Com Frei Jorge Rocha
Tema: “Despercebido e desapercebido”
Confira:

A Polícia Federal cumpriu, em conjunto com a Polícia Militar da Bahia, na manhã desta quinta-feira (18), ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, na cidade de Feira de Santana, em um desdobramento das investigações relacionadas à apreensão de cerca de 100 kg de cocaína e substâncias adulterantes, em um caminhão no dia 25 de abril.
A investigação, que agora visa identificar outros participantes do crime, apontou para uma
pessoa que seria receptadora da droga na cidade. Foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedido pela Vara de Tóxicos e Acidentes de Veículos de Feira.
No local, foram apreendidos um aparelho celular e documentos em poder do investigado, os
quais serão submetidos a perícia com a finalidade de constatar a ocorrência do crime.
O investigado ficará custodiado no Presídio Regional de Feira de Santana à disposição da justiça
e irá responder pelo crime de tráfico de drogas, insculpido nos art. 33 e 35 c/c art. 40, V da Lei
nº 11.343/06.
*ASCOM/PF

Com o intuito de ampliar a vacinação e manter os casos da Covid controlados em Feira de Santana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensifica a vacinação nesta quinta-feira (18) até sábado (20) no Mercado de Arte Popular.
Nesta quinta a aplicação da vacina ocorre, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Na sexta-feira (19), o atendimento será realizado das 8h às 16h.
No sábado, a vacinação ocorre no Mercado de Arte Popular e na sede da Secretaria Municipal de Saúde (av. João Durval Carneiro), das 8h às 13h.
Para receber a vacina bivalente é necessário ser maior de 18 anos, ter tomado, ao menos, duas doses da vacina monovalente contra Covid e ter intervalo de quatro meses após a última aplicação. O interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.
Vale lembrar que o imunizante também está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF), de segunda a sexta-feira.
*SECOM

Crianças em sinaleiras vendendo balas. Outras que oferecem a lavagem de para-brisas nos semáforos em troca de ganhar alguns trocados, além daquelas que são encontradas nas feiras livres empurrando carrinhos de mão como serviço. Muitas diante dos olhares de adultos que as submetem ao trabalho precoce.
Nesta quinta-feira (18), Feira de Santana sediou o Fórum Estadual de Proteção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho Adolescente da Bahia (FETIPA), no teatro Margarida Ribeiro, onde estiveram presentes representantes dos municípios que compõem a microrregião Centro/Leste. O objetivo foi discutir e articular ações que assegurem a proteção e garantia dos direitos da criança e do adolescente.
“Esse é um desafio diário. Sabemos que as questões sociais e o desemprego, sobretudo no período de pós-pandemia em que houve uma desaceleração econômica, levaram ao aumento dessa demanda do trabalho infantil. Não podemos deixar passar despercebidas as crianças nos semáforos, entre outras que estão na invisibilidade. Temos que fortalecer as ações e buscar políticas públicas para combater essa prática”, observou o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Denilton Brito, ao enfatizar ainda que a exploração sexual de crianças deve ser combatida com ações frequentes.
O auditor fiscal do Trabalho e coordenador de combate ao trabalho infantil, Antônio Ferreira Neto, ressaltou que a Bahia é um dos estados que mais tem casos de trabalho infantil em diferentes modalidades, seja na zona rural, em oficinas ou nas ruas.
“Sempre há um adulto aliciando, coordenando. A gente sabe que uma criança não faz a mesma coisa cotidianamente, nem brincando. E o trabalho é uma coisa rotineira. Então, sempre tem alguém induzindo, gerenciando esse trabalho”, explica.
Ainda segundo Neto, o trabalho infantil é multifatorial. “Não é somente pela desigualdade social, a pobreza. Mas é também um fator cultural. É comum as famílias reforçarem a importância de se trabalhar de qualquer forma para não ter contato com a criminalidade, como se existissem somente dois caminhos: trabalhar ou delinquir. Tem muitas outras alternativas na vida de uma criança, de um adolescente”.
Na Bahia, segundo dados da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), no ano passado foram contabilizados 112 casos de trabalho infantil. Em 2021, o número de crianças e adolescentes identificados nessas condições chegou a 512. No ano de 2020, 356 pessoas foram resgatadas em situação de trabalho infantil. Em 2019, 655 casos foram notificados na Bahia.
“Essa queda no número de denúncias aponta a crescente subnotificação de casos. O trabalho doméstico, por exemplo, fica na invisibilidade”, cita o coordenador de combate ao trabalho infantil.
FORTALECER AS AÇÕES
Entre os municípios convidados a participar do FETIPA, Amélia Rodrigues, Anguera, Tucano, Piatã, Bonito, Wagner, Rui Barbosa, Mucugê, Serrinha e Antônio Cardoso. Ao todo, formam a microrregião Centro/Leste mais de 70 municípios.
O coordenador do FETIPA Centro/Leste, Roque Morais, que também é chefe da Proteção Social Especial da Sedeso, enfatizou a importância de unir os principais atores da assistência social para combater o trabalho infantil – a exemplo de coordenadores de CRAS, CREAS e conselheiros tutelares.
“O objetivo desse fórum é formar um grupo para que possa atuar no fortalecimento acerca da responsabilidade do setor no enfrentamento e combate às atividades de trabalho envolvendo a criança e o adolescente em todas as suas formas e locais”, afirmou.
Roque Morais observou que a realização do FETIPA coincidiu com uma data também importante: o 18 de maio – Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. “O município de Feira de Santana está 100% empenhado com o envolvimento de diversos órgãos para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse.
Também participaram do encontro a secretária municipal de Educação, Anaci Bispo Paim, a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Annelise Pereira, o presidente do Conselho da Criança e Adolescente, Caique Brito, além de representantes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e PM (Polícia Militar).
SECOM

