05%2Ftarcisio-passou-trator-em-ancora-da-globonews-veja-video%2F

O Governador de São Paulo, Tarcísio Freitas rebateu jornalista da GloboNews ao vivo em entrevista.

Tarcísio falava sobre a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro na Agrishow: ”Pra mim é menos grave um ex-presidente da república estar na Agrishow do que o líder do MST estar na China”.


Profissionais entraram em greve nesta terça-feira (2) por melhores pagamentos.

Roteiristas de TV e cinema entram em greve por melhores salários em Hollywood

Roteiristas de TV e cinema entram em greve por melhores salários em Hollywood 

Os roteiristas de cinema e televisão de Hollywood entraram em greve nesta terça-feira (2), depois do fracasso das negociações por aumentos salariais com estúdios de produção, como Walt Disney e Netflix. A paralisação pode interromper imediatamente a gravação de programas de TV como os talk-shows de variedades.

  1. Quem está organizando a greve dos roteiristas? 
  2. Quais são as reivindicações dos roteiristas? 
  3. Como se deu a greve? 
  4. O que vai acontecer com as séries e filmes? 
  5. Os roteiristas já entraram em greve? 

A greve é realizada pelo Sindicado dos Roteiristas da América, o WGA, na sigla em inglês, e foi aprovada em abril. Esta será a primeira vez que os profissionais fazem a paralisação em 15 anos, e soma mais de 11 mil trabalhadores envolvidos. Confira abaixo o que se sabe sobre a greve: 

1. Quem está organizando a greve dos roteiristas? 

A paralisação está sendo organizada pelo Writers Guild of America (WGA), o sindicato ao qual pertence a maioria dos roteiristas em Hollywood. Ao todo, segundo a agência de notícias Reuters, o WGA representa 11,5 mil profissionais. 

2. Quais são as reivindicações dos roteiristas?

Os grevistas exigem, principalmente, aumento dos salários e o recebimento maior de lucros gerados pelas transmissões das produções por streaming. 

De acordo com a agência de notícias Reuters, os profissionais afirmam que enfrentam dificuldades com as remunerações estagnadas e que as mudanças com o streaming tornaram difícil viver em cidades como Los Angeles e Nova York. 

Trabalhadores e apoiadores do Writers Guild of America protestam em Los Angeles, Califórnia, EUA — Foto: REUTERS/Aude Guerrucci

Trabalhadores e apoiadores do Writers Guild of America protestam em Los Angeles, Califórnia, EUA — Foto: REUTERS/Aude Guerrucci 

Metade dos roteiristas de séries de TV agora trabalha com salários mínimos, em comparação com um terço na temporada 2013-14, de acordo com as estatísticas da WGA. O pagamento médio para roteiristas no nível mais alto de escritor/produtor caiu 4% na última década. 

Outra reivindicação é em relação à inteligência artificial. Segundo a Reuters, o WGA quer garantias que os estúdios sejam impedidos de usar as inteligências artificiais para criar roteiros a partir de trabalhos antigos dos escritores. Eles também querem garantir que não sejam solicitados a reescrever rascunhos de scripts criados pela IA. 

3. Como se deu a greve?

Durante o último mês, o WGA tentou negociar as melhores condições com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP, sigla em inglês), que representa as gigantes do entretenimento Comcast Corp, Walt Disney, CBS, Viacom, Time Warner Inc. e Twenty-First Century Fox Inc. 

Um dos principais pontos de desacordo, segundo a AMPTP seria o pedido do WGA da contratação de um número determinado de roteiristas “durante um período determinado, sejam eles necessários ou não”. 

Letreiro de Hollywood — Foto: Gabriel BOUYS / AFP

Letreiro de Hollywood — Foto: Gabriel BOUYS / AFP 

Outra questão debatida é o salário dos profissionais que trabalham em séries exibidas por streaming, que permanecem disponíveis durante anos em plataformas como a Netflix. 

Atualmente, os roteiristas têm um pagamento anual fixo, inclusive se seu trabalho tiver um grande sucesso como “Bridgerton” ou “Stranger Things”, visto por milhões de espectadores em todo o mundo. O WGA pede a reavaliação destes valores, hoje “baixos demais em vista do maciço reaproveitamento internacional” destes programas. 

Sem acordo, os roteiristas aprovaram a paralisação por meio de uma votação feita no dia 17 de abril. De acordo com o jornal “New York Times”, a medida foi aprovada por 98% de mais de 9 mil votantes. 

4. O que vai acontecer com as séries e filmes? 

Os primeiros impactos serão nos programas de entrevistas de variedades e atrações de esquetes de comédia com o “The Tonight Show” e “Saturday Night Live”. Nesses casos, os roteiros são escritos em dias próximos ao da exibição, muitas vezes, até no mesmo dia, e por isso, já devem parar de serem exibidos. 

A greve não deve atingir as produções de séries e filmes imediatamente. A maioria das atrações atualmente já possuem um intervalo maior entre as temporadas ou roteiros já escritos. 

No entanto, caso o WGA e o AMPTP não cheguem e a paralisação continuar, pode afetar e atrasar o retorno dos programas. 

Os filmes têm ainda um período maior para o lançamento. Ainda assim, se a greve se prolongar, os títulos que estão previstos para serem lançados entre 2024 e 2025 podem ser afetados. 

5. Os roteiristas já entraram em greve?

Sim. Entre 2007 e 2008, os roteiristas do WGA fizeram uma paralisação que durou 100 dias. 

As redes de TV transmitiram reprises e mais reality shows, enquanto o custo da paralisação para a economia da Califórnia foi estimado em US$ 2,1 bilhões, de acordo com o Milken Institute. 

Em 2017, o sindicato também aprovou uma greve em votação. No entanto, um acordo no último dia do contrato impediu a paralisação.

Informações G1