O comércio varejista baiano expandiu suas vendas em 0,7% em março de 2023 frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. No cenário nacional, na mesma base de comparação, os negócios cresceram 0,8%. Na relação a igual mês do ano anterior, a ampliação nas vendas foi de 6,1% e 3,2% para a Bahia e o Brasil, respectivamente.
No trimestre, as taxas também foram positivas em 3,6% e 2,4% tanto no âmbito estadual, como no federal. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – realizada em âmbito nacional – e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
O comportamento das vendas, em março, se deve a valores mais altos para o Novo Bolsa Família em vigor a partir de março com o pagamento de R$ 600,00 e mais R$ 150,00 por crianças de até seis anos de idade e das contrações formais de mão de obra com menor nível de escolaridade nos setores de serviços e construção civil. Esses fatores resultaram numa melhora da percepção da situação atual e das expectativas para os próximos meses.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 2,5 pontos em março, passando para 87,0. Entretanto, o cenário econômico ainda é incerto dado às altas taxas de juros, resiliência da incerteza e desaceleração do mercado de trabalho, bem como elevados níveis de endividamento e inadimplência no mercado.
Atividade
Por atividade, em março de 2023, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de março de 2022, revelam que cinco dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo.
O crescimento nas vendas foi verificado nos segmentos de:
Os demais segmentos registraram comportamento negativo, são eles:
No que diz respeito aos subgrupos, verificam-se que as vendas de Hipermercados e supermercados e Eletrodomésticos cresceram 5,4% e 4,6%, respectivamente. Já a de Móveis recuou em 3,0%.
Na série sem ajuste sazonal, o segmento de Combustíveis e lubrificantes, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, e Tecidos, vestuário e calçados registraram as maiores influências positivas para o setor. O comportamento do primeiro pode ser atribuído ao aumento de fluxos de veículos em circulação, a despeito da pressão dos preços, dado ao retorno das atividades escolares. O segundo tem no abrandamento dos preços praticados na atividade a sua principal explicação, já que comercializam produtos de primeira necessidade. Já o terceiro foi influenciado pela desaceleração dos preços verificados no ramo. De acordo com os dados do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou nos meses de fevereiro e março de 2023, para o item vestuário taxas de -0,49% e -0,78%, respectivamente, em Salvador/BA.
O segmento Veículos, motos, partes e peças registrou expansão de 7,6% nas vendas em relação à igual mês do ano anterior. Nesse mês, o segmento volta a crescer, após onze meses em queda. Para a análise dos últimos 12 meses a taxa foi positiva em 19,9%.
Informações Bahia.ba

O RMS (Royal Mail Ship) Titanic naufragou na noite de 14 de abril de 1912. Segundo Walter Lord, jornalista e historiador que, nos anos 1950, compilou os relatos dos sobreviventes do naufrágio e os publicou sob o título de A nigth to remember (Uma noite fatídica, na versão brasileira), o acidente foi um marco não só para a indústria naval, mas para a imprensa também. Até a “noite fatídica” do acidente com o icebergque levou para o fundo do Atlântico o navio “inafundável”, as pessoas não tinham grandes manchetes nos jornais. O Titanic foi uma injeção de sensacionalismo na imprensa mundial; e a dose foi tamanha que ainda hoje se fala sobre o seu naufrágio com curiosidade.
A colisão com o iceberg aconteceu a cerca de 740 quilômetros ao sul da província canadense de Terra Nova e Labrador, no Atlântico Norte. publicidade
Segundo os relatos dos sobreviventes divulgados na imprensa à época — e depois averiguados por Walter Lord —, o Titanic colidiu com o iceberg por volta das 23h40 do dia 14 de abril de 1912. De acordo com os relatos, o primeiro oficial do navio William Murdoch deu ordens para que o transatlântico virasse para estibordo (lado direito do navio para quem está a bordo). Mas a ordem não foi acatada a tempo, e o navio colidiu com o bloco de gelo.
Imediatamente após a colisão, Edward Smith, o experiente capitão, ordenou que sinais de SOSfossem enviados a todos os navios próximos. Fogos de artifício com o objetivo de chamar a atenção de embarcações próximas também foram disparados. Ao mesmo tempo em que essas medidas eram operadas pela tripulação, barcos salva-vidas começaram a ser lançados com prioridade para mulheres e crianças. Havia 20 barcos e, se eles tivessem sido cheios até a capacidade máxima, só haveria espaço para 1178 pessoas, de um total de 2.223 pessoas a bordo (entre passageiros e tripulantes). Apenas 705 dos que estavam a bordo foram resgatados.

Segundo os relatos dos sobreviventes, durante o naufrágio do Titanic a temperatura da água era de aproximadamente -2º Celsius. Aqueles que não conseguiram abrigo a bordo de um barco salva-vidas e, portanto, caíram no mar, sucumbiram à hipotermia.
Àqueles que viajavam na primeira classe havia sido disponibilizado o luxuoso serviço de uma banda profissional. No filme Titanic (1997), do diretor James Cameron, é famosa a cena dos violinistas tocando até momentos antes de serem atingidos pelas gélidas águas do Atlântico Norte. No entanto, não há nos relatos oficiais detalhes sobre quanto tempo os músicos tocaram; é fato que, seguindo as ordens do capitão, a banda tocou até pouco antes do naufrágio total do navio. Lord ouviu relatos de sobreviventes que afirmaram terem sido acalmados pela melodia de Nearer My God to Thee.
Quando, cedendo ao peso da água, a proa do Titanic inclinou-se, a popa foi elevada, saindo da água. As luzes da embarcação apagaram-se definitivamente por volta das 2h18 da manhã do dia 15 de abril, quando o peso do navio fez a embarcação partir-se em duas. Relatórios modernos indicam que a proa do Titanic levou aproximadamente 6 minutos para chegar ao fundo do oceano, depois de se desprender do resto do navio. A popa tornou à superfície momentaneamente, antes de empinar novamente. Às 2h20, o Titanic foi completamente sepultado sob o Atlântico.
Informações Revista Oeste

Foto: Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a perda de mandato do deputado Deltan Dallagnol, decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será analisada pela Corregedoria da Câmara dos Deputados.
Os procedimentos são regulamentados pelo Ato da Mesa 37/09. “A Mesa seguirá o que determina esse ato: a Câmara tem que ser citada, a Mesa informará ao corregedor, o corregedor vai dar um prazo ao deputado, o deputado faz sua defesa e sucessivamente”, disse Lira durante a sessão do Plenário.
Ele respondeu a uma questão de ordem do deputado Maurício Marcon (Pode-RS), para quem a Câmara deve se pronunciar sobre a decisão da Justiça Eleitoral. “O mandato deve ser cassado somente por esta Casa”, disse.
O TSE cassou na terça-feira (16), por unanimidade, o registro de candidatura do então candidato Deltan Dallagnol nas últimas eleições (outubro de 2022). Cabe recurso da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A Constituição garante aos deputados cassados pela Justiça Eleitoral o direito a ampla defesa dentro da Câmara dos Deputados. Conforme a Constituição, a perda de mandato será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação, assegurada a ampla defesa.
O Ato da Mesa assegura ao deputado alvo de representação prazo de cinco dias úteis para a manifestação. Quando a representação é fundamentada em ato da Justiça Eleitoral, cabe apenas ao corregedor tratar dos aspectos formais da decisão judicial.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

Foto: Reprodução
Se confirmada a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), como é o plano dos inimigos, admitido pelo próprio ex-presidente e aliados próximos, chapa presidencial passou que passou a ser considerada na cúpula do bolsonarismo nasceu promissora: Tarcísio de Freitas (Rep) e a ex-primeira-dama Michelle como vice. Pesquisas iniciais foram consideradas “animadoras”: o caráter técnico de Tarcísio associado ao apelo popular de Michelle podem até superar o apoio ainda forte ao ex-presidente.
Interlocutores do ex-presidente acham que seus inimigos nos tribunais e no governo vão à forra impedindo uma nova candidatura, em 2026.
O Ministério Público Eleitoral já defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro pela reunião com embaixadores do Planalto. Ministros do TSE exultaram.
Com aprovação superior à de Lula em São Paulo, Tarcísio tem se consolidado como a principal liderança conservadora após o ex-chefe.
Com imagem muito positiva desde os tempos de primeira-dama, Michelle acrescenta nacionalmente a densidade eleitoral que falta a Tarcísio.
Coluna Cláudio Humberto

Foto: O Globo
Um dia depois da cassação do mandato de Deltan Dallagnol (Podemos-PR), o senador Sergio Moro (União-PR), que segundo oposicionistas poderia ser o próximo a cair nos mesmos moldes do aliado, encontrou-se com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sede da Corte.
O encontro aconteceu sem alarde e levou Moro a faltar a despedida de Deltan da Câmara dos Deputados.
Contudo, conforme o Estadão, a assessoria do senador não revelou a agenda dele tarde desta quarta (17).
“O senador está cumprindo uma agenda externa, tentou chegar a tempo mas não conseguiu”, limitou-se a assessoria.
A Coluna do Estadão, por sua vez, confirmou que Moro esteve no STF e conversou com Moraes no intervalo da sessão do plenário.
Já a assessoria do Supremo, de forma sucinta disse que a audiência com o senador foi pré-agendada e para tratar sobre Segurança Pública. “Uma das quatro que o ministro teve nesta tarde. Todas (foram) marcadas desde a semana passada. Assunto com Moro: PL sobre segurança pública”, disse.
Estadão
De acordo com o Ministério da Saúde, o homem tem 61 anos e é funcionário de um parque municipal de Vitória onde uma das aves marinhas contaminadas foi encontrada caída no chão.
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Aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus. — Foto: Cláudio Dias Timm
O Ministério da Saúde confirmou na noite desta quarta-feira (17) o primeiro caso suspeito de gripe aviária em humano do Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos, funcionário de um parque municipal de Vitória onde foi encontrada uma das três aves com resultado positivo para a doença no Espírito Santo.
O paciente apresenta sintomas gripais leves e, conforme protocolo de vigilância sanitária, está em isolamento e monitorado por equipes de saúde do município. A pasta informou que acompanha e está dando o suporte necessário ao estado desde a notificação.
A amostra do paciente suspeito e de outras 32 pessoas que também trabalham no parque estão em análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Espírito Santo. Após a análise, as amostras também serão enviadas para a Fiocruz, que é o laboratório de referência para o estado, e deverão ser manipuladas em áreas de biossegurança NB-3.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), ainda não há informação sobre o prazo para divulgação dos resultados dessas análises.
O Ministério da Saúde reforçou que não foram registrados casos confirmados de influenza aviária A (H5N1) em humanos no Brasil. A transmissão da doença ocorre por meio de contato com aves doentes, vivas ou mortas. E, de acordo com o que foi observado no mundo, o vírus não infecta humanos com facilidade e, quando isso ocorre, geralmente a transmissão de pessoa para pessoa não é sustentada.
Na tarde desta quarta-feira (17), a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) havia confirmado que 33 pessoas foram possivelmente expostas a uma ave marinha contaminada pelo vírus influenza aviária, que foi encontrada num parque municipal de Vitória. O parque é o Refúgio da Vida Silvestre da Mata Paludosa (antigo Parque da Fazendinha), em Jardim Camburi.
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou três aves contaminadas com a gripe aviária no litoral capixaba na última segunda-feira (15).
Na tarde desta quarta-feira (17), a Sesa informou que equipes da Vigilância em Saúde, juntamente com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), realizaram investigação de campo em Vitória, Cariacica e Marataízes (locais onde foram encontradas as três aves contaminadas) para identificar pessoas que tiveram contato com esses animais. A ação foi iniciada na terça-feira (16). O parque está fechado para visitas desde então.
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Refúgio da Vida Silvestre da Mata Paludosa (antigo Parque da Fazendinha), em Vitória, onde uma ave contaminada foi encontrada — Foto: Paulo Ricardo Sobral/TV Gazeta
A Sesa esclareceu ainda que as pessoas que tiveram contato com as aves diagnosticadas com a gripe aviária (vírus H5N1) devem ser monitoradas se apresentarem sintomas gripais pelo período de dez dias a partir do contato com a ave contaminada ou com suspeita de contaminação.
A população deve evitar estritamente contato com aves doentes ou mortas, incluindo aves silvestres. Outras orientações gerais incluem:
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou dois casos de aves marinhas contaminadas pelo vírus da influenza aviária, o H5N1, na tarde de segunda-feira (15). No fim do mesmo dia, o governo informou um terceiro caso.
Dois animais são da espécie Thalasseus acuflavidus, conhecida Trinta-réis-bando, e foram resgatados no litoral do Espírito Santo.
No momento do resgate, uma das aves estava localizada no município de Marataízes, Litoral Sul, e outra no bairro Jardim Camburi, em Vitória.
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Aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus. — Foto: Cláudio Dias Timm
O terceiro é uma ave migratória da espécie Sula leucogaster (atobá-pardo), que estava no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica (Ipram), desde janeiro.
Os dois casos não afetam a condição do Brasil como país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP) e os demais países membros da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.
É a primeira vez que o Brasil apresenta casos de gripe aviária.
Os animais infectados não fazem parte do sistema industrial brasileiro, ou seja, os casos não afetam aves e ovos disponíveis nos supermercados e a seguridade alimentar da população, aponta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Informações G